Exames laboratoriais em endocrinologia

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Exames laboratoriais em endocrinologia

  1. 1. Exames Laboratoriais em Endocrinologia RODRIGO RIRO MEDICINA UESB-VC MARÇO 2013
  2. 2.  VALORES REFERÊNCIAIS UTÉIS PARA: Pratica clinica Prova do Professor Isaias Sanar dúvidas Aprendizado Obs:as doenças e tumores não estão contidas neste material
  3. 3.  PROLACTINA Sinonímia: P R L. Material: Soro. Volume mínimo: 0,5 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Quando possível, colher com o paciente em repouso. Como é um hormônio que sofre oscilações em seus níveis durante as 24 horas, pode ser colhido em diferentes amostras a intervalos regulares, formando um "pool" para a dosagem. Método: Ensaio imunofluorimétrico ultra-sensível. Interferentes: Lipemia. Valores normais: Sexo feminino: não grávidas: 2 a 15 pg/L. Sexo masculino: 2 a 10 pg/L. Interpretação: A prolactina é um hormônio polipeptídeo produzido na hipófise anterior. Sua dosagem está indicada no diagnóstico de tumores hipofisários (prolactinomas), na síndrome de galactorréia e/ou amenorrdia, impotência, esterilidade e na avaliação da reserva hipofisária de prolactina. Nas hiperprolactinemias tumorais os valores geralmente são superiores a 100 pg/L. Exames relacionados: Teste de estimulo com TRH, LH, FSH, testosterona.
  4. 4.  IGF-1 SOMATOMEDINA C Sinonímia: IGF, "insulin-like growth factor." Material: Soro. Volume mínimo: 2,0 mi. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Método: Radioimunoensaio. interferentes: - Valores normais: Até 6 anos: 40 a 150 ng/mL (pg/L) De 6 a 12 anos: 70 a 180 ng/mL (AL) Acima de 12 anos: 100 a 390 ng/mL (pg/L) Interpretação: O exame é útil no diagnóstico das deficiências de hormônio de crescimento (HC ou GH). Valores baixos confirmam a deficiência de GH. A IGF-1 é, na verdade, o hormônio efetor da ação do hormônio de crescimento e sua determinação tem utilidade principalmente no seguimento de pacientes com hipersomato-tropismo. Exames relacionados: GH, teste de estimulo com L- Dopa, insulina, glucagon ou clonidina para dosagem de GH, teste de depressão com glicose para dosagem de GK.
  5. 5.  HORMÔNIO DE CRESCIMENTO Sinonímia: GH, HGH. Material: Soro. Volume mínimo: 1,0 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 8 horas. Método: Ensaio imunoenzimétrico, empregando anticorpos monoclonais. Interferentes: O ensaio utilizado não apresenta reação cruzada com o Hormônio Lactogênico Placentário (HPL) ou com prolactina. Valores normais: Sexo masculino: até 10 pUI/mL. Sexo feminino: até 20 pUI/mL (1 ng = 2 pUI). Interpretação: O hormônio de crescimento é um polipeptídeo produzido pela hipófise anterior. Atua sobre o crescimento, estimulando o fígado a produzir somatomedinas. Nos casos de déficit de crescimento deve ser feito sempre um teste de estimulo com exercício, insulina, glucagon, L-Dopa ou clonidina. Está também indicado no diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com acromegalia e gigantismo. Exames relacionados: Prova de depressão com glicose para dosagem de GH, provas de estímulo com glucagon, exercício, L- Dopa, insulina e clonidina para dosagem de GH, IGF-1.
  6. 6.  RITMO DO CORTISOL Sinonímia: - Material: Soro, plasma EDTA ou plasma heparinizado. Volume mínimo: 0,5 ml. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar as amostras. Preparo do paciente: Colheita pela manhã, entre 7 e 9 horas, e à tarde, entre 16 e 17 horas. Método: Radioimunoensaio após inativação térmica da globulina transportadora de cortisol. Interferentes: Lipemia. Valores normais: Entre 7 e 9 horas: 5,4 a 25,0 pg/dL. Entre 16 e 17 horas: 2,4 a 13,6 pg/dL. lnterpretação: O nível de cortisol sérico obedece a um ritmo circadiano, sendo os valores máximos observados nas primeiras horas da manhã, e os valores mínimos à noite. Na síndrome de Cushing ocorre perda deste ritmo circadiano. Exames relacionados: Cortisol, sulfato de dehidroepiandrosterona.
  7. 7.  CORTISOL Sinonímia: 17OH no sangue, composto F, hidrocortisona. Material: Soro, plasma EDTA ou plasma heparinizado. Volume mínimo: 0,5 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Recomenda-se jejum de 8 horas. Colher de preferência entre 7 e 9 horas da manhã Método: Radioimunoensaio, após inativação térmica da globulina transportadora de cortisol (CBG). Interferentes: Lipemia. Valores normais: Entre 7 e 9 h: 5,4 a 25 pg/dL. (149 a 690 nmol/L). Entre 16 e 17 h: 2,4 a 13,6 pg/dL. (66 a 375 nmol/L). Interpretação: O cortisol é o principal glicocorticóide produzido pelas adrenais no homem. Obedece a um ritmo circadiano, sendo mais elevado pela manhã e mais baixo à noite. Sua determinação está indicada no diagnóstico de hiperfunção da adrenal (síndrome de Cushing), onde o teste de depressão com dexametasona é bastante sensível e na hipofunção adrenal primária (Addison) ou secundária, onde é útil o teste de estímulo com ACTN. Exames relacionados: Sulfato de dehidroepiandrosterona, androstenediona, testosterona.
  8. 8.  PARATORMÔNIO Sinonímia: PTH, hormônio da paratiróide. Material: Soro. Volume mínimo: 3,0 ml (inclui dosagens de cálcio e creatinina). Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 8 horas. Método: Radioimunoensaios das porções carboxi-terminal e amino- terminal. Interferentes: Lipemia pode interferir. Valores normais: 10 a 50 pmol/L (carboxi-terminal) e 6 a 22 (amino- terminal). Deve ser sempre analisado em conjunto com os níveis séricos de cálcio e creatinina. Interpretação: O PTH é um hormônio peptídeo de 84 aminoácidos produzido pelas paratiróides, cuja atividade biológica se restringe aos primeiros 34 aminoácidos (fração amino-terminal). O principal mecanismo regulador do PTH é o cálcio sérico; os níveis de PTH também variam com a função renal, sendo que à medida que cai a filtração glomerular aumenta o PTH, em especial o medido pelo ensaio carboxi-terminal específico. É útil no diagnóstico diferencial das hipercalcemias, podendo indicar a presença de hiperparatiroidismo primário, secundário ou terciário. Exames relacionados: AMPc urinário. No Laboratório Maurilio de Almeida a dosagem de PTH se acompanhada de dosagens de cálcio e creatinina no soro.
  9. 9.  PROGESTERONA Sinonímia: - Material: Soro, plasma EDTA ou plasma heparinizado. Volume mínimo: 1,0 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Anotar o dia do ciclo menstrual. De preferência, o material deve ser colhido entre o 21 º. e 24º. dias do ciclo (fase lútea). Método: Radioimunoensaio com extração prévia. Interferentes: Lipemia. Valores normais: Sexo feminino: fase folicular: 2 a 105 ng/dL (0,06 a 3,33 nmol/L) fase lútea: 500 a 2000 ng/dL (1,6 a 63,6 nmo/L) menopausa: 16 a 40 ng/dL (0,50 a 1,27 nmol/L) Sexo masculino: 17 a 39 ng/dL (0,54 a 1,24 nmol/L) Interpretação: A progesterona é um esteróide secretado pelas gônadas e adrenais, atingindo, durante a fase lútea do ciclo menstrual, valores 10 a 20 vezes mais elevados que os da fase folicular. Durante a gestação, grandes quantidades deste hormônio são produzidas pela placenta. A principal aplicação clínica da determinação deste hormônio é no diagnóstico de ciclos anovulatórios, onde não há formação de corpo lúteo e, portanto, os níveis de progesterona permanecem baixos durante todo o ciclo. Exames relacionados: Estradiol, LH, FSH, teste de estímulo com LHRH para dosagem de FSH e LH.
  10. 10.  MEGATESTE Sinonímia: Teste de estímulo com TRH, LHRH e insulina para dosagem de LH, FSH, TSH, prolactina, GH, cortisol e glicemia. Material: Soro. Volume mínimo: 3,0 mi. Plasma fluoretado para dosagem de glicose. Volume mínimo: 0,5 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar as amostras. Preparo do paciente: Jejum de 8 horas. Colheita antes, 15, 30, 60, 90, 120 e 180 minutos após a administração concomitante de 200 pg de TRH, 100 pg de LHRH e 0,1 U/kg de peso de insulina. Suspender o teste em caso de hipolicemia severa. Método: Radioimunoensaio para determinação dos hormônios; enzimático automatizado para determinação da glicemia. Interferentes: Soro lipêmico pode interferir, alterando os resultados. Valores normais: - Interpretação: Trata-se de um teste de estímulo global, que avalia todos os setores da hipófise anterior. Indicado em casos de tumores hipofisários, deficiências setoriais ou globais, acompanhamento de radioterapia local.
  11. 11.  17-ALFA-HIDROXIPROGESTERONA Sinonímia: Pregnanetriol é o metabolito urinário. Material: Soro, plasma EDTA ou plasma heparinizado. Volume mínimo: 2,0 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Em mulheres adultas anotar o dia do ciclo menstrual e/ou uso de glicocorticóides. De preferência colher na fase folicular, entre 6º. e 8º. dias do ciclo. Método: Radioimunoensaio. Interferentes: Lipemia. Valores normais: Sexo feminino: fase folicular: 10 a 130 ng/dL. (0,3 a 3,9 nmol/L). fase lútea: 100 a 480 ng/dL. (3,0 a 14,5 nmol/L). Sexo masculino: 30 a 200 mg/dL. (1,0 a 6,0 mol/L. Crianças Pré-Púberes: 5 a 100 mg/dL. (0,15 a 3,0 mol/L). Interpretação: A 17-alfa-hidroxiprogesterona é um esteróide secretado pela adrenal e gônadas. A principal indicação clinica para sua dosagem é no diagnóstico da deficiência da 21-hidroxitase, que é o defeito de síntese adrenal mais comum. Nesta entidade, níveis de 17-alfa-hidroxiprogesterona acima de 10.000 mg/dL são encontrados com freqüência. A resposta da 17-alfa ao ACTH pode ser útil no diagnóstico das formas tardias do defeito, que apresentam resposta exagerada. No seguimento destes pacientes a dosagem de androstenediona e testosterona apresentam maior utilidade, já que a 17-alfa- hidroxiprogesterona sofre oscilações rápidas com a terapia. No ciclo menstrual os níveis são baixos na fase folicular, aumentando na ovulação e na fase lútea. Exames relacionados: Testosterona, androstenediona, sulfato de dehidroepiandrosterona e cortisol, teste de estímulo com ACTH.
  12. 12.  ALDOSTERONA (DOSAGEM NA URINA) Sinonímia: Mineratocorticóide. Material: Urina de 24 horas - Alíquota de 10 mL. Colheita, conservação: Colher urina de 24 horas; manter refrigerada durante a colheita; se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Anotar uso de hipotensores, diuréticos e/ou dieta com conteúdo anormal de sódio. Método: Radioimunoensaio com extração prévia. Interferentes: - Valores normais: 4 a 20 pg/24h, quando em dieta normossódica (11 a 55 nmol/d). Interpretação: A aldosterona é um hormônio esteróide produzido pelas células da zona glomerulosa do córtex adrenal, sendo o principal mineralocorticóide. A principal indicação clínica da sua determinação é no diagnóstico do hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn, adenoma de supra-renal) ou secundário. Altera-se de acordo com o conteúdo de sal da dieta, postura e uso de drogas, principalmente diuréticos. Exames relacionados: Renina, aldosterona sérica, potássio sérico.
  13. 13.  HORMÔNIO TIROESTIMULANTE Sinonímia: TSH. Material: Soro ou plasma EDTA, Volume mínimo: 1,0 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Método: Ensaio imunofluorimétrico ultra-sensível!. Interferentes: - Valores normais: 0,3 a 4,0 pUI/mL. Em recém-nascidos até 10 pUt/mL (mU/L). Interpretação: O TSH é um hormônio glicoprotéico secretado pela hipófise anterior e que estimula a tiróide a liberar T3 e T4, sendo controlado pelos níveis séricos destes últimos e pelo TRH hipotatâmico. É muito útil no diagnóstico do hipotiroidismo primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição. Com o emprego dos ensaios ultra-sensíveis, que no nosso caso chega a nível de sensibilidade de 0,03 pUI/mL, a dosagem de TSH teve sua utilidade ampliada, sendo um excelente exame para definição de hipertiroidismo (TSH indetectável), substituindo, na maioria das circunstâncias, o teste com TRH. É conveniente notar que, com esta nova metodologia, são obtidos valores numericamente inferiores (de 30 a 80%) aos obtidos com o clássico. Exames relacionados: T3, T4, T4 Livre, teste com TRH para TSH.
  14. 14.  T3 Sinonímia: Triodotironina. Material: Soro. Volume mínimo: 1,0 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Anotar medicamentos em uso nos últimos 30 dias. Método: Radioimunoensaio. Interferentes: Uso de hormônios tiroidianos ou qualquer condição que altere os níveis das proteínas transportadoras, como gravidez ou uso de anticoncepcionais. Pode também estar alterado pelo uso de drogas que interferem no seu metabolismo periférico como beta bloqueadores e amiodarona. Valores normais: 1 a 5 anos: 105 a 269 ng/dL (1,6 à 4,13 nmol/L). 5 a 12 anos: 94 a 24l ng/dL (1,44 a 3,70 nmol/L). Acima de 12 anos: 72 a 214 ng/dL (1,10 a 3,28 nmol/L). Interpretação: A concentração de T3 é cerca de li70 daquela do T4 e ele circula também ligado a proteínas (TBG, TBPA e albumina). Apenas 1!3 do T3 total é produzido pela tiróide; os 2/3 restantes são produzidos a Partir do T4 nos tecidos periféricos. É importante no diagnóstico de hipertiroidismo mas está normal em 30% dos hipotiroidianos. Pode, como o T4, estar alterado, embora em menor proporção, pelas alterações da TBG. Pode estar diminuído em algumas situações como: doenças graves em geral, pós- operatório, jejum, uso de pro-Panol, amiodarona ou corticóides. Exames relacionados: T4, T4 livre, TBG, rT3, TSH, TG e TRH para TSH.
  15. 15.  T4 Sinonímia: Tiroxina, tetraiodotironina, T4 total. Material: Soro. Volume mínimo: 0,5 mL. Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Anotar medicamentos nos últimos 30 dias. Método: Radioimunoensaio. Interferentes: Uso de hormônios tiroidianos e qualquer condição que altere os níveis das proteínas transportadoras (em especial TBG) como gravidez ou uso de anticoncepcionais. Pode também estar alterado pelo uso de drogas que interferem no seu metabolismo periférico como betabloqueadores e amiodarona. Valores normais: Primeira semana de vida: valor médio de 15 e mínimo de 8 g/dL. (193 e 103 nmol/L). Até 1 mês: 8,2 a 16,6 g/dL. (105 a 213 nmol/L) 1 a 12 meses: 7,2 a 15,6 g/dL. (93 a 200 nmol/L) 1 a 5 anos: 7,3 a 15,0 g/dL. (94 ó 193 nmol/L) 5 a 12 anos: 6,4 a 13,3 m g/dL. ( 82 a 171 nmol/L) Acima de 12 anos: 4,5 a 12,0 m g/dL. ( 58 a 154 nmol/L) Interpretação: O T4 é produzido pela tiróide, circulando ligado a proteínas (TBG, TBPA e albumina), ficando apenas uma quantidade mínima como hormônio livre. É a dosagem mais utilizada na prática para diagnóstico de patologias tiroidianas. Está aumentado nos portadores de hipertebegenemia e diminuído nos casos de hipo-tebegenemia (vide TBG). Pode também estar elevado nos pacientes que fazem uso de amiodarona e propranol, nos pacientes com hipertiroxinemia familiar (por presença de albumina anômala) e na presença de anticorpos anti-T4. Pode estar diminuído em portadores de doenças sistêmicas graves. Exames relacionados: T3, retenção de T3, T4 livre, TSH, TBG, TRH para TSH
  16. 16.  AMP CÍCLICO (DOSAGEM NA URINA) Sinonímia: cAMP. Material: Urina de 24 horas: alíquota de 10 mL. Soro: volume mínimo: 2,0 mL. Colheita, conservação: Colher urina de 24 horas com conservante ácido (HCI a 50%; 20 mL por litro de urina). Conservar a urina refrigerada durante a colheita. Não sendo analisada no mesmo dia, congelar. Colher sangue para obter 2,0 mL de soro. Preparo do paciente: Jejum de 4 horas para colheita do sangue. Método: Ensaio de ligação protéica competitiva utilizando proteíno-quinase de músculo. Interferentes: interferentes na creatinina: corpos cetônicos, cefalosporinas. Valores normais: Resultados válidos somente quando a depuração da creatinina for superior a 20 mL/min. Os resultados são expressos em mol/100 mL de filtrado glomerular (1,8 a 4,5) ou, quando a amostra de soro não for disponível, em pmol/g de creatinina (2,1 a 5,7). Interpretação: O AMP cíclico urinário provém de 2 fontes distintas: uma porção constante, proveniente de filtração glomerular e uma porção derivada da ação do paratormônio (PTH) sobre células tubulares renais. A utilidade do teste é na avaliação da ação do PTH biologicamente ativo em casos suspeitos de hiperparatiroidismo. Faz parte do perfil metabólico para nefrolitíase. Exames relacionados: PTH, cálcio, fósforo.
  17. 17.  PROTEÍNA GLICOSILADA Sinonímia: Proteína glicosilada total, albumina glicosilada, Material: Soro. Volume mínimo: 0,5 mL, Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra. Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Método: Cromatografia de afinidade, com dosagem das proteínas nos eluatos pelo método de Lowry. Interferentes: - Valores normais: De 0,8 a 2,6ºro (ºic da proteína total). Interpretação: A determinação da proteína glicosilada dá uma idéia da média das glicemias nas ultimas duas a três semanas, sendo um parâmetro de controle metabólico do paciente diabético. Assim como a hemoglobina glicosilada, é pouco sensível para diagnóstico de diabetes, diferindo desta por integrar os fenômenos de hiper ou hipoglicemia de um período mais curto (duas a três semanas x dois meses). Exames relacionados: GTT, glicemia, hemoglobina glicosilada.
  18. 18.  Referencias http://www.laboratoriocenterlab.com.br/exames/endocrinologia/i nsulina-196/

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