A importância do ato de ler

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A importância do ato de ler

  1. 1. O QUE É LEITURA MARTINS, Maria Helena. “Ninguém educa a ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo”. - Paulo Freire<br />robertogomes86@gmail.com<br />
  2. 2. Paulo Freire<br />“Se é praticando que se aprende a<br />nadar, se é praticando que se <br />aprende a trabalhar. <br />É praticando também que se<br />aprende a ler e escrever. <br />Vamos praticar para aprender e<br />Aprender para praticar<br />melhor.” VAMOS LER...<br />
  3. 3. O ato de ler...<br />“Não se esgota na decodificação<br /> pura da palavra escrita”<br />“Linguagem e realidade se<br /> prendem dinamicamente”<br />
  4. 4. Falando em leitura...<br />“O verdadeiro leitor é aquele que, simplesmente decodifica <br />letras e se basta, ou apenas, decifra palavras para <br />Considerar que houve leitura?”<br />A leitura pode: <br />“ocorreu talvez de modo casual, sem intenção consciente,<br /> mas porque houve uma conjunção de fatores pessoais com<br /> o momento e o lugar, com as circunstâncias”, <br />Rejeição do que não é familiar<br />“A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a<br /> leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”.<br />Ou seja, o homem primeiro conhece o mundo, depois a <br />palavra e, a partir desta amplia o seu conhecimento sobre o<br />mundo.<br />
  5. 5. Como e quando começamos a ler... <br />“Contatos do homem com o mundo constituem um aprendizado<br />natural, porém exigente e complexo como a própria vida”<br />Aprendemos a ler a partir do nosso contexto pessoal.<br />O que influencia essencialmente o ato de ler:<br />A interação das condições interiores e das exteriores.<br />
  6. 6. Ampliando a noção de leitura <br />O professor no processo de leitura. <br />Quem não compreende porquê, como e pra quê ler, transformam-se em<br />adultos alienados e dominados por aqueles que “sabem ler”.<br />“Educação bancária”, o aluno é apenas depositário do conhecimento <br /> transmitido pelo Professor<br />Transformações na visão de mundo em geral e, cultura em particular, ou seja, <br />as mudanças devem começar no próprio educador.<br />O educador deve deixar de ler para e/ou pelo aluno, para ler com o aluno.<br />
  7. 7. Criar condições...<br />“A função do educador não seria<br /> precisamente a de ensinar a ler, <br />mas a de criar condições para o <br />educando realizar a sua própria <br />aprendizagem, conforme seus <br />próprios interesses, necessidades,<br /> fantasias, segundo as dúvidas e <br />exigências que a realidade lhe <br />apresenta. Assim, criar condições de <br />leitura não implica apenas <br />alfabetizar ou propiciar acesso aos <br />livros”.<br />
  8. 8. O ato de ler e os sentidos, as emoções e a razão...<br />Leitura sensorial<br />Canção do exílio – Gonçalves Dias<br />Minha terra tem palmeiras, <br />Onde canta o Sabiá; <br />As aves, que aqui gorjeiam,<br />Não gorjeiam como lá.<br />Nosso céu tem mais estrelas, <br />Nossas várzeas têm mais flores, <br />Nossos bosques têm mais vida, <br />Nossa vida mais amores.<br />Em  cismar, sozinho, à noite, <br />Mais prazer eu encontro lá; <br />Minha terra tem palmeiras, <br />Onde canta o Sabiá.<br />Minha terra tem primores, <br />Que tais não encontro eu cá; <br />Em cismar –sozinho, à noite–<br />Mais prazer eu encontro lá; <br />Minha terra tem palmeiras, <br />Onde canta o Sabiá.<br />Não permita Deus que eu <br />morra, <br />Sem que eu volte para lá; <br />Sem que desfrute os primores <br />Que não encontro por cá; <br />Sem qu'inda aviste as <br />palmeiras, <br />Onde canta o Sabiá. <br />
  9. 9. Leitura emocional<br />Luis Vaz de Camões<br />Amor é fogo que arde sem se ver,<br />é ferida que dói, e não se sente;<br />é um contentamento descontente,<br />é dor que desatina sem doer.<br />É um não querer mais que bem querer;<br />é um andar solitário entre a gente;<br />é nunca contentar-se de contente;<br />é um cuidar que ganha em se perder.<br />É querer estar preso por vontade;<br />é servir a quem vence, o vencedor;<br />é ter com quem nos mata, lealdade.<br />Mas como causar pode seu favor<br />nos corações humanos amizade,<br />se tão contrário a si é o mesmo Amor? <br />
  10. 10. Leitura racional<br />Reflexivo e dinâmico<br />Poema racional<br />Como pode estar tudo escrito<br />Se somos seres em construção?<br />Se temos o livre arbítrio<br />O caminho escolhido<br />Foi nossa decisão!<br />Cada ato, cada traço<br />É pré-escolhido na razão<br />E o alvo por nós pré-estabelecido.<br />Só a alma contigencia<br />O que a mente constitui superior realização.<br />Justo e injusto<br />Amor e desamor<br />Conflito memorável<br />O culpável e o louvável<br />Nas idéias o equilíbrio.<br />Criatura racional!<br />O limite do agir humano<br />Está na alma que sustentamos.<br />Insistimos na decisão tomada<br />E deixamos a alma fragmentada!<br />Cacos, estilhaços, espinhos<br />Cravados no peito<br />Por nossas próprias mãos.<br />
  11. 11. A leitura ao jeito de cada leitor<br />Não existe método de ensino;<br />“A leitura se efetivar, deve preencher uma lacuna em nossa vida, precisa vir ao<br /> encontro de uma necessidade, de um desejo de expansão sensorial, <br />emocional ou racional, de uma vontade de conhecer mais”;<br />Releitura benéfica.<br />
  12. 12. O ato de ler...<br />A leitura deve ser contínua, mesmo que devagar.<br />
  13. 13. Coordenador – Cristiano Marques;<br />Formação – Eder Lemos, Roberto Gomes.<br />Equipe<br />

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