Cursos libras uern março 03 03 2010

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Cursos libras uern março 03 03 2010

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DEPARTAMENTO DE APOIO À INCLUSÃO – DAIN CURSOS DE EXTENSÃO CURSO DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS MOSSORÓ, MARÇO 2010
  2. 2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: •Comunicação correta com o surdo; •Símbolo da Surdez; •Breve retrospectiva da Educação de Surdos no Brasil; •Parâmetros principais da Libras: Configuração de Mão – Ponto de Articulação – Movimento – Orientação ou Direção – Expressão Facial e Expressão Corporal; •Sinais em foco: Alimentação – Verbos – Profissão – Família – Hospital; •Pronomes Possessivos; •Pronomes Indefinidos; •Pronomes Demonstrativos; •Tipos de Frases; •Escrita do Português da pessoa com surdez.
  3. 3. COMUNIQUE-SE CORRETAMENTE COM O SURDO • Informe ao surdo o que acontece ao seu redor. • Fale claramente, distinguindo palavra por palavra, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. • Use o tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar não adianta. • Deixe o surdo enxergar sua boca. A leitura dos lábios fica impossível se você gesticular, segurar alguma coisa a frente dos seus próprios lábios, ou ficar contra a luz, ou falar de lado ou de costas. • Seja expressivo. Como os surdos não podem ouvir as mudanças sutis do tom de sua voz indicando sarcasmo ou seriedade, a maioria deles entenderá o que você quer comunicar por meio de suas expressões faciais, seus gestos ou os movimentos do seu corpo. • Para chamar a atenção do surdo, toque no ombro se estiver próximo ou acene se estiver distante.
  4. 4. • Enquanto estiver conversando, mantenha o contato visual. Se olhar para outro lado enquanto estiver conversando, o surdo pode pensar que a conversa terminou. • É rude atrapalhar uma conversa entre surdos ou passar entre eles enquanto estiverem conversando. Espere terminar. • Se você tiver dificuldades para entender o que uma pessoa surda está falando, sinta-se à vontade para pedir que ela repita o que falou. • O que interessa é comunicar-se com a pessoa surda, o método não é o que importa. Se necessário, comunique-se através de bilhetes. • Use com freqüência informações visuais, pois elas são úteis ao surdo. Se for usar algum vídeo, filme ou TV, certifique-se de que tenha legenda ou um intérprete. • Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda e não ao intérprete. • Se não souber o que fazer diante de um surdo para se comunicar com ele, use a língua universal: o sorriso sincero e amoroso.
  5. 5. De acordo com a lei 8.160 de 08 de Janeiro de 1991, artigo 1º: “É obrigatório a colocação do Símbolo Internacional da Surdez, em todos os locais que possibilitam o acesso, circulação e utilização por pessoas portadoras de deficiência auditiva...”
  6. 6. UMA BREVE RETROSPECTIVA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL •Filósofo grego Sócrates – 368 aC. •Monges Beneditinos – 530 dC – voto do silêncio. •Até o final do Século XV – surdos excluídos da sociedade. •Pessoas ouvintes tentaram ensinar aos surdos: -Girolamo Cardano – utilizava sinais e linguagem escrita -Pedro Ponce de Leon (Monge Beneditino) – utilizava além de sinais, treinamento da voz e leitura de lábios. •Método oralista puro •Método combinado •Alguns professores dedicaram-se à educação dos surdos. Entre eles destacaram-se: -Juan Pablo Bonet (Espanha) -Abbé Charles Michel de I’Epee (França) -Samuel Heinicke e Moritz Hill (Alemanha) -Alexandre Graham Bell (Canadá e Estados Unidos) - Ovide Decroly (Bélgica)
  7. 7. •Professor Huet – trouxe o método combinado para trabalhar com os surdos no Brasil. •Instituto dos Surdos Mudos – 1857- Primeira escola para surdos no Brasil. •Instituto Nacional da Educação de surdos (INES) – Surgiu a Língua Brasileira de Sinais, da combinação da língua de Sinais Francesa com a Língua de Sinais Brasileira antiga. •Propagação da Libras.
  8. 8. PARÂMETROS PRINCIPAIS DA LIBRAS: 1º) CONFIGURAÇÃO DE MÃO (CM) É a forma da(s) mão(s) presente no sinal. Exemplos: •Aprender/Sábado/Desodorante spray •Amigo/Festa •Nome/U •Especial/Organizar //Projeto/Certo •Pequeno •Sentimento/Raiva •Quatro/B/Falso •Cinco/Cultura/Inteligente •Dois/L/Trabalho •Namorar/Fácil/dó/Saúde/Delícia/Jesus •Inimigo/Cola
  9. 9. 2º) PONTO DE ARTICULAÇÃO É o lugar onde incide a mão predominante configurada, podendo esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro. Exemplos: •Brincar •Paquerar •Esquecer •Decorar •Professor •São Paulo •Acender •Idade •Problema •Conseguir/Novamente/Ter/Não ter •Número •Morrer •Paz
  10. 10. 3º) MOVIMENTO – Os sinais podem ter um movimento ou não. Exemplos: Sinais com movimento: •Rir •Chorar •Conhecer •Homem •Mulher •Proibido •Mandar •Pronto •Pesquisar/Exame •Estudar •Falar •Outro Sinais sem movimento: Ajoelhar/Em pé/Sentar/Pensar
  11. 11. 4º) ORIENTAÇÃO/DIRECIONALIDADE Os sinais têm uma direcionalidade com relação aos parâmetros acima. Exemplos: •Ir/Vir •Subir/Descer •Acender/Apagar •Abrir/Fechar •Expulsar •Responder •Antes •Evitar •Difícil •Emoção •Educado •Forte(intensidade) •Futuro •Atrair
  12. 12. 5º) EXPRESSÃO FACIAL E/OU CORPORAL Muitos sinais, além dos quatro parâmetros mencionados acima, em sua Configuração têm como traço diferenciador também a expressão facial e/ou corporal. Exemplos: •Alegre/Triste •Ato-sexual •Ladrão/Roubar •Helicóptero/Moto •Feliz •Sofrer •Orgulhoso •Raiva •Admirar •Desprezar •Arrepender •Aflito/Preocupado •Gordo/Magro
  13. 13. “Na Língua de Sinais: •O sujeito vem na frente da sua qualidade, o objeto na frente da ação, e de modo geral, a coisa modificada vem na frente do modificador. •Abandonam-se as palavras e frases desnecessárias. Os sinônimos são raros... •Por se usar a maravilhosa sinfonia da pantomima, das ações mímicas, do rosto falante, das mãos, dos braços e dos ombros – até mesmo os músculos descansados ou rígidos podem transmitir emoções profundas. Os sinais representam muitas vezes frases inteiras. •Alguma tendência ou sinal distintivo da pessoa ou do objeto torna-se o seu símbolo lógico. •As ações são representadas pelas suas mais vívidas características. Atributos tais como dureza, tamanho e peso podem ser indicados no ar. •Os gestos imitam às vezes uma peculiaridade encontrada no manejo de um objeto e que tem os atributos em discussão.
  14. 14. Com tal vocabulário artístico, o “orador” surdo desenvolve com seus sinais animados um tema absorvente. Em certos momentos desempenhará o papel de um personagem no seu drama, depois o de outro, sinalizando as mudanças repetidas por gestos bem descritivos de ambos. Esclarece-se o local do incidente relatado e se identificam claramente os participantes. Nomes, lugares e idéias altamente abstratas podem ser soletradas pelo alfabeto manual, se necessário. Perante o olho treinado desenrola-se um quadro mental animado. A ênfase Segundo o sentido, a modulação e outras qualidades relacionadas são dramatizadas pela expressividade do rosto e das mãos ágeis do orador. É preciso não se concentrar demais nas expressões faciais, porém, para não Perder o que se quer expressar com o resto do corpo falante.” (Texto extraído do periódico mensal: DESPERTAI! – Publicado pela Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Cesário Lange – SP. Número de Ordem 511, 1961.)
  15. 15. VOCABULÁRIO • Perguntas • O quê?/Quem?/Qual? • Quando?Onde?/Como? • Quantos?/Porque?/ • Também/Depois/Se/Qualquer/Ou/Às vezes • Nada/Agora/Todos/Alguns/Já/Nunca
  16. 16. • Fácil/Difícil – Igual/Diferente • Claro/Escuro – Longe/Perto • Depressa/Devagar – Limpo/Sujo • Inteligente/Bobo – Quente/Frio • Antes/Depois – Primeiro/Último • Jovem/Velho – Grande/Pequeno • Duro/Mole - • Forte/Fraco • Gordo/Magro
  17. 17. • Ex.: O filho obedece ao pai – PAI, FILHO OBEDECE • O homem pintou o quadro – QUADRO, HOMEM PINTOU • A menina quebrou a boneca – BONECA, MENINA QUEBROU

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