Dengue Curso Internacional Bh

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Aula do Professor Kleber Luz sobre dengue

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Dengue Curso Internacional Bh

  1. 1. Dengue e Dengue Hemorrágico Manifestações clínicas e controle na criança e adultos. Kleber Luz – UFRN/HIVS
  2. 2. Os paradigmas quebrados <ul><li>Doença viral benígna. </li></ul><ul><li>Um vírus, uma doença. </li></ul><ul><li>Se há hemorragia, pode não ser hemorrágico. </li></ul><ul><li>Pode não haver hemorragia e ser hemorrágico. </li></ul><ul><li>Piora, quando melhora. </li></ul><ul><li>Se tem febre tem doença. </li></ul>
  3. 3. Epidemiologia – casos notificados
  4. 4. Epidemiologia - óbitos
  5. 5. Epidemiologia
  6. 6. Epidemiologia - Nordeste
  7. 7. Casos de FHD no Hospital Infantil Varela Santiago-Natal/RN
  8. 8. Aspectos clínicos <ul><li>Dengue... O termo é originado no Caribe em 1827... Os escravos definiam com dinga ou dyenga , homônimo de Ki dengua pepo , que significa ataque repentino provocado por um espírito mal. </li></ul>
  9. 9. Dengue hemorrágico = dengue clássico?
  10. 10. Dengue clássico
  11. 11. Dengue clássico
  12. 12. Dengue clássico <ul><li>4 estágios: </li></ul><ul><li>Primeiro - febre & exantema. </li></ul><ul><li>Segundo - melhora aparente. </li></ul><ul><li>Terceiro - febre e exantema mais intenso e prurido. </li></ul><ul><li>Quarto - convalescência. </li></ul>
  13. 13. Dengue clássico <ul><li>Febre. </li></ul><ul><li>Cefaléia. </li></ul><ul><li>Mialgia. </li></ul><ul><li>Dor retrorbitária. </li></ul><ul><li>Dores ósseas. </li></ul><ul><li>Exantema </li></ul><ul><li>Pode ter hemorragia </li></ul>
  14. 14. Dengue hemorrágico <ul><li>Mais de 1 sorotipo circulante. </li></ul><ul><li>Muitos susceptíveis. </li></ul><ul><li>Muitos vetores. </li></ul><ul><li>Risco de vida. </li></ul>
  15. 15. Dengue hemorrágico <ul><li>Deve-se prestar atenção em casos de co-morbidade. </li></ul><ul><li>Sangramentos podem fazer parte da forma clássica da doença. </li></ul><ul><li>Epistaxe, metrorragia, petéquias . </li></ul><ul><li>Pode ocorrer formas graves sem caracterizar FHD- encefalite, insuf. hepática, miocardite, herragia digestiva alta. </li></ul>
  16. 16. Patogenia do dengue hemorrágico <ul><li>Participação dos anticorpos não neutralizantes. </li></ul><ul><li>Participação da imunidade celular. </li></ul><ul><li>A vasculopatia. </li></ul><ul><li>A hipoproteinemia. </li></ul><ul><li>A plaquetopenia. </li></ul>
  17. 17. Fisiopatologia da FHD <ul><li>Indução de resposta de anticorpos e de linfócitos T contra outro sorotipo. </li></ul><ul><li>Há produção de anticorpos não neutralizadores. </li></ul><ul><li>Há aumento da infecção de fagócitos. </li></ul><ul><li>Há aumento de Interferon gamma e TNF –alfa. </li></ul><ul><li>Ativação de células T e alta viremia. </li></ul>
  18. 18. Sinais de alarme <ul><li>Dor abdominal intensa e contínua. </li></ul><ul><li>Vômitos persistentes. </li></ul><ul><li>Queda da temperatura. </li></ul><ul><li>Fezes com sangue. </li></ul><ul><li>Queda da contagem de plaquetas. </li></ul><ul><li>Elevação súbita do hematócrito. </li></ul>
  19. 19. A plaquetopenia <ul><li>As alterações são de natureza rápida </li></ul>
  20. 22. Dengue hemorrágico – a vasculopatia
  21. 25. A vasculopatia – a perda de colóide
  22. 26. Dengue hemorrágico – a hemorragia
  23. 27. Dengue hemorrágico – a hemorragia.
  24. 28. O sangramento – 16 mil plaquetas
  25. 29. Dengue hemorrágico – a hemorragia.
  26. 30. Dengue hemorrágico – a hemorragia.
  27. 31. A hemorragia
  28. 32. Dengue clássico – o exantema
  29. 33. Dengue clássico –o exantema.
  30. 34. Dengue clássico- o exantema.
  31. 35. Dengue clássico- hemorragias.
  32. 36. Dengue hemorrágico
  33. 37. Dengue hemorrágico
  34. 38. Dengue hemorrágico – a vasculopatia
  35. 39. Dengue hemorrágico – a vasculopatia
  36. 40. Critérios da FHD <ul><li>Comprovação da infecção. </li></ul><ul><li>Plaquetopenia < ou = 100.000. </li></ul><ul><li>Hemoconcentração. </li></ul><ul><li>Sangramento- prova do laço ou espontâneos. </li></ul><ul><li>Febre < ou = 7 dias </li></ul>
  37. 41. Classificação <ul><li>Dengue clássico </li></ul><ul><li>Grau 1 </li></ul><ul><li>Grau 2 </li></ul><ul><li>Grau 3 – síndrome do choque da dengue </li></ul><ul><li>Grau 4– síndrome do choque da dengue </li></ul>
  38. 42. Tratamento <ul><li>Repouso. </li></ul><ul><li>Uso de sintomáticos </li></ul><ul><li>Hidratação por via oral. </li></ul><ul><li>Hidratação por via venosa. </li></ul><ul><li>Tratar as complicações </li></ul>
  39. 43. Diagnóstico e Manejo Clínico da Paciente com Dengue. <ul><li>Estadiamento evolutivo e tratamento. </li></ul>
  40. 44. Como pensar e se comportar diante de um paciente com suspeita de dengue? <ul><li>É necessário correlacionar a fisiopatologia da doença com as manifestações hemorrágicas. </li></ul>
  41. 45. É importante entender a doença em relação ao tempo. <ul><li>Dia -2; -1. </li></ul><ul><li>Dias +1; +2 ; +3; +4; +5 ; +6 ; +7; +8; .... </li></ul>
  42. 46. A base da doença é: <ul><li>Extravasamento de líquidos do intravascular para o extravascular. </li></ul><ul><li>Consumo de plaquetas. </li></ul><ul><li>Tedências hemorrágicas </li></ul><ul><li>Febre. </li></ul>
  43. 47. O que eu posso ver? <ul><li>É um processo de amplificação. </li></ul><ul><ul><li>Febre – viremia. </li></ul></ul><ul><ul><li>Sangramento – fragilidade capilar + plaquetopenia. </li></ul></ul><ul><ul><li>Extravasamento de líquidos – compressão de terminações nervosas ou acúmulo de líquidos em cavidades virtuais ou complicações hemodinâmicas características. </li></ul></ul>
  44. 48. Dinâmica <ul><li>Viremia ⇒ resposta imune ⇒ citocinas ↓ + anticorpos ⇒ amplifica os ↓ aspectos da patogenia. </li></ul><ul><li>Fragilidade capilar ⇒ vaculopatia lise de plaquetas ⇒ evolução esperada. </li></ul>
  45. 49. O clínico verá!!! <ul><li>Uma dissociação entre o quadro clínico de uma doença viral juntamente com uma gravidade subjacente. </li></ul><ul><li>Haverá uma dissociação de uma doença viral com a gravidade. </li></ul>
  46. 50. Deve-se observar a simultaneidade dos fenômenos. <ul><li>A medida em que há o extravasamento de líquidos, haverá o consumo de plaquetas e os fenômenos hemorrágicos --- período crítico. </li></ul>
  47. 51. A seqüência da percepção pode ser muito variada. <ul><li>Consumo de plaquetas ⇒ extravasamento de líquidos ⇒ sangramentos. </li></ul><ul><li>Sangramentos ⇒ extravasamento de líquidos ⇒ consumo de plaquetas. </li></ul><ul><li>Extravasamento de líquidos ⇒ sangramentos ⇒ consumo de plaquetas. </li></ul><ul><li>Consumo de plaquetas ⇒ sangramentos ⇒ extravasamento de líquidos </li></ul><ul><li>Sangramentos ⇒ consumo de plaquetas ⇒ Extravasamento de líquidos </li></ul>
  48. 52. Os objetivos do estadiamento: <ul><li>Identificar pessoas sob risco. </li></ul><ul><li>Classificar durante a doença. </li></ul><ul><li>Sistematizar a terapia. </li></ul><ul><li>Organizar o sistema de saúde. </li></ul>
  49. 53. Atenção <ul><li>Um paciente pode ser reestadiado em um intervalo de algumas horas. </li></ul>
  50. 54. Grupo A <ul><li>Não se observa tendência hemorrágica. </li></ul><ul><li>Sem sinais de alarme. </li></ul><ul><li>Fazer exames complementares em casos de co-morbidades. </li></ul><ul><li>Tratamento ambulatorial </li></ul><ul><li>Adultos 60-80mL/Kg/dia, verificar grau de desidratação. </li></ul>
  51. 55. Grupo B <ul><li>Há tendência hemorrágica detectada, sem sinais de alarme. </li></ul><ul><li>Se exames sem sinais de hemoconcentração, HT até 10% DE HEMOCONCENTRAÇÃO, PLAQUETAS 50-100MIL, LEUCOMETRIA A BAIXO DE 1000 – tratamento ambulatorial com hidratação vigorosa com 80mL/Kg/dia. </li></ul>
  52. 56. Grupo B <ul><li>Se exames sem sinais de hemoconcentração, HT acima de 10% DE HEMOCONCENTRAÇÃO, PLAQUETAS < 50MIL, tratamento sob supervisão com hidratação vigorosa com 80mL/Kg/dia por via oral ou venosa. </li></ul>
  53. 57. Grupo C <ul><li>Presença de sinais de alarme. </li></ul><ul><li>Hidratação venosa imediata 25mL/Kg em 4 horas, podendo repetir por 3 vezes. Usar soro fisiológico ou ringer. </li></ul><ul><li>Repetir hematócrito e contagem de plaquetas. </li></ul>
  54. 58. Grupo D <ul><li>Já há choque. </li></ul><ul><li>Hipotensão arterial. </li></ul><ul><li>Pressão convergente. </li></ul><ul><li>Extremidades frias, cianose. </li></ul><ul><li>Pulso rápido e fino. </li></ul><ul><li>Enchimento capilar lentificado. </li></ul>
  55. 59. Grupo D <ul><li>20mL/Kg/hora, de soro fisiológico, podendo repetir por até 3 vezes. </li></ul><ul><li>Reavaliação a cada 15-20 minutos. </li></ul><ul><li>Uso de albumina?? </li></ul>
  56. 60. Confirmando o caso <ul><li>Pesquisa de anticorpos IgG e IgM. </li></ul><ul><li>Isolamento viral. </li></ul><ul><li>Isolamento em cultura de células. </li></ul><ul><li>Imunohistoquímica. </li></ul><ul><li>Técnica de PCR. </li></ul>
  57. 61. Controle <ul><li>Medidas de controle da Dengue. </li></ul><ul><li>Reconhecimento dos casos. </li></ul><ul><li>Tratamento adequado. </li></ul><ul><li>Suporte terapêutico. </li></ul><ul><li>Treinamento de equipes de saúde. </li></ul><ul><li>Notificação dos casos. </li></ul>

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