Manual de Boas Práticaspara EmpresasEcoeficientesPrograma Nisa Ecoeficiente
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2   Empresas Ecoeficientes
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Empresas Ecoeficientes              Na Figura 2 estão presentes os tipos de empresas dentro de cada sector de actividade e...
3   Boas Práticas
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Empresas Ecoeficientes              Na Tabela 9 são apresentados alguns exemplos da aplicação desta tecnologia em Portugal...
Empresas Ecoeficientes              3.2. Transportes              Os transportes são das áreas que mais contribuem para as...
Empresas Ecoeficientes               3.2.1.	Sector dos Serviços               3.2.1.1. Mercearias e Supermercados         ...
Empresas Ecoeficientes              3.3. Água              Existe uma grande variedade de medidas de eficiência que podem ...
Empresas Ecoeficientes              3.3.1.	Sector dos Serviços              3.3.1.1. Empresas de construção civil         ...
Empresas Ecoeficientes              3.4. Resíduos              Os objectivos fundamentais de gestão de resíduos traduzem-s...
Empresas Ecoeficientes              Como parte das acções de sensibilização para os colaboradores da empresa é importante ...
Empresas Ecoeficientes              Um desafio importante que se coloca às empresas de construção é a diversidade de proje...
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4   Anexos
Empresas Ecoeficientes               4.1. Auditoria Eco Eficiente               Exemplos de tabelas para recolha de dados:...
Empresas Ecoeficientes              4.2. Referências              No âmbito do programa Nisa Ecoeficiente foi criado o Gab...
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Manual de Boas Práticas em Eco-eficiência para Empresas

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A ecoeficiência foi um termo introduzido pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) em 1992, originalmente utilizado para descrever a minimização do impacto ambiental na produção de bens e serviços. Este termo foi adoptado para a elaboração deste Manual de Boas Práti- cas para Empresas Ecoeficientes, que tem como objectivo divulgar boas práticas junto das empresas que lhes permitam obter benefícios ambientais e económicos.

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  1. 1. Manual de Boas Práticaspara EmpresasEcoeficientesPrograma Nisa Ecoeficiente
  2. 2. Empresas Ecoeficientes 1 Índice 1. Índice 2 2. Empresas Ecoeficientes 3 3. Boas Práticas 7 3.1. Energia 8 3.2. Transportes 16 3.3. Água 18 3.4. Resíduos 20 4. Anexos 24 4.1. Auditoria Ecoefiente 25 4.2. Referências 26 4.3. Sobre a 27 Pense no ambiente antes de imprimir este Manual. Em caso de necessidade, imprima apenas as páginas que considera mais importantes.
  3. 3. 2 Empresas Ecoeficientes
  4. 4. Empresas Ecoeficientes A ecoeficiência foi um termo introduzido pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) em 1992, originalmente utilizado para descrever a minimização do impacto ambiental na produção de bens e serviços. Este termo foi adoptado para a elaboração deste Manual de Boas Práti- cas para Empresas Ecoeficientes, que tem como objectivo divulgar boas práticas junto das empresas que lhes permitam obter benefícios ambientais e económicos. Foram identificadas quatro áreas de actuação que vão permitir um aumento da ecoeficiência nas actividades empresariais, sendo estas : • A energia, que inclui o aumento da eficiência energética e de utilização de energias renováveis nos edifícios e infra-estruturas, indústria e serviços; • Os transportes, que inclui as medidas de mobilidade sustentável em infra-estruturas rodoviárias e frotas; • Os resíduos, que inclui a gestão e valorização de resíduos urbanos e industriais; • A água, que inclui a redução das perdas, minimização do consumo e reutilização de água. Para uma empresa se tornar Ecoeficiente deverá ter incorporado no seu modelo de gestão acções que permitam: • Reduzir a intensidade energética por unidade de produto ou serviço prestado; • Aumentar o potencial de reciclagem dos materiais usados; • Reduzir os consumos de água e materiais por unidade de produto ou serviço prestado; • Maximizar o uso de fontes de energia renováveis; • Contribuir para a sistematização de boas práticas ambientais na empresa. Esta abordagem permite não só um aumento da eficiência ambiental como também uma redução nos custos operacionais, incluindo os custos directos de produção, e o aumento da produtividade da empresa. Ao adoptar este modelo de gestão são reduzidas na fonte as causas de poluição e de impactos ambientais associados com o consumo ineficiente dos recursos naturais reduzindo, por exemplo, os resíduos nos respectivos locais onde são gerados e o consumo de energia com origem fóssil. 4Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  5. 5. Empresas Ecoeficientes A primeira fase para uma empresa se tornar Ecoeficiente é a realização de um diagnóstico que vai permitir avaliar e monitorizar o desempenho da empresa nas quatro áreas da ecoeficiência (Figura 1). Após o diagnóstico são identificadas as boas práticas que deverão ser aplicadas na empresa na Fase II. Terminada a identificação das boas práticas deverá ser definido um plano de acção que permita a definição de metas e objectivos e um cronograma com o planeamento das acções. Desta forma a empresa fica com uma ferramenta de gestão que lhe permite diminuir o seu impacto nas emissões de gases com efeito de estufa e aumentar a produtividade e eficiência. Fase I Fase II Fase III Diagnosticar Identificar boas práticas Definir um plano de acção Identificar as fontes de consumo, Identificar as boas práticas que Definir um plano de acção para a quantidade consumida e o tipo: melhor se adequam à Empresa aplicação das boas práticas para as 4 áreas da ecoeficiência: identificadas na Fase II: • Energia consumida; • Energia; • Estabelecer um cronograma • Meios de transporte para dar início às acções; e combustíveis consumidos; • Transportes; • Estabelecer metas e objectivos; • Resíduos produzidos e materiais • Resíduos; consumidos; • Elaborar um plano • Água. de monitorização para avaliar • Água consumida com origem o progresso e o cumprimento na rede ou captação própria das metas traçadas. Figura 1 – Plano para uma Empresa se tornar Ecoeficiente. O plano para uma Empresa Ecoeficiente não deve terminar com a implementação das acções. A em- presa deverá avaliar o seu desempenho ambiental após a implementação de boas práticas. Poderá assim verificar se foram alcançados os objectivos e as metas traçadas e motivar o progresso em direcção a novas metas e novas acções. O presente Manual de Boas Práticas para Empresas Ecoeficientes permite às empresas escolher uma selecção de boas práticas que permitem cumprir os objectivos definidos (Capítulo 3). Permite tam- bém apontar outras referências que a empresa no seu interesse pode consultar de forma a aprofun- dar o tema. O Capítulo 3 está organizado nas 4 áreas da ecoeficiência: energia; transportes; resíduos e água. Para cada área é identificado um conjunto de acções que são transversais a todos os sectores. Como o manual está direccionado para os sectores de actividade que têm maior expressão no concelho de Nisa, foram também identificadas acções específicas para cada tipologia de empresa nas áreas em que se podem obter maiores benefícios. 5Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  6. 6. Empresas Ecoeficientes Na Figura 2 estão presentes os tipos de empresas dentro de cada sector de actividade e a secção do capítulo onde são referidas acções específicas. Sector Industrial Indústria Agro Alimentar Cap. 3.1.2 Mercearias Cap. 3.1.2.1 Empresas de Cap. 3.3.1.1 Supermercados Cap. 3.2.1.1 Construção Civil Cap. 3.4.1.1 Sector dos Serviços Oficinas e Cap. 3.1.2.4 Restaurantes Cap. 3.1.2.3 Serralharias Cap. 3.4.1.2 Cafés Lares de terceira idade, Cap. 3.1.2.2 pequenas residenciais e hotéis Figura 2 – Sectores de actividade abrangidos no Manual de Boas Práticas para Empresas Ecoeficientes 6Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  7. 7. 3 Boas Práticas
  8. 8. Empresas Ecoeficientes 3.1. Energia Diagnosticar os fluxos de energia associados a uma empresa é extremamente importante para quantificar os consumos e as perdas de energia. Este deve ser a primeira fase para uma empresa se tornar ecoeficiente na área da energia. No concelho de Nisa a energia eléctrica representa cerca de 64% do total de energia final consumi- da. Numa empresa a área onde existe maior consumo de energia eléctrica é a iluminação (não estão a ser consideradas as unidades de produção industrial, cujo perfil de consumo de energia é muito variável de acordo com o tipo de produção). No caso da iluminação as melhores estratégias para a redução no consumo de energia eléctrica passam pela optimização dos níveis de iluminação de acordo com as necessidades da actividade. Exemplos deste tipo de acções são trocar os aparelhos existentes por equipamentos mais eficientes; utilizar controlos de iluminação automáticos e sistemas de gestão centralizada quando aplicável; optar por equipamentos diferentes consoante as necessidades quer dos espaços interiores quer do espaço exterior. Quando se pensa na troca de aparelhos de iluminação tem assim que se ter em atenção a actividade que está a ser desenvolvida no espaço onde a iluminação vai ser instalada. A Tabela 1 é exemplificativa das aplicações de cada tecnologia de iluminação. Tabela 1 – Nível de adequação da tecnologia de iluminação ao espaço Tecnologia Aplicação Fluorescentes T12 T8 T5 Incandescentes Halogéneo Compactas Fluorescentes Fluorescentes Fluorescentes LED Escritórios, Salas de conferências, --- --- -+ -+ +++ +++ N/A Salas de aula Armazéns e Oficinas --- --- ++ -+ ++ +++ N/A Lâmpadas de mesa --- --- +++ -+ +++ +++ +++ Sinalética (indicadores de --- N/A -+ N/A N/A N/A +++ saída) Parques de estacionamento --- --- -+ -+ +++ +++ N/A exteriores Legenda: N/A - Não aplicável; Escala de adequação de tecnologia: - - - não adequado; - - adequação média baixa; - + adequação média; + + adequação média alta; + + + tecnologia adequada. 8Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  9. 9. Empresas Ecoeficientes Para além da iluminação existem muitas outras áreas onde existem consumos não só de energia eléctrica como de outros tipos de energia e combustíveis. Na Tabela 2 encontra-se uma selecção de boas práticas que permitem diminuir o consumo de energia com baixos investimentos e que são transversais a todos os sectores de actividade. Tabela 2 – Boas Práticas na gestão dos consumos de energia numa empresa Energia 1 Desligar as luzes em zonas que não estão ocupadas ou em que a iluminação natural é suficiente para o exigido. Desligar os equipamentos eléctricos nas tomadas, quando terminar a sua utilização de forma 2 a evitar consumos desnecessários. 3 Regular os termóstatos da climatização para uma temperatura interior de 21 a 23º C no Verão e de 20-18ºC no Inverno. 4 Eliminar as frestas das portas e janelas com recurso a material isolante. Verificar que os equipamentos de grande consumo não ficam em funcionamento por períodos longos 5 de inactividade da empresa (por exemplo, noites ou fins de semana) 6 Estabelecer como critério para as compras de equipamentos a eficiência energética. Estabelecer um plano de manutenção não só para os equipamentos com maiores consumos energéticos 7 como também para a iluminação e todo o equipamento com consumo energético (e.g. manutenção nos computadores para verificação se os sistemas de poupança estão activos). Instalar sensores de presença em zonas de passagem ou espaços pouco frequentados, para que a iluminação 8 seja desligada automaticamente na ausência de movimento Pintar as paredes e tectos de cores claras, uma vez que são as que apresentam melhores condições de reflexão 9 permitindo, desta forma, restituir uma parte importante da luz emitida pelas lâmpadas. Colocar sinalização nos equipamentos e zonas de grande consumo energético para que os colaboradores 10 possam estar sensibilizados (consumo médio do equipamento, o custo associado e também algumas normas de manutenção). Existem também um conjunto de acções que permitem à empresa reduzir a factura energética. Este tipo de acções não tem que ver directamente com o consumo de energia mas sim com os pa- drões de consumo, como por exemplo o tipo de equipamentos usados na empresa, os horários de funcionamento ou os horários de maior consumo. A Tabela 3 tem um resumo deste tipo de acções. 9Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  10. 10. Empresas Ecoeficientes Tabela 3 – Boas práticas que permitem reduções na factura energética Optimização dos contratos de Energia Optimização do factor de potência contratada para fornecimento de energia eléctrica 1 (válido para instalações com equipamentos de elevado consumo) 2 Simulação das várias opções de tarifa contratada (bi-horária, tri-horária) de forma a identificar a configuração mais adequada para o padrão de consumo energético da empresa. Renegociação do contracto de fornecimento de energia/combustíveis com pedido de novos orçamentos 3 a fornecedores para avaliar qual a melhor opção disponível no mercado para a empresa. Nas próximas secções são apresentados alguns exemplos de boas práticas e acções específicas para alguns sectores de actividade. As boas práticas que vão ser apresentadas podem ter associados valores de investimento elevados para a empresa e deverão ser cuidadosamente analisadas através da realização de auditorias técnicas. Neste Manual são apresentadas algumas destas soluções de eficiência energética a título ilustrativo. 3.1.1. Sector dos Serviços 3.1.1.1. Mercearias e Supermercados Num supermercado ou mercearia os sistemas de refrigeração representam cerca de 40% do con- sumo de energia eléctrica total. A Figura 3 permite ver a distribuição média do consumo de energia eléctrica num supermercado de média dimensão. 23% Iluminação 38% Climatização Outros Sistemas de refrigeração 28% 11% Figura 3 – Distribuição do consumo de energia de energia eléctrica numa mercearia ou supermercado 10Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  11. 11. Empresas Ecoeficientes Na Tabela 4 é apresentada uma selecção de boas práticas que podem ser aplicadas aos sistemas de refrigeração num supermercado ou mercearia. Tabela 4 – Selecção de Boas Práticas na gestão dos consumos de energia em sistemas de refrigeração para supermercados e mercearias. Sistemas de Refrigeração Manter sempre que possível as portas fechadas: são as grandes flutuações de temperatura que levam aos maiores 1 consumos energéticos. Sensibilizar os colaboradores e os clientes através da colocação de informação no local. 2 Verificar as definições de temperatura do sistema com frequência, para que os equipamentos trabalhem à temperatura adequada e desta forma não seja consumida energia desnecessária. 3 Efectuar uma limpeza periódica aos sistemas de refrigeração: a acumulação de pó leva a perdas de eficiência nos permutadores de calor existentes nos aparelhos de refrigeração aumentando assim os seus consumos de energia. Efectuar uma verificação periódica ao sistema de selagem das portas: o funcionamento correcto das portas 4 previne a entrada de ar quente no sistema. Estas entradas de ar quente têm como consequência o aumento do consumo de energia para arrefecimento e também a acumulação de gelo. Programar limpezas periódicas no interior dos sistemas de refrigeração para prevenir a acumulação 5 de gelo que provoca o aumento da ineficiência do sistema de refrigeração. Proceder a uma avaliação dos equipamentos existentes e elaborar estudo económico/ambiental com vista 6 à sua substituição por alternativas mais eficientes e mais adequadas às necessidades da empresa em termos de capacidade e eficiência energética. Assegurar que os sistemas de refrigeração têm ventilação adequada e não se encontram próximos de fontes 7 de calor. Desta forma são evitados consumos desnecessários de energia. 3.1.1.2. Lares de terceira idade, pequenas residenciais e hotéis Os desafios que se colocam em termos de gestão de energia nos lares, pequenas residenciais e hoté- is são complexos. Para além de terem um funcionamento 24 horas por dia, são por vezes compostos por vários edifícios com uma oferta muito variada de serviços, desde o alojamento à preparação de refeições, lavandarias entre outros. É também da máxima importância que se tenha em atenção os níveis de conforto e bem-estar dos clientes. Assim em muito casos são colocados à disposição dos clientes ajustes de temperatura para o sistema de climatização. O uso de água quente é geralmente também colocado ao critério do cliente. Todas estas particularidades podem levar a que se possa ter um aumento dos consumos energéticos com o consequente aumento dos custos operacionais. Verifica-se assim que a aposta na sensibilização quer dos colaboradores quer dos próprios clientes pode permitir a redução dos consumos energéticos. A Tabela 5 contém uma selecção de boas práti- cas para sensibilização quer de colaboradores quer dos utilizadores dos serviços prestados. 11Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  12. 12. Empresas Ecoeficientes Tabela 5 – Boas Práticas para sensibilização de colaboradores e clientes de hotéis, pequenas residenciais e Lares de terceira idade. Sensibilização Colocação de sinalética e cartazes nas zonas com maior circulação de pessoas que permita 1 aos utilizadores ter acesso a informação sobre boas práticas; 2 Acções de formação sobre eficiência energética para todos os colaboradores; Elaboração e revisão do plano de manutenção das instalações com especial enfoque 3 para a gestão energética dos edifícios; Outra medida de gestão energética é a substituição das fontes de energia usadas nas instalações. Neste sector de actividade existem consumos muito elevados de energia eléctrica e energia térmica (climatização; aquecimento de águas entre outros). Existem assim opções que permitem aumentar não só a eficiência energética dos sistemas instalados como converter para uma tecnologia mais limpa. Destacam-se assim duas acções na Tabela 6 que podem, mediante um estudo técnico das instalações, ser colocadas em prática. Tabela 6 – Acções de conversão de tecnologias e combustíveis. Conversão para combustíveis e tecnologias mais eficientes A cogeração: sistema de produção sequencial de energia que é normalmente usada para produzir energia eléctrica 1 e energia térmicanum sistema único e integrado a partir uma fonte de energia primária. Estes sistemas podem funcionar com a maior parte dos combustíveis sendo que os mais utilizados são o gás natural e a biomassa. Estes sistemas têm associados elevados investimentos. Existem em Portugal empresas que comercializam estas soluções através de mecanismos ESE termo em português do conceito das Energy Service Companies (ESCO) - modelo de parceria com operador privado,em que este suporta o custo de investimento e recebe em troca parte das poupanças obtidas. Contactar o Gabinete de Apoio à Ecoeficiência da C.M. de Nisa para mais informação. No capítulo 4 encontra também uma selecção de referências úteis sobre o tema. Minigeração/Microgeração e Solar Térmico: instalação de sistemas de produção de energia eléctrica e térmica 2 com recurso a energia solar como fonte de energia primária. Estes sistemas podem ter investimentos elevados e antes de os instalar deve ser efectuada uma auditoria às instalações. Devem também ser estudas todas as opções disponíveis com base nos padrões de consumoenergético da empresa. Contactar o Gabinete de Apoio à Ecoeficiência da C.M. de Nisa para mais informação. No capítulo 4 encontra também uma selecção de referências úteis sobre o tema. 12Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  13. 13. Empresas Ecoeficientes 3.1.1.3. Restaurantes e Cafés A área com maior consumo energético no sector da restauração é a preparação de refeições que representa cerca de 35% do total de energia consumida (Figura 4). 13% Climatização 28% Aquecimento de água Sistemas de refrigeração 35% Preparação de refeições 18% Iluminação 6% Figura 4 – Exemplo da distribuição média dos usos de energia para um restaurante por área de consumo. A performance dos equipamentos para preparação de refeições sofre alterações com o tempo e utilização intensiva. Deve assim ser implementado um programa periódico de manutenção para todos os equipamentos. Na Tabela 7 estão resumidas as boas práticas que se devem ter na utiliza- ção de sistemas a gás. Tabela 7 – Selecção de boas práticas na gestão dos consumos de energia em sistemas de preparação de refeições a gás. Sistemas de preparação de refeições a gás Deve ser elaborado um plano de manutenção e limpeza de forma a manter os equipamentos limpos 1 e os queimadores afinados, respeitando sempre as recomendações do fabricante; Após a utilização do equipamento verificar sempre se os aparelhos se encontram desligados. 2 De forma a sensibilizar os colaboradores colocar sinalização próximo com indicação de boas práticas; 3 Certificar que as válvulas (torneiras) da instalação e de segurança se encontram bem fechadas nos períodos de inactividade da instalação. 4 Periodicamente deve proceder à revisão dos aparelhos a gás, recorrendo a empresas credenciadas para o efeito. Proceder à verificação periódica do isolamento das portas dos fornos, de forma a reduzir ao mínimo 5 as perdas térmicas para o exterior a assim reduzir o consumo de energia. Evitar temperaturas superiores ao estritamente necessário. Por exemplo ao cozinhar, quando a água estiver 6 a ferver, a chama pode ser reduzida (no caso do aparelho a gás) uma vez que foi atingida a temperatura máxima, cerca de 100ºC, a partir deste ponto é apenas necessário fornecer energia para manter a temperatura. 7 Instale sistemas de controlo de tempo e iluminação no interior dos fornos para evitar a abertura de portas desnecessária e a consequente perda de energia térmica. Deve optar-se sempre por adquirir equipamentos com maior eficiência energética. Ao substituir ou adquirir 8 novos equipamentos deve ser pedida informação sobre os consumos médios de energia. Desta forma podem ser comparados não só preço como também os consumos e estimar os custos totais não só de aquisição como depois ao longo da utilização. 13Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  14. 14. Empresas Ecoeficientes 3.1.1.4. Oficinas e Serralharias Para pequenas oficinas e serralharias que possuam motores eléctricos como complemento a outros equipamentos tais como bombas, ventiladores e compressores, e que sejam usados em regimes de funcionamento com variações importantes de carga, uma forma de optimizar o consumo de energia eléctrica é através da instalação de variadores de velocidade (VEVs). Estes equipamentos permitem comandar, com elevada eficiência energética, a velocidade e também, o binário dos mo- tores eléctricos em função das necessidades do utilizador, por intermédio de variação electrónica da frequência de alimentação dos motores. A introdução destes sistemas permite economias de energia de cerca de 20% a 25% e o aumento da duração do motor. 3.1.2 Sector Agro Alimentar Os processos mais intensivos em termos de consumos energéticos são as operações de concent- ração e purificação de produtos. Os processos convencionais de filtração podem ser substituídos por processos de separação por membranas. Este processos podem ser usados para concentrar, fraccionar e purificar produtos, a Tabela 8 tem exemplos da aplicação desta tecnologia na indústria de produção de queijo. Tabela 8 – Processos de separação com recurso a membranas de filtração. Processos de separação com recurso a membranas Nos processos de filtração com recurso a membranas as partículas são separadas com base no seu tamanho e forma, utilizando para tal o efeito da pressão. Estes processos caracterizam-se pelo uso do escoamento tangencial (“cross flow”), uma particularidade que os distingue da filtração convencional, onde se promove a separação de partículas sólidas em suspensão de correntes líquidas ou gasosas em escoamentofrontal. A membrana é definida como uma barreira permeável e selectiva, que restringe a transferência de massa entre duas fases. Existem diversos métodos de filtração por membranas e em todos o objectivo é a separação ou concentração de substâncias: • Por exemplo, no caso da produção de queijo pode ser usado o processo de Osmose Inversa. As partículas retidas são solutos de baixa massa molecular como sais ou moléculas orgânicas simples para concentração do soro (estas membranas retêm partículas cujo diâmetro varia entre 1 e 10 Å). Este processo de filtração reduz drasticamente a energia térmica necessária associada com os processos tradicionais de filtração, separação e evaporação. Existe no entanto um aumento do consumo de energia eléctrica que deriva de uma maior necessidade de bombagem. Outras aplicações são por exemplo a dessalinação de águas, concentração de sumos e desmineralização da água. • A outra aplicação na indústria de produção de queijos é ultrafiltração do leite com recurso a processos de separação com membranas. Durante o processo de fabrico de queijo, alguns dos nutrientes presentes no leite são perdidos no soro. Estas perdas têm consequências económicas consideráveis, no processo de transformação. A ultrafiltração é assim um meio eficaz para recuperar estes subprodutos que podem ser utilizados posteriormente para desenvolver novos produtos. A aplicação destes processos pode levar a poupanças energéticas e a períodos de retorno de capital na ordem dos 3,5 anos. O tempo de vida útil das membranas pode chegar actualmente aos 10 anos. 14Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  15. 15. Empresas Ecoeficientes Na Tabela 9 são apresentados alguns exemplos da aplicação desta tecnologia em Portugal. Tabela 9 – Processos de separação com recurso a membranas de filtração. Exemplos da aplicação da tecnologia de membranas na produção de queijo • A Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro desenvolveu um estudo sobre a introdução de tecnologia de filtração por membranas na produção de queijo, “Utilização de tecnologias de membrana para a melhoria da qualidade higiénica dos leites crus de ovelha/cabra e para a minimização do impacte ambiental dos efluentes de queijaria” – Projecto Agro 312, alguns resultados podem ser consultados em http://www.drapc.min-agricultura.pt/home.php • Existem já alguns produtores de queijo em Portugal com sistemas de filtração por membranas, por exemplo, no tratamento das águas residuais. Como é o caso de algumas queijarias na ilha do Pico (Açores) e na zona de Lamego (Douro). • Existem também em Portugal vários grupos de investigação nas principais universidades que desenvolvem estudos nesta área e que poderão servir de ponto de contacto para aprofundar o conhecimento e estudar a aplicabilidade na região. • Esta tecnologia é considerada como Best Tecnique Available pela directiva: Prevenção e controlo integrados da poluição (Directiva IPPC) que pode ser consultada com maior detalhe: http://europa.eu/legislation_summaries/environment/waste_management/l28045_pt.htm (acedido em Julho de 2011) Contactar o Gabinete de Apoio à Ecoeficiência da C.M. de Nisa para mais informação. No capítulo 4 encontra também uma selecção de referências úteis sobre o tema. 3.1.3. Indicadores para monitorização A terceira fase de um plano de ecoeficiência pressupõe a criação de um plano de monitorização de consumos. No caso da energia um exemplo de indicadores úteis para a empresa poder comparar e monitorizar os consumos de ano para ano é a Intensidade Energética = kWh/m2/ano (unidade de consumo de energia por metro quadrado de área ocupada por ano); Este indicador pode ser aplicado a todos os tipos de energia que são consumidos na empresa, por exemplo, energia eléctrica, gasóleo de aquecimento entre outras fontes. 15Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  16. 16. Empresas Ecoeficientes 3.2. Transportes Os transportes são das áreas que mais contribuem para as emissões de gases com efeito de estufa. Numa empresa as deslocações dividem-se em quatro tipos: • Deslocações dos colaboradores entre a casa e o local de trabalho; • Deslocações ao serviço da empresa, quer para transporte de pessoas quer para transporte de mercadorias; • Deslocações dos fornecedores para a empresa; • Deslocações dos clientes à empresa. Em todos os quatro tipos é possível identificar boas práticas. A Tabela 10 contem uma selecção de 10 acções que permitem obter ganhos de eficiência no uso dos transportes. Tabela 10 – As 10 boas práticas na selecção dos meios de transporte Transportes Frota da empresa - escolher o veículo com base em critérios de eficiência e economia de combustível. Para tal 1 deverá ser solicitadojunto do fornecedor uma lista com as características dos veículos que inclua o consum o médio de combustível e as emissões de gases com efeito de estufa por quilómetro percorrido. 2 Criar campanhas de sensibilização para colaboradores para a utilização de transportes públicos e andar a pé no caso de distâncias curtas entre casa e trabalho. Para o transporte de mercadorias seleccionar o meio de transporte mais eficiente disponível. Criar para tal 3 uma pequena ferramenta ao dispor dos colaboradores que lhes permita através da introdução do destino final identificar o meio de transporte mais eficiente. 4 As viagens em serviço podem ser reduzidas com recurso às tecnologias de informação – teleconferência. 5 Promover junto dos colaboradores a partilha de veículo para as deslocações entre o trabalho e casa ou escola dos filhos. 6 Criar condições na empresa para os colaboradores que chegam de bicicleta, como a criação de parques e balneários. 7 Optar sempre que possível por fornecedores locais para minimizar as necessidades de transporte. Informar os clientes de todos os meios de transportes disponíveis para chegar à empresa. Por exemplo 8 através de um mapalocalizar as estações de transporte público e as distâncias a que se encontram. 9 Promover acções de formação em eco condução para todos os colaboradores. Estas práticas de eco condução permitem reduções até 25% no consumo de combustível. Para a frota da empresa elaborar um plano de manutenção periódica que inclua a verificação da pressão 10 dos pneus e a verificação do óleo. E sempre que possível considerar a conversão para combustíveis alternativos, por exemplo a conversão de um veículo a gasolina para GPL. 16Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  17. 17. Empresas Ecoeficientes 3.2.1. Sector dos Serviços 3.2.1.1. Mercearias e Supermercados Uma forma de reduzir o transporte de mercadorias é dar preferência a fornecedores locais. Como forma de poder identificar todos os fornecedores locais dos produtos que são comercializados nas suas superfícies, a empresa pode iniciar junto dos produtores locais uma consulta para conhecer as suas ofertas e possibilidades de poder vir a ser fornecedor. Devido às características do concelho este tipo de iniciativas fará mais sentido para os produtos alimentares. No entanto esta consulta pode ser alargada a todo o país e em último caso recorrer a importação de produtos. 3.2.2. Indicadores de monitorização Os indicadores que podem ser úteis para as empresas avaliarem o seu desempenho no uso de com- bustíveis para transporte são: • O consumo médio de combustível (gasolina ou gasóleo) por veículo por quilómetro percorrido, rep- resentado pelo quociente entre o consumo total de gasóleo no transporte rodoviário e o produto do número de veículos de transporte (mercadorias e de passageiros) pelos quilómetros percorridos por ano e por veículo. Consumo por veículo = Consumo de Combustível (l) /Quilómetros percorridos (km) • O consumo médio por quilómetro por tonelada de mercadorias transportadas, representado pelo quo- ciente entre o consumo de energia final para transportes de mercadorias e o valor de toneladas quiló- metro transportadas. Consumo por veículo = Consumo de Combustível (l) / (Quilómetros percorridos (km) x toneladas de mercadoria transportada) Estes indicadores são válidos para empresas que possuam frota de veículos ao seu serviço quer para transporte de mercadorias quer para transporte de passageiros. Nos casos de empresas em que essa situação não se verifica os indicadores que se podem usar são, por exemplo: • A avaliação dos meios de transporte usados pelos colaboradores para chegar ao local de trabalho, ver exemplo na Figura 5. A pé 40% 23% A pé Transporte público Partilha de veículo 56% com colega 6% Partilha de veículo com colega 30% 28% 30% Automóvel Automóvel 2009 2010 Figura 5 – Exemplo da monitorização do tipo de transporte adoptado pelos colaboradores de uma empresa. Como forma de reduzir o uso do veículo próprio esta informação pode ser disponibilizada a todos os colaboradores anualmente. 17Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  18. 18. Empresas Ecoeficientes 3.3. Água Existe uma grande variedade de medidas de eficiência que podem ser aplicadas para controlar os consumos de água. A primeira fase para a sua selecção será sempre a quantificação e identificação das áreas onde existe consumo de água na empresa. Na Tabela 11 está uma selecção das boas práticas válidas para todos os sectores de actividade. Tabela 11 – Boas práticas para minimizar os consumos de água Água 1 Elaborar um plano de manutenção para identificar roturas nas canalizações 2 Construir um sistema de reaproveitamento de águas pluviais para rega de espaços exteriores e operações de lavagem que não necessitem de água tratada; 3 Escolher equipamentos com baixos consumos de água, quer para equipamentos sanitários como também para equipamentos de lavagem mecânica entre outros. Instalar sensores e temporizadores nas torneiras de forma a evitar que as torneiras fiquem abertas 4 sem que estejam a ser usadas 5 Instalar redutores de caudal em torneiras e autoclismos. Elaborar um plano de manutenção periódico para identificar fugas de água nas torneiras e outros 6 equipamentos de fornecimento de água na empresa (por exemplo, mangueiras para rega). Instalar medidores de caudal nos equipamentos com maior consumo de água de forma a poder controlar 7 melhor o seu consumo e detectar atempadamente fugas. Reciclar águas cinzentas (provenientes das máquinas de lavar, dos lava loiças, lavatórios) para serem utilizadas 8 nas descargas das sanitas, na rega dos espaços verdes e em operações de lavagem que não necessitem de água com elevada pureza. 18Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  19. 19. Empresas Ecoeficientes 3.3.1. Sector dos Serviços 3.3.1.1. Empresas de construção civil O sector da construção é um grande consumidor de água. Existem já empresas que utilizam siste- mas para reutilização de água no estaleiro. Por exemplo a reutilização de água nos tanques de produção de betão. Este sistema funciona através da instalação de tanques de decantação para separar as lamas resultantes da lavagem dos tanques. O objectivo é incorporar a água que é usada na lavagem das betoneiras na produção do betão. Este tipo de solução torna-se mais importante para grandes obras onde podem ser atingidas poupanças de cerca de 25% no consumo de água. Tabela 12 – Selecção de Boas Práticas para minimizar os consumo de água no sector da construção. A maior parte das operações de lavagem no sector da construção civil não necessitam de ser com água potável. Operações As melhores práticas para reduzir o seu consumo são: de lavagem • Instalação de redutores de caudal nos sistemas de abastecimento (torneiras) • Uso de sistemas de reaproveitamento de água com instalação de decantadores para clarificar a água a reutilizar; Produção de Optar por usar sistemas de argamassa seca sempre que possível como forma Betão/Argamassa de minimizar os consumos de água de potável. 3.3.2. Indicadores de Monitorização • Medir o consumo de água primária (da rede, potável) por período de actividade da empresa. • Medir o consumo de água secundária reciclada, caso seja aplicado um sistema de reutilização de água na empresa. 19Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  20. 20. Empresas Ecoeficientes 3.4. Resíduos Os objectivos fundamentais de gestão de resíduos traduzem-se, prioritariamente, na prevenção da quantidade e da perigosidade dos resíduos, seguindo-se a maximização das quantidades reutiliza- das, recicladas e/ou encaminhadas para valorização (incluindo a valorização energética), tendo em vista a minimização da quantidade de resíduos enviada para eliminação. Devem assim ser adoptadas por ordem de prioridade as seguintes formas de tratamento de resíduos: • Prevenção - as medidas destinadas a reduzir a quantidade de resíduos produzidos por uma empresa, bem como a redução do grau de perigosidade ambiental dos materiais ou substâncias neles contidas; • Reutilização – que tem como objectivos a reintrodução de substâncias ou produtos nos circuitos de produção quer de produtos quer de serviços (por exemplo a utilização de papel de rascunho no es- critório) • Reciclagem – que consiste no reprocessamento de resíduos com o objectivo de regenerar as matérias de que são constituídos e converter em novos produtos (a reciclagem de pneus, tabela 13); • Valorização – é uma operação de reaproveitamento de resíduos onde se inclui a valorização energé- tica; • Eliminação – A eliminação definitiva dos resíduos, nomeadamente a sua deposição em aterro, deverá constituir a última opção, justificando-se apenas quando seja técnica ou financeiramente inviável a prevenção, a reutilização, a reciclagem ou outras formas de valorização. A Tabela 13 contém uma selecção de boas práticas adequadas a todos os sectores de actividade para uma melhor gestão dos resíduos. Tabela 13 – Boas práticas para optimizar a gestão de resíduos Resíduos Definir zonas específicas no interior da empresa, devidamente identificadas, para colocação dos recipientes 1 de recolha e armazenamento dos resíduos que nela são produzidos. Promover a eficiência de utilização de recursos junto dos colaboradores (exemplo: restringir as impressões 2 apenas para documentos em que não existe alternativa – poupança de papel e tinteiros). Selecção de fornecedores com base em critérios de Ecoeficiência (tenham em conta a prevenção 3 na produção de resíduos). Selecção de material com menor quantidade de embalagem, optando nas grandes encomendas 4 por produtos vendidos por grosso sempre que exista a opção. 5 Acções de formação para os colaboradores sobre reciclagem dos resíduos que são produzidos na empresa. Elaboração de mapas, e a sua colocação em local visível quer para os colaboradores quer para clientes, 6 com os pontos de recolha dos diferentes materiais na empresa. No caso de a empresa usar os contentores municipais o mapa deverá também conter a sua localização. 20Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  21. 21. Empresas Ecoeficientes Como parte das acções de sensibilização para os colaboradores da empresa é importante dar a conhecer os custos que estão associados à produção dos resíduos na empresa. Deve assim ser elab- orada uma tabela dos custos totais associados aos resíduos produzidos na empresa tendo em conta os seguintes pontos: • Custos da matéria-prima (por exemplo, o papel para produção de projectos, ou o leite na produção de queijo ou mesmo quantidade de embalagens de plásticos que envolvem os produtos que chegam à mercearia); • Custos dos sistemas de tratamento de efluentes líquidos e gasosos; • Custos associados ao tempo com as operações de recolha; tratamento e reencaminhamento dos resíduos; • Custos de armazenamento dos resíduos enquanto aguardam o reencaminhamento para as zonas de tratamento; • E os custos de monitorização de descargas de efluentes (gasosos, líquidos ou sólidos). 3.4.1. Sector dos Serviços 3.4.1.1. Empresas de construção civil São gerados resíduos em todas as etapas do processo de construção. A primeira medida que dever ser considerada é a selecção dos materiais a usar e dos fornecedores. Por exemplo a escolha dos fornecedores de madeira deverá ter em conta o uso de práticas sustentáveis para a preservação da floresta e biodiversidade. Assim como para todo o tipo de materiais usados na construção existe uma grande variedade de fornecedores que utilizam processos com maiores ou menores impactos ambientais. A escolha do fornecedor é assim um ponto determinante na prevenção da produção de resíduos. A Tabela 14 tem uma selecção de boas práticas para o sector: Tabela 14 – Selecção de Boas Práticas para a gestão de resíduos no sector da construção. Sensibilização Introduzir na empresa um sistema de selecção de fornecedores de equipamentos com base em critérios 1 de ecoeficiência (que inclua para além do objectivo de redução de resíduos também a eficiência energética) Adoptar sistemas de aquisição de matéria-prima que permitam a escolha de fornecedores com base 2 na percentagem de material reciclado incorporado. Existe já em Portugal legislação que torna obrigatória, desde que tecnicamente viável, a utilização de 5% de materiais reciclados no total das matérias-primas usadas pelo sector da construção civil, Decreto-Lei nº 73/2011. Adoptar práticas de manutenção do equipamento para evitar o desgaste e mau funcionamento que levam 3 à diminuição da produtividade e também ao desperdício de material. 21Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  22. 22. Empresas Ecoeficientes Um desafio importante que se coloca às empresas de construção é a diversidade de projectos que decorrem ao longo da sua actividade. Torna-se assim mais difícil estandardizar as metodologias de minimização de produção de resíduos. De forma a ultrapassar esta dificuldade pode ser construído um diagrama de causa efeito (Figura 6), no início de cada obra. Com este diagrama podem ser avali- ados no decorrer da obra os processos e as metodologias de construção adoptadas e assim identi- ficar melhores oportunidades de melhoria, não só na prevenção da geração de resíduos como nas outras áreas da ecoeficiência. Matéria-prima Equipamento Matéria-prima Deficiente manutenção sobredimensionada Parâmetros Desgaste da máquina do equipamento incorrectos Resíduos resultantes de uma obra de Deficiente inspecção construção Condições de armazenamento Alterações ao projecto na recepção das de matéria-prima no decorrer da obra matérias-primas não adequadas e equipamentos Envolvente Procedimentos Colaboradores Figura 6 – Diagrama causa efeito ilustrativo da produção de resíduos numa obra de construção. As setas horizontais representam as causas que levam à produção indesejada de resíduos. 22Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  23. 23. Empresas Ecoeficientes 3.4.1.2. Oficinas de automóveis Os principais resíduos gerados pelas oficinas de reparação automóvel são os pneus, baterias e óleos usados. Todos estes resíduos podem ser encaminhados para reciclagem ou valorização. Na Tabela 15 estão indicadas as empresas que devem ser consultadas de forma a poder ser feito o reencaminhamento dos resíduos. Tabela 15 – Selecção de Boas Práticas para a gestão de resíduos no sector da construção. O processo de reciclagem mais utilizado consiste na extracção do electrólito e posterior trituração das baterias para separação dos seus constituintes: • O ácido sulfúrico é neutralizado com soda cáustica (e depois encaminhado para tratamento numa ETAR) ou convertido em sulfato de sódio (que pode ser utilizado p. ex. no fabrico de detergentes, vidro ou têxteis); Baterias • O chumbo é fundido, separado de impurezas e utilizado no fabrico de p. ex. novas baterias; usadas • O plástico (PP) é processado por extrusão e utilizado no fabrico de p. ex. novas caixas de baterias, tubos de rega ou vasos para plantas. As baterias usadas deverão ser entregues para reciclagem na VALNOR – Valorização de Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A. O método de reciclagem mais utilizado envolve a trituração e separação do granulado nas fracções borracha, aço e têxtil, a que correspondem os seguintes destinos: • O aço é fundido em siderurgias, sendo posteriormente utilizado como matéria-prima para o fabrico Pneus de p. ex. vigas para a construção civil; • O têxtil é valorizado energeticamente ou depositado em aterro; usados • O granulado de borracha é utilizado p. ex. para relvados sintéticos ou pavimentos de parques infantis. Para além da reciclagem os pneus são também valorizados energeticamente, por co-incineração ou pirólise Os pneus usados que não apresentem quaisquer contaminações poderão ser entregues na VALNOR. Os óleos lubrificantes usados passam após o tratamento prévio para eliminar as águas e as impurezas resultantes da contaminação física e das reacções químicas que ocorrem durante a sua utilização podem ser encaminhados para: • Valorização energética em caldeiras industriais (por ex. na indústria cerâmica); Óleos • Produção de um combustível semelhante ao gasóleo que é posteriormente consumido em motores usados diesel marítimos convencionais. • Podem ainda ser regenerados para produção de óleos de base usados na formulação de óleos novos. Os óleos usados deverão ser entregues à rede ECOLUB que é responsável pela gestão dos óleos usados. 3.4.2. Indicadores de Monitorização Os indicadores que podem ser usados pelas empresas na fase de monitorização e avaliação de des- empenho são no caso dos resíduos: • A quantidade total de resíduos, por tipo (perigoso/não perigoso) e o destino final do resíduo (por exemplo, enviado para reciclagem ou para aterro); • A quantidade total de resíduos por tipo e método de tratamento por período de actividade, por exemplo, toneladas de papel enviado para reciclagem por ano de actividade. 23Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  24. 24. 4 Anexos
  25. 25. Empresas Ecoeficientes 4.1. Auditoria Eco Eficiente Exemplos de tabelas para recolha de dados: Área Total Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Energia Eléctrica kWh Gasóleo litros Energia Gás Propano quilogramas Gás Butano quilogramas Papel toneladas Plásticos toneladas Resíduos Metal toneladas Pneus unidades Gasolina litros Gasóleo litros Transportes GPL litros km percorridos quilómetros Água da rede litros Água Água reciclada litros Registo dos Desagregação das áreas consumos anuais Registo mensal do consumo: por tipo de consumo; em valor e em unidades de consumo Pode ainda ser feita a divisão (por exemplo, consumo de energia por zona (por exemplo, eléctrica kWh e €/mês escritórios; armazém) ou a geração de kg de papel. Figura 7 – Exemplo de uma tabela de registo de consumos para as 4 áreas de ecoeficiência. Indicadores Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Consumo total Intensidade Energética kWh/m2 ano Energia Energia eléctrica Gasóleo Total Resíduos Toneladas/ano m3/ano Consumo total Consumo/km Transportes Gasolina/km Gasóleo/km Consumo total Água % Água reciclada Figura 8 – Exemplo de uma tabela de registo de indicadores de consumo anuais. 25Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  26. 26. Empresas Ecoeficientes 4.2. Referências No âmbito do programa Nisa Ecoeficiente foi criado o Gabinete de Apoio à Ecoeficiência na Câmara Municipal de Nisa (e-mail: ambiente@cm-nisa.pt, telefone: 808 201 723). Este gabinete foi criado para servir de apoio às empresas na implementação de medidas de ecoeficiência. Outras referências úteis estão presentes na Tabela 16: Tabela 16 - Selecção de referências úteis que foram consultadas para a elaboração do Manual de Boas Práticas para Empresas Ecoeficientes e que podem ser aprofundadas pelas empresas. Área Referências Medidas de Eficiência Energética Aplicadas à Industria Portuguesa: Um Enquadramento Tecnológico Sucinto – SGCIE, ADENE 2011 disponível online: http://www.adene.pt/SGCIE/Pages/Default.aspx Guias para reabilitação energético–ambiental do edificado Coberturas Eficientes, disponível em www.adene.pt Energia Integrated Pollution Prevention and Control Reference Document on Best Available Techniques in the Food, Drink and Milk Industries, August 2006, Comissão Europeia disponível em: http://eippcb.jrc.es/reference/ Reference Document on Best Available Techniques for Energy Efficiency, Fevereiro 2009, Comissão Europeia disponível em: http://eippcb.jrc.es/reference/ Integrated Pollution Prevention and Control Reference Document on Best Available Techniques for the Waste Treatments Industries August 2006, Comissão Europeia disponível em: http://eippcb.jrc.es/reference/ VALNOR, empresa responsável pela recolha, triagem, valorização e tratamento de resíduos sólidos, www.valnor.pt Resíduos VALORCAR organiza e gere a recepção, o tratamento e a valorização dos resíduos resultantos dos veículos em fim de vida, e promove a melhoria do desempenho ambiental, económico e social da sua gestão em Portugal - www.valorcar.pt Valorpneu – Sociedade de Gestão de Pneus, Lda. é a entidade gestora de pneus usados, tem como principal objectivo criar e desenvolver um sistema que permita gerir e processar de forma adequada o fluxo de pneus usados anualmente gerados. www.valorpneu.pt IMTT – Economia de combustível para veículos: http://www.imtt.pt/sites/IMTT/Portugues/Paginas/IMTTHome.aspx Transportes Existem já em Portugal várias plataformas online de partilha de veículo em particular o grupo “Boleias em Tolosa” permite a partilha de veículo entre os habitantes da freguesia de Tolosa. ACAP – Associação Automóvel de Portugal INAG – Instituto Nacional da Água Água APA – Agência Portuguesa de Ambiente - www.apambiente.pt BCSD Portugal - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável www.bcsdportugal.org 26Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente
  27. 27. Empresas Ecoeficientes 4.3. Sobre a Off7 A off7 é uma empresa de consultoria de gestão especializada na economia de baixo carbono. Pre- tendemos mostrar que reduzir emissões de carbono é, mais do que um imperativo ambiental, uma oportunidade para reduzir custos, desenvolver tecnologia inovador e comunicar uma imagem mais sustentável. A equipa da off7 possui competências em ambiente, tecnologias limpas, engenharia, gestão e co- municação. Esta base alargada de conhecimento, em conjunto com parcerias com algumas das mais importantes instituições académicas e associações ambientais nacionais, permite-nos oferecer ser- viços únicos no mercado. A off7 é membro da Carbon Neutral Network e Carbon Catalog. Contactos Off7 Av. Duque de Ávila, Nº67, R/C E 1000-139 Lisboa Portugal F: +351 210 961 834 E: info@off7.pt www.off7.pt 27Acções de Sensibilização para o Programa Nisa Ecoeficiente

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