Cheyenne McCray - No país das maravilhas 02 - O rei de espadas

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Cheyenne McCray - No país das maravilhas 02 - O rei de espadas

  1. 1. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Rei de Espadas Série No País das Maravilhas 2 Cheyenne McCray
  2. 2. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Versão em espanhol: Las Excomungadas Disponibilização: Leniria Tradução e Pré-revisão: Soryu Revisão inicial: Kris, Rayssa, Rafa Revisão Final: Milla Formatação: Serenah Série No País das Maravilhas1 O Rei de Copas – King of Hearts - Distribuído O Rei de Espadas – King of Spades - Distribuído O Rei de Ouros - King of Diamonds – Revisão Inicial O Rei de Paus - King of Clubs – Na lista Série Retorno ao País das Maravilhas Lord Kir – Na lista Kalina's Discovery – Na lista                                                              1  Os quatro reis da série relacionam‐se com os quatro naipes do baralho. Por esse motivo: Copas,  Espadas, Ouros e Paus. 
  3. 3. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Argumento Alexi O'Brien está desesperada e daria algo por encontrar a sua irmã gêmea desaparecida. Inclusive quando é abduzida a um belo e erótico mundo, não retrocede em seu empenho e decide escapar para poder retomar sua busca. Mas o alto e perigoso homem que a capturou consegue excitá-la de formas inimagináveis. O Rei Darronn gosta das mulheres submissas... E sua futura Rainha, é tudo menos isso. Ainda assim, Darronn tem toda a intenção de convencer à indomável Alexi de que seu corpo, coração e alma lhe pertencem.
  4. 4. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Prólogo Usando sua magia, o Rei Darronn empurrou as portas para abrí-las e se dirigiu para o balcão de seu castelo, com suas botas batendo fortes contra o chão de granito. Com o cenho franzido flexionou seu enorme peito debaixo de sua túnica de couro então apoiou as mãos na parede do balcão, enquanto admirava seu reino situado nas grandes montanhas de Tarok. A fumaça das chaminés saía das cabanas do povo, o aroma acre se mesclava com o aroma do bosque úmido pelas folhas molhadas de pinheiro. Uma névoa verde azulada se movia roçando a terra e formava redemoinhos nos pés dos habitantes do povoado que se movia para seus deveres diários. Apoiou-se no corrimão e viu um cervo anlia manchado se movendo através da névoa do bosque, até que já não pôde vê-lo e só pôde cheirá-lo com seus sentidos agudos de homem-tigre. As flores de ravenwood perfumavam o ar do engradado de seu balcão onde rondavam até o chão. As flores púrpuras revoavam no vento e as pétalas soltas formavam redemoinhos com a brisa. Um grunhido feroz retumbou em seu interior, o som se perdeu no estrondo das cataratas próximas. Um dia poderia voltar a experimentar o prazer da vista de seu esplêndido reino. Quando já não temesse por seus súditos e seu futuro. Quando os meninos uma vez mais, brincasem de correr pelos prados e suas vozes soassem pelas ladeiras. Um vento frio varreu a catarata, sobre seu rosto e braços nus, e levantou seu cabelo comprido, marrom como a madeira, fora de seus ombros. As cascatas de água desabavam do mais alto pasto até muito abaixo do Reino de Espadas e as montanhas do povoado, e se
  5. 5. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   introduziam no rio Tarok. O vento revigorirante clareou seus sentidos e o preparou para o passo que devia dar agora por seu povo. Com o nascimento dos gêmeos do Grande Rei e da Rainha há uns meses, depois de uma gravidez de quatro meses Tarok, se estendeu uma grande alegria por todo o reino. Quando a Rainha Alice deu a luz na primavera passada, trouxe uma nova esperança aos quatro reinos porque a bruxaria de Mikaela de Malachad do reino negro tinha chegado a seu fim. Esperando romper sua maldição e trazer vida nova que permitisse a todas as mulheres de Tarok voltarem a ser férteis. Entretanto, nenhum outro menino foi concebido na primavera, em nenhum dos Reinos de Tarok. E é óbvio, não tinham nascido outros bebês no outono. Pensando em sua sobrinha e sobrinho recém-nascidos, Darronn sentiu uma onda de orgulho no peito e se agarrou ao corrimão mais fortemente. Os meninos estavam sãos e cresciam rapidamente, como deviam os filhotes de homens-tigre. A menina foi nomeada Lexi, pela irmã da Grande Rainha, que estava em algum lugar da Terra, e o menino Lancelot, um nome que a Rainha Alice havia trazido de seu mundo. Curiosos nomes, os dois, mas se adaptavam aos meninos que se aproximavam dos quatro meses de idade Tarok. Os meninos agora engatinhavam e aproximavam-se de tudo o que pudessem ter em suas pequenas mãos, com grande emoção de sua mãe, consternação de seu pai e diversão de seus três carinhosos tios. Em sua última visita há uma semana, Darronn tinha apertado os dentes em sinal de frustração ao ver o pequeno exército de guardas que seu irmão Jarronn se viu obrigado a manter em torno de sua companheira e dos meninos quando ele não estava com eles. Os filhotes deveriam conhecer a liberdade de viver em um Reino como Tarok, pensou, não em jaulas de nenhum tipo.
  6. 6. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Depois de um longo verão brutal e sangrento, os quatro reinos de Tarok foram à guerra contra os guerreiros de Mikaela e trataram de dar a Malachad um golpe devastador. Seus guerreiros se retiraram para lamber suas feridas e os reis de Tarok sabiam que era só questão de tempo antes que fossem à guerra uma vez mais. Agora, meses depois, Mikaela reafirmou sua ameaça. Seus poderes mentais eram muito grandes para serem superestimados e seus bakirs, sua legião de psíquicos, se reagruparam e começaram recentes ataques mentais de novo na corte do Grande Rei. A grande cadela. Darronn reprimiu um grunhido. A traição de Mikaela ao clã Tarok arrancou sua alma, lhe fazendo uma ferida irregular, venenosa, que carcomeu seu coração desde o momento em que se inteirou de sua traição. Em um momento acreditou estar perto de sua irmã sendo mais jovem, mais que seus três irmãos... Mas o usou. Jogando para trás sua cabeça, desta vez, um rugido selvagem arrancou de sua garganta. O grito ressoou em todo o reino desde a montanha. Um grito de poder e astúcia que usaria para ajudar Tarok a derrotar a cadela... E um grito de impotência, de raiva atravessou sua alma, porque sua gente passou quase duas décadas sem conceber, sem filhos. Mikaela procurou vingança por ser desprezada quando seus pais separaram ao Grande Reino Tarok em quatro reinos menores, e legaram tudo a seus quatro filhos e nada a sua filha. Antes que Mikaela partisse para se unir com seu companheiro, o rei Balin do Reino Malachad, disse frequentemente a Darronn que ele deveria estar zangado com seu gêmeo Jarronn porque governava sobre Tarok quando ele somente era horas mais velho que Darronn. - Você deveria ser o Grande Rei - ela disse muitas vezes com a voz doce que sempre utilizava com ele.
  7. 7. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Mas ele simplesmente respondia - Sua eleição foi como devia ser. Jarronn é muito mais adequado para governar a todos de Tarok que eu e é o mais velho. Darronn recordou a piscada de escuridão nos olhos de Mikaela. Devia ter sabido então, mas seu amor por sua irmã mais nova cegou sua traição. - Amo, é hora. - A voz melódica de Kalina flutuou por cima do rugido da cascata, interrompendo seus escuros pensamentos. Com o cenho franzido, se voltou para ver a feiticeira de pé na porta de sua câmara, com a cabeça inclinada enquanto esperava suas instruções. Depois de ter servido ao Alto Rei no Reino de Copas por mais de uma década, Kalina foi bem treinada em seu rol submisso e obviamente o desfrutava. - Espere-me em minha antecâmara - ordenou. A feiticeira se inclinou e desapareceu pela porta. Depois de uma última olhada ao seu reino, Darronn atravessou o balcão de seu quarto e fechou a porta atrás dele. Um fogo ardia na lareira, levando o frio do quarto. Kalina permanecia de pé junto ao brilhante a'bin, o quadro mágico que a transportou quando recentemente se uniu a ele no Reino de Espadas. A cabeça de Kalina permaneceu inclinada, com as mãos atrás de suas costas e seus pés colocados bem separados para que pudesse chegar a sua deliciosa abertura sob suas escassas roupas de couro negro. Diferente do Reino de Copas, onde a maioria das mulheres não usava quase nada absolutamente, Darronn preferia às mulheres com roupas de couro. O vestido de Kalina tinha duas correias finas cruzando seus peitos e expunha seus mamilos como escuros bagos. Seu ventre e costas estavam nus, mas a metade inferior cobria seu traseiro pequeno e seu monte de Vênus nu. Entretanto, era o suficientemente curto para jogar com a tentadora
  8. 8. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   vista quando se movia ou se agachava. O colar negro e ouro a assinalavam como propriedade de Darronn rodeando sua garganta e cada um de seus mamilos perfurados recentemente pendurava uma única espada de ouro. Kalina umedeceu os lábios com a língua, e soube que ela queria seu pênis. - Qual é seu prazer, Amo? O quarto estava quente pelo fogo da lareira, vencendo o frio do balcão. Ante a vista da luxuriosa feiticeira, um ligeiro brilho de suor cobriu o poderoso corpo de Darronn, com seu membro cada vez mais duro e ereto. Um ronronar selvagem se levantou dentro dele pelo aroma do desejo de Kalina. Sentia pena por seu irmão Jarronn, que agora só tinha uma mulher para seu prazer. Entretanto, a Darronn não importava absolutamente o fato de que, como segundo filho e herdeiro designado, herdasse Kalina e Jarronn não herdaria nada, até que Lance e Lexi fossem muito mais velhos. Darronn se moveu à a'bin onde a feiticeira se levantou e voltou seu olhar às três cartas. Não gostava de se ver obrigado a escolher sua Rainha com uma simples carta, como seu irmão. É certo que a companheira de Jarronn foi bem escolhida e Darronn tinha desfrutado sem dúvida da vinculação mental com a Alta Rainha quando afundou seu pênis em seu traseiro enquanto Jarronn se empurrava em sua vagina, e Karn e Ty cada um fodia a boca de Alice e seus peitos. O corpo bem azeitado de Kalina brilhava com a luz das velas e ela moveu sua língua por seus lábios vermelhos. - Deve escolher Amo. - Não pedi seu conselho, moça. - Os músculos de Darronn flexionaram enquanto ele segurava o queixo de Kalina e obrigava a feiticeira a olhá-lo. - O castigo está disposto. Possivelmente deva utilizar minha correia contra sua parte traseira.
  9. 9. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   - Se o agradar, Amo. - Os frios olhos de Kalina e fogo o queimaram, o aroma de sua excitação se fez mais forte. - Mas primeiro, deve escolher. Os grunhidos surdos de Darronn teriam sido suficientes para que qualquer outro de seus súditos fraquejasse, mas não a feiticeira. - Ajoelhe - ordenou e com um movimento de seu pulso tatuado por arte de magia tirou toda sua roupa para que ficasse nua ante ele. Kalina graciosamente obedeceu, baixando os olhos e mantendo as mãos atrás de suas costas enquanto se ajoelhava. Apertando com uma mão sua juba negra e longa, Darronn inclinou a cabeça para trás para que seus olhos âmbar se reunissem com os deles. - Chupa meu pau enquanto escolho minha companheira. Um sorriso curvou os lábios sensuais de Kalina. - Sim, amo. Darronn empurrou à feiticeira para ele pelo cabelo e viu como seu pênis se movia através de seus lábios quentes e ansiosos. Por uns momentos empurrou e saiu quando ela passou a língua ao longo de sua longitude, aumentando a necessidade dentro dele que nunca foi totalmente apegado a uma mulher. As espadas de ouro ao longo de seu pescoço brilhavam com a luz das velas e os adornos de ouro de seus mamilos giravam mais rápido com a intensidade de seus movimentos. Com Kalina chupando seu pênis, Darronn estendeu a mão sobre o a'bin e moveu a palma em cima das três cartas. Imediatamente a carta do meio brilhou e um emblema de tigre também reluziu em seu centro. A febre de poder que surgiu em Darronn chegou diretamente a seu pênis, esticando mais que nunca sua ereção e Kalina gemeu de excitação.
  10. 10. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Sem hesitar, Darronn pegou a carta, virou-a com a palma de sua mão e quase chegou a seu clímax pelo desejo que se precipitou através dele. Grossos cabelos castanhos avermelhados emolduravam um rosto bonito com lábios feitos para beijar; peitos criados para que ele os chupasse e pernas longas se moviam no momento em que colocava seu pênis dentro dela. Os olhos da mulher lhe pareciam familiares, iguais aos da Rainha Alice. Mas o olhar da mulher do céu de Tarok sustentavam fogo e desafio, Darronn soube que não seria fácil de domesticar. Tanto melhor. Cansava-se facilmente das moças que se metiam em sua cama. Desejava uma provocação e teria à mulher ruiva rogando por seu pênis, inclusive sem seus feromonas Tigre. Com sua magia, enviou a carta à biblioteca para custodiá-la e logo conjurou sua correia de couro. Os olhos da feiticeira se abriram quando a correia apareceu e fortaleceu o aroma de seus sucos. - Levanta seu vestido em cima de seu traseiro - ordenou ele enquanto passava a correia sobre suas costas e braços nus. A feiticeira continuou chupando seu pênis enquanto se agachava e puxava a roupa até sua cintura, para que seu traseiro nu ficasse para ele. Darronn sorriu. - Isto é por sua desobediência - disse ao mesmo tempo em que dava um tapa na sua parte traseira com o couro negro. Kalina gemeu ao redor de seu pênis e ele soube que ela se deleitava tanto pela picada como pela emoção de seu látego. Darronn seguiu dando leves chicotadas na feiticeira, enquanto o agradava, deixando marcas cor de rosa tênue em sua carne pálida. Sua visão se voltou imprecisa enquanto ele imaginava que era sua futura Rainha que chupava seu membro e seus golpes se fizeram
  11. 11. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   mais fortes. O encantava a puta boca da moça e seu doce Quim. Gozaria convertendo sua pele em cor de rosa com sua correia, o que o convertia em um aguilhão e o formigava tanto que estaria rogando para que lhe batesse mais duro e mais forte ainda. Com um grito, Darronn chegou ao clímax, seguido por um rugido, enquanto se imaginava derramando sua semente no ventre de sua futura Rainha.
  12. 12. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Capítulo 1 Com uma careta feroz o suficiente para enviar qualquer tipo do bar a voar, Alexi O'Brien pegou sua cerveja engarrafada e tomou todo seu conteúdo. O gelado, amargo líquido rodou por sua garganta, assentando um frio que queimou seu estômago vazio. Diabos, devia ter uma boa bebedeira e rápido. Nunca foi boa para beber, mas hoje necessitava algo para acalmar a dor e a ira que sabia, nunca iriam desaparecer. Não, ao menos até que encontrasse Alice. Annie, sua conservadora prima, franziu o cenho enquanto Alexi punha de repente a garrafa sobre o balcão de mogno e chamava o garçom para outra rondada. Alexi inclinou a cabeça e estudou sua prima favorita e melhor amiga, Annie. Alexi sabia que sua prima só necessitava seus óculos para ler ou pintar. Mas, como a roupa antiquada de Annie e seu penteado severo sempre presente, os óculos de leitura eram uma forma de ocultar seu verdadeiro eu do mundo. Se ela abandonava os óculos, conseguia um vestuário sexy e deixava seu cabelo solto, Annie seria absolutamente impressionante. - Embebedar-se não vai trazê-la de volta - disse Annie com o suave acento do sul que ainda tinha, apesar de que vivia em São Francisco há mais de dez anos. Embora quando estivesse zangada, esse acento do sul se endurecia em um momento. Ela empurrou seus óculos emoldurados até a ponte de seu nariz e logo jogou com o canudo de seu doce chá gelado. - Alice não iria querer que ficasse triste, querida. Você sabe. Alexi passou os dedos por seus cabelos castanhos enquanto o barman colocava outra garrafa diante dela. Seu olhar se deteve apreciando sua forma magra, atrás de seu decote generoso com o
  13. 13. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   pingente do tigre dourado pendurando na perfuração em seu umbigo, e uma saia diminuta abaixo. - Não beba esta tão rápido - disse uma voz profunda que fez que seus mamilos se apertassem contra o fraco material de sua blusa. - É possível que faça algo que se arrependerá mais tarde, carinho. - Sério? - Alexi o estudou com uma leitura atenta e descarada em seus olhos azuis. O tipo era moreno, musculoso e quente, como em geral gostava de seus homens e quase podia imaginá-lo a deixando se enredar nele enquanto se deslizava em sua vagina. Seria homem o suficientemente? Maldita seja, não tinha pensado em sua fantasia de bondage em muito tempo. Seu olhar deslizou sobre o garçom de camiseta negra e à ereção pressionando contra suas calças jeans, sua vagina molhou com a ideia de sexo selvagem e perverso com ele. Sim, sem dúvida lhe daria uma boa cavalgada. Apostava que ele, inclusive, desfrutaria participando de uma de suas fantasias favoritas, em que ela era uma donzela francesa que eroticamente era castigada por seu empregador. Alexi estava acostumada a fodê-los e deixá-los a todo o tempo porque não acreditava nas relações em longo prazo ou no viveram felizes para sempre. Mas desde o desaparecimento de Alice, Alexi simplesmente não tinha pensamentos para ligar ou foder. A única razão pela que se vestiu dessa forma essa noite se devia a que Annie virtualmente a tinha obrigado e Alexi nunca voltava atrás ante um desafio. - Se me embebedar o suficiente, talvez inclusive o ache atraente - disse-lhe com um doce sorriso e o garçom lhe deu um sorriso bonachão. Alexi o dispensou com um movimento pequeno de dedos e logo cruzou uma perna sobre a outra. Sua saia deslizou para
  14. 14. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   cima, deixando descoberta uns bons centímetros de carne em cima de suas meias até sua coxa. Annie rodou os olhos marrons. - Não posso acreditar que tenha deixado escapar a esse. Mas durante todo o ano passado, Alexi sempre os tinha deixado ir. Não podia desfrutar sem saber que Alice estava bem. - Por que terá desaparecido como o fez? - Alexi esfregou um de seus braceletes de ouro, um hábito que havia adquirido quando sua gêmea desapareceu, Alice costumava esfregar seu próprio bracelete todo o tempo. - Hoje faz um ano. Um ano, Annie. Simplesmente não posso acreditar. - Tem que seguir adiante com sua vida. - Com seu dedo indicador, Annie empurrou os óculos em seu nariz. - Fez de tudo, desde montar uma campanha com muita publicidade de pessoas desaparecidas à contratação de cada investigador particular na cidade. Quase esgotou seus recursos, seu trabalho de advogada está sofrendo... Muito em breve não será capaz de se permitir o luxo de comer, muito menos de procurar Alice. Com uma sacudida lenta de cabeça, Alexi fixou seu olhar na garrafa de cerveja e viu a etiqueta enquanto essa tristeza familiar se acumulava a seu redor, igual às pilhas de documentos legais. - Não há pistas reais. A bolsa de Alice e sua jaqueta estavam dispersos no banco do parque... Inclusive deixou seus sapatos na grama. Alexi estreitou as sobrancelhas ao recordar esse dia tão claramente. Enquanto conduzia ao parque em sua Harley, momentos depois de falar com Alice em seu telefone celular, Alexi soube que algo ia mal. O vínculo que tinha com sua irmã desde seu nascimento foi cortado tão limpamente como se nunca tivesse existido. Era como
  15. 15. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   se um buraco estivesse onde sua irmã devia estar... Como uma boneca de papel que foi cortada de um livro e se perdeu. Alexi tinha chegado ao parque, frenética, só para não encontrar sinais de Alice com exceção do que tinha deixado para trás. Suspirando, Alexi arrancou uma parte da etiqueta de sua garrafa de cerveja, com seus dois braceletes de ouro brilhando em suas mãos com cada movimento que fez. As contas úmidas da superfície cor marrom da garrafa, molhou seus dedos enquanto trabalhava em tirá-lo da garrafa e deixá-la descoberta. Uma nova onda de ira a avermelhou mais com a lembrança de porque Alice foi ao parque de todos os modos. Tinha encontrado ao bastardo trapaceiro de seu ex-prometido e o tinha apanhado fodendo com a senhoria de seu apartamento, enquanto era fodido no traseiro por um tipo vestido com couro e correntes. Alexi se enfureceu como o inferno com os três, mas Alice tinha fugido. Depois que Alexi tirou o trio da moradia, chamou Alice em seu telefone celular várias vezes, mas sua irmã não quis voltar para casa, insistindo em que tinha que escapar. Alice tinha mencionado a razão pela que chegou em casa cedo para começar - devido a que seu chefe a tinha despedido por se negar a lhe chupar o pênis como parte de suas funções de secretária. Nas semanas seguintes ao desaparecimento de Alice, Alexi derrubou sua fúria sobre o filho de puta e o fez pagar. Fez sua tarefa e o contador se viu em apuros por sonegação de impostos. Alexi tragou uns goles mais da cerveja antes de pôr a garrafa sobre o balcão. - Vou procurá-la, Annie. Sei que está em alguma parte. Não está morta, só perdida. Annie tomou um gole de seu chá gelado através do canurdo e cuidadosamente o empurrou até que ficou perfeitamente no centro.
  16. 16. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   -Você e a polícia têm feito todo o possível. Mas a mente de Alexi retrocedeu no tempo, até o momento em que estacionou sua moto, atirou a um lado o capacete e se deslocou para os bancos do parque. - Por que o sutiã e as calcinhas de Alice estavam na bolsa? Refletiu em voz alta pela milésima vez. - Se foi sequestrada e violada, não era provável que a pessoa perdesse tempo para deixar a roupa de baixo de Alice esquecida, a não ser bem escondida. Franziu o cenho para sua garrafa de cerveja, a cabeça de Alexi começou a girar - Tanto pela cerveja que bebeu como pelas lembranças do desaparecimento de Alice. - Suas pegadas levavam ao redor de uma árvore... E logo nada. Nada. Era como se a terra a tivesse tragado. Alexi voltou o olhar para Annie que parecia completamente miserável agora. - Supunha-se que esta deveria ser uma noite para afastar sua mente de tudo isso por um tempo - disse Annie em voz baixa. - Talvez não fosse tão boa ideia. - Sinto muito, carinho. - Alexi se inclinou mais e abraçou a sua prima. Annie era suave e cálida, e cheirava a açúcar mascavo e a baunilha. Quando Alexi se afastou, deu a Annie o início de um sorriso. -Tem razão. Tenho que desfrutar de nosso tempo juntas e isso é tudo. A sensação alcoólica golpeou Alexi duramente. Em um minuto se sentiu um pouco ida e no seguinte estava bem e faiscante. Sentia- se malditamente leve e a bebedeira chegou a ela embora poucas vezes alcançasse esse ponto. O álcool fez que se excitasse também, mas não ia fazer nada a respeito, exceto com um de sua variedade de vibradores quando chegasse em casa.
  17. 17. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Recarregou um cotovelo no balcão e riscou os dedos de sua outra mão sobre a parte superior de seu sexy estômago com a franja de contas, até a minissaia negra, e logo assinalou aos saltos vermelhos que calçou por sugestão de Annie para sua noite de festa. - Talvez devesse ver se posso encontrar um homem e der a este traje e a estes sapatos... - tipo uma foda - ...Um bom uso. Passou mais de um ano desde que tive uma boa transa. O celibato não funciona muito bem para mim. Annie pôs os olhos em branco e Alexi teve que sorrir. Sua prima vivia sozinha com seu gato, Abracadabra e era uma artista, assim como uma brilhante professora de literatura inglesa. Annie olhou a parte, também, com seu cabelo marrom cobrindo em um nó sua nuca, e suas, sempre presentes, saias e blusas soltas. Esta noite a versão de Annie de se vestir para ir à cidade era uma simples blusa e saia negra que complementava sua generosa figura, mas não podia ser chamada sexy. E por tudo o que Alexi sabia, Annie ainda era virgem, porque sempre tinha vergonha quando o tema do sexo saía. Então Alexi quase caiu da banqueta quando Annie disse - Acredito que deveria fazê-lo. Quer dizer, talvez, ter uma boa transa. - Desculpe. - Alexi levantou um dedo enquanto agarrava sua cerveja com a mão livre e tragava o resto do conteúdo da garrafa. Golpeou a já vazia garrafa no balcão e logo se voltou para sua prima. -Realmente usou o término, ter uma transa, como foder? Um rosa forte cobriu o rosto de Annie. - O fato de que eu não o faça, não significa que você não devesse. - Hmmmm. - Alexi colocou seu dedo na ponta de seu nariz e o balançou enquanto olhava sua prima dos pés a cabeça. - Acredito que isto exige um plano de ação. Um plano para que Annie transe.
  18. 18. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   - Hum... Não. - A suave iluminação da sala se refletiu nos óculos de Annie enquanto recuperava sua carteira de um bolso de sua saia. Tirou uma nota de vinte e a jogou no balcão, o suficiente para cobrir as duas cervejas, o chá gelado, e a gorjeta. - Não tenho sexo casual. Desta vez, Alexi soprou. - Não tem sexo absolutamente. A cor nas bochechas de Annie brilhou como semáforo em vermelho e levantou a voz uma oitava. - Pronta para o jantar? Fiz reservas no restaurante ao lado. A cabeça de Alexi dava voltas por toda a cerveja enquanto pegava sua jaqueta e bolsa, e deslizava a correia longa de sua bolsa sobre seu ombro. - Então esse era seu plano.- Ela riu e baixou a banqueta, com a pequena saia se movendo até seus quadris e mostrando as nádegas de seu traseiro nu e a franja de sua tanga debaixo. Importava-lhe um nada se alguém a via nesse momento se sentia beeemmmmm. - Você sabe que não posso me sustentar alcoolizada. Supus que me faria beber e relaxar antes do jantar, não? Annie agarrou Alexi pelo braço para sustentá-la. - Funcionou, não? - Annie olhou em cima do ombro de Alexi e murmurou. - Mas será melhor sair daqui rápido, antes que o tipo grande todo vestido de couro negro chegue aqui. - Mas eu gosto dos homens de negro. - Alexi cambaleou enquanto Annie a arrastava para as portas de vaivém do bar. - Realmente eu gosto de estar debaixo e ser impertinente com eles. O tipo alto, moreno e perigoso. Talvez inclusive tivesse deixado que me atasse se fosse o suficientemente homem para tomar.
  19. 19. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   - Confia em mim, carinho. - Annie agarrou o braço de Alexi mais forte. - Não quer se meter com esses. Grandes. Peludos. E de cú feio. - OH, Annie. - Alexi riu de novo e deslizou seu braço ao redor da cintura de sua prima. - É bom ter a alguém cuidando de mim para variar. Era meia-noite no momento em que o táxi se deteve na casa azul pastel de Alexi em São Francisco. Ela e Annie desfrutaram de uma noite de descanso de vários pratos, desde coquetéis de camarões a sopa de frutos do mar, uma salada César, e depois, salmão, bolo de queijo para a sobremesa, e café com Baileys2 depois. Alexi tinha desfrutado de um par de copos de vinho durante o jantar, e tinha conseguido manter a compostura, mas devia tomar um café por precaução. Se não tinha sua dose diária de cafeína, as coisas poderiam ficar feias. Por uma fração de segundo quando olhou para a casa escura, um sentimento de solidão atravessou Alexi e desejou não estar sozinha pelo menos uma noite. Mas o apartou, disse adeus a Annie com um rápido abraço, e saiu do automóvel. - Descansa um pouco, está bem? - Annie disse enquanto Alexi saía do carro. - Necessita que a acompanhe até a porta? - Está bem e não, estou bem. - Alexi deu a sua prima um sorriso e tratou de não cambalear sobre seus calcanhares para que Annie não se desse conta de quão bêbada ainda estava. - Fez com que esta noite fosse muito mais fácil de passar.                                                              2   Baileys Irish Cream é o original creme de licor irlandês. Feito a partir do uísque (com nata) da Irlanda, foi criado nos anos 70 por David I. Dand e começou a ser comercializado pela empresa R. A. Bailey & Co, com sede em Dublin, em novembro de 1974. Baileys Irish Cream apresenta um teor alcoólico de 17%. 
  20. 20. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Annie empurrou seus óculos em seu nariz e o sorriso voltou para Alexi. - Para nós duas. Depois que fechou a porta do carro, Alexi viu o táxi se afastar até que as luzes traseiras vermelhas desapareceram na colina. Com um suspiro se voltou, golpeando sua bolsa contra o quadril debaixo de sua jaqueta. Subiu cambaleando pelas escadas à casa que tinha estado alugando desde que Alice tinha desaparecido. Supunha- se que devia ser uma surpresa para Alice - uma das sócias de direito de Alexi acessou a um posto na cidade de Nova Iorque, e aceitou alugar sua casa de dois andares e por muito menos do que valia. O dia em que Alice sumiu, Alexi tinha finalizado o acordo. Na primeira semana depois do desaparecimento de Alice, enquanto procurava a sua gêmea, Alexi contratou carregadores para que tirassem todos os pertences de Alice do pequeno apartamento no qual viveu com o imbecil de seu ex-noivo. Tudo foi transladado e estava preparado para quando Alexi encontrasse sua irmã. Mas nunca o fez. Afastando esses dolorosos pensamentos, Alexi agarrou a maçaneta da porta de latão antigo quando chegou ao pequeno patamar de concreto e fez uma pausa. Quase não queria entrar na casa... Para estar sozinha de novo. Respirou profundamente os aromas do oceano e grama recém-cortada e se permitiu desfrutar do ar frio que levantou seu cabelo ao redor de seu rosto. Uma névoa flutuava na noite, junto com o som metálico da campainha do ferry. Depois de abrir a porta, se meteu no escuro interior só um pouco iluminado pelo abajur de vidros coloridos sobre uma pequena mesa no vestíbulo. Uma das formosas pinturas de paisagem marinha a óleo de Annie apareceu na parede, justo em cima da mesa. Alexi fechou a porta atrás dela, logo deixou cair a jaqueta de seus ombros.
  21. 21. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Os aromas familiares de composição canela e limão de seus móveis a rodeavam, e quase imaginou que podia cheirar a loção com aroma de rosas que Alice costumava utilizar. Mas então, Alexi captou um aroma que não pertencia e deixou cair a jaqueta ao chão atapetado precipitadamente, liberando seus braços. O aroma desconhecido alertou seus sentidos porque não pertenciam a sua casa... Flores, sol e uma brisa fresca de montanha. Sua bolsa ainda pendurava de seu ombro e ela colocou a mão no interior até que seus dedos toparam com o frio aço. Seu cabelo picou na nuca enquanto tirava a arma e logo pouco a pouco deixou sua bolsa deslizar até o piso atapetado, onde aterrissou com um golpe suave. Seu coração pulsou com força e o zumbido agradável desapareceu. Um misterioso brilho azul vislumbrou em direção ao dormitório de Alexi. A ira ardeu em suas vísceras. Alguém estava em sua casa e ia chutar o traseiro dessa pessoa. Não sabia artes marciais como sua tia Awai, mas Alexi daria um jeito, além disso, tinha a arma e tinha um inferno de temperamento que compensava aquilo. Com a arma preparada em sua mão esquerda, Alexi apertou os dentes e em silêncio se moveu pelas escadas atapetadas de felpa para o meio da sala de estar. Apertou sua mão direita em um punho, disposta a atirar no filho da puta uma vez que lhe cravasse a arma. Todos seus sentidos estavam em alerta máxima e os tornozelos nem sequer bamboleavam nos degraus. Quando chegou à porta do quarto esperou um segundo, logo apareceu no marco. Um espelho gigante ficava onde sua cama devia estar. Um espelho muito formoso com um marco ornamentado que brilhava com um estranho resplendor azul em seu dormitório. Centelhas
  22. 22. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   brilhavam entre o resplendor azul brumoso, procurando como se “Sininho” (personagem de Peter Pan) tivesse vindo de visita. Que demônios? A ira e a confusão se mesclaram com a curiosidade enquanto Alexi se movia para o espelho. A franja de sua blusa acariciava seu ventre enquanto uma brisa parecia vir de dentro do espelho, para o dormitório. Seus passos vacilaram e se perguntou se talvez o zumbido fosse muito mais alto do que originalmente pensou. Tinha que estar alucinando tudo isto. Quando finalmente chegou ao espelho ficou cara a cara com seu reflexo. A forma de amêndoa de seus olhos cor turquesa, seu cabelo castanho avermelhado, com a mão para cima, ainda segurando a arma. O que ia fazer, atirar em sua imagem no espelho? Todo o momento era estranho e surrealista, Alexi estava segura de que perdeu o contato com a realidade. Infernos, talvez a prudência também. Deixou que a arma deslizasse de seus dedos e desse um suave golpe, enquanto aterrissava no tapete. O bracelete de ouro de seu pulso brilhou à luz misteriosa do quarto enquanto levantava a mão e colocava a palma sobre a superfície do espelho. Estava suave, mas surpreendentemente cálida ao tocá-la. Com certeza não se sentia como uma alucinação. Seu reflexo ondulou e mudou e os joelhos de Alexi quase deixaram de funcionar. Um prado de montanha apareceu, rodeado de um denso bosque à esquerda, com uma cadeia de montanhas à direita, e um montão de flores espalhadas pela erva espessa. Uma brisa fresca se apoderou de Alexi, agitando a franja de contas em seu ventre e provocando um calafrio ao encantador tigre dourado de seu umbigo. A água, à distância, desabava sobre a ladeira de uma montanha escarpada e ouviu o estrondo das cataratas e o piar dos pássaros.
  23. 23. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Ricos aromas lhe chegavam com a brisa... Cheirou a pinheiro, a bosque úmido, a flores silvestres e a água doce. Bom, era impressionante. Chamem o manicômio, porque Alexi O'Brien tinha ficado louca. Sem mais cerveja para ela, que tinha sabor de lixo, de todos os modos. Podia ser que também se recostasse no piso, tirasse um cochilo e o sonho terminasse. Um homem se moveu na vista do espelho e Alexi pensou que ia gritar. Isso ou ter um orgasmo, porque era o mais formoso, assim como o mais perigoso homem que já tinha visto... E seus penetrantes olhos verdes olhavam diretamente a ela, como se realmente pudessem vê-la. Os mamilos de Alexi se apertaram debaixo do pequeno top, sua vagina se alagou, e seu clitóris doeu. Diabos que era uma boa alucinação. O homem levantou um naipe de ouro e os músculos de seu peito e braços nus ondularam poderosamente. Seus traços eram fortes e pareciam cinzelados e seu cabelo negro e comprido revolvia em torno de seus ombros com a brisa. Parecia mau até os ossos pelo brinco de ouro que tinha em sua orelha esquerda com a tatuagem de uma espada em sua pulso esquerdo, e por ter essa pacote de seis entre suas poderosas coxas e porque ia vestido de negro. Ela conteve o fôlego e levou a palma direto ao espelho. Demônios. Se fosse real o foderia em um batimento do coração. Os lábios do homem na alucinação se arquearam e Alexi pensou chegar ao clímax só com o pecaminosamente e sensual movimento. Era hora de tirar o vibrador. Com um toque de seus dedos, a carta de ouro desapareceu. Em seu lado do espelho, levantou sua mão e a colocou contra a mão de Alexi.
  24. 24. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Ficou chocada com o tato de sua cálida, calosa mão contra a palma de sua própria mão. Mas quando seus dedos se entrelaçaram com os dela, Alexi ofegou e tratou de se afastar, mas ele era muito poderoso. O homem a devorou e o olhou com fascinação horrorizada enquanto sua mão e pulso deslizavam dentro do espelho. Ela tentou se libertar então, lutando por escapar de seu controle. – Deixe-me ir, filho de puta! Um predador estrondo se levantou do homem e ele arrastou seu braço. Alexi gritou quando a lançou para frente e através do espelho.
  25. 25. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Capítulo 2 A mulher era uma lutadora, e o pênis de Darronn se endureceu com a apreciação de seu ardente espírito. Apesar de que a atraiu para ele através do espelho, a mulher lutou. Seus mamilos se metiam contra o fraco material de sua roupa, assim como seu aroma de calor feminino, o desejo a tinha alagado, enquanto o tinha visto através do cristal mágico da feiticeira. O medo e a ira ardiam em seus olhos de água enquanto ele a puxava através do espelho e gritou, - Deixe-me ir, filho de puta! A luxúria arrasou Darronn e se cansou de esperar a sua companheira. Com pouco esforço, a puxou de novo e a mulher gritou enquanto a levava em seus braços. - Bastardo - ela gritou enquanto estrelava o punho em seu olho direito e chocava o joelho em sua virilha. A dor abrasadora de seu pênis e ovos pôs Darronn de joelhos... Uma dor como nenhuma que sentiu em seus mais de duzentos anos Tarok. Faíscas brancas estalaram em sua cabeça, o fogo queimou através de sua virilha e a fúria ardeu em suas vísceras. Como essa moça se atrevia a golpear ao Rei de Espadas? A mulher se voltou para o espelho e começou a passar através dele. Com um rugido, Darronn trocou sua forma para o tigre branco e a interceptou, golpeando-a para um lado. Cobriu seus ombros de forma rude sobre a grama com suas grandes patas e a sustentou de costas. Sem pôr todo seu peso na mulher, seu amor platônico, se estabeleceu entre suas coxas para que seu corpo ficasse imóvel. Ele não estava disposto a deixar que desse uma patada nos ovos de novo, independentemente da forma em que estivesse.
  26. 26. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   - OH, merda - sussurrou a mulher enquanto o olhava, o aroma de seu medo e o impulso de uma sensação pulsátil em sua garganta afirmava seu terror. - Lindo gatinho? Darronn rugiu com toda a potência de sua espécie e o rosto da mulher ficou branco como uma flor. O medo era um bom lugar para começar a ensinar à moça uma lição. Alexi ficou olhando ao tigre que a fixava ao chão e sua mente se precipitou através de todas suas opções. Ela ia morrer. Não... Não, não aceitaria a morte. Tinha que haver uma maneira de evitar que a besta a comesse. A adrenalina bombeou através de seu corpo, fazendo que cada centímetro dela tremesse. Suas costas lhe doíam pela aterrissagem muito dura no chão e os nódulos pulsavam pela dureza do olhar do tipo. Ela se atreveu a apartar o olhar do tigre e olhar para onde o homem tinha estado, mas ele não estava ali. Embora o filho de puta não parecesse do tipo de deixar que uma mulher fosse comida por um enorme tigre, devia ter fugido quando a besta tinha dado um salto. Mas espere isto não podia ser real. Fique seria, Alexi. Cair através de um espelho e agora estar apanhada debaixo de um tigre branco gigante... Era loucura. Não era mais que um inferno de pesadelo. Seus olhos se encontraram com o olhar verde intenso do gigantesco gato e calafrios desceram por sua coluna. Nenhum sonho ou pesadelo seria tão real, tão vívido, tão intenso. Pequenas pedras apareceram em sua parte posterior e a erva fez cócegas na carne exposta de seus braços, na base de seu pescoço e traseiro enquanto sua pequena saia subia até sua cintura. O vento soprava através da pradaria, franzindo a pelagem branca brilhante do tigre e moveu as árvores circundantes. O cabelo da besta era suave contra seu ventre
  27. 27. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   descoberto e seus quadris, o que não tinha sentido se era um animal selvagem. - É o mascote de alguém? - Perguntou Alexi, como se o tigre pudesse responder. - Não me coma ainda. A besta reduziu seu olhar. Sempre brinco com minha comida antes de comê-la, disse uma voz baixa e poderosa na mente de Alexi e ela esteve a ponto de molhar suas calcinhas. - Alguns idiotas devem ter posto algo em minha bebida. - Alexi fechou os olhos, forçando as imagens muito reais e tratando de acalmar as carreiras frenéticas de seu coração. - Essa é a única explicação. Fui drogada e sairei desta. - Fez uma pausa e tragou. - E depois caçarei ao filho de puta que o fez e demandarei seu lastimoso traseiro. Justo depois de matá-lo. Um rumor que soou mais como uma risada se levantou da alucinação do tigre que já não podia ver porque tinha os olhos fechados. A maioria das vezes Alexi dirigia os problemas de forma racional e chutando traseiros, mas a bêbada e drogada Alexi decidiu que não havia maneira de lutar contra uma alucinação, por isso concluiu desejar que isto não estivesse acontecendo, e o tigre não existia. O almíscar imaginário da besta era forte, seu peso seguia estando pressionado em suas costas. A alucinação mudou para sua maior parte e Alexi sentiu um focinho entre seus peitos, o leve roce de dentes e logo escutou o som característico de tecido que se rasgava. Um puxão no fraco fecho de seu sutiã e então a rajada de ar fresco sobre seus peitos. Seus mamilos se apertaram como picos duros o que a fez se retorcer. Bom, esta alucinação se fazia muito real. A sério estava no limite.
  28. 28. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Uma língua áspera lambeu seu mamilo, enviando excitação diretamente a sua vagina e endurecendo ainda mais seu mamilo. Os olhos de Alexi se abriram. O tigre elevou a gigantesca cabeça, e se ela não soubesse, diria que a besta se mostrava satisfeita com a resposta de seu corpo. O tigre da alucinação como que brilhou e começou a mudar. A mudar de verdade. Pele branca se desvaneceu sobre pele oliva e o cabelo de cor marrom madeira. Patas, patas dianteiras e o corpo do tigre começou a mudar em um musculoso peito nu... E de repente era o homem formoso que a tinha puxado através do espelho imaginário. Rendeu-se a que certamente tinha perdido por completo toda biografia de prudência, Alexi ficou olhando o formoso rosto do homem que a tinha puxado há poucos minutos. A pele ao redor de seus olhos já tinha começado a ficar púrpura, e sua expressão furiosa lhe disse que não estava muito feliz com ela. - Você ganhou o mais severo dos castigos. - A voz do homem vibrou através dela e soou como a que ela tinha ouvido em sua cabeça quando o tigre a tinha detido. Tinha um acento estranho, talvez Europeu. - Tem muito que aprender moça. - Moça? - Alucinação ou não, ela não tomaria essa merda de ninguém. Inclusive se o tom de sua voz fazia que sua vagina se molhasse quando dizia a palavra. - Meu nome é Alexi O'Brien ou Srta. O'Brien para você, filho de puta. Não tenho nenhuma intenção de ser castigada por você ou qualquer outra pessoa. Não sou uma menina, maldita seja. Com o cenho franzido o homem a levantou o suficiente para tirar a blusa e o sutiã quebrado do resto do caminho por seu torso. O medo e a ira levaram Alexi enquanto tratava de lutar contra ele, mas era muito rápido, muito forte.
  29. 29. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Quando esteve nua da cintura para acima, agarrou suas duas mãos com as deles, as obrigando a juntar-se para que seus braceletes de ouro se unissem. Quando a soltou, ela tratou de separá-las, mas de algum jeito, tinha soldado o ouro entre si, prendendo-a. Alexi lutava contra suas ataduras e tratou de mover suas pernas, que estavam ainda cobertas debaixo de seu peso. Lançou um feroz olhar e gritou. - Deixe-me ir, caipira. O sorriso do homem era de uma vez perigoso e sensual enquanto punha suas mãos sobre seus peitos e lhe beliscava os mamilos. Alexi ofegou e lutou para não retroceder ante suas carícias... Ou se arquear. Tudo isto é muito malditamente estranho. - Sou Darronn, Rei do Reino de Espadas - disse enquanto continuava beliscando-a e puxando seus mamilos. – Chamará-me de Amo. A ira queimou através de Alexi com sua demanda. - Vá se foder! - Elevou seus fortes braços, planejando apanhá- lo com seu queixo, mas desta vez ele estava preparado para ela. O homem que se fazia chamar Darronn agarrou suas mãos, com as enormes dele fazendo parecer pequenas as suas. Obrigou seus braços sobre sua cabeça e em um movimento suave deslizou de modo que a sentou escarranchada, se mantendo cobrindo seus quadris enquanto ele respondia. - Sim, foderei você. Muitas vezes. E de muitas, muitas maneiras. - Te matarei antes de deixar que me viole. - Alexi lutaria com tudo o que tinha, embora fosse como lutar contra uma estátua de
  30. 30. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   granito. Uma estátua que se movia. Uma estátua que tinha uma ereção enorme se levantando contra sua calça negra. Uma dureza que em parte ela queria ver, sentir, tocar e provar. Merda. Estava perdida. - Pedirá meu pênis antes que a tome. - O homem mantinha suas mãos cravadas no chão em cima dela. - Igual ao inferno - começou, mas logo fechou a boca quando deixou sua mão livre e uma correia negra apareceu em seu punho, junto com uma estaca dourada de uns três metros de comprimento. Como diabos fez isso? - A pele de Alexi esfriou. E não lhe importava a correia. O que ia fazer com essa estaca? Em um rápido movimento ele ficou em cima dela e deixou a estaca dourada no chão. Antes que pudesse compreender exatamente o que estava fazendo, tinha suas mãos aprisionadas à estaca com a correia cor negra. Suas mãos agarraram o frio metal entre suas palmas, tão fria como a sacudida de medo que disparou através de seu corpo. Entretanto, de algum jeito, incrivelmente, o frio do medo foi afugentado pelo desejo ardente. Seus pensamentos anteriores voltaram para ela, por fim tinha conhecido ao homem que a ataria... E talvez inclusive a foderia como havia fantasiado frequentemente. O que lhe passava, ficou louca? Fantasia era uma coisa, mas a realidade... Era aterradora e excitante ao mesmo tempo. Darronn se afastou e sentou sobre suas pernas desfrutando da agradável vista de sua futura Rainha com seus braços em cima da cabeça e presa à estaca. A raiva ardia em seus olhos água-marinha. O fogo e o espírito em seu olhar lhe agradavam e esperava com interesse a provocação de domá-la. Não havia dúvida que gozaria de um jogo sexual brutal e quando chegasse o momento adoraria levá- los a seu mútuo prazer.
  31. 31. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Mas primeiro, tinha que ajudá-la a compreender o que realmente desejava, ajudá-la a se liberar dos limites que tanto tempo tinha estado acostumada a aceitar. De fato, não havia nenhum homem em sua patética dimensão digno dela. Não era de estranhar que se sentisse como se devesse dominar o mundo, sem ajuda de ninguém. Com ele, ela encontraria a atenção e o apoio que necessitava tão profundamente como sua própria respiração. Se ela não golpeava seus olhos e rompesse suas bolas primeiro. Moveu seu olhar a seus carnudos, sensuais, lábios imaginando a sensação de sua boca se movendo sobre seu pênis e deu um surdo ronrono. - Deixe-me ir, maldito seja - disse a mulher Alexi, exigindo. Tinha-lhe ordenado chamá-la senhorita O’Brien em um tom que lhe dizia que o nome estava reservado para os subordinados dela. Facilmente podia imaginar uma Rainha do reino de onde ela vinha. Uma vez que se inteirasse de seu lugar, serviria bem a seu lado. A dor de seu pênis se fez mais feroz enquanto seu olhar se detinha em seus peitos, agora expostos ao sol do inverno Tarok. Em uns dias seria primavera, como demonstravam as flores espalhadas sobre a montanha e a suave erva nova debaixo de sua companheira. Seu cabelo castanho avermelhado revoava no vento frio a ambos os lados de seu rosto. A pele branca e macia de seus mamilos maduros estava arrepiada. - Tão rica - murmurou, enquanto pegava com a mão de uma vez. Gozaria perfurando seus mamilos e pondo sua assinatura de propriedade sobre ela. Quando beliscou as protuberâncias tensas entre o polegar e o indicador, Alexi ficou sem fôlego, então, visivelmente esticou a mandíbula como se tratasse de conter um gemido. Darronn ronronou
  32. 32. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   de satisfação que retumbou em seu peito de novo. Sim, a moça desfrutaria de seu contato, sem importar que negasse que devia mencionar o fato. O olhar furioso voltou para seus olhos. - Solte-me, filho de puta. Darronn só a observou enquanto utilizava sua magia para recuperar duas estacas de ouro mais e duas correias negras de seu castelo. Seus olhos se abriram e ela tratou de lutar contra as ataduras do pulso e movia as pernas debaixo dele. É óbvio, sua força era muito superior e com apenas colocar parte de seu peso em uma perna, a mantinha imóvel com a outra mão enquanto conduzia uma estaca no chão com a outra. E atou seu tornozelo livre, obrigando-a a separar as pernas. Em um momento teve suas duas pernas atadas e estendidas para ele. Só que ele não podia ver toda a carne deliciosa de sua Rainha, devido a uma tira de tecido que cobria seu monte de Vênus e suas dobras. Seu almíscar tinha estado deixando-o selvagem com necessidade do primeiro aroma que capturou através do espelho. - Maldito. - Alexi lutou contra suas ataduras pela última vez e logo se rendeu, pelo momento. Estava esgotada, e não lhe daria maldita boa luta nesse momento. Precisava conservar sua força, e logo, quando tivesse a oportunidade de escapar faria. Depois que matasse ao filho de puta. Quando se deu conta que esta não era uma alucinação ou um sonho? Em algum momento, seu cérebro preto e branco e a experiência lhe diziam muitas coisas que indicavam que esta era a realidade. Ela não era propensa a ter um alto nível de imaginação, e não havia muitas zonas cinza em suas experiências passadas. Ou era ou não era e todos seus instintos lhe diziam que isto era real. Inclusive o shifter - que tinha ido de tigre a homem.
  33. 33. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Merda. Estou louca. E agora estava muito consciente de que estava exposta a seu olhar. A blusa e o sutiã tinham sido arrancados, a saia, caída ao longo de seus quadris, suas pernas abertas e atada a estacas, e só sua tanga cobria sua abertura e não muito bem. Rodava até suas dobras e a fatia de seu traseiro, e o material estava empapado. Não havia dúvida de que seu captor poderia cheirar seus sucos, provavelmente o fazendo pensar que o desejava. O fato de que seu corpo respondesse a suas carícias, e tinha parado sua luta, não significava que o desejasse. E se continuava mantinha dizendo isso, inclusive poderia acreditar. Maldição. - Já não precisará disto, disse o homem, se ajoelhando entre as pernas estendidas e chegando a sua saia. Como se fossem de papel rasgou o frágil material negro, o afastou de seu corpo, e o jogou a um lado. Alexi olhou fixamente à besta de homem. A fome fazia estragos em seus olhos, apesar de sua posição e estar à mercê daquele desconhecido, seu corpo respondia. Queria ganhar algum tipo de controle. Talvez o fazendo alcançar em razão. - Por que faz isto? - Você me pertence. - Baixou o nariz e farejou a tanga negra que havia cortado seu púbis. – Só reclamo o que é meu. Alexi ficou sem fôlego com a sensualidade do que acabava de fazer. Lutou contra a reação de seu corpo e sacudiu a cabeça, a erva fez cócegas nas bochechas com o movimento. - Igual ao inferno lhe pertence, sequestrador, maldito violador, idiota.
  34. 34. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Darronn acariciou seu montículo e ela tragou um gemido. Mais umidade se filtrou de sua vagina e se deu conta que uma parte dela queria ceder às sensações. Queria ser atada e fodida. Por ele. Isto era uma loucura. Não desejava a este homem que a tinha sequestrado tirando-a de sua casa e agora a tinha estendida como um jantar gourmet. Com os dentes, ele agarrou a fina correia lateral de sua tanga e a rasgou apartando-a. Alexi não teve mais remédio que ver como rasgava o outro lado também. Seu clitóris palpitava e seu peito doía. Tinha passado tanto tempo desde que tinha tido o pênis de um homem dentro dela, sentiu o peso dele em suas costas enquanto se movia para sua vagina. E nunca tinha tido um homem como este. Darronn a excitava mais do que queria admitir. Era todo homem, com músculos ondulados em seu corpo, com a potência de seus movimentos sensuais, com o calor em seu olhar. Sim, ela tinha fantasiado em ser atada, guiada a uma briga longa de sexo selvagem, mas Alexi nunca pensou que podia ceder o controle suficiente para permitir que isso acontecesse, até agora. Era absolutamente estranho tendo em conta suas circunstâncias. Darronn agarrou o tecido solto de sua tanga entre seus dentes e puxou. Tirou-a, deixando sua Rainha totalmente aberta para ele. Descansando em seus quartos traseiros, levou o pano da mulher a seu nariz. Aspirou seu aroma que saia do material úmido, imprimindo o aroma de Alexi em seus sentidos e fazendo que seu pênis se ampliasse e estivesse perto de estalar por ela. Atirou o pano sobre a grama e voltou seu olhar à dela. Seu olhar era desafiante, mas suas pupilas estavam dilatadas, sua pele avermelhada com excitação, seu monte de vênus brilhando com a necessidade de seu pênis. A necessidade de tê-la agora era
  35. 35. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   quase mais do que podia controlar, mas não o faria. Não faria até que sua necessidade por ele fosse tão grande que suplicasse por seu membro em sua Rainha. Quando ela tomasse a decisão livremente de se abrir para ele, então e só então afundaria seu pênis dentro de seu centro. Apesar do que se poderia pensar, não era um violador. Nunca daria a uma mulher mais ou menos do que ela desejasse. Muito especialmente à sua companheira recém-descoberta. A moça estava nua à exceção da seda negra que encerrava cada uma de suas pernas das coxas até os pés e as sapatilhas vermelhas estranhas com paus nos calcanhares que cobriam seus pés. Darronn lentamente moveu a mão pelo material de seda a uma de suas pernas e rugiu sua aprovação. - Desejo que use estes e só estes em minha presença. - Bastardo. Um homem menor certamente teria estalado em chamas ante seus olhos incendiários enquanto uma vez mais, cuspia a palavra pondo em dúvida sua dignidade. Darronn se sentou entre suas coxas, apoiando seu peso sobre os braços para se manter em cima dela. A garganta de Alexi se moveu e sua expressão mudou de fúria a desejo e de volta a fúria. - Quanto mais cedo se der conta que é minha posse, mais cedo aprenderá o que é ser agradada pelo Rei de Espadas. - Está delirando, sabia? - Espetou Alexi, só para sentir que ela era a que estava delirando. Seu longo cabelo castanho se desviava por cima do ombro enquanto lhe acariciava a garganta e Alexi lutou para conter um gemido ao sentir suas sensuais bochechas sem barbear roçando seu pescoço e a carícia de seu cabelo sobre sua pele. - Cheira tão doce como as flores de estrela e meia-noite sob as cataratas.
  36. 36. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Agora, de onde um bárbaro tinha aprendido romantismo ao falar assim? - Deixa de me tocar, - disse com sua melhor voz de advogado- na-sala-de-audiências, mas sem se surpreender, quando ele não fez conta. Alexi esperava sentir o peso de seu corpo contra o dela - desejava-o, inclusive, mas seus poderosos braços se mantiveram reforçados em cima dela. Este era um homem que tinha o que queria, e não se deteria. Então por que ela o estava detendo? Ela fechou os olhos, bloqueando a visão de seu formoso rosto enquanto movia a boca para baixo entre o vale de seus peitos. Seus lábios roçaram sua pele com movimentos suaves, enquanto ele se perdia na curva de um peito acariciando ligeiramente o mamilo. O que acontecia com ela? Queria arquear as costas e colocar seu mamilo na boca dele. Ela queria que o chupasse com a força de seu desejo por ela. Não, não, não! Darronn soltou um ronrono surdo que se moveu pelo corpo de Alexi, jogando com ela, fazendo-a reconhecer o muito que o necessitava. A moça o desejava tanto que estava tremendo, mas continha seus gemidos admiravelmente bem. Quando chegou ao piercing de ouro de seu umbigo, sorriu. Uma quinquilharia em forma de tigre. Muito conveniente para sua tigresa, sim. Moveu sua língua contra o ouro, depois conduziu sua língua a seu umbigo. Alexi ofegou e o aroma de seus sucos se intensificou. Seu ronrono se fez mais forte. - Isto é uma loucura. - Sua voz chegou como um sopro irregular. - Não se pode sequestrar uma pessoa e atá-la. Não está bem.
  37. 37. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   - Mas eu não a sequestrei. Resgatei-a de um triste exílio e a levei ao lar que lhe corresponde. - Darronn abandonou seu umbigo para baixar, acariciando brandamente seu ventre e chegando a suave pele de seu barbeado sexo. Sua ereção cresceu, ameaçando derramar sua semente. Um bom final seria chegar a seu clímax em suas calças. - É minha agora, como deve ser. Sua tigresa grunhiu. - Não pertenço a ninguém mais que a mim, imbecil. O nariz de Darronn se moveu por suas dobras inchadas, e as coxas de Alexi tremeram a cada lado de sua cabeça. Era provável que ela chegasse ao clímax com um movimento de sua língua contra seu inchado clitóris. Por muito que gostasse de dar prazer, tinha a intenção de que o desejasse, que não se arrependesse absolutamente e sob seus termos. Alexi gritaria se não gozasse logo. O filho de puta mal estava afetado por ela e ela estava tão na borda. Odiava-o, desejava-o. Queria matá-lo, desejava que a fodesse. Merda, não podia seguir assim muito mais tempo. Darronn se afastou e ela abriu os olhos para vê-lo de pé entre suas coxas estendidas. Esperava que começasse a tirar as botas, as calças, e logo colocar seu pênis nela. Mas se limitou a estudá-la, com seus braços cruzados sobre o peito, com o vento sacudindo seu longo cabelo. O hematoma em seu olho estava mais escuro e ela só desejava ter enegrecido os dois. Talvez então tivesse uma oportunidade de voltar através desse espelho. Isso era o que queria, não? - Você veio a um mundo que não entende minha Gata de Fogo, e conheceu a um homem no qual não pode mandar – disse, entretanto com tom vibrante. - Para seu próprio bem, deve aprender os desejos e temores de seu coração e deve aprender a respeitar e
  38. 38. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   confiar na pessoa que tem a habilidade e o poder de te completar. - Fez uma pausa e logo adicionou. - Eu. Alexi só o olhou fixamente, incapaz de acreditar que ele tivesse a coragem de dizer que tinha que lhe ensinar algumas lições. - Está louco, sabia? - Não importa se acredita em mim, ou inclusive se nega seus próprios desejos - não ainda - Enquanto aprende obediência. Começaremos o treinamento agora, devido a que não há tempo a perder. Seu castigo por golpear a um rei de Tarok e por sua rudeza – disse - Será permanecer aqui toda a noite. A mandíbula de Alexi caiu e ficou olhando ao filho de puta com total incredulidade. Deixaria-a atada a uma estaca no meio de uma pradaria na montanha? Nua? - Meus amparos a manterão a salvo aqui e nada lhe fará mal. - Levantou as mãos e um brilho vermelho encheu o ar ao redor de Alexi, como uma borbulha de fogo e logo se foi. - Quando voltar por você na manhã, se dirigirá a mim como amo e com respeito, ou não a liberarei. Entende? - Que apodreça. - Alexi apertou os dentes e seus ouvidos soaram com a raiva que rasgava através dela. Darronn assentiu lentamente, com sua expressão severa. - Vejo que o fará - disse antes de se voltar e se afastar.
  39. 39. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Capítulo 3 Alexi soltou um grito de fúria. Com toda a força que tinha, deu um puxão contra suas ataduras. Eram tiras de couro que tinha nas mãos e tornozelos e seus músculos doíam pelo esforço de lutar contra eles. As correias não se moviam. Não era que tivesse pensado que o fariam. Merda, merda, merda. Acalme-se. Isto não vai lhe tirar daqui, Alexi O'Brien. Se obrigando a relaxar os músculos, pouco a pouco voltou a cabeça de um lado a outro e tratou de inclinar a cabeça para olhar para trás o melhor que pôde. Não havia rastro do filho de puta. Só árvores, pasto, montanhas, flores... Bla, bla, bla. A respiração de Alexi e seu ritmo cardíaco estavam surpreendentemente tranquilos, ainda tendo em conta suas circunstâncias. Mas estava incrivelmente excitada, isso a incomodava e excitava de uma vez. Como poderia ter sido sequestrada por um magnífico Conan o Bárbaro e permanecer como uma oferenda aos deuses, pô-la tão quente? Mas, com suas pernas abertas, sua vagina estava mais que úmida, suas dobras inchadas eseu clitóris mais palpitante. Seus peitos se sobressaíam, seus mamilos estavam duros como pedras preciosas, com os braços estirados acima e suas mãos ainda agarrando a estaca de ouro. Desejou poder montar o extremo liso e redondo da estaca agora mesmo para conseguir um pouco de alívio. Maldita seja, precisava chegar ao clímax. O mais provável é que isto se devia a seu ano de celibato. Annie tinha razão, não deveria ter se esquecido tão completamente
  40. 40. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   de si mesma. Então não estaria tão desesperada por ser fodida por seu captor. Inclusive fazia vibrar sua vagina com apenas um olhar. É um violador, maldita seja. Mas sua mente afastava esse pensamento. Sentiu um montão de agressão e poder no homem- tigre... Mas não maldade. Não tinha realmente intenção de tomá-la contra sua vontade, além do que já fez. Portanto, seria uma batalha de vontades. Que assim fosse. Alexi suspirou e olhou as estranhas nuvens azul-esverdeadas em cima dela no céu escuro. As nuvens se moviam como se um vento suave as empurrasse, mas não podia sentir uma brisa ou escutar a cascata. Sentia-se surpreendentemente cálida e confortável, como se estivesse dentro de uma casa, em lugar de no exterior, no meio de um nada. Inclusive as pedras que tinha estado picando em suas costas já não a incomodava e era como se estivesse deitada em uma cama suave de veludo em lugar de pasto. Curioso. Era hora de fazer um balanço e formular um plano. Estava atada a uma estaca, nua (meias até a coxa e saltos de agulha não contavam como objetos de vestir) e completamente vulnerável para o homem ou besta... Ou os homens que haviam. Estava no meio de um prado cheio de árvores, flores e arbustos que não se pareciam com nada que tivesse visto antes. Não era como já tivesse estado no campo - era uma garota da cidade e uma advogada pelo amor de Deus. O que sabia a respeito de zonas rurais? Menos mal que fez xixi antes de sair do restaurante e que não tinha bebido muito com o jantar. Mas, o que faria se não a liberava mais tarde? Seus nódulos ainda pulsavam de golpear com o punho o olho do bastardo – ele disse que nome seu era Darronn. Apesar de que
  41. 41. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   tinha insistido em que o chamasse amo. Maldito idiota. Demonstraria a ele quem era o amo. Obedeça meu traseiro. Apesar de que não lhe importava o que ele tinha dito, suas palavras ressoavam em sua mente. – Você veio a um mundo que não entende, minha Gata de Fogo e conheceu a um homem no qual não pode mandar. Um mundo que não entendia... Ele tinha razão. Não entendia como algo disto podia ser real, ou inclusive como sabia que era. Seria este, um mundo cheio de homens que atavam às mulheres que se negavam a chamá-los Amo? Grandioso. A parte de não ser capaz de mandar nele, sem dúvida tinha que rever - nenhum homem que tinha conhecido era como ele e maldito, mas a excitava mais do que queria admitir. O que ele ia descobrir, entretanto, era que acabava de conhecer uma mulher na qual ele não podia mandar. Sim, se matariam a qualquer momento. Ela não podia deixar de imaginar a sinceridade em seus olhos quando tinha dito, - Para seu próprio bem, deve aprender os desejos e temores de seu coração... Imbecil. Como se houvesse algo que ele pudesse ensinar a ela. Ela sempre sabia o que queria equando o encontrava, ia por isso. Não necessitava que o magnífico Neandertal com algumas tatuagens, olhos verdes, lhe ensinasse nada. Quanto ao medo, não temia a nada quando se tratava de seu coração. Fazia muito tempo que tinha aprendido sua lição enão deixaria que nenhum homem se aproximasse o suficiente para lhe machucar. Então, a que terei que temer? - ...E deve aprender a confiar e respeitar na pessoa que tem a habilidade e o poder de te completar. Eu.
  42. 42. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   OH, sim, claro. Como se ela confiasse e respeitasse em um bruto que a arrastou através de um espelho, que se convertia em tigre e a tinha derrubado, logo a tinha deixado atada às estacas, sozinha, no meio de um nada. Quente e com vontade de foder de passagem. Filho de puta. Maldita seja, mas o que a incomodava era que o desejasse tanto em vez de odiá-lo. O que tinha ele? Algo lhe disse que era mais que um simples caipira arrogante a quem gostava de andar com mulheres dos arredores. Inclusive em sua forma dominante, parecia de algum jeito sincero e cuidadoso. Alexi pôs os olhos em branco e suspirou. Bom, isso tinha muito sentido. Ela foi atada e unida a uma estaca, estava completamente a mercê de seu captor e pensou que parecia cuidá-la. Uma vez que retornasse a São Francisco, teria que visitar um psiquiatra com segurança. Talvez o desaparecimento de Alice a tinha afetado mais do que se deu conta. Acabou fechando os olhos, para dormir esperando despertar em sua própria cama. * * * * * Darronn passou para tigre e passeou pela borda da Selva Tarok, com seu olhar centrado na moça atada na pradaria. Nunca deixaria Alexi, ou a nenhum de seus súditos, só e vulnerável. Ficaria com ela, por mais que demorasse a aprender o que se necessitava para curar seu coração e alma. Não tinha dúvida que se renderia a seu desejo, a princípio seria somente como uma maneira de estar livre de suas ataduras. Mas
  43. 43. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   seria um bom começo e logo aprenderia a se submeter a todas suas demandas. O vento alvoroçou seu cabelo enquanto continuava tranquilamente seu passeio. Ela se sentiria cômoda na grama da noite já que tinha usado sua magia para colocar uma almofada de veludo negro em suas costas. O ar permanecia imóvel dentro da borbulha de amparo que tinha posto ao redor de sua companheira e a temperatura se manteria constante e cômoda, sempre e quando a rodeasse. As Noites no Reino de Espadas seguiam sendo frias durante a maior parte da primavera, mas a cúpula a protegeria, igual a sua pele protegia a ele. Não seria capaz de cheirá-lo, ouvir ou sentir o mundo a seu redor, além dessa barreira, estaria a salvo. O sol tinha alcançado o horizonte, lançando uma luz dourada sobre sua montanha eacariciava o prado, com seus últimos raios. Os ouvidos de Darronn se contraíram, sua sensível audição captou uns esquilos e um calin correndo ao longo dos ramos das árvores ch'tok e sini. Ao longe um lobo uivou na montanha, um da manada do Senhor Kir e Darronn escutou o som de muitas patas, cascos e pés pequenos das criaturas do bosque lutando pela segurança de seus predadores. Os lobos cavernícolas de Emerald City rebuscavam nas terras do outro lado da montanha e debaixo dela, embora frequentemente viajavam pelo caminho amarelo entre seu reino e Tarok. À medida que continuava o ritmo, Darronn detectou a gama de emoções se filtrar através de Alexi - da ira à luxúria, à frustração à acalmada consideração. Assim como seus irmãos, Darronn não podia ler a mente, mas podia sentir as emoções de outros em sua presença.
  44. 44. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   A menos que a pessoa soubesse como ocultar suas verdadeiras emoções, uma habilidade pouco comum que Mikaela tinha aperfeiçoado. Darronn rugiu e mostrou os dentes ante a idéia de sua irmã traidora. Ele e seus irmãos nunca sentiram a escuridão que tinha reclamado seu coração e alma. Inclusive agora, uma parte dele doía por resgatar à irmã que tinha amado. O que daria para apagar o dano causado pela escolha de meus pais. Ou poderia Jarronn ter razão... Que a escuridão já existia dentro de Mikaela? Jarronn acreditava que os anteriores Grande Rei e Rainha reconheceram este mal e tomaram a decisão que sentiram que era melhor para todos em Tarok. Darronn... Não estava tão seguro. Mas então fui um tolo, confiando cegamente em Mikaela até sua traição. Não só podia mascarar seus verdadeiros sentimentos, Mikaela também estava dotada com o dom de ser capaz de ler os pensamentos de uma pessoa se projetasse com força suficiente. Quando eram jovens, em seus vinte e poucos anos, os quatro irmãos, tinham aprendido eventualmente a proteger suas mentes de sua irmã. Até tinham dominado a capacidade de bloqueá-la, Mikaela tinha desfrutado ao espiar mentalmente aos jovens e zombar com o que tinha aprendido. Fosse uma travessura ou uma aventura sexual juvenil, se inteirou de tudo o que pôde a respeito deles. Tinham levado toda a escolarização tanto da feiticeira Leeani como dos jovens a se dominar para ocultar seus pensamentos e foram capazes de fazê-lo há mais de duzentos anos. Ante a lembrança da feiticeira, um ronrono risonho se levantou em Darronn. Como ele e seus irmãos tinham cobiçado a sua antiga
  45. 45. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   professora. Os pingentes que penduravam dos mamilos escuros de Leeani e sua voz sensual foram uma distração para os jovens. Certamente lhes levaria muito mais tempo aprender a lição do que deveria se seu amo tivesse sido um dos anciões bruxos decrépitos. Darronn sacudiu sua enorme cabeça e levantou o focinho ao vento. O perfume de Alexi de flores estrela de meia-noite ainda pendurava na brisa. Ele farejou o aroma de um anlia macho perto também e a fome queimou seu ventre por carne fresca. Mas não queria abandonar a sua mulher nem um momento, nem sequer para acalmar sua sede. Se fosse necessário poderia convocar Kalina magicamente para que cuidasse dela, mas decidiu ficar com sua futura Rainha. Tinha a sensação que Alexi não sentia fome e tinha captado o aroma do vinho e boa comida em seu quente fôlego. O fogo ardia em seu lombo e o desejo por sua companheira estava perto de afligi-lo. Seria uma provocação domá-la... Uma provocação que sem dúvida gostaria. Uma cálida boca roçou Alexi e ela abriu os lábios e deu um suave gemido. Firmes lábios se apertaram aos seus epedregulhos rasparam sua pele enquanto uma língua se precipitava no interior. Com um suave gemido de rendição convidou à língua do homem mais profundo, convidou-o a encher sua boca da mesma maneira que queria que seu pênis enchesse sua vagina. Ouviu uma cascata golpeando à distância, um gorjeio de pássaros e o som do vento entre as árvores. Os aromas estavam dispersos, também. A grama, um perfume de flores silvestres... E o aroma de um homem.
  46. 46. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Seu peso pressionou contra seu corpo nu a camisa de couro e calças ajustadas. Ela levantou seu montículo contra sua furiosa ereção, necessitando-o tanto, querendo-o com tudo o que tinha. Pouco a pouco os olhos de Alexi se abriram e viu Darronn em cima dela com um sorriso tão carnal que a emoção correu diretamente de seus mamilos à sua vagina e costas. Seus quadris estavam apertados aos dela e suas mãos estavam amarradas a ambos os lados de seus peitos. Ao redor de seus traços escuros, sua juba de cor madeira marrom pendurava comprido o suficiente para jogar com seus peitos. Ela sempre tinha pensado que um homem com o cabelo comprido era sexy e maldito se ele não era muito mais. Seu brinco de ouro brilhava com o sol da manhã, se arrastando asperamente pela mandíbula e a contusão cor púrpura da pele debaixo do olho lhe dava um aspecto ainda mais resistente e perigoso que antes. Isto foi real. Ele era real. Nesse momento Alexi não sabia se estava zangada com ele por sequestrá-la e atá-la... Ou queria rogar que a fodesse. Sempre em controle, decisiva, devoradora de homens, Alexi O'Brien tinha perdido as palavras, pela primeira vez em sua vida adulta. Era uma advogada de perseguições sexuais, pelo amor de Deus e ia atrás desses pândegos com vingança. Sempre sabia o que dizer, sempre ganhava seus casos e não aguentava a merda de ninguém. Depois do que aconteceu na escola de direito, Alexi fez todo o possível como advogada para ajuizar a cada filho de puta que pensou que podia se sair com a sua, utilizando sua força e posição para intimidar a seus clientes. E seus clientes não eram sempre mulheres. Vários eram homens que, ou tinham uma mulher dominante tratando de levá-los
  47. 47. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   para cama à força com a ameaça de seu emprego, ou um homem que queria lhes esfregar no traseiro. Não tinha nada contra qualquer tipo de sexo, sempre e quando fosse de mútuo acordo. E se não fosse, mais vale que tomasse cuidado porque Alexi arrastaria o traseiro do violador pelo piso. Tinha ido atrás de todos eles por vingança e nunca perdeu um caso. Como se isso compensasse a perseguição que tinha sofrido nas mãos de seus professores do colégio de direito. Mas enquanto ficava olhando Darronn, era como se toda sua raiva e feridas do passado se fossem, como sua roupa, deixando só à mulher. E esta mulher desejava a este homem mais que a nada. Aqui mesmo. Agora mesmo. Não tinha sentido absolutamente. Nada disso. - Minha Gata de Fogo despertou. - Darronn baixou a cabeça e roçou seus lábios sobre os dela outra vez. Cheirava a brisa dos bosques e um almíscar primitivo masculino que se filtrava em seu sangue como álcool, intoxicando de igual maneira. – Deseja-me tanto como eu a desejo? - Perguntou-lhe. - Não - Alexi se obrigou a mentir quando se moveu contra suas ataduras e tratou de não se queixar com seu toque sensual e suas palavras. Tinha que ter a cabeça fria. - E não sou nada sua. - Um ronrono retumbando levantou em seu peito, recordando a Alexi que este homem poderia se converter em um tigre real. - Quer meu pênis penetrando em seu interior - disse em voz baixa enquanto sua boca se movia a seu ouvido. – A encherei como nenhum outro homem poderá. Ou nunca mais o fará. - Está louco, - disse Alexi, mesmo que seu corpo estivesse ardendo por ele. Apesar de que se arqueou, pressionando seus peitos e montículo mais forte a seus músculos vestidos de couro.
  48. 48. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Sua barba raspou sua mandíbula enquanto movia a boca de novo a ela. - Estou moça? - Mordeu seu lábio inferior, o que a fez ofegar com dor e emoção. - Não acredito. Alexi o desejava tanto nesse momento que não lhe importava como a possuiria, tal que colocasse seu membro dentro dela, tão duro e rápido que pudesse senti-lo todo o caminho até sua garganta. Mas primeiro tinha que urinar muito, muito, urgentemente. - Desate-me - disse ela com tanta força como pôde, mas sua demanda soou tão vazia como o sentimento atrás dela. - Tenho que fazer minhas necessidades. Por um momento a estudou e logo, assentiu. Com um movimento de seu pulso tatuado com a espada, foi liberada de suas ataduras. Alexi lhe deu um olhar cauteloso enquanto a ajudava a levantar e logo a agarrava pelos braços um momento. Seus músculos lhe doeram por ter estado na mesma posição por tanto tempo e se não fosse porque a sustentava provavelmente teria caído. Olhou para baixo e viu que tinha descansado sobre veludo. De algum jeito ele tinha achado uma maneira de colocar uma almofada de veludo negro debaixo dela. - Escuta, tenho que ir com desespero. - Seu olhar se lançou às árvores próximas e de novo a Darronn. – Dê-me um momento a sós, de acordo? Ele assentiu e se dirigiu para o monte, seus saltos agulha cambaleavam ao caminhar sobre o chão desigual através de uma estranha névoa da manhã cor azul-verde. Sua cabeça doía por não ter seu café da manhã e seus nódulos pulsavam por ter golpeado ao gorila grande ontem à noite.
  49. 49. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Uma vez que se colocou atrás dos arbustos pensou que urinaria para sempre, mas lhe deu tempo de pensar. Poderia escapulir e se esconder no bosque antes que tivesse a oportunidade capturá-la. Alexi terminou seu assunto, levantou e começou a se mover para o bosque, com seus calcanhares cambaleando ao caminhar sobre o chão bruto. Teria que tirar as malditas coisas, pensou enquanto rodeava uma árvore. E golpeou direto com Darronn. - A pradaria está na outra direção - disse enquanto a segurava pela parte superior do braço. - Esqueceu tão facilmente? Antes que pudesse responder, agarrou-a pela cintura e a jogou em cima de seu ombro. Alexi gritou e golpeou com os punhos o duro traseiro como de pedra. - Maldito seja! Deixe-me ir! Mas o homem era incrivelmente rápido. O seguinte que soube é que estava na almofada de veludo negro, atada e estendida, com o Sr. Tipo Escuro Perigoso entre suas coxas de novo. - Agora, onde nos tínhamos ficado, Gata de Fogo? - Darronn pressionou sua ereção ainda mais forte contra sua abertura enquanto levantava a cabeça e olhava seus olhos verdes de fogo. - Considerou minhas palavras? Obedecerá sem questionar? - Não sou alguém a quem possa mandar. - Alexi se uniu a seu olhar de frente enquanto sua irritação voltava como chamas devorando pasto seco. Sua voz se elevou enquanto golpeava sua calma. – Se excita atando a alguém menor e mais fraco que você e a intimidando até a submissão? Sua expressão mudou de sensual a dura em um instante. - Está claro que necessita mais tempo para considerar sua lição.
  50. 50. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   A obstinação e o orgulho de Alexi a impediram de gritar, Não! Não me deixe aqui! Em troca, olhou-o. – Vá para o inferno. Darronn passou suas mãos sobre suas coxas vestidas enquanto se recostava sobre suas pernas e retrocedia. Estudou-a, flexionando os músculos de sua mandíbula e endurecendo-a. Sua voz profunda era controlada ao falar - quando puder admitir o que mais deseja e teme... Quando me demonstrar tanto confiança, como respeito... Estará livre de mente, corpo e espírito. Retrocedeu e se levantou, depois agitou a mão e um brilho vermelho encheu o ar outra vez e logo desapareceu. Os sons do bosque e os aromas se desvaneceram outra vez. Tinha-a encerrado em uma espécie de borbulha protetora. Darronn começou a trocar para tigre e Alexi não pôde deixar de admirar a impressionante vista. De algum jeito a fazia se sentir pequena e insignificante, mas orgulhosa e poderosa. Quando voltou a ser um tigre branco com raias negras, estudou-a por um momento eentão ouviu sua voz em sua cabeça. Sou o único homem que pode lhe fazer sentir completa. Sou seu amo. Com belos e fluídos movimentos, saltou e saiu de sua linha de visão na estranha névoa azul-verde. As emoções arrasaram Alexi, como o tinham feito desde o momento em que entrou em sua casa e sabia que algo tinha mudado. Não ia deixar se vencer por este homem e seu próprio jogo ao mesmo tempo em que a atava e a punha sobre suas costas. Era óbvio que era tão teimosa como ele e teria que mudar seu plano de jogo. O início de uma ideia brilhou no fundo da mente de Alexi. Darronn tinha dito que não ia soltá-la até que o chamasse amo. Muito
  51. 51. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   bem, iria fazer, mas uma vez que fosse livre, uma vez encontrasse a oportunidade adequada, se vingaria dele e escaparia. Ninguém se metia com Alexi O'Brien.
  52. 52. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Capítulo 4 Quando Darronn se aproximou de sua companheira, já era tarde. O escudo de amparo que colocou a seu redor assegurava que o sol não danificasse sua pele pálida, perfeita e o vento frio não tocasse sua carne nua. Tirando o escudo, colocou-se entre suas coxas e a olhou. Alexi inclinou a cabeça e o olhou de frente. - Por favor, me solte agora... - Tragou, com a garganta trabalhando para afogar um nome que se sentia mais adequado para dizer para ele que a liberar-se. Darronn arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços sobre o peito. - Sim? A dor que lhe causava não lhe dizer o que devia, fez-se evidente em sua expressão e em seu tom. - Por favor, me libere amo. - Ela disse ao amo de uma maneira que soava mais como filho de puta, mas gostava, entretanto. Para esta mulher, essa admissão valia muito mais do que qualquer garota que se jogasse em seus pés e lhe suplicasse por seu pênis. Mas ele simplesmente assentiu. - Ganhou a liberdade de suas amarras... Por agora. Alexi mordeu os lábios, com os dentes brancos contra sua carne grossa vermelha, como se tratasse de conter uma furiosa resposta. Embora estivesse de joelhos entre suas coxas, seus olhos água- marinha disparavam adagas para ele, que se fossem reais, o teria matado muitas vezes.
  53. 53. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Tomando precauções para proteger seus testículos, com um gesto de sua mão, Darronn liberou sua magia, enviando seus vínculos e estacas de novo ao castelo. A liberdade repentina surpreendeu Alexi, quase tinha esperado que a deixasse ali outra noite. Não se atrevia a afastar os olhos de Darronn enquanto ela descia seus braços doloridos de cima de sua cabeça para seu ventre descoberto. Seus braceletes fundidos ainda continuavam juntos como algemas e, ela estava dolorida por ter estado na mesma posição durante quase um dia inteiro. A única vez que esteve de pé tinha sido para fazer xixi e foram talvez dez minutos no máximo. - O que vai fazer comigo? - Perguntou enquanto tocava os braceletes com um dedo. O ouro se separou, deixando intactas suas jóias e tudo como tinha estado antes. Magia. Ele podia fazer magia de verdade. - Virá comigo para meu castelo. - Darronn lhe esfregou os pulsos com dedos fortes e abrindo caminho até seus braços e ela quis fundir-se com seu toque. - Jantaremos e continuaremos com seu treinamento. Em vez de discutir com ele, ela preparou seus braços ao seu lado para empurrar-se para cima e ele a ajudou a sentar-se. Agora que não estava deitada sobre suas costas e não morria por ir ao banheiro, nem tanto de todos os modos, tinha uma boa vista de onde estava. Era formoso e lhe lembrava de uma das pinturas de Annie. Melhor ainda, essa cena do “The Sound of Music”3 , onde a mamãe e todos os meninos subiam às formosas montanhas e cantavam. Bom Deus. Minha mente se derretia certamente. Seu coração se reduziu em seu ventre ao dar-se conta que o espelho mágico pelo que tinha chegado, se foi.                                                              3  O filme “A noviça rebelde”. 
  54. 54. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Voltou o olhar para o Darronn e viu que o olhar negro que lhe tinha dado era ainda mais escuro que antes. Deus. Bem feito para o bastardo. Se tivesse oportunidade lhe enegreceria seu outro olho, também. - Por que faz isto comigo? - Perguntou. Darronn encolheu os ombros, mas o movimento lhe pareceu pouco casual. - É minha companheira destinada. - Eu não pertenço aqui. - Alexi fez uma careta enquanto massageava os músculos doloridos. Odiava admitir, mas suas mãos se sentiam maravilhosas. – E ao contrário do que possa pensar não lhe pertenço. Sua expressão se manteve calma enquanto continuava o trabalho em seu corpo com seu toque mágico. - Esta é sua casa, Gata de fogo. - Maldito seja. Não entende. – Alexi sentia dor na cabeça por não ter sua habitual dose de cafeína e esforçou-se para não gritar. - Tenho que encontrar a minha irmã. Desapareceu faz um ano e se não vou para casa, não posso continuar minha busca por ela. Com um movimento fluido, Darronn ficou atrás dela e começou a massagear seu pescoço e ombros. - Um dia, lhe ajudarei a encontrar sua irmã. Alexi não podia se deixar descansar com seu toque enquanto a massageava afastando os nós de seus músculos. - Neste ponto é provável que necessite um milagre para encontrar Alice, mas não pararei até fazê-lo. Deteve-se por um longo momento, com as mãos quentes contra sua pele nua. - Estou certo de que voltará a estar com sua irmã, Gata de fogo. - Sua voz era firme e conhecedora, como se acreditasse no que
  55. 55. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   dizia. - Mas primeiro tem que completar sua formação e se dar conta que seu lugar é junto a mim. - Dê-me um tempo, - queixou-se. Sabia que era inútil discutir o ponto com ele. Agora não, de todos os modos. Depois que Darronn terminou de massagear os músculos de Alexi, ajudou-a a levantar-se. Suas pernas tremiam e cambaleou sobre seus calcanhares. Teria caído se ele não estivesse ali para sustentá-la. Por tão somente uma fração de tempo se deixou inclinar- se para ele, com seus seios nus apertados contra seu peito coberto, com sua ereção contra seu ventre, com suas mãos sustentando-a pelos quadris. Seu aroma quente, a terra enchia seus sentidos e sua vagina doía tanto que a umidade se filtrava entre suas coxas. Apertou as mãos em sua túnica e elevou o rosto para olhar esses olhos famintos e indomáveis dele. Maldito seja, mas o desejava e Alexi O’Brien sempre ia atrás do que desejava. Era alta, mas ele era uns bons centímetros mais alto que ela, inclusive com seus saltos de agulha postos. Um murmúrio se levantou em seu peito enquanto Alexi levantava a mão e deslizava seus braços ao redor de seu pescoço e tentou puxar sua cabeça para baixo, enquanto ela ficava nas pontas dos pés. Queria lhe dar um beijo. Necessitava-o. Ele não se moveu. Só a estudou com seu intenso olhar. Alexi franziu o cenho e se voltou. - Tenho que fazer xixi - disse enquanto pisava e encontrava outro monte. Fez com que ela se zangasse ainda mais quando a seguiu, mas que outra coisa podia esperar do filho da puta que a tinha sequestrado? Depois que se sentiu aliviada, Darronn a levou de novo à pradaria. As estacas, a almofada, seus restos de roupa... Tudo tinha
  56. 56. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   desaparecido. Ao que parece, uso sua magia outra vez para desfazer- se de tudo. Darronn levantou a cabeça e deu um forte grito, como um chamado de algum tipo. No momento seguinte se ouviu um ruído ensurdecedor e logo uma criatura saiu das profundidades da selva. Era uma formosa besta cor prata, como um cavalo, mas diferente. Seu focinho era muito mais estreito e seu pelo tinha um brilho lustroso, como uma piscina de prata líquida. Enquanto galopava para eles, seus movimentos eram tão suaves e fluídos como os de Darronn quando era tigre. Quando a criatura chegou e se deteve, baixou a cabeça e golpeou Darronn ligeiramente no ombro. Darronn esfregou seus nódulos passando no focinho da criatura. - Meu bom amigo Tok de jul, tenho que lhe pedir um favor no dia de hoje. Um passeio para minha companheira Alexi e eu, por favor. Fascinada, Alexi viu a besta levantar a cabeça e murmurar uma resposta em um tom que foi quase humano. - Muito obrigado, Tok. - Darronn inclinou a cabeça e elevou a Alexi pela cintura. A partir de um nada tirou uma manta negra acetinada e uma sela de montaria de couro negro e os pôs nas costas do Tok. Ele se moveu atrás de Alexi e a agarrou pela cintura. Antes que inclusive tivesse a oportunidade de pensar, estava se elevando no ar e ela deu um pequeno grito de surpresa. Como se fosse leve como uma boneca, facilmente a colocou na sela, perto do pescoço do Tok. A sela de montaria de couro era excitante e erótica entre suas coxas nuas e contra sua lisa abertura. O pelo fino de Tok era como seda,
  57. 57. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   em seus dedos enquanto ela se apoderava de sua juba chapeada e cheirava a bolachas de manteiga quente e mel. Seu estômago grunhiu. Depois que ajudou Alexi a montar Tok, a besta-cavalo que ele tinha chamado jul, Darronn subiu atrás dela. Atraiu-a para ele para que suas costas estivessem encostadas em seu peito, com seu traseiro apertado entre suas coxas e seu pênis duro. Tinha os braços ao redor de sua cintura, com a tatuagem de espada de seu pulso parecendo quase brilhar a luz do sol. - Comeremos logo que chegarmos a meu castelo, - disse. Alexi se permitiu relaxar contra o corpo musculoso de Darronn enquanto jul começou a mover-se em direção à cascata. A névoa azul esverdeada que tinha estado ali na manhã queimava como a névoa de São Francisco em um dia ensolarado. O sol se aferrava ao topo das montanhas, derramando sua luz dourada sobre a parte superior do bosque. Este lugar e este homem, devia estar enlouquecendo porque sentia como a coisa mais natural do mundo estar vestida só com suas meias até sua coxa e seus saltos agulha. Sem não falar em estar entre as pernas de Darronn com suas coxas amplas, enquanto montava um cavalo de prata chamado jul era um pouco como montar sua Harley, só que nua. Assim é. Ela estava se perdendo na loucura. O vento esfriou seus mamilos e dobras expostas e a marcha de Tok não ajudava à dor em sua vagina. Alexi se moveu, tentada a deslizar seus dedos em sua vagina e encarregar-se dessa dor nesse momento. - Sente-se perfeita em meus braços - murmurou Darronn perto de seu ouvido, com sua barba grossa acariciando sua pele e provocando uma emoção através dela. Moveu as mãos sobre seus
  58. 58. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   seios e ela não pôde evitar gemer enquanto lhe beliscava os mamilos e os devorava, pondo-a ainda mais quente do que já estava. Alexi deslizou seus dedos para sua vagina e para seu núcleo e o amaldiçoou de uma vez. - Não, Gata de fogo. - Darronn pôs os braços a seu redor e capturou os pulsos com suas mãos. Ele se jogou para trás, levando seus pulsos para trás dela e logo por arte da magia estavam fixas de novo com os braceletes de ouro. - Não pode chegar ao clímax sem minha permissão. - Maldito seja. - murmurou ela enquanto a apertava contra seu peito, exceto desta vez lhe tinha apanhado as mãos entre eles. Entretanto, inclusive enquanto o amaldiçoava, sentiu-se mais quente que nunca. Enquanto o cavalo-besta se movia pelas árvores em um caminho salpicado pelo sol, Darronn sustentou sua palma frente a Alexi. Um estranho artefato apareceu como se tivesse surgido em sua mão. Parecia-se muito à espada da tatuagem em seu pulso, só que tridimensional. Alexi franziu o cenho. - Er... O que vai fazer com isso? - É uma ferramenta de ensino. - murmurou Darronn enquanto a descia. Ele tinha seu outro braço envolto apertado ao redor de sua cintura e seus braços continuavam atados às suas costas, por isso não teve mais o que fazer do que ver como o introduzia em sua vagina. Seu coração pulsou mais rápido e o sangue correu por sua cabeça enquanto aquela ponta cálida penetrava em seu centro. Os lados estavam pregados enquanto ele o deslizava dentro dela todo o caminho e logo a espada se ampliou.
  59. 59. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   -OH, Deus. – Alexi ofegou enquanto o dispositivo a enchia e logo esteve a ponto de gritar de prazer, enquanto começava a vibrar. Tok, o cavalo-besta seguiu adiante como se Alexi não estivesse recebendo a viagem de sua vida, o clipe clop suave de seus pés ao tempo que a espada se empurrava dentro e fora de seu núcleo, ao que parecia por vontade própria. Provavelmente o filho da puta atrás dela estava usando sua magia para fazer com que se movesse dessa maneira. Quando tinha começado a aceitar sua magia? - Não pode chegar ao clímax sem minha permissão - Darronn ordenou, mesmo que ela se precipitasse de um orgasmo. - Ou, será castigada. Merda. Ela viria quando quisesse e ninguém iria castigá-la. Cada vez mais perto, seu orgasmo crescia. Justo quando pensava que ia gozar, o vibrador de espada se deteve. Encolheu-se dentro de seu núcleo e Alexi esteve a ponto de gritar de frustração. A palma de Darronn estava quente contra seu ventre e brincava com o pingente de tigre de seu umbigo com um dedo. - Peça permissão se quiser chegar ao orgasmo, moça. - Oh que se foda. - Respondeu-lhe ela. Ele deu uma risada baixa e vibrante. - Muito em breve, minha Gata de fogo. Começou de novo. A espada se ampliou e começou a vibrar e a mover-se para cima e para baixo. Sentia-se como se um pênis impulsionasse dentro dela, enquanto se engrossava, conduzindo sua selvagem necessidade de gozar. O suor estalou sobre sua pele e sua respiração se tornou mais pesada. Darronn estalou a língua por seu pescoço enquanto jogava com seus mamilos e se arqueou para ele ainda mais. - Peça-me permissão - exigiu.
  60. 60. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Ela apertou os lábios. - Não. O vibrador se deteve de novo e Alexi, que nunca chorava, queria chorar. - Estamos perto do povoado. - Beliscou e devorou seus mamilos. - Se quiser chegar ao orgasmo antes de chegar, então me pedirá isso. Alexi apertou os dentes. Como o inferno que ia pedir permissão. Esperaria que estivesse sozinha e se encarregaria desse assunto ela mesma. A sensação da besta entre suas coxas nuas, o melhor vibrador do mundo em seu núcleo e sua vagina nua e seus peitos... Deus, estava tão malditamente quente que talvez tivesse gozado, se uma forte brisa chegasse com êxito a seu clitóris. A viagem teve um pouco de buracos quando alto subiam. A espada ficou alojada em seu centro, mas não se moveu. O terreno se fez mais montanhoso e belo com seu estranho aspecto, com algumas árvores com troncos brilhantes de plumas azuis em lugar de folhas e outros com folhagem como toalhas de mesa de renda ou flocos de neve. Quando chegou a ela que Darronn havia dito que estavam a ponto de chegar a um povoado, seu ritmo cardíaco acelerou de novo. - Não me fará passear pelo povoado como... Como Lady Godiva4 , verdade? - É sua escolha. - Darronn levantou o cabelo dela e beijou a parte posterior de seu pescoço, onde estava úmido de suor. – Peça- me o que necessita. Quer se trate de roupa ou prazer, considerarei sua petição.                                                              4  Godiva (cerca de 990? – 1067) foi uma aristocrata anglo-saxónica, esposa de Leofric (968–1057), Duque da Mércia, que de acordo com a lenda cavalgou nua pelas ruas de Coventry, Inglaterra. 
  61. 61. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Ela apertou os lábios e olhou as árvores adiante. A luz do sol minguante piscava através da copa das árvores e pareceu ouvir vozes. O brinquedo de espada se ampliou em sua vagina e começou a vibrar. OH, deus. Não podia demorar muito mais. Por muito que a estivesse matando, podia esperar por seu orgasmo, mas não podia esperar para estar vestida. Apesar da idéia de montar a cavalo através de um povoado só com suas meias no meio da coxa e saltos agulha a excitava de alguma estranha maneira, não podia pensar que a ideia fosse de estar nua em público. Homens e mulheres vendo-a amarrada e nua, com seus peitos se sobressaindo, com seus mamilos duros e sua vagina brilhando com umidade. E um vibrador em seu interior. Os movimentos da espada pareceram voltarem-se ainda mais intensos, desesperados, empurrando-a mais e mais perto do orgasmo evitando que pudesse falar. Mas e se ela chegasse ao clímax sem sua permissão e ele se negasse a lhe dar sua roupa como castigo? Agora lutava contra gozar, necessitando algo que usar, apesar de seu corpo lhe dizer que precisava chegar ao clímax mais que tudo. - P-por favor, posso ter algo? - Ela forçou, odiando o fato de que guaguejasse. Odiava o fato que tivesse que pedir o que necessitava. - Como deve se dirigir a mim? - Perguntou e ao mesmo tempo ela esteve segura de que ouviu a risada proveniente ao redor de uma curva do caminho. Não! Ela não ia chamar de amo novamente. Tinha feito só a primeira vez para que a desatasse. Mas isto era diferente. - A decisão é sua, moça - murmurou e a madeira de sua voz quase a atirou para a borda. Tinha que ser fodida, tanto que quase
  62. 62. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   não lhe importava ser vista nesse momento, ou o que pudessem dizer. - Eu sou seu amo agora, Alexi. - Sua voz insistia para que obedecesse, exigindo. — Sua formação será muito mais fácil se o reconhecer agora. A espada continuou movendo-se dentro e fora de seu núcleo, enchendo-a enquanto o cavalo-besta se aproximava dos sons de instrumentos de arado, de vozes falando e de sons de estalo continuo sobre as rochas. Alexi se importava um cominho que a vissem mais. Preferia ser vista nua nas ruas deste povoado, um lugar onde não tinha a intenção de estar por muito tempo, que dar ao Darronn a satisfação de inclinar-se ante ele. -Diga - insistiu. -Vai ao... diabo - Conseguiu dizer, justo antes que o clímax mais intenso de sua vida a atravessasse. Ela gritou e Darronn apertou a mão em seu cabelo, lhe sacudindo a cabeça para um lado, reclamando seus lábios em um beijo cru e brutal. E fez que o desejasse ainda mais fortemente. O calor de seu orgasmo a atravessou dos pés a cabeça em ondas, depois de outra e ela queria que terminasse. As vibrações da espada ficaram ainda mais selvagens e ela chegou ao seu clímax uma e logo outra vez. Darronn arrancou os lábios dos dela, com sua respiração agitada e seus olhos frágeis, como se mal pudesse se conter. Vagamente sentia sua mão entre suas coxas tirando a espada. Ela voltou o olhar dele para ver o dispositivo em sua palma, reluzente com seus sucos. E logo desapareceu. - Ganhou o próximo castigo. - Seu tom era uma mescla de frustração, ira e luxúria.
  63. 63. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   - Agora me peça o que necessita antes de entrar no povoado. No povoado? Que diabos. Acabava de ter o melhor orgasmo de sua vida. Suspirou e relaxou no peito do Darronn, ainda montada em pequenas ondas de prazer. Os sons da população e a indústria eram mais fortes agora e logo todo mundo a veria como uma mulher que acabava de ser fodida. Tinha a pele avermelhada e coberta de uma fina capa de suor, com os sucos de sua vagina sobre a cadeira de montar, com seus peitos inchados de necessidade, com seus mamilos duros e erguidos, com as mãos atadas nas suas costas. E estava a ponto de desfilar por uma aldeia. Na frente de todos.
  64. 64. No País das Maravilhas 02 Reino de Espadas   Capítulo 5 O rosto de Alexi, enquanto chegava ao clímax uma e outra vez, quase fez com que Darronn derramasse sua semente em suas calças. Só desejava tirar o couro, elevar a sua companheira, golpear para baixo seu pênis e dirigí-la até que ela gritasse seu prazer de novo. Embora Darronn desfrutasse com a idéia de fazê-la chegar ao clímax sem sua permissão, um castigo, que estava seguro que sua nova Rainha desfrutaria, não podia acreditar em sua teimosia. Enquanto ficava mais evidente que preferia ser vista nua nas ruas do povoado de espadas que chamá-lo de amo, sua frustração aumentou. Apesar da nudez, ou quase nudez, fosse comum em todo Tarok, incluindo o reino de espadas, Darronn não tinha nenhum desejo que todos pudessem ver os tesouros de sua companheira, exceto ele. A possessividade o pegou de surpresa e o deixou quase sem palavras, surpreso. Esteve tentado guiar Tok para longe da aldeia e foder Alexi até o esquecimento mútuo. Estaria anoitecendo então e a escuridão seria uma capa fina quando a levasse à seu castelo. Ou talvez devesse recuperar a roupa dela agora. Tinha pedido, simplesmente não o tinha tratado com a forma de respeito, como uma companheira devia fazê-lo. - Peça - vaiou. - Não. - E logo a moça apertou a mão contra seu pênis tanto quanto sua posição lhe permitiria e acariciava com seus dedos o comprimento de seu contorno. Darronn reprimiu um grunhido e um gemido. - Muito bem - disse entre dentes. - É sua decisão, moça.

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