A doutrina bíblica do uso do véu

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Disponibilizo GRATUITAMENTE meu livro digital "A Doutrina Bíblica do Uso do Véu" a todos os irmãos que desejarem baixá-lo. Como disse-me certo teólogo, trata-se de uma "obra-prima" para a área apologética da fé genuinamente cristã.

  • @Miguel Angelo Angelo A mensagem de 1Cor 11 faz parte da mensagem de Cristo, afinal, o mesmo Cristo foi quem nos ensinou a não acrescentar ou diminuir algo da sua palavra (Paulo escreveu sob inspiração do Espírito de Cristo). Agora, o texto usado pelo ilustre interlocutor "Não é o que entra pela boca do homem que os conspurca, mas o que sai" foi citado fora do contexto , texto sem contexto só pode ter sido usado como pretexto. A passagem de 1Cor 11,1,16 não está tratando de comidas e bebidas, mas o "DEVER" (1Cor 11,10) CRISTÃO quando se ora ou profetiza. Palavra de Deus não é para ser contestada pela igreja, mas obedecida, somente assim honramos o Senhor.
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  • Meu Deus! Tanta coisa mais importante a ser considerada e paginas e mais paginas escritas para justificar um aparato, uma coisa exterior. A mensagem do Cristo deve ficar em primeira plano, porque só ela bem seguida tem a força necessária pra mudar o interior. "Não é o que entra pela boca do homem que o conspurca, mas o que sai".
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  • Por favor, em na mesma causa compartilho.
    http://assembleiauniversaliprince.wordpress.com/2014/02/26/o-uso-do-veu-na-liturgia-culto/
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  • Estudo bem fundamentado. Gostaria de ter uma cópia.
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A doutrina bíblica do uso do véu

  1. 1. 2A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  2. 2. 3 Romário Neves Cardoso 1ª EDIÇÃO TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Registro na Biblioteca Nacional MINAS GERAIS EDIÇÃO DO AUTOR 2012A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  3. 3. 4 DEDICATÓRIADedico este opúsculo à Igreja de Deus que está no Brasil, sendo estendível tambéma todo o povo de Deus no exterior; isto é, em todos os lugares onde se invoca onome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.Para pôr fim em toda controvérsia no que tange ao ensino ou doutrina da igreja,deve esta ser remetida ao tribunal das Sagradas Escrituras, somente Ela possuiautoridade normativa de fé e prática. Através D’Ela o ser humano obterá luz paracaminhar neste mundo de trevas desviando-se das teologias deturpadas,argumentos estereotipados, modismos e falsas revelações. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  4. 4. 5A Doutrina e ensinamentos da Primeira Epístola do Apóstolo Paulo aos Coríntios éuniversal:“Paulo era apóstolo pela vontade de Deus, e nesse facto residia a sua autoridade,embora o mesmo se desse quanto aos outros apóstolos. Fora o mesmochamamento, que fez dos de Corinto Cristãos, que fizera dele um apóstolo. Aodirigir-se à igreja de Corinto, junta a expressão característica de <<santificadosem Cristo Jesus>>, palavras cuja aplicação é evidente, quando consideramos oconteúdo da epístola. Em seguida é posta em relevo a universalidade da aplicaçãoda doutrina e dos ensinamentos da epístola, e a autoridade desta sobre todos osCristãos, onde quer que eles se encontrem.” (N. Darby, J. – Estudos Sobre aPalavra de Deus – Actos dos Apóstolos, Epístola aos Romanos, 1ª Epístola aosCoríntios. Pág. 218, Depósito da Literatura Cristã, Lisboa, 1987).“À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamadossantos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor JesusCristo, Senhor deles e nosso”. (1Cor 1.2 –ACF).“Invocar é clamar, é pedir, e Paulo declarou que, em todo o mundo, as pessoasinvocavam o nome de Jesus.” (Instituto Cristão de Pesquisas – ICP - BíbliaApologética de Estudo – Edição Ampliada - ACF, pág. 1145, SBTB, São Paulo –Brasil). “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, pararedargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus sejaperfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2Timóteo 3.16,17). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  5. 5. 6 ΑΒΓ∆ΕΖΗΘΙΚΛΜΝΞΟΠΡΣΤΥΦΧΨΩ ................................................ PG.PREFÁCIO .................................................................................................................. 07PREFÁCIO DO AUTOR ............................................................................................ 10A GRÉCIA ERA ASIÁTICA OU EUROPÉIA?....................................................... 11INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 12DEVEMOS RETER “TRADIÇÕES / PRECEITOS” APOSTÓLICOS ............. 15A METÁFORA DO VOCÁBULO CABEÇA ........................................................... 16A DOUTRINA E OS COSTUMES ............................................................................ 22ENTENDENDO A QUESTÃO DA GLÓRIA ........................................................... 24O MOTIVO, A CAUSA DO USO DO VÉU .............................................................. 26DOIS VÉUS, QUAL DELES O CABELO FOI DADO EM LUGAR?................... 29RESPONDENDO A ALGUM CANDIDATO A CONTENCIOSO ........................ 33I CORÍNTIOS 11.1, 16 EM HEBRAICO ................................................................. 40I CORÍNTIOS 11.1, 16 EM GREGO KOINÊ .......................................................... 41I CORÍNTIOS 11.1, 16 EM PORTUGUÊS .............................................................. 42CONCLUSÃO .............................................................................................................. 43SOBRE O AUTOR ...................................................................................................... 44GLOSSÁRIO ............................................................................................................... 45BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 46 ‫אבגדהוזחטיכלמנסעפצקרשת‬ A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  6. 6. 7 PREFÁCIO‘Por que as irmãs usam véu?’Quem é membro de alguma congregação cristã que adota esta prática, no Brasil oumesmo no exterior, certamente já fez ou teve que responder a esta pergunta, pois éfreqüente aquele que nos visita ou até mesmo o novo convertido inquirir a esterespeito. É comum ao ouvirem a indagação ouvirem a resposta:‘Porque é mandamento da Palavra de Deus’.Na maioria das vezes não contestam e se contentam com a resposta. Acontece quehá casos que esta colocação sofre forte objeção; e quanto mais são osquestionamentos, menos são os argumentos da irmandade – Diante da perguntaque não se cala, está a resposta que pouco fala – Ao percebermos que nossaresposta não foi satisfatória, damos conta do seu superficialismo e simplismo;descobrimos que não convém ter frases prontas, senão a surpresa nos apronta;reconhecem que é preciso saber mais para responder melhor, como aconselha aBíblia:“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais comovos convém responder a cada um” (Cl 4.6).A resposta que “convém responder a cada um” não exibe apenas a capa, mas ilustraa ideia; não mostra só o título, mas expõe conteúdo, pois não devemos dar comoresposta um texto e desconhecer o contexto.Deixemos de superficialidade, uma resposta à altura tem profundidade. Paratemperar nossas palavras, este estudo nos fornece o ‘sal’, ao expor clara, objetiva eapologeticamente... “A Doutrina Bíblica do Uso do Véu”.Este edificante estudo é uma benção para toda a irmandade, ao concluí-lo saberádar, à pergunta inicial, a ‘resposta que convém’. Ricardo Alexandre Pereira da Cruz Jaboticabal - SP A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  7. 7. 8Para mim, foi um enorme prazer prefaciar esta obra prima escrita pelo Romário.Ao ter contato com o conteúdo neste livro, foi como fazer uma viagem aos temposprimitivos onde as igrejas levavam a sério as palavras do Apóstolo Paulo:“Tem cuidado de ti e da doutrina” (1Timóteo 4.16).Tive a oportunidade de acompanhar através de alguns vídeos a forma apologéticacomo Romário atua tenazmente e com muito zelo, quando o assunto é a sãdoutrina contida nos Cânones Bíblicos. Defensor incansável das verdadesexpressas nas Sagradas Escrituras, o autor não poupou esforços em pesquisas e naexegese parafraseada para melhor aproveitamento do leitor desta obra. Após lereste livro, posso afirmar que seu conteúdo é verdadeiro e fidedigno, e, além deesclarecer a alguns, também irá abençoar a muitos que não dominam comhonestidade as palavras contidas na Bíblia Sagrada.Evangelista Daniel Alves PenaDiretor executivo da revista Fundamento Cristão, Teólogo, Escritor e ex-coordenador do pólo de Ciência e tecnologia para sistemas moveis da Prefeitura deDuque de Caxias, Rio de Janeiro. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  8. 8. 9O uso do véu por parte das mulheres cristãs em ocasiões previstas na primeiraepístola paulina aos coríntios, não possui primazia na mesma semelhança de outrospreceitos1 prescritos na Palavra de Deus para observância da igreja de Cristo. Ospreceitos primários dizem respeito à salvação ao passo que os secundários regulama conduta dos fieis na adoração, assim como nos procedimentos do convívioexterno frente ao mundo corrompido. Mas, isso não implica que os preceitossecundários são facultativos ou ainda desprovidos de qualquer valor espiritual emsua prática. O centro da Palavra de Deus, como sabemos, não é o uso do véu em si,mas Cristo que verteu Seu sangue no duro madeiro da cruz em favor das nossasalmas para imputar justiça na vida de todo aquele que nEle crer (Romanos3.21,22).No entanto, não podemos, ao bel prazer, relegar essa conduta à margem das nossasinterpretações particulares sobre o que devemos ou não devemos ter como regrade fé e prática no tocante aos ensinos da Palavra de Deus para seus fiéis.Indubitavelmente, a salvação é exclusivamente pela graça de Deus, mediante a féna obra expiatória que Cristo realizou no duro madeiro da cruz e em suaconsequente ressurreição para justificação de todo aquele que nEle crer. Posto isto,devemos ter em mente que somos justificados pela fé para praticar a perfeita lei deCristo.Muitos grupos dentro da cristandade, infelizmente, não satisfeitos em jogar paraescanteio preceitos Bíblicos de caráter litúrgico, estão de igual modo, abrindo mãode outros ensinos escriturísticos, tais como, a prática do batismo em águas, SantaCeia, a abstenção da carne sufocada, do sangue e da fornicação.A partir disso, começam a se fundamentar em um evangelho anarquista tendocomo principal premissa a não observância dos mandamentos do Senhor Jesus,preceitos ensinados pelos apóstolos mediante o Espírito Santo, mesmo sabendo quenas Escrituras foram reservados momentos em que todos os temas supracitados -dentre tantos outros - foram devidamente tratados de maneira prescritiva para aigreja, sendo que, para todos os cristãos, de todos os lugares e épocas, enxergar taisordenanças como mandamentos do Senhor denotaria, no mínimo, caráterobediente de quem o faz.Quem determina ensino Bíblico ao povo, a autoridade denominacional ou aEscritura? (2 Timóteo 3.16,17).Ao ter contato com o presente trabalho do irmão Romário, sobre tal preceito,notamos a diligência presente em seus escritos ao colocar nos devidos trilhos aimportância de se obedecer a este ensino contido nas Escrituras: - O uso do véupelas mulheres e o desuso pelos homens durante reuniões cristãs. Não somente esteensino, como também tantos outros já dantes revelados por Cristo à igrejamediante Sua santa e Infalível Palavra e que, apesar de não terem sido tratados deforma direta nesta obra, nos abre a mente para o conhecimento de que toda equalquer doutrina puramente Bíblica, deve ter o seu devido valor no seio da igreja. Hélio Marques1 Preceito, em hebraico “paqud”, tal vocábulo é sinônimo de mandamento, estatuto, ordenança, lei. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  9. 9. 10 PREFÁCIO DO AUTORPaz, da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. De início,peço perdão ao prezado (a) leitor (a) pela falta de acentuação nos caracteres gregoscontidos na presente obra. “Sabemos que os manuscritos do Novo Testamento(papiros e lecionários) foram produzidos sem acentuação.”(H. Dobson, John. Aprenda o Grego do Novo Testamento. Pág. 10. 1ª Edição, 1994.Rio de Janeiro, Brasil. CPAD).Para aqueles irmãos que procuram dar respostas satisfatórias às várias perguntase/ou questionamentos levantados sobre o tema abordado, este opúsculo forneceargumentos sólidos; motivo primordial que me levou a preparar tal artigo paraauxiliar os nossos irmãos. Pensei em elaborar no término deste trabalho, junto àmesma, um pequeno questionário contendo perguntas e respostas. Todavia, pelofato de o texto ser claríssimo como cristal e, para um bom entendedor, creio nãoser necessário; afinal, a matéria é elaborada versículo por versículo. Embora nãopossa a mesma estar cobrindo a todas as perguntas levantadas (o que seriaimpossível), creio que grande parte delas são respondidas aqui à luz da Palavra deDeus; não obstante, embora tenhamos unicamente a Bíblia como única regra de fée prática, incluí ao presente trabalho citações de eruditos, obras acadêmicas.Para os versículos (em português) contidos no presente artigo, foi utilizada a BíbliaAlmeida Corrigida e Fiel (ACF) da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil(SBTB). Tal Bíblia segue fielmente o Textus Receptus, texto grego utilizado porJoão Ferreira de Almeida em sua versão de 1681 para a língua portuguesa.Destarte, como dito anteriormente, o leitor poderá contemplar por si mesmo nodecorrer das primeiras páginas que o presente comentário é elaborado “versículopor versículo” (contextualmente), o que facilitará a compreensão.Que fique esclarecido ao querido leitor: - Não escrevi em nome de algumadenominação, o presente artigo é de minha inteira responsabilidade e trata-se deuma pequena demonstração Bíblica em apologia da nossa fé. Em momento algumabordo o uso do véu na igreja como mandamento pertinente à Soteriologia, mas aum mandamento litúrgico (cúltico), de ordem e “dever” (1Cor 11.10)!Permito que se faça cópia deste opúsculo apenas na forma digital (indicando aautoria) e seja divulgado GRATUITAMENTE, aprecio o desinteresse de Paulo:[...] “pois não busco o que é vosso, mas sim a vós.” (2Cor 12.14).Que esta matéria possa ser uma bênção, servir de apoio a nossos irmãos e paraengrandecimento do nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Souextremamente grato a Deus por me ter compelido a escrever sobre o temasupracitado, pela força a mim concedida e por ter preparado o coração da minhaesposa dando-me ânimo em prosseguir até o fim.“‫ - א ָל ָאָ ָם ָרוּחִי ִָין ֶת־ ַכּׁל ְאוׁתוׁ לׂא־ִָין ִשׁ‬Mas o que é espiritual discerne ‫יד א‬ ‫ֲ ב ה ד ה ָ נ יד א ה ו‬bem tudo, e ele de ninguém é discernido.” (1Cor 2.15). Romário Neves Cardoso Brasil - Minas Gerais - 08/02/2011. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  10. 10. 11A GRÉCIA ERA ASIÁTICA OU EUROPÉIA?Segundo Giordani, a Grécia antiga em sua expansão continental pode ser divididaem “Grécia Setentrional, Grécia Central e Peloponeso.” Como este opúsculo tomapor base a carta paulina destinada primeiramente à igreja em Corinto sendoestendível também aos cristãos em todos os lugares (1Cor 1.1,2), dedico-me emprovar citando documentos que o uso do véu se estendia a todas as igrejas cristãs.No período apostólico a cidade de Corinto era a capital da Acáia, cidade comercialmuito importante localizada na extremidade ocidental, no istmo, na Gréciaeuropéia.Certo apologista, na tentativa de transmitir a ideia de que o mandamento do usodo véu era algo pertinente a Ásia, chegou a afirmar que a Grécia era Oriental,procurando amparo para suas ideias citando “GRÉCIA – BERÇO DOOCIDENTE”, edições DelPrado; o mesmo apontou a página 18, onde diz: “De quando em quando na história, a Grécia parece ter pertencido ao Oriente; naverdade, deveríamos lembrar-nos de que, desde o século VII a. C. até 1920, a costaocidental da Ásia foi predominantemente grega.”Com base nessa declaração incerta, passou a afirmar erroneamente que a Gréciaera oriental no período antigo, nada mais longe da verdade, afinal, o autor ali nãoafirmou nada, apenas manifestou uma dúvida pessoal e isto é patente... “a GréciaPARECE ter pertencido ao Oriente” (ênfase minha). Nada há de afirmativo aí, otermo PARECE foi colocado pelo autor propositadamente para exprimir dúvida,incerteza. Além de duvidoso, qualquer leitor – possuindo o livro – saberá que otítulo da devida passagem não aponta a Grécia antiga como pertencente aoOriente, mas à Europa, o tema é claríssimo pelo título: O LUGAR DA GRÉCIANA EUROPA. Não pára por aí, a pág. 91 também contradiz o dito apologista;antes de o mesmo fazer tal declaração apoiando-se no livro supra, deveria ter lidotambém, o PREFÁCIO, página 10, há uma advertência do autor, veja o que diz:“Ocasionalmente, durante a revisão, não levei em linha de conta conselhos sábios,entusiasmando-me, talvez, demais. Peço, portanto, ao leitor que não tome este livrocomo oráculo perfeitamente respeitável e eficiente.” (Grécia – Berço do Ocidente,Edições DelPrado, pág. 10)Devemos ser cautelosos em manusear corretamente os livros para não passarinterpretação incorreta e forçada às pessoas, o fato de os gregos haverem migradopara a costa da Ásia menor formando cidades coloniais, em nada muda a origemeuropéia dos gregos, afinal, os gregos dessas colônias mantinham estreito laços comsua metrópole na Europa, tanto os povos gregos e romanos que habitavam na Ásiacomo dominadores, em nada podem ser considerados orientais.Absurdo dos absurdos é afirmar que a cidade de Corinto foi asiática, a mesmasempre foi européia, prova-se isso lendo o que encontra registrado na própriahistória, o que é fato resolvido e indiscutível. Os estudiosos da questão nãoconcordam com o tal apologista, afinal, neste caso, o mesmo está na contramão dageografia antiga, como prova, cito Joseph Rhymer: A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  11. 11. 12“Enquanto os persas expandiam seu império do oceano Índico às praias doMediterrâneo, não conseguiam resistir à tentação de estender seu domínio ainda maisem direção a oeste na Europa, invadindo a Macedônia e a península grega. Foi amais séria ameaça que os Estados gregos receberam antes da expansão de Roma e,durante algum tempo, os gregos esqueceram as inimizades internas para se uniremcontra os invasores persas.” (Rhymer, Joseph. Atlas Ilustrado do Mundo Bíblico,pág. 68. Melhoramentos/Círculo do Livro, São Paulo – Brasil). (o sublinhar é meu).Destarte, a Grécia é o berço da civilização européia e ensinou à Europa o que édemocracia, um pouco mais sobre História Universal:“A Grécia ensinou à Europa o que é democracia. Já foi dito com justeza, a históriadas antigas civilizações asiáticas é uma história de dinastias, ao passo que a dasantigas civilizações européias é uma história de povos, governando-se por si.” (Lima,Oliveira. História Universal – História da Civilização, Vol. 1, 15ª Edição, Revista,pág. 68. Edições Melhoramentos. São Paulo, Brasil).Gostaria de salientar, que o domínio grego em regiões asiáticas em nada muda aorigem européia dos gregos, da mesma forma que o domínio dos romanos na Ásiaem nada modificou a origem dos tais. De fato, segundo conta-nos a “História daGrécia – Antiguidade I”, a expansão grega pode ser distinguida com os seguintesgrupos de colônias de acordo com a localização geográfica das mesmas: “ColôniasOrientais e Setentrionais; Colônias Ocidentais; Colônias Meridionais.”Sobre a língua grega, esta possui origem indo-européia, sendo de origem européia“o grego, o itálico, o céltico, o báltico, o eslavo, o germânico, o albanês. O asiáticocompreende o índico, o irânico, o armênio, o hitita, o tocariano.” (Giordani).Concentrar-me-ei, nesta apologia, de um modo geral, em defender o ensinoconforme estampado em 1Cor 11.1,16, pois me é incumbido, a bem da verdade,desfazer algumas falácias, erísticas propagadas no meio evangélico obscurecendo oensino doutrinário taxando-o de ordem puramente local, um suposto costume‘asiático’, o que não é verdade. Os que assim procedem, transferem a autoridadedas Escrituras para suas interpretações pessoais, tendenciosas, investindo-as deuma autoridade normativa em vez de deixar a Palavra de Deus exercer esse papelna vida dos cristãos em todos os lugares (1Cor 1.1,2).Assim, o primeiro epistolário de Paulo apóstolo aos Coríntios não contemplavaapenas um lugar específico, mas um círculo muito maior de cristãos em todos oslugares, motivo de encontrarmos registros até mesmo na longínqua Roma, cristãosprimitivos em obediência ao mandamento do uso do véu, a carta de Paulo aoscoríntios circulava entre as igrejas até mesmo no coração do Império Romano.Temos prova no registro da história, nos escritos de Clemente de Roma, umpresbítero do século I, este escreveu uma missiva à igreja de Corinto relembrandoa mesma sobre o que Paulo lhes havia escrito em 1Coríntios, que a praticassem.Ora, que as mulheres gregas não tinham o costume de cobrir a cabeça, o próprioCACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisa) reconhece em estudo, o que vem adenotar que o apóstolo divergia em seus escritos do costume grego. Também, quehomens judeus e romanos cobriam a cabeça é assunto resolvido, isso tambémdenota que Paulo não estava de acordo com os costumes judaico e romano, pois eleproíbe que no culto o homem esteja com a cabeça coberta (1Cor 11.7). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  12. 12. 13Os escritos paulinos rompem fronteiras, ultrapassam barreiras culturais, regulamcomportamentos inadequados onde quer que sejam encontrados, costumesdesordenados se alinham no mais excelente e perfeito padrão de vida, tornandohomens ímpios em conversos cristãos para ser luz do mundo e sal da terra.Verdadeiramente, a primeira carta do apóstolo Paulo aos coríntios foi escrita daÁsia (Éfeso) para a Europa (Corinto). Alguns apologistas evangélicos advogam queo apóstolo Paulo sempre pregou o respeito aos costumes da época e dos devidoslugares, embora isso seja verdade em alguns aspectos, em outros não o são. Pois,segundo o que ele mesmo escreveu pela autoridade com que foi investido, reprovoucertos costumes da época e de lugares, e isso entre os gregos, judeus e romanos,vejamos algo a respeito numa obra erudita:“O véu cobria a cabeça, e não o rosto. Era, ao mesmo tempo, símbolo dasubordinação da mulher ao homem e do respeito que a mulher merece. As mulherescristãs de Corinto, no entanto, mui naturalmente estavam seguindo os costumes dasmulheres gregas, as quais conservavam a cabeça descoberta quando adoravam. Porconseguinte, Paulo assevera que é vergonhoso uma mulher cristã orar ou profetizarna igreja com a cabeça sem véu. Por outro lado, Paulo se manifesta contrariamente àprática dos homens judeus e romanos, os quais oravam com a cabeça coberta, eordena que os varões crentes orem e profetizem de cabeça descoberta, como sinal daautoridade de que estão investidos.” (H. Gundry, Robert. Panorama do NovoTestamento, pág. 314. 2ª edição, 1998. São Paulo, Brasil. Vida Nova).Como se pode ver, Paulo se manifestou CONTRARIAMENTE ao costume dosjudeus, dos gregos e romanos, a Escritura PROIBIU tais costumes nas igrejascristãs em suas respectivas culturas, Com efeito: “Quando uma prática aceita fazia parte de uma cultura pagã e a Escritura proibiatal prática, com toda probabilidade será proibida também em nossa cultura,especialmente se o mandamento está alicerçado na natureza moral de Deus.” (A.VIRKLER, HENRY - Hermenêutica Avançada – Princípios e Processos deInterpretação das Escrituras, pág. 175. 10ª reimpressão. São Paulo, Brasil. Vida).Também, o apóstolo Paulo pregava nas sinagogas, ali se ajuntavam tanto judeusquanto gentios prosélitos, muitos gentios se converteram nas sinagogas ao ouvirema pregação de Paulo. Para não tirar um pouco do sabor com adiantamentos,recomendo uma leitura atenciosa, para que o ilustre leitor possa compreender alinha de raciocínio gramatical, histórica e teológica desta obra. Seguindo esteconselho, o leitor irá ampliar o devido conhecimento e entendimento destaAPOLOGIA CRISTÃ. Os argumentos infundados do CACP e muitos outrosformulados por pastores de várias organizações religiosas, são refutados aqui. Écom lamentos que certa liderança publicou no órgão oficial de sua igreja que aBíblia está ficando em ‘segundo plano’ em suas reuniões litúrgicas, que seusmembros estão se acostumando a ouvir e disseminar ensinos espúrios sem aomenos confrontá-los com a Palavra de Deus. Neste livro, confronto as falácias decertos pastores, demonstrando que tais argumentos são incompatíveis ao ensino daPalavra de Deus. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  13. 13. 14 A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉUINTRODUÇÃOAs igrejas cristãs de todas as épocas e em todos os lugares são concordantes emafirmar que o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é a “cabeça da igreja de Deus”.Esse mesmo ensino pode ser contemplado nas cartas de Paulo às igrejas (Rm 12.5;I Cor 12.13,27; Cl 1.18). Todas as denominações cristãs professam essa fé,entretanto, pergunto: Em que passagem das Escrituras essa mesmadoutrina/ensino é explicado dando esclarecimento tão profundo em seusignificado? - A resposta a esta pergunta está em I Coríntios 11.1,16.Paulo, o apóstolo dos gentios, por intermédio de Timóteo fez saber aos cristãos deCorinto como também aos de todos os lugares o ensino (no singular) em cadaigreja (I Cor 4.17), que Cristo Jesus era (e sempre será) a única cabeça da igreja.O ensino do uso do véu pelas irmãs deve ser não somente aplicado, pois também édo interesse de Deus que seus filhos saibam (I Cor 11.3) a importância do símbolo eseu significado doutrinário existente em I Coríntios 11.1,16, e o que isso representapara Deus, para os anjos e para a igreja de Cristo.Pelo fato de ocupar mais da metade do capítulo onze, tratando somente do assunto,o ato do homem estar com a cabeça descoberta ao passo que a mulher cobre a sua,afinal, na concepção Divina o que isso representa, o que estamos dizendo ouproclamando quando obedecemos e/ou desobedecemos tal mandamento? - É issomesmo o que veremos logo a seguir. Antes de examinarmos I Coríntios 11.1,16devemos ser cautelosos, pois que tal epístola também era estendível aos cristãosEM TODOS OS LUGARES:“Eu, Paulo, que fui chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus,escrevo, junto com o irmão Sóstenes, esta carta à igreja de Deus que está na cidade deCorinto. Escrevo a todos os que, pela sua união com Cristo Jesus, foram chamadospara pertencerem ao povo de Deus. Esta carta é também para aqueles que em todosos lugares adoram o nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.”(Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH – 1Cor 1:1, 2 – SBB). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  14. 14. 15Esta verdade está tão clara na introdução da carta, que os respectivos ensinoscontidos não deixam espaço para sofismas acerca da UNIVERSALIDADE dosensinamentos ali descritos, vejamos uma nítida explicação nas palavras do exegetaJ. N. Darby: “Paulo era apóstolo pela vontade de Deus, e nesse facto residia a sua autoridade,embora o mesmo se desse quanto aos outros apóstolos. Fora o mesmo chamamento,que fez dos de Corinto Cristãos, que fizera dele um apóstolo. Ao dirigir-se à igreja deCorinto, junta a expressão característica de <<santificados em Cristo Jesus>>,palavras cuja aplicação é evidente, quando consideramos o conteúdo da epístola. Emseguida é posta em relevo a universalidade da aplicação da doutrina e dosensinamentos da epístola, e a autoridade desta sobre todos os Cristãos, onde quer queeles se encontrem.” (N. Darby, J. – Estudos Sobre a Palavra de Deus – Actos dosApóstolos, Epístola aos Romanos, 1ª Epístola aos Coríntios. Pág. 218, Depósito daLiteratura Cristã, Lisboa, 1987).E mais: “O versículo 2 ensina-nos que a carta contemplava um círculo maior do quea igreja local: “Todos os que em todo lugar invocam o nome...” (S. E. McNair. ABíblia Explicada, pág. 416, 8ª Edição 1992, CPAD, Rio de Janeiro – Brasil).Se alguns negam a universalidade da aplicação da doutrina e dos ensinos descritos,isso se dá por ignorância ou incredulidade, para nós esse chapéu não serve.De fato, o estudo da filologia diz o que segue no tocante ao verso 2: (...) “amplia aindicação do destinatário, ou seja, algo como: junto com estes, todos os que invocamo nome do nosso Senhor.” (Haubeck, Wilfrid; Siebenthal, Heinrich Von. NovaChave Linguística do Novo Testamento Grego, pág. 999, EdiçõesTargumim/Editora Hagnos, São Paulo – 2009). - I CORÍNTIOS 11. 1, 16 – DEVEMOS RETER “TRADIÇÕES / PRECEITOS” APOSTÓLICOS:‫1.11 - ְכוּ בּע ְבוֹ ָי כּ ֲשׁר ַם־אִי הׁלך בּע ְבוֹת ה ָשׁיח‬ ַ ִ ‫ַמּ‬ ‫ל ְ ִקּ ת ַא ֶ גּ ֲ נ ֵ ְ ְ ִ קּ‬‫2.11 - ְ ַל־זׁאת אִי ְשׁ ַח את ֶם‬ ‫ֲנ מ ַ בּ ֶ ְכ‬ ‫וע‬:‫א ָי כּי־ְכר ֶם א ִי ַכֹּל ִשׁ ֹר ֶת־הקּ ָלוֹת כּ ֲשׁר מסר ִי ל ֶם‬ ‫א ֶ ָ ַ ְ תּ ָכ‬ ‫זַ ְ תּ ֹ ת בּ ל ְ מ א ַ ַב‬ ‫ֶח‬11.1 - µιµηται µου γινεσθε, καθως καγω χριστου.11.2 − Επαινω δε υµασ, αδελφοι.οτι παντα µου µεµνησθε, και κατωςπαρεδωκα υµιν τας παραδοσεις κατεχετε.11. 1 – Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.11. 2 – E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes ospreceitos como vo-los entreguei.Nos versos 1 e 2, é apresentado a necessidade de imitarmos o apóstolo em seu zelode seguir o Cristo, devemos imitá-lo nesse zelo em seguir o Senhor Jesus, nossomodelo santo e perfeito. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  15. 15. 16Exortando ainda, deu-lhes o dever de reter, preservar (Gr. κατεχω), segurar firmenão abrindo mão dos preceitos ou tradições* (gr. παραδοσις = tradição), que é omesmo que receber e transmitir à geração seguinte.Os mesmos ensinamentos recebidos devem ser transmitidos do mesmo modo comofoi entregue pelo ancião/embaixador/πρεσβευω (Ef. 6.20) do Senhor Jesus. Ovocábulo grego παραδοσις* é derivado de παραδιδωµι (dar, entregar, transmitir),a Bíblia Sacra Vulgata diz “tradidi”, tal palavra é um pretérito perfeito de “trado”(dar em mão, entregar, passar a outro, confiar, dar).Assim, Paulo recebeu do Senhor e transmitiu à igreja. No tocante ao termo plural“tradições”, Paulo aplicou-a – além do corpo doutrinário - em duas direções, emparticular, ao uso do véu e à Ceia do Senhor explicados em um único capítulo.O Dr. Aníbal Pereira Reis (ex-padre), reconhecido pelo “O Jornal Batista” de27/09/1970, como um dos mais “extraordinários pregadores” batista já conhecido,em seu livro “O Vaticano e a Bíblia”, combate tenazmente a teologia CatólicaRomana. Sobre as tradições apostólicas (1Cor 11.2; 2Tess. 2.15) mencionadas naPalavra de Deus, o Dr. Aníbal diz o que segue:“O significado da palavra <<tradições>> nesse texto não é sinônimo da tradição noconceito católico. Lá no original grego, o termo é paradoseis que tem o significado dedoutrina ou ensinamentos para o caso. Paradoseis é o conjunto das doutrinas ou odepósito exposto por Paulo aos fiéis. Este depósito que ele não recebeu de nenhumdos doze e de ninguém, mas diretamente de Jesus Cristo (Gálatas 1:9, 11 e 12).(Pereira Reis, Aníbal. O Vaticano e a Bíblia, pág. 30. Edições Caminho deDamasco, 1969, São Paulo – Brasil).Não se deve negar a doutrina: “παρα−δοσις tradição (isto é, a doutrina transmitidacomo normativa).” (Haubeck, Wilfrid; Siebenthal, Heinrich Von. Nova ChaveLinguística do Novo Testamento Grego, pág. 1024, Edições Targumim/EditoraHagnos, São Paulo – 2009).O termo engloba doutrina, no Dicionário Bíblico John L. Mckenzie, pág. 944,lemos o seguinte:“A fé cristã se torna objeto da tradição. Isso é afirmado explicitamente a respeito dainstituição da eucaristia (1Cor 11,23) e na exposição concisa do evangelho* em 1Cor15,3ss; o termo sugere que Paulo aí está usando fórmulas fixas para estas narrativas.O termo também é aplicado ao que é evidentemente o mais geral na doutrina paulina(1Cor 11,2), seu ensinamento sobre o Dia do Senhor (2Ts 2,15) e sobre as regras deconduta (2Ts 3,6), que os fiéis devem observar firmemente. A tradição inclui a fé (Jd3) e “o santo mandamento” (2Pd 2,21).”O termo “receber” correspondente à Ceia do Senhor em 1Cor 11.23, tambémindica tradição: “A palavra corresponde ao termo técnico no rabinismo, quibbel, quesignifica receber a tradição” [...]. (Rienecker, Fritz; Rogers, Cleon - ChaveLingüística do Novo Testamento Grego, pág. 315. 1ª edição em português, 1985.São Paulo, Brasil. Vida Nova). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  16. 16. 17Portanto, o termo grego παραδοσις (tradição) é usado em 1Cor 11,2 como sendo“o mais geral na doutrina paulina”, apontando também para a Ceia do Senhor.Continuando, na versão original em português de João Ferreira de Almeida, anode 1681, ele não traduziu παραδοσις como “preceito”, mas como ORDENANÇA,confira: “Ora irmaõs, louvo vos de que em tudo vos lembraes de my, e guardaes asordenanças affi como volas dei.” (A OS CORINTHIOS. Cap. XI, pág. 357).Fonte: http://purl.pt/12730/1/P374.html.Em lugar de tradições, a Tradução Brasileira (TB) traduz para “ENSINOS”.Correspondendo a isso, o texto em hebraico traz o vocábulo “qabalot” (‫ )קּ ָלוֹת‬para ‫ַב‬tradições, o que corresponde às “instruções” designadas pelo Senhor. Sendoassim, há uma perfeita harmonia entre os termos “tradições, preceitos, ensinos e/ouinstruções”. Preceitos são mandamentos designados por Deus ao seu povo, essepovo desde tempos antigos reconhece que todos os preceitos são mandamentos deDeus, é o que se encontra em antigos escritos rabínicos. A título de ilustração, crerem Deus (fé) é o primeiro preceito/mandamento positivo presente na Torah.Vejamos tal afirmação na obra do maior rabino da idade média, o ‘Rambam’, rabiMoshé ben Maimon (1135/1204):“Por este preceito somos ordenados a crer em Deus, ou seja, a acreditar que há umAgente Supremo que é o Criador de tudo o que existe. Ele está expresso em Suaspalavras, enaltecido seja Ele, “Eu sou o Eterno, teu Deus, que te tirei da terra doEgito etc” (Êxodo 20:2). No final do tratado Macot está dito: “Seiscentos e treze preceitos foramcomunicados a Moisés no Sinai, como diz o verso ‘ A Lei que nos ordenou Moisés’(Deuteronômio 33:4)”; ou seja, ele nos ordenou obedecer a tantos preceitos quantoshá na soma das letras-número TORAH.” (Maimônides, Os 613 Mandamentos, pág.85, 2ª Edição: 1990, Nova Stella Editorial Ltda. São Paulo, Brasil).Muitos evangélicos dizem que o uso do véu não é mandamento, dizem isto pordesconhecerem o significado do vocábulo preceito, apenas um esclarecimento paraos desinformados: “Preceito: Mandamento, regra.” (S. Boyer, Orlando. PequenaEnciclopédia Bíblica, pág. 504. Editora Vida. 26ª impressão, 1998, São Paulo.)Explicado a compreensão do plural “preceitos”, no contexto cristão - sem nenhumesforço - conclui-se que são mandamentos recebidos e transmitidos, portanto,tradições apostólicas! A METÁFORA DO VOCÁBULO CABEÇA ‫3.11 - אַך ח ֵץ אָֹ ִי שׁתּ ְעוּ‬ ‫ְ ָ פ נכ ֶ ֵ ד‬:‫ִי־ ֹאשׁ ָל־ ִישׁ ה ָשׁיח ְרֹאשׁ ה ִשּׁה ה ִישׁ ְרֹאשׁ ה ָשׁיח הוּא ה ֱלֹ ִים‬ ‫ָא ה‬ ַ ִ ‫ַמּ‬ ‫ָא ָ ָא ו‬ ‫כּ ר כּ א ַמּ ִ ַ ו‬11. 3 - θελω δε υµας ειδεναι, οτι παντος ανδρος η κεφαλη ο χριστος εστικεφαλη δε γυναικος, ο ανηρ κεφαλη δε χριστου, ο Θεος.11. 3 – Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem acabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  17. 17. 18Principiando a aplicação do ensino, Paulo, sob a atuação do Espírito Santo revelaque a vontade de Deus é que “saibamos,” isto é, não sejamos ignorantes noconhecimento do significado existente naquilo que Ele havia ordenado.O primeiro significado importante está na metáfora* do vocábulo “cabeça” (gr.κεφαλη); nesta metáfora de cabeça se entende e é interpretado por “chefia,autoridade”.Assim, Cristo é a autoridade (cabeça) de todo o homem, e o homem a autoridade(cabeça) da mulher; e Deus a autoridade (cabeça) de Cristo. Em conformidade aosentido do vocábulo “cabeça”, vejamos o que afirma o Dicionário Teológico:[...] “No Novo Testamento, a palavra é usada para ilustrar a soberania de Cristosobre a igreja (Ef 1.10; 5.22-23). Salientemos, porém, não ser o Senhor Jesus acabeça apenas da igreja; Ele o é também de todo o universo. Eis porque, noApocalipse, apresenta-o João como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16)”.O vocábulo “cabeça”, na Bíblia Sacra Vulgata, corresponde a “caput” (auctord’uma coisa, chefe, cabeça, pessoa principal), os versos seguintes estãoentrelaçados a este mesmo versículo (3).:‫4 .11 - ָל־ ִיש ֲשׁר ִתפּ ֵל אוֹ ִתַ ֵא ְרֹשׁוֹ מכ ֶה מבֶה הוּא ֶת־רֹאשׁו‬ ‫א‬ ‫ְ ֻסּ ְ ַזּ‬ ‫י ְ נבּ ו‬ ‫כּ א א ֶ י ְ ַלּ‬11. 4 − πας ανηρ προσευκοµενος η προφητευων, κατα κεφαλης εχων,καταισχυνει την κεφαλην αυτου.11. 4 – Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra aprópria cabeça.Neste verso, é ensinado pelo Espírito Santo que TODO o homem (se casado ou não)que ora ou profetiza tendo coberta a cabeça (física) está a desonrar a sua própriacabeça (chefia).Sendo, portanto, “cabeça” símbolo de autoridade, o homem cobrindo-a estará comisso escondendo ou ocultando - metaforicamente – quem exerce autoridade sobresi, isto é, CRISTO (verso 3).Estará o homem proclamando – metaforicamente - que a autoridade que Cristoexerce sobre ele está coberta, escondida e que essa mesma autoridade édesconhecida por ele, na igreja está expondo Cristo à desonra (gr. καταισχυνω =confundir, humilhar, desonrar, envergonhar).Desse modo, pergunto: Quem estará exercendo a autoridade/chefia no culto nocaso de a autoridade de Cristo ser coberta/ocultada/escondida?Isso denota outra (gr. ετερος) autoridade (cabeça) descoberta na igreja que nãoseja Cristo. Assim, será bom voltarmos ao verso 3 e lermos... “Mas quero quesaibais”. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  18. 18. 19‫5.11 - ְָל־ ִשּׁה ֲשׁר תּתפּ ֵל אוֹ תתַבּא‬ ‫ִ ְנ‬ ‫וכ א ָ א ֶ ִ ְ ַ לּ‬:‫ְרֹאשׁהּ ָוּע מבָה ִיא ֶת־רֹאשׁהּ ַַן בֶּה ִיא ְמוֹ מֻלּ ָה‬ ‫ָ יע ָ ז ה כּ ְ ג ָ ח‬ ‫ו ָ פ ַ ְ ַזּ ה א‬‫6 .11 – ִי ה ִשּה ִם־לֹא תתכּ ֶה ַם‬ ‫ִ ְ ַסּ גּ‬ ‫כּ ָא ָ א‬:‫תּתַלּח ְ ִם־בָּיוֹן הוּא ל ִשּׁה להכּ ֵם אוֹ להתַלּח תּתכּ ֶה‬ ‫ְ ִ ְ גֵּ ַ ִ ְ ַסּ‬ ‫ָא ָ ְ ִ ָס‬ ‫ִ ְ גּ ַ ַ וא זּ‬11. 5 πασα δε γυνη προσευχοµενη η προφητευουσα ακατακαλυπτω τη κεφαλη,καταισχυνει την κεφαλην εαυτης εν γαρ εστι και το αυτο τη εξυρηµενη.11. 6 - ει γαρ ου κατακαλυπτεται γυνη, και κειρασθω ει δε αισχρον γυναικι τοκειρασθαι η ξυρασθαι, κατακαλυπτεσθω.11. 5 - Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra asua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.11. 6 – Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se paraa mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.Dando prosseguimento, o Espírito Santo nos transmite um ensino muitoimportante, o qual devemos analisar com cuidado para que em nada venhamosofender a Deus e sua Sabedoria (I Cor.1.30). O contexto não aponta o estado civildo homem ou da mulher, se casados, viúvos ou solteiros. Afinal, a oração e profecianão estão vinculadas somente às casadas, mas também às solteiras e viúvas, porisso a Escritura diz: “Toda a mulher” orando ou profetizando com a cabeçadescoberta, denota estado de desonra perante Deus, Autor primário de tal ensino.O Senhor em sua onisciência não nos deixou um estatuto imperfeito. Mas TODA(totalidade) a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta está a“desonrar” (lat. deturpare = desfigurar, deturpar) a sua própria cabeça, isto é, ohomem. Assim, a mulher estará proclamando através desse ato externo que está adesonrar o varão (sua cabeça) e glória de Deus (ICor 11.7).Sendo assim, impera uma desordem onde deveria imperar a ordem, isso enfatiza anecessidade de a mulher cobrir a sua cabeça como reconhecimento de uma únicacabeça descoberta na igreja, caso contrário, a reunião de adoração que deveria serpara honra e glória de Deus tornar-se-á em desonra e ausência de glória.Quem afirma isso é a Escritura única regra de fé e prática e não o servo de Deusque faz este comentário; anteriormente foi feito uma pergunta sobre quem estariaexercendo a autoridade no culto quando o homem cobre a sua “cabeça”(autoridade = Cristo).A resposta, é que no ato do homem COBRIR a sua cabeça (autoridade = CRISTO)e a mulher DESCOBRIR a sua cabeça (autoridade = HOMEM), indubitavelmentea própria Escritura revela que a cabeça da mulher descoberta é quem estaráassumindo a autoridade no culto enquanto a cabeça (autoridade = CRISTO) dohomem estará coberta, ocultada, não revelada; e, para piorar ainda, a mulherestará manifestando a glória do homem (verso 7) e sua própria glória, pois o cabelocomprido(verso 15) é glória ( gr. δοξα = honra, glória) para ela.Assim, autoridade e glórias humanas estarão sendo manifestas no ajuntamento dopovo de Deus onde deveria prevalecer e ser manifesta somente uma glória eautoridade; isto é, a glória de Deus e autoridade de Cristo que foram cobertas noato do homem cobrir a sua cabeça. Ficaria incompleta esta matéria se não fosseexposta aqui uma questão: A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  19. 19. 20Quando HOMEM e MULHER, ambos se apresentarem com a cabeçaDESCOBERTA, fica evidente que DUAS CABEÇAS (autoridades) estãodescobertas assumindo o governo e autoridade sobre o corpo (igreja), isto é, duascabeças em UM corpo! Isso cheira a Catolicismo Romano, onde o papa (homem) sediz ‘cabeça’ daquele grupo religioso. Quanto a isso, o Senhor nosso Deus foi claroao ordenar à mulher COBRIR a cabeça (autoridade do homem) e o homem estarcom a sua cabeça (autoridade = Cristo) DESCOBERTA. Ele, o Senhor, instituiusomente UMA cabeça sobre o corpo (igreja) que segundo o verso 3 é CRISTOJESUS, NOSSO SENHOR, ninguém mais!Mas, quando o homem se apresenta na reunião de adoração com a sua cabeçadescoberta e a mulher apresentar com a sua cabeça coberta, fica evidente quesomente uma cabeça está descoberta assumindo o governo da igreja, esta, nãoreconhece outra (gr. ετερος) autoridade nem glória, a não ser a autoridade deCristo sobre todos e glória de Deus somente. Este é o ensino transmitido peloEspírito Santo em I Coríntios 11.1,16. O Espírito Santo veio glorificar a Cristo(João 16. 13,14) e não glórias humanas!Portanto, prezado irmão, não cubra a sua cabeça na reunião dos santos, e você,irmã, cubra a sua cabeça para que a autoridade do homem seja coberta, escondidadiante da supremacia de Cristo; com esse ato de cobrir a cabeça, você tambémestará cobrindo a sua própria glória (cabelo comprido) e somente é manifesta umaglória, a glória de Deus; e somente uma autoridade, a autoridade de Cristo Jesus,nosso Senhor! Aleluia!Em sua Teologia Sistemática, página 535 – 3ª edição, o erudito Louis Berkhofafirma o seguinte em matéria de fé e doutrina:“A Bíblia nos ensina que Cristo é o Chefe de todas as coisas: Ele é o senhor douniverso, não simplesmente como a segunda pessoa da Trindade, mas também comomediador, Mt 28.18; Ef 1.20-22; Fp 2.10,11; Ap 17.14; 19.16. Num sentido muitoespecial, porém, ele é a cabeça* da Igreja, que é seu corpo. Ele mantém relação viva eorgânica com ela, enche-a de vida e a governa espiritualmente, Jô 15.1-8; Ef1.10,22,23; 2.20-22; 4.15; 5.30; Cl 1.18; 2.19; 3.11.” A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  20. 20. 21É dessa doutrina cristã que Paulo, “num sentido muito especial”, segundo asabedoria que Deus lhe deu, está tratando no assunto do uso do véu, a igreja(corpo) está sob a direção de uma só cabeça, Cristo Jesus, nosso Senhor.Porém, se a mulher não cobrir a sua cabeça, há o imperativo “que rape” ou “que setosquie” (verso 6), significando ausência de glória, pois o cabelo comprido lhe éuma glória (verso 15), mas rapando-a ou tosquiando-a desaparecerá essa glória.Não obstante, se para ela é indecente rapar-se (heb. galach) ou tosquiar-se, diz aEscritura IMPERATIVAMENTE... “Que ponha o véu” ou “que se cubra”.Em Latim (Bíblia Sacra Vulgata) corresponde a “velo” (cobrir com um véu). Nooriginal grego o verbo é κατακαλυπτω, o qual está na 3ª pessoa do singular, notempo PRESENTE do IMPERATIVO; assim, o véu de que se fala aqui não é o véudo verso 15 que é outra palavra, περιβολαιον; pois, seria impossível Pauloordenar à mulher pôr “cabelo” quando ora ou profetiza, naquele tempo, creio eu,não existia IMPLANTE de cabelo como nos dias atuais (seria peruca?). Absurdopensar que o véu do verso seis seja “cabelo”. Ai ai ai! De fato, quando Pauloescreveu dizendo que “ponha o véu”, ou que “se cubra”, por questão de lógica, elasó poderia estar sem véu (gr. κατακαλυπτω) antes de estar na reunião de adoraçãopara oração e profecia, razão do verbo “cobrir” estar no tempo presente.“O tempo presente é usado para expressar um princípio geral” (Chave Lingüísticado Novo Testamento Grego, pág. 313).Os vocábulos gregos κατακαλυπτοµαι e κατακαλυπτω ocorrem três vezes noNovo Testamento, e, estas três ocorrências encontram-se no contexto pelo qual nosencontramos nele, todas em I Coríntios 11.6,7. Em o Novo Testamento Hebraico, overbo “cobrir” na devida passagem é “koseh” (‫ )כסה‬o seu equivalente grego é“καλυπτω”. A DOUTRINA E OS COSTUMESO ensinamento de I Coríntios 11.1,16 contém instruções doutrinárias para ohomem e para a mulher e se opõe de forma cristalina ao que alguns comentaristassugerem, dizendo ser um ‘costume’ puramente oriental. A Escritura contradizabertamente a esses intérpretes ao dizer: O homem, pois, “não deve cobrir acabeça” (gr. ουκ οφειλει κατακαλυπτεσθαι), significando literalmente “não devetrazer algo sobre” (a cabeça).“Acompanhado de um advérbio de negação “ουκ,” o presente do imperativo proíbeuma ação que está em andamento, ou que está se repetindo, deve cessar, deveacabar.” (Stelio Rega, Lourenço; Bergmann, Johannes. Noções do Grego Bíblico –Gramática Fundamental, pág. 269. 2004. São Paulo, Brasil. Vida Nova).Observamos que apóstolo não faz menção, em nenhum momento, de usos ecostumes, ao descrever os deveres das mulheres cobrirem a cabeça e de os homensestarem com a sua descoberta, conforme bem explicado pelo Dr. Charles KaldwellRirye, Th.D., Ph.D.: A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  21. 21. 22 “As mulheres deveriam trazer sua cabeça coberta, ou usar um véu nas reuniões daIgreja, e os homens deveriam ter a cabeça descoberta. As razões de Paulo erambaseadas em teologia (hierarquia na criação, v. 3, na ordem na criação (vv. 7-9) e napresença de anjos nas reuniões da igreja (v. 10). Nenhuma destas razões tinha comobase os costumes sociais da época.” (Kaldwell Rirye, Charles. A Bíblia de EstudoAnotada – Expandida, pág. 1119, São Paulo: Mundo Cristão; Barueri, SP:Sociedade Bíblica do Brasil, 2007).A recomendação seguinte é muito importante:“Não pode haver verdadeira teologia bíblica, a menos que seja baseada em exegesebíblica sã, e não pode haver exegese bíblica sã, a menos que seja posto um firmefundamento textual e gramatical” (Vine, W. E.; F. Unger, Merril; White Jr., William.Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do NovoTestamento, pág. 352. 2ª Edição, 2003. Rio de Janeiro, Brasil. CPAD).Tal mandamento proibitivo ocorreu pela presença de varões cristãos de origemjudaica (Atos 18.4), pois, estes, segundo o costume e ensino rabínico cobriam acabeça na oração, examinem I Cor 11.1,16 não está transmitindo ‘costume’(?) dojudaísmo aos gregos. Os varões judeus cobriam e cobrem a cabeça até os diasatuais, no entanto, contrariando tal “costume”, I Cor 11.7... PROÍBE!“Os judeus que negam que Jesus é o Messias têm o costume de usar uma coberturasobre a cabeça quando estudam a lei” (KAUFFMAN, DANIEL – Doutrinas daBíblia, pág. 325. 1ª Impressão em Português, 2010. Boituva – SP, Brasil. LiteraturaMonte Sião do Brasil).Quem realmente conhece os costumes do judaísmo e até mesmo entre osmuçulmanos, sabe que estou falando a verdade, os ensinos do apóstolo às igrejasdifere dos costumes da época. Também, respondendo para alguns que afirmam emdizer que as mulheres cristãs cobriam o ‘rosto’(?) na adoração pública, indico-lhesa prova documental da arqueologia. Esta prova pode ser verificada nas“Catacumbas de Roma” (Séc. II e III), onde há figuras na arte cristã primitiva demulheres orando com a cabeça coberta, porém, com o rosto à mostra. Paracomprovar o que afirmo, basta examinar estas figuras abaixo (pesquisa17/08/2011), presente nas Catacumbas de Roma: http://www.aigrejaprimitiva.com/veumulhercrista.html A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  22. 22. 23Assim, prova-se pelas Catacumbas de Roma que o uso do véu era usado desde oOriente até o Ocidente, afinal, Roma localiza-se no Oriente? Estas são provasarqueológicas de como as primitivas mulheres Cristãs em Roma punham emprática a ordem dos apóstolos no tocante ao uso do véu, não sendo algo ‘local’, istoé, ‘exclusivo’(?) a Corinto. Todo o conteúdo apresentado no link acima, segundo omesmo Site, é de domínio público; estas ilustrações fazem parte de tal conteúdo, asmesmas são anteriores à formação da ICAR. Prova-se também, pela SantaEscritura, que homens e mulheres cristãs não cobriam o ‘rosto’, Paulo desmenteisso ao escrever à mesma igreja em 2 Cor. 3.13, 18, o seguinte:“E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face... Mas todos nós,com o rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somostransformados” [...].Portanto, Paulo está negando uma cobertura sobre o rosto à igreja em Corinto e àigreja em todo o mundo, em todo o lugar. Sobre o assunto, vejamos o que afirma oerudito Robert H. Gundry:“O véu cobria a cabeça, e não o rosto. Era, ao mesmo tempo, símbolo dasubordinação da mulher ao homem e do respeito que a mulher merece. As mulherescristãs de Corinto, no entanto, mui naturalmente estavam seguindo os costumes dasmulheres gregas, as quais conservavam a cabeça descoberta quando adoravam. Porconseguinte, Paulo assevera que é vergonhoso uma mulher cristã orar ou profetizarna igreja com a cabeça sem véu. Por outro lado, Paulo se manifesta contrariamente àprática dos homens judeus e romanos, os quais oravam com a cabeça coberta, eordena que os varões crentes orem e profetizem de cabeça descoberta, como sinal daautoridade de que estão investidos.” (H. Gundry, Robert. Panorama do NovoTestamento, pág. 314. 2ª edição, 1998. São Paulo, Brasil. Vida Nova).Como vimos, as mulheres cristãs de Corinto estavam seguindo COSTUMES dasmulheres gregas pagãs (as de hoje fazem o mesmo) ao conservarem a cabeçadescoberta quando adoravam. Alguns autores críticos apelidam-nos de ‘igrejacorintiana’(?), ora, nada mais pueril e contraditório; nós, crentes (em geral) quecremos nesta doutrina, estamos alicerçados na correção e não no erro.Para esses tais, respondo que ao não se submeterem ao ensino supracitado, aí sim,estão eles na ‘igreja corintiana’ ANTES da correção, portanto, alicerçada nasareias do erro. Em toda a Grécia, particularmente na cidade pagã de Corinto, oCOSTUME CULTURAL era o mesmo do Brasil no tocante em a mulher nãocobrir a cabeça, o mandamento veio para corrigir essa desordem litúrgica entre oscristãos, moldando-a ao ensino já presente nas outras igrejas (verso 16).Comprovando o registro histórico contido nas “Catacumbas de Roma”; que o usodo véu é mandamento do Senhor para todas as igrejas oriente/ocidental, vejamos oque afirma o erudito W. E. Vine, reconhecidamente como um dos principaiseruditos do grego no mundo: A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  23. 23. 24“DescobertaAkatakaluptos, (ακατακαλυπτος ), “descoberto” (fornecido de a, elemento denegação, e katakaluptõ, “cobrir”), é usado em I Cor. 11.5,13 (“descoberta”), comreferência a injunção proibindo as mulheres estarem sem “véu” ou “descobertas” nasreuniões da igreja. ¶Pouco importando que tipo de cobertura seja, deve estar nacabeça como “sinal de poderio” (I Cor. 11.10), e cujo significado é indicado em 1Cor. 11.3 no assunto de supremacia, e cujas razões são dadas em 1 Cor. 11.7,9 e nafrase “por causa dos anjos” (1 Cor. 11.10), indicando o testemunho e interesse delesnaquilo que indica a supremacia de Cristo. As injunções não eram nem judaicas, queexigiam que os homens cobrissem a cabeça na oração, nem gregas, pelas quaishomens e mulheres ficavam igualmente com a cabeça “descoberta”. As instruções doapóstolo Paulo eram “mandamentos do Senhor” (1 Cor. 14.37) e eram para todas asigrejas ( 1 Cor. 14.33,34).” (Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivodas Palavras do Antigo e do Novo Testamento, pág. 547. 2ª Edição, 2003. Rio deJaneiro, Brasil. CPAD).O Dicionário supra é aprovado pelo Conselho de Doutrina da CPAD (CasaPublicadora das Assembleias de Deus).Para quem ignora o significado de “injunção,” é... MAN-DA-MEN-TO! Em oManual da Escola Dominical (publicação da CPAD), página 81 ensina que umcostume é local, mas uma doutrina é GERAL. Como bem se pode ver no início damatéria, a epístola do apóstolo Paulo era estendível aos cristãos EM TODOS OSLUGARES, também, segundo o Dicionário Vine, eram mandamentos (‫ )מ ְוֹת‬do ‫ִצ‬Senhor para todas as igrejas; portanto, indubitavelmente era de caráter GERAL,doutrinário! Assim, a mulher que verdadeiramente está revestida de submissãointerior, não se revestirá de submissão exterior ao mandamento Divino (escreveusob inspiração) de cobrir a cabeça na adoração pública, ou, será que adesobediência externa não põe em descoberto a insubmissão interna? ENTENDENDO A QUESTÃO DA GLÓRIA‫7.11 - ְה ִישׁ ֵיֶנּוּ חָב ל ַסּוֹת‬ ‫ו ָ א א נ ַ יּ ְכ‬:‫ֶת־רֹאשׁוֹ ִי הוּא צ ֶם ֱלֹ ִים וּ ְבוֹדוֹ א ָל ה ִשּׁה ִיא ְבוֹד ה ִישׁ‬ ‫ֲב ָא ָ ה כּ ָא‬ ‫ֶל א ה כ‬ ‫כּ‬ ‫א‬11. 7 - ανηρ µεν γαρ ουκ οφειλει κατακαλυπτεσθαι την κεφαλην, εικων καιδοξα Θεου υπαρχων γυνη δε δοξα ανδρος εστιν.11. 7 – O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória deDeus, mas a mulher é a glória do homem.Feito a análise dos versos anteriores que regula o procedimento da mulher naadoração pública, agora, o Espírito Santo passa a regular a ordem concernente aoprocedimento do homem; portanto, temos dois mandamentos, o da mulher secobrir (verso seis) e, o do homem permanecer com a cabeça descoberta.“O resultado, quanto aos pormenores, é, pois, que o homem devia ter a cabeçadescoberta, porque ele representava a autoridade e estava, sob este ponto de vista,revestido, quanto à sua posição, da glória de Deus, de que ele era a imagem; amulher, pelo contrário, devia ter a cabeça coberta como sinal da sua sujeição ao A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  24. 24. 25homem. Era sinal do poder ao qual ela estava submetida.” (N. Darby, J. – Estudosda Palavra de Deus – Actos dos Apóstolos, Epístola aos Romanos, 1ª Epístola aosCoríntios. Pág. 245, Depósito de Literatura Cristã, 1987, Lisboa)Na Bíblia Sacra Vulgata consta: “vir quidem non debet velare”, isto é, “varão, naverdade, não deve cobrir com véu”, portanto, um mandamento de proibiçãodirecionado ao homem, proibindo-lhe de cobrir a cabeça. O mandamento éperemptório, absoluto, cobrir a cabeça no culto é dever/obrigação pertinente amulher, o texto é explícito, claro como cristal. Já sabemos que o vocábulo “cabeça”(gr. κεφαλη) é metáfora de chefia, autoridade. Em hebraico a transliteração para otermo “cabeça” é ro’sh (‫ ,)רׁאשׁ‬denotando chefe, líder, do Latim “caput”. O Senhorpassa a mostrar por trás do ato externo do homem não cobrir a cabeça, o fato de a“glória” (‫ )כּבוֹד‬de Deus estar envolvida nesta metáfora. A questão ensinada ְimplica assuntos de doutrina, a glória de Deus revelada na igreja não pode sercoberta como ocorre com a glória do homem e com a glória da mulher na reuniãode adoração. Quando o Espírito Santo guiou Paulo a escrever tal mandamentoproibitivo, que o homem NÃO deve cobrir a cabeça é escrito um “porque” disso: -“porque é a imagem e glória de Deus”.O Senhor está dizendo com isso que, se o homem cobrir a cabeça estará cobrindo(metaforicamente) duas coisas: IMAGEM e GLÓRIA DE DEUS. Este é outromotivo pelo qual o homem não deve cobrir a sua cabeça (verso 3). O uso do véutransmite este ensino de forma bela e maravilhosamente, percebe agora, irmão (a),a profundidade espiritual no tocante ao uso do véu?Sabe por que a mulher usa véu? – Pelo fato de ela ser glória do homem (verso7)e do cabelo comprido lhe ser também uma glória/honra (verso 15). Assim, elaprecisa cobrir glórias humanas na reunião de adoração, o uso do véu é umametáfora disso; quando colocamos o mandamento na prática, estamosdemonstrando que somente a glória de Deus é descoberta, manifesta na igreja.A Deus toda a glória! O Espírito Santo não admite outra (gr. ετερος) glóriadescoberta/manifestada entre nós. Assim, passamos a obter conhecimento daquiloque foi escrito no verso três: “Mas quero que saibais”... De fato, sabemos disso.“Deus deu para a mulher a responsabilidade de ser a “glória do homem” e ordenouque ela deve cobrir-se. [...] A glória do homem deve ser coberta nos cultos para quetodos se gloriem no Senhor. É uma desonra a Cristo quando os cristãos se congregampara adorá-lo e as mulheres não cobrem suas cabeças.”(KAUFFMAN, DANIEL – Doutrinas da Bíblia, pág. 324, 325. 1ª Impressão emportuguês, 2010. Boituva – SP, Brasil. Literatura Monte Sião do Brasil). :‫8 .11 - ִי ִם־ה ִשּׁה ִן־ה ִישׁ ִי ֵין־ה ִישׁ ִן־ה ִשּה‬ ָ ‫כּ א ָא ָ מ ָא כּ א ָא מ ָא‬:‫9 .11 – ַם לֹאִב ָא ה ִשׁ בּ ֲבוּר ה ִשּׁה ִי ִם־ה ִשּׁה בּ ֲבוּר ה ִישׁ‬ ‫ָא‬ ‫ָא ָ כּ א ָא ָ ַע‬ ‫נְר ָא ע‬ ‫גּ‬11. 8 - ου γαρ εστιν ανηρ εκ γυναικος, αλλα γυνη εξ ανδρος11. 9 − και γαρ ουκ εκτισθη ανηρ δια την γυναικα, αλλα γυνη δια τον ανδρα11. 8 – Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem.11. 9 – Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulherpor causa do homem. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  25. 25. 26Estes dois versos aludem à narrativa da criação do homem e da mulhermencionadas no livro de Gênesis (bere’shît), não para mostrar superioridade dohomem em relação à mulher no tocante à “causa”; pois, diante de Deus, homem emulher são iguais em valor, em importância, ambos foram comprados pelo mesmosangue, o sangue do Senhor Jesus (Gl. 3.28; I Cor. 12.13).O ensino é que, numa adoração conjunta, ambos tem funções representativos naigreja concernente a “cabeças” (verso 3 ) e no tocante a funções de “glórias” (verso7), funções estas que devem ser respeitadas à luz da Palavra de Deus. O MOTIVO, A CAUSA DO USO DO VÉU:‫01 .11 - ַל־ ֵן ה ִשּׁה חֶֶתל ְיוֹת־ ָהּ כּ ָה ַל־רֹאשׁהּ ֲַבוּר המּ ְאָ ִים‬ ‫ַ ַל כ‬ ‫ָ בּ‬ ‫ע כּ ָ א ָ ַ יּב ִ ה ל ִ פּ ע‬11. 10 - δια τουτο οφειλει η γυνη εξουσια εχειν επι της κεφαλης δια τουςαγγελους.11. 10 – Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dosanjos.Quando a Escritura diz “deve” (gr. οφειλει), denota dever, obrigação (gr. οφειλω)resultante dos preceitos ou mandamentos da honra. Assim, amados, o uso do véutambém tem uma “causa” (lat. propter) esta causa são os ANJOS. Esta “CAUSA”não é apontada pela Palavra de Deus como sendo a cidade de ‘Corinto’, não é‘cultura’ e muito menos supostas ‘prostitutas’! O uso do véu é SINAL de que háapenas uma “cabeça” (autoridade) e “glória” descoberta na igreja, isto indica oPODERIO, a autoridade de Cristo; este “sinal” está indicando Cristo em ser Ele aCabeça da Igreja e de todo o Universo, coisa que os anjos compreendem e sealegram! Os anjos são considerados guardiães da ordem no mundo e no culto, omandamento é de ordem e dever cristão em consonância com a presença dos anjosna adoração litúrgica.Esta afirmação da Escritura derriba por terra o fraco argumento ou disfarce da‘cultura’ como muitos afirmam, pois os anjos (a causa) são celestiais,transculturais/supraculturais. Destarte, eles já presenciaram insubordinação nocéu (Jo 8.44; Ap. 12.7, 8, 9) como também na terra ( Gn 3. 11, vv), ou pensa o caroleitor que os anjos (Lc 1.19; Hb 1.14; Sl 34.7) não estão mais ativos no séc. XXI,nos dias atuais, observando-nos? Eles são a “causa” do uso do véu, cessando acausa (os anjos) também cessará o efeito (o uso do véu), afinal, não existe efeitosem causa.Os seres angelicais são “todos eles espíritos ministradores, enviados para servir afavor daqueles que hão de herdar a salvação” (Hb 1.14), nos dias atuais, de formacristalina, entre nós, permanece de pé a causa do uso do véu... Os anjos: “Elestestemunham os sofrimentos dos cristãos (1Cor 4,9) e têm uma presença invisível nosserviços litúrgicos (1Cor 11,10) [...] O respeito aos anjos exige que as mulherescubram os cabelos, que são sua glória, para que possa aparecer a glória de Deus”.(L. Mackenzie, Jonh. Dicionário Bíblico, pág. 46. 9ª edição. Paulus). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  26. 26. 27Como vimos, o dicionário não afirma que os anjos “tiveram” uma presençainvisível, mas que “TÊM” essa presença invisível nos serviços litúrgicos; o verboter está no tempo presente, em conformidade, vejamos esta afirmativa:“Note-se aqui como o apóstolo baseia as suas respostas, acerca dos pormenores,sobre princípios mais elevados. É o que faz o verdadeiro Cristianismo com todos osassuntos que aborda (comparar Tito 2:10-14). Apresenta Deus e a caridade, pondo ohomem em ralação com o próprio Deus. Temos disto um impressionante exemplo narelação que segue. Tratava-se de dar uma diretriz para as mulheres – e elas nãodeveriam orar sem terem a cabeça coberta. Para decidir esta questão, de simplesdecência e de conveniência, Paulo expõe a relação dos depositários da glória de Deuscom o próprio Deus, e a ordem da sua relação, e apresenta os anjos aos quais osCristãos, que lhes estão em espetáculo, devem mostrar a ordem, segundo opensamento divino.” (N. Darby, J. – Estudos Sobre a Palavra de Deus – Actos dosApóstolos, Epístola aos Romanos, 1ª Epístola aos Coríntios. Pág. 244, Depósito daLiteratura Cristã, Lisboa, 1987).É digno de nota, que a devida passagem Bíblica não apresenta nenhumpensamento cultural ou costumes humanos, mas que tais princípios estão deacordo o pensamento divino, tal pensamento não está preso a cultura alguma.Portanto, é no tocante aos anjos que a Escritura exige o respeito nesse serviçosacro, que a mulher cubra os cabelos, sua glória. Essa exigência é evidenciada peloDEVER descrito a elas no verso dez.Alguns pastores interpretam que o uso do véu era por ‘causa/motivo’(?) das‘prostitutas cultuais’(?) existentes em Corinto, tal interpretação é umaABERRAÇÃO à regra fundamental da Hermenêutica: A Bíblia explica-se/interpreta-se a si mesma. E, a Bíblia se explicando afirma que é “por causa dosanjos” (gr. δια τους αγγελους). Para a membresia desses pastores, os argumentosdados por eles são válidas ainda que sejam conflitantes, contrariando a BíbliaSagrada, não sabendo que está investindo de autoridade a pseudo-interpretaçãodeles e invalidando a autoridade da Palavra de Deus de corrigir (2Tm 3.16) todofalso ensino. Portanto, devemos demonstrar pela prática, de forma absoluta, que aPalavra de Deus é nossa “única regra de fé e prática”, o cristianismo não é teoria, éprática!Nós, os que cremos neste mandamento da Palavra de Deus, não temos o “costume”de confundir anjos com ‘prostitutas’(?), o que é uma o-fen-sa à Palavra de Deus eaos anjos! Assim, chega a ser até mesmo hilário o que dizem certos líderesdenominacionais, acusando-nos de ‘ignorantes bíblicos’(?).Infeliz interpretação a deles, associar o uso do véu em I Cor. 11.1, 16 com‘prostitutas cultuais’ de Corinto. Outrossim, a glória de Deus e autoridade deCristo tratada por Paulo na devida passagem, que deveriam estar realçadas,destacadas em tais estudos são substituídas por... ‘cultura, costumes e prostitutascultuais de Corinto’(?). Desde quando os ensinos do Senhor referente à autoridadede Cristo e glória de Deus faziam parte da cultura pagã da cidade de Corinto? Nãoé disso que o apóstolo está tratando no contexto supra? A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  27. 27. 28Só faltam afirmar que Paulo era ‘ministro da cultura’, outra passagem em que oapóstolo discorre sobre os “atletas que correm no estádio” (I Cor. 9.24, 25) será queele era “ministro dos esportes”?E, no tocante à “coleta” para os pobres da Judéia (I Cor. 16.1, 2), será que tambémera “ministro da economia”? Uma verdadeira confusão em tais estudos,procurando exportar para o devido contexto material inexistente em seu conteúdo.Com efeito: “A Bíblia é toda a revelação Divina que necessitamos. Tudo o que forrevelado sem o apoio das Escrituras é falso.” (Cabral, Elienai. O Pregador Eficaz,pág. 72. Rio de Janeiro, Brasil. CPAD).Não creio que precisam de ‘estudo sistemático’ para descobrir que a “causa” do usodo véu está nos anjos ( αγγελους / ‫ .)מּ ְאָ ִים‬Um princípio Hermenêutico: ‫ַל כ‬“Em todas as suas exposições, deve-se prender ao que está escrito, e não tem o direitode atribuir seus pensamentos aos autores”. (Berkhof, Louis - Princípios deInterpretação Bíblica – Pág. 54. 3ª edição, 2008. São Paulo, Brasil. Editora CulturaCristã).Um alerta: “As verdades supremas e unificadoras logicamente não devem ser minimizadas; maso fato é que, em meio aos que crêem que os sessenta e seis livros canônicos são nadamenos que a Palavra de Deus escrita, há uma incômoda lista de opiniões teológicasmutuamente incompatíveis.” (A. Carson, D. - Os Perigos da Interpretação Bíblica –A Exegese e suas Falácias, pág. 16. 2ª edição, 2001. São Paulo, Brasil. Vida Nova).Portanto, substituir como CAUSA/MOTIVO os anjos para dar lugar às‘prostitutas’(?) é subestimar a nossa inteligência e capacidade de leitura; quemsabe, a Bíblia deles seja diferente da nossa, trazendo ‘prostitutas/meretrizes’ emlugar de ANJOS (1Cor 11.10).Esse tipo errôneo, falso, ilegítimo, espúria e blasfêmica de interpretação,observado anteriormente, são apregoados em certos livros e, lamentavelmente,leitores incautos “engolem” tais argumentos falaciosos sem um pingo de examecuidadoso e biblicamente embasado; a seguir, um conselho a todos os que crêem naautoridade da Escritura:“Uma abordagem cuidadosa da Bíblia capacitar-nos-á a “ouvi-la” um pouco melhor.É fácil demais aplicarmos ao texto Bíblico as interpretações tradicionais querecebemos de terceiros. Então, podemos involuntariamente transferir a autoridadedas Escrituras para nossas interpretações tradicionais, investindo-as de um falso e atéidólatra grau de certeza. ”(A. Carson, D. - Os Perigos da Interpretação Bíblica – AExegese e suas Falácias, pág. 15. 2ª edição, 2001. São Paulo, Brasil. Vida nova). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  28. 28. 29‫11 .11 − א ָל ֵין ה ִישׁ ְלֹ ִשּׁה‬ ָ ‫ֲב א ָא בּ א‬:‫ְ ֵין ה ִשּׁה בּלֹא ִישׁ ָאָדוֹן‬ ‫א בּ‬ ָ ‫וא ָ א‬‫21 .11 − ִי כּ ֲשׁר ה ִשּׁה ִן־ה ִישׁ ֵן גּם־ה ִישׁ ַל־ְֵי ה ִשּה‬ ָ ‫ָ א ע יד ָ א‬ ‫כּ ַא ֶ ָ א ָ מ ָ א כּ‬:‫ְָל־זֹאת מ ֱלֹ ִים‬ ‫ֵא ה‬ ‫וכ‬11. 11 − πλην ουτε ανηρ χωρις γυναικος, ουτε γυνη χορις ανδρος, εν κυριω.11. 12 − ωσπερ γαρ γυνη εκ του ανδρος, ουτω και ο ανηρ δια της γυναικος, τα δε παντα εκ του θεου.11. 11 – Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, noSenhor.11. 12 – Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provémda mulher, mas tudo vem de Deus.Dando continuidade, os versos supracitados ensinam que tanto o homem quanto amulher provém um do outro, dependendo assim, mutuamente no Senhor, e quetodas as coisas provêm de Deus; isto é, o nosso Deus é Soberano e independente.:‫31 .11 - שׁפטוּ־ָא בַ ְשׁ ֶם הָאָה ל ִשּׁה להתפּ ֵל ֶל־ה ֱלֹ ִים בִּלּוּי רֹאשׁ‬ ‫נ ְ נפ ְ כ ֲ נ ֲ ו ְ א ָ ְ ִ ְ ַ לּ א ָ א ה ג‬ ִ11. 13 - εν υµιν αυτοις κρινατε πρεπον εστι γυναικα ακατακαλυπτον τω θεω προσευχεσθαι;11. 13 – Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?A igreja deveria julgar a questão do uso do véu entre eles mesmos, porém, semprepautados no ensino do apóstolo, afinal, a igreja precisava das suas orientaçõessobre várias “coisas” (I Cor 7 .1), não podendo, portanto, resolver por si mesmaassuntos doutrinários. Assim, depois de tudo o que Paulo escreveu anteriormente,a resposta esperada seria um “NÃO”, de fato, se a mesma pendesse para a opiniãopositiva de a mulher estar com a cabeça descoberta na reunião de adoração,saberia que isso acarretaria em rapar (heb. galach) ou tosquiar (I Cor. 11.6) acabeça, o que denotaria desonra ou ausência de glória caso contendesse o ensinoapostólico. Não podemos dirimir nossa fé e conduta separadas da Palavra de Deus,devemos subjugar nossas convicções pessoais, nossa mente e coração ao conceitoque o Eterno nos dá, que venhamos a dizer: ... “Seja feita a Tua vontade” (Mateus6.10) e não a nossa. DOIS VÉUS, QUAL DELES O CABELO FOI DADO EM LUGAR? ‫41.11-אוֹ ֲלֹא ַם־הטּ ַע בּע ְמוֹ ְל ֵד את ֶם ִי ִישׁ ֲשׁר‬ ֶ ‫ה ג ַ ֶ ב ְ ַצ יַמּ ֶ ְ כ כּ א א‬:‫ְַ ֵל פּ ַע שׂ ַר רֹאשׁוֹ חר ָה ִיא לוֹ‬ ‫ֶ ְפּ ה‬ ‫יגדּ ֶ ר ְ ע‬:‫51.11 - א ָל ה ִשׁה ִי תַ ֵל שׂע ָהּ פּ ֵר הוּא ָהּ ִי־ִ ַן ָהּ ַשּׂ ָר לצִיף‬ ‫ל כּ נתּ ל ה ֵ ע ְ ָ נ‬ ‫ֲ ב ָ א ָ כּ ְ גדּ ַ ְ ר ְ א‬11. 14 - η ουδε αυτη η φυσις διδασκει υµας, οτι ανηρ µεν εαν κοµα, ατιµια αυτω εστι;11. 15 − γυνη δε εαν κοµα, δοξα αυτη εστιν. οτι η κοµη αντι περιβολαιουδεδοται αυτη. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  29. 29. 3011. 14 – Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelocrescido?11. 15 – Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dadoem lugar de véu.É ensino da própria natureza (criada por Deus) o homem não usar cabelocomprido (gr. κοµαω) por ser desonroso, por outro lado, afirma o Espírito Santo,que a mulher ter cabelo comprido (gr. κοµαω) lhe é uma “glória/honra”(gr. δοξα).Por isso mesmo o cabelo lhe foi dado em lugar de véu (gr. περιβολαιον).Ora, sendo o homem a glória de Deus (I Cor. 11.7) e a mulher glória do homem (ICor. 11.7), porventura Deus deixaria a mulher destituída de glória? Claro que não!O texto afirma que o cabelo comprido (gr. κοµη) é “glória” (gr. δοξα) para ela;por isso mesmo, em ser glória, no culto, essa glória deve ser coberta e, quando acobre estará cobrindo juntamente a autoridade e glória do homem; somente Deuspermanece com sua autoridade e glória descoberta na igreja.Alguns pastores ao criticarem-nos, cometem erros grosseiros nestes versículos aoensinar às suas ovelhas que o fato de o cabelo comprido ser dado em lugar de véu,a mulher ‘não precisa’(?) cobrir a cabeça. O escritor e professor Fabiano AntônioFerreira, em seu livro (ΚΑΤΑΚΑΛΥΠΤΕΣΘΩ − QUE PONHA O VÉU, págs. 54,55) também refuta tal silogismo equivocado apontando em seu opúsculo o que diz oDr. Russell Norman Champlin acerca dessa “perversão interpretativa”: “... é uma grande perversão do texto sagrado dizer que essas palavras significam queuma mulher não precisa mais de véu, se porventura usa longos os seus cabelos. Poisninguém pode ler o terceiro versículo em diante desta passagem, onde Paulo tantoinsiste sobre a necessidade do uso do véu, de conformidade com a ordenança divina,com os costumes sociais e com os costumes da natureza, para então lançar fora todoo seu argumento, supondo que se uma mulher conservar longos os seus cabelos jánão precisará usar véu quando ora ou profetiza, sem incorrer em grave incoerência.Porquanto tal conclusão será diametralmente oposta a todos os argumentosanteriores de Paulo, transformando esse apóstolo em um insensato que se contradizconsigo mesmo.” “Tal interpretação só pode ser aceitável para aqueles que manuseiamdesonestamente as Escrituras, procurando adaptá-las aos seus pontos de vista e àssuas práticas. Essas práticas ditam que a mulher “não use véu.” Porém, se tantasmulheres crentes não usam o véu, isso não pode estar firmado no que Paulo diz aqui,e nem sobre a suposição que ele recomendava que bastava às mulheres usarem oscabelos longos para não precisarem mais de véu.”Complementando, O Dicionário Bíblico John L. Mckenzie, página 46, afirma oseguinte: “O respeito aos anjos exige que as mulheres cubram os cabelos, que sãosua glória, para que possa aparecer a glória de Deus”.O ensino transmitido pelo Espírito Santo é que Deus, Soberano do universo, nãoadmite glórias humanas descobertas/manifestas quando suas criaturas lhe prestamadoração, serviço sagrado; tampouco o permite que a autoridade de Cristo sobre aigreja esteja dividida com outra (gr. ετερος) cabeça (autoridade) sobre o corpo(igreja). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  30. 30. 31Alguns indagam, qual seria o comprimento adequado para o cabelo da mulher? –A resposta é que não há especificação alguma da Escritura sobre o comprimentoadequado para o mesmo. Porém, posso afirmar que o termo grego “κοµαω”contido na devida passagem, indica não pôr empecilho ou obstáculo aocrescimento, para que o cabelo feminino possa ser comprido. Notadamente, ocomprimento do cabelo pode variar de mulher para mulher. Portanto, o cabelofeminino foi dado em lugar de véu (gr. περιβολαιον), e não em lugar de véu (gr.κατακαλυπτω).No verso 15, Paulo, pelo Espírito Santo, não está dando mandamento algum, tantoem Hebraico quanto no Grego e Latim, o mandamento do uso do véu está contidono verso 6, que não corresponde à mesma cobertura citada no verso 15, que aversão Almeida Revista e Atualizada verte para mantilha.“A palavra traduzida como “mantilha” não é a mesma empregada nos versículos 5-6(véu).” (Charles Kaldwell Rirye).Enquanto a palavra “véu” no verso 6 aponta para uma cobertura – literalmente -“pendurada sobre a cabeça” (vide figuras arqueológicas), a cobertura do verso 15denota – literalmente – apenas uma faixa enrolada em volta da cabeça, e nãocaindo ou pendurado para baixo como é o véu do verso 6. Assim, prezados, o véudo verso 6 é completamente diferente do termo apresentado no verso 15.De fato:“O versículo 15 necessita ser interpretado com inteligência. Não podemos entenderque Paulo no versículo 15 desfaça a instrução que dera no versículo 6, pois isso seriaabsurdo. Precisamos ver outro sentido nas suas palavras, que não inutilize o ensinoprincipal do trecho: que “a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta,desonra a sua própria cabeça.” (S.E. McNair. A Bíblia Explicada, 8ª Edição 1992,pág. 420, CPAD. Rio de Janeiro, Brasil).Transcrevo o verso 15, conforme se encontra na Bíblia Sacra Vulgata: “mulier verosi comam nutriat gloria est illi quoniam capilli pro velamine ei dati sunt”.Enquanto o sentido do véu apresentado no verso 6 denota “sobre, do alto a, parabaixo”; o véu do verso 15 denota algo diferente, isto é, “lançar em volta de, emredor de”. Portanto, na Bíblia Sacra Vulgata o véu do verso 15 é “velamine”, quesegundo o historiador Titus Livius, tal vocábulo (velamine) correspondia a uma“vendazinha, faixa”, portanto, uma faixa “em volta de, em redor” da cabeça, isto é,um turbante, o vocábulo em grego, hebraico e latim não deixa dúvidas.Assim, tanto homens quanto mulheres no Antigo Concerto cobriam a cabeça comturbante:“Dois ou mais destes lenços eram usados para formar o turbante das mulheres, massempre armados de um modo diferente do turbante dos homens.”(C. Whitehouse, Owen. Costumes Orientais – Antiguidades Bíblicas. Pág. 43,União Cultural Editora Ltda. 1950). A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  31. 31. 32O turbante era a cobertura usada sobre a cabeça do rabi Moshé ben Maimon(1135/1204), o Maimônides, conforme demonstra o próprio monumento/efígieerguido em sua homenagem em Córdoba - Espanha. Em Hebraico, tal vocábulocorresponde a “tzanif”, que literalmente possui o mesmo significado no Latim“velamine”, isto é, “turbante” (faixa em volta da cabeça), o mesmo ocorre com otermo “peribolaion”, do grego “peri”, em volta de, e “balõ”, lançar!Portanto, o véu do verso 15 foi dado em lugar de turbante (faixa em volta dacabeça), lembrando que “turbante” (heb. tzanif; lat. velamine; gr. peribolaion), émuito diferente de “véu” (heb. mîtkasseh; lat. velo; Gr. katakaluptô) apresentadono verso 6, onde tal vocábulo possui sentido e significado totalmente diferente!O texto em Grego, Hebraico e Latim, mostram com maior clareza a diferençaentre um véu e outro. O cabelo foi dado em lugar de turbante contido no verso 15,e não em lugar de véu que é apresentado no verso 6, o qual é definido pela ChaveLínguística do Novo Testamento Grego como “caindo sobre a cabeça, isto é, o véupendurado sobre a cabeça” (vide figuras arqueológicas)!Portanto, não façamos confusão entre os termos, como tenho observado em algunsartigos sobre o assunto, afinal, seria para lá de incoerente o apóstolo, supostamente,ordenar (verso seis) à mulher pôr ‘cabelo’(?) quando ora e/ou profetiza.O substantivo “περιβολαιον” é deverbativo, isto é, deriva e remete para o verbo“περιβαλλω” que significa “lançar, colocar ao redor de” (lenços ou faixas emenvolta da cabeça, um turbante). Destarte, é interessante observarmos que o textooriginal do Novo Testamento traz DUAS palavras gregas diferentes para o termo“véu”:1) Verso 6: katakaluptô (gr.κατακαλυπτω), em hebraico corresponde a“mîtkasseh”(‫ .)מתכסה‬Cobertura “caindo sobre a cabeça, isto é, um véu penduradosobre a cabeça.”2) Verso 15: Um turbante, peribolaion (gr. περιβολαιον) tem seu correspondentena Bíblia em Hebraico o vocábulo “tzanîf” (‫ ;)צניף‬para a forma “feminina” detzanif, o Léxico Hebraico e Aramaico do Antigo Testamento, página 437, aponta“tzenifah” (‫ ,)צניפה‬lenços ou faixas em volta da cabeça, um turbante; bastaacrescentar “‫( ”ָה‬qames com consoante he) em “tzanif” para o vocábulo ficar nofeminino. De forma cristalina, o cabelo NÃO FOI DADO em lugar de véu“κατακαλυπτω /‫ ”,מתכסה‬mas em lugar de véu “περιβολαιον /‫( צניף‬turbante).”Etimologicamente, κατακαλυπτω é formado de “κατα” (do alto a, para baixo) e“καλυπτω” (cobrir). Diferentemente, o vocábulo grego περιβολαιον é formado de“περι” (em volta de, em redor de) e “βαλλω” (lançar), isto é, faixas lançadas emredor da cabeça formando um turbante. É neste último substantivo deverbativoque o cabelo foi dado em lugar; em lugar de “περιβολαιον” (turbante) e não emlugar de “κατακαλυπτω” (véu). A devida passagem de 1Cor 11, indica dois véus(v.6 = véu e v. 15 = turbante). Muito simples, não é mesmo? A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  32. 32. 33 RESPONDENDO A ALGUM CANDIDATO A CONTENCIOSO‫61 .11 - ְ ִם־ַ ְשֹׁב ִיש לער ֵר‬ ‫א ְ ַ ְע‬ ‫וא יח‬:‫ע ֵינוּ ֵין ָנוּ מְ ָג כֶּה ְלֹא לק ִלּוּת ה ֱלֹ ִים‬ ‫ָא ה‬ ‫ִ ְה‬ ‫ָ ל א ל ִ נה ָ ז ו‬11. 16 - ει δε τις δοκει φιλονεικος ειναι, ηµεις τοιαυτην συνηθειαν ουκ εχοµεν,ουδε αι εκκλησιαι του θεου.11. 16 – Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem asigrejas de Deus.De forma brilhante, Paulo encerra o assunto respondendo a algum candidato a“contencioso” que as igrejas de Deus não têm tal costume; mas, a que “costume” oapóstolo está referindo?Contextualmente está se referindo à prática contenciosa surgida na igreja deCorinto, diferenciando-a das demais igrejas de Deus; isto é, o costume de a mulherse apresentar na reunião de adoração com a cabeça descoberta e o homem estarcom a sua coberta. COSTUME este presente entre as aglomerações pagãs deCorinto:“Ele quer dizer que não temos tal costume como as mulheres orando ou profetizandocom a cabeça descoberta” (Morris).Claríssimo como cristal: “No versículo 16, Paulo repreende ao homem que declaraque “nem a minha mulher, nem a minha filha jamais cobrirão a sua cabeça”. Sealguém quiser ser contencioso, disse Paulo, saiba que as igrejas verdadeiras de Deusnão temos tal costume de ser contenciosos quanto a esta prática. Nem as igrejasjudaicas, nem a dos gentios tinham tal costume de ser contenciosas quanto ao véu.”(KAUFFMAN, DANIEL – Doutrinas da Bíblia, pág. 327. 1ª Impressão emportuguês, 2010. Boituva – SP, Brasil. Literatura Monte Sião do Brasil).Destarte, CONTENCIOSO nada mais é do que aquele que não está revestido desubmissão ao ensino supracitado, contencioso é aquele que inventa as maisvariadas desculpas para não se submeter ao ensino supracitado. Contencioso (gr.φιλονεικος) é o mesmo que “amante da contenda, litigioso, brigão.”Contender, denota a resistência de alguém em questionar o ensino das palavrasinspiradas, à semelhança que fez Alexandre, o latoeiro: “Alexandre, o latoeiro,causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-tetambém dele, porque resistiu muito às nossas palavras.” (2Timóteo 4.14,15).Portanto, há muitos líderes dando continuidade no ‘ministério’ de Alexandre,impondo resistência às palavras do apóstolo. Mas, Paulo apóstolo encerra oassunto dizendo que “nós” (ministério) não temos tal costume, nem as igrejas deDeus. Pode-se verificar que “igrejas” (gr. εκκλησιαι) está no plural, apontando asdemais igrejas de Deus em estado de submissão ao que o Espírito Santo ensinava (econtinua ensinando). Assim, é verídico o que afirma nosso amado irmão Ismael,dizendo: A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  33. 33. 34“A correta aplicação deste ensino nos remete à relação de autoridade que existe entreDeus e os homens. O véu ilustra um ensino de Deus, é símbolo de algo maior e ilustrauma relação de ordem na criação de Deus.”Alguns comentaristas afirmam que o significado interno da submissão referente a ICoríntios 11.1,16 permanece, enquanto o ato externo ‘não é válido’ (?) para os diasatuais. Tais comentaristas se encontram revestidos de tamanha ‘autoridade’(?) quese acham no direito de suprimir este ou aquele MANDAMENTO, suplantandoassim a autoridade da própria SAGRADA ESCRITURA, definindo qualmandamento é válido ou... ‘Vencido’(?).Destarte, ignorais que a insubmissão do ato EXTERNO não põe a descoberto oestado INSUBMISSO do INTERIOR? Pois, os pensamentos que impele o homem aobedecer ou desobedecer provém do coração (Mateus 15.18, 19) do interior.Será que a ‘autoridade’(?) deles é superior à autoridade apostólica?Paulo ensinava e pregava não segundo o ensino aprendido ou recebido de homemalgum, mas pela revelação de Cristo Jesus nosso Senhor: (...) “Porque não o recebi,nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.” (Gálatas 1.11,12; 1Cor 14.37). De fato: “Paulo não usava sabedoria humana na sua pregação”.(S. E. McNair).A teologia que é aplicada na maioria das igrejas evangélicas procura incutir namente de suas membresias que o mandamento tratado nesta apologia está‘amarrado’ à cultura e/ou costume oriental, o que não é verdade. É preciso deixara Bíblia se explicar:“Muitos não recebem nada da Bíblia, porque já se acercam dela com suas própriasideias, sua própria “teologia”, querendo enxertar tudo isso na revelação divina”.(Gilberto, Antonio - Manual da Escola Dominical – Pela excelência do ensino daPalavra de Deus, pág. 21. 14ª Edição/1995. Rio de Janeiro, Brasil. CPAD).Já demonstrei que os mandamentos de 1Cor 11.1, 16 não se harmonizam com asculturas da época; ou antes, contrariam tais práticas culturais proibindo-as naliturgia cristã.Quando em determinada cultura (como na nossa) ocorria de a mulher estardescoberta na adoração pública, a Escritura proibia (1Cor 11. 5, 6), quando não,ocorria em outra cultura o costume de o homem estar com a cabeça coberta, aEscritura também proibia (1Cor 11. 4,7) e proíbe.Aplicando o preceito Bíblico da humildade na natureza do princípio Bíblico e nomandamento que o acompanha:“Pode haver ocasiões em que, mesmo depois de cuidadoso estudo de determinadoprincípio e de sua expressão comportamental, ainda continuarmos em dúvida sedevemos considerá-lo transcultural ou cultural. Se temos de decidir sobre tratar omandamento de um modo ou de outro, mas não temos meios conclusivos para tomara decisão, pode ser proveitoso o princípio da humildade. Afinal de contas, seriamelhor tratar um princípio como transcultural e levar a culpa de ser excessivamente A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU
  34. 34. 35escrupuloso em nosso desejo de obedecer a Deus? Ou seria melhor tratar umprincípio transcultural como sujeito à cultura e ser culpado de quebrar umaexigência transcendente de Deus? A resposta deveria ser óbvia.”(A. VIRKLER, HENRY - Hermenêutica Avançada – Princípios e Processos deInterpretação das Escrituras, pág. 176, 177. 10ª reimpressão. São Paulo, Brasil.Vida).Nas páginas deste opúsculo, ficou demonstrado que o mandamento do uso do véuproíbe práticas culturais aceitas na Grécia, em Israel e Roma... Como também emnossa cultura!Com efeito:“Quando uma prática aceita fazia parte de uma cultura pagã e a Escritura proibia talprática, com toda probabilidade será proibida também em nossa cultura,especialmente se o mandamento está alicerçado na natureza moral de Deus.”(A. VIRKLER, HENRY - Hermenêutica Avançada – Princípios e Processos deInterpretação das Escrituras, pág. 175. 10ª reimpressão. São Paulo, Brasil. Vida).Assim, o mandamento proibitivo está alicerçado na natureza moral de Deus, nahonra, na autoridade de Cristo e na glória de Deus, conforme bem demonstrado naexegese deste livro. Comportar-se de modo diverso incorre em desonrar a glória deDeus (1Cor 11.4, 7), humilhar e/ou envergonhar a autoridade de Cristo (1Cor 11.3,4) exercida na igreja. Não obstante, alguém poderia objetar sobre a possibilidadede alguma mulher cristã tendo a cabeça coberta estar ela insubmissa perante oSenhor.Ora, essa possibilidade em nada muda a obediência da igreja à Palavra de Deus.Pense o seguinte:O fato de Judas ter traído o Senhor com um beijo, impediu a igreja de,universalmente, praticar a saudação com ósculo de amor?(1Ped 5.14).O fato de haver possibilidade de alguém se apresentar “indignamente” (1Cor11.27) à Ceia do Senhor, porventura seria uma desculpa contra tal tradição paranão praticá-la?O Fato de Judas Iscariotes “roubar” das ofertas lançadas na bolsa (Jo 12.6)impede os pastores de defenderem o ofertar em suas igrejas? – Creio que não!Eu poderia citar vários exemplos semelhantes, mas creio que os expostos sãosuficientes, para um bom entendedor nada mais precisa.Portando, tal silogismo infundado não possui embasamento para excluir aobediência da igreja ao mandamento do Senhor. Destarte, contrariando asubmissão interna/externo de cobrir a cabeça, esses comentaristas ensinam nacontramão da Palavra de Deus. Caro leitor, deixo aqui uma pergunta – pense nisto- a quem tu serves e procuras agradar, a homens ou... A Deus?(Gálatas 1.10).Cristo Jesus é a única cabeça (autoridade) descoberta em nossa reunião deadoração, este é o ensino transmitido pelo uso do véu. A DOUTRINA BÍBLICA DO USO DO VÉU

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