Diretriz municipal da_educação_infantil

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Diretriz municipal da_educação_infantil

  1. 1. III Reunião Técnica Regional do Proinfância Diretrizes Municipais da Educação Infantil Estratégias de construção coletiva
  2. 2. ABRE-SE A PORTA PARA DECISÕES A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, Porque a meia pessoa que entrava Só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade Voltava igualmente com meio perfil E os meios perfis não coincidiam.
  3. 3. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso Onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades Diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme Seu capricho, sua ilusão, sua miopia”. (CARLOS D. DE ANDRADE)
  4. 4. Diferentes pesquisadores têm enfatizado a importância de levar em conta os sujeitos (professores, crianças e jovens, famílias) na produção das propostas e nos estudos dos processos educacionais. Um campo que nos parece profícuo remete à necessidade de conhecer não só histórias e trajetórias individuais de professores, mas também as histórias das propostas e das equipes institucionais, seus rumos, erros e acertos.
  5. 5. DIRETRIZ NACIONAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA CRECHE/PRÉ-ESCOLA DIRETRIZ MUNICIPAL
  6. 6. Avanços na construção de caminhos próprios para a Educação Infantil dos municípios – a partir dos anos 2000. - Desafios: - Centralidade das decisões nas secretarias de educação; - Ausência de diálogo entre o que se pretende e o que se tem; - Descontinuidade.
  7. 7. Pensar coletivamente estratégias de ação a curto, médio e longo prazo que garantam uma construção de fato coletiva, uma implementação mais eficiente, uma avaliação constante e mudanças e/ou fortalecimento dos rumos.
  8. 8. Desafio: •encontrar unidade na diversidade;
  9. 9. PROPOSTA PEDAGÓGICA e CURRÍCULO • Proposta Pedagógica, entre outros conceitos: “explicitação de qualquer orientação presente na escola” (KISHIMOTO, 1994); • Poderíamos então afirmar que o currículo na Educação Infantil orienta-se por uma proposta pedagógica que revela determinada concepção de infância e de escola?
  10. 10. CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA • Ambas as concepções são produtos da cultura e da história, todas são crianças, porém, podemos encontrar nos diversos contextos sociais várias formas de infância; • Defendemos a concepção de criança contextualizada em sua concretude de existência social, cultural e histórica, participante da sociedade e da cultura de seu tempo e espaço, modificando e sendo modificada por ela; • Tê-la como um “sujeito de direitos” socialmente competente com direito à voz e a participação nas escolhas, que consegue recriar, refundar, resignificar a história individual e social, que vê o mundo com seus próprios olhos, capaz de estabelecer múltiplas relações, de produzir cultura do grupo, as culturas infantis, por meio da expressão e manifestação nas diferentes linguagens e de diferentes modos de agir. Constrói seus saberes, reproduzindo e criando novas brincadeiras com novos significados;
  11. 11. CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA • Dar visibilidade aos bebês, pois defendemos a ideia de que são competentes e capazes de interagir entre si desde muito pequenos, não dependendo do nível de competência cognitiva ou linguística. São capazes de criar uma série de estratégias que aproximam umas das outras, realizando uma verdadeira “fusão eu – outro, através das imitações, oposições e sincronias de ritmos e harmonia com grupos de crianças e dos adultos/educadores com os quais convive. • Defesa de que a Infância não se encerra aos 05 anos quando as crianças saem da Educação Infantil; sua entrada no Ensino Fundamental, não a destitui dessa categoria que segundo alguns autores se estendem até aos doze anos, ECA por exemplo.
  12. 12. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL • É a primeira etapa da Educação Básica, que em nossa rede é oferecida nos CEIs, CEIIs, EMEIs e CEMEI que devem ser considerados espaços coletivos e privilegiados de vivência da Infância (0 a 5 anos), que contribuem para a identidade social e cultural das crianças, fortalecendo o caráter integrado do cuidar e educar, em ação complementar a da família; • É o lugar onde se garante o direito à infância e o direito a melhor condição de vida para todas as crianças – meninos e meninas, pobres, ricas, negras, brancas, indígenas, com deficiência sensorial, física, intelectual e com distúrbios globais do desenvolvimento reconhecendo e valorizando a diversidade cultural das crianças e de suas famílias;
  13. 13. PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA • Considerar a criança como principal protagonista da ação educativa; • A indissociabilidade do cuidar e educar no fazer pedagógico; • Considerar a criança como centro da atenção do Projeto Político Pedagógico; • Possibilitar à criança o acesso aos bens culturais, construídos pela humanidade, considerando-a: sujeito de direitos, portadora de história e construtora das culturas infantis; • Reconhecer e valorizar a diversidade cultural das crianças e de suas famílias; • Dar destaque ao brincar, a ludicidade e às expressões das crianças na prática pedagógica de construção de todas as dimensões humanas; • Considerar a organização do espaço físico e tempo como um dos elementos fundamentais na construção dessa pedagogia;
  14. 14. PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA • Efetivar propostas que promovam a autonomia e a multiplicidade de experiências; • Possibilitar a integração de diferentes idades entre os agrupamentos ou turmas; • Estabelecer parcerias de participação com as famílias; • Estender o “espaço educativo” para a rua ou bairro e a cidade; • Buscar continuidade educativa da Educação Infantil na direção do Ensino Fundamental.
  15. 15. CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO • Partindo dos conceitos apresentados nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, de currículo: “ conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, cientifico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral das crianças de 0 a 5 anos” e de Projeto Politico Pedagógico: “plano orientador das ações da instituição e define as metas que se pretende para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela são educados e cuidados. É elaborado num processo coletivo, com a participação da direção, dos professores e da comunidade escolar” , promover na rede um movimento em que possamos conhecer e discutir sobre qual currículo está sendo praticado nas unidades.
  16. 16. CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO • Efetivar uma reflexão sobre o currículo para que possamos promover um movimento de reorientação curricular que vá ao encontro com as concepções de criança/infância , educação infantil e princípios da pedagogia da infância que defendemos;
  17. 17. Concepção de Currículo nos últimos 20 anos, foi se acumulando uma série de conhecimentos sobre as formas de organização do cotidiano das unidades de Educação Infantil de modo a promover o desenvolvimento das crianças. Finalmente, a integração das creches e pré-escolas no sistema da educação formal impõe à Educação Infantil trabalhar com o conceito de currículo, articulando-o com o de projeto pedagógico.
  18. 18. Concepção de Currículo Esta concepção de currículo foge de versões já superadas de conceber listas de conteúdos obrigatórios, ou disciplinas estanques, de pensar que na Educação infantil não há necessidade de qualquer planejamento de atividades onde o que rege é um calendário voltado a comemorar determinadas datas sem avaliar o sentido das mesmas e o valor formativo dessas comemorações, e também da ideia de que o saber do senso comum é o que deve ser tratado com crianças pequenas.
  19. 19. Concepção de currículo A definição de currículo defendida nas Diretrizes põe o foco na ação mediadora da instituição de Educação infantil como articuladora das experiências e saberes das crianças e os conhecimentos que circulam na cultura mais ampla e que despertam o interesse das crianças.
  20. 20. PERFIL DO(A) EDUCADOR(A) DA INFÂNCIA • Consideramos que todos (as) os (as)profissionais da Unidade de Educação Infantil são educadores (as) porque contribuem para a formação e crescimento das crianças, cuidando e educando-as; • O (a) educador (a) da Infância deve ter um papel fundamental como “observador participativo”, que intervém para oferecer, em cada circunstância, os recursos necessários à atividade infantil, de forma a desafiar, promover interações, despertar a curiosidade, mediar conflitos, garantir realizações significativas e promover acesso à cultura, possibilitando que as crianças expressem a cultura infantil;
  21. 21. PERFIL DO(A) EDUCADOR(A) DA INFÂNCIA • Investir nas reflexões dos (as) educadores (as) enquanto sujeitos na construção de sua competência destacando e respeitando os seus “saberes da experiência”, os seus “saberes pedagógicos” e seus “saberes das diversas áreas do conhecimento” (sociologia, antropologia, historia, arte, matemática, meio ambiente, tecnologia, linguísticos ), para torna-los profissionais sensíveis, capaes de lidar com a especificidade exigida para o trabalho com as crianças de 0 a 10 anos. • Para a pequena infância promover a discussão: COMO SER PROFESSOR SEM DAR AULAS?
  22. 22. QUALIDADE E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL • Tendo como ponto de partida o que nos aponta Bondioli, 2003 – a qualidade não é um valor absoluto, não é um produto, não é um dado, mas sim se constrói, através da consciência, da troca de saberes, do confronto construtivo de pontos de vista, do hábito de pactuar e examinar a realidade, da capacidade de cooperar para aspectos da “transformação para melhor”, entendemos que possamos instaurar um movimento para que sejam construídos critérios para avaliarmos a qualidade do trabalho desenvolvido na rede, levando em conta organização dos tempos e espaços, materiais, relação com a família e comunidade, infra- estrutura dos prédios e outros aspectos indicados pelos educadores.
  23. 23. QUALIDADE E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL • A avaliação se dá em vários âmbitos, e no âmbito da aprendizagem das crianças, deve estar em sintonia entre a prática cotidiana vivenciada pelas crianças e o planejamento do (a) educador (a), constituindo-se em um elo significativo refletindo permanentemente sobre as ações e pensamentos das crianças, realizando, uma análise teórico-reflexiva de suas observações. Nunca terá como objetivo classificar as crianças por suas aprendizagens e saberes, mas sim historicizar o percurso por elas vivido; • Propor um estudo sobre o que é um trabalho de qualidade social na Educação Infantil para a Rede Municipal de Ensino com vistas a criação de Indicadores de Qualidade.
  24. 24. Pontos a considerar: •Interesse político e pedagógico; •Despertar e convencer da necessidade de fazer essa tarefa;
  25. 25. Pontos a considerar: • Se já existe Diretriz, Proposta – considerar essa trajetória; • Construir um Plano estratégico: consultoria, tamanho da rede, momentos para estudo, discussão, encaminhamentos de propostas, sistematização, revisão, aprovação (presenciais ou outras formas de participação), recursos;
  26. 26. Pontos a considerar: •Construir coletivamente um esboço do que é necessário constar nessa diretriz; •Definir referenciais teóricos;
  27. 27. • Elaborar os textos bases (preliminares); • Distribuir no tempo – etapas: estudo, discussão, proposições, sistematização, revisão, aprovação; • Definir o que é diretriz para o município (Princípios, Fundamentos e Procedimentos) e o que é proposta pedagógica da instituição (Princípios, Fundamentos e Procedimentos); Pontos a considerar:
  28. 28. Dinâmica de Grupo •Levantar elementos que poderão compor uma Diretriz Municipal; •Sugerir temas para a IV Reunião Regional
  29. 29. Elementos da Diretriz Municipal • Breve histórico da Educação Infantil no Brasil • Marcos Legais • A Educação Infantil no município – avanços e desafios • Compromisso com os princípios éticos, políticos e estéticos • Composição da rede municipal • Concepção de Infância • Concepção de currículo
  30. 30. Elementos da Diretriz Municipal • As crianças de 0 a 3 anos • As crianças de 4 e 5 anos • O cuidar e o educar como aspectos integrados • As interações e as brincadeiras • O corpo e o movimento • O processo inclusivo • Os mecanismos de controle social • A relação com as famílias • O trabalho articulado com outras políticas
  31. 31. Elementos da Diretriz Municipal • Os critérios de matrícula; • Jornada, dias letivos • A organização dos grupos etários; • A organização dos tempos e dos espaços • A avaliação da qualidade • A avaliação da aprendizagem e do desenvolvimento das crianças
  32. 32. Elementos da Diretriz Municipal • A articulação com o ensino fundamental • Formação continuada em serviço; • Hora atividade; • Os mecanismos de distribuição de recursos • O papel da secretaria municipal de educação • O papel da gestão • O papel do professor • O papel dos demais profissionais
  33. 33. “Criança tem pressa de viver, e não lhe prometam uma compensação no futuro, a necessidade é urgente, o bálsamo que venha já, amanhã será tarde demais...” Carlos Drummond de Andrade
  34. 34. PROGRAMAÇÃO III Encontro Estadual do Proinfância no Paraná e X Encontro Regional Sul do MIEIB - 07, 08 e 09 de abril de 2014 - Curitiba - PR - Realização: MEC/SEB/COEDI e MIEIB/FEIPAR/FCEI/FGEI "A Educação Infantil no contexto das políticas públicas: demandas, ações e perspectivas"
  35. 35. 07/04/14 – SEGUNDA 9:00 – 12:00: Colegiado MIEIB 12:00 - 13:30: Almoço 13:30 - 14:30: PNE, CONAE e PME: perspectivas no contexto político atual. 14:30 – 1730: Grupos temáticos – Fóruns do Regional Sul
  36. 36. 1. PNE – CONAE: contexto, posicionamento do MIEIB quanto à meta 5, reconhecimento do movimento pelo FNE, mapeamento da representatividade na CONAE e posicionamento quanto ao adiamento – moção de repúdio 2. PROINFÂNCIA e FÓRUNS: (pauta em Vitória) acompanhamento dos fóruns estaduais, devolutiva dos consultores da realidade dos municípios quanto à dimensão pedagógica em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EI de 2009, dentre outros documentos orientadores oficiais produzidos pelo MEC-COEDI 3. Docência na EI: formação inicial, articulação com as IES para o debate quanto ao currículo dos cursos de Pedagogia, fomento para discussão nos fóruns sobre a carreira docente e a divisão do trabalho – fragmentação – com a contratação de especialistas dentre outros, Lei do piso... 4. Corte etário – matrícula na EI e EF: contexto atual nos estados e municípios e a LDB 12.796
  37. 37. 18:00 - 19:00: Mesa de abertura: MEC/SEB, SECADI, ANPED, CNE, UNDIME NACIONAL, MIEIB, UNCME NACIONAL, MP-PR, CEE-PR, UFPR, SEED-PR 19:00 - 20:00: Conferência "Educação Infantil como uma política de inclusão" Martinha Clarete Dutra dos Santos - (SECADI). Coordenação: Sueli Fernandes - (UFPR) 20:30 - 22:00: Jantar
  38. 38. 08/04/14 - TERÇA 9:00 - 10:30: Mesa "Desafios e perspectivas da Educação Infantil - Qualidade, Financiamento e Acesso". Astrit Tozzo (UNDIME-SC); Hilário Royer (TCE-RS); Tiago Lippold Radünz (FNDE) . Mediação: Carlos Eduardo Sanches (CEE-PR) 10:30 - 12:00: Mesa: "Avaliação na Educação Infantil no âmbito das políticas públicas" - Marlene dos Santos (MIEIB/GT Avaliação); Catarina de Souza Moro (Comissão de especialistas INEP e GT de Avaliação UFPR); representante INEP. Mediação: Rita de Cássia F. Coelho (COEDI/SEB/MEC)
  39. 39. 14:00 – 15h30: Mesa "A docência na Educação Infantil e as políticas de formação: um diálogo necessário entre os cursos de pedagogia, a gestão municipal e a Secretaria da Educação Básica". - Yvelise Arcoverde (DAGE/SEB/MEC); Marcelo Soares P. da Silva (FORUMDIR); Maria Carmem Silveira Barbosa (UFRGS). Mediação: Moacir Feitosa (CNE) 15h30 – 15h50: Intervalo 15h50 – 17h: Debatedores - MIEIB e UNDIME 17h – 18h45: Grupos temáticos MIEIB: proposições para apresentação na Assembléia 19:00 - 20:00: Jantar
  40. 40. 09/04/14 - QUARTA 08:30 - 10:30: Mesa: "Organização do espaço do Proinfância". Maria da Graça Horn consultora (COEDI/MEC). Debatedoras: Claudia Maria da Cruz, consultora (COEDI/MEC); Daniele Marques Vieira, consultora (COEDI/MEC), Simone Albuquerque coordenadora Projeto UFRGS/MEC 11:00 - 11:30: Debate 12:00 - 13:30: Almoço
  41. 41. 13:45 - 14:30: Organização dos grupos temáticos 14:30 - 14:45: Intervalo 14:45 - 17:30: Assembléia do Regional Sul do MIEIB Coordenação: apresentação das proposições dos grupos e definição dos encaminhamentos mediante as pautas apresentadas.
  42. 42. Grata pela atenção!!! Claudia Maria da Cruz proinfanciasc@gmail.com claudiacruzeduca@gmail.com http://maisinfanciasantacatarina.blogspot.com.br/ 41-35379019 41-92473836

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