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O juízo moral da criança com relação aos transgressores e às vítimas de injustiças estudo em crianças de diferentes meios sócioculturais roazzi, dias & silva, 2000

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O juízo moral da criança com relação aos transgressores e às vítimas de injustiças: estudo em crianças de diferentes meios sócioculturais
Antonio Roazzi; Maria da Graça B.B. Dias; Abígnes Ruyberto da Silva
Universidade Federal de Pernambuco

RESUMO: Dois estudos foram realizados visando melhor compreender as divergências parciais entre o estudo de Miller e MacCann (1979), sobre as reações de crianças a transgressores e a vítimas de injustiça, e uma réplica do mesmo realizado por Alencar e cols.(1984). No primeiro estudo, realizado com 24 crianças de escola pública de Iª e 4ª séries, depois de ouvirem duas histórias, as crianças eram questionadas quanto ao grau de maldade do transgressor e da recompensa a ser dada à vítima. O segundo estudo, utilizando o mesmo procedimento, foi realizado com uma amostra similar de escola particular. Os resultados mostraram que os atos intencionais de transgressão eram julgados com maior severidade que os de condição acidental em ambas as amostras. Contudo, segundo as crianças de escola pública, ao contrário das de escola particular, as vítimas mereciam maior compensação na condição intencional. Observou-se, também, entre as crianças mais velhas de escola particular, julgamentos mais severos para o transgressor. Enfim, os pontos de convergência e de divergência entre os três estudos são discutidos.
Palavras-chave: juízo moral, justiça, intencionalidade na transgressão, meio sóciocultural.

ABSTRACT

Two studies aimed at better understanding the partial divergences between Miller and MacCann's study (1979) about children's reactions to transgressors and injustice victims, and a replication of the same study carried out by Alencar et al. (1984). The first study has been performed with 24 children studying in the 1st and 4th grades of a state school. Immediately after two stories having been read, the children were asked about the degree of the transgressor's wickedness and the reward to be given to the victim. The second study, using the same procedure, were accomplished with a similar sample from a private school. The results have shown that intentional transgression acts have been judged with larger severity than accidental ones in both samples. However, according to the children from the state school, in contrast to the ones from the private school, the victims from the intentional condition would deserve larger compensation. It has also been observed more severe judgement on the transgressor, among the oldest children from the private school. Finally, convergence and divergence points among the three studies have been discussed.

Key words: moral judgment, justice, intention and transgression, social cultural environment

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  1. 1. ISSNI41]·]8gX Temas em PsicologiadaSBp· 2DOO.Vol ln'I. 21·34 ojuizo moral da criança com relação aos transgressores eàs vitimas de injustiças: estudo em crianças de diferentes meios sócioculturais1 Resumo Antonio Roazzil • M a ria da G r aça s.s. Dias c A bigDCS R uybcrto da Silva Unil'ersidade Federal de Pernamhuco Dois estudos foram realizados visando melhor compreender as divergências parciais entre o estudo de Miller e Maceann (1979), sobre as reaçõcs de crianças atransgressores e a vitimas de injustiça, e wna réplica do mesmo rculi/.aUu pur Alencare cuh.(1984). 10 primeiro estudo, realu.adocom 24 crianças de c>co[a pública de I'e 4' ~es, d~'f'Ois de ou'ircrn duas histórias. as crianças eram questionadas quanto ao grau de ma[dadc do transgressor e da recompensa a r.cr dada à vitima. O segwl1o estudo, ulilizando o mesmo procedimento. foi realizado com wna amostra similar de escola panicu[ar. Os re5ultados mostraram que os aIOS intencionais de lransgressão cnlmjulgados com maior ,c'cridade queos de cOl1diç~o acidentaIem ambas as amOSlras, Contudo, r.cgoodo as crianças dc escola pública. ao contrário das de escola particular. as vitimas mereciam maior compcnsaçãooacondiç,ão mtcnclOnal. Observou-se, lamb.:m, entrca,criançasmals velhasdeesco[a panicu[ar, julgarnenws mais severos para o tr,msgressor, Enfim, os pontos de convergência c dc divergência entre os lrês esmdoss1lodiscUlidos PaluraHhail:juí/o moral, ju.,li<,:u, iTllcTl~inTlalidml~ na Imn'grt'."ãn. m~in sú~i ocul lural Thechild'smoraljudgementontransgressorsand viclims ofinjuslices: astudyin childrenfromdiflerent socialculturalBnvironmBnts Abstnc[ Twn ,Imlie" aim~d aI bclkr undeThla"ding lhe partial di'Tr~';crl~~' bclwe~n Miller and Ma<.'Cann', ,tudy (1979) about children's reaçtiuns lo transgressvns and injustice victims, and a rep[icalioll ofthe samc srudy carried out by Alcncaretal. (1984). The firsl study has been pcrfonned wilh 24 ehildrcn studying in the 1" and 4'" gradesofa Slale schoo!. lmmedialely afterwo stor;es ha'ing bccn read, lhe clúldren were asked aboUI lhe dcgree ofthe transgressor's wickcdncss and lhe reward to be givcn101lle vielim. The second study, using lhe same procedure. were accomplished 'ith a similar samp[e fmm apri"al~ 'eh"o!. Th~ re ,ul t, have shm'iII thal intentionallransgrcssion acts havc becn judgcd wilh [arger sc"erity Ihan accidml:!l ones in both samp1es However, aecording lO the dú[drell from lhe state 5ehoo[, in contrasl to lhe ones fmm the private school, the v;ctims fmm lhe ;ntent;e>nal condition would deserve larger eompcnsation. It has also beco observcd mure sevcre judgemcnl on lhe transgrcssor, alnong the oldest chi[drcll from lhe priv3le ,eho"L Finally. convergence and d;vergencc roints ame>ng the thrce studies have becn discusscd. ~e, wCrll: moraljudgment.justice. intcntion and transgrcssion, social cuhum[ envÍroJlllent. Estudando o desenvolvimento moral, logo nos deraramos com a idéia de uma universalidade de princípios morais (Kohlbcrg, 1963; 1964), de uma progressão em estágios ou. mais precisamente, fases (Piagcl, 193211965; Koh[bcrg, 1964, 1976, 1985) e, espcdalmente. com a idéia de que as fases m ais L Trahalho apre,entado no Simpõ,io A i>ljlub>ria da,r vari<hâs sociocultllrai> >lO de,'envo/vimenlo moral, na XX IX Reunião Anual d~ Psicologia da Sociedade Brasileira de Psiculugia. Campi na~ SI'. ournhro de 19')'). 2. Endereço para corrcspondéncia : Antonio Roazzi, Rua Francisco da Cunha, 654/801, EM. Villa das I'edras. Iloa Viagem - CEI' 5 1020·04 [ Recife - PE. fones (8!) 3271.0599 e 3271.8272 (Universidade). Fax (SI) 327 1.IS43 c-mail:roazzi@npd .ufpe.br
  2. 2. UOUIÍ, M. G. U DiaS! oU.h amadurecidas da moralidade extrapolam a mera resultados com os estudos realizados cm outros intcmalizaçiioda moral dacultura - corno pretendiam, países ocidentais. por exemplo, Durkheim (1974 a, b), Frcud (1914, Ncstadireção,procuramosnalitcraturaalguns 1915, 1929), os behavioristas, os antropólogos e estudos realizados no Brasil que tivessem submetido outros. Nestc sentido, todos os indivíduos passariam a verificação o paradigma piagetiano dejuízo moml, sucessivamente por uma série de fascs, indc- alIav~s da comparação simultânea das variáveis dc pendcntemente do nível sócioeçonômico e do meio intcncionalidadc (intencional e acidental) e dano cultural. Entretanto, existem evidências na literatura (grande e peqlleno) c que, ao mesmo tempo, de pesquisas, realizadas em crianças ocidentais, estivesscm fundamcntadoscm estudos realizados em apontando a importância das influências sociais, um outro país ocidental. culturais e educacionais no desenvolvimento moral Nessa pt:n;pectiva, encontra-se o estudo de (e.g., Panier Bagllt, 1977, 1982, 1985; Panier Bagat e Alencar, Maciel, Fernandes e Patriota (1984). Estes Di Gemma, 1987; Panier Bagat e ManlTcdi, 1990) e autores objetivaram, prioritariamente. replicar o questionando ni'lo só a passagem de uma moral estudo de Miller c MacCann (1979) sobre as reaçõcs hcteTÔnoma para woa moral autônoma, como também de crianças a transgressorcs c vitimas dc injustiças. a hipólt:se piagetiana da existência de invariantes Nestas duas investigações requeria-se, por parte das culturais no dominio do desenvolvimento moral. crianças, a comparação simultânea d", duas variáveis Parece, então, que os fatores culturais podcm - intencionalidade e dano - depois de ouvirem duas afetar a scqüência dos juízos morais de Piaget. Estes histórias: uma contendo um grande dano causado por resultados implicam que a validade das eonclusõcs, às acidente e outra contendo um pequcno dano causado quais Piaget chegou, pode estar delimitada no âmbito intencionalmentt:. Após ouvirem as histórias, as da cultura ocidental. Portanto, toma-se dificil uma crianças eram questionadas a respeito do grau de simples aceitação ou rejeição do postulado teórico maldadedotransgressor,dapuniçãoaserdadaaclce piagetiano sobre a existência de invariantes culturais da recompensa a ser dada à vitima no dominio do desenvolvimento do juizo moral. Miller e MacCann (1979) realizaram três Como csscs rcsultados restringem a validade experimentos em crianças canadenses (da I' ii 6' das conclusões de Piaget ao âmbito da cultura série) e encontraram que, não apenas o transgressor ocidental, seria produtivo comparar-se os resultados intencional era julgado com maior severidade que o de pesquisas idênticas realizadas em contextos aeidcntal, eomo também queaseriançasjulgavamos sócioculturais diferentes. Nesse sentido, o Brasil atos intcncionais mais merecedores de punição que oferece um contexto interessante para a vcrificação os acidentais. Encontrou-se. também, maior desse paradigma, viSl0 que possibilita a comparação dispnsição das crianças mais novas em considerar a de crianças com experiências sóeioculturais e vítima mais merccedora de recompensa. Além disso, educacionais diferentes. De fato, pelo menos para a foram encontradas diferenças significativas na população de nível sócioeconômico médio e alto, compensação a ser dada às vitimas dc atos inten- podemos considerar o Brasil um país moldado de cionais ou acidentais, tendo a vítima de atos acidcn- acordo com os parâmetros da cultura ocidental. tais menor recomendação de recompensa que a usufruindo de bens de consumo mat~riais, culturais e vitima de atos intencionais. educacionais st:melhantes aos encontrados no As histórias envolvendo o dano material eram "primeiro mundo'·. Para a população pobre e julgadas com mais severidade qut: as histórias marginalizada, o acesso aos bens de consumo, em envolvendo o dano tisico. Não obstante, as medidas seus diferentes níveis, é reslrito. Além de compa- de punição e de recompensa eram bem menores raçõcs intcrelasses, é possível confrontar esses quando o transgressor já tinha recebido alguma
  3. 3. punição pan scu ato. do que quando não tinha Essaexplicaçãoébastanteplausivel.visloqueoulros recebido nenhuma punição. As crianças expressanlm estudos na literatura têm apontado que a saliência de um maior desejo em punir o transgressor do que de um ato moral intencional dificulta a possibilidade de compensar a vitima, especialmente quando os danos detecção de diferenças em outras variáveIS (por causados Avítima eram severos. exemplo, ao comparar·se o julgamento de atos de Alencar e eo1s. (1984). ao realizarem uma vandalismo em IUnçãode a propriedade scr pública réplica do estudo canadcnsc, visavam, princi- ouprivada:verRoat.zi,LoureiroeMonteiro, 1996). palmente, avaliar o grau de gencralizaçJo dos Embora não tenham sido encontradas resultados obtidos pelos autores MIller e MacCann diferenças significativas entre os estudos de Miller e (1979) no experimento original com cnanças de um MacCann e de Alencar e colaboradores com relação contexto s6ciocultural diverso do originalmente ao julgamento do grau de maldade do transgressor, investigado. A investigação foi realizada com uma nos dados referentes aOJulgamentoda compensação a amostra de criancas de [",J·eS"séries de uma escola ser dada ii. vítima, 05 dois estudos apresentam duas pública localizada cm uma Arca habitada por uma diferenças fundamentais. Em primeiro lugar, populaçllo de S/aIllS sócioeconômico médio do enquantoquenocstudooriginaldcMillcrcMacCann, Distrito Federal. Forn.m observadas similaridades c com uma amostra de crianças canadenses, foram diferenças com o estudo original. Mais especifi- observadas diferenças em função da idade, no estudo camente, coincidiram os resultados refcrentes às de Alentar e tolaboradores as trianças mais novas medidas de maldadc do transgressor e de punição consideraram a vitima como mais merecedora de merecida por este. Conforme o estudo original, o recompensa. Esta divergência de dificil interpretação transgressor da condição intencional foi julgado com eagravada pelQ fato de quea tendência encontrada por umaseveridadesignificatlvamentemaisaltaqueoda Alencar e colaboradores e exatamente oposta à condiçllo acidental. Além disso, como no estudo de preconizada. mas nao encontrada por Milkr c Miller e Maceann, o transgressor da condiç.1o MacCann (para esses últimos autores, a respon- intencional foi considerado, também, mais mere- sividade da criança às necessidades de outras crianças cedor de punição que o da tondição acidenta!; não deveria aumentar com a idade). Assim, apesar de os obstante, as crianças mais novas consideraram a dois estudos apresentarem diferenças, em função da vitima mais merecedora de recompensa. Entretanto, idade, no julgamento da compensação a ser dada à cm relação ao nível de tompensação merecida pela vitima. OS dois estudos diferem quanto ii. di~ão dessa vítima, diferentemente do estudo original, ocorreu diferença. Em segundo lugar, nllo roram entontradas um efeito de idade e, sobretudo, não foram obser- diferenças' significativas na compensação a ser vadas diferenças significativas na recompensa a ser atribuída às vitimas de atos intencionais ou acidentais dada às vítimas de atos ~cidentais ou intencionais. no estudo de Alencar c colaboradores, enquanto que. Em linhas gerais. tanto os resultados de no estudo de Miller e MatCann, as trianças Alencar e cols.(1984)comoosde Miller c MacCann recomendaram uma recompensa menor à vitima de (1979) indicam que,jã a panir de sete anos de idade, alDS acidentais do que à vitima de atos intencionais. as crianças são capazes de considerar a inten- Como interpretar essas divcrgêntias relativas cionalidade do transgressor ao avaliarem o seu ato, aojulgamento do nível de recompensa recomendada em um periodo anterior àquele apontado por Piagel. ii vítima? Uma das características que diferenciam as Alencar e colaboradores. interpretaram esses resul- amostras desses dois estudos é o nível s6cio- tados como conseqüênda do fato de que, nas econômico das famílias de origem das crianças. histórias apresentadas, a intencionalidade do ato era Enquanto Alencar e tolaboradores informam um fator muito saliente, condição quc teria levado as claramente que a amostra era formada por crianças crianças mais novas a considerar a intendonalidade. de escola publica, Millere MacCano não informam o
  4. 4. tipo de escola frcqüentada pelas crianças. Além do mais, Alencar e colaboradores., ao descreverem a amostra, informam que essa escola pública era "localizada em um setor habitado por uma população de statu~· sócioeconõmico médio" (p.26). Mesmo com a faltade informações precisas, é possível inferir que as crianças do estudo brasileiro pertenciam a famílias de nível sócioeconômico baixo, enquanto as crianças do estudo canadense, a famílias de nível sócioeconômico médio. Outros estudos na literatura têm mostrado a relação enlre o tipo de escola rreqüentada e o nível sóciocconômico (e.g.. Nunes- Carraher e Schliemann, 1982; Roazzi, 1988). Assim, se as duas amostras dc crianças que caracterizam esses dois estudos diferem em termos de nível sócioeconômico das famílias de origem, justifica-se realizar uma investigação que controle esta variável, já que essa variável, cm oulros estudos, tem desempenhadu llm impurt~nte papel nus tipos de julgamentos apresentados (e.g. Haidt. Kollere Dias, 1993). De fato, se o nível sóciocconômico dos sujeitos afeta o sistema de valores (Tamayo 1994), valores estes que, pur sua vez, podem orientar explícita ou implicitamente a conduta humana (Horrocks, 1976; Kluckholm, 1951; Rokcach, 1973; Smith, 1963; Williams, 1968), é de se esperar, também, que o nívcl sócioeconômico afete, de alguma form~, u tipo de juízo moral e, mais especificamente, as rcaçõcs aos transgressores e vítimas de injustiça. Julga-se nt:Çcssáriu csdarecer essa questilo antes de sugerir interpretações das divergências dos estudo~ colocados acima. Alem do mais, uma comparação entre tais estudos possibi- litaria uma melhor eompreensilo da controvertida hipótese piagetiana da existência de invariantes culturais na área do dcsenvolvimento moral. As duas questões que se colocam silo: as influências socio culturais e educacionais são capazes de facilitar (apressar) ou dificultar (desacelerar) a passagem da moral heterônoma para a moral autônoma? As influências socioculturais e educacionais silo eapa- l.Iawi.IU.I.I.lguU.SiIJ zes de detenninar sistemas dico-cognitivos dife- renciados, isto é, as relações especificas entre a compreensão e a avaliação das normas sociais? Neste sentido, esta investigação propõe-se a replicar o estudo de Alencar e colaboradores que, por sua vez, replicaram um dos experimentos de Miller e MacCann (1979). Visa investigar a reação de crianças recifenses a transgressores e vítimas de injustiças, controlando não somentc o tipo de série (I' e 4'), o tipo de dano3(material e fisico) e o tipo de ato (intencional e acidental), mas também o tipo de escola frequentada, supondo que esta reflete o nivel sóciocconômico da familia de origem. Vislo que nenhuma diferença foi observada cm termos de maldade e punição do transgressor, apenas a primeira dessas variáveis foi avaliada, além, naturalmente, do nível de recompensa, já que, confonnc os estudos citados anteriormcntc, esta variável foi a que apresentou o maior número de discrepâncias No primeiro experimento foram entre- vistadas crianças de I' e 4' series de uma escola pública que, tendo entllo ouvido as histórias contadas pelo experimentador, eram convidadas a responder, voluntariamente, duas questões: uma sobre o grau de maldade do transgressor e outra sobre a recompensa a ser dada ii vítima. Nu segundo experimt:nto, foram entrevistadas crianças de I' e 4' série, de uma escola particular; no restante, o material e o procedimenlo furam idênticos ao primeiro experimento. O tipo de escola freqüentada no Brasil bem conllgura elou delimita o l·tatus familiar sócio cultural dos cursantes, justificando-se tomar uma escola pública por representante du NSE baixo e uma escola particular por representante do NSE médio. Por outro lado. para fim de controle das idades das crianças (crianças mais novas e crianças mais velhas) as séries em enfoquc foram a I' e 4' series, já que no âmbito da escola pública niln se observa demarcação t1l0 definida como acontece na escola particular. 3. Vari:hel nllo atendida por Miller c MacCann (1979) t: Al~ncare cols. (1984)
  5. 5. Estudo 1 MiTOUU Participaram da investigaç;Io 24 crianças, doze da I' série (5 meninos e 7 meninas; idade média 7anose6meses)edozcda4'série(6mcninose6 meninas; idade média 10 anos e 7 meses), de uma escola publica localizada em um setor 113bitado por uma população de s/atuI s6cioeconômico baixo e situada na região metropolitana do Recilc. Material Quatro históri~s. Duas dessas histórias envolviam um dano fisicoe as outras duas um dano material. Tanto as duas histórias envolvendo um dano fisieo como as duas envolvendo um dano material eram apresentadas em duas versões. uma tratando de transgressão aeidental e outra de lTansgressão intencional. Uma escala, decineopon. tos, foi usada para a avaliação da maldade do transgressor. Uma pilha de cinco moedas dc um real Procedimento As crianças foram entrevistadas indivi- dualmentc em uma sala da própria escola onde estudavam. Depois de ter estabelecido um "rapport " com a criança, o entreviswdor (E) convidava-a a ouvir umasériedchistóriasatravésdasseguintcsinstruçõcs "Go.·turia que mcê oU~'isse qIUl/'O hixtó,im·. Depois de ouvi-las. quero que vu.::e me diga o que você acha que de~'eria ser feito sobre o que acon/eC/:u na hi.!fória". Cada sujeito ouvia. então, as quatro histórias. Cada história era apresentada em duas "ersõcs, envolvendo uma transgressão intencional e uma transgressllo acidental. A primeira história en"olvia um dano fisicoeasegundahistÓria.um dano malerial. A seqüêneia das histórias era mmlomi.rnda para evitar o efeito da ordem. As histórias foram HISTÓRlA I (Dano Fisico I Transgressão Intencional). Um grupo de meni/Jo~' estava jogando futebol. Quando foi a ve: de Guilherme chutar, ele decidiu bater com a bofa no rosto de um menino de qu/!m ele não gostava e que era do outro time. O menino J"t' maL'hucau e começou a chorar. HiSTÓRiA 2 (Dano Físico I Transgressão Acidental). Um f(rupo de meninol' estava jogando fu/ebol. Quando foi a vez de Guilherme chutar, ele sem querer bateu com a bola na rosto de um menino que era do outro time. O menino se machucou e começou a chorar. HISTÓRIA 3 (Dano Material I Transgressão Intencional). Pedro e BelO estavam pu;'seanda de bicicleta, um rodando com a bicicleta do Olllro. BelO viu uns cacos de vidro no chão e pôs a bicicleta por cima deles de tal forma que ele estourou, de propôs/to, os dois pneus da hicicleta de Pedro HISTÓRIA 4 (Dano Matcrial/Transgressão Acidental). Pedro e Beto estovam passeando de bicicleta, um rodando com a biciclela do mitro. Beto passou, sem qUf"rer, pur cima de uns cacos de vidro que ele não tinha visto no chão e estourou os dois pneu.ç da bicicleta de Pedro. Depois que () sujeito ouvia cada história, pedia-se para quc a repetisse, a fim de assegurara sua eompreensilo d~ mesma; se nllo repetisse o conteúdo básicocorrctamente, a história era relida. Aseguirfoi apresentada uma escala de cineo pontos para avaliaçllo da maldade do transgressor. As seguintes instruções roram utilizadas para avaliar tal aspecto: "Agora veja: es/alinha e~·tá dil'idida em cinco purtes: ela é uma medida que vai de I a 5 pontos. Um é a medida menor e cinco é a medida maior. O número l significa "poll'luisúma maldade". 2 "pouco maldude ", 3 '"nem muita nem pouca maldade'. 4 "muitamaldade "e5 "wtalmentemal" Perguntava-se a respeito da história I 'Se você tivesse que meclir a quantidade de maldade que havia em Guilherme quando c/e mflchucou o outro menino. que número ~vâi escolheria? "
  6. 6. Além da medida do grau de maldade do transgressor, utilizou-se também uma medida de reçompensa. Para tal. uma pilha de cinco moedas de RS 1,00 foi apresentada à criança através da seguinte instrução· HISTÓRJA A: '"Eu e~·tava pensando em dar ao outro garoto - aquele que se machucou com II bolajogada por Guilherme - lllgum dinheiro extra. Q/lamo (levo dar a ele: uma, duas. três. quatro ou cinco moedos de R$ J,OO?·· O mesmo procedimento foi empregado para cada uma das histórias que o sujeito ouvia. No final dasessãoexpcrimental,pediu-seaosujeitoparanada comentar com os seus colegas acerca do procedi- mellloa que se submeteu. RESULTADOS Na Tabela 1 estão apresentadas as médias e desvios-padrões das reações ao transgressor e à vitima de injustiça cm função da intenção do transgressoredotipodedano,deacordocomidadel sériedascrianças.Observa-.seelaramcntequeosatos dc transgressão na condição intencional sãojulgados A....,n.IU.I.I.liiuA.l.Sin mais severamente do que os atas na condição acidental. Observa-se também uma diferença mais marcante entre as crianças de I' e 4' séries na condição intencional doque na acidental. Em relação aosatos intencionais, as crianças de 4'série sempre julgam com maior severidade estes tipos de atas do que as crianças de l' série. Em relaçllo à com- pensaçllomerecidapclavitima,asdiferençasentreos atas intencionais e os acidentais são menos mar- cantes. Além do mais. as crianças da I' série sempre julgam que a vitima merece uma maior compensação do que as de 4' sérico Enfim, é possivel observar médias mais altas na compensação da vitima na história envolvendo dano material do que naquela que envolve dano fisico. Para verificar estatisticamente as difcrcnças acima observadas, os dados foram submetidos às análiscsdevariãnciasdotipoSériel1dade(2: l' e4' série), Tipo dc dano (2: tisico e material) e Tipo de ato (2: intencional eacidental),considerandocomo variáveis dependentes o nível de maldade do transgressor e o nível de compensação merecida pela vitima. Na Tabela 2 estllo apresentados os resultados das duas análises de variância. Tabela 1. Média e ± dcsvio-padrllo (DP) das reaçôes ao transgressor e ii vitIma de mjustiça em função da imcnção do transgressor e do tipo de dano de acordo coma idade/série das crianças de escola públiea,considcrando a VDnivelde maldade do transgressor (maldade) e o nível de compensação mereçida pela vítima (recompensa). DUDfi$ÍCD DUltUllrial '" FU Sine Iltue•• AcI'IILlI III-*,I AtitI..tJI li$Íct Méiíl ." MHil " M"ia " .... .'" IlHiI IUia IhIÃ'1 UI m '" 1J5 ,.. m l.1I 2.15 UI UI 4.51 1.13 " 4.51 ·1.15 l.! l.I5 4.51 U! '" t3J !." .4.15 ·1.15 l.1I UI 4lf UI Rle.,.s. 3.51 lO UI " UD UI U! m Ui 1.1 l.25 4.11 ., J.J5 l.45 U5 UI 1.5 lo. 4.14 1.41 ·J.IJ l.J2 4.11 UI 1." ! , A - tnlm<ioo!+ Addon..!; F + M - flsi<o + M.....;,.!
  7. 7. TIMI. 2. Análises de Variâncias (2 x 2 x 2: série, aio, dano) considerando como VD maldade e compensação para as crianças de e$Colapública. i... " ".."" "'..., _i.il ...m UI in 11.41 T,,~Iu.1 (II U5 101 in lUS r"iltlllOO m.ll s" .."in lUi Do' $lhA .... 2Ufi '"-"',... lSM.l1 UriI(S) I.• in 41.33 r".u..(If III lo' '" 2Ul .., I.' ilhA 0."., 11.11 lo' SIIIA ., 44SI Constatou-se que o transgressor da condição intencional foi julgado com uma severidade significativamente maisaha (média 4.25) do que na condição acidental [média 1.89; F(1,22) - 148.95; p<.OOI]. Ao mesmo tempo, a compensação merecida pela vítima foi julgada maior na condição intencional (média 4.27) do que na condição acidental [média 3.65; F(1,22) - 5.56; p<.028]. Observa-se também queotipode ato envolvendo dano material foi julgado .. "UI 141tSi .111 0." 2.11 .o. .i1 .oH U5 2.41 .o. ." 1.11 ... .1. 133.11 141.IS .133 UI 5.14 .11 .Tli .11 .11 .In .11 1.ll 1514.11 1It.ll .1. UI 2.11 .o. l.1! 1.11 '.14 "'I.' ."'Ui l.lI I." "',II ." ..lU • ,...H ,..1.12 merecedor de uma maior compensaç1lo por pW1C da vitima (média 4. 18) do que o tipo de ato envoh'endo dano fisico [média 3.72; F(1.22) - 4.74;p<.041]. O único efeito interativo que ocorreu foi entre série e tipo de ato, considerando a variável dependente nivel de maldade do transgressor [F(1,22) - 5.14; 1'<.033; Figura I]. Análise a posteriori das diferenças cntrc as médias, através do teste de Tukey, indicou haver uma compensação maior da vitima na condiç1lo
  8. 8. r:=.": Uouri, lU. I. I. Din. H,SiR estudo de Alencar c coI5.(1984), ncm no estudo de Miller e Maceann (1979). Estes últimos autores encontraram uma diferença no mesmo sentido ao ser julgado o nivel de maldade do transgressor. Apesar das diferenças observadas entre os resultados dos estudos de Miller e MacCann (1979) c dcAlcncarccols.(1984),edasdifcrençasentreesses dois estudos c os resultados aqui apresentados, em seu conjunto, todos estes resultados indicam, de fonna clara, que crianças a partir de sete anos de idade são capazes de considerar a intenção do transgressor ao avaliar o seu ato. Embora de forma menos acentuada, estes estudos apontam também que as crianças consideram relevante no seu Figura I.Médiadcavaliaçõcsdamaldadedolransgrcsm. julgamento a intenção do transgressor (intencional imencional tanto nas crianças dc la como de 43 série (p<.OI). Nenhuma diferença significativa foi observada entre crianças de la e 43 série tanto na condição intencional como na condição acidental. DlSCUSSAo Esses resultados coincidcm com os de Alencar ecols.(1984) somente no que se refere às diferenças entreosdoistiposdeatoquandosemedeamaldadedo transgressor. Em relação a esta última variável dependente, foi também a intcração Série x Tipo de ato que apontou para uma tcndência em julgar com maior severidade atos imencionais à mcdidaquea criança toma-se mais adulta, e a tendência oposta quando o ato é acidental. Esta interação não foi observada nem no estudo de Alencar e colaboradores, nem no estudo de Miller e MacCann (1979). Considerando a variàvel dependente recompensa, também-se observou, como no estudo de Miller e MacCann, uma diferença entre os dois tipos de atos Outra importante diferença em relação aos dois estudos acima citados, refere-se ã diferença encontrada entre os dois tipos de Instórias. A história envolvendo um tipo de dano material foi julgada como merecendo um tipo de recompensa m:.ior do que a história envolvendo um tipo de dano fisico. Também esta diferença não foi encontrada nem no ou acidental),para recompensara vitima do dano. Assim, é possivel afinnar que a reação da criança a uma vitima de injustiça é realmente afetada pela naturez.adaaçloquelevaaumnivelde sofrimento vivificado por parte da vitima. Estudo 2 Apesar das similaridades encontradas no Estudo I com os estudos de Miller c MacCann (1979) e de Alencar e cols.(1984), foi encontrada também uma série de diferenças. Uma importante variável que caracteril.ll esteseSludos é oNSEdossl.ljeitos,ql.le,no C3SO do Nordeste do Brasil, tem correspondência com o tipo de escola freqüentada pelos alunos. Nesse sentido, postula-se que o nível s6cioeconÔlllico das pessoas areta o seu sistema de ·alores (Tamayo, 1994), que, por sua vez, pode orientar explícita ou implicitamente sua conduta (Horrocks, 1976; Kluckholm, 1951; Rokeach, 1973; Smith, 1963; Williams, 1968). Desse modo, seria de espe rarque as classes sociais mais baixascnfatb:assem os valores s6cioeconômicos culturais mais prementes de seu cotidiano. Neste caso as crianças investigadas lTeqOentavam uma escola pública, cujos alunos eram oriundos de farni1ia~ de um NSE baixo. No estudo de Alencar c colaboradores., as cnanças freqOentavam também uma escola pública, mas "localizada em um setor habitado por uma população de l"talUS sócioeconômico médio do Distrito Federal". Portanto,
  9. 9. a amostra de Alencar e cols nilo pode ser equiparada à nossa por causa da diferença do tipo de escola freqücntada. Por último, preswnimos que a amostra investigada por Miller e MacCann seja de uma escola pública no Canadá (os autores nào fornecem este tipo de informação). Inúmeros estudos na área cognitiva tém mostrado que ~rianças atendidas cm escolas públicas de pa ises do "primeiro" mundo são facihnente comparáveis com crianças atendidas em eseolas paniclllares de países do "terceiro" mundo, como é o caso do Brasil (e.g., Roazzi, 1988). Consi- derando as diferenças entre as amostras acima apontadas, antes de tirar conclusões definitivas, julga-se importante replicar o estudo em uma amostra de crianças de escola particular, cujoo alunos silo oriundos de familias de NSE médio Mate~al eprocedimento Idêntico ao apresentado no Estudo I. RESUlTADOS Na Tabela 3 estàoapresentadas as médiaseos dcsvios-padrõcsdasreaçõcsaotransgressoreàvitima de injustiça, em função da intençllo do lransgressore dotipodedanodeacordoeomidadclsériedaserianças de escola partieular. Como visto, para as crianças dc escola pública, observa-semuitoclaramcntequeosatosdctransgrcssão na condição intencional são julgados mais severamente do que os atos na condição acidental. Observa-se também wna diferença mais marcante enlrC as crianças de I' e 4' série na condição intencional do que na METOOO acidental. Em relação aos atos intencionais, as crianças de 4' série sempre julgam com maior severidade esses Participantes tipos de atos do que as crianças de l'série. Em rclação à compensação merecida pela Participaram da investigação 24 crianças, vítima, as diferenças entre os atos intencionais são doze da I"série (5 meninos e 7 meninas; idade média muito menos acentuadas. Além do mais, ao contrário 6.4) e doze da 4' série (8 meninos e 4 meninas; idade das erian4s de escola particular, as crianças da ' série média 9.5), de uma escola particular localizada em julgam que a vítima merece uma menor compensação um bairro habitado por uma população de NSE doqucasde4'série, com exccçilo da condição acidcn- médio, situada na região metropolitana do Recife tal com dano material TI~la J. Média ± dcsvio-padrlio (DP) das rcaçôc:s ao lransgressor c à vítima de injustiça cm fWlçlo da intenção do transgressor c do tipo de dano de aeordo com idadclsérie das crianças de /!Scola parficular coru;iderando a VO nível de maldade do transgressor (maldade) e o nível de compensaçao merecida pela vitima (r"compen~a) Dauffsitt Uaao.ateriaJ Une 3.13 1.It 1.13 I. 3.11 '" 1.13 '" UI " 1.11 ,,,' 111 UI 1.1! UI 1.11 1.IJ RlC"PIIU 4.l1 3.11 '" 4.25 t.II U3 l. UO ..,I 4.54 1.1/ U3 I ~ A - Imcnci<>ol~ Acidcmal; f + M ". 2.13 3,3J 1.11 3.1 I.' 4.53 05 '" llit" . Mili3 2.17 1.1 '" 42' 4.l 4.24 111111 MUia 3.IJ 4.12 4.14 '"W Hl F+M .,lII"ia 1.13 1.15 1.19 4.]1 1.1 4.15
  10. 10. UnuiM.U.I.liu.A.I.SiIn Para verificar estatisticamente as diferenças Constata-se que o transgressor da condição acima observadas, os dados foram submetidos a intencional foi julgado com uma severidade análises de variâncias tipo Série/ldade (2: I" e 4" signifieativamente mais alta (média 4.24) do que na série), Tipo de dano (2: tisico e material) e Tipo de condição acidental [média 1.89; F(I,22) - 55.32; ato (2: intencional e acidental), considerando como p<.OOI]. Ao contrário do que foi observado para as variáveis dependentes o nível de maldade do crianças de escola pública, a compensação merecida transgressor e o nível de compensação merecida pela pela vítima nllo foi significativamente maior na vitima. Na Tabela 4 estão apresentados os resultados condição intencional (média 4.43) do que na das duas análises de variância. condição acidental [média 4.16; F(I,22) = 2.00; Tabeta 4. Análises de Variâncias (2 x 2 x 2: série. ato. dano) considerando como VD maldade e compensação par.. as crianças de escola panicular FiaI. SO "'MJlUit CNmft. SOi.51 'DUl 2111.51 .IU Stri.($) UI UI 11.15 .1&3 ,~ 1.15 •I~.it4i11ID) .11 .1« h' .1i " II ,~ 11.111 I,.itJllIA! 133.11 nUI 5UZ ...h. l" '" .,",~ 52." ,.u h. .IE .116 $lhA .11 .116 ,,, 13.15 R.c_,••SI CNSIIIt. 1115.16 mm 11m .11' ...m " " ..,~ 51.11 2.32 I"it4111ID) '"S•• 1.Zi 1.Zi .1, .•,,,, 35.13 U2 ... Ui Ln l.II '"S.hA .11 '",,, 11.4. .u ... " .!I '"SlhA .M .IE '",~ zm 1.15
  11. 11. p-n.s.J. Qbscr-ou-se também que o grau de maldade atribuído ao r.lnSgressor variou slgIllficatlvamente segundo a série das crianças, isto~, as crianças mais novas, de I' sêne, o Julgaram menos seiel1lJl1ente (médi.2.85)doqueasmaisvelhM,de4'sénelmcdia 3.28;F(I,22)-11.05;p-.OO3] DlSCUSSÃD oque seobscr-a em comum entre os Estudos 1e 2, neste artigo, e os estudos de MIller e Maceann (1979)e de Alencarecols.(1984) éojulgamentodo transgressor de fonna mais severa na condição intencional do que na condição aCidentaI. Esses resultados apontam no mesma direçAo de uma série de outros estudos encontrados na literatura (e.g., Annsby, 1971; l3erg-Cross, 1975; Keasey, 1977; Gruen. Doherty e Cohen, 1979; Feldman, Klosson, Parsoos, Rholes e Ruble, 1976; Nelson, 1980; Rybash c Kmin, 1978) sugerindo que as crianças consideram a intencionalidade do ato em seus Julgamentos cm um perlodo anterior IIquele que hll maia tempo era ressaltado. Discute assim, a tendênCIa descrita por Pt.get (193211965) de que a criança, iii medida que se desen...olve, ê capaz de considerar com mais assiduidade a intençAo do transgressor do que as conseqUências do aiO, julgando as açõc5 com base na r<'sponsabilidade subjetiva, isto é, com base n0(5) moti ...o(s) que orienlou(-aram) a transgress~o, supernndo, dessa forma. o estágio do obJcÜ...ismo moral ou realismo moral. Esta similaridade entre os eSludos realizados com grupos de crianças tão heterogêneos possivel- mente reflete, como anolado por Alencar e cols. (1984, p.29), alguns valores enfatizados, tanto na famllio como na escola durante o processo desocia- linçlio da criança, e queparecenl ser semelhantes em difcrentes eontell.tos culturais investigados. É pro...lIvel que, independente do NSE correspon· dente, exista uma tendência em avaliar os atosda criança a partir do nível motivacional da mesma (inlencional versus acidental). Os pais, os profes· son~s e toda a scrie de agentes socializadores da criança (Boehm, 1957), lnelusive05 v'nos6rg1os de infonnaçllo e mais especificamente. televislo (Peterson, Pelet'SOn e Seeto, 1983), levanam em conta, em seus julgamentos e no n'vel de inten- sidade da repreensllo. o rato de o aio ter sido realizado intencionalmente ou nllo. O fato desses agenles socializadores considerarem a varillvel inlencionalidadetenderiaaserprontamenteperce-- bido desde pequena por parte da criança que, dessa forma, assimilaria os mesmos critérios de julga- Nilo obstante as similaridades aelma des- critas enlIe os vll.rios estudos analisados, várias diferenças foram lambêm observadas especial- meote entre o grupo de crianças de escola publica e particular. Antcs de tudo,observou·se que as crianças de escola publica julgaram a vitima de danos materiais mais merecedora de recompensa (4.18) do que a de danos flsicos (].72), ao contrário das crianças de escola particular. Essa difet"CT1ça nlo foi observada no estudo de Alencar e coI5.(1984). Por outro lado, no eSludo de MIller c MacCann (1979), uma dife- rença na mesma direçlo foi encontrada entre 05 dois tipos de histórias (tipo de danos) em termos de maldade do transgressor e nlio em termos de recompensa da ..itima. Ou stJa, o trans&f"CSSOT da história envoliendo dano material (3.07) foi Julgado com uma severidade sigmficativamente mais alta do que o transgressor da história eniolvendo danos fisicos(2.75). Este quadro dIvergente entre os diferentes estudos precisa scr investigado no fUluro com mats cuidado. Além do maIS, visto que a diferença em nossocstudo foi encol1trada SOllltnte nas erianças de escola publica, é possfvcl que este grupo de crianças julgue merecedores de uma menor recompensa danos de tipo fisieo do que danos de tipo material. Nas crianças de escola particular ambos os tipo~ de danos foram julgados de fonna similar (fisico 4.]5 "'5. material 4.24). Ponanto, é preciso que, nas futuras investigações, se dê maior atençlo a esle llpo de varill.vel, especialmente em eomparaçOes trans-
  12. 12. A.RUZlUI.G.llliiSlA.I.Sil" culturais. E interessante observar que essas dife- sido acidental, mas não 110S exime da necessidade de renças o entre dano tisico c o dano material, earac- compensar o dono do outro carro terizando as histórias A e B, respectivamente, não Em terceiro lugar, confinnou-se, no grupo de foram exploradas no estudo de Miller e MacCann crianças de escola particular, que as crianças mais (1979). Nesse sentido, sugere-se que outros tipos de velhas consideraram o transgn:ssur com maior danos sejam avaliados como, por excmplo, os scveridade que as mais novas. Apesar desta psicológicos. ~unrlITIlaçil.o em nosso estudo envolvendo crianças Em segundo lugar, apcsarde o transgressor de escola particular, este fenômeno nllo foi intencional ter sido julgado com maior severidade observado no estudo de Alencar e cols. (1984). Estes que o acidental, em ambos os grupos de crianças, últimos autores encontraram exatamente o oposto observou-se que as crianças julgaram os atos considerando o nível de recompensa da vítima intencionais como merecedores de uma maior (crianças mais novas julgando a vitima mais recompensa que as acidentais somente para o grupo merecedora de recompensa que as mais velhas). de crianças de escola pública (e nllo de escola Dado que a extenslloda faiJla etária neste estudo era particular). Enquanto Alencar e coI5.(1984) não menor do que no estudo de Alencar c colaboradores, encontraram esta diferença, a mesma foi observada e possivel sugerir-se que esta tendência ocorra com no estudo de Miller e MacCann (1979). Alencar e mais facilidade em crianças de escula p~rticul~r (a colaboradores, ao discutircm estas diferenças entre variável que diferenciava a presente amostra do os resultados, levantam a possibilidade de o tipo de estudo de Alencar e colaboradores). Por outro lado, dano sofrido pela vítima ter sido relativamente leve, estc fenômeno tem sido sugerido por Miller e ou o tipo de recompensa utilizada (o dinheiro) ser MacCann (1979) quando afirmam, com base em uma fonna adcquada de compensação. Dado quc no investigações sohre o comportamento pró-social, presente estudo as histórias eram idênticas, cstcs q~c a disposição da criança para responder às questionamentos não procedem e levam a acreditar exigências e às necessidades dos outros deveria que as diferenças possam estar relacionadas a ampliar-se com a idad~. experiencia s6cioculturaldas crianças. Enquamoas Ao consideraras difcrcnças cncontradas entre crianças de escola pública mostraram uma maior criançasdeescolapúblicaeparticulareaoconsiderar preocupação em recompensar a vitima de um ato que estas duas amostras pertencem a estratos intencional (4.27) do que a de um ato acidental sócioeconômicos diferentes, pode-se levantar a (3.65), as crianças de escola particular nilo apre- hipótese de que tais discrepâncias sc devam a fatores sentaram esta diferença e tenderam a recompensar da relativosãclassesocialeãexperiênciasociocultural mesma forma tanto a vílima de aIOS intcncionais c educacional diferenciada que as caracteriza. (4.43) como a vítima de atos acidentais (4.16). As Diferenças nllo somente em termos da classe social crianças de escola particular, desta forma, respon- de origem (e.g., Boehm e Nass, 1962; Kohn, 1969; deram de acordo com a norma-padrão vigente em Roaui e Dias, 1992), da cultura (e.g., Fonseca, 1987; nossa sociedade, a qual nomom~ntodejulgaronível Panier BagaI, 1985) como também do estilo de maldade do transgressor considera a inten- educacional (c.g., McKinlcy, 1964; Panicr Bagat, cionalidade do sujeito mas, ao mesmo tempo, no 1977,1991) nào sào novidades na literatura, apon- momento de recompensar as vítimas de ato tando para a necessidade de ulteriores aprofun- acidentais não considera a intencionalidade das damentos. pessoas. Por exemplo, o fato de bater sem querer no Concluindo, o principal objetivo do presente carro de OUlra pessoa nos exime de eventuais estudo foi investigar o julgamento feito por crianças responsabilidades morais pelo fato de a batida ter de diferentes níveis s6ciocconômicos de transgres-
  13. 13. sores e vitimas de injustiças. visando mdagar as divergências e o grau de generalizaçlodos resultados encontrado nos estudos realizados por MIller e MaeCann ( 1919), com uma amostra canadense, e Alencar e cols. (1984), com uma amostra brasileIra. Observou-se que os resultados encontrados, com uma amostra de crianças brasileuas de escola pública e particular. foram. só em parte. parecidos com aqueles encontnldos nos estudos origmals. Dessa forma. tanto as crianças canadenses como as crianças brasIleIras julgaram o transgressor da condição Intencional com maior severidade que o da condiçAo acidental. Entrctanto. no presente estudo. foi encon- tradllliuma série de discrepáncias com 05 estudos de Millcre MacCann (1919) e Alencar c cols.(1984) relativas ao tipo de dano tisico e material, ao tipo dc recompensa de atos intencionais e acidentais, e ao nlvel de severidade emjulgar o ato transgressor em funÇlO da idade. Tais discrepâncias nos resuhados dos estudos analisados sugerem a n«essidade de continuar com replicaçõcs com grupos sociais diferentes, como no presente estudo. leando em cont. um maior controle das histórias apresentadas, em te""os. tanto do tipo de dano envolvido (tisico. material, psicológico etc.), como do nlvel do dano (pequeno e grande) e do nlvel de sali~ncia da intencionalidade do transgressor Enfim, como sugerido por Alencar e colaboradores. visto que em nossa sociedade existe a tendência a preocupar-se mais em punir o tnms· gressordo que cm compensar as vitimas de injustiça, seria também de extrema Importlncia que fosse também comparado. mais diretamente, o nível de gnlvidade da transgresslo com o n["el de recompensa a serofcn..'Cida' vítima, visando explorar qual destes dois aspectos ê mais valorizadoevolutlVamente na criança. RIFIRÉNCIASBIBUDCMFICAS Alentar, E. M. L. 5.; MacieL. D. M M A; Fernandes, M T. G.ePatnOQ. T.G. C. (1984). ReaçOesdeenançasa traIISJTCS5OI'UcviumasdelDJUShças-Repheaçtode um estudo. Arqllivo BTtU,/erro de PSICOlogw, J6(3). 24·31 Anmby, R. E. (1971). A ~ination or lhe deve· loprnenl or monl Jlldgemenl!l ln children. Child fX>.elopmel1l,41.241.248. Berg·Cross. L. G. (1915). Inlcnlionallty, dcgree or damage, and moral judgemenl!l. Child Del't!:lopnu!m, 46.910·914. (Joehm. l.. (1951). Thc dc~elopmenl or independence: A comparatlve Sludy. Child ()e.-elopmenl. 18. 85-92. Boehm, L.eNILU,M L.(1962).Socialclas.sdilTermcesin consciente de..-cJormtnl. Child ~Vdopmenl, JJ, ,....Durkbc:im. E. (1974a). L "educotionmoro/e. Paris: PUF Dw"khclm. E. (1974b). Saci%gie el philosophle. Pari,: PUF. Fcldman. N. S.; Klosson, E. c,; Parsol1S, J, E; Rholes, W. S. e Ruble. O N (1916). Order of information pre~ntal,on and childrcn's moral judgcmcnts. Child Developmem, 47, 556-S59. Fonseca. A C. (1987). Um estudo sobre o desen- volVImento monal da criança. R~mu Partl/gIIua de Pedugogla. 11. 503-521. Freud, S. (1914) On /IlU{'uslSm Em CoIl«led _tr (V0I. 15). t.ondon Ilog.arth Freud. S (1915). lnslltrclS unJ lheir m,iulludu. 1:.'", CoIl«l~ .."{/#"b (1'01 /5). London: Hoganh. Freud, S. (1929). C;~lIlSo/ion ond i/II dlSconlen/1I Em Colleeledworb (Vai 1/). LondOl: Ilogarth Gruen, G. E.; Doherty, J. cCohcn.A. S. (1979). Thc mom] judgemcnts ofprc.sehool childn.:n. Thc Jo","ol 01 Prychology,IOI,281·291 Ila,dl,J.; Koller.S.II. eOias.M G. 8. B. (1993). AfTrcL cultun:. and monhlY, OC' is ii wmng to eat your dos -'-mal uf Pemmohry anil .rocwl PlIJ'CltoJogy, 6$, 613-628 Horrocks. J. E. (1976). The psycltology olodoluu/ICC Bo.Ilon;HoughlonMlmin. Keasey. C. B (1917). Voung ch1ldrcn', at1nbuuon of inlenhonahty 10 Ihcmsclves and othcrl. Child Del'tl/opmem. ~8. 261-264 KJuckholm, C. K. M. (1951). Values and value orientalion in the theory O(acl;OI. Em T. Panons e E. Shlls(OI'p.). Toword Q general /},rory of 0<:/'011 (pp. )88-433) Cambridge. M.A Ilarvard Uni~CT'Sil)' Pre:u. KoItlberg, 1.-. (1963). 11Ie developmenl or chlldrcn'J onentatlOfl IOward I moral order. I. ScqueDCe 10 lhe de~elopmc:nlofmcnl thought. YilOHl/montJ, 6, 11·)3
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