Célula - tronco
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Significado do seu nome
O adjetivo estaminal refere-se aos estames e provém
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Extração das células-tronco
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Legislação sobre a sua utilização
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Reações religiosas
A doutrina da Igreja Católica condena o uso das células-tronco
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Células-tronco: Terapia Celular
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O conhecimento de que uma única célula é capaz de dar origem a mais de 200
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Células tronco embrionárias

  1. 1. Célula - tronco As células-tronco, células-mães ou células estaminais são células que possuem a melhor capacidade de se dividir dando origem a duas células semelhantes às progenitoras. As células-tronco de embriões têm ainda a capacidade de se transformar, num processo também conhecido por diferenciação celular, em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Devido a essa característica, as células-tronco são importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, Diabetes mellitus tipo, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal neuropatias.
  2. 2. O principal objetivo das pesquisas com células-tronco é usá-las para recuperar tecidos danificados por essas doenças e traumas. No Zoológico de Brasília(Brasil), uma fêmea de lobo-guará, vítima de atropelamento, recebeu tratamento com células-tronco. Este foi o primeiro registro do uso de células-tronco para curar lesões num animal selvagem. São encontradas em células embrionárias e em vários locais do corpo, como no cordão umbilical, na medula óssea, no sangue, no fígado, na placenta e no líquido amniótico, conforme descoberta de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, no estado norte-americano da Carolina do Norte, noticiada pela imprensa mundial nos primeiros dias de 2007.
  3. 3. Significado do seu nome O adjetivo estaminal refere-se aos estames e provém da palavra latina 'staminale', adjetivo relacionado com o substantivo latino ‘stamine’, do qual deriva a palavra portuguesa estame, que significa: fio de tecer e, em botânica, folha floral fértil que produz o pólen. O vocábulo provém do inglês "stem", que provém da palavra germânica "stamln", que significa caule ou tronco. Este conceito relaciona-se com o processo de diferenciação e especialização celulares, que "entronca" em células pluripotentes e se ramifica em células progressivamente unipotentes. Esta tradução literal do termo inglês não é adotada em Portugal.
  4. 4. Extração das células-tronco Há três possibilidades de extração das células-tronco. Podem ser adultas, mesenquimais ou embrionárias: Embrionárias – São encontradas no embrião humano e são classificadas como totipotentes ou pluripotentes, devido ao seu poder de diferenciação celular de outros tecidos. A utilização de células estaminais embrionárias para fins de investigação e tratamentos médicos varia de país para país, em que alguns a sua investigação e utilização é permitida, enquanto em outros países é ilegal. O STF autorizou as pesquisas no Brasil. Adultas – São encontradas em diversos tecidos, como a medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, e outros. Estudos recentes mostram que estas células-tronco têm uma limitação na sua capacidade de diferenciação, o que dá uma limitação de obtenção de tecidos a partir delas.
  5. 5. Mesenquimais – Células-tronco mesenquimais, uma população de células do estroma do tecido (parte que dá sustentação às células), têm a capacidade de se diferenciar em diversos tecidos. Por conta desta plasticidade, essas células têm sido utilizadas para reparar ou regenerar tecidos danificados como ósseo, cartilaginoso, hepático, cardíaco e neural. Além disso, essas células apresentam uma poderosa atividade imunossupressora, o que abre a possibilidade de sua aplicação clínica em doenças imunomediadas, como as autoimunes e também nas rejeições aos transplantes. Em adultos, residem principalmente na medula óssea e no tecido adiposo.
  6. 6. Legislação sobre a sua utilização Segue-se uma lista das leis em vigor sobre a clonagem de células-tronco em alguns países: África do Sul - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. É o único país africano com legislação a respeito. Alemanha - permite a pesquisa com linhagens de células-tronco existentes e sua importação, mas proíbe a destruição de embriões. Brasil - permite a utilização de células-tronco produzidas a partir de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia, desde que sejam embriões inviáveis ou estejam congelados por mais de três anos. Em todos os casos, é necessário o consentimento dos pais. A comercialização do material biológico é crime. Em 29 de maio de 2008 o Supremo Tribunal Federal confirmou que a lei em questão é constitucional, ratificando assim o posicionamento normativo dessa nação.
  7. 7. China - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Coreia do Sul - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Estados Unidos - proíbe a aplicação de verbas do governo federal a qualquer pesquisa envolvendo embriões humanos (a exceção é feita para 19 linhagens de células-tronco derivadas antes da aprovação da lei norte-americana). Entretanto, estados como a Califórnia permitem e patrocinam esse tipo de pesquisa (inclusive a clonagem terapêutica). França - não tem legislação específica, mas permite a pesquisa com linhagens existentes de células-tronco embrionárias e com embriões de descarte. Índia - proíbe a clonagem terapêutica, mas permite as outras pesquisas. Israel - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Itália - proíbe totalmente qualquer tipo de pesquisa com células- tronco embrionárias humanas e sua importação.
  8. 8. Japão - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Reino Unido - tem uma das legislações mais liberais do mundo e permite a clonagem terapêutica. Rússia - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Singapura - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Turquia - permite pesquisas e uso de embriões de descarte, todavia, proíbe a clonagem terapêutica das células tronco.
  9. 9. Reações religiosas A doutrina da Igreja Católica condena o uso das células-tronco embrionárias porque essas técnicas muitas vezes envolvem a destruição de embriões humanos, considerado uma forma de assassinato gravemente pecaminoso pela Igreja Católica. Investigações científicas com células-tronco embrionárias são chamadas de "um meio imoral para um bom fim" e "moralmente inaceitável." A Igreja apoia o uso de células-tronco adultas, que são células obtidas com o consentimento de alguém e sem pôr em causa a vida do doador, afirmando que é um campo promissor de pesquisa e moralmente aceitável.
  10. 10. Células-tronco: Terapia Celular
  11. 11. ...células primitivas da medula óssea regeneram o miocárdio in vivo, substituindo o tecido morto. Orlic D, et al. Nature 410:710 - 705, 2001. A conclusão acima refere-se a um experimento em camundongos, mas seus resultados estão começando a ser transferidos para o homem, realizando um sonho da medicina que parecia distante há poucos anos: dispor de uma fonte abundante de células para reparar tecidos e órgãos lesados. O princípio da terapia celular é simples: restaurar a função de um órgão ou tecido, transplantando novas células para substituir as células perdidas pela doença, ou substituir células que não funcionam adequadamente devido a um defeito genético.
  12. 12. Esse princípio não é novo em medicina. Por exemplo, a sua forma mais simples, a transfusão de células do sangue (hemácias, granulócitos, plaquetas), é uma das abordagens terapêuticas mais amplamente utilizadas no mundo, assim como numerosas formas de transplantes de órgãos e tecidos, como os transplantes de medula óssea, de rim, de fígado, de coração ou de pulmão. No entanto, esses transplantes de órgão inteiro são limitados porque somente se aplicam a algumas situações clínicas. Há uma escassez de doadores e os custos podem ser muito elevados, superiores a US$ 100 mil no caso de transplante de fígado e, além disso, são procedimentos invasivos, associados com mortalidade elevada. Uma alternativa seria utilizar células indiferenciadas (células-tronco), injetadas na circulação ou no local da lesão, na expectativa de que elas se diferenciem em células especializadas daquele tecido ou órgão, substituindo as células defeituosas ou destruídas. Para isso, é necessário dispor de um suprimento de células-tronco e conhecer os procedimentos para dirigir sua diferenciação no sentido desejado para aquele paciente.
  13. 13. O conhecimento de que uma única célula é capaz de dar origem a mais de 200 tipos diversos de células diferenciadas de tecidos adultos não é novo, pois constitui a premissa básica da embriologia: o óvulo fecundado divide-se, dando origem a um pequeno número de células idênticas no início do desenvolvimento embrionário. Com o crescimento do embrião, elas vão se diferenciando, cada uma capaz de dar origem a um número limitado de tecidos. No entanto, a identificação de células com esse potencial em tecidos dos adultos e a sua aplicação terapêutica são muito mais recentes.

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