A INCLUSÃO DO CÉU DE AMAZÔNIDAS <ul><li>O CURRÍCULO </li></ul><ul><li>SOB NOVA PERSPECTIVA </li></ul>
  (TUPI) Conhecer / saber / ter notícias CUABAMORANDU
<ul><li>(GUARANI) </li></ul><ul><li>Aprender e ensinar </li></ul>NHAMBOÉ
1997 Um Convite... À elaboração do projeto pedagógico do PLANETÁRIO DO PARÁ,  o PRIMEIRO DA REGIÃO NORTE! <ul><li>Não é um...
PREOCUPAÇÕES INICIAIS
<ul><li>Por quê, de onde e de quem partia a proposta? </li></ul><ul><li>Qual o interesse educacional? </li></ul><ul><li>A ...
Porém... <ul><li>Divulgar apenas a astronomia como os demais Planetários do Brasil? </li></ul><ul><li>Ser um cenário de so...
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. <ul><li>Paulo ...
E o Planetário do Pará? <ul><li>Ensino ou pesquisa? </li></ul><ul><li>Difusão ou produção científica? </li></ul><ul><li>En...
Como estaria articulado ao Projeto Pedagógico das Escolas? <ul><li>Como valorizar os saberes regionais? </li></ul><ul><li>...
BRASIL <ul><li>Mais “um planetário”? </li></ul><ul><li>Ou, “o planetário” – com identidade própria da Região Norte? </li><...
Objetivo <ul><li>Transversalizar o conhecimento pela linha matricial da cultura e meio ambiente articulando-se às Ciências...
DE ESTUDOS SISTÊMICOS... indivíduo (biologia) pessoa (psicologia) sujeito (ciência) cidadão (sociologia) humanidade (ética...
À ANÁLISE ECOSSISTÊMICA... a opção foi trabalhar com o saber transdisciplinar... que nos possibilitaria realizar viagens i...
Planetário do Pará   <ul><li>Pensou-se com um quê de antropologia e pensamento complexo. </li></ul><ul><li>“ Nas ciências ...
“ O importante não é apenas a idéia de inter e de transdisciplinaridade. Devemos ‘ecologizar’ as disciplinas, isto é, leva...
Haveria uma relação com os saberes acumulados e produzidos historicamente pela humanidade?  <ul><li>Quais as referências? ...
Que escola freqüentam? Como se educam? Como ensinam? Como aprendem? Ampliam conhecimentos? Como se relacionam com o difere...
ETNOASTRONOMIA   <ul><li>“ Etnomatemática” </li></ul><ul><li>- Ubiratan D’Ambrósio </li></ul><ul><li>“ Etnopedagogia” </li...
Que concepções tem o povo do lado de cá da cidade?  <ul><li>Hoje a escola é um espaço de “cruzamento de culturas”.  Perez ...
Leitura   Imagem  Movimento   Gesto  Cor Textura  Ritmo Livro  Escrita Sentimento  Alteridade Conhecimento  Ensino   Currí...
Astronomia é uma ciência milenar, é o mistério profundo, a magia de ter estrelas guias permanentes e em expansão.  <ul><li...
Novos imaginários, novos problemas, novos desafios. Exigem cooperação.  <ul><li>Que conhecimentos temos de nossa galáxia, ...
Planetário do Pará <ul><li>Dimensão ética, </li></ul><ul><li>ecológica, </li></ul><ul><li>econômica, </li></ul><ul><li>edu...
Livro didático <ul><li>Alguns sem identidade? </li></ul><ul><li>Sem território? </li></ul><ul><li>Sem significado? </li></...
A impessoalidade dos conteúdos: <ul><li>Pontos Cardeais </li></ul><ul><li>Estações do ano </li></ul><ul><li>Clima </li></u...
De circulação local, nas escolas públicas e também particulares...  <ul><li>Se concebidos abaixo do Trópico de Capricórnio...
Outro cenário... <ul><li>Temos estrelas como ninguém. </li></ul><ul><li>E uma paisagem celeste só nossa. O nosso céu regio...
Qual o lugar do índio na sociedade atual? <ul><li>Mitos como “o índio é preguiçoso, só vive na rede!”  </li></ul><ul><li>S...
Saberes dos Índios Tembé: o olhar para o céu <ul><li>&quot;Nós os índios, sempre cantamos e dançamos nas nossas cantorias,...
PELO CANTO E ALEGRIA
AMOR DE ÍNDIO
Tudo que move é sagrado e remove as montanhas com todo o cuidado, meu amor. (...) Todo dia é de viver para ser o que for e...
TEMBÉ - Família lingüística tupi-guarani. - Ramo ocidental dos Tenetehara (gente). - Tembé (nariz chato) pelos não índios ...
CAPITOA VERÔNICA <ul><li>“ Ajudem-me a cuidar </li></ul><ul><li>e guardar nossa história ” </li></ul>
Relação com o céu... <ul><li>Os fenômenos sazonais </li></ul><ul><li>indicam a migração dos animais </li></ul><ul><li>as c...
DUAS ESTAÇÕES DO ANO <ul><li>Kwarahy  – estação da seca (21 de junho a 21 de dezembro – o meio da estação é 22 de setembro...
SOL – KWARAHY <ul><li>Não tem pontos cardeais: </li></ul><ul><li>Norte, Sul, Leste ou Oeste. </li></ul><ul><li>A direção m...
KWARAHY <ul><li>Na trilha, enterram seus mortos, constroem a casa do cacique e descobrem a época do ano. </li></ul>
LUA – ZAHY <ul><li>O mês relaciona-se às fases da Lua. </li></ul><ul><li>O mês de fevereiro, com 28 dias, é o nosso mês ín...
NASCIMENTO DE ZAHY – o misterioso amante – <ul><li>Transformado em LUA, foi condenado </li></ul><ul><li>a viver eternament...
CRUZEIRO DO SUL –  Wirar Kamy   <ul><li>O maior relógio do mundo </li></ul><ul><li>Marca a passagem do tempo </li></ul>
EMA -  Wiranu <ul><li>A maior ave da amazônia </li></ul>
CONSTELAÇÃO AZIM
SIRIEMA – Azim <ul><li>Situa-se ao lado da EMA </li></ul><ul><li>Marca o início da Seca </li></ul><ul><li>Constituída por ...
CONSTELAÇÃO TAPI’I HAZYWER
QUEIXO DA ANTA – Tapi’i Hazywer <ul><li>Anuncia a época das chuvas. Forma um “V” e fica na região das plêiades. </li></ul>...
CONSTELAÇÃO TAPI’I
ANTA – Tapi’i <ul><li>Somente os que moram próximos à Linha do Equador têm o privilégio de vê-la. </li></ul><ul><li>Fica l...
Quem é a ANTA? <ul><li>Sul americana, vive nas matas, nas proximidades de rios e lagoas, alimenta-se de frutas e folhas. I...
A ANTA “sagrada” aos Guarani ou Tupi <ul><li>Entre tantos discernimentos na luta pela sobrevivência... </li></ul><ul><li>F...
VIA LÁCTEA - TAPI’IR RAPE   <ul><li>“ Caminho dos Espíritos” </li></ul><ul><li>&quot;Caminho de Leite“, para os gregos ant...
CONSTELAÇÃO MAINAMY
BEIJA-FLOR - Mainamy <ul><li>Região onde está localizada a constelação do Corvo. </li></ul><ul><li>Quando aparece a aldeia...
CONSTELAÇÃO - ZAUXIHU RAGAPAW -
 
JABUTI – Zauxihu Ragapaw <ul><li>Fica ao lado norte do céu. </li></ul><ul><li>Na chamada Coroa Boreal. </li></ul><ul><li>Q...
CONSTELAÇÃO - YAR RAGAPAW -
CANOA – Yar Ragapaw <ul><li>Formada pela Ursa Maior </li></ul><ul><li>E Leão Menor </li></ul><ul><li>É o tempo das chuvas ...
NA ESCOLA... <ul><li>Que conteúdos devem ser relacionados? </li></ul><ul><li>Como se garante a apropriação crítica desses ...
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Cuabamorandu

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O olhar do homem ou da mulher amazônidas para o céu traduz a relação integradora com a vida, a natureza, o sagrado, a subsistência, a transcendência, a finitude e o infinito.

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Cuabamorandu

  1. 1. A INCLUSÃO DO CÉU DE AMAZÔNIDAS <ul><li>O CURRÍCULO </li></ul><ul><li>SOB NOVA PERSPECTIVA </li></ul>
  2. 2. (TUPI) Conhecer / saber / ter notícias CUABAMORANDU
  3. 3. <ul><li>(GUARANI) </li></ul><ul><li>Aprender e ensinar </li></ul>NHAMBOÉ
  4. 4. 1997 Um Convite... À elaboração do projeto pedagógico do PLANETÁRIO DO PARÁ, o PRIMEIRO DA REGIÃO NORTE! <ul><li>Não é um observatório! </li></ul><ul><li>Seu recurso é didático! </li></ul><ul><li>É especial para a difusão do conhecimento </li></ul>
  5. 5. PREOCUPAÇÕES INICIAIS
  6. 6. <ul><li>Por quê, de onde e de quem partia a proposta? </li></ul><ul><li>Qual o interesse educacional? </li></ul><ul><li>A contribuição social? </li></ul><ul><li>Construir mais escolas ou oportunizar uma proposta inovadora na área de planetários? </li></ul><ul><li>Qual seria a relação custo-benefício? </li></ul>
  7. 7. Porém... <ul><li>Divulgar apenas a astronomia como os demais Planetários do Brasil? </li></ul><ul><li>Ser um cenário de somente transmissão de conhecimentos ou para espetáculos? </li></ul><ul><li>Qual o significado da Astronomia para o povo paraense? </li></ul><ul><li>Qual a relação do céu com o cotidiano regional? </li></ul><ul><li>Que ecossistema é esse? </li></ul>
  8. 8. Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. <ul><li>Paulo Freire </li></ul>
  9. 9. E o Planetário do Pará? <ul><li>Ensino ou pesquisa? </li></ul><ul><li>Difusão ou produção científica? </li></ul><ul><li>Ensino de Física? Ensino das Ciências? </li></ul><ul><li>Visão multidisciplinar? pluridisciplinar? interdisciplinar? </li></ul>
  10. 10. Como estaria articulado ao Projeto Pedagógico das Escolas? <ul><li>Como valorizar os saberes regionais? </li></ul><ul><li>Articular espaço, ciência, educação e a complexidade local, regional e global? </li></ul><ul><li>Que releituras da realidade possibilitaria? </li></ul><ul><li>Quais comunicações, polifonias e insights adviriam? </li></ul><ul><li>Trocas de conhecimentos, conversas entre diferentes áreas etc., como provocaria? </li></ul>
  11. 11. BRASIL <ul><li>Mais “um planetário”? </li></ul><ul><li>Ou, “o planetário” – com identidade própria da Região Norte? </li></ul><ul><li>A singularidade amazônida desconstruindo “modelos mentais”? </li></ul><ul><li>Ou somente constituir-se-ia no palco de difusão – instrucionista? </li></ul><ul><li>Talvez para simular passeios virtuais, divertidos, de suspense, de mistérios, de ciência... </li></ul>
  12. 12. Objetivo <ul><li>Transversalizar o conhecimento pela linha matricial da cultura e meio ambiente articulando-se às Ciências Humanas, da Saúde e da Comunicação - a Psicologia, a Sociologia, as Artes, a Terapia Ocupacional, a Lingüística, a História, a Pedagogia, a do Corpo em Movimento etc. e para além de áreas afins (a Física, a Matemática, a Química, a Geologia ou a Biologia). </li></ul>
  13. 13. DE ESTUDOS SISTÊMICOS... indivíduo (biologia) pessoa (psicologia) sujeito (ciência) cidadão (sociologia) humanidade (ética) comunicação (mediação) - grupos, família, escola, organizações, sociedade, conhecimento...
  14. 14. À ANÁLISE ECOSSISTÊMICA... a opção foi trabalhar com o saber transdisciplinar... que nos possibilitaria realizar viagens interiores, exteriores, de relacionamentos, intersubjetivas... sugerindo e levantando preocupações com a nossa continuidade, a nossa morada planetária, ciências, consciências, transcendências, singulares ou plurais.
  15. 15. Planetário do Pará <ul><li>Pensou-se com um quê de antropologia e pensamento complexo. </li></ul><ul><li>“ Nas ciências da educação, a transdisciplinaridade é entendida como a coordenação de todas as disciplinas e interdisciplinas do sistema de ensino inovado sobre a base de uma axiomática geral, ética, política e antropológica”. </li></ul><ul><li>Gadotti, 2000 </li></ul>
  16. 16. “ O importante não é apenas a idéia de inter e de transdisciplinaridade. Devemos ‘ecologizar’ as disciplinas, isto é, levar em conta tudo que lhe é contextual, inclusive as condições culturais e sociais, ou seja, ver em que meio nascem, levantam problemas, ficam esclerosadas e transformam-se. É necessário também o &quot;meta-disciplinar&quot;; o termo &quot;meta significando ultrapassar e conservar. Não se pode demolir o que as disciplinas criaram; não se pode romper todo o fechamento: há o problema da disciplina, o problema da ciência, bem como o problema da vida; é preciso que uma disciplina seja, ao mesmo tempo aberta e fechada. <ul><li>Morin, 2000. </li></ul>
  17. 17. Haveria uma relação com os saberes acumulados e produzidos historicamente pela humanidade? <ul><li>Quais as referências? Com quem aprender? </li></ul><ul><li>Com Astrônomos? Físicos? Literaturas diversas? </li></ul><ul><li>Pelos e “com” os amazônidas “letrados”, escolas e identidades constituídas nos movimentos sazonais, ressignificadas pelo meio, nas interações e interferências. </li></ul><ul><li>Quem são seus representantes? Povos Ribeirinhos? Mateiros? Etnias indígenas? Remanescentes de quilombos? </li></ul>
  18. 18. Que escola freqüentam? Como se educam? Como ensinam? Como aprendem? Ampliam conhecimentos? Como se relacionam com o diferente? Quais as relações de poder? <ul><li>Por onde começar? </li></ul><ul><li>Pela sabedoria indígena... </li></ul><ul><li>Por raízes culturais, relacionais e históricas. </li></ul><ul><li>É Pará. É Região Norte. É Brasil. </li></ul>
  19. 19. ETNOASTRONOMIA <ul><li>“ Etnomatemática” </li></ul><ul><li>- Ubiratan D’Ambrósio </li></ul><ul><li>“ Etnopedagogia” </li></ul><ul><li>- Paulo Freire </li></ul><ul><li>“ Etnoalfabetização” </li></ul><ul><li>- Fritjof Capra </li></ul><ul><li>“ Pensamento Complexo” </li></ul><ul><li>- Edgar Morin </li></ul>
  20. 20. Que concepções tem o povo do lado de cá da cidade? <ul><li>Hoje a escola é um espaço de “cruzamento de culturas”. Perez Gomez </li></ul><ul><li>“ Aprendemos em comunhão”. Paulo Freire </li></ul><ul><li>Planetário um lugar co-produzido. </li></ul><ul><li>Não mais a um “público assistente – contemplador passivo”. </li></ul><ul><li>Solicita olhares autônomos, sábios, aprendentes, humildes, solidários, pró-ativos... </li></ul>
  21. 21. Leitura Imagem Movimento Gesto Cor Textura Ritmo Livro Escrita Sentimento Alteridade Conhecimento Ensino Currículo Avaliação Representação Significado Traduzindo-se...
  22. 22. Astronomia é uma ciência milenar, é o mistério profundo, a magia de ter estrelas guias permanentes e em expansão. <ul><li>Passear por sobre e além das nuvens, entre sóis, luas, asteróides, nebulosas, cometas, dimensões, escuridão, clareados, silêncios, sussurros. </li></ul><ul><li>Perceber mudanças, sazonalidades. </li></ul><ul><li>Estabelecer relações com a nossa cotidianidade, crenças e valores. </li></ul><ul><li>Sentir-se mais próximo de tudo e de todos. </li></ul><ul><li>Somos um só enquanto seres planetários. </li></ul>
  23. 23. Novos imaginários, novos problemas, novos desafios. Exigem cooperação. <ul><li>Que conhecimentos temos de nossa galáxia, do universo, do cosmo? </li></ul><ul><li>Como está o Planeta Terra? </li></ul><ul><li>Como estará daqui a 50 anos? </li></ul><ul><li>Quais expectativas e perspectivas temos? </li></ul>
  24. 24. Planetário do Pará <ul><li>Dimensão ética, </li></ul><ul><li>ecológica, </li></ul><ul><li>econômica, </li></ul><ul><li>educacional, </li></ul><ul><li>psico-socio-cultural, </li></ul><ul><li>transcendental. </li></ul>
  25. 25. Livro didático <ul><li>Alguns sem identidade? </li></ul><ul><li>Sem território? </li></ul><ul><li>Sem significado? </li></ul><ul><li>Propõe-se a mediação reflexiva. </li></ul><ul><li>Se a escola é uma instituição cultural, as relações entre escola e cultura não podem ser concebidas como dois pólos independentes, mas como universos entrelaçados, cuja práxis deve ser especialmente desafiadora. </li></ul>
  26. 26. A impessoalidade dos conteúdos: <ul><li>Pontos Cardeais </li></ul><ul><li>Estações do ano </li></ul><ul><li>Clima </li></ul><ul><li>Fotossíntese </li></ul><ul><li>Ecossistema </li></ul><ul><li>Etc. </li></ul>
  27. 27. De circulação local, nas escolas públicas e também particulares... <ul><li>Se concebidos abaixo do Trópico de Capricórnio... </li></ul><ul><li>Qual é a sua complexidade? </li></ul><ul><li>E a de quem vive próximo à linha do Equador? </li></ul><ul><li>Que leitura fazemos do meio a partir desses referenciais? </li></ul><ul><li>Ou ignora-se a singularidade do conhecimento? </li></ul>
  28. 28. Outro cenário... <ul><li>Temos estrelas como ninguém. </li></ul><ul><li>E uma paisagem celeste só nossa. O nosso céu regional. </li></ul><ul><li>Quais são as nossas constelações? </li></ul><ul><li>Qual a leitura do céu indígena? </li></ul><ul><li>Que releituras reconstroem? </li></ul>
  29. 29. Qual o lugar do índio na sociedade atual? <ul><li>Mitos como “o índio é preguiçoso, só vive na rede!” </li></ul><ul><li>Selvagem, traiçoeiro, pronto a matar, promíscuo, sem sabedoria, indolente, desleixado... </li></ul><ul><li>O índio é humano como nós, apenas diferente culturalmente! </li></ul>
  30. 30. Saberes dos Índios Tembé: o olhar para o céu <ul><li>&quot;Nós os índios, sempre cantamos e dançamos nas nossas cantorias, como forma de manter a unidade do nosso povo e a alegria da comunidade. Se a gente cantar e dançar, nós nunca vamos acabar&quot;. </li></ul><ul><li>Verônica Tembé, </li></ul><ul><li>matriarca da Aldeia Tekohaw. </li></ul>
  31. 31. PELO CANTO E ALEGRIA
  32. 32. AMOR DE ÍNDIO
  33. 33. Tudo que move é sagrado e remove as montanhas com todo o cuidado, meu amor. (...) Todo dia é de viver para ser o que for e ser tudo. Sim, todo amor é sagrado e o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor. A massa que faz o pão vale a luz do teu suor. Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado, de viver. No inverno te proteger, no verão sair pra pescar, no outono te conhecer, primavera poder gostar, no estio me derreter, pra na chuva dançar e andar junto. O destino que se cumpriu de sentir seu calor e ser tudo.
  34. 34. TEMBÉ - Família lingüística tupi-guarani. - Ramo ocidental dos Tenetehara (gente). - Tembé (nariz chato) pelos não índios da região. - Tembé-Tenetehara vivem às margens do Rio Gurupi. - Aldeia denominada Tekohaw.
  35. 35. CAPITOA VERÔNICA <ul><li>“ Ajudem-me a cuidar </li></ul><ul><li>e guardar nossa história ” </li></ul>
  36. 36. Relação com o céu... <ul><li>Os fenômenos sazonais </li></ul><ul><li>indicam a migração dos animais </li></ul><ul><li>as chuvas para a agricultura... </li></ul><ul><li>as estrelas como guia </li></ul><ul><li>enquanto pescam, caçam, </li></ul><ul><li>para a época do plantio, da colheita, </li></ul><ul><li>os rituais indígenas... </li></ul>
  37. 37. DUAS ESTAÇÕES DO ANO <ul><li>Kwarahy – estação da seca (21 de junho a 21 de dezembro – o meio da estação é 22 de setembro). </li></ul><ul><li>Aman – estação das chuvas (22 de dezembro a 20 de junho – o meio da estação é 21 de março). </li></ul><ul><li>Tudo deve ser plantado na estação da chuva (há menos frutas e peixes). </li></ul><ul><li>E colhido na estação da seca (tempo de colheita, da fartura na pesca e da alegria). </li></ul>
  38. 38. SOL – KWARAHY <ul><li>Não tem pontos cardeais: </li></ul><ul><li>Norte, Sul, Leste ou Oeste. </li></ul><ul><li>A direção mais importante para eles é o caminho percorrido pelo “Deus” Sol. </li></ul>
  39. 39. KWARAHY <ul><li>Na trilha, enterram seus mortos, constroem a casa do cacique e descobrem a época do ano. </li></ul>
  40. 40. LUA – ZAHY <ul><li>O mês relaciona-se às fases da Lua. </li></ul><ul><li>O mês de fevereiro, com 28 dias, é o nosso mês índio. </li></ul><ul><li>Inicia-se logo depois do dia da Lua Nova. Quando aparece o primeiro filete de Lua depois do Pôr-do-Sol. </li></ul><ul><li>Quando a Lua está minguando – da Cheia para a Nova – é o melhor período para pesca, a caça e o plantio. </li></ul><ul><li>Na Lua Crescente e o dia da Lua Cheia é quando os animais estão mais agitados. </li></ul>
  41. 41. NASCIMENTO DE ZAHY – o misterioso amante – <ul><li>Transformado em LUA, foi condenado </li></ul><ul><li>a viver eternamente no céu. </li></ul>
  42. 42. CRUZEIRO DO SUL – Wirar Kamy <ul><li>O maior relógio do mundo </li></ul><ul><li>Marca a passagem do tempo </li></ul>
  43. 43. EMA - Wiranu <ul><li>A maior ave da amazônia </li></ul>
  44. 44. CONSTELAÇÃO AZIM
  45. 45. SIRIEMA – Azim <ul><li>Situa-se ao lado da EMA </li></ul><ul><li>Marca o início da Seca </li></ul><ul><li>Constituída por manchas claras e escuras da Via-Láctea </li></ul>
  46. 46. CONSTELAÇÃO TAPI’I HAZYWER
  47. 47. QUEIXO DA ANTA – Tapi’i Hazywer <ul><li>Anuncia a época das chuvas. Forma um “V” e fica na região das plêiades. </li></ul><ul><li>Corresponde à Constelação de Touro. </li></ul>
  48. 48. CONSTELAÇÃO TAPI’I
  49. 49. ANTA – Tapi’i <ul><li>Somente os que moram próximos à Linha do Equador têm o privilégio de vê-la. </li></ul><ul><li>Fica logo abaixo do Quadrado de Pégasus. </li></ul>
  50. 50. Quem é a ANTA? <ul><li>Sul americana, vive nas matas, nas proximidades de rios e lagoas, alimenta-se de frutas e folhas. Indicava pessoa sagaz, esperta... </li></ul><ul><li>Depois passou a sinônimo de tolo - a quem habitava a aldeia, o aldeão, na vila, o vilão. </li></ul><ul><li>Indicava o covarde, a quem o herói sempre vence. </li></ul><ul><li>Com a urbanização do Brasil, caipiras e matutos que conviviam com a Anta no meio rural, passaram a ser concebidos como incapazes intelectualmente. </li></ul>
  51. 51. A ANTA “sagrada” aos Guarani ou Tupi <ul><li>Entre tantos discernimentos na luta pela sobrevivência... </li></ul><ul><li>Foi precursora da engenharia brasileira. </li></ul><ul><li>Várias de nossas estradas seguiram o traçado de seus caminhos. </li></ul>
  52. 52. VIA LÁCTEA - TAPI’IR RAPE <ul><li>“ Caminho dos Espíritos” </li></ul><ul><li>&quot;Caminho de Leite“, para os gregos antigos. </li></ul><ul><li>Hércules – seio da deusa Hera... </li></ul><ul><li>Vaca - animal sagrado na Índia... </li></ul><ul><li>Mãe Terra, a maternidade, a fertilidade do solo, a esperança, a alegria e a criação da vida. </li></ul>
  53. 53. CONSTELAÇÃO MAINAMY
  54. 54. BEIJA-FLOR - Mainamy <ul><li>Região onde está localizada a constelação do Corvo. </li></ul><ul><li>Quando aparece a aldeia Tembé-Tenetehara está em festa. </li></ul><ul><li>Mês de Setembro (meio da estação da seca). </li></ul><ul><li>Festa das moças, flores e água </li></ul>
  55. 55. CONSTELAÇÃO - ZAUXIHU RAGAPAW -
  56. 57. JABUTI – Zauxihu Ragapaw <ul><li>Fica ao lado norte do céu. </li></ul><ul><li>Na chamada Coroa Boreal. </li></ul><ul><li>Quando o jabuti cruza o céu, devagarzinho... </li></ul><ul><li>... os Tembé sabem que estão no período das chuvas. </li></ul>
  57. 58. CONSTELAÇÃO - YAR RAGAPAW -
  58. 59. CANOA – Yar Ragapaw <ul><li>Formada pela Ursa Maior </li></ul><ul><li>E Leão Menor </li></ul><ul><li>É o tempo das chuvas </li></ul>
  59. 60. NA ESCOLA... <ul><li>Que conteúdos devem ser relacionados? </li></ul><ul><li>Como se garante a apropriação crítica desses conteúdos? </li></ul><ul><li>Como resolver a questão transmissão/assimilação ativa? </li></ul><ul><li>Como interligar conteúdos e condições sociais concretas da vida, sem ficar na pura transmissão ou na simples constatação da experiência vivida? </li></ul><ul><li>Libâneo </li></ul>

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