Relatório química reação funções orgânicas

8.014 visualizações

Publicada em

Relatório aula prática.

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
8.014
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
61
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Relatório química reação funções orgânicas

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI – UFVJM INSTITUTO DE ENGENHARIA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – ICET BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA – BC&T ÉRIKA SANTOS BRITO NADINNE CAVALCANTE SILVA ROGÉRIO FONSECA SANTOS TAMMY REIS DE PAIVA CONDÉ REAÇÕES DE FUNÇÕES ORGÂNICAS TEÓFILO OTONI – MG 2013
  2. 2. ÉRIKA SANTOS BRITO NADINNE CAVALCANTE SILVA ROGÉRIO FONSECA SANTOS TAMMY REIS DE PAIVA CONDÉ REAÇÕES DE FUNÇÕES ORGÂNICAS Relatório de aula prática em laboratório, do curso de Bacharelado em Ciências e Tecnologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, apresentado a Profª. Dra. Alessandra de Paulo Coli. para obtenção de créditos na disciplina de Química Tecnológica II. TEÓFILO OTONI – MG 2013
  3. 3. SUMÁRIO SUMÁRIO................................................................................................................................................1 RESUMO.................................................................................................................................................2 INTRODUÇÃO.........................................................................................................................................3 MATERIAIS UTILIZADOS..........................................................................................................................4 REAGENTES............................................................................................................................................4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL..........................................................................................................5 Procedimento 1...................................................................................................................5 Procedimento 2...................................................................................................................5 Procedimento 3...................................................................................................................5 Procedimento 4...................................................................................................................6 RESULTADOS E DISCUSSÃO....................................................................................................................6 Procedimento 1...................................................................................................................6 Procedimento 2...................................................................................................................7 Procedimento 3...................................................................................................................8 Procedimento 4...................................................................................................................8 CONCLUSÃO...........................................................................................................................................9 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA................................................................................................................10
  4. 4. RESUMO Esta aula prática foi realizada no dia 27 de agosto do corrente ano, ás 16h. O principal objetivo da prática é demonstrar aos alunos aquilo que aprenderam em sala de aula. Mostrar como as reações acontecem, onde a coloração inicial se modifica ao final da reação, uma mistura de compostos se transforma em essências e produtos que fazem parte do nosso dia-a-dia. 2
  5. 5. INTRODUÇÃO No fim do século XIX e início do século XX, os produtos como os utilizados para tingimento de tecidos, na fabricação de produtos de limpeza e ainda as substâncias usadas na obtenção de remédios, eram todos retirados de fontes naturais. Graças ao desenvolvimento da Química Orgânica, foi possível determinar as estruturas dessas substâncias. Uma vez conhecida a estrutura, era possível a produção do composto por meio de reações químicas, o que provocou uma revolução na indústria, já que em muitos casos é mais fácil e economicamente viável sintetizar uma substância, do que retirá-la de uma fonte natural. Através de Reações Orgânicas é possível obter inúmeros produtos orgânicos, desde os mais simples até os mais complexos, que fazem parte de nosso cotidiano, como por exemplo, a vitamina C que possui a mesma composição, seja ela produzida em laboratório ou obtida de fontes naturais. OBJETIVO • Identificar dentre os monossacarídeos um açúcar redutor através da reação de Benedict. • Criar um espelho com a utilização de C6H12O6, AgNO3, NaOH e NH3. • Criar um éster com aroma de maçã a partir da junção do vinagre (CH3COOH), álcool (C2H6O). • Mostrar que a Acetona Pura (CH 3)2CO é um bom solvente de polímeros. 3
  6. 6. MATERIAIS UTILIZADOS • Béquer • Vidro de Relógio • Tubo de ensaio • Conta Gotas REAGENTES • AgNO3 (aq) (Nitrato de Prata) • C6H12O6 (aq) (Glicose) • H2SO4 (Ácido Sulfúrico) • NH4OH (aq) (Hidróxido de Amônio) • NaOH(aq) (Hidróxido de Sódio) • CH3CH2OH (Etanol) • C2H4O2 (Ácido Etanóico) • (CH3)2CO (Acetona Pura) • EPS (Isopor) • C6H12O6 (Frutose) • Solução de Amido • C12H22O11 (Sacarose) • CuSO4 (aq) (Sulfato de Cobre) 4
  7. 7. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Procedimento 1 Em um vidro de relógio, com auxílio de um conta gotas, foram despejados 1ml de solução dos seguintes compostos na seqüência seguinte: Glicose, Nitrato de Prata, Hidróxido de Amônio e Hidróxido de Sódio. Misturou-se a junção de todas as soluções. Procedimento 2 Em quatro tubos de ensaio, com auxílio de uma pipeta, adicionou-se as seguintes soluções: - 1ml de Glicose no tubo de ensaio nº1; - 1ml de Frutose no tubo de ensaio nº2; - 1ml de Amido no tubo de ensaio nº3; - 1ml de Sacarose no tubo de ensaio nº4; Por fim, acrescentou-se 1ml de CuSO4 em cada tubo de ensaio e estes foram aquecidos em banho maria durante 5 minutos. Procedimento 3 Em um tubo de ensaio, foi despejado 1ml de C2H4O2 (Ácido Etanóico), 1ml de CH3CH2OH(Etanol) e por fim, 0.5ml de H 2SO4 (Ácido Sulfúrico). Este foi aquecido durante 5 minutos. 5
  8. 8. Procedimento 4 Em um béquer de acrescentou-se uma certa quantidade de (CH 3)2CO (Acetona Pura) e mergulhou-se um pedaço de EPS na solução. RESULTADOS E DISCUSSÃO Procedimento 1 Durante a realização do procedimento, em uma certa etapa, percebeu-se que a solução ficou turva, formando de um precipitado marrom. Isso se deve pela existência da solução de Nitrato de Prata, e, ao adicionarmos em seguida uma quantidade de solução de Amônia, o meio tornou-se alcalino, formando Óxido de Prata, Ag2O, insolúvel em água. Podemos observar sua formação quando ocorre a precipitação de um sólido marrom, o Ag2O: 2Ag +(aq) + 2OH-(aq)  Ag 2O(s) + H20(l) Na adição da solução de Amônia, passa a existir o excesso de amônia, formando um complexo solúvel em água, o cátion diaminprata - Ag(NH3)2 +. Este complexo em meio básico é conhecido como reagente de Tollens, e é utilizado na identificação de aldeídos e cetonas. Na presença de um aldeído alifático, o reagente de Tollens oxida este aldeído a um ácido carboxílico e ao 6
  9. 9. mesmo tempo provoca a formação da prata metálica, que se deposita na parede de vidro, formando o espelho observado no experimento. RCHO + 2[Ag(NH3)2]+ + 3OH-((aq)  2 Ag (s) + RCOO-(aq) + 4NH3 + 2 H2O Esta reação ocorre apenas na presença de aldeídos, pois estes apresentam hidrogênio ligado ao carbono da carbonila, o que facilita a oxidação. Procedimento 2 Ao início da reação, todos os reagentes apresentavam características límpidas e incolores, exceto o reativo de Benedict, este apresentava coloração azul. A misturar o reativo de Benedict a todas as soluções dentro dos tubos de ensaio, as mesmas adquiriram também uma coloração azul. Após o aquecimento em banho Maria, pode-se notar que a solução de Glicose e Frutose apresentavam uma coloração turva e avermelhada. Baseando-se em princípios teóricos, se observarmos as estruturas dos compostos que modificaram para a coloração avermelhada, veremos que estes carboidratos possuem um grupamento -OH (hidroxila) livre no carbono 1 de suas moléculas, enquanto outros não. Observa-se que os açúcares que apresentam a hidroxila livre no C-1 são bons agentes redutores. Por esse motivo a extremidade que contém o -OH passa a ser chamada extremidade redutora e o açúcar, de açúcar redutor. A capacidade que esses compostos apresentam de reduzir íons metálicos em soluções alcalinas é um bom método de identificação desses compostos. A reação abaixo esquematiza o princípio da prova de Benedict, baseada na redução de íons Cu2+ a Cu+, com formação de um precipitado vermelho ou amarelo: 7
  10. 10. Nessa reação, o aparecimento de um precipitado de coloração vermelhotijolo indica que os íons Cu 2+ do reagente de Benedict foram reduzidos a Cu +, indicando a presença de um açúcar redutor. Procedimento 3 Após a realização do procedimento notou-se que a solução obtida apresentava aroma de maçã. Desta reação entre ácido e álcool de cadeia curta, obtivemos com resultado final um Éster. Os ésteres são muito utilizados em indústrias de alimentos, ele permite a atribuição de diferentes sabores e aromas aos produtos artificiais. Como se vê, ao final da reação, obtém-se o Etanoato de Etila, que confere o aroma de maçã aos alimentos. Procedimento 4 Ao mergulhar o pedaço de EPS dentro do (CH3)2CO (Acetona Pura), o mesmo se dissolveu, resultando parcialmente em uma massa sem forma definida e com um volume que menor se comparado ao volume do isopor apresentado antes 8
  11. 11. do procedimento. Notou-se também bolhas e consequentemente liberação de ar na solução. O poliestireno é, quimicamente, muito inerte, resistente à substâncias ácidas e básicas. Devido à sua resistência e à inércia, é utilizado para a fabricação de muitos objetos do comércio. É atacada por muitos solventes orgânicos (onde no procedimento foi utilizada a Acetona Pura), os quais se dissolvem o polímero. Um dos problemas do isopor é sua composição: 98% de ar e 2% de plástico. Por isso, quando é derretido, o volume final do poliestireno cai para 10% daquilo que foi coletado. A acetona quebra a força de ligação das moléculas do poliestireno (isto é, simplesmente amolece o isopor) e então estes 92% de ar se vão pra atmosfera resultando no final da experiência apenas os 8% de Poliestireno. CONCLUSÃO O conhecimento das reações orgânicas é de suma importância para que se entenda, não somente os processos orgânicos, mas também os processos metabólicos que ocorrem com os seres vivos. Tecnologias de fermentação, determinação de açucares redutores, entre outros processos industriais, não funcionariam sem um conhecimento destas reações. Ao fim, viu-se que sínteses orgânicas consistem em reações de síntese cujos produtos formados são substâncias orgânicas cujas moléculas podem ser ou não mais complexas que a dos reagentes que os originaram. Ou ainda, pode-se basear na modificação da estrutura de um composto para que se transforme em outro. 9
  12. 12. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA CONSTANTINO, Maurício Gomes. Fundamentos de Química Experimental. São Paulo: Edusp, 2004. SALVADOR, Edgar; USBERCO, João. Química essencial. São Paulo: Saraiva 2001. 10

×