Caso clínico abdome agudo

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Apresentação de caso clínico (fictício) no seminário de integração do curso de medicina da UnP

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Caso clínico abdome agudo

  1. 1. UNIVERSIDADE POTIGUAR - MEDICINA 2010.2
  2. 2. Ana Paula dos Reis Maia Ana Paula Peres Martins Arabella Barros de Melo Kamilla Nayara da Silva Miranda Larissa Alves Bezerra Borges Lise Anne Guimarães Moreira Maylee Beatriz Rego Chaves Morgana Gurgel de O. Cerqueira Wylia Gurgel de Medeiros UNIVERSIDADE POTIGUAR - MEDICINA 2010.2 Abdome Agudo
  3. 3. “Paciente de 27 anos, feminina, relata que há 2 dias começou com falta de apetite associada á dor abdominal, tipo aperto, localizada na região do epigástrio. Teve com 24 horas dos sintomas, vômitos, o que a fizeram procurar o P.S.. Na avaliação inicial apresentava TC 37.9c, pulso: 100bpm, TA: 100x60mmHg, hipocorada(+/+4), postura antálgica devido á dor abdominal. Anictérica. ausculta cárdio-pulmonar normais. Abdome encontrava-se sensível à palpação, tenso, com dor mais intensa na fossa ilíaca direita( ponto de Mc Burney) e descompressão brusca positiva. Sentia também dor ao palpar o flanco esquerdo referida na fossa ilíaca direita. Os ruídos hidroaéreos eram diminuídos. Toque retal e vaginal sem anormalidades. Caso ClínicoAnaPauladosReisMaia Abdome Agudo
  4. 4. “Diante da suspeita de abdome agudo, o médico atendente decide por solicitar exames complementares e avaliação do cirurgião de sobreaviso. exames: hb: 12 g/dl ht: 34% Leucograma: 12800/mm3 80% segmentados, 0 eosinófilos, 4 bastões EAS: piúria ( 6/campo) bHCG negativo USG de abdome: difícil visualização por excesso de gases; Caso ClínicoAnaPauladosReisMaia Abdome Agudo
  5. 5. “Ciente da suspeita clínica, o plantonista questiona com o cirurgião, por telefone, o diagnóstico e a conduta cirúrgica. Este afirma que deve ser feita uma tomografia de abdome. O clínico descreve a conduta orientada no prontuário. Como não havia radiologista no horário (sexta-feira noturno), a paciente aguarda cerca de 48 horas, com medicação analgésica e antieméticos, vindo a ser reavaliada naquele momento com sonolência, taquidispnéia e hipotensão (80x50mmHg). Na palpação do abdome havia sinais difusos de irritação peritoneal e massa localizada na fossa ilíaca direita. Encaminhada ao centro cirúrgico evolui com parada cardiorrespiratória não responsiva às manobras de reanimação. O médico decide encaminhar o corpo ao SVO cujo laudo confirma: abscesso periapendicular + peritonite difusa grave. A família decide processar o hospital e pede cópia do prontuário médico. Caso ClínicoAnaPauladosReisMaia Abdome Agudo
  6. 6. VALORES DO CASO CLÍNICO VALORES DE REFERÊNCIA Hemoglobina: 12g/dl (12 – 16) g/dl Hematócrito: 34% (37 – 48) % Leucograma : 12.800 / mm³ (4 – 10) mil/mm³ 80% segmentados (55 – 65)% segmentados 0 eosinófilos (0,5 – 4)% 4 bastões (0 – 5) bastões EAS: piúria (6/campo) até (6/campo) bHCG: negativo - USG de abdome: difícil visualização par excesso de gases - Retirado do artigo: “Sociedade gaúcha de aperfeiçoamento biomédico e ciências da saúde.” Professor César Luis Reichert Pós-graduação em geriatria (PUCRS) Mestrando em Gerontologia Biomédica (PUCRS) EXAMES
  7. 7. “Dor na região abdominal, não traumática, de aparecimento súbito e de intensidade variável associada ou não a outros sintomas. Geralmente com duração de horas até 4 dias. DefiniçãoAnaPauladosReisMaia Abdome Agudo
  8. 8. Abdome agudo: epidemiologia Abdome Agudo http://medmap.uff.br/mapas/abdome_agudo_fundamentos_para_cirurgia/Conceitosbsicos.html 5 a 10% WyliaGurgeldeMedeiros
  9. 9. WyliaGurgeldeMedeiros FARIA, Ana Lucia De et al. (Org.). ABDOME AGUDO: SÍNDROMES E CAUSAS DE CIRURGIAS EM UM. Disponível em: <http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/viewArticle/419 >. Acesso em: 25 ago. 2010. Abdome Agudo Abdome agudo: epidemiologia
  10. 10. “ Abdome agudo: classificação Abdome Agudo ¹ FLOCH, Martin H. (et al.). Gastroenterologia de Netter. Tradução Alexandre Werneck, Paulo Césas Ramos Porto Mendes. Artmed, 2007. Porto Alegre. “Determinar a etiologia de um distúrbio abdominal agudo é um dos problemas diagnósticos mais difíceis: são muitos os processos patológicos.”¹  Localização anatômica,  Natureza,  progressão da dor WyliaGurgeldeMedeiros
  11. 11. ClassificaçãoWyliaGurgeldeMedeiros Abdome Agudo http://medmap.uff.br/mapas/abdome_agudo_fundamentos_para_cirurgia/Informaesvaliosasparaodiagnstico..html
  12. 12.  Abdome Agudo Obstrutivo  Abdome Agudo Perfurativo  Abdome Agudo Vascular  Abdome Agudo Hemorrágico  Abdome Agudo Inflamatório WyliaGurgeldeMedeiros Abdome Agudo Abdome agudo: classificação
  13. 13. WyliaGurgeldeMedeiros FARIA, Ana Lucia De et al. (Org.). ABDOME AGUDO: SÍNDROMES E CAUSAS DE CIRURGIAS EM UM. Disponível em: <http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/viewArtic le/419>. Acesso em: 25 ago. 2010. Abdome Agudo Abdome agudo: classificação
  14. 14. WyliaGurgeldeMedeiros 1 - Sinais e sintomas:  Distensão abdominal  Parada da eliminação de gases e fezes  Náuseas e vômitos  Ausência de febre  Ruídos hidroaéreos intensos  DOR abdominal contínua em cólica 2 - Causas: Obstrução pilórica,hérnia estrangulada, bridas, áscaris, corpos estranhos, cálculo biliar, volvo, intussuscepção. Abdome Agudo Obstrutivo Abdome Agudo
  15. 15. WyliaGurgeldeMedeiros 1 - Sinais e sintomas:  Pneumoperitónio  Sinais de irritação peritoneal  Atitude imovel  DOR lancinante intensa, em "facada” 2 - Causas: Úlcera péptica, câncer gastrointestinal, febre tifóide, amebíase, divertículos de cólons, perfuração do apêndice, perfuração da vesícula biliar. Abdome Agudo Perfurativo Abdome Agudo
  16. 16. WyliaGurgeldeMedeiros 1 - Sinais e sintomas:  Eliminação de líquido necrótico  DOR abdominal súbita e intensa  História de arteriopatias, IAM, AVC 2 - Causas: Trombose da artéria mesentérica, torção do grande omento, torção do pedículo de cisto ovariano, infarto esplênico. Abdome Agudo Vascular Abdome Agudo
  17. 17. LiseAnneG.Moreira Abdome Agudo Abdome Agudo Hemorrágico 1 - Sinais e sintomas:  Descompressão brusca positiva  Irritação peritoneal  Náuseas e vômitos  Hipotensão  Atraso menstrual (gravidez ectópica)
  18. 18. Abdome Agudo Hemorrágico “Na palpação do abdome havia sinais difusos de irritação peritoneal e massa localizada na fossa ilíaca direita.” 2 - Possíveis causas:  Gravidez Ectópica  Ruptura de Aneurisma de Aorta Abdominal  Cisto ou torção do ovário LiseAnneG.Moreira
  19. 19. Gravidez Ectópica Epidemiologia Gravidez Tubária 70,3% a 99,4% Gravidez Ovariana 1% a 3% Gravidez Abdominal Muito rara Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ramb/v53n3/a17v53n3.pdf> Acesso em: 22 de ago. 2010 Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/gestantes/gravidez- nas-trompas-4.php> Acesso em : 22 de ago. 2010 LiseAnneG.Moreira Abdome Agudo Hemorrágico
  20. 20. Abdome Agudo Hemorrágico Ruptura de Aneurisma de Aorta Abdominal Epidemiologia  Mais freqüentes em homens em uma proporção de 4:1  Mais de 50% dos pacientes apresentam hipertensão  Incidência de 30 a 66 casos por 1000 habitantes LiseAnneG.Moreira
  21. 21. Abdome Agudo Hemorrágico Ruptura de Aneurisma de Aorta Abdominal <http://www.ehealthconnection.com/adam/doc/graphics/image s/es/18072.jpg> LiseAnneG.Moreira
  22. 22. Abdome Agudo Inflamatório 1- Sinais e Sintomas:  Dor abdominal repentina  Rigidez muscular  Náuseas e vômitos  Sensibilidade aumentada à dor ou palpação LiseAnneG.Moreira
  23. 23. Abdome Agudo Inflamatório “...dor abdominal, tipo aperto, localizada na região do epigástrio.” “Abdome encontrava-se sensível à palpação, tenso, com dor mais intensa na fossa ilíaca direita...” 2 - Possíveis Causas: Pancreatite Aguda Colecistite Aguda Diverticulite Apendicite LiseAnneG.Moreira
  24. 24. Abdome Agudo InflamatórioLiseAnneG.Moreira Pancreatite Aguda Epidemiologia  Cálculos biliares e o alcoolismo são responsáveis por quase 80 % dos internamentos hospitalares por pancreatite aguda  Pancreatite de origem alcoólica é seis vezes mais freqüente nos homens
  25. 25. Abdome Agudo InflamatórioLiseAnneG.Moreira
  26. 26. Colecistite Aguda Epidemiologia  10% dos homens e 15% das mulheres com idades > a 55 anos, apresentam cálculos biliares.  São diagnosticados anualmente 1 milhão de novos casos.  Mais de 500.000 cirurgias são realizadas anualmente. Abdome Agudo InflamatórioLiseAnneG.Moreira
  27. 27. Diverticulite Epidemiologia  Ocorre com freqüência semelhante em homens e mulheres, aumentando com a idade.  Um terço das pessoas com mais de 50 anos e 2/3 daquelas com mais de 80 anos tem divertículos no cólon Abdome Agudo InflamatórioLiseAnneG.Moreira
  28. 28. LiseAnneG.Moreira Abdome Agudo Inflamatório Disponível em: http://1.bp.blogspot.com/_XFynFBqCznA/SZCabHxm8NI/AAA AAAAAIXs/3KuBIbvTsVM/s400/diverticulite.jpg Acesso em: 24 de ago. 2010 Disponível em: www.medicinapediatrica.com.br
  29. 29. Abdome Agudo - CausasLiseAnneG.Moreira
  30. 30. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda  Apêndice vermiforme: é um órgão, de estrutura tubular, alongada, de aproximadamente 6 a 10 cm de comprimento;  Origem na parede póstero – medial do ceco; NETTER 1. Anatomia
  31. 31. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda  Mesoapêndice - confere mobilidade; É o local onde encontramos a artéria e veia apendiculares, ramos dos vasos ileocecocólicos. NETTER
  32. 32. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda  Anterior: pélvico ou pré- ileal;  Posterior: retrocecal ascendente e ou suberoso, ou ainda retroileal;  Variações na localização da dor ocorrem na dependência da posição anatômica da ponta do apêndice; • Localizações do apêndice: SABISTON
  33. 33. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda 2. Fisiopatologia  A patogênese se correlaciona, primariamente, com a obstrução do lúmen apendicular;  Causas mais comuns:  - Hiperplasia dos folículos linfóides de origem infecciosa (60% dos casos);  - Obstrução mecânica a exemplo dos fecalitos (35% dos casos), ascaris, bário e outros corpos estranhos e tumores(carcinóide, o mais comum); http://www.medstudents.com.br/cirur/cirur6/cirur6.htm
  34. 34. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda Evolução da Doença:  Obstrução do lúmen apendicular (proliferação bacteriana);  Aumento da pressão intraluminal e a distensão do apêndice (comprometendo não só o retorno venoso, mas também o suprimento arterial);  Isquemia, podendo evoluir para necrose e perfuração;  A perfuração do apêndice gangrenado pode causar um abscesso localizado (periapendicular), ou ainda, nos casos mais graves, peritonite generalizada;
  35. 35. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda 3- Quadro Clínico  Inicia- se com um quadro de anorexia;  Dor abdominal (periapendicular);  Inapetência;  Náuseas e vômitos;  Alteração do hábito intestinal (constipação ou diarréia);  Febre baixa(inicial);  Dor localizada: Ponto de Mc Burney;(Fossa ilíaca direita- devido a inervação do peritôneo parietal); ACSSUGERY SCHWART’S
  36. 36. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda Alguns sinais importantes para detectar apendicite:  Sinal de Blumberg : descompressão dolorosa da parede abdominal indicando irritação peritoneal;  Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita quando se comprime a fossa ilíaca esquerda;
  37. 37. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda 4- Epidemiologia  A apendicite é uma das principais causas de cirurgias abdominais na urgência;  Apresenta um predomínio no sexo masculino e pode ocorrer em qualquer idade, entretanto encontra- se mais frequente na segunda e terceira décadas de vida;  Nos EUA chegam a 250.000 casos ano; ACS SURGERY
  38. 38. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda 5- Diagnóstico  É predominantemente baseado na história e no exame físico e com auxílio de exames complementares;  Para a Apendicite Aguda , a história somada ao exame tem uma acurácia de cerca de 95% no diagnóstico;  A Ultra- sonografia (US) tem limitações se houver grande distensão abdominal ou se o paciente for obeso;  A Tomografia Computadorizada (TC) é um método que, devido seu alto custo, não é justificado em todos os pacientes;
  39. 39. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins  Nos casos iniciais, o tratamento consiste na intervenção cirúrgica e ressecção do apêndice, não necessitando de tratamento adjuvante, respeitando –se o tempo necessário para realização de exames (hemograma, urina) mínimos para uma cirurgia segura;  Nos casos avançados, com necrose do apêndice, peritonites, perfuração e abscessos, é necessário o tratamento com antibióticos após a ressecção do apêndice; Apendicite Aguda 6- Tratamento
  40. 40. Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda  Nas cirurgias abertas pode ser empregada a incisão transversa no quadrante inferior direito (Davis- Rockey) ou oblíqua(Mc Arthur – Mc Burney);  Cirurgia videolaparoscópica; ACS SURGERY ACS SURGERY
  41. 41. “ Abdome Agudo AnaPaulaP.Martins Apendicite Aguda Voltando ao Caso Clínico: “Paciente inicia com falta de apetite, associada a dor abdominal, na região do epigástrio, com 24h teve vômitos, dor intensa na fossa ilíaca direita(ponto de Mc Burney) e descompressão brusca positiva (Sinal de Blumberg), sentia dor ao palpar o flanco esquerdo( Sinal de Rovsing), evoluindo, depois de 48 h, para sinais difusos de irritação peritoneal e massa localizada na fossa ilíaca direita (plastrão). A paciente vai a óbito e o seu laudo confirma: Abscesso periapendicular e peritonite difusa grave”.
  42. 42. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1492 Leonardo da Vinci desenha claramente o apêndice http://www.hschamberlain.net/kant/leonardo.jpg Fonte: Artigo ANNALS OF SURGERY, Vol. 197, May 1983, Nº 05 Presidential Address: A History of Appendicitis Abdome Agudo
  43. 43. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1521 Berengario da Carpi 1º a estudar o apêndice www.misurata-hospital.com www.cirlap.com.mx/portal/apendima.htm Abdome Agudo
  44. 44. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1530 Vido Vidios 1º a nomear o órgão como apêndice Vermiforme Abdome Agudo
  45. 45. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1543 Publicou em: “De Humani Corporis Fabrica” ilustrações detalhadas do corpo humano dissecado Andreas Versalius FIG.2.AndreasVesalius"DeHumaniCorporisFabrica" Abdome Agudo
  46. 46. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1717 1ª boa descrição de um caso de apendicite aguda. Lorenz Heister Fonte:ArtigoANNALSOFSURGERY,Vol.197,May 1983,Nº05PresidentialAddress: AHistoryofAppendicitis Abdome Agudo
  47. 47. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1735 Realizou e descreveu a 1ª Apendicectomia. Claudius Amyand Fonte:ArtigoANNALSOFSURGERY,Vol.197,May 1983,Nº05PresidentialAddress: AHistoryofAppendicitis Abdome Agudo
  48. 48. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1767 Descreveu um apêndice gangrenoso. John Hunter Abdome Agudo
  49. 49. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1812 Realizou uma autópsia e encontrou material impactado no apêndice, que se tornou inflamado, com obstrução, perfuração, e peritonite. John Parkinson Abdome Agudo
  50. 50. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1827 Observou que a infecção abdominal resultava da inflamação do apêndice. Sugeriu a remoção do apêndice inflamado antes de estourar e causar complicações sépticas. François Melier : www.artchive.com/ Abdome Agudo
  51. 51. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1886 Reginald Fitz Trocou o termo “tiflite” ou “peritiflite” por apendicite aguda Recomendou seu tratamento cirúrgico precoce. Ulrich Krönlein Em Zurique, publicou um caso de apendicite diagnosticada e tratada com a exérese do apêndice. Fonte: Artigo ANNALS OF SURGERY, Vol. 197, May 1983, Nº 05 Presidential Address: A History of Appendicitis www.vis.usz.ch/PublishingImages/kroenlein_u.gif Abdome Agudo
  52. 52. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite 1889 Charles McBurney Descreveu o ponto de maior sensibilidade e a incisão oblíqua com o afastamento da musculatura da parede anterolateral do abdome, praticada em larga escala até os dias atuais. www.slrsurgery.org/images/mcburney.jpg http://info.med.yale.edu/surgery/anatomy/Visibl eHumanLessonPlans/SurfaceProjectionAppend ix%20.jpg Abdome Agudo
  53. 53. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite Caso Célebre de Apendicite • Rei Eduardo VII, da Inglaterra, em 1901. • Frederick Treves, drenou um grande abscesso periapendicular http://www.surgical-tutor.org.uk/default- home.htm?surgeons/treves.htm~right Abdome Agudo
  54. 54. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite Método cirúrgico 1982 à 1990 • 1ª apendicectomia laparoscópica( realizada por Semm, na Alemanha) • 8 anos depois: método videolaparoscópico www.santalucia.com.br/robotica/robotica.htmwww.nyhq.org/diw/Content.asp?PageID=DIW001981. .. Abdome Agudo
  55. 55. ArabellaBarrosdeMelo História do Apêndice e da Apendicite Descoberta a Função do Apendice (2007) Universidade Duke, nos EUA , divulgaram suas pesquisas em 2007 Dr. Marco Aurélio Santo (cirurgião do aparelho digestivo do Hospital das Clínicas, em São Paulo). Figure2:Gastrointestinaltractsofvariousmammals.Foreachspecies,thestomachis shownattop,thesmallintestineatleft,thecaecumandassociatedappendix(if present)inmagenta,andthelargeintestineatbottomright.Scalediffersbetween species.ReproducedwithmodificationsfromKardong2002,p.511.Copyright©2002 McGraw-Hill Abdome Agudo
  56. 56. ““O médico decide encaminhar o corpo ao SVO...”. MorganaGurgel Obra do artista plástico Paulo Camargo, criada em 1997 (3x6 metros) que se encontra no saguão do prédio do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP SVO Abdome Agudo
  57. 57. MorganaGurgel Tem por finalidade esclarecer causa mortis em casos de óbito por moléstia mal definida ou sem assistência médica. Dessa forma os casos de morte natural sem que haja definição de causa de óbito são encaminhados ao SVO para realização de autópsia. Entre as atividades desenvolvidas pelo Serviço, essa é a que melhor caracteriza a prestação de serviço à comunidade desempenhada pelo SVO. Serviço de Verificação de Óbitos - SVO Abdome Agudo
  58. 58. MorganaGurgel Serviço de Verificação de Óbitos - SVO Existem três indicações clássicas previstas em lei para a necropsia:  Morte violenta;  Morte suspeita;  Morte natural de indivíduo não identificado. Abdome Agudo
  59. 59. MorganaGurgel Serviço de Verificação de Óbitos - SVO Os corpos são encaminhados para:  SVO: mortes naturais;- quando o médico não dá o atestado de óbito por desconhecer a causa.  IML: todas as mortes violentas;- todas as mortes acidentais;- todas as mortes por afogamento e estrangulamento;- todas as mortes produzidas por armas de fogo, objetos cortantes, queimaduras, eletricidade;- todos os homicídios e suicídios;- todas as mortes de suspeitas de envenenamento Abdome Agudo
  60. 60. TERRITORIALIZAÇÃOMorganaGurgel
  61. 61. O prontuário médico é um conjunto de documentos padronizados,ordenados e concisos,destinados ao registro de todas as informações referentes aos cuidados profissionais prestados ao paciente. Prontuário MédicoKamillaNayaraS.Miranda Abdome Agudo
  62. 62. Prontuário MédicoKamillaNayaraS.Miranda  ITENS OBRIGATÓRIOS:  Identificação do paciente;  Anamnese;  Exame físico;  Hipóteses diagnósticas;  Diagnóstico definitivo;  Tratamento efetuado. Abdome Agudo
  63. 63. “ Prontuário MédicoKamillaNayaraS.Miranda “ (...) É vedado ao médico: Artigo 69 do Código de Ética Médica: Deixar de elaborar prontuário médico para cada paciente. Artigo 70 do Código de Ética Médica: Negar ao paciente acesso a seu prontuário médico,ficha clínica ou similar,bem como deixar de dar explicações necessárias à sua compreensão,salvo quando ocasionar riscos para o paciente ou para terceiros.”  Abdome Agudo
  64. 64. KamillaNayaraS.Miranda O prontuário médico de paciente falecido não deve ser liberado diretamente aos parentes. O parecer do CFM nº6/10 reafirma que o direito do sigilo, garantido por lei ao paciente vivo, tem efeito projetado para além da morte. A liberação do prontuário de paciente falecido só deve ocorrer :  Por decisão judicial;  Por requisição dos Conselhos de Medicina (Federal ou Regional). Prontuário Médico Abdome Agudo
  65. 65. LarissaBorges - Aprovado na I Conferência de Ética Médica, em novembro de 1987; - Posto em vigor pelo Conselho Federal de Medicina, em janeiro de 1988. - Revisto e aprovado na IV Conferência Nacional de Ética Médica, realizada em São Paulo, em 29 de agosto de 2009; - Posto em vigor pelo Conselho Federal de Medicina, em 13 de abril de 2010 (Resolução CFM nº. 1.931/2009). Código de Ética Médica Abdome Agudo
  66. 66. LarissaBorges Código de Ética Médica -Reafirma a vocação humanista da medicina; - O paciente não é visto como um doente e sim na sua condição de ser humano; - Exaltação ao humanismo participativo. (“o alvo de toda atenção do médico é a saúde do ser humano..” – II Princípio) - Assume como referencial a filosofia dos direitos humanos Abdome Agudo
  67. 67. LarissaBorges Código de Ética Médica Princípios fundamentais - Inciso II “Princípio da atenção à saúde” - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. Abdome Agudo
  68. 68. MaylleChaves Condução Clínica do Caso “Diante da suspeita de abdome agudo, o médico atendente decide por solicitar exames complementares e avaliação do cirurgião de sobreaviso.” (Princípio Fundamental II ) O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. (Artigo 32 ) É vedado ao médico deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente. Abdome Agudo
  69. 69. MaylleChaves Condução Clínica do Caso “Ciente da suspeita clínica, o plantonista questiona com o cirurgião, por telefone, o diagnóstico e a conduta cirúrgica. Este afirma que deve ser feita uma tomografia de abdome.” (Artigo 37) É vedado ao médico prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento. Parágrafo único. O atendimento médico a distância, nos moldes da tele medicina ou de outro método, dar-se-á sob regulamentação do Conselho Federal de Medicina. Abdome Agudo
  70. 70. MaylleChaves Condução Clínica do Caso (Artigo 58) É vedado ao médico o exercício mercantilista da Medicina. (Artigo 59) É vedado ao médico oferecer ou aceitar remuneração ou vantagens por paciente encaminhado ou recebido, bem como por atendimentos não prestados. Abdome Agudo
  71. 71. MaylleChaves Condução Clínica do Caso Abdome Agudo
  72. 72. MaylleChaves Condução Clínica do Caso “O clínico descreve a conduta orientada no prontuário.” (Artigo 87) É vedado ao médico deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina. Abdome Agudo
  73. 73. MaylleChaves Condução Clínica do Caso “Como não havia radiologista no horário ( sexta-feira noturno), a paciente aguarda cerca de 48 horas, com medicação analgésica e antieméticos, vindo a ser reavaliada naquele momento com sonolência, taquidispnéia e hipotensão( 80x50mmHg). Na palpação do abdome havia sinais difusos de irritação peritoneal e massa localizada na fossa ilíaca direita.” (Artigo 1) É vedado ao médico causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. (Artigo 55) Deixar de informar ao substituto o quadro clínico dos pacientes sob sua responsabilidade ao ser substituído ao fim do seu turno de trabalho. Abdome Agudo
  74. 74. MaylleChaves Condução Clínica do Caso “Encaminhada ao centro cirúrgico evolui com parada cardiorrespiratória não responsiva às manobras de reanimação. O médico decide encaminhar o corpo ao SVO cujo laudo confirma: abscesso periapendicular + peritonite difusa grave. A família decide processar o hospital e pede cópia do prontuário médico. ” Código Civil Brasileiro – Artigo186 “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.” Abdome Agudo
  75. 75. BRUNETTI, Adriano; SCARPELINI, Sandro. Abdômen Agudo. Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: CIRURGIA DE URGÊNCIA E TRAUMA. 2007; 40 (3): 348-67, jul./set. Disponível em: <httpwww.fmrp.usp.brrevista2007vol40n37_abdomen_agudo.pdf> Acesso em 7 de ago. de 2010 ESTUDMED.COM® 2001. Síndromes Abdominais Agudas. Disponível em: <http://estudmed.com.sapo.pt/trabalhos/sindromes_abdominais_agudas_1.htm>. Acesso em: 8 ago. 2010. MENEGHELLI, Ulysses G.. ELEMENTOS PARA O DIAGNÓSTICO DO ABDÔMEN AGUDO. Simpósio: URGÊNCIAS E EMERGENCIAS DIGESTIVAS. 2003; 36: 283- 293, abr./dez, jul./set. Disponível em: <http://www.reanimacao.com.br/biblioteca/a_20090803_02.pdf>. Acesso em: 18 ago. 2010. FARIA, Ana Lucia De et al. (Org.). ABDOME AGUDO: SÍNDROMES E CAUSAS DE CIRURGIAS EM UM. Disponível em: <http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/viewArticle/419>. Acesso em: 25 ago. 2010. Referências Abdome Agudo
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