Apresentação 02out2012

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Apresentação 02out2012

  1. 1. CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL:CENÁRIO ATUAL E TENDÊNCIAS 1
  2. 2. TEMAS 1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil 2. Tendências da Construção Sustentável 3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos) 4. Saúde e Segurança 5. Gestão de Riscos na Subcontratação 2
  3. 3. PARTICIPAÇÃO NA ECONOMIASetor representa mais de 5% do PIB e mais de 7% donúmero total de empregos no Brasil 3
  4. 4. CRESCIMENTOSetor continua crescendo à frente do PIB 4
  5. 5. FORMALIDADEFormalidade e produtividadevem crescendo no setor daconstrução civil 5
  6. 6. DEMANDASGrandes programas demandam grande volume deobras para os próximos anos  Copa 2014  Olimpíadas 2016  Minha Casa Minha Vida  PAC  Pré SalFonte: ENIC 2011 6
  7. 7. DEMANDAS NÃO ATENDIDASCom todo este crescimento, o Brasil ainda apresenta osseguintes indicadores:  Apenas 46,2% da população é atendida por coleta de esgoto  Apenas 37,9% do esgoto gerado recebe algum tratamento  12,3 milhões de brasileiros vive em moradias precáriasFonte: SNIS 2010 e Ministério das Cidades 2007 7
  8. 8. IMPACTOSMundialmente os edifícios são responsáveis peloconsumo de:  50% das matérias-primas (e geram 50% dos resíduos sólidos)  40% da energia gerada  20% da água utilizada  70% dos produtos de madeira 8
  9. 9. UTILIZAÇÃO DE RECURSOS NATURAISYou see, we should make use of the forces of nature and shouldobtain all our power in this way. Sunshine is a form of energy,wind and sea currents are manifestations of this energy. Do wemake use of them? Oh no! We burn forests and coal, like tenantsburning down our front door for heating. We live like wild settlersand not as though these resources belong to us. Thomas A.Edison, inventor of the tungsten lightbulb, quoted in 1916 9
  10. 10. 3R - REDUZIRREDUZIR a demanda por recursos naturais:  Economizar água e energia  Combater o desperdício  Consumo consciente ...E recusar, não usar nem descartar sacolinha plástica 10
  11. 11. 3R - REUTILIZAR E RECICLARREUTILIZAR  Aproveitar edifícios, sistemas e componentes existentes  Projetar para o desmonteRECICLAR  Implica no aporte de energia para transformação do material  Depende de viabilidade econômica  Pode haver perda de valor de uso em cada reciclagem: de papel branco a papel reciclado a papelão. No final fica sempre um resíduo = lixo 11
  12. 12. DO BERÇO AO BERÇONa natureza não há lixo; todo resíduo é alimento.A abordagem do berço ao berço elimina o conceito deresíduo e a desvalorização do item reciclado 12
  13. 13. CONCLUSÃO DO CENÁRIO ATUALA atividade da construção civil convencional não ésustentável;Existe necessidade de mudança do modelo;Precisamos definir e implantar cidades e edifíciosverdes. 13
  14. 14. 1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil2.Tendências da Construção Sustentável3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)4. Saúde e Segurança5. Gestão de Riscos na Subcontratação 14
  15. 15. O QUE CARACTERIZA UM EDIFÍCIO VERDEUma edificação sustentável, ou edifício verde,atende ao CONJUNTO dos objetivos abaixo: ✔ Menor impacto ambiental ✔ Economia da energia ✔ Economia de água ✔ Reduzir a emissão de CO2 ✔ Menor custo operacional ✔ Valorização e durabilidade ✔ Retorno financeiro ✔ Saúde e conforto ✔ Beleza 15
  16. 16. MENOR IMPACTO AMBIENTAL Uso de Resíduos Emissões ÁGUA 50-60% CO2 30-50% 35% ENERGIA 30%FONTE GBC BRASIL 16
  17. 17. MENOR CUSTO OPERACIONALNa vida útil de um edifício:  20% dos custos são referentes à construção  80% são referentes à operação.O menor impacto ambiental de um edifício verderesulta em economia na operação ao longo da vida útil,e deve ser verificado / melhorado através de:  Monitoração do consumo de energia e água  Avaliação pós ocupação / campanhas motivacionais 17
  18. 18. MAIOR RETORNO FINANCEIROComparativamente, edifícios verdes proporcionam:  Maior velocidade de venda  Maior taxa de ocupação  Maiores aluguéis FONTE: Doing Well by Doing Good 2008, University of California, Berkeley 18
  19. 19. MAIOR BEM ESTAR E CONFORTO ESCOLAS HOSPITAIS ESCRITÓRIOS 20% DE PACIENTES AUMENTO DE MELHORA DEIXAM O PRODU- NAS HOSPITAL TIVIDADE DE PROVAS MAIS CEDO 2-16% COMÉRCIO MANUFATURAS AUMENTO DE VENDAS AUMENTO POR METRO NA QUADRADO PRODUÇÃO Fonte: USGBC 19
  20. 20. BELEZA 20
  21. 21. CONJUNTO PRUITT IGOE EM SAINT LOUIS 21
  22. 22. CENTRO MAX FEFFER EM PARDINHO 22
  23. 23. QUANDO SE DEFINE UM EDIFÍCIO VERDEA decisão e os objetivos devem ser definidosno programa para início do projeto 23
  24. 24. 24
  25. 25. QUAL O VALOR DA DECISÃO 25
  26. 26. QUEM DEFINE O QUE É UM EDIFÍCIO VERDE Autodeclaração Declaração de Terceira Parte - Certificação ✔ Vantagens • Referências claras e previamente conhecidas • Respostas categorizadas e isentas • Permite comparar desempenho de edificações ✔ Desvantagens • Abrange hoje apenas uma parcela pequena dos edifícios • Exigências podem ser superadas por novas normas legais Norma Legal 26
  27. 27. QUEM DEFINE O QUE É UM EDIFÍCIO VERDE Autodeclaração Declaração de Terceira Parte - Certificação ✔ Vantagens • Referências claras e previamente conhecidas • Respostas categorizadas e isentas • Permite comparar desempenho de edificações ✔ Desvantagens • Abrange hoje apenas uma parcela pequena dos edifícios • Exigências podem ser superadas por novas normas legais Norma Legal 27
  28. 28. SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO NO MUNDOBREEAM Grã Bretanha / HolandaCASBEE JapãoDGNB Alemanha / Austria / Bulgaria / Dinamarca / SuiçaGreen Star Australia / Nova Zelandia / Africa do SulHQE FrançaIGBC IndiaLEED EUA / Canada / India 28
  29. 29. SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO NO BRASILLEED (63 edifícios certificados)  Sistema norte-americano de âmbito global; admite créditos regionaisAQUA (10 edifícios certificados)  Sistema adaptado para o Brasil a partir do HQE francêsSELO PROCEL EDIFICA (3 edifícios certificados)  Selo nacional desenvolvido pelo LABEE UFSC / ELETROBRÁSBREEAM (em implantação)DGNB (em estudo) 29
  30. 30. PRIMEIRO GREEN BUILDING NO BRASILA agência Granja Viana foi oprimeiro edifício a ser certificadopelo LEED na América do SulO LEED é uma metodologiabaseada em pré-requisitos ecréditos nas seguintes categorias: Sustentabilidade da implantação Racionalização do uso da água Eficiência energética Materiais e recursos Qualidade ambiental interna Inovação e processos 30
  31. 31. AGÊNCIA GRANJA VIANA BANCO REAL 31
  32. 32. SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃOESCOLHA DE TERRENO COM ALTACONECTIVIDADE COM ACOMUNIDADEOFERTA DE TRANSPORTES COM 5PONTOS DE ÔNIBUS A MENOS DE400M.23 TIPOS DE SERVIÇOS NO RAIO DE800M COMO: POSTO DE GASOLINA,SUPERMERCADO, RESTAURANTE,FARMÁCIA, LOCADORA DE VIDEO25,5% DE ÁREA VERDE NO TERRENO 32
  33. 33. SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA :REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA POTÁVELREDUÇÃO DO RISCO DE ENCHENTES 33
  34. 34. SUSTENTABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO PLANO DE CONTROLE PARA SEDIMENTAÇÃO E EROSÃO REDUÇÃO DE ILHAS DE CALOR (TELHADO VERDE) 34
  35. 35. RACIONALIZAÇÃO DO USO DA ÁGUA BACIAS SANITÁRIAS COM DUPLO FLUXO DE ACIONAMENTO TORNEIRAS DE FECHAMENTO AUTOMÁTICA REDUÇÃO DO CONSUMO DA ÁGUA ESTES DISPOSITIVOS PROPORCIONAM O ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO SISTEMA EVAPORATIVO 35
  36. 36. RACIONALIZAÇÃO DO USO DA ÁGUA PAISAGISMO COM NECESSIDADE REDUZIDA DE IRRIGAÇÃO USO DE ÁGUA NÃO POTÁVEL PARA REGA 36
  37. 37. RACIONALIZAÇÃO DO USO DA ÁGUATECNOLOGIAS INOVADORAS COMO O SISTEMADE TRATAMENTO DO ESGOTO E REUSO DA ÁGUAPARA IRRIGAÇÃO DOS JARDINS 37
  38. 38. EFICIÊNCIA ENERGÉTICAAPROVEITAMENTO DE LUZNATURALCORRETA ORIENTAÇÃOSOLAR DO PROJETOSETORIZAÇÃO DAILUMINAÇÃO 38
  39. 39. EFICIÊNCIA ENERGÉTICAUSO DE ENERGIA FOTOVOLTAICA PARAILUMINAÇÃO DO AUTO ATENDIMENTOEFICIÊNCIA ENERGÉTICA DOS SISTEMASE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOSUTILIZAÇÃO DE LUMINÁRIAS LEDCOM BAIXO CONSUMO DE ENERGIA 39
  40. 40. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO DO CONSUMO REDUÇÃO DE 30% EM RELAÇÃO À MÉDIA DE EDIFÍCIOS CONVENCIONAIS14.00012.00010.000 8.000 Granja Viana 6.000 4.000 2.000 0 janeiro fevereiro março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro 40
  41. 41. SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS USO DE MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO BLOCOS CERAMICOS FORMAS DE POLIETILENO REAPROVEITÁVEIS USO DE MATERIAIS FABRICADOS NA REGIÃO USO DE MADEIRA CERTIFICADA EM PORTAS, RODAPES E ESCADAS 41
  42. 42. SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAIS PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO COLETA SELETIVA APÓS A OCUPAÇÃO MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO: BRITAS, AREIA E PISO INTERTRAVADO 42
  43. 43. SUSTENTABILIDADE DOS MATERIAISPISO TÁTIL COMBORRACHARECICLADACONCRETO ECIMENTO CP IIIMADEIRARAPIDAMENTERENOVÁVELMOBILIÁRIO COMMADEIRACERTIFICADA 43
  44. 44. QUALIDADE AMBIENTAL INTERNASISTEMA DE AR CONDICIONADOEVAPORATIVO, SEM UTILIZAÇÃO DEGASES NOCIVOS E COM RENOVAÇÃO DE100% DO AR INTERNOPLANO DE GERENCIAMENTO DAQUALIDADE DO AR DURANTE A OBRA EANTES DA OCUPAÇÃO 44
  45. 45. QUALIDADE AMBIENTAL INTERNAUSO DE MATERIAIS COM BAIXA EMISSÃO DE COV:TINTAS MINERAIS E À BASE DE ÁGUAUTILIZAÇÃO DE MASSA CORRIDA DE BASE MINERALUTILIZAÇÃO DE TEXTURA MINERALUTILIZAÇÃO DE COLAS COM BAIXA EMISSÃO 45
  46. 46. QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA NÃO USO DE PVC PARA TUBULAÇÕES DE ÁGUA USO DE TUBULAÇÃO PET PARA ESGOTO USO DE TUBULAÇÃO EM POLIPROPILENO FIOS ELÉTRICOS SEM METAIS PESADOS NA PIGMENTAÇÃO 46
  47. 47. INOVAÇÃO PURIFICAÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DE REUSO MATERIAIS ATÓXICOS E BIOCOMPATÍVEIS MATERIAIS NATURAIS RENOVÁVEIS E DE BAIXO IMPACTO AMBIENTAL 47
  48. 48. RESULTADOS O Consumo de energia da agência Granja Viana ficou 30% abaixo da média de outras agências4.0002.0000.0008.000 Granja Viana6.0004.0002.000 0 janeiro fevereiro março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro 48
  49. 49. RESULTADOS Segundo dados de 2007, o fornecimento de piso intertravado para o Banco Real desviou 50 T de areia de fundição do processo de descarte, com 50% de redução na emissão de CO² 49
  50. 50. MERCADO DE EDIFÍCIOS VERDES NO BRASILNúmero de empreendimentos que buscam selo verdejá chega a 588 no Brasil, o equivalente a 24 milhões dem², com valor estimado de mercado de mais deR$ 70 bilhões.Em 2.011, a construção sustentável representou,aproximadamente, 7% do PIB relativo ao setor deEdificações (aproximadamente 3,5% do PIB Total).Projeções indicam que devemos encerrar o ano de2012 com participação superior a 10% e, em 2016,teremos uma participação superior a 15%. Fonte: Nelson Kawakami, C2KR, no Greenbuilding 2012 50
  51. 51. MERCADO DE EDIFÍCIOS VERDES NO BRASILSe nos focarmos no mercado de “Edifícios paraEscritórios”, em 2.011 tivemos uma participação próximode 30% do PIB deste subsetor e encerraremos 2.012 comparticipação superior a 50%, alinhado com os númerosda pesquisa da Cushman & Wakefield, onde quasemetade dos lançamentos de imóveis comerciais no Riode Janeiro nos próximos dois anos será de edifíciosverdes. Devem responder a 40,8% das novas salascomerciais no Rio, 47,2% em São Paulo e 48,3% emCuritiba até 2013. Fonte: Nelson Kawakami, C2KR, no Greenbuilding 2012 51
  52. 52. MERCADO DE MATERIAIS VERDES NO BRASILA indústria da construção incorporou o tema e vemapresentando novos produtos e conceitos:  Tinta com baixa emissão de COV comprovada  Soluções de iluminação com tecnologia LED  Ar condicionado com gás refrigerante R 407 ou R 410  Madeira de manejo sustentável certificada pelo FSC  Aço Gerdau certificado pelo Selo Ecológico Falcão Bauer  Selo Sustentax de produtos e materiais 52
  53. 53. PROTÓTIPOS E MODELOSDuas grandes indústrias químicas – BASF e BAYER -estão executando cada qual sua casa modelo, parademonstração de produtos e tecnologias verdes. 53
  54. 54. DESAFIOSApesar dos avanços, ainda é preciso:  Fomentar a utilização da Análise de Ciclo de Vida para avaliação de materiais  Vencer resistências culturais em relação a produtos reciclados ou que tenham conteúdo reciclado  Garantir e normatizar a qualidade de novos materiais  Treinar a mão de obra para aplicação correta de novos materiais 54
  55. 55. LEGISLAÇÃOCresce o número de instrumentos legais relacionados àsustentabilidade na construção civil:  Política Nacional de Resíduos Sólidos  Lei Municipal de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil em São Paulo, Curitiba, Recife  Política Municipal Sobre Mudança de Clima (São Paulo) – Seção V  Compras Sustentáveis x lei 8666 55
  56. 56. POLÍTICA MUNICIPAL SOBRE MUDANÇA DECLIMASeção VConstruçãoArt. 14. As edificações novas a serem construídas no Municípiodeverão obedecer critérios de eficiência energética,sustentabilidade ambiental, qualidade e eficiência de materiais,conforme definição em regulamentos específicos.Art. 15. As construções existentes, quando submetidas a projetosde reforma e ampliação, deverão obedecer critérios de eficiênciaenergética, arquitetura sustentável e sustentabilidade demateriais, conforme definições em regulamentos específicos. 56
  57. 57. LEIS E PROGRAMAS DE INCENTIVOProgramas que oferecem benefícios edílicos e/ou fiscaisàs construções verdes  IPTU verde Guarulhos  Qualiverde RJ 57
  58. 58. INCLUSÃO SOCIALAgência na Comunidade 58
  59. 59. 1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil2. Tendências da Construção Sustentável3.Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)4. Saúde e Segurança5. Gestão de Riscos na Subcontratação 59
  60. 60. TENDÊNCIASPelos dados do censo 2010,a população brasileira crescea uma taxa de 1,17% ao anoGeração de lixo aumenta em 6,8%Coleta seletiva cresce 1,6% O que fazer? Como reverter esta tendência? Dados sobre lixo e coleta seletiva - Fonte: O Estado de São Paulo, 26/04/2011 60
  61. 61. VOLUME DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃOOs resíduos de construção representam mais dametade dos resíduos urbanos em volume Fonte: Manual de Gestão de Resíduos Sinduscon, 2005 61
  62. 62. GERENCIAMENTO DE RESÍDUOSDeterminado pela Política Nacional deResíduos Sólidos e leis municipais sobreresíduos de construção civil em São Paulo,Curitiba, Recife, entre outrosRegulamentado pela resolução 307 (2002),431(2011) e 448(2012) do CONAMAEstas normas objetivam reduzir a geraçãode resíduos, mas não fixam metas parareutilização ou reciclagemElas diferenciam grandes geradores depequenos geradores de resíduos 62
  63. 63. PLANO DE GERENCIAMENTOA norma obriga o grande gerador a elaborar em cadaobra um plano de gerenciamento de Resíduos deConstrução e Demolição (PGRCD)Etapas do plano que devem ser gerenciadas:  Caracterização  Triagem  Acondicionamento  Transporte  Destinação 63
  64. 64. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS  Classe A – resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como componentes cerâmicos (blocos, telhas, placas de revestimento), argamassa e concreto, pré- moldados em concreto.  Classe B – resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso  Classe C – resíduos para os quais ainda não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem  Classe D – resíduos perigosos, como tintas, solventes, óleos e outros, resíduos contaminados oriundos de demolições e reformas em clínicas radiológicas, instalações industriais e outros 64
  65. 65. RESULTADOSEm 2008 implantamos no Banco Real a obrigatoriedadedo PGRCD para as grandes obras.Volume médio de resíduos por obra: 125 m³  Reuso / reciclagem de resíduos classe A: 7,5% (concreto, alvenaria, cerâmica, terra)  Reuso / reciclagem de resíduos classe B: 43,1% (madeira, aço, plástico, papel, gesso) 65
  66. 66. RESULTADOSTabulação dos dados do PGRCD 2008 66
  67. 67. RESULTADOSVantagens  Ferramenta de produtividade  Mitigação de riscoDificuldades  Não adequação dos municípios às exigências legais Fonte: Manual de Gestão de Resíduos Sinduscon, 2005 67
  68. 68. NÃO GERAÇÃO DE RESÍDUOSO melhor resíduo é aquele que nunca foi gerado.Algumas estratégias para conservação de recursosmateriais e não geração de resíduos:  Projetar para o desmonte  BIM (Building Integrated Management)  Coordenação modular  Componentes industrializados ou pré-fabricados  Fôrmas e escoras reutilizáveis  Concreto com dosagem otimizada  Treinamento da mão de obra (inclusive o engenheiro) 68
  69. 69. 1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil2. Tendências da Construção Sustentável3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)4.Saúde e Segurança5. Gestão de Riscos na Subcontratação 69
  70. 70. SÍNDROME DO EDIFÍCIO DOENTEFatores de risco:  Ambientes com temperaturas extremas  Atmosfera com muitas partículas  Atopia  Troca de ar insatisfatória  Prédio com mais de 15 anos ou menos de 1 ano de uso  Áreas grandes cobertas com carpete ou tecidos  Sistemas de Climatização Artificial Passamos 90% do nosso tempo dentro de edifícios. 70
  71. 71. BEM ESTAR E CONFORTOUm edifício verde visa o bem estar de seus ocupantes edo entorno, abrangendo:  Conforto ambiental – térmico, luminoso e acústico  Qualidade do ar  Toxicidade de materiais 71
  72. 72. CONFORTO AMBIENTALIntegrar no projeto soluções quegarantam níveis adequados de:  Iluminação  Temperatura  AcústicaPrever ainda:  Recursos para controle das condições de conforto pelo usuário  Janelas para contato visual com o ambiente externo Masdar City – Foster + Partners 72
  73. 73. QUALIDADE DO ARProcedimento para controle da qualidade do ardurante a obraProcedimento para limpeza de dutos na entrega deobra, com troca de filtrosMonitoração e controle de poluentes, níveis de CO² efumaça de cigarroUtilização de gás refrigerante R 407 ou R 410 nosequipamentos de ar condicionado, visando:  Menor potencial de depleção da camada de ozônio  Menor potencial de aquecimento global 73
  74. 74. TOXICIDADE DE MATERIAISUtilizar nos acabamentos internos materiais com baixaemissão de COV  Tintas com baixa emissão de COV e à base de água  Adesivos e selantes à base de água  Carpetes com baixa emissão de COV  Produtos de madeira isentos de formaldeídoCompostos orgânicos voláteis (COV) são compostos que contêm carbono,facilmente vaporizados em condições de temperatura e pressão ambiente eque reagem fotoquimicamente na atmosfera.Afetam a saúde humana em função da toxicidade e efeito cancerígeno;formam o ozônio troposférico, que fica concentrado nas baixas camadas daatmosfera. 74
  75. 75. SEGURANÇA DO TRABALHOA construção civil responde por 50% dos acidentes detrabalho fatais no Brasil Fonte – IGT 2007 75
  76. 76. PREVENÇÃOA NR-18 estabelece diretrizes administrativas, de planejamento ede organização para implementar medidas de controle e sistemaspreventivos de segurança nos processos, nas condições e nomeio ambiente de trabalho na indústria da construçãoPrograma de Condições e Meio Ambiente de Trabalho naIndústria da Construção (PCMAT)Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)  NR-4: Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho  NR-5: CIPA  NR-6: Equipamentos de Proteção Individual (EPI)  NR-7: Controle Médico de Saúde Ocupacional  NR-9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 76
  77. 77. GESTÃO DE SEGURANÇA  Planejamento  Organização  Comunicação  Treinamento 77
  78. 78. 1. Cenário Atual do Mercado da Construção Civil2. Tendências da Construção Sustentável3. Ecoeficiência (Gestão de Resíduos)4. Saúde e Segurança5.Gestão de Riscos na Subcontratação 78
  79. 79. RISCOS SOCIAIS NA CONSTRUÇÃO CIVILA construção civil representa 7,8% dos ocupados noBrasil, abrigando 6,8 milhões de trabalhadores em 2009É o setor com a segunda menor participação naeducação profissional, depois da agriculturaÉ o setor de maior risco ocupacionalMuitas atividades em obra são terceirizadas devido àespecialidade ou por motivos organizacionaisA responsabilidade é solidária em questões trabalhistas,mesmo em se tratando de terceiros subcontratadosDanos à imagem do contratante Fonte – fgv.br/cps/construcao 2011 79
  80. 80. RISCOS AMBIENTAIS NA CONSTRUÇÃO CIVILResponsabilidade cível em crimes ambientais  Não depende da definição de dolo ou culpa  Princípio do poluidor pagadorValor econômico x recurso natural  O dano pode ser irreversível do ponto de vista natural 80
  81. 81. CONTRATOS E CONTROLESFerramentas para gestão de risco:  Avaliação de Risco Socioambiental  Gestão de fornecedores  Contratos  Controles documentais  Fiscalização Formar parcerias e prevenir riscos 81
  82. 82. CONTATO ROBERTO ORANJE Arquiteto e consultor LEED AP FONE (11) 99103-1832 EMAIL roranje@susplan.com.br 82

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