Projeto de atualização em emêrgencias Animais peçonhentos

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Projeto de atualização em emêrgencias Animais peçonhentos

  1. 1. PROJETO CONTÍNUO DE ATUALIZAÇÃO EM EMÊRGENCIAS ACIDENTES ANIMAIS PEÇONHENTOS 2015 RIRO EMERGENCY DPT.
  2. 2. ARANHAS • No Brasil, anualmente, temos uma estimativa de 5 mil casos de acidentes com aranhas e 8 mil com escorpiões. • É possível que a notificação seja menor que o real número de casos, visto as diferenças de acesso à saúde pública que encontramos em nosso país, dificultando a notificação. • A mortalidade desses acidentes é de 0,12% para aranhas e 0,54% para escorpiões.
  3. 3. ARANHAS Acidentes por aracnídeos aranhas Maior incidência de 20 a 49 anos; predomínio no sexo masculino; Phoneutria: mais acidentes de abril a maio, relacionados a manipulação de lenha, entulhos, picadas em mãos e pés; Loxosceles: mais em outubro a março, picada quando comprimidas contra o corpo por se esconderem em roupas; Latrodectus: acidentes mais frequentes no Nordeste, picada quando comprimidas contra o corpo por se esconderem em roupas. escorpiões Predomínio de acidentes em crianças; maior incidência no sexo masculino e em meses quentes e chuvosos.
  4. 4. ARANHAS Veneno Ações Phoneutria Despolarizam as fibras musculares e terminações nervosas sensitivas, motoras e do sistema nervoso autônomo, favorecendo a liberação de neurotransmissores, principalmente acetilcolina e catecolaminas. Loxosceles Ativam as cascatas do sistema complemento, da coagulação e das plaquetas, desencadeando intenso processo inflamatório no local da picada, acompanhado de obstrução de pequenos vasos, edema, hemorragia e necrose focal. Latrodectus Atua sobre terminações nervosas sensitivas provocando quadro doloroso no local da picada. Sua ação sobre o sistema nervoso autônomo leva à liberação de neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos e, na junção neuromuscular pré-sináptica, altera a permeabilidade aos íons sódio e potássio. Titus Causa dor local e efeitos complexos nos canais de sódio, produzindo despolarização das terminações nervosas pós-ganglionares, com liberação de catecolaminas e acetilcolina.
  5. 5. ARANHAS Acidente por Phoneutria Efeitos locais Casos leves: 91% dos casos – dor local Efeitos sistêmicos Casos moderados: 7,5% dos casos – taquicardia, hipertensão arterial, sudorese discreta, agitação psicomotora, visão turva e vômitos ocasionais. Casos graves: 0,5% dos casos – sudorese profusa, sialorreia, vômitos frequentes, diarreia, priapismo, hipertonia muscular, hipotensão arterial, choque e edema pulmonar agudo. Alterações de exames Leucocitose com neutrofilia, hiperglicemia, acidose metabólica e taquicardia sinusal.
  6. 6. ARANHAS Loxosceles Efeitos locais Casos leves: lesão local de padrão incaracterístico. Forma cutânea: de 87 a 98% dos casos ocorrem dor e edema local, evoluindo com bolhas, equimose e necrose com 24 a 72 horas, que pode evoluir com escara após 1 semana de difícil cicatrização. Efeitos sistêmicos Astenia, febre alta nas primeiras 24 horas, cefaleia, exantema morbiliforme, prurido generalizado, petéquias, mialgia, náusea, vômito, visão turva, diarreia, sonolência, obnubilação, irritabilidade. Casos moderados: lesão local característica e sintomas sistêmicos leves. Forma hemolítica: anemia, icterícia e hemoglobinúria que se instalam geralmente nas primeiras 24 horas, podendo evoluir com petéquias, equimoses e CIVD. A principal causa de mortalidade é IRA. Casos graves: presença de anemia hemolítica. Alterações de exames Leucocitose com neutrofilia, anemia, reticulocitose, plaquetopenia, hipercalemia, aumento de ureia e creatinina, elevação de bilirrubina indireta.
  7. 7. ARANHAS Acidente por Latrodectus Efeitos locais Dor local em 60% dos casos, sensação de queimadura, eritema e sudoreses localizados. Efeitos sistêmicos Gerais: aparecem nas primeiras horas após o acidente, referindo-se tremores (26%), ansiedade (12%), excitabilidade (11%), insônia, cefaleia, prurido, eritema de face e pescoço. Motoras: dor irradiada para os membros inferiores aparecem em 32%, acompanhada de contraturas musculares periódicas (26%), movimentação incessante, atitude de flexão no leito; hiper-reflexia osteomusculotendínea constante. É frequente o aparecimento de tremores e contrações espasmódicas dos membros (26%). Dor abdominal intensa (18%), acompanhada de rigidez e desaparecimento do reflexo cutâneo-abdominal, pode simular um quadro de abdome agudo. Contratura facial e trismo dos masseteres caracterizam afácies latrodectísmica, observada em 5% dos casos. Cardiovasculares: opressão precordial, com sensação de morte iminente, taquicardia inicial e hipertensão seguidas de bradicardia. Alterações de exames Leucocitose com linfopenia e eosinopenia, hiperglicemia, hiperfosfatemia, albuminúria, hematúria, leucocitúria, cilindrúria, taquiarritmias, alterações de ST.
  8. 8. TRATAMENTO ARANHAS • A soroterapia deve ser a mais específica possível e deve ser administrada por via endovenosa. Dilui-se o soro em solução fisiológica ou glicosada a 5%, na proporção de 1:5 (a ampola tem 10 mL), em 30 a 60 minutos. • As reações precoces podem aparecer na infusão ou nas primeiras horas e são reações anafiláticas ou anafilactoides. Pode-se tentar a prevenção com administração de bloqueadores anti-histamínicos H1 e H2 associado a corticoide, 15 minutos antes da administração do soro. • Se houver reação, suspender momentaneamente o soro e administrar adrenalina.
  9. 9. TRATAMENTO ARANHA Manifestações e tratamento Gravidade Leve Moderada Grave Phoneutria Observação por 6 horas; alívio da dor com dipirona, pomadas e infiltração local de lidocaína. Internação hospitalar; soro antiaracnídico – 2 a 4 ampolas EV. Internação em UTI; soro antiaracnídico – 5 a 10 ampolas EV. Loxosceles Observar por 72 horas; tratamento sintomático Soro antiaracnídico – 5 ampolas EV E/OU prednisona 40 mg/dia por 5 dias. Soro antiaracnídico – 10 ampolas EV E prednisona 40 mg/dia por 5 dias. Latrodectus Analgésicos; gluconato de cálcio Analgésicos; benzodiazepínicos; soro antilatrodético – 1 ampola IM. Analgésicos; benzodiazepínicos; soro antilatrodético – 1 a 2 ampolas IM. Observações Lavar com água corrente e colocar compressas mornas. OBSERVAR SE N FOR A larodectus(preta e magra) QUe TEM Q SER IM E NO MAX DUAS AMPOLAS, O RESTO NA MEDIA FAZ 5 AMPOLAS ev, CORTICOIDE,
  10. 10. Escorpião • No Brasil, 3 espécies de escorpiões do gênero Tityus têm sido responsabilizadas por acidentes humanos: • T. serrulatus (escorpião amarelo), • T bahiensis (escorpião marrom), e • T. stigmurus, sendo o T. serrulatus responsável pela maioria dos casos mais graves, seguido do T. bahiensis
  11. 11. Escorpião Efeitos locais Intensa dor local Efeitos sistêmicos Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa. Gastrintestinais: náuseas, vômitos, sialorreia e, mais raramente, dor abdominal e diarreia. Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hiper ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque. Respiratórios: taquipneia, dispneia e edema pulmonar agudo. Neurológicos: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores. Alterações de exames ECG: bom para acompanhamento, pois as alterações somem em média após 3 dias – taquicardia ou bradicardia sinusal, extrassístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular, ondas U proeminentes, ondas Q, bloqueios A-V, ESV. Radiografia de tórax: congestão pulmonar, às vezes unilateral. Hemograma: leucocitose com neutrofilia. Bioquímica: glicemia elevada nas primeiras horas, amilase elevada, hipocalemia, hiponatramia, elevação de CPK e CKMB.
  12. 12. Tratamento escorpião Manifestações Gravidade Leve Moderada Grave Apresenta apenas dor no local da picada e, às vezes, parestesias. Dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas: sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, taquipneia e hipertensão leve. Apresentam uma ou mais manifestações como sudorese profusa, vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma. Soroterapia (SAEEs/SAAr) - 2 a 3 ampolas EV. 4 a 6 ampolas EV. Observações Lavar com água corrente e colocar compressas mornas.
  13. 13. COBRAS • A primeira coisa a fazer em caso de uma picada de cobra é identificar a serpente. • Segundo o Instituto Butantan, há quatro tipos de acidentes peçonhentos com cobras:
  14. 14. COBRAS • Acidente botrópico (causado por serpentes do grupo das jararacas): causa dor e inchaço no local da picada, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orifícios da picada; sangramentos nas gengivas, pele e urina. Pode evoluir com complicações como infecção e necrose na região da picada ei nsuficiência renal.
  15. 15. COBRAS • Acidente laquético (causado por surucucu): quadro semelhante ao acidente botrópico, acompanhado de vômitos, diarreia e queda da pressão arterial.
  16. 16. COBRAS • Acidente crotálico (causado por cascavel): sensação de formigamento no local da picada, sem lesãoevidente; dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla, dores musculares generalizadas e urina escura.
  17. 17. COBRAS • Acidente elapídico (causado por coral verdadeira): no local da picada não se observa alteração importante; as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento.
  18. 18. Quais são as diferenças entre cobras venenosas e não venenosas? 1. As cobras venenosas têm aneis coloridos completos pretos, brancos, vermelhos ou amarelos. 2. As cobras venenosas têm cabeça triangular, bem destacada do corpo e coberta pelas mesmas escamas do corpo. As cobras não venenosas têm cabeça arredondada e coberta por placas. 3. As cobras venenosas têm cauda curta, que se afila bruscamente; as cobras não venenosas têm cauda longa, que se afila gradualmente. 4. As cobras venenosas têm presas na parte anterior da boca. As cobras não venenosas têm dentes serrilhados. 5. As cobras venenosas têm olhos grandes e pupilas como fendas verticais. As não venenosas têm olhospequenos e pupilas arredondadas. 6. As cobras venenosas têm um pequeno orifício entre os olhos e as narinas, a chamada fosseta loreal; as não venenosas não têm. Com exceção da cobra coral, que não tem fosseta loreal, mas é venenosa. 7. As escamas das cobras venenosas são alongadas e pontudas, dando ao tato uma sensação de aspereza. As outras têm escamas miúdas e dão, ao tato, um aspecto liso e escorregadio. 8. As cobras venenosas têm hábitos noturnos (embora também possam ser avistadas de dia). • As serpentes inofensivas fogem quando ameaçadas; as peçonhentas não e assumem atitude de ataque (elas se enrolam e armam o bote).
  19. 19. Tratamento cobras • Drogas pré-soroterápicas: administrar 10 a 15 min antes do início da soroterapia: 1. a) Drogas anti-histamínicas (antagonista H1 e H2 por via parenteral): 2. a)1. Antagonistas H1: maleato de dextroclorfeniramina na dose de 0,05mg/Kg IM ou EV, aplicar no máximo 5mg, 3. ou prometazina (Fenergan®) na dose de 0,5 mg/Kg IM, aplicar no máximo 25mg. • OBS: A prometazina é contraindicada em crianças e idosos. • a)2. Antagonistas H2: cimetidina (Tagamet®) na dose de 10mg/Kg, máximo de 300mg, ou ranitidina (Antak®) na dose de 3mg/Kg, no máximo de 100 mg, IV lentamente. • b) Hidrocortisona (Solu-Cortef®) na dose de 10mg/Kg IV, aplicar no máximo 100mg.
  20. 20. Tratamento cobras • A única terapia efetiva é o soro antiofídico. O soro deve começar a ser aplicado, de preferência, na primeira meia hora depois do acidente. • Existem vários tipos de soros antiofídicos, um para cada tipo de cobra, mas se a cobra causadora do acidente não puder ser identificada deve-se usar o soro polivalente. • Os soros utilizados em nosso meio são os seguintes: • Cobra desconhecida = soro antiofídico polivalente. • Jararaca = soro antibotrópico. • Cascavel = soro anticrotálico. • Surucucu = soro anti-laquético. • Coral verdadeira = soro antielapídico. • Obs ver dose ampolas na bula
  21. 21. REFERENCIAS • GOOGLE IMAGENS • MEDICINA NET • Instituto Butantan • Curso 24h

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