Teoria funcionalista

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Teoria funcionalista

  1. 1. Teoria FuncionalistaUniversidade Estadual de Goiás (UEG)Comunicação Social – AudiovisualProf. Rodrigo Cássio2013
  2. 2. Teoria FuncionalistaEntre o final dos anos 1940 e os anos 1970, a teoriafuncionalista significou uma passagem dasabordagens interessadas nos efeitos da mídia parauma abordagem interessada nas funções.Efeitos Funções
  3. 3. Teoria FuncionalistaNesse sentido, o funcionalismo traz uma consolidação daperspectiva sociológica nos estudos de comunicação, superando oprincípio hipodérmico de que o processo é a perseguição de umobjetivo, de um efeito intencional, no indivíduo/receptor.ManipulaçãoPersuasãoInfluênciaFunções
  4. 4. Teoria FuncionalistaO foco da pesquisa é deslocado das situaçõesespecíficas de comunicação para a experiênciacotidiana e habitual com os meios de comunicação.Essa transformação, de acordo com o que vimos atéaqui, vai retirando do centro das discussões o processocaracterístico das campanhas publicitárias, ou seja, asdiferentes formas de orientação do comportamentodo receptor. Em vez disso, a teoria funcionalista seprende à “presença normal da mídia na sociedade”(Wolf, p. 50). Os efeitos são entendidos a partir dapercepção dessa presença, com o olhar voltado aosistema social.
  5. 5. Teoria FuncionalistaDe acordo com esses tópicos, podemos afirmar que amaior novidade provocada pelo funcionalismo foi acondução do campo de interesse da pesquisa para adinâmica do sistema social e para as funções damídia nesse sistema.Desse modo, os meios de comunicação social podem sercompreendidos como um subsistema social.Como a sociedade pode funcionar? Como elapode se manter harmônica apesar das tensões econflitos que lhe são inerentes?
  6. 6. Teoria FuncionalistaNão está mais em causa a ação humana comocomportamento, mas como ação social ligada àsinteriorizações dos modelos de valor que a sociedadeinstitui para si mesma.“Não é mais a sociedade a constituir um meio para atentativa de atingir alguns objetivos dos indivíduos, massão estes últimos a se tornar, enquanto prestadores deuma função, o meio para que se atinjam os fins dasociedade, e, antes de tudo, da sua sobrevivência auto-regulada” (Carla de Leonardis).
  7. 7. Teoria FuncionalistaComunicação de massa, gosto popular e açãosocial organizada, de Paul Lazarsfeld e RobertMerton- Texto de 1948.- Os autores escrevem numa perspectivafuncionalista, debatendo ideias originadas naabordagem hipodérmica e nos seus desdobramentos.- Grande relativização do poder dos meios decomunicação social, que agora são vistos como uma“mera presença” na sociedade.- Lazarsfeld e Merton operam uma desconstrução da tesede que o receptor é refém dos estímulosmidiáticos, analisando as condições em que a influênciada mídia pode ser efetiva.
  8. 8. Teoria FuncionalistaComunicação de massa, gosto popular e açãosocial organizada, de Paul Lazarsfeld e RobertMertonTrês exemplos de funções sociais dosMeios de Comunicação de MassaAtribuição destatus, destacando oindivíduo da massae indicandorelevância aparticulares.Reiterar e reforçaras normassociais, mostrandoas tensões entre oque é tolerávelprivadamente e oque é admissívelpublicamente.DISFUNÇÃO:Substituir aparticipação políticaativa pelo acúmulode conhecimentopassivo (disfunçãonarcotizante).
  9. 9. Teoria FuncionalistaComunicação de massa, gosto popular e açãosocial organizada, de Paul Lazarsfeld e RobertMertonSe os meios de comunicação não influenciam tãopoderosamente a sociedade, quais as condições parauma comunicação eficaz?1 – A eficácia e aaceitação de umapropaganda é tãomaior quanto menoshouvercontrapropaganda. Omonopólio geraeficácia.2 – Uma campanha éeficaz quando canalizaatitudes já arraigadas.Tentativas de plantarpadrões decomportamento e valoressão fracassadas.3 – Uma campanha étão mais eficaz quantomelhor forsuplementada poroutros elementospersuasivos, incluindoo contato pessoal.

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