Etica celani versao_final_modocompat

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Etica celani versao_final_modocompat

  1. 1. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃOTECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA Questões de ética na pesquisa em Linguística Aplicada FONSECA Maria Antonieta Alba CELANI CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
  2. 2. INTRODUÇÃO À PESQUISA EM LETRASPROFESSOR: ANTONIO FERREIRA ALUNAS: ANDREA GOMES ERIKA CARVALHO LUCIANA CHAMARELLI PRISCILA CRISTINA LOBATO SHEILA BÁRBARA DE SIQUEIRA
  3. 3. QUESTÕES DE ÉTICA NA PESQUISA EM LINGUÍSTICA APLICADA MARIA ANTONIETA ALBA CELANI
  4. 4.  O SER HUMANO DIANTE DO MUNDO DEFININDO OS TERMOS PARADIGMAS DE PESQUISA OS PARADIGMAS E CÓDIGOS DE CONDUTA A ÉTICA NA PESQUISA QUALITATIVA EDUCACIONAL A ÉTICA NA TEORIA CRÍTICA ALGUMAS DIFICULDADES A FORMAÇÃO ÉTICA DE PESQUISADORES EDUCADORES POSIÇÕES RECENTES QUESTÕES EM ABERTO
  5. 5. O SER HUMANO DIANTE DO MUNDO “A ânsia de busca de novo conhecimento faz parte da natureza humana (...) Será essa busca do novo sempre feita com liberdade, sem preconceitos, com humildade para entender e com grandeza para mudar? Mais complexa ainda é a questão do uso de novo conhecimento. Quem tem acesso ao novo conhecimento? Garante que direitos? De quem?” (CELANI, Linguagem & Ensino, 2005 p.103)Juramento de Hipócrates"Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhastodos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, apromessa que se segue:Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vidacomum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meuspróprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la,sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, daslições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulosinscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. (...)Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio dasociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, euconservarei inteiramente secreto.Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente davida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele meafastar ou infringir, o contrário aconteça."
  6. 6. o 1947 - Primeiro documento oficial disponível (Código de Nurenberg), com o objetivo de tratar da autonomia do ser humano.o 1964 – Como seguimento do Código de Nurenberg, surge a Declaração de Helsinque, a qual determina que os sujeitos devem receber o melhor tratamento que o país pode lhes dar.o 1982 – Surgem as diretrizes internacionais para a pesquisa biomédica com normas próprias dos países.o 1995 – Surge a norma para o Brasil, com juizo crítico para valores humanos, usos e costumes para a sociedade.o 1996 – A partir da Resolução 196/1996, cria-se o Conselho Nacional de Saúde (CSN) composta por 137 membros de formação variadas.o 2002 – Já havia 365 comitês registrados no país. E por fim, surge a criação de comitês de ética nas Universidades em que são submetidos todos os projetos de pesquisas que envolvam seres humanos, no todo ou em partes.
  7. 7. Definição do dicionário Houaiss (2001)ética – parte da filosofia responsável pela investigaçãodos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ouorientam o comportamento humano, refletindo esp. arespeito da essência das normas, valores, prescrições eexortações presentes em qualquer realidade social; (ênfaseminha)derivação por extensão de sentido – conjunto de regras epreceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, deum grupo social ou de uma sociedade (ênfase minha)moral – conjunto das regras, preceitos etc. característicosde determinado grupo social que os estabelece e defende(ênfase minha)Definição do dicionário Aurélio (1999)ética – estudo dos juizos de apreciação referentes à condutahumana suscetível de qualificação do ponto de vista dobem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade,seja de modo absoluto (ênfase minha)valores – normas, princípios ou padrões sociais aceitosou mantidos por indivíduo, classe, sociedade (ênfaseminha)
  8. 8. PARADIGMAS DE PESQUISADe um modo geral, e simplificando bastante a questão,podemos reduzir os paradigmas de pesquisa nas áreas de LingüísticaAplicada, Educação e Ciências Sociais a dois principais:o positivista e o qualitativo Positivista- objetividade e linguagem científica Qualitativo – intersubjetividadeÉ claro que esses dois paradigmas têm aspectos comuns,quer no que diz respeito a objetivos gerais, valoresfundamentais, quer no que se refere ao uso do poder e acódigos de conduta.
  9. 9. OS PARADIGMAS E CÓDIGOS DE CONDUTANos dois paradigmas há preocupação com oestabelecimento de códigos de conduta, quepodem ir desde juramentos profissionais, como o jácitado juramento de Hipócrates, para os médicos,até à necessidade de submissão de propostas depesquisa a comitês para aprovação, até a códigosde associações profissionais (cf. Spradley, 1980,com referência à Associação Americana deAntropologia).É preciso ter claro que pessoas não são objetos e, portanto, nãodevem ser tratadas como tal; não devem ser expostas indevidamente.Devem sentir-se seguras quanto a garantias de preservação dadignidade humana. Pode haver danos e prejuízos, também para ospesquisadores, em suas interações com colegas, com alunos de pós-graduação e com jovens iniciantes de iniciação científica. Para aprofissão e a sociedade em geral, a perda de confiança na pesquisa enos pesquisadores pode representar danos irreparáveis.
  10. 10. Mas, do que podem decorrer os danos e os prejuízos?De posturas e de procedimentos considerados não éticos.Para Moraes (c.1995)2, os procedimentos não éticospodem ser reduzidos a duas categorias: má conduta e fraude.Seriam exemplos de má conduta: não arquivar os dados, nãoaceitar avaliações, encomendar dados estatísticos, explorarsubalternos, publicar precocemente (para correr na frente),Ainda segundo Moraes (c.1995), a fraude se caracterizariacomo: plagiar, falsificar dados e inventar resultados.A classificação não é fácil, nem há unanimidade de opiniões arespeito da diferença entre má conduta e fraude.
  11. 11. A ÉTICA NA PESQUISA QUALITATIVA EDUCACIONAL Um pressuposto básico na pesquisa qualitativa: tudo o que constitui oser humano (crenças, atitudes, costumes, identidades) é criadoe existe só nas relações sociais, nas quais o uso da linguagemé fundamental (Bredo & Feinberg, 1982).Pesquisador e Participantes : Parceria Se a vida social é dialógica, o método para descrevê-la também deve serdialógico, para se garantir a opressão que ameaça os participantes, comodecorrência das relações assimétricas de poder.Na pesquisa educacional crítica, no âmbito da LingüísticaAplicada, os pressupostos e os procedimentos do paradigmaqualitativo interpretativista têm implicações que merecem ser explicitadas. -Desenho da pesquisa -Proteção dos participantes
  12. 12. A ÉTICA NA TEORIA CRÍTICA Controle Técnico ≠ Teoria Crítica• Controle Técnico: Ex. “Provão” e o ENEM.• Teoria crítica: É a pesquisa entendida como empoderamento (empowerment) “Empoderamento é uma processo pelo qual as pessoas as organizações,as comunidades tomam conta dos seu próprios assuntos de sua própria vida,tomam consciência de sua habilidade e competências para produzir, criar , egerir seus destinos...” (flordebeijaflor)Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/1854240 Partilha do conhecimento da pesquisa•Utilidade•Divulgação dos resultados para os participantes
  13. 13. ALGUMAS DIFICULDADES• O anonimato realmente oferece proteção aos participantes dapesquisa?• A quem pertencem os dados da pesquisa?“Às vezes o próprio desenho da pesquisa exige que o pesquisadornão revele completamente seus interesses reais.(...)Cameron et al(1993,p.83) ao discutirem a questão, propõem que opesquisador poderia utilizar pequenos ‘enganos’ ou omissões, semferir os princípios éticos. É o que chamam de “enganoinócuo”.”(CELANI, Linguagem e Ensino, 2005 p.113)
  14. 14. A FORMAÇÃO ÉTICA DE PESQUISADORES EDUCADORES“As obrigações éticas devem incluir a firme disposição decriar uma atmosfera de respeito mútuo, de apoio e tolerância,isto é, um lugar seguro no qual não há receio de fazerperguntas “estúpidas”, de demonstrar que não se entendeualgo ou de ser acusado de retardar o andamento da classe.(...) Dar crédito a ideias e atividades de outros,particularmente no trabalho em equipe, são obrigações detodos. O trabalho em equipe talvez seja o contexto maisprodutivo para o desenvolvimento de procedimentos éticos.”(CELANI, Linguagem e Ensino, 2005 p.115)
  15. 15. ALGUMAS DEFINIÇÕES DE PLÁGIO Dicionário Aurélio: Plágio sm: ato ou efeito de plagiar; Plagiar: v.t.d.1. Apresentar como seu (trabalho intelectual de outrem). 2. Imitar (obra alheia).
  16. 16. POSIÇÕES RECENTES• Questões de poder e identidade;• Valores culturais;• O papel da internet e a oferta de busca de informações;• Pennycook (1996,2001) e Hafenik (2002) e as evoluções em relação à maneira de se avaliar a questão do plágio.
  17. 17. QUESTÕES EM ABERTO• Necessidade de definir mais claramente as questões de plágio;• O papel do professor na formação dos novos pesquisadores;• Uso apropriado da interpretação e da apresentação dos dados de pesquisa.

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