Cheyenne McCcray - No país das maravilhas 01 - O rei de copas.

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Cheyenne McCcray - No país das maravilhas 01 - O rei de copas.

  1. 1. O Rei de Copas Série No País das Maravilhas 01 Cheyenne McCray Disponibilidade: Leniria Tradução: Soryu Equipe de Revisão: Cris Sujong, Twiggy, Flor,Yasmim, Rosania Revisão final: Milla Formatação: Milla
  2. 2. Série No País das Maravilhas1 O Rei de Copas – King of Hearts - Distribuído O rei de Espadas – King of Spades - Revisão inicial O rei de Ouros - King of Diamonds – Na lista O rei de Paus - King of Clubs – Na lista Série Retorno ao País das Maravilhas 01 - Lord Kir – Na lista 02 - Kalina's Discovery – Na lista Comentário da leitora final Serenah Esta estória é hot e é um prato cheio para quem gosta deste tema: tem ménage, acontece algo entre a mocinha com outra moça sob o olhar atento do grande tigrão. O rei é um shifter tigre, o mais velho de 4 irmãos, então terá aventura suficiente pela frente. Tem um pouco de BDSM também, diria que a autora estava criativa quando escreveu esta estória. O que pessoalmente não gostei, foi da mocinha ser muito servil... Tudo era para o grande rei tigrão... Espero que gostem deste porque o segundo já está sendo revisado e adianto que será com a irmã e essa... Bem... Esta adora uma boa briga.                                                              1  Os quatro reis da série relacionam‐se com os quatro naipes do baralho. Por esse motivo: Corações, Espadas,  Ouros e Paus. 
  3. 3. Argumento Depois de ter sido enganada por seu noivo, Alice O'Brienn, uma mulher complexada por seu físico cheio de curvas, está resolvida a desfrutar dos homens mas sem perder seu coração no intento. E de repente cai em uma toca, aterrissando em um mundo novo, paralelo ao nosso, cheio de erotismo, beleza e repleto de magníficos homens que adoram suas curvas... Homens que querem atá-la e compartilhar uns quantos jogos sexuais... Seu sonho feito realidade! O que ela não sabe é que o Rei Jarronn a trouxe para seus domínios para fazê-la sua companheira, está disposto a capturá-la para si mesmo e convertê-la em sua Rainha de Copas.
  4. 4. Prólogo Foi um inferno de manhã. Possivelmente o pior dia de sua vida, mas Alice O’Brienn se reservava uma opinião a respeito. Uma espessa névoa envolvia a cidade de São Francisco, perfeito reflexo de seu escuro estado de ânimo enquanto punha um pé no pórtico de seu apartamento e procurava em sua bolsa. Acabava de subir os três pisos a seu apartamento, que estava em cima do restaurante The Dim Sum na Rua Grant e tinha rasgado seu último par de meias de nylon de tamanho grande porque alguém tinha deixado um balde de esfregar no patamar do segundo piso. Droga, tinha que começar a procurar uma nova casa e um novo lar. E, é obvio, para fechar com chave de Ouro o seu dia, enquanto fazia a caminhada desde seu ex-trabalho na Market Street, todo o caminho até o Grant, caiu no que era possivelmente o atoleiro mais profundo de toda a maldita cidade. E sem dúvida o mais poluído. Alice estremeceu, com os dedos dos pés cada vez mais adormecidos em seus sapatos. Agora caminhava ensopada - onde estava essa maldita chave? Depois desta manhã, ficaria louca se tivesse perdido a chave de casa. Normalmente Alice estaria no trabalho neste momento, desempenhando eficazmente as tarefas mundanas de secretária para Mitch, o contador imbecil para quem trabalhava. Entretanto, quando tinha insistido essa manhã que seu nome não era Mônica*2 , que ele não era o Presidente e que suas funções de secretária não incluíam lhe chupar o membro, despediu-a. O bastardo a tinha despedido!                                                              2  A autora se refere ao escândalo de Monica Lewinsky e o exPresidente Bill Clinton protagonizaram ao fazerem  sexo oral ao então Presidente dos EUA. 
  5. 5. Bom, seria um filho de puta a menos na CPA*3 quando sua irmã gêmea Alexi o comesse. Sendo uma dinâmica advogada, Alexi se especializava em perseguição sexual e Alice tinha toda a intenção de contratá-la para fazer com que esse filho da puta pagasse. Alice deu um grito de frustração e quase atirou sua bolsa no cimento rachado. Onde estava a maldita chave? Um respingo pousou em seu ombro. Muito lentamente se virou para olhar, sabendo o que estaria em seu casaco, mesmo antes de vê-lo. Excremento de pomba. Alice gemeu e golpeou a fronte contra a porta de madeira de seu apartamento. Perfeito. Simplesmente perfeito. Como o dia poderia piorar? Golpeou a cabeça contra a porta, mais duramente desta vez. Abriu e tropeçou na soleira, logo se arrumando para não cair de frente. Assaltaram-na os aromas de toucinho rançoso e tapete mofado. Maldito Jon. Seu pequeno esquecido, irresponsável noivo se esqueceu, outra vez, de fechar a porta. Bom, desta vez poderia ser a única coisa em toda a miserável manhã a seu favor. Alice, doída da cabeça aos pés quando deixou cair sua bolsa no suporte do telefone junto da entrada e então fechou a porta detrás dela. Quem teria pensado que seria despedida, cairia em um atoleiro do tamanho da Baía de São Francisco e trituraria suas meias, seu melhor e mais caro par - sem mencionar o excremento - seria tão exaustiva? E tudo antes do meio-dia. Tirou o casaco sujo pelos ombros e a deixou cair no linóleo branco e preto rachado. Tirou os ensopados sapatos e as meias de nylon úmidas. Suas sandálias de salto baixo estavam em sua bolsa - todos na Cidade junto à Baía caminhavam acima e abaixo das elevadas colinas com sapatos cômodos e levavam os de salto para o trabalho. Com suas ruas                                                              3  Instituto Público de Certificados a Contadores, que qualifica e regula aos contadores públicos nos EUA> 
  6. 6. estreitas e com sua falta de estacionamento a baixo custo, ninguém conduzia ao trabalho em São Francisco. Em seu lugar, caminhavam ou subiam aos ônibus urbanos ou montava nos bondes. Alice exalou um cansado suspiro enquanto tirava a saia curta que se torceu de algum jeito ao redor de seus amplos quadris de maneira que o zíper estava torto. Por que não podia ser magra, como sua gêmea, em vez de ter todas essas grossas, onduladas e avultadas formas? Alice não teria se importado absolutamente de serem idênticas, sempre e que ambas se parecessem com a Alexi. Quão único tinham em comum eram seus olhos cor turquesa. Alice suspirou novamente enquanto apertava a fita de seda azul que sustentava seu cabelo para trás, longe de seu rosto mais arredondado, que a de Alexi. Ergueu seu cabelo loiro longo e reto da gola da blusa, e olhou o telefone. Respirando fundo, tomou o fone e discou o número do celular de Alexi. O que diria quando se inteirasse do que tinha passado! —Alexi falando - disse com voz firme; com a de não-se-metam- comigo que usava nas empresas. —Fala sua gêmea favorita - disse Alice enquanto brincava com a pulseira de tecido que sua irmã lhe tinha dado para seu décimo oitavo aniversário, fazia seis anos. O tom do Alexi trocou imediatamente ao tom para os amigos, amantes de diversão com os que sua irmã Alice tinha crescido. —Hey, Irmã. Já se desfez desse perdedor? Os olhos de Alice olharam o teto da pequena entrada. Nem a sua melhor amiga Maryam, nem a sua irmã tinha gostado de Jon absolutamente. Não viam o lado divertido nele, nem a forma com que a fazia rir. —Está falando de meu noivo. Alexi soprou. —Sim. O perdedor.
  7. 7. — Que seja. — Alice esticou o cabo de telefone como uma pequena corda para saltar. —Estou ligando de casa. Está no escritório, ou trabalhando fora de seu apartamento hoje? —Estou justo no piso de cima. — Os documentos farfalhavam enquanto Alexi falava. —Preciso pular duas vezes? —Não terá por acaso algum pote de sorvete de café com caju no congelador? Alice estirou mais o cabo do telefone. —Jon comeu o último que tinha. E maldito seja, tenho que falar com alguém. —Dois potes completos. É um problema de um pote para bate-papo, ou um problema de duas colheradas? — Querida, necessito um pote inteiro para mim. — Alice deu uns golpezinhos com suas grandes unhas na mesinha do telefone, o clic clac fazia eco no corredor vazio. —Algo que aconteceu hoje. —O que? - Alice podia imaginar Alexi inquieta na cadeira enquanto quase gritava a palavra. —Não está ferida nem nada, está? Havê-lo-ia sentido. —Não. Ela teve que sorrir de sua protetora irmã mais velha por dois minutos. —Não é nada disso. É... O grito apaixonado de uma mulher atravessou o apartamento e Alice ficou imóvel. —O que foi isso? - Perguntou Alexi com voz de advogada. —Espera. — O coração de Alice bombeou forte e apertou os dentes. —Estou a ponto de descobrir. Deixou o telefone no suporte, e enquanto se afastava pôde escutar a voz de sua irmã dizendo: —Alice? Será melhor que esteja de volta ao telefone em trinta segundos ou coloco abaixo com uma marreta! A cabeça de Alice zumbia enquanto seus pés descalços caminhavam sobre o chão de linóleo rachado para o único dormitório. Não podia ser. Ele não o faria. Faria? A risada feminina seguida da familiar do Jon a fazendo gemer de êxtase confirmou que sim, seria capaz. O filho de puta a estava enganando.
  8. 8. Mas tinha que vê-lo por si mesma. Tinha que ver que seu noivo era um perdedor... Apareceu pelo marco da porta e o zumbido em sua cabeça aumentou. Efetivamente, Jon estava nu e entre as coxas nuas de Min, sua magra e formosa senhoria, enquanto lhe sugava os escuros mamilos de seus pequenos e firmes seios. E pior ainda, estavam na cama de Alice. A cama que tinha tido desde que era adolescente e que havia trazido quando se mudou de casa. Era sua cama! Alice quis gritar, mas estava muito aturdida para mover-se. Estava acontecendo de novo. Maldita seja outra vez. Ter pegado o seu último noivo fodendo pareceu não ter sido suficiente. —Está preparado para foder-me? - Min perguntou a Jon, com seus sensuais olhos escuros cheios de luxúria. —Oh, sim, neném. — Jon tirou seu escuro cabelo vermelho de seus olhos enquanto lhe agarrava o pênis com a mão e o colocava em sua entrada. —Quero te foder bem. —Isto é bom - do armário detrás da porta do quarto veio a profunda voz de barítono de um homem e o zumbido na cabeça de Alice alcançou proporções épicas. Sua boca se abriu enquanto um grande homem com barba entrava no centro do quarto. O tipo estava parcialmente vestido com calças de couro, um par de correntes de prata grossas e uma coleira punk de couro com pontas de metal. Tinha lubrificado seu membro com algo, e o acariciava com a mão, para cima e para baixo sobre sua ereção, enquanto sustentava uma cinta de couro com uma corrente na outra. Alice sentiu o aroma de rosas e conteve o fôlego. O idiota estava usando seu creme corporal com aroma de rosas. Antes que se recuperasse dessa revelação, o barbudo chegou a Min e Jon, que ainda estavam se acariciando na cama de Alice. Ela não podia acreditar. Jon ia participar de um ménage à trois realizando a fantasia de Alice com outra mulher.
  9. 9. Quando Alice havia dito a Jon que sua fantasia mais erótica era ser amarrada e fodida por dois homens de uma vez, riu e lhe havia dito que nunca ia acontecer. Havia dito que teria que conformar-se com seu pênis em sua vagina e seu favorito pênis de cristal no traseiro, porque ele não ia fazer. Então ela tinha experimentado com vários brinquedos e tinha usado sua imaginação para o resto. E aqui estava o filho de puta, a ponto de ajudar a Min a ter em ambos os extremos. Só que o homem grande com barba se aproximou por trás do traseiro magro de Jon e lhe deu um par de rápidas bofetadas com a mão. —Está preparado, Jon-boy? Jon-boy? —Faça-me isso Stone. Faça-me isso Stone? Alice olhava com horrorizada fascinação enquanto Stone se dobrava sobre Jon, puxando sua cabeça para trás e fixando a correia de couro ao redor do pescoço de seu ex-noivo, e deixando que a larga e grossa corrente de prata atada passasse pelas costas do Jon. Stone desenganchou uma das correntes que penduravam de suas calças de couro, a corrente com duas braçadeiras nela. Enquanto se perguntava que diabos iam fazer com isso, Stone a entregou a Min. A mulher procedeu fixando cada uma das braçadeiras nos mamilos do Jon, e quando ela puxou a corrente, Jon gritou como um porco. —Isso dói, escravo? - Perguntou Min. —Sim. - Chiou a voz do Jon. —Dói realmente neném. Min franziu o cenho e franziu os lábios em uma careta. —Daqui em diante me chamará minha Ama, e se referirá ao Stone como Amo. Entende escravo? —Sim, ama. —A respiração do Jon era mais difícil, tinha uma emoção em seus olhos e as bochechas ruborizadas. —Sim, amo. Oh. Meu. Deus. O recente ex-noivo - morto de Alice era um maldito submisso. Quando se tratava de sexo, não lhe importava as características de
  10. 10. pequeno beta em um homem, embora ela preferisse um alfa - uma combinação que era mais agradável. Entretanto, Um submisso? Diabos. Bom para outros, mas não para ela. — Te permito foder-me, escravo. — Min reduziu seus exóticos olhos. Pôs tensas as correntes e Jon esticou a mandíbula. —Mas não venha até que eu lhe diga isso. Está claro escravo? —Sim, Min.— Jon gritou quando ela puxou as correntes, rapidamente disse - Quero dizer, sim, ama. Quando chegou aos quadris de Jon, Stone pressionou seu pênis ereto contra o traseiro do escravo. Ele agarrou o membro do Jon, não muito gentilmente e golpeou com chicote de couro perto de suas bolas. —Sente-se bem, não escravo? - Retumbou a voz baixa do Stone. Jon chiou de novo. —Muito bem. Stone tomou a larga corrente que pendurava de seu pescoço e golpeou o traseiro do Jon com ele, o suficiente para deixar uma rodela vermelha e Jon gritou. —Amo! - Gritou Jon. —Quero dizer, muito bem, Amo! Stone tomou seu pênis bem lubrificado e o colocou ao lado do vermelho ânus do Jon. —Isto vai doer e vai encantar, não é assim, escravo? Lambendo os lábios, Jon respondeu: —Sim, amo. —Mete seu pau na vagina da Min.— Stone golpeou a corrente pelo traseiro do Jon. Jon respondeu com outro grito e um — Sim, amo!— E logo afundou seu membro no orifício da Min. —Muito bom escravo - disse enquanto puxava seus mamilos com as braçadeiras. —Agora, enquanto Stone te fode, quero que me penetres sem parar. Se detiver então me verei obrigada a castigá-lo. Entende? —Sim, ama. Alice não podia acreditar na emoção que se via Jon. Era evidente que estava desfrutando de cada pedacinho desta rotina Dom/sub e estava
  11. 11. realmente desfrutando-a. Uma parte dela se perguntou se somente devia girar e afastar-se, mas outra parte queria ver até onde Jon podia chegar. No segundo seguinte se inteirou, enquanto Stone puxava com força a corrente do colar de Jon enquanto afundava seu pau no traseiro de Jon e começava a golpeá-lo sem piedade. Jon, literalmente, gritou. —O que lhe parece isto, escravo? - Gritou Stone enquanto penetrava o traseiro do Jon e o açoitava ao mesmo tempo com a corrente. —Eu adoro amo - disse Jon, com lágrimas rodando por seu rosto. Min puxou as braçadeiras do mamilo e Jon voltou a gritar. —Sinto muito, ama — disse ele e começou a penetrá-la com o pretexto de dar estocadas. —Isso dói também, minha ama e amo. —OH. Meu Deus - O rouco sussurro sobressaltado de Alexi tirou a Alice de seu transe horrorizado. Seu olhar saltou de sua gêmea e viu a Alexi sustentando uma marreta como se estivesse a ponto de utilizá-lo contra uma barata gigante. Realmente um homem para comida de barata. Alice soube pelo olhar no rosto de Alexi que Jon ia sair muito machucado, muito mais, uma vez que ela conseguisse chegar até ele. —Esse filho de puta te esteve enganando. — A Voz de advogada em julgamento de Alexi cortou o que ocorria na cama de Alice. Todos os movimentos imediatamente cessaram. Os três se congelaram quando seus olhares se fixaram em Alice e Alexi. —Merda - resmungou Jon. Alice o olhou com mais frieza do que nunca acreditou possível. —Quero dizer, merda, ama. E com isso girou sobre seus pés descalços e partiu. Tinha que sair da casa, agora. Infernos, nunca seria capaz de dormir nessa cama de novo, muito menos nesse apartamento. Detrás dela escutou a Alexi cair sobre os bastardos. Alice não tinha dúvida de que o apartamento estaria limpo de toda a escória em um minuto.
  12. 12. O zumbido em sua cabeça realmente estava chegando ao nível de enxaqueca. Alice calçou um par de sapatos de caminhar secos, pegou sua jaqueta de beisebol do Giants São Francisco e agarrou a bolsa do suporte onde o fone do telefone ainda estava pendurado pelo fio. No fundo, ouviu quando começaram as queixas de Jon ao defender- se. Se Alice não fosse tão gorda, eu não tivesse tido que... Um estalo se escutou e então o grito de Alexi - Filho da puta!— cobriu o resto das palavras do chato enquanto deixava cair a marreta. Chiados e gritos saíram do clube de perversão imediatamente depois. Sem olhar atrás, sem fechar a porta atrás dela, Alice fugiu à seca manhã de São Francisco.
  13. 13. Capítulo 1 O Rei Jarronn passou a mão por sua luminosa barba e flexionou seus poderosos músculos enquanto franzia o cenho às quatro cartas de barriga para baixo sobre a mesa de chá. As cartas burlavam dele do quadro brilhante que a Feiticeira Kalina utilizava para predizer o destino dos quatro reinos ao longo das terras Tarok. Junto a ele, a feiticeira se moveu e um coração de cristal vermelho se bamboleou em cada um de seus eretos mamilos, ambos os corações brilhando a luz das velas. —É o momento de escolher, Milord. Jarronn grunhiu e olhou as cartas. —Como posso simplesmente escolher um cartão quando a sorte de meu reino descansa em minhas mãos? O rei apertou os punhos e tragou um grunhido. —É um gesto muito simples para o destino de meu povo. Trocou sua atenção da mesa do chá às paredes cobalto da câmara privada da feiticeira. Enquanto que o resto de seu reino era amplo e bem iluminado, o quarto da Kalina era escuro e misterioso, refletindo à feiticeira. Milhares de aromas alagavam ao rei com incensos que aguçavam seus sentidos... madressilva, sebo, perfume, azeite, elixires, e os mais desconcertantes aromas que certamente só a bruxa podia identificar. O fulgor da vela dançava e piscava com a suave brisa que se agitava através da única janela e através do peito nu de Jarronn. Um véu de puras pérolas caía de cada lado da grande janela que oferecia uma impressionante vista de seu reino. Em contraste com seus escuros pensamentos, a luz do sol de fora esquentava as flores brilhantes nos jardins reais como arco-íris e jogava mais adiante com novos crescimentos. Os pássaros, esquilos, esquilos voadores, e qualquer outra espécie animal que se acasalava com o ardor da primavera, com a semeadura das sementes de inúmeras novas gerações de bebês. Muitos
  14. 14. dos súditos de Jarronn pulavam em todo o amplo jardim, nus, como estavam acostumados a estar, e oferecendo uns aos outros o prazer. Deveria ter sido também um momento de crescimento para o povo de Jarronn, um tempo para que os homens pusessem as sementes nos ventres de seu par. Um momento para olhar para frente aos novos nascimentos no outono. As veias se elevaram ao longo da superfície dos músculos de Jarronn enquanto a raiva o enchia de novo por ter sido incapaz de romper o poderoso feitiço de Mikaela... a magia negra que tinha posto sobre as mulheres de Tarok, que as tinha feito incapazes de conceber durante quase duas décadas. Seu fracasso em pôr fim a esta guerra mental desenterrava a alma de Jarronn. Apertou o punho e o levantou para o sul, onde o reino da cadela aparecia em um bestial pântano sob as Montanhas Malachad. Ao diabo com os céus, porque ia encontrar alguma maneira de terminar com o reinado de bruxaria negra de Mikaela. O que Kalina tinha devotado aos Reis de Tarok... Como poderia tal magia ser sua salvação? —Possivelmente a primavera será um momento de renovação uma vez mais. - O pensamento se agitou dentro dele, e grunhiu. —Deve escolher uma, Milord - disse Kalina, com um toque de urgência em sua melódica voz. Jarronn viu o cenho franzido da formosa bruxa, mas seus olhos se reduziram à posição correta de respeito, com sua larga postura e as mãos entrelaçadas detrás das costas. Um brilho fino de pó vermelho estava na superfície de suas pálpebras delineando-os. Os corações de cristal vermelho brilhavam com cada movimento de seus mamilos como bagos escuros, e um colar de couro carmesim pendurava do magro pescoço da Kalina. Seu comprido cabelo negro caía sobre seus pálidos peitos e quase chegava ao monte depilado que brilhava com umidade. Um impulso primário rugiu através de Jarronn e apertou os punhos para conter-se. Podia cheirar a excitação da feiticeira, seu desejo de uma boa penetrada por parte do rei. Possivelmente a recompensaria com
  15. 15. prazeres da carne. Possivelmente não. Tudo dependia se ficasse ou não satisfeito com a eleição que devia fazer agora. Pelo futuro de seu povo. Para o futuro de seu reino. Com outro grunhido, Jarronn moveu a mão, assinalando as condenadas cartas. —O que acontece se ordenar que escolha por mim, bruxa? —N-não posso milord. — Os olhos de gelo e fogo da Kalina se mantiveram baixos, embora imaginasse a carícia de seu brilhante olhar âmbar ao longo de seu pau. Apesar de sua longitude se apertar dura debaixo de suas negras calças. —Deve ser sua eleição - acrescentou em um sussurro. Jarronn estendeu uma mão para tocar o coração brilhante em seu mamilo esquerdo. —Inclusive se isso significasse castigo? Kalina conteve audivelmente o fôlego e passou a língua pelo lábio inferior. —Sim, milord. —O que acontece se me deito com algum de meus outros serventes em vez de você, enquanto olha para ensiná-la uma lição de obediência? - Perguntou ele enquanto sacudiu o coração que pendurava do outro mamilo. —Aceitarei qualquer castigo que considere necessário, Milord. — O peito da Kalina se pressionou para sua palma e estava seguro de que estava olhando seu pau, mais faminta. —Somente deve escolher a sua futura companheira. Beliscou lhe o mamilo e conteve seu fôlego admiravelmente bem, mas Jarronn não tinha dúvida de que sua feiticeira estava desfrutando da sensação de seus calosos dedos devorando e trabalhando sobre o tenro botão. Olhando atentamente o rosto de Kalina, soltou seu mamilo e arrastou os dedos por seu plano ventre até seu nu monte de Vênus. Com um só movimento tomou e deslizou um dedo na deliciosa abertura, úmida.
  16. 16. A abertura de seus lábios se curvou em um meio sorriso enquanto a via morder os lábios, obviamente tratando de conter um gemido. Para jogar com a excitação da Kalina, permitiu que uma dose de feromônios oftigri fluísse sobre ela. A feiticeira começou a tremer. Uma fina capa de doces gotas aflorou em sua pele branca, seus mamilos cresceram visivelmente com mais força, e seu suor lhe empapou os dedos. —O tempo é nosso inimigo, Milord - a feiticeira lhe recordou com um rouco murmúrio. —Escolha... por favor. Jarronn grunhiu e levou o dedo de sua abertura à boca. —O sabor de mel de seu desejo, feiticeira. Seu desejo é que seu rei lhe penetre. Kalina separou seus lábios rubis escuros e lhe deu entrada ao dedo em sua quente boca. Tomou como se fora seu membro, estalando a língua com o passar do dedo e aplicando uma profunda sucção. Sua ereção cresceu ainda mais forte, e os pensamentos eróticos quase o consumiram... jogar à feiticeira de barriga para baixo sobre a mesa de chá entre as cartas. Liberaria o pau de suas calças e a penetraria por detrás, forte e rápido, enquanto que açoitaria as nádegas de seu traseiro com seu próprio membro. Não tinha dúvida de que Kalina desfrutaria desses prazeres e lhe pediria mais, como sempre o fazia. Tudo o que tinha que fazer era escolher uma maldita carta. Jarronn deslizou seu dedo de entre seus lábios e grunhiu de novo enquanto enfrentava à mesa de chá. Quatro cartas. Quatro reis. Quatro companheiras. Quando Jarronn finalmente assinalou a carta, ele sabia que seu emblema, que guiava o Reino de Copas, apareceria. Seu destino e o destino de seu futuro casamento se fechavam. Como irmão mais velho e Grande Rei de Tarok, neste momento tocavam a ele. Sua expressão certamente mataria a qualquer um que optasse por entrar na câmara da feiticeira nesse momento, mas o quarto se manteve em silencio durante a respiração suave da Kalina. Sem dúvida, quanto mais tempo se tomasse, mais excitada ficaria a bruxa, à espera do que
  17. 17. poderia ser seu castigo sexual. Atrevia-se a emitir mais de seus feromonas de grande alcance, Kalina se converteria em uma selvagem pela necessidade e a paixão. Ela se fincaria de joelhos e lhe rogaria por seu membro. Basta! Nunca fora indeciso, sua própria vacilação o enfureceu. Não sentia nenhum desejo para uma companheira desconhecida de um dos outros muitos mundos, mas sua gente estava morrendo. Não tinham nascido meninos das mulheres Tarok durante quase duas décadas... as mulheres eram férteis, entretanto, ninguém podia conceber devido ao imperdoável feitiço de Mikaela e sua legião de bakirs. Uma nova esperança tinha surgido entre os irmãos Tarok uma vez que nas cartas da feiticeira se pôs de manifesto, como sua gente podia sobreviver e prosperar. Uma vez que um homem Tarok se emparelhava, o fazia para toda a vida... e se Jarronn escolhesse a mulher equivocada... não haveria herdeiros de seu reino e poucas esperanças imediatas para seu povo. Veriam-se obrigados a liberar uma guerra física contra O Reino Malachad, enquanto que tratavam de impedir a guerra mental dos bakirs ao mesmo tempo. Incontáveis guerreiros Tarok iriam morrer, e Jarronn se negava a gastar uma preciosa vida. Ia encontrar outra maneira de derrotar a cadela Mikaela. Flexionando seus bíceps, Jarronn sustentou sua mão para baixo, e pouco a pouco invadiu as cartas. Intrincados desenhos geométricos da parte posterior da primeira brilhavam e a carta vibrou contra a superfície brilhante da mesa. —Sim, milord - sussurrou a bruxa detrás dele, com seu timbre de voz rico em paixão, demonstrando que ela poderia chegar ao clímax imediatamente. —Tome-a. Desta vez, sem duvidá-lo, Jarronn, alcançou a carta que chamava sua alma, que chamava os elementos mais básicos de sua natureza. O calor se precipitou através dele, quente e feroz, enquanto a tatuagem do
  18. 18. coração sobre seus bíceps esquerdo o queimou com um fogo interior ao tomar a carta. O poder que fluía ia além de qualquer um que tivesse experimentado em sua vida. Seu membro ficou tão rígido que era quase seguro de que derramaria sua semente sobre a mesa de chá e nas três cartas restantes. No momento em que virou sua carta escolhida, Jarronn retumbou de satisfação. Perfeito. Esta mulher certamente funcionaria... uma mulher nascida para ser sua companheira. Com seus olhos verdes água como o céu de Tarok, comprido cabelo loiro esbranquiçado que caía sobre seus ombros, coxas suaves para deslizar-se entre eles, seios suficientemente cheios para encher suas grandes mãos, e lábios generosos para deslizar sobre seu membro. Com toda segurança ia encontrar um uso para a fita de cetim azul que levava no cabelo... Estreitou a carta em sua mão e fez que se desvanecesse, usando sua magia para enviar a abóbada real para sua custódia. —Vem feiticeira - ordenou ao mesmo tempo em que trocava a forma de caçar. Deu um profundo e vibrante grunhido que causou um estremecimento em Kalina. Jarronn girou seus olhos verdes gelo à feiticeira enquanto acrescentava a seu pensamento — tenho uma presa que caçar. * * * * * Alice colocou sua bolsa em um banco do parque e se sentou junto a ele. Estava em algum lugar no centro do Golden Gate Park, justo ao lado de um dos muitos caminhos, em um lugar isolado. Logo que tinha notado, ausente, o anúncio vários metros atrás de onde estava sentada, vagamente sabia onde estava, mas agora realmente lhe importava um caminho. Os músculos lhe doíam enquanto olhava a seu redor... cheio de eucaliptos, ciprestes e pinheiros, erva suave, e flores silvestres. O parque era um grande bosque e frequentemente um lugar de refúgio para ela, um
  19. 19. lugar onde podia trabalhar em qualquer problema que pudesse estar incomodando. Tinha estado caminhando durante horas e tinha tomado um par de ônibus urbanos para chegar aqui. Enquanto passava por todas as gamas de emoção: uma grande dose de autocompaixão, irritação consigo mesma por ser tão estúpida por estar com Jon em primeiro lugar, ira contra o filho de cadela, pelo fato que Jon a tinha usado e enganado. Mas o que ouvia uma vez e outra em sua mente, o que mais a feria, era a última coisa que tinha ouvido Jon dizer: Se Alice não estivesse tão gorda... Alice apoiou as costas contra a dura madeira do banco do parque e ficou olhando as folhas da árvore de eucalipto por cima. Uma dor forte se assentou em seu coração. Mordeu forte o lábio inferior para evitar que tremesse. Jon não valia uma maldita lágrima dela. Depois de que tinha pegado a seu ex-noivo Steve deitando-se com uma garota que tinha conhecido na lavanderia do apartamento, fazia muito tempo, nunca pensou que confiaria em um homem de novo. Logo chegou Jon com seu perverso senso de humor e personalidade infantil. Deus, era um idiota. Tinha estado tão se desesperada por amor que uma vez mais se conformou com um perdedor. Por que não podia encontrar a um homem que a amasse por ela mesma? O que acontecia ser tamanho 164 ? Geralmente sentia-se cômoda com sua própria forma... Inclusive se mantinha em muito boa forma com todas as caminhadas ao redor da cidade em lugar de tomar o bonde ou o ônibus à maioria dos lugares aos que ia. Bem, nunca voltaria a confiar seu coração a qualquer homem. A partir de agora ia ser mais como Alexi e deitar-se com eles e depois deixá-los. Por estranho que parecesse, Alice se deu conta de que sentiu alívio junto com a dor. Uma parte dela já tinha reconhecido fazia muito tempo,                                                              4  O tamanho 16, segundo o site http://www.i18nguy.com/clothing.html, equivale ao tamanho 44 no Brasil. 
  20. 20. e como Alexi havia dito um milhão de vezes, Jon não era o homem adequado para ela. Homem? Sim, claro. Como se Jon sequer tivesse estado perto de ser um homem de verdade. Do nada surgiu uma explosão de risada que foi direto aos seus lábios. Os pássaros se assustaram nos pinheiros próximos, sentou-se e colocou a mão sobre a boca. Mas ante a lembrança da cara surpreendida do Jon ao vê-la observando-o com o traseiro exposto, Alice riu novamente, e logo estalou em uma grande gargalhada. Riu com tanta força que seu ventre lhe doeu e as lágrimas rolaram por seu rosto. Quando finalmente se acalmou e havia apagado o último vestígio de umidade de seus olhos, não pôde evitar um sorriso tolo, quase demoníaco que sabia estava em seu rosto. —Imagine Alice querida, murmurou em voz alta, hoje certamente não pode ser mais interessante do que já está, não? Uns esquilos conversavam sobre o ramo de um cipreste e Alice entendeu como se estivessem de acordo. Com um suspiro de cansaço, tirou os sapatos para caminhar e moveu os dedos de seus pés descalços sobre a grama. Colocou a mão em sua bolsa e tirou o tubo novo de loção perfumada de framboesa que tinha comprado em uma loja de SPA em seu caminho ao parque. Depois de ver o lambuzado membro de Stone melecado com seu creme favorito com aroma de rosa, tinha decidido que definitivamente era tempo de algo novo. Suarenta e cansada por sua longa caminhada, tirou a jaqueta e a jogou sobre o banco junto a ela. Sim, sem dúvida tinha azar com os homens. Ia ser mais como sua irmã gêmea e simplesmente desfrutaria deles e do sexo sem compromisso. Infernos, bem que poderia fazer com que sua fantasia se fizesse realidade e ter dois homens de uma vez. Se pudesse encontrar a dois homens que desfrutassem das mulheres com excesso de peso. Olhou a seu redor para assegurar-se de que havia privacidade, até aqui. Com um rápido movimento subiu a saia e pôs algo da loção entre suas coxas. Essa era uma coisa da que Alexi não tinha por que preocupar-se já que era tão malditamente magra, suas
  21. 21. coxas nunca se esfregavam entre si. E devido a que Alice estava bastante gordinha, e como tirou as meias de nylon no apartamento, suas coxas estavam bem irritadas. A loção acalmou sua pele enquanto a alisava sobre a carne suave. Sua mão roçou entre suas pernas, pela calcinha e por um momento selvagem as visualizou escorregar e levá-la ao orgasmo aqui no parque. A umidade alagou sua vagina e estremeceu seus mamilos. No que estou pensando? Mas o desejo de fazer precisamente isso era quase entristecedor... como se uma força estivesse dirigindo-a. Com outro rápido olhar ao parque escuro, deslizou suas calcinhas por seus quadris e tornozelos e, então as guardou no fundo de sua bolsa. Sim. Assim estava melhor. Franziu o cenho ante seus grandes peitos, seu decote se insinuava claramente na abertura dos cordões de sua blusa. Seus mamilos e peitos estavam apertados, rogando que os liberasse do sutiã. Uma vez mais a força que parecia lhe dirigi-la disse: faz. Faz agora. Bom, por que não? Quem a ia ver? Colocaria a jaqueta de novo, de todo modo. Foi muito mais difícil tirar o sutiã, e por um momento seus peitos nus estiveram expostos ao ar fresco, com o suor frio em sua pele, seus mamilos se contraíram mais dolorosamente. Depois de por o sutiã em sua bolsa junto com sua roupa de baixo, começou a tirar sua blusa, mas se deteve. Em troca, jogou outra olhada ao redor e logo empurrou a blusa mais acima sobre seus peitos. Uma sensação deliciosamente travessa correu sobre sua pele, e sua vagina ficou tão molhada que pôde sentir a umidade filtrando-se por suas coxas. Pôs mais da loção de framboesa em suas mãos e massageou a delicada pele de seu peito beliscando os mamilos tensos. Era tão relaxante e estimulante acariciar-se, que todo o estresse do dia pareceu escapar. Maldita seja, estava perto de gozar, só por brincar com seus peitos.
  22. 22. Mmmmm... adorava o aroma das framboesas. De algum jeito era ainda mais excitante misturado com os aromas das árvores circundantes, o pinheiro, cipreste, e ao aroma do Oceano Pacífico. Quase podia ouvir as ondas empurrando contra a costa, logo retroceder, só para golpear a areia uma e outra vez. Contra sua vontade, as pálpebras Alice revoaram fechando-se e imaginou o homem sem rosto de suas fantasias. Ele sempre tinha o cabelo escuro e era musculoso, potente e muito dominante. Talvez por isso não lhe importassem os homens submissos... porque profundamente ela queria ser dominada. Que incrível sensação seria. Sentir-se possuída e apreciada. Saber que era a puta de um homem e que o homem era seu tudo. Um homem que tivesse controle de si mesmo, um homem que fosse dono de seu próprio destino. Um homem que lhe desse tanto como o faria, e muito mais. Imaginou que o homem empurrava seus joelhos e forçava seu pênis através de seus lábios. Talvez seus pulsos estivessem atados as suas costas enquanto apertava as mãos em seu cabelo e fodia sua boca. E ela tomaria tudo dele, desfrutando do poder que teria sobre ele e de seu prazer. Um zumbido débil tirou Alice de sua fantasia. Seu telefone celular. Provavelmente Alexi outra vez, pensou enquanto baixava a blusa, procurava em sua bolsa e tirava o telefone prateado e pequeno. Sua irmã a tinha chamado três vezes já, só para estar segura que Alice estava bem. Durante uma das chamadas, Alice lhe havia dito sobre o filho de puta do Mitch e Alexi se incomodou ainda mais do que já o tinha feito pelo Jon. Alice comprovou o identificador de chamadas e é obvio, era Alexi. Abriu-o e pressionou o botão. —Sigo dizendo que estou bem - disse enquanto passava um dedo sobre o desenho do bracelete tecido. —Olá para você também, irmãzinha. - A voz do Alexi trocou a seu tom de negócios. —Tem alguma ideia de que horas são?
  23. 23. Com um encolher de ombros, Alice baixou sua saia e se cobriu, com sua excitação desaparecendo como o sol através das árvores do parque. —Precisava caminhar. E não há maneira que eu permaneça no apartamento, nunca mais. —Tudo ficou resolvido. O tom da Alexi sustentava uma suave satisfação. —Contarei tudo quando chegar a meu apartamento. Alice teve que sorrir. Não havia dúvida de que Alexi tinha estado ocupada aterrorizando a senhoria e a seu ex-noivo. Talvez devesse ter ficado e observado. O espetáculo teria sido provavelmente pelo menos tão bom como o que Jon, Min e Stone lhe tinham dado. —Agora, onde diabos está? - Alexi estava dizendo. —Está ficando tarde. —Golden Gate Park.— Alice estirou o pescoço e seu olhar encontrou o anúncio do parque vários metros detrás de onde estava sentada, e disse a Alexi exatamente onde estava. — Pego a Harley e a encontrarei ai em vinte minutos. Soou um tinido das chaves através do telefone e Alexi adicionou — Pegaremos comida Tailandesa no caminho de volta. O estômago de Alice grunhiu. Não tinha comido desde o café da manhã. —Um pedido de Frango ao curry Panang para mim, e com pimenta.. Depois que sua irmã desligou, Alice fechou o telefone celular e o deixou cair em sua bolsa. Justo quando estava a ponto de colocar a jaqueta, viu um brilho branco pelo canto de seu olho. Algo pequeno se precipitou ao chão justo atrás do enorme tronco de uma árvore de eucalipto. Por alguma estranha razão se sentiu obrigada a investigar, como se tivesse que saber o que era. Sua jaqueta deslizou de seus dedos enquanto se levantava do banco do parque. Uma rajada de vento agitou seu comprido cabelo loiro sobre seus ombros enquanto caminhava descalça pela grama até a árvore. Apoiou uma mão contra seu áspero tronco, nos farrapos de casca e olhou ao redor dele.
  24. 24. Havia um coelho branco como a neve com orelhas caídas. O coelho tinha os olhos brilhantes de cor rosa e um lindo narizinho rosa que tremeu quando a olhou. Alice sorriu. Tinha que ser o mascote de alguém - definitivamente não era da variedade silvestre. —Acho que está perdido, não, querido? - Murmurou enquanto dava um passo adiante. Vacilou e entreabriu os olhos... Um tigre branco? O coelhinho se transformou ante seus olhos em um desses enormes e estranhos tigres brancos que tinha visto em um show de magia em Las Vegas. Bom, Alice, agora está alucinando. É hora de ir visitar o médico... ou melhor ainda, a um psiquiatra. Começou a afastar-se da ficção de sua imaginação quando a terra afundou debaixo de seus pés descalços. O terror estalou nela quando a lançou a um nada... Estava caindo! Alice gritou enquanto caía pelo ar tão espesso que se sentia como pudim. Mais rápido e mais rápido caía pelo negro vazio. Não podia deixar de gritar, não podia deixar de cair. A luz brilhante apunhalava seus olhos e logo se fechou de repente a suas costas, em uma superfície. O ar saiu de seus pulmões e a dor atravessou sua cabeça. Por um breve instante pareceu ver um enorme tigre branco olhando-a, mas logo não havia nada. Sua vista se limitou a um pico até que a bolinha de luz restante se reduziu ao tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo ficou às escuras.
  25. 25. Capítulo 2 Jarronn tirou o ferino e furioso olhar da mulher imóvel, deitada de costas diante dele. Grunhindo e deixando descobertas as suas presas, tratou de dar uma tremenda patada em Darronn. —Maldição. Havia dado instruções de que tomassem cuidado com a mulher quando a levassem pelo caminho - gritou Jarronn com o pensamento. Esta é a futura Suprema Rainha! Com um rugido, Darronn mostrou suas próprias presas e deu um olhar feroz ao Jarronn. — O servo está vivo, grunhiu Darronn. —Mas se você estiver procurando uma briga, terei muito prazer em servi-lo irmão. Seus músculos ondularam sob o seu casaco de listras brilhantes como se estivesse preparado para a primavera. Pouco a pouco Jarronn se voltou para o tigre branco, para que ficassem frente a frente, nariz com nariz, barba com bigode. Podia cheirar o aroma da fúria de Darronn, podia ver a raiva contida em seus olhos verdes animalescos. —O que quer que eu faça milord? - Atrás deles Kalina interrompeu, com um rastro de diversão em sua voz. Havia visto muitas vezes os choques dos quatro irmãos, brigarem com punhos de homem, ou como tigres com garras e dentes, sem uma razão maior que a emoção e a provocação de uma boa briga. O Grande Rei passou seu olhar de predador à feiticeira. —Fetch, Karn e Ty. Começarei a introdução da futura rainha às nossas regras no momento em que despertar. —Sim, milord. - Encontrou-se brevemente, com os ardentes olhos âmbar da Kalina e leu o prazer e a antecipação em sua expressão. —Retornarei imediatamente com seus irmãos. — Baixou o olhar, com um toque de sorriso verdadeiro em seus lábios e com os mamilos duros e eretos, o que deixou os corações emocionados.
  26. 26. —Ande logo, feiticeira - Jarronn ordenou e deu um grunhido. —E a verei desfrutando de sua parte nesta demonstração. A feiticeira se inclinou e voltou para castelo, com seu cabelo negro acariciando seus quadris enquanto caminhava nua afastando-se. A corrente de prata brilhante que envolvia o seu pescoço aparecia por baixo de seu cabelo, descia pelas costas e se movia ao longo da ranhura das nádegas de seu traseiro. Sim... sem dúvida Kalina gozaria mostrando à futura rainha os prazeres que deviam se ter em conta neste reino. A explosão do Grande Rei se converteu em um ronrono selvagem enquanto baixava o olhar para a mulher inconsciente a seus pés. Seu cabelo branco-loiro estava estendido sobre a grama como um véu de seda fina que brilhava com o sol da primavera. Seus cílios escuros descansavam como meias luas contra suas pálidas bochechas e seus lábios, cor de rosa, cheios estavam franzidos formando uma pequena abertura. Diferente de tudo que havia conhecido um forte desejo de proteção por essa dama se apoderou de Jarronn, suas vísceras contraíram-se. Sentiu uma forte opressão em seu peito, como se correias apertassem o seu coração tão fortemente como pretendia vincular-se a esta mulher. —A garota é bonita, - disse Darronn em seu pensamento, as palavras de um lado dele. —Será agradável treiná-la. Jarronn protelou a pressa de possuí-la que o alagou com a declaração de Darronn. Como se apenas tocasse a suave pele desta mulher, Jarronn sentiu o calor de suas formosas curvas apertadas contra sua longitude, e o gosto de seu encantado Quim. Mas não eram assim as regras em Tarok, ou em qualquer dos quatro reinos. —Esta moça da que fala, é a futura Grande Rainha, - Jarronn lembrou aos gêmeos. Mas seus lombos se contraíram e a emoção da antecipação correu por suas veias ao pensar nos prazeres que ele e seus irmãos dariam a esta mulher, juntos durante o vínculo da mente. —Vão à fonte e preparem-se para iniciar meu prêmio. Darronn grunhiu, com seus olhos verdes queimando seu temperamento por receber ordens como um mero servente. Com outro
  27. 27. grunhido, voltou-se para os jardins, com a cauda movendo-se enquanto se afastava. Jarronn desprezou a ira de seu irmão e se voltou para a donzela. Sua respiração suave e o batimento do coração de seu coração eram tão fortes que chegavam a seus ouvidos. Por cima deles os pássaros cantavam nos ramos da árvore thech'tok e a fonte gorjeava e salpicando o outro lado da ligeira ascensão. O rei caminhou ao redor da mulher, enquanto seus agudos sentidos se mantinham a par de tudo o que o rodeava. Cheirou sua roupa, a que ia desaparecer definitivamente. Nunca suportaria ver sua futura rainha com algo, a não ser os melhores tecidos transparentes para cobrir as suas voluptuosas formas ou, sem nada absolutamente. Outro estrondo possessivo fugiu de sua garganta quando acariciou a curva dos seios dela quando sua respiração abriu sua túnica. Cheirava a framboesas e a calor feminino, e era tudo o que podia fazer para frear sua luxúria. Poderia voltar novamente a sua forma masculina e tomar esta mulher de maneira forte e rápida no momento em que despertasse. Ela conheceria unicamente seu prazer e facilmente poderia assegurar-se que pedisse mais. Entretanto, como Grande Rei nunca se permitiria ter um lapso em seu controle, independentemente da tentação. Sua luta pelo controle se fez ainda mais intensa à medida que movia sua cabeça para o pano que cobria seu monte de Vênus e se bebia no aroma de seus sucos. Com o focinho lhe fez subir o tecido, deixando a descoberto os suaves cachos de seu montículo. Darronn fazia bem seu trabalho quando a tinha influenciado para que tirasse a roupa interior. Se a mulher não tivesse estado tão distraída pelo som da caixa de voz pela que tinha falado, Darronn muito bem poderia ter conseguido toda sua roupa antes de chegar ao Tarok. O nariz de Jarronn tocou seu monte de Vênus e respirou fundo. Uma amostra. Permitiu-se ao luxo de só um golpe de sua língua ao longo de toda abertura dela. Seu estrondo se converteu em um ronronado profundo
  28. 28. enquanto se vangloriava com seu sabor doce e salgado e o suave gemido que deu enquanto abria as coxas e levantava os quadris, rogando por mais, inclusive em seu sonho. As orelhas de Jarronn se ergueram para o arco-íris dos jardins. Seus três irmãos e a feiticeira tinham chegado à fonte, preparados para levar a sua futura esposa a uma visão dos prazeres de seu reino. Abaixando a cabeça, o rei empurrou o material macio que cobria os seios dela liberando a visão rosa de seus mamilos. Com um golpe de sua língua áspera, lambeu o mamilo, levando-o a um máximo de expansão. A mulher suspirou e arqueou as costas, empurrando o peito em direção a ele. Ele lambeu seu outro mamilo, decidido a acordar sua futura esposa de uma maneira que abrisse seus sentidos ao fogo. Tinha chegado o momento. Rugiu sua satisfação enquanto ela gemia de novo. A mulher seria perfeita. Ela obedeceria e se submeteria a cada demanda. E provavelmente passaria pelas provas que lhe permitiriam converter-se em sua rainha. Desta vez a fantasia do homem sem rosto moreno foi mais intensa do que jamais havia sido. Alice quase pôde sentir sua boca sobre sua vagina e logo os golpes duros de sua língua contra seus mamilos. Quase como lixa áspera, com a sensação fazendo-se ainda mais estimulante e emocionante. A dor em sua vagina foi maior e teve a necessidade de correr tão forte que quase pôde gritar. De repente a sensação parou. Alice se deu conta que uma brisa suave passava por seus úmidos mamilos e o sol esquentava seu rosto. Ao longe ouvia-se o esguicho da água, até o canto de uma infinidade de aves e o som do vento agitando milhares de folhas das árvores. Ela piscou, tinha seus pensamentos de alguma forma nublados e confusos, pois se encontrava olhando os ramos de uma árvore azul, com folhas em forma de plumas, no lugar do teto de gesso rachado e manchado de seu apartamento.
  29. 29. O céu era turquesa e o brilho da luz do sol da manhã aparecia por entre as folhas enquanto uma brisa se agitava. Alice franziu o cenho. —Que demônios? - A última coisa que lembrava era de estar em um banco, no Parque Golden Gate. Franziu o cenho enquanto recordava do por que tinha estado nesse banco. Esse bastardo do Jon a tinha enganado. A mesma coisa que o Steve havia feito a ela. Era o fim da tarde e Alexi foi dirigindo para o parque em sua motocicleta. Elas planejaram comprar comida tailandesa no caminho de volta para o apartamento de Alexi. Mas depois de falar com sua irmã gêmea, Alice tinha visto um intenso flash de cor branca. Tudo havia ficado branco no parque e tinha seguido esse coelho em volta da árvore... e o coelho se converteu em um tigre branco... Alice sentou tão rápido que ficou tonta e pensou que ia cair. Levou as mãos ao rosto, tentando ainda assimilar o movimento das árvores, o céu e as flores, que parecia um redemoinho a seu redor. Por uns momentos só pôde sentar-se ali, sustentando sua cabeça, esperando que a vertigem passasse. Flashes de lembranças vieram a ela enquanto apertava os punhos em suas têmporas. Não era uma lembrança, apenas um sonho. Sim, um sonho. A terra estava debaixo de seus pés... e, em seguida, ela tinha caído através de algo grosseiro, escuro como pudim de chocolate... batendo no chão... e um tigre branco.... Uma rajada de vento roçou a pele de Alice, acariciando seus peitos e sua vagina como se não tivesse nada que os cobrisse. Deu por acaso uma olhada e viu que tinha a blusa desabotoada sobre os seios e a saia suspensa ao redor da cintura e não tinha roupa íntima e nem sutiã. —OH, meu Deus. Alice tremeu dos pés à cabeça, ajeitando sua blusa e saia. Suas bochechas ficaram vermelhas quando lembrou que os tinha tirado no parque. Que demônios, tinha estado pensando?
  30. 30. Teve outra vertigem e apoiou sua mão contra o tronco liso e brilhante da árvore. Quando por fim pôde firmar-se sem ficar tonta ou desmaiar, seu olhar passeou pelos arredores. Não era como nenhum lugar que recordasse ter estado antes. O céu era de uma cor turquesa brilhante, com as nuvens de um azul intenso na parte superior, sombreado para baixo com uma cor verde escura no fundo. As árvores ao seu redor eram incomuns, com variedades com as quais não estava familiarizada – como aquela que a abrigara enquanto estava dormindo, que tinha folhas azuis. As flores tinham todas as cores do arco-íris... algumas em forma de estrelas e sinos, e outras com pétalas em forma de coração. O ar cheirava incrivelmente limpo e fresco, tanto as flores que perfumavam como o rico bosque cheirava, que quase a afligia. Tudo parecia irreal... como se tivesse caído em um buraco de coelho e aterrissasse no país das maravilhas. —OH, claro, Alice. E a próxima coisa que saberá é que o gato Rison estará caçando você. Está sonhando. Simplesmente relaxe e aproveite. Um gemido de mulher flutuou ao longo da brisa e Alice ficou quieta. Ahhhhh siiiiimmm... a última vez que tinha ouvido um som como esse tinha encontrado a bonita Min deitando-se com seu ex-noivo, que foi penetrado depois pelo Stone. O profundo retumbar de uma voz de homem veio depois. —“Equilibre” - disse, e o coração de Alice começou a pulsar. Como em transe, moveu-se para os sons. Vinham do outro lado da enorme árvore onde tinha despertado. Alice se apertou contra o tronco brilhante e olhou a seu redor. Tinha a pele avermelhada pelo calor instantâneo e a excitação. Ante uma fonte borbulhante havia três homens lindos e completamente nus. Um homem de cabelo negro com cicatrizes no peito e uma tatuagem de Ouro; em uma mão batia uma corda de couro enquanto jogava três cartas com a outra. Mas como as segurava? Ele estava nu.
  31. 31. Um loiro com uma tatuagem e um brilho divertido em seus olhos azuis se reclinou na exuberante erva. O terceiro homem, um pícaro de cabelo escuro com um olhar selvagem em seus olhos verdes, quase grunhiu ali parado com seus braços cruzados sobre o peito. Uma espada grande com linhas de cor negra fluía ao redor do desenho tatuado em seu punho, e de algum jeito o fazia luzir ainda mais perigoso, como um pirata nu encalhado em terra. —Ty ganhou o sorteio - disse o homem da corda com um acento que soava europeu rico. O loiro sorriu e o homem com a tatuagem de espada definitivamente grunhiu nesse momento. Em meio aos homens havia uma formosa mulher nua com abundante cabelo negro brilhante que lhe chegava ao traseiro. Levava um colar de couro vermelho e brilhantes corações vermelhos penduravam de seus mamilos. Tinha a cabeça inclinada em posição de submissão e juntava as mãos atadas detrás de suas costas. Todos eles estavam somente a uns passos de Alice, tão perto dela que jurou que podia cheirar a testosterona que saía dos poderosos corpos musculosos dos homens, junto com o perfume de madressilva da mulher. Os homens tinham aspecto de bárbaros com corto comprido solto sobre seus ombros, esculpidos corpos bronzeados e ferozes expressões quase felinas. Os três homens tinham seus pênis erguidos, todos impressionantes e muito mais grossos e mais compridos que qualquer outro que Alice tivesse visto antes. Infernos, maiores que o maior consolador que já tinha visto. Alice estava hipnotizada. Não podia se afastar mesmo que tivesse tentado. Só a ideia de experimentar a sensação de seus membros em seu interior fazia vibrar a vagina de Alice e a fazia umedecer-se de emoção. —Ajoelhe-se, Kalina - o homem de cabelo negro ordenou à beleza escura enquanto estalava sua corda no ar. —Ao lado de Ty. - Fez um gesto com a corda ao loiro com sorriso satisfeito, que ainda estava subindo de novo pela ladeira coberta de erva. —Desejo que tenham sexo.
  32. 32. —Sim, amo Karn - a mulher chamada Kalina respondeu, com um acento tão belo e incomum como o do Karn. Ela se sentou com graça sobre seus joelhos, mantendo os olhos baixos. Suas mãos estavam de fato atadas a suas costas por braceletes de metal unidos a uma corrente. Uma corrente que reluzia sob seu cabelo comprido e negro, que se perdia até a parte posterior de seu pescoço. A corrente estava unida a seu colar de couro vermelho. Kalina devia ser a escrava dos homens, embora a expressão de êxtase no rosto da mulher lhe sugeriu que tinha escolhido o papel. Estava positivamente encantada. Alice ficou sem fôlego enquanto Karn caminhava lentamente ao redor da mulher, com a corda sobre seus seios e logo sobre os ombros. Os golpes no coração de Alice chegaram à proporções de um terremoto em São Francisco. Ela estava vendo um Dom e seu sub... e ia compartilhá-la com outros homens. Oh, meu Deus! Como seria estar na posição da mulher - atada, servil, e dominada por um homem poderoso? A ideia era interessante e de algum jeito a liberou e Alice se surpreendeu de quão acesa estava por imaginar-se a si mesmo no lugar da Kalina. Quando Alice ouviu pela primeira vez a respeito do BDSM de sua tia Awai, ficou horrorizada a princípio, depois intrigada. Quanto mais leu a respeito em Internet, mais esteve fascinada pela ideia de ser dominada. Mas sempre tinha podido falar com o Jon a respeito - sempre lhe dizia que não quando lhe pedia algo assim.. - Você ficaria excitado em me dar algumas palmadas quando fizéssemos sexo? Não seria divertido se me amarrasse os punhos e os tornozelos aos postes da cama? E não foi surpreendente que não tivesse se interessado em subordinação. Ele queria ser dominado, também. Alice se apertou mais à árvore, tentando controlar sua respiração enquanto observava ao homem jogar com a sub. O que aconteceria se vissem Alice a observá-los? E se quisessem castigá-la por espionagem... e usar sobre ela sua corda de couro?
  33. 33. O entusiasmo que correu através de seu corpo, com o pensamento de ser castigada por estes homens foi tão grande que a tomou completamente por surpresa. Tragou saliva e umedeceu os lábios, e teve que lutar para não mover seu dedo sob sua saia e acariciar seus clitóris enquanto os observava. —Pequeno Ty. Com um movimento de seu punho Karn açoitou as nádegas da Kalina com a correia de couro. Alice estremeceu, mas a mulher arqueou as costas e gemeu. —Mais rápido moça - exigiu Karn e a açoitou de novo. -"Sim, mestre Karn". - Mesmo com as mãos atadas, Kalina facilmente montou nos quadris do loiro, afiada e com a graça de uma dançarina. Ty se reclinou na erva com as mãos detrás da cabeça, com os músculos de seus braços bem definidos. Alice estremeceu ante a ideia de ver seus músculos e sentir o poder de seus bíceps e tríceps. —Esfrega seu Quim ao longo de seu pênis. - Karn açoitou o traseiro da Kalina com a corda, deixando rastros de cor rosa brilhante em cada nádega. —E não chegue ao clímax sem minha permissão, moça.. —Sim, amo. - Kalina ficou sem fôlego e empurrou seus peitos enquanto esfregava sua fatia com o passar do membro do Ty. Os corações vermelhos brilhavam em seus mamilos eretos com cada movimento que fazia. Com seus lábios entre abertos e a pele avermelhada de excitação. Karn se ajoelhou detrás da Kalina e ligeiramente passou os pendentes de seu couro por suas costas. —Chupe o membro do Darronn, moça.. Com isso, o terceiro homem se adiantou e agarrou o cabelo de Kalina em uma enorme mão. Não muito brandamente ele atirou sua cabeça para cima e empurrou seu membro através de seus lábios entre abertos. Kalina gemeu enquanto tomava Darronn na boca, e Karn açoitava seu traseiro de novo. —Ty te recompensará por seu bom comportamento nesta manifestação de sua puta Quim, moça, Karn disse. —E eu vou
  34. 34. penetrar seu traseiro apertado. A mão de Alice cobriu sua boca enquanto evitava seu próprio gemido de excitação ao observar Ty manter os quadris da Kalina e impulsionar sua ereção em sua vagina. A mulher se queixava a seu redor com a boca cheia do pênis do Darronn. Karn estava acariciando sua própria ereção e brilhava como se magicamente tivesse tido algum tipo de lubrificante. No momento seguinte, agarrou as nádegas da Kalina e colocou seu pênis em seu ânus, penetrando-a pouco a pouco, logo começou a bombear dentro e fora. —Muito bem - disse Karn com um ronronar virtual enquanto voltava a açoitar seu traseiro e costas, sem nunca golpear o mesmo lugar duas vezes. —Tome a todos tão profundo como pode.. Três membros se empurravam dentro e fora da Kalina, três homens poderosos a penetravam de uma vez. E mais que nunca, Alice desejou o que Kalina estava recebendo. Enquanto Alice pensou que ela não podia suportá-lo mais, um perfume vibrante chegou a seu nariz. Seu corpo começou a tremer violentamente. Seus mamilos se apertaram até que lhe doeram e sua vagina ficou tão molhada que seus sucos se filtraram entre suas coxas. OH, meu Deus, tinha que foder e ela tinha que ser fodida agora. E então se deu conta da Kalina se estava voltando louca. A máscara de calma e serenidade da mulher se desvaneceu. Fez sons guturais enquanto chupava a ereção do Darronn. Tinha atirado a cabeça para trás para que seus olhos cor âmbar brilhante se centrassem nele quando tomava com a boca. O corpo da Kalina tremia violentamente enquanto Ty e Karn se deslizavam dentro e fora de sua vagina e traseiro. Se os homens não mantivessem Kalina tão ferozmente sob seu controle, e se suas mãos não estivessem tão intimamente unidas detrás dela e seu pescoço, Alice estava segura que a mulher teria vindo grosseiramente sobre eles. Essa selvageria era evidente em seus olhos âmbar, no tremor de seu corpo, na forma em que se movia com cada golpe de seus pênis, e os gemidos desdobrando-se em sua garganta ao redor do pênis do Darronn.
  35. 35. A primitiva urgência que brotou no interior de Alice lhe deu medo por sua intensidade. Queria arrancar a blusa, tirar sua saia, e unir-se ao frenesi sexual. Nunca tinha estado tão ativa, tão desesperada para ser penetrada em toda sua vida. Um suave aviso estalou em sua consciência, como se alguém a estivesse estado observando. Com esforço, obrigou-se a apartar o olhar da cena erótica ante ela... e quase se esqueceu de respirar quando o viu. Um homem fornido descansava um quadril contra o enorme tronco de uma árvore de folha de Vieira do outro lado do quarteto que fodia. Estava nu também com apenas um lenço vermelho que levava em uma mão envolta em sua coxa e que escondia o atributo que ela se estava morrendo principalmente por olhar. E suas coxas, senhor - bom, eram as coxas mais atléticas que tinha tido o prazer de ver. Seu corpo escultural era a perfeição absoluta, com seu abdômen claramente definido certamente tão duro como pedra esculpida. A tatuagem do desenho de um coração flexionado através de seu braço enquanto seu olhar se centrava em algo que tinha - via-se como um cartão de jogo, com apenas um patrão na parte de atrás, brilhando. Enquanto estudava o cartão, um sorriso selvagem curvou a esquina de sua boca. Tinha bigode e uma barba ligeira que o fazia ainda mais endiabradamente bonito. Estranhas sensações se apoderaram de Alice em ondas que fazia o cabelo de sua nuca se arrepiar... como se o homem fosse consciente dela, apesar de não estar olhando-a diretamente. O calor se verteu através das veias de Alice como lava fundida. Logo que vislumbrou ao quarteto enquanto se movia atrás da árvore, rezando por estar equivocada e que o homem não a tivesse percebido. Alice apertou a palma de sua mão contra sua brilhante casca, fechando os olhos com força, e estremeceu ao pensar no homem... em busca dela. Os sons se fizeram mais agudos enquanto se recarregava contra a árvore e tremia, esperando não ter sido descoberta. Foi um ramo em cima dela ou os grunhidos e gemidos do quarteto? Foi o som da fonte? Então ouviu o Karn dizer,
  36. 36. —Pode correr moça - seguido pelo grito de êxtase da Kalina. Pouco a pouco Alice se moveu de novo para dar uma olhada ao redor da árvore e viu o Karn retirar seu pênis do traseiro da Kalina. Seu sêmen escorria das nádegas que por ser açoitado estava de cor rosa brilhante. A cinta de cetim azul do cabelo de Alice caiu em seus olhos, e ela a empurrou com dedos trementes. Seu olhar se moveu para a árvore onde o homem da barba tinha estado de pé, mas não estava ali. Uma estranha sensação se instalou em seu ventre. Onde teria ido? Algo quente e macio deu uma cotovelada na bunda dela e ela congelou. Um eco baixo do predador a rodeou e ela começou a tremer tão forte que ele pensou que seus joelhos cederiam. Ela sentiu um outro impulso, desta vez mais forte, sobre um quadril como se a estivessem obrigando a dar a volta... Seu coração pulsou com força em seus ouvidos, com a garganta tão seca que não pôde nem tragar. Muito lentamente, voltou-se... Um enorme tigre branco estava atrás, com seu gelado olhar verde fixo nela. O terror passou através de Alice e se levantou tão rápido que sua cabeça pareceu ser tão leve como o ar. Este tigre não era real. Nada disto era real... foram seus últimos pensamentos coerentes enquanto deslizava pelo tronco da árvore para a erva de aroma doce e desmaiou.
  37. 37. Capítulo 3 Uma carícia como seda jogou com Alice no seu sonho, como se fosse uma suave carícia dos lábios de um amante... deslizando-se pela delicada linha de sua garganta e na curva de um seio, puxando seu mamilo. Ela murmurou e tratou de avançar para a sensação, mas seus braços e pernas estavam de alguma forma muito pesados. A luxuriosa carícia como se fosse seda continuou sobre sua pele com uma doce tortura, girando sobre seu ventre e adiantando-se a seu montículo. O aroma de sândalo e especiarias a envolveu, transformando-se em algo muito mais primitivo e terrestre. Alice suspirou com gosto, pela sedosa sensação, e logo se decepcionou quando a carícia parou. Um sorriso sonolento curvou o canto de sua boca enquanto suas pálpebras se abriram. Seu sorriso trocou para um cenho confundido. Estava tombada de barriga para cima em uma branda cama no centro de um quarto tenuemente iluminada. A luz da lua dourada se derramava pela janela um pouco mais à frente ao pé da cama e uma brisa agitava as cortinas em ambos os lados da abertura. As velas brilhavam por todo o quarto, refletindo-se em quadros e cofres. A brisa fazia que as chamas piscassem e fizessem sombras inquietantes sobre as brilhantes paredes. Uma grande e muito escura sombra passou junto à cama pela parte de cima de Alice. Deu a volta e olhou as velas, depois para as mesas e uma cadeira grande, na sombra. O coração se deteve. O homem de barba, que tinha a tatuagem de um coração. Esta vez, exceto seu peito estava nu. Vestia ajustadas calças de couro negro... com uma ereção muito óbvia atrás do couro. Como uma rajada de fogo, o pânico se estendeu pela Alice. —Quem é...— começou a dizer enquanto tratava de sentar-se, só para descobrir que não podia mover os braços ou as pernas. Estava estendida como uma águia, com os braços e os tornozelos atados com segurança por lenços de seda vermelha.
  38. 38. E estava completamente nua. O medo estalou contra ela quando olhou os selvagens olhos. A sua pele arrepiou, causando e deixando que os mamilos se apertassem. As fossas nasais estavam dilatadas, com o olhar do homem viajando lentamente pelos seus eretos mamilos e sua vagina e outra vez para sua face. A luz das velas se refletia em seus olhos verdes, olhos escuros, com fome, como se ela fosse sua presa que dispunha seu corpo para o jantar. Começou-lhe um intenso arrepio no couro cabeludo, com o calor queimando e rodando para baixo, para os dedos de seus pés. Os sentimentos em conflito se voltaram desenfreados. Sentindo a fúria do homem por sua união e com a vergonha por ver seu corpo nu, gordinho. Queria esconder do homem e cobrir suas largas coxas, seus quadris, e o suave fluxo de seu abdômen. Entretanto, a forma com que a olhava... como se a desejasse... Só o desejo em seus olhos era suficiente para acrescentar mais confusão a sua mente já por si confusa. Luxúria. Como poderia desejar a este homem que a tinha amarrado como se fosse um pacote e completamente nua, e que a tinha posto a suas ordens? —É hora de despertar - murmurou o homem. Tinha um estranho acento que não podia localizar, e o som de sua voz enviou um calafrio diretamente a sua vagina. —Dormiu o dia todo.. Alice estalou a língua sobre seu lábio inferior e de algum modo conseguiu encontrar sua voz. —O que... Que diabos, está se passando? - Tratou de usar o tom de advogado de Alexi, mas fracassou miseravelmente, sem dúvida soava muito mais como uma menina assustada. —Deixe ir, m-maldito seja.. O homem levantou a mão enquanto se aproximava. Um lenço de seda vermelha apareceu em sua palma, como magia - similar ao lenço que havia aparecido na primeira vez que o viu, como as que atavam seus braços e tornozelos.
  39. 39. Pouco a pouco o tecido se perdia através de uma de suas coxas e ela tremeu. —Espiou aos meus súditos, ou não? Perguntou com uma voz profunda e ressonante. Tão quente como sua avermelhada face, Alice esteve segura que se tornou mais vermelha que o lenço. Não havia dúvida a respeito, ela sabia que ele se referia aos três homens e à mulher que tinha visto pela fonte no meio de todas essas flores únicas e essas árvores. Quando ela vacilou, murmurou: —Não pense em me mentir, moça.. Ela se estremeceu ante a forma em que lhe havia dito — moça —. Não como um insulto. Mas bem... com um carinho sexy. Ele deslizou o lenço de volta a seu ventre e por cima de seus mamilos. Não podia deixar de ver a seda deslizando sobre seu corpo. Sua pele parecia macia à luz das cálidas velas e atrativa de algum jeito. Apesar de estar preocupada e assustada, incrivelmente estava muito... excitada. Era como se sua mais profunda e escura fantasia se tornasse realidade e agora estava muito confundida para dar sentido ao redemoinho de sentimentos através dela. —Né... — As palavras que tinha tido a intenção de dizer se enredaram em um gemido enquanto a seda jogava com seus mamilos. Com um movimento tão inesperado que lhe tirou o fôlego, o homem baixou a cabeça e lambeu cada um deles. Surpreendentemente, sua língua era áspera, como a de um gato e se sentia tão bem que Alice pensou em gritar pelo prazer. Apesar de que arqueou as costas e gemeu, o homem se ergueu e disse em voz baixa e firme, —Mentiras e desobediência darão lugar a um castigo.. —C-castigo? - Os olhos de Alice se ampliaram e arrancaram sua atenção de seus agora úmidos e muito estimulados mamilos. Ela tragou, quando finalmente caiu a ficha de que era um Dom, igual aos que tinha visto na fonte. Um Dom como o de suas fantasias. Escuro, viril, muito sexy, no controle de si mesmo e no momento estava com ela.
  40. 40. E agora este tipo estava falando em castigá-la por ter espiado ao grupo, enquanto transavam. Ele aproximou seu rosto do dela e lhe roçou os lábios tão ligeiramente sobre sua boca que tremeu pelo breve contato em uma suave carícia de sua fina barba. Quando se levantou ela se perguntou se o teria imaginado. —Responde moça - disse. Nunca tinha estado numa situação que a deixava envergonhada, excitada e confusa isso tudo de uma vez. Ela não sabia nada deste homem, mas a tinha posto tão quente que queria seu pênis dentro dela mais que tudo neste momento. Muito dentro e sabia que deveria ter mais medo do que estava sentindo, entretanto, de algum jeito instintivamente sabia que este homem nunca lhe faria mal... nunca a forçaria a fazer algo que realmente não queria fazer. Maldita seja, mas esperava que seu instinto estivesse certo e que não fosse só uma brincadeira aplicada em si mesma. Ela conteve a respiração quando o homem paçou o lenço em seu ventre. Enquanto chegava a um de seus mamilos, a tatuagem de coração em seu poderoso bíceps se flexionou como um símbolo vivente de poder. Seus calosos dedos passavam quentes contra seu tenso nó, logo lhe beliscou o mamilo, forte. Alice gritou pelo breve estalo de dor e logo se queixou das seguintes sensações de prazer. A umidade se filtrou entre suas coxas nuas. O homem farejou o ar como um tigre farejando sua presa e um estrondo se levantou em sua garganta. Antes que tivesse tempo de estar ainda mais incômoda, o homem chegou a seu outro peito e lhe exigiu, —Responde. —S-Sim. - Ela arqueou as costas e empurrou seu peito, enquanto lhe beliscava o mamilo mais forte que a primeira vez. —E-eu. Olhei aos três homens com a mulher. —E o desfrutou? - Perguntou-lhe enquanto movia sua mão sobre seu ventre e para baixo de seu montículo.
  41. 41. Alice se retorceu, puxando as cordas de seda, com seu corpo dolorido, tanto que uma umidade se formou em seus olhos. Tomou o montículo e com voz entrecortada lhe disse. —Estou cansado de sua relutância a responder. - Deslizando um dedo em suas dobras empapadas. —Achou excitante vê-los? - Um gemido lhe escapou quando colocou seu dedo dentro de seu núcleo. —Desejava ser a mulher para desfrutar três pênis? - Adicionando enquanto a penetrava com um segundo e terceiro dedo. O desejo de Alice tinha crescido tanto que as lágrimas fluíam de seus olhos, umedecendo o travesseiro. —Sim, maldito seja, - disse. Moveu a cabeça e tratou de pressionar mais duro sua vagina contra sua mão. —Queria ser fodida dessa maneira.. Ele deslizou a mão fora de seu núcleo e quase a fez chorar de verdade, estava tão malditamente quente. —Qual é seu nome de nascimento, moça? - Perguntou-lhe enquanto se aproximava dela. Olhou-o e pensou em negar-se a responder, mas quando lhe beliscou o mamilo de novo, abriu a boca e disse: —Alice! Meu nome é Alice O'Brien. Ele assentiu lentamente, como se aprovasse seu nome. —Sou Jarronn, mas é preferível que se refira a mim como Milord.. Por um momento ela o olhou fixamente. O filho de puta falava a sério. Algo se rompeu dentro de Alice. Seu estúpido chefe, seu noivo enganando-a e agora Esta porcaria? Já tinha tido suficiente. —Escuta arrogante filho de puta. - Alice atirou de suas amarrações e virtualmente grunhiu ao homem que se fazia chamar Jarronn. —Não pode me reter aqui contra minha vontade. Há leis contra a exploração de pessoas como reféns, já sabe. Minha irmã Alexi é advogada e vai chutar seu traseiro rapidamente. —Silêncio! - A voz de Jarronn trovejou através do quarto e as luzes das velas piscaram como se um vento repentino as tivesse varrido. Suas
  42. 42. facções escuras e seus olhos se estreitaram com fúria. — Ganhou uma segunda pena, moça. OH, diabos. Alice tragou e desejou poder soltar-se da cama. Agora a tinha vexado e bem. Deveria ter jogado até ter a oportunidade de libertar- se e escapar. Jarronn se via tão lívido que ela temeu que fosse golpeá-la. O que aconteceria se equivocasse a respeito de seus instintos de poder confiar nele? E se ele fosse um dos Dons que sentia prazer espancando seus sub? Um que fosse de uma dor brutal e que humilhasse a seu submisso. —Né... Não terei uma palavra de segurança? - Alice murmurou enquanto se afastava de seu intimidante cenho franzido. Suas sobrancelhas se apertaram enquanto a olhava. —Palavra de segurança? Ela assentiu e passou a ponta de sua língua por seu lábio inferior. —Já sabe. Se eu não gostar do que me faz, tenho que dizer a palavra de segurança e você se deterá.. Desta vez o sorriso escuro do homem a assustou duplamente tanto como seu olhar o tinha feito. —As palavras de segurança não são necessárias em Tarok.— Jarronn a alcançou e ela estremeceu, mas ele simplesmente agarrou um dos extremos de seu cinta5 azul do cabelo e lentamente a tirou. — Obedecerá todas minhas ordens, moça, - disse enquanto deslizava o cetim de seu cabelo. —E aceitará e desfrutará de qualquer castigo que lhe dê. O coração de Alice golpeou enquanto levantava a vista para seu captor e se deu conta de que o que foi uma agradável fantasia se converteu de repente em uma realidade. Neste momento não estava muito segura exatamente de como se sentia a respeito disso. Muito lentamente Jarronn lhe pôs a cinta no pescoço e a arrastou em cima de sua garganta. —Está claro? - Perguntou em voz baixa que ela sentiu medo, entretanto, o som de sua voz a acariciava ao mesmo tempo.                                                              5  Faixa, elástico ou fita para cabelo. 
  43. 43. Ela baixou o olhar, incapaz de olhar esses ferozes olhos verdes por mais tempo. — Sim - sussurrou. —Sim... o que? Contendo mais lágrimas de frustração, Alice se forçou a dizer: —Sim, milord. Jarronn conteve um murmúrio de satisfação. Esta mulher tinha fogo e espírito, seria sem dúvida uma rainha, uma vez que fosse treinada apropriadamente. Necessitava de força de espírito para ajudá-lo a conduzir seu povo para um futuro próspero, mais uma vez. E para tirá-los da tormenta que se formava no horizonte do sul. Entretanto, com sua magia, Jarronn havia sentido algo dentro da garota que o turvou. Esta Alice não acreditava em sua beleza, ou no valor de seu corpo, coração e alma. Tinha pouca autoestima, algo que certamente teria que ter a Grande Rainha do Tarok. Os lábios de Alice tremiam e mais lágrimas se derramaram de seus olhos verde água. Entretanto, Jarronn sentiu sua necessidade de dominação, sua necessidade de ser capaz de dar livremente seu corpo e seu amor sem medo de seu coração. Esta mulher teria que aprender a confiar nele totalmente e seguir as ordens que lhe pudesse ditar, por sua própria segurança, assim como a segurança de seu povo. Mas não poderia realmente amá-los, a ele ou a seu povo, sem primeiro amar a si mesma. Um ruído surdo emanou de seu ventre e Alice girou a cabeça, como se a vergonha de seu corpo tivesse revelado sua fome. O cativeiro e a fome serviriam para começar suas lições. —Olhe-me, - ordenou-lhe e se alegrou quando ela voltou seus olhos cheios de lágrimas e avermelhados para ele outra vez. —Suas amarras serão desatadas para que possa se banhar.. —Cheiro tão mal? - Um brilho de humor, com uma crítica provocou seu olhar. —Né, Milord.
  44. 44. Seus olhos brilharam com surpresa enquanto ele baixava a cabeça e enchia seus pulmões com seu aroma. Perfume de framboesas, excitação, e seu próprio calor primário. Seu pênis lhe doeu tão ferozmente que seus calções pareciam elevar-se. —Principalmente... apetecível6 - murmurou e Alice conteve o fôlego audivelmente. Logo conteve um sorriso enquanto se endireitava e chamava para a porta escura. —Kalina. - Ele disse com as bochechas avermelhadas, o olhar de Alice confuso e envergonhado, cobrindo seu rosto enquanto a bruxa saía das sombras e se movia junto à cama. Os corações de cristal que penduravam de seus mamilos brilhavam a luz das velas e o colar de couro suave se via elegante em sua garganta. Pó espumoso de cor vermelha brilhava nas pálpebras da Kalina, enquanto mantinha o olhar baixo, com as mãos detrás dela. —O que é o que necessita de mim, milord? —Libera Alice e prepara-a com seus azeites por todo o corpo - respondeu ele, e ouviu o suave suspiro de desalento de Alice. Não cabia dúvida de que não era de seu agrado ser dirigida por outra pessoa como se fosse uma menina ou uma posse, mas tinha que se acostumar com como seu corpo se via e com mãos que não fossem de Jarronn. —Sim, milord. - Kalina alcançou um frasco magro de azeite de uma mesa ao lado da cama. Com a graça de uma bailarina, subiu ao colchão e se ajoelhou entre as pernas de Alice. A feiticeira pôs ao lado o frasco e puxou o lenço que unia os tornozelos. Em um movimento suave e sensual, desenhado para aumentar a excitação de Alice, Kalina tirou lentamente a atadura. A feiticeira manteve os olhos baixos, centrando-se no prazer da futura rainha. O aroma de flores de laranja encheu o quarto quando inclinou o frasco e derramou o claro azeite através de um pequeno tubo                                                              6  adj. - Que estimula o apetite: prato apetecível. / Que tem atrativo, agradável: tarefa pouco apetecível. 
  45. 45. de saída para seus dedos. Uma vez que pôs a jarra no chão, começou a trabalhar a substância sobre as marcas vermelhas ao redor do tornozelo direito de Alice. Enquanto a feiticeira cuidava de Alice, Jarronn se acomodou em uma cadeira para ver às duas mulheres nuas, mas a sua mulher, muito mais deliciosa. Não foi uma surpresa para Jarronn estar muito mais desperto pela cativante Alice que pela magra feiticeira. Alice mordeu o lábio inferior enquanto as pequenas mãos da mulher acariciavam seu tornozelo. Seu olhar se virou para Jarronn e teve a necessidade infantil de lhe mostrar a língua, por que estava fazendo isto a ela? Por que a torturava fazendo que uma bela e magra deusa retirasse suas ataduras e lhe pusesse azeite? Jarronn simplesmente apoiou os cotovelos nos braços da cadeira e juntou os dedos com seus lábios, seus olhos verdes centrados nelas duas. Deus, era tão bonito e se movia tão magistralmente. Negando-se a olhar mais ao filho de puta, Alice voltou o olhar para a Kalina. Com um olhar divertido em seus olhos âmbar, Kalina sorriu a Alice. Apesar de querer odiar à formosa mulher, Alice não pôde evitar sentir o calor em seu peito com o amistoso gesto. Kalina esfregou mais do azeite perfumado de flor-de-laranjeira na perna de Alice na parte carnuda de sua coxa, até o quadril. Com um movimento casual a mão da mulher lhe roçou os cachos que protegiam seu montículo. Alice saltou. Sua vagina úmida cresceu e seus mamilos apertaram, com um calor envergonhado correndo através dela uma vez mais. OH, meu deus. Ela se estava pondo por uma mulher. De maneira nenhuma ia olhar Jarronn e lhe deixar ver seus olhos. Kalina lhe deu outro sorriso. —Alguma vez esteve com uma mulher? —Não. - Alice sacudiu a cabeça e o calor em seu rosto se ampliou. —É obvio que não. Sou, né, hetero. Eu, só o faço com homens..
  46. 46. Levantando uma sobrancelha, os olhos da Kalina se reuniram com os de Alice enquanto se movia para baixo da cama para o outro tornozelo e o liberava das amarrações de seda. —Em Tarok não importa se for homem ou mulher. Nós simplesmente desfrutamos uns aos outros. —O que é Tarok? - Enquanto Alice perguntava, não podia deixar de ver o movimento dos corações de cristal pendurando nos escuros mamilos da Kalina. —É isto uma espécie de culto do metro de São Francisco? Ou Um clube BDSM? —Não tenho conhecimento dessas coisas... BDSM, ou cultos, ou São Fran-cees-co. Kalina pronunciou as palavras com esse acento estranho enquanto punha azeite em outro dos tornozelos libertados de Alice. Os corações brilhavam nos mamilos que estavam grandes e escuros, como framboesas. Quanto mais perto estava Kalina das coxas de Alice, mais se fazia água na boca enquanto se perguntava como se sentiria passando sua língua por seus deliciosos mamilos. —Alice? - Kalina pausou seus movimentos e Alice levantou a cabeça para ver a diversão e o desejo em seus olhos de cor âmbar fogo. —Não está escutando? Pela milionésima vez desde que despertou, Alice sentiu a vergonha fazendo cócegas em sua pele. A este ritmo ela estaria cor de rosa permanente e estaria envergonhada de forma permanente também. —Sinto muito. - Engoliu a saliva, com a esperança de que Kalina e Jarronn não tivessem adivinhado seus pensamentos, inclusive se Alice tinha estado olhando os seios da mulher. —O que estava dizendo? Enquanto o azeite massageava a coxa carnuda de Alice, Kalina manteve seu cálido olhar em Alice. —Encontra-se no Reino de Copas na terra do Tarok. —Não entendo. - Alice franziu o cenho. —O Reino de Copas? A terra do Tarok? Estamos falando de lugares dos quais nunca ouvi falar. A mulher olhou para Jarronn, como procurando sua permissão para falar e este deu uma sacudida de cabeça, como dizendo não.
  47. 47. —Logo se dará conta - disse Kalina, quando moveu seu olhar de novo a Alice. Antes que pudesse responder, para insistir em que lhe explicassem, os dedos da Kalina roçaram a vagina de Alice, só que desta vez mais forte que antes. Talvez um pouco mais deliberado que antes. Alice mordeu o lábio inferior, contendo um grito. Kalina simplesmente moveu sua mão e se sentou escarranchado sobre as coxas de Alice, com sua barbeada vagina esfregando os cachos do montículo de Alice. A mulher atuava como se não estivesse fazendo nada incomum, enquanto começava a pôr azeite na carne branda do ventre de Alice e, mais acima, com os dedos jogando e torturando enquanto o fazia. Começou a engordurar a Alice em seus peitos e a massagem era lenta, com movimentos sensuais, Alice pensou que ia se voltear direto sobre a borda. Era tudo o que podia fazer para não retorcer-se, estava tão incrivelmente excitada. Neste ponto, já nem sequer lhe parecia estranho estar sendo acariciada por uma mulher. E se fosse honesta consigo mesma, estava desfrutando muito do corpo da formosa Kalina, também, não só dos homens quando os tinha visto transando. Enquanto Kalina brincava com seus mamilos, Alice não podia deixar de gemer. —Você gosta disto... ser tocada por uma mulher? - Perguntou Kalina em um ronrono sensual. —Eu... sim. - Alice voltou seu olhar para longe de ambos de Kalina e Jarronn. Em troca, ficou olhando uma vela de cor ameixa no lado oposto da cama. Kalina capturou as bochechas de Alice com as palmas de suas mãos, baixando o rosto até que seus lábios quase se tocaram, e Alice conteve o fôlego. O cabelo comprido da Kalina caiu a cada lado do rosto de Alice, como um pano de fundo negro brilhante. O fôlego da mulher roçou os lábios de Alice, com seu aroma agradável, como hortelã e chá doce. —Alguma vez beijou a uma mulher? - Sussurrou Kalina.
  48. 48. Alice calou. Tudo a seu redor pareceu desvanecer-se, como o fazia as vezes que tinha estado seu primeiro encontro e sabia que o menino ia beijá-la. Pouco a pouco Alice negou com a cabeça e sentiu o sussurro da boca Kalina nos lábios. —Mmmm. Um dia tem que fazê-lo. - Falou Kalina a Alice, mostrando-a com seu olhar fixo na bela deusa com assombro. Ela realmente queria beijar esta mulher. Com Jarronn olhando. OH. Meu Deus. Kalina se moveu mais acima da cintura de Alice e concentrou sua atenção no lenço atado no seu braço esquerdo. Mariposas estalaram em seu ventre quando captou o aroma da vulva de Kalina e soube sem sombra de dúvidas que a mulher estava tão excitada como ela. A forma em que se colocou, fez que o peito esquerdo de Kalina batesse sobre os lábios de Alicia, com o coração de cristal acariciando sua boca. O desejo e a necessidade cresceram em Alice, apoiado no frenesi que Jarronn tinha alimentado em seu interior... uma necessidade que se iniciou quando ela tinha visto o quarteto junto à fonte. Ela estava apenas consciente de que seus braços estavam atados e Kalina pôs mais azeite em seu braço. O cabelo negro azulado de Kalina acariciava através de sua pele, enquanto o lenço de seda de Jarronn jogava sobre ela como tinha feito anteriormente. Ela estremeceu e lutou por manter seus desejos selvagens sob controle. Mordendo o lábio inferior, Alice se obrigou a apartar o olhar dos tentadores mamilos... e seus olhos se encontraram com os de Jarronn. Sua atenção se centrava completamente sobre ela e não na formosa Kalina. Era tão malditamente esplêndido que Alice não podia deixar de perguntar-se por que estaria inerentemente interessado nela, na gordinha Alice O’Brien, quando podia sem dúvida ter a melhor supermodelo do mundo. Infernos, com um corpo como aquele poderia ser um supermodelo. Mas as mãos de Jarronn apertavam os braços da cadeira com tanta força que seus nódulos estavam brancos. Com uma feroz expressão em
  49. 49. seu formoso rosto quase pôde imaginar rugindo como um tigre sendo puxado nas rédeas novamente para uma coleira apertada. Sem se importar com seu rígido controle, Jarronn a desejava. O conhecimento se apoderou de Alice como uma fina capa. Era incrível... uma sensação de poder, como nada que tivesse experiente antes.
  50. 50. Capítulo 4 Enquanto Kalina desamarrava Alice de sua última corda, os músculos se esticaram quando Jarronn se afastou da cadeira. Flexionando suas mãos, lutou contra a luxúria por sua futura rainha antes que esta se apoderasse dele. Dando as costas às duas mulheres, Jarronn se aproximou da mesa de pedra larga debaixo da janela aberta. A luz da lua e as chamas da vela iluminavam os objetos que tinha deixado ali antes. O colar de serva com sua corrente de prata e os anéis para os mamilos com cristais de corações... elementos para garantir que seu serva estivesse a suas ordens, sob seu controle. Por um longo momento olhou pela janela do quarto de Alice para o anoitecer de seu reino. A luz cálida das casas de campo brilhava sob o castelo e as tochas piscavam nos postos de vigilância ao longo do muro para proteger seu povo. Na distância ouviu a correnteza e o rugido do rio Tarok e os sons noturnos de uma coruja, um lobo uivando e um gato grande gritando enquanto apanhava a sua presa. Jarronn cheirou o aroma de lenha dos lares das casas de seus súditos, com o rio cheio de peixes, a vida silvestre no bosque que rodeava suas terras e as muitas variedades de flores em seus jardins bem cuidados. Uma lua dourada brincava sobre a terra... sobre os cultivos dos campos de grãos. E mais próximo sobre o arco íris real dos jardins e as paredes brancas reluzentes do castelo. Com tão tranquila e formosa noite, era difícil acreditar que depois de séculos de prosperidade, seu povo estivesse em perigo de extinção. Em perigo por essa bruxa do sul. Jarronn apertou a mão ao redor do colar novo de Alice, elo, anéis e forro, com tal força que afundou na carne da palma, com tanta força que os afundou na carne de sua palma. Apertando os dentes se obrigou a
  51. 51. guardar sua ira, girando sobre seus calcanhares e dirigindo-se de novo às mulheres que agora estavam de pé junto à cama, esperando por ele. Os olhos de Kalina se reduziram, com as mãos detrás de suas costas, com sua postura ampla, na posição correta. Alice, entretanto, observava-o com o queixo erguido e um brilho desafiante em seus olhos verde água. Sim, a moça encantadora seria uma boa rainha um dia... e estava seguro que seria mais que uma agradável companheira. Quando ficou de pé ante ela, manteve seu rosto inexpressivo e só a observou sem pestanejar. Sustentou o olhar de Alice até suas bochechas avermelharem de um tom quente de rosa, então rompeu o contato e olhou para baixo. Mas as mãos estavam fechadas em punhos aos flancos, revelando seus verdadeiros sentimentos. —As regras de Tarok são simples, - murmurou, mantendo seu tom baixo e firme. —A primeira é que sempre me tratará com absoluto respeito, já seja no tom da voz ou com os gestos de seu corpo. Em meu reino, isso significa que meus súditos baixarão seus olhos a menos que lhes tenha dada permissão para fazer de outra maneira. Todos devem ter as mãos entrelaçadas detrás das costas e postura ampla. — Fez uma pausa e logo adicionou. —Tem permissão para me olhar agora, Alice.. Por um momento duvidou e logo levantou o olhar para ele. Era tão bela que quis lhe tocar o rosto e afastar a preocupação de seu rosto. Seu treinamento, Jarronn se recordou. —A segunda regra é que não pode alcançar o clímax, ou ter um orgasmo a menos que lhe permita isso. A terceira - continuou. — É que não falará a menos que lhe tenha concedida permissão. Pode perguntar, mas não sempre lhe permitirá.. O lábio inferior de Alice tremia e seus olhos ficavam meio abertos, mas permaneceu em silêncio. Esse silêncio era um bom início, de fato. —A quarta regra é que seguirá minhas ordens sem falar. — Ele viu a tocha de seus olhos verde água - e quase ronronou. —E a quinta regra...
  52. 52. quando estiver em minha presença e quando estiver dentro dos muros do castelo, usará só isto.. Estendeu sua mão e Alice olhou a seu lado. Seus olhos se abriram e deixou cair sua mandíbula. Seu olhar se disparou de novo à sua, mas lhe deu um olhar que significava que não toleraria nenhum argumento dela. Alice ficou olhando os colares de anéis de coração e o colar com seu largo elo de prata fina unida que coincidiam com os da Kalina, então reduziu seu olhar sobre o arrogante, presunçoso e filho da puta que a olhava com uma sobrancelha levantada como se estivesse esperando que discutisse. Ela tremeu e tragou seu orgulho enquanto perguntava disse: —Permissão para falar, Milord. Ele assentiu sozinho. —É obvio.. —Não sou um cão, disse com dentes apertados. Milord. O filho de puta sorriu. —Graças aos espíritos que não é. — Fez um gesto para um par de braceletes de prata que estavam sobre a mesa. Os braceletes refletiam o quente resplendor da luz das velas, entretanto, pareciam frios e implacáveis. Eram em realidade algemas como as que Kalina tinha usado quando os homens a tinham penetrado. —Se não desejar adicionar aquelas a seu guarda-roupa, disse Jarronn em tom tão mortal como o fio de uma faca. —Juntará as mãos detrás de suas costas e ampliará sua posição. Agora. Alice o olhou, com o lábio inferior tremendo e as lágrimas zangadas cravando a parte de trás de seus olhos. Queria lhe dizer que se empurrasse o colar e seu elo fino pela musculatura de seu traseiro, e os estúpidos anéis de mamilo, também. Infernos, queria entupi-los a todos ali mesmo. A correia de prata brilhou enquanto pendurava sobre a sua palma, lhe recordando que tinha
  53. 53. o poder nesse momento e sustentou suas mãos nas costas como se fosse um cão ladrando ao final de sua corrente. Um músculo se contraiu na mandíbula de Jarronn e Alice soube que essa era uma batalha que não ia ganhar, ao menos ainda não. Levantando o queixo, moveu as mãos a suas costas e apertou-as com tanta força que lhe doeram os dedos. Em uma última rebelião, deixou escapar um suspiro. Não podia vê-lo, mas a fazia sentir um pouco melhor. Jarronn fez um gesto de aprovação. —Sempre empurre seu peito quando me estiver olhando, para poder ver melhor seus belos tesouros. Outra quebra de onda de calor se apoderou dela e mordeu o interior da bochecha. Deus. Tinha que sair deste manicômio logo... embora este Dom fizesse com que sua vagina se molhasse. Inclusive ele era o suficientemente atraente para fazê-la chegar malditamente perto do orgasmo com apenas um olhar daqueles gelados olhos verdes. Olhou as algemas e Alice arqueou as costas. —Grandioso, - murmurou enquanto levantava sua mão e acariciava um de seus grandes peitos. Um traidor gemido ameaçou derramando-se de seus lábios, e ela teve que lutar para manter as costas. Seu toque era tão firme e seus dedos ásperos e calosos. Tudo relacionado com a forma em que lhe tocava era completamente sensual. Ele pegou um dos corações de cristal vermelho e Alice conteve a respiração enquanto baixava a cabeça e lambia seu mamilo com sua áspera língua. Mais umidade se infiltrou em sua vagina, correndo por uma de suas coxas. Jarronn se levantou e pôs brandamente ao anel sobre o endurecido mamilo, e Alice quase soltou um gemido. Sentia-se cômoda, e malditamente fora se não a acendia ainda mais. Repetiu os mesmos movimentos no outro lado, acariciando seu peito e lambendo seus mamilos, e logo deslizando o segundo anel nele. A luxúria se moveu em espiral através de Alice e quase acabou com todo pensamento de outra coisa. Mas não se deteve.
  54. 54. —Fui sequestrada, mas Deus era como se alguém tivesse me sequestrado e atirado nas minhas mais selvagens fantasias. É um maldito, mas... desejo-o. Por quê? Que infernos estava mal em mim?— Kalina permanecia em silencio junto a eles, mas Alice pensou que tinha apanhado à mulher olhando-a por debaixo de suas pálpebras. A vagina da Kalina se via úmida à luz das velas e Alice não tinha dúvida de que a mulher estava excitada. Enquanto ela olhava a fatia úmida da Kalina, um pensamento errante se deslizou através da mente de Alice. —Como seria lamber a vagina de uma mulher?— A ideia a impressionou tanto que logo que teve conhecimento que Jarronn tinha chegado a ela com o colar vermelho. Quando suas mãos se moveram pela pele ao redor de seu pescoço, seu olhar se encontrou com o seu e viu seu feroz desejo que fazia estragos em seus olhos verdes de gelo. Um calor ardente rugiu através dela enquanto seu peito nu roçava seus mamilos eretos, fazendo que os pendentes de coração balançassem contra seus peitos. Suas calças de couro se esfregaram contra sua vagina, e sua dura ereção lhe marcava. Alice esteve segura inclusive quando seu coração se deteve. Nesse momento, não pôde pensar, não pôde respirar. Nada parecia importar agora, exceto o tato de suas mãos fortes fixando o colar em seu pescoço, com seu aroma masculino de vento e madeira de sândalo, e o calor que emanava dele e a queimava enquanto seu corpo se apertava contra o seu. Maldita seja, queria ser fodida por este homem. Quando terminou em seu pescoço, o elo de prata fina deslizou entre suas omoplatas, estabelecendo-se ao longo da fatia de seu traseiro. Jarronn roçou seus lábios sobre sua frente e deu um passo atrás. —É minha Alice. Bem-vinda ao Reino de Copas. Alice só pôde olhá-lo chegar à cama e tomar seu lenço de seda carmesim e sua cinta de cetim azul pálido. Fechou a mão sobre as tiras de tecido azul e vermelho que se sobressaía a cada lado de seu punho como cascatas de fogo e gelo, e logo o lenço e a cinta simplesmente desapareceram.
  55. 55. Sem mover a mão, sem as pôr em sua manga, e nem no bolso de suas calças. Simplesmente desapareceram. Jarronn trocou olhares com Kalina. —Leva-a para as piscinas. E com isto se voltou sobre seus calcanhares e se dirigiu para a porta. Alice o viu ir, com seu cabelo negro roçando seus ombros, com as costas largas e nuas flexionando-se enquanto saía do quarto. O som dos passos se fez mais fraco até que Alice não ouviu nada a não ser a suave respiração da Kalina e o assobio dos insetos do exterior da janela. O quarto parecia de algum jeito vazio sem a presença de Jarronn, e inclusive com a outra mulher ali, Alice se sentiu repentinamente sozinha. A verdade do que estava acontecendo caiu sobre seus ombros como um pesado jugo. Caindo no pudim de chocolate... tinha despertado em um mundo estranho... tudo o que tinha ocorrido entre ela, Jarronn e Kalina... —Não estou mais em São Francisco, verdade? - Disse Alice enquanto se voltava para olhar a Kalina, que levantou os olhos âmbar para sustentar o olhar de Alice. —Não acredito estar nem mesmo na Terra. Kalina sorriu e tomou as duas mãos de Alice nas suas. —Tem razão. Mas não me concerne lhe dizer mais. — Manteve o agarre em uma das mãos de Alice e a conduziu pelo frio chão de mármore para a porta. —O rei é quem deve lhe contar isso. Alice estava tão aflita pela ideia de estar em outro mundo, que esteve a ponto de perder a última declaração da Kalina. —O rei. - perguntou ela, enquanto entrava em um corredor iluminado com uma suave luz de dourada proporcionada por grandes velas em suportes ao longo das paredes. —Vou conhecer ao rei? Kalina se pôs a rir, com um doce e musical som. —Já o conheceu e usa seu colar. —Jarronn é o Rei? - Alice tratou de deter-se e quase tropeçou enquanto Kalina continuava dirigindo-se para frente. —Deixei-me submeter e ser a escrava do rei deste lugar?
  56. 56. Um ligeiro franzir do cenho empanou as feições formosas de Kalina enquanto meneava a cabeça. —Não há escravos no Reino de Copas, ou em nenhum dos quatro reinos de Tarok. No Malachad ao sul, sim, o mal de Mikaela os mantém escravos. Mas em Tarok, nunca. —Então, o colar? - Com a mão livre, Alice tocou a suave pele como manteiga enquanto falava e sentia o frio elo deslizar por seus quadris enquanto caminhavam. —E por que todas as regras? —Não há regras em seu mundo? As elegantes sobrancelhas de Kalina se elevaram enquanto olhava a Alice. —Não são obrigados a seguir as ordens de sua nobreza e seu rei, sem dúvida? Não é castigada se não obedecer? Foi a vez de Alice de franzir o cenho. —Vivo nos EUA e não temos nobres nem reis, mas temos outros tipos que nos governam. — Agitou sua mão livre enquanto falava. —E certamente temos leis e regras. Centenas delas. Entretanto, estamos autorizados a votar essas leis, as podemos questionar e trabalhamos para trocá-las se nos sentimos desagradados por elas. Um sorriso malicioso curvou os lábios cheios da Kalina. —Deve cumprir com essas leis, sempre e quando existirem? O cenho de Alice se aprofundou. —Bom, sim.. —E não são castigados se não cumprir essas leis? - Perguntou Kalina enquanto levava a Alice por um lance curto de degraus de mármore. —Sim. - Alice sacudiu a cabeça com exasperação. —Mas não estamos obrigados a caminhar nus com um colar de anéis e pedras de mamillos7 pelo amor de Deus. Kalina encolheu os ombros. —Nossos mundos funcionam como se supõe que o façam.                                                              7  Espécie de dedal de borracha elástica, caixa, etc que as mulheres colocam nos mamilos quando eles começam a se produzir leite. Neste caso pode ser traduzido com pedras de mamilos ou anéis de mamilo ou prendedores de mamilo. Relaciona-se a linchpin que significa: Literalmente, n., um pino ou detentor, colocado através ou em torno de um eixo.

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