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Dessa forma, os   consumidores da   mídia são os que  regem o show em      seus próprios            termos. São indivíduos...
Todavia, é válido que se esclareça que a   “mídia do eu” não substitui a mídia de massa ou a mídia tida por “tradicional”,...
Karla Patriota: karlapatriota.ufpe@gmail.com   Rodrigo Duguay: duguay@uol.com.br
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  1. 1. Panorama das Mídias As mídias mostraram-se tradicionalmente instrumentos de poder Este paradigma manifestou-se num sistema hierárquico de cima para baixo, em forma de pirâmide, com uma única fonte no topo e tantascélulas estanques quanto fossem os
  2. 2. Panorama das MídiasEm contrapartida, no que diz respeito ao consumo e estilos de vida, as mídias assumiram um papel diferenciado e anteciparam o futuro. Em lugar do pensamento único, a concorrência entre os meios, a rivalidade de idéias e as diferentes técnicas de sedução do target proporcionaram a expressão de uma enorme diversidade de meios.O surgimento desse mosaico midiático ensinou aos seus consumidores o que eram as mídias, como fazer sua leitura e como compreendê-las.
  3. 3. Panorama das Mídias Essa multiplicidade midiática acompanhou o progresso da sociedade, estando a sua frente. Desse modo, todos tinham a impressão de que suas expectativas, e mesmo seus desejos manifestos ou não, encontravam respostas na mídia. Em paralelo a proliferação de canais aumentou a fragmentação do público demassa. Partimos da “transmissão em rede” para uma “transmissão segmentada” de mensagens para segmentos-chave do
  4. 4. Panorama das Mídias Hoje somos capazes de nos reconhecer nessa exuberânciamidiática, experimentando um número cada vez maior de mídias, num universo onde todos os pólos de interesse encontram-se tomados pelos veículos de mídia.É por meio do consumo midiático que aspessoas obtém um conhecimento e uma compreensão do mundo, assim como uma “expressão” de si.
  5. 5. Neste novo e multifacetado cenário daatualidade, vemos revelada uma das facetas mais significativas do que se convencionou chamar de Consumer Generated Media
  6. 6. Mídias e Tecnocultura A nova identidade social baseada no consumo e nos mass media (LEMOS, 2007) chega a seu ápice na década de 1960 para começar a ceder a um novo princípio: a imersão no culto da técnica e seus objetos. A tecnologia passa a ter uma vertente mágica, ressacralizante, alicerçada agora não na eliminação do individual, mas na sua reafirmação através de uma novadimensão – uma tecnocultura socializante.
  7. 7. Mídias e TecnoculturaNesse contexto, o uso das tecnologias passa a ser um instrumento de construção social e convivência comunitária. Nesta perspectiva, o surgimento da cibercultura, de universos virtuais, comunicação eletrônica e outros modelos e espaços de comunicação são frutos de uma sociedade que integrou estes avanços à sua esfera social.
  8. 8. Mídias e Tecnocultura O próprio ser social também passa a se apropriar dessas ferrramentas comoexpressão artística e identitária, desviando o uso da tecnologia do seu fim técnico para o agrupamento em torno de uma atividade em comum.O ciberespaço cria um universo que opera interligado por nuvens de informação digital, onde uma nova ordem gregária é firmada com base nos interesses dessasinformações e ferramentas, e não mais no
  9. 9. Essa nova dimensão faz com que amídia deixe de ser algo que vem a nós e passe a fazer parte de nós, nummundo no qual fracionamos nosso eu em blogs, videologs e comunidades virtuais. São esses cyborgs midiáticos os construtores de uma nova relação entre as mídias e a sociedade, com efeitos ainda imprevisíveis.
  10. 10. Ciberespaço e Mídias Sociais Os novos meios abrem duas frentes de atuação direta que criam um ambiente ideal para o surgimento de uma nova maneira de consumir e encarar as mídias.A primeira potencializa a capacidade dos meios já existentes, prolongando e multiplicando sua competência. A segunda frente, a geração de tecnologias híbridas cria novos aparelhos multifuncionais e uma relação convergente entre estes
  11. 11. Ciberespaço e Mídias SociaisNo entanto, a tecnologia passa a ser importante não como fim, mas como parte de uma simbiose aparentemente paradoxal entre tecnicidade e socialidade. (LEMOS, 2004) A comunicação da atualidade, de essência digital, se caracteriza, pela multiplicidade de relações envolvidas e de direcionamento das mensagens, fugindo do modelo estabelecido pela comunicação de massa que tendeu sempre a centralização e à unidirecionalidade.
  12. 12. as novas mídias se opõem às mídias tradicionais, pois “tudo pode ser transformado ou mesclado em tudo”. Éjustamente daí que surge todo o potencial hipermidiático, onde os aparelhos e a comunicação convergem em apenas um meio, oferecendo, assim, uma gama de possibilidades aos usuários
  13. 13. A Web laboratórioOlhando este cenário vemos a Internet como laboratório de uma novainstância midiática, onde o eu passa a ser base da indústria de produção de conteúdo. Isso acontece pois a web provê algo que nenhuma das outras mídias convergentes foi capaz de nos dar: apossibilidade de uma personalização
  14. 14. A Web laboratório Esta variável torna tal mídia capaz decriar infinitos segmentos dentro dos segmentos clássicos– uma ultrassegmentação. Como mídia, somos capazes de segmentar nosso público dentro de filtros antes inimagináveis, em temporeal e com a possibilidade de rastrear o acesso destes ultrassegmentos a fragmentos específicos do
  15. 15. A Web laboratório Esta variável torna tal mídia capaz decriar infinitos segmentos dentro dos segmentos clássicos– uma ultrassegmentação. Como mídia, somos capazes de segmentar nosso público dentro de filtros antes inimagináveis, em temporeal e com a possibilidade de rastrear o acesso destes ultrassegmentos a fragmentos específicos do
  16. 16. A Web laboratórioNesse universo laboratorial que a Internet de hoje se tornou um terreno mais que “fértil” para o florescimento da mídia do eu. O uso do mapeamento por etiquetas ainda faz com que a web - futuramente provida de sistemas baseados em IA - proponha para o usuário, consumidor da mídia, um universo de informações calcado nos seus interesses individuais, e não mais de segmentos particulares como fazemos hoje.
  17. 17. Imersos em um mar denotícias, dados, pesquisas, arquivos e almanaques eletrônicos simples de serem acessados, podemos, aqualquer hora, em qualquer lugar do planeta acessar e interagir com este conteúdo. Sob o signo da abundância e da diversidade, a sociedade jamais teve em mãos
  18. 18. Considerações Finais Antigamente, as mensagens não podiam ser diferenciadas, sendo destinadas à maior audiência possível; a palavra de ordem era homogeneizar gostos e opiniões. Essa estratégia atendeu com relativa precisão às necessidades de uma incipiente sociedade industrial, muito diferente da nossa.Hoje, precisamos identificar maneiras de afinar ainda mais as audiências para um consumo de fato individualizado do meio.Estamos diante da mídia do “eu”, ou da “eu-
  19. 19. Considerações Finais A customização e a personalização, já não são acessórias, mas obrigatórias, desde o carro que dirigimos, até a calça queusamos e os sapatos que estão em nossos pés. “Já não estamos vivendo uma revolução industrial; estamos vivendo uma revolução de outra espécie”. (JAFFE, 2008, p.26).
  20. 20. Dessa forma, os consumidores da mídia são os que regem o show em seus próprios termos. São indivíduos que estão sempreconectados, sempr e exigentes e sempre aptos a obter as
  21. 21. Todavia, é válido que se esclareça que a “mídia do eu” não substitui a mídia de massa ou a mídia tida por “tradicional”, ela apenas se coloca a seulado, complementando-a por meio de um outro papel
  22. 22. Karla Patriota: karlapatriota.ufpe@gmail.com Rodrigo Duguay: duguay@uol.com.br

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