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                        Estudo Bíblico – Introdução ao Antigo Testamento

                   Panorama Geral da Revelação Progressiva de Deus no AT



       O presente estudo tem por objetivo apresentar aos professores da E.B.D. um panorama
geral da revelação progressiva de Deus no antigo testamento, como elemento complementar ao
estudo de teologia bíblica a fim de embasar as lições da revista da escola dominical para o tema
semestral dos profetas menores.

        Mais do que mostrar o ofício de profeta e a profecia como exercício do sacerdote,
pretendemos explicar de que forma os profetas são inseridos no contexto da revelação de Deus, a
partir de que momento eles são elementos da manifestação divina e como se encaixam na história
do povo hebreu.

        O Antigo Testamento é rico de muitos modos – em seus vários tipos de literatura (história,
lei, poesia, profecia), em seu período histórico (da criação a restauração de Israel do exílio), em
seus detalhes proféticos concernentes a Primeira e Segunda Vinda de Cristo, e em seu tema
multifacetado. Todo aquele que lê o Antigo Testamento percebe nitidamente a gama de temas,
entre eles, falando em termos gerais: Deus, o homem, o pecado, a relação ligada a redenção e
aliança de Deus com o homem, e o futuro governo messiânico do Filho de Deus, o Messias. Como
os vários segmentos da Bíblia se relacionam com estes temas e a função da Teologia Bíblica de
mostrar o que a Bíblia ensina teologicamente. (Zuck, Roy B., Biblical Theology ofthe Old Testament, 1991)

      Este estudo irá conduzir os professores da E.B.D. do Ministério Shalom ao longo do Antigo
Testamento, partindo do Pentateuco e chegando a profecia, examinando a consistência e o
conteúdo de seus livros nos ensinos doutrinais.

       Deus escolheu Abraão para ser o progenitor de uma nação por meio da qual Ele mediaria o
governo do Reino; e o Filho de Deus, um descendente de Abraão, reinará sobre a humanidade e o
universo. O caminho descendente da rebelião do homem contra Deus é por vezes cruzado por
misericórdia (Deus é misericordioso aos pecadores) e, outras vezes por julgamento (Deus julga o
pecado). Os indivíduos são sábios à medida em que aceitam a graça perdoadora de Deus, seguem o
caminha da vida justa, levantam-se em louvor ao Redentor amoroso e Soberano aterrador, e
esperam com avidez o prometido estabelecimento do governo do Soberano sobre a Terra. (Zuck, Roy
B., Biblical Theology ofthe Old Testament, 1991)
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       Conceito de Teologia do Antigo Testamento

       O conceito de Teologia do Antigo Testamento está ligado ao conceito de “teologia”. Por
definição, se entendermos “teologia” como sendo “o estudo de Deus e de sua revelação ao
homem”, consequentemente a Teologia do Antigo Testamento será “o estudo de Deus e de sua
revelação ao homem no Antigo Testamento”.

       Quando professamos a nossa fé, começamos dizendo: “Eu creio” ou “nós cremos”. A fé é
uma resposta da pessoa humana a Deus que se revela e se doa, trazendo ao mesmo tempo uma
luz superabundante à pessoa humana em busca do sentido último de sua vida. Nós cremos em um
Deus, infinito e perfeito, o criador e sustentador do universo, que existe eternamente em três
pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e deseja compartilhar o seu amor de uma maneira pessoal com
cada um. Deus dirige a nós um convite para dialogar com ele. Esse diálogo começa com a nossa
existência. Se existimos é porque Deus nos criou por amor e, por amor, não cessa de nos dar o ser.
Só vivemos plenamente se reconhecermos livremente este amor e nos entregamos ao Criador.

       No campo da fé, nós cremos em um Deus pessoal, com consciência, autoconsciência (que é
a consciência que reflete sobre si própria), vontade, caráter e que fala e se comunica, Ele se
expressa com a sua criatura, e nesse campo da fé, cremos que Deus se revelou através de sua
palavra, no caso, a Bíblia Sagrada ao longo de sua história junto ao homem e a nação escolhida por
Ele. Em um quadro de progressão podemos observar essa revelação de Deus ao longo da Bíblia
Sagrada.
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Como Deus se revelou ?




       Tudo o que sabemos sobre o Cristianismo nos foi revelado por Deus. Revelar significa "tirar
o véu." Tem a ver com remover a cobertura e descobrir algo que está encoberto.

       A Bíblia declara que Deus se revela de várias maneiras. Manifesta sua glória na natureza e
por meio dela. Revelou-se nos tempos antigos por meio de sonhos e visões. As marcas da sua
providência se manifestam nas páginas da História. Revela-se nas Escrituras inspiradas. O ponto
mais alto da sua revelação é visualizado em Jesus Cristo, tornando-se ser humano – o que os
teólogos chamam de "encarnação".

       O autor da carta aos Hebreus escreveu: Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de
muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem
constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Hebreus 1.1,2.
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Embora a Bíblia fale das "diversas maneiras" em que Deus se revela, distinguimos entre dois tipos
principais de revelação – a geral e a especial. A revelação geral é chamada assim por duas razões:
(1) ela é geral no conteúdo e (2) é revelada para uma audiência geral.



Conteúdo Geral

        A revelação geral nos proporciona o conhecimento de que Deus existe. "Os céus proclamam
a glória de Deus", diz o salmista. A glória de Deus é manifesta nas obras das suas mãos. Essa
manifestação é tão clara e visível que nenhuma criatura pode deixar de percebê-la. Ela revela o
poder eterno de Deus e sua divindade (Rm.1.18-23). A revelação na natureza, porém, não
proporciona uma revelação plena de Deus. Não nos dá informações sobre o Deus Redentor que
encontramos na Bíblia. O Deus que se revela na natureza, entretanto, é o mesmo Deus que se
revela na Bíblia.

Público Geral

        Nem todas as pessoas no mundo já leram a Bíblia ou ouviram a proclamação do Evangelho.
A luz da natureza, porém, brilha sobre todos, em todos os lugarem em todo o tempo. A revelação
geral de Deus acontece diariamente. Deus nunca fica sem um testemunho de si mesmo. O mundo
visível é como um espelho que reflete a glória do seu Criador.

         O mundo é um palco para Deus. Ele é o ator principal, que aparece em primeiro plano e no
centro. Nenhuma cortina pode fechar-se para obscurecer sua presença. Basta um olhar de relance
na criação para se perceber que a natureza não é sua própria mãe. Não existe a tal "Mãe Natureza".
A natureza em si mesma não tem poderes para produzir qualquer tipo de vida. A natureza, em si é
estéril.

       O poder de produzir a vida reside no Autor da natureza – Deus. Colocar a natureza como a
fonte de vida é confundir a criatura com o Criador. Todas as formas de adoração da natureza,
portanto, são atos de idolatria e são abomináveis para Deus.``A luz da força da revelação geral,
todo ser humano sabe que Deus existe. O ateísmo envolve a negação total de algo que é
reconhecido como verdadeiro.

        Por isso a Bíblia diz: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus." (Sl. 14.1). Quando as
Escrituras tratam tão severamente o ateu, chamando-o de "insensato", elas estão fazendo um
julgamento moral dele. Ser insensato, em termos bíblicos, não significa Ter pouco entendimento ou
falta de inteligência; é ser imoral. Como o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, assim a
negação de Deus é o máximo da loucura.
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       Semelhantemente o agnóstico nega a validade da revelação geral. O agnóstico, porém, é
menos berrante que o ateu. Ele não nega terminantemente a existência de Deus. Pelo contrário,
ele declara que as evidências são insuficientes para se decidir de uma maneira ou de outra quanto à
existência de Deus. Prefere suspender seu julgamento, deixando o tema da existência de Deus uma
questão em aberto. À luz da clareza da revelação geral, entretanto, a posição do agnosticismo não é
menos abominável para Deus do que a do ateísta militante.

       Para qualquer pessoa, porém, cuja mente e coração estão abertos, a glória de Deus é
maravilhosa de se ver – desde os bilhões de universos no firmamento, até as partículas
subatômicas que formam a menor das moléculas. Que Deus incrível nós servimos!

Autor: R. C. Sproul
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As cinco formas da revelação




   1 – Revelação                2 – Revelação             3 – Revelação na               4 – Revelação                 5 – Revelação
       Moral                       Natural                     História                       Final                       Especial
Rm 2:14-15                    Sl 19:1-4                   Dt 26:7-8                   Mc 1:9,16-17                  Mc 1:9,16-17
De fato, quando os            Os céus declaram a glória   Então clamamos ao           Naquela ocasião Jesus         E disse-lhes: "Foi isso
gentios, que não têm a lei,   de Deus; o firmamento       Senhor, ao Deus dos         veio de Nazaré da             que eu lhes falei enquanto
praticam naturalmente o       proclama a obra das suas    nossos antepassados, e o    Galiléia e foi batizado por   ainda estava com vocês:
que ela ordena, tornam-se     mãos.                       Senhor ouviu a nossa voz    João no Jordão.               Era necessário que se
lei para si mesmos,           Um dia fala disso a outro   e viu o nosso sofrimento,   Andando à beira do mar        cumprisse tudo o que a
embora não possuam a          dia; uma noite o revela a   a nossa fadiga e a          da Galiléia, Jesus viu        meu respeito estava
lei;                          outra noite.                opressão que sofríamos.     Simão e seu irmão André       escrito na Lei de Moisés,
pois mostram que as           Sem discurso nem            Por isso o Senhor nos       lançando redes ao mar,        nos Profetas e nos
exigências da lei estão       palavras, não se ouve a     tirou do Egito com mão      pois eram pescadores.         Salmos".
gravadas em seus              sua voz.                    poderosa e braço forte,     E disse Jesus: "Sigam-        Então lhes abriu o
corações. Disso dão           Mas a sua voz ressoa por    com feitos temíveis e com   me, e eu os farei             entendimento, para que
testemunho também a           toda a terra, e as suas     sinais e maravilhas.        pescadores de homens".        pudessem compreender
consciência e os              palavras, até os confins                                                              as Escrituras.
pensamentos deles, ora        do mundo. Nos céus ele                                                                E lhes disse: "Está escrito
acusando-os, ora              armou uma tenda para o                                                                que o Cristo haveria de
defendendo-os.                sol,                                                                                  sofrer e ressuscitar dos
                                                                                                                    mortos no terceiro dia,
                                                                                                                    e que em seu nome seria
                                                                                                                    pregado o
                                                                                                                    arrependimento para
                                                                                                                    perdão de pecados a
                                                                                                                    todas as nações,
                                                                                                                    começando por
                                                                                                                    Jerusalém. Vocês são
                                                                                                                    testemunhas destas
                                                                                                                    coisas.




Ao longo da história do homem Deus estabelece um processo de revelação que podemos dividir em
etapas sequenciais.

     1. A criação, a sua presença, Deus e o homem no paraíso, a queda, o pecado e a expulsão do
        paraíso, o dilúvio e a primeira aliança, babel e a decadência humana.
     2. Deus e a eleição dos patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e José, estabelecimento do povo cativo
        no Egito e Moisés.
     3. Moisés lidera a saída do Egito.
     4. Moisés recebe o projeto de nação através das tábuas da lei.
     5. Deus estabelece através das celebrações do povo hebreu o credo histórico.



                                            Patriarcas -                                      O Sinai - Lei           As celabrações e
             Criação - Queda -                                    Moisés - Exodo
                                          Abraão - Isaque -                                     Mosaica               festas de Israel -
              Dilúvio - Babel                                      (saida 1-19)
                                             Jacó - José                                       (projetos)              Credo histórico
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                                                      Projeto          Projeto
                                                     de Estado        de Culto e
                                                      e Nação          Liturgia



                                                            Projeto Ético




                          Lei Mosaica - Apresenta 3 projetos de Deus para o homem




                                          As Festas de Israel
  Mês        Dia       Festa        Retrospectiva              Prospectiva            Estabelecida       Escritura
                                       Redenção do           Morte Redentora de                       I Cor 5:7 -
1 - Nissan    14       Páscoa          Primogênito                 Cristo             Lev. 23:4-5     I Pedro 1:18-19
                        Pães       Separação de outras                                                I Cor 5:7 -8
1 - Nissan   15-21     Ázimos            nações             Viver Santo dos crentes   Lev. 23:6-8     Gálatas 5.9,16-17
                                    Início da colheita na
1 - Nissan    16      Primícias             terra           Ressurreição de Cristo    Lev. 23:9-14    I Cor 15:20-23
                                                                                                      Atos 2:1-47
3 - Sivan     6      Pentecostes   Conclusão da Colheita    Envio do Espírito Santo   Lev. 23:15-22   I Cor 12:13




O credo histórico – Deuteronômio 26:5-11
5 Então testificarás perante o Senhor teu Deus, e dirás: Arameu, prestes a perecer, foi
meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente, porém ali cresceu até vir a
ser nação grande, poderosa, e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram e nos
afligiram, e sobre nós impuseram uma dura servidão. 7 Então clamamos ao Senhor Deus
de nossos pais; e o Senhor ouviu a nossa voz, e atentou para a nossa miséria, e para o
nosso trabalho, e para a nossa opressão. 8 E o Senhor nos tirou do Egito com mão
forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; 9 E
nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10 E eis que
agora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as
porás perante o Senhor teu Deus, e te inclinarás perante o Senhor teu Deus, 11 E te
alegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e o
levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.
8




CREDO HISTÓRICO EXPLICADO

   • ANTECEDENTES: Meu pai era arameu prestes a perecer, v.5;
   • AFLIÇÃO: Os egípcios nos afligiram, v.6;
   • SÚPLICA: Clamamos a Deus, v. 7a;
   • ATENDIMENTO: Deus nos ouviu e reparou na nossa miséria,
     v. 7b;
   • SALVAÇÃO. Deus nos conduziu para fora do Egito, v.8, e nos
     transferiu para este lugar, entregando-nos a terra, v.9;
   • RESPOSTA DO REDIMIDO: Portanto, eu ofereço...v, 10.
     Adorando e jubilando, v.11.


        A importância do credo histórico se dá através da realização das celebrações e festas de
Israel em obediência a Lei Mosaica, início da tradição oral onde Deus continua a sua revelação, nas
canções, poesias, nos salmos, se fazendo conhecer pela sua presente atuação junto ao seu povo.
Uma observação interessante e que infelizmente vemos acontecer no decorrer dessa relação com
Deus, é a inconstância do povo hebreu em relação a Deus, esquema recorrente no livro de Juízes e
Reis, causado principalmente pela falta de conhecimento de Deus e dos seus feitos.

       No capítulo final (24) de Josué, o profeta chama a atenção do povo para o cuidado em se
observar essa tradição e o povo lhe responde: “Então o povo respondeu: "Longe de nós abandonar
o Senhor para servir outros deuses! Foi o próprio Senhor, o nosso Deus, que nos tirou, a nós e a
nossos pais, do Egito, daquela terra de escravidão, e realizou aquelas grandes maravilhas diante dos
nossos olhos. Ele nos protegeu no caminho e entre as nações pelas quais passamos. “

       Mas infelizmente não é o que ocorre, no capítulo 2 do livro de Juízes temos a constatação
           “Depois que toda aquela geração foi reunida a seus
dessa falha:
antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o
que ele havia feito por Israel.”
9




Revelação de Deus na história por feitos heroicos e seus heróis
   •   Elias e os profetas de baal – I Reis 18
   •   Davi e Golias – I Sm 17
   •   Daniel na cova dos leões – Daniel 6



Revelação de Deus na história através dos profetas
   •   Profetas maiores
   •   Profetas menores



O percurso da Bíblia Sagrada na Revelação de Deus
   •   Acontecimentos e Experiências
   •   Interpretação e formulação
   •   Assimilação (percepção de Deus)
   •   Transmissão oral
   •   Escritura
   •   Cânon
   •   Traduções



Percepção de Deus

       Podemos observar no transcorrer do antigo testamento a construção da percepção humana
do Divino através de suas narrativas, como elas são interpretadas e assimiladas, criando muitas
vezes uma imagem distorcida de Deus e que somente na figura de Jesus podemos corrigir os
padrões estabelecidos.

        Um exemplo desta percepção, podemos observar no salmo 128 e no capítulo 5 do livro de
Mateus. O salmista externa a visão que ele tem de “bem-aventurado”, não está errado, mas na
figura de Jesus vemos a verdadeira interpretação de “bem-aventurado”, aos olhos de Deus.

Vejamos:
10
11




       Outra passagem interessante de se observar com relação a essa visão e interpretação dos
antigos sobre Deus é a oração em precatória do salmista. Oração em precatória é uma oração em
que se pede algo, em rogatória:

             Será que vocês, poderosos, falam de fato com justiça? Será que vocês, homens, julgam retamente?
             Não! No coração vocês tramam a injustiça, e na terra as suas mãos espalham a violência.
             Os ímpios erram o caminho desde o ventre; desviam-se os mentirosos desde que nascem.
             Seu veneno é como veneno de serpente; tapam os ouvidos, como a cobra que se faz de surda
             para não ouvir a música dos encantadores, que fazem encantamentos com tanta habilidade.
             Quebra os dentes deles, ó Deus; arranca, Senhor, as presas desses leões!
             Desapareçam como a água que escorre! Quando empunharem o arco, caiam sem força as suas flechas!
             Sejam como a lesma que se derrete pelo caminho; como feto abortado, não vejam eles o sol!
             Os ímpios serão varridos antes que as suas panelas sintam o calor da lenha, esteja ela verde ou seca.
             Os justos se alegrarão quando forem vingados, quando banharem seus pés no sangue dos ímpios.
             Então os homens comentarão: "De fato os justos têm a sua recompensa; com certeza há um Deus que faz
             justiça na terra". Salmos 58:1-11
                               "Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos
                               que os odeiam,
                               abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam.
                               Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa,
                               não o impeça de tirar-lhe a túnica.
                               Dê a todo o que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o
                               devolva.
                               Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.
                               "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os ‘pecadores’ amam aos que
                               os amam.
                               E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os
                               ‘pecadores’ agem assim. Lucas 6:27-33




       Observe também o problema de Saul:

       I Samuel 15

       Samuel disse a Saul: "Eu sou aquele a quem o Senhor enviou para ungi-lo como rei de Israel,
o povo dele; por isso escute agora a mensagem do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos:
‘Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do Egito. Agora vão,
ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não os
poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e
jumentos".

     Vai, pois, fere Amalec e vota ao interdito tudo o que lhe pertence, sem nada
poupar: matarás homens e mulheres, crianças e meninos de peito, bois e
ovelhas, camelos e jumentos.


      Aparentemente a dura ordem de Deus ao rei Saul apresenta uma Deus irado e cruel, mas
poucos se lembram da promessa feita a Abraão.
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       Então o Senhor lhe disse: "Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra
que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos.
Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos
bens. Você, porém, irá em paz a seus antepassados e será sepultado em boa velhice. Na quarta
geração, os seus descendentes voltarão para cá, porque a maldade dos amorreus ainda não
atingiu a medida completa". Depois que o sol se pôs e veio a escuridão, eis que um fogareiro
esfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaços dos animais. Naquele dia o
Senhor fez a seguinte aliança com Abrão: "Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do
Egito até o grande rio, o Eufrates: a terra dos queneus, dos quenezeus, dos cadmoneus,dos hititas,
dos ferezeus, dos refains,dos amorreus, dos cananeus, dos girgaseus e dos jebuseus". Gênesis 15:13-21


Na quarta geração voltarão para cá, porque a taça da iniqüidade dos amorreus ainda
não está cheia.




  Conquista da
                           Josué               Juizes             Samuel                Reis
 terra prometida
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             Introdução ao Antigo Testamento

                                          PENTATEUCO



       A Bíblia é a maior obra de literatura, história e teologia já escrita. EM sua produção,
preservação, proclamação e resultado (mudou a história, tem mudado vidas), ela permanece sendo
o mais singular livro em existência. É uma unidade numa diversidade de autores, extensão de
tempo e formas literárias. O Antigo e o Novo Testamentos se combinam agradavelmente para criar
um copioso fluxo desde a eternidade passada até a eternidade futura, desde as altitudes do céu até
as profundezas do inferno. Nestes sessenta e seis livros, descobrimos nosso passado, entendemos
nosso presente e granjeamos esperança quanto a nosso futuro.

      O Antigo Testamento é uma história redentora que lança o fundamento sobre o qual o Novo
Testamento se edifica. Há uma revelação progressiva nas Escrituras, e o que se antecipa no Antigo
Testamento é desvendado no Novo. O Antigo olha para frente e o Novo olha para trás, para o
evento central de toda a história – a morte substitutiva do Messias.

       O Antigo Testamento foi originalmente dividido em duas seções: a Lei e os Profetas (vejam-
se Mt 7.12; LC 16.16,29,31). Estas por fim, se expandiram numa tríplice divisão: a Lei, os Profetas e
os Escritos (Lc 24.44). Todos os trinta e nove livros, em nosso Antigo Testamento, estão contidos
nos vinte s quatro livros da Bíblia Hebraica.

      A tradução grega do Antigo Testamento organizou os livros nas quatro divisões que usamos
atualmente: Lei (5); História (12); Poesia (5); e Proféticos (17). Os cinco livros da lei podem ser
combinados os doze livros históricos para obter-se a estrutura a seguir.

        Os dezessete livros históricos traçam toda a história de Israel desde o seu início até o tempo
do profeta Malaquias. No Pentateuco, Israel foi escolhido, redimido, disciplinado e instruído. Os
doze livros históricos restantes registram a conquista da terra, o período dos juízes, a formação de
um reino unido e a divisão desse reino ao Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). Cada reino
foi levado para o cativeiro, muitas das pessoas, porém, eventualmente regressaram.

        Os cinco livros poéticos focalizam uma correta relação com Deus como a base para uma vida
significativa, experiente e bela.

       Os dezessete livros proféticos contêm uma mensagem bifurcada de condenação (por causa
da iniquidade e idolatria de Israel) e consolação (futura esperança a respeito do juízo presente).
Com frequência e a grande custo pessoal, estes homens se recusaram a abrandar as fortes palavras
de Deus.
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        Do grego, "os cinco rolos", o pentateuco é composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia.
Entre os judeus é chamado de Torá, uma palavra da língua hebraica com significado associado
ao ensinamento, instrução, ou especialmente Lei, uma referência à primeira secção do Tanakh, os
primeiros cinco livros da Bíblia Hebraica, atribuído a Moisés. Os judeus também usam a
palavra Torá num sentido mais amplo, para referir o ensinamento judeu através da história como
um todo. Neste sentido, o termo abrange todo o Tanakh, o Mishnah, o Talmud e a
literatura midrash. Em seu sentido mais amplo, os judeus usam a palavra Torá para referir-se a todo
e qualquer tipo de ensino ou filosofia.

       A Teologia tradicional atribui a autoria a Moisés, entretanto existem outras teorias. A Edição
Pastoral da Bíblia sustenta que o Pentateuco tem origem na Tradição oral e foi escrito durante seis
séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e criando novas. Julius
Wellhausen (1844-1918) sustenta que o Pentateuco é uma obra redacional, composta de quatro
diferentes tradições (documentos): a Javista com textos compostos na época da Monarquia (950
AC), a Eloísta com textos posteriores ao ano 750 AC, a Deuteronomista com textos escritos
aproximadamente no ano 600 AC e a Sacerdotal com textos escritos no exílio babilônico (por volta
do ano 500 AC).

        Genesis - Primeiro livro da Bíblia. Narra acontecimentos, desde a criação do mundo, na
perspectiva judaica (o chamado "relato do Genesis"), passando pelos Patriarcas hebreus, até à
fixação deste povo no Egito, depois da história de José. Genesis segundo a mitologia Judaica é o
início, é o principio da criação dos ceús, da terra, da humanidade e de tudo quanto existe vida,
todos os seres. O livro é o primeiro dos cinco livros atribuídos a Moisés.
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       Êxodo - O livro conta a história da saída do povo de Israel do Egito, onde foram escravos
durante 400 anos. Narra o nascimento, a vida e o ministério de Moisés diante do povo de Israel,
bem como o estabelecimento da Lei e a construção do Tabernáculo. Mostra o início de um
relacionamento entre o povo recém-saído do Egito e Deus através de uma aliança proposta pelo
próprio Deus. É a organização do Judaísmo.
       Levítico - Basicamente é um livro teocrático, isto é, tem caráter legislativo; apresenta em
seu texto o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e
o calendário religioso entre outras normas e legislações que regulariam a religião.
        Números - Este livro é de interesse histórico, pois fornece detalhes acerca da rota dos
israelitas no deserto e de seus principais acampamentos. Pode ser dividido em três partes:

•   O recenseamento do povo no Sinai e os preparativos para retomar a marcha (1-10:10). O
    capítulo 6 relata o voto de Nazireu.
•   A história da jornada do Sinai até Moabe, o envio dos espiões e o relato que fizeram, e as
    murmurações (oito vezes) do povo contra as dificuldades do caminho (10:11-21:20).
•   Os eventos na planície de Moabe, antes da travessia do Jordão (21:21-cap. 36).

        Deuteronômio - Contém os discursos de Moisés ao povo, no deserto, durante seu êxodo do
Egito à Terra Prometida por Deus. Os discursos contidos nesse livro, em geral, reforçam a idéia de
que servir a Deus não é apenas seguir sua lei. O título provém do grego e quer dizer: Segunda Lei,
ou melhor, Repetição da Lei. Em Êxodo, Levítico e Números, as leis foram dadas, conforme a
necessidade da ocasião, a um povo acampado no deserto. Em Deuteronômio, essas leis foram
repetidas a uma geração que, dentro em breve, moraria nas casas, vilas e cidades da terra
prometida.
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                              Introdução ao Antigo Testamento



                                               JOSUÉ

        Josué, o primeiro dos doze livros históricos (Josué – Ester), forma um elo de ligação entre o
Pentateuco e o restante da história de Israel. Através de três campanhas militares, envolvendo mais
de trinta exércitos inimigos, o povo de Israel aprende crucial lição sob a capaz liderança de Josué: A
vitória vem por meio da fé em Deus e na obediência à sua Palavra, e não propriamente do poderio
militar ou da superioridade numérica.

      A primeira metade de Josué (caps. 1-12) descreve os sete anos de conquista da terra; a
segunda metade (caps. 13-24) relata a partilha e assentamento da terra entre as doze tribos.
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                            Introdução ao Antigo Testamento

                                            JUÍZES

        O livro de Juízes está em completo contraste com Josué. Ali, um povo obediente conquistou
a terra por meio da confiança no poder de Deus. Em Juízes, porém, um povo desobediente e
idólatra é frequentemente derrotado em virtude de sua rebelião contra Deus. Em sete ciclos
distintos de pecado, Juízes mostra como uma nação se afastou da Lei de Deus, e em lugar disso
“fizeram tudo o que era reto a seus próprios olhos” (21.25). Resultado: corrupção de dentro e
opressão de fora. De tempos em tempos Deus suscita campeões militares para despedaçar o jugo
da escravidão e restaurar a nação ao culto puro. Mas assim que o “ciclo de pecado” recomeça, a
temperatura espiritual da nação imediatamente se torna mais fria.




                 .
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        Uma situação recorrente no livro de Juízes é a inconstante relação entre o povo de Israel e
Deus pela falta de conhecimento desta geração dos muitos feitos do Senhor para a nação escolhida.
Semelhante fato irá ocorrer também na geração dos reis de Israel, principalmente após a divisão do
reino. Veja o quadro a seguir:
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                                            RUTE

        Um livro que merece atenção pela sua positiva construção ética e pelo exemplo de relação
com Deus é o livro de Rute. Apropriadamente colocado segundo o cânon juntamente com o livro de
Juízes, o livro de Rute contrasta positivamente com a decadência de Juízes, pois apresenta uma
contraposição em vários aspectos: mostra a justiça e a pureza em contraste a imoralidade; a
fidelidade em contraste a idolatria; a devoção em contraste a deslealdade; e etc.

        Rute é um belo “interlúdio de amor” situado no período dos Juíze em Israel – uma era
marcada pela imoralidade, pela idolatria e pela guerra. Esta ardente história de devoção e
fidelidade registra a vida de Rute, uma viúva moabita que deixa a sua pátria para viver com sua
solitária sogra judia em Belém. Deus honra seu compromisso guiando-a ao campo de Boaz (um
parente próximo), onde ela colhe grãos e eventualmente encontra um esposo. O livro se encerra
com uma breve genealogia na qual o nome de Boaz é proeminente como o bisavô do Rei Davi,
através de quem adviria o Cristo.

       Uma magnífica história de amor, onde o cumprimento de um simples preceito de Deus –
deixar algumas migalhas nos campos, para o suprimento dos pobres e miseráveis. Este simples
preceito coloca Boaz e Rute, nada mais, nada menos que, na genealogia de Jesus Cristo.
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        A contribuição à Bíblia do Livro de Rute é inegável – (1) Literária – Rute é um livro simples,
porém, profundo. É um dos melhores exemplos da literatura de amor e piedade filiais. (2) Histórica
– Rute provê uma ponte entre os juízes e a monarquia (esta última palavra é “Davi”). Ilustra a
fidelidade em meio a infidelidade. (3) Doutrinária – Rute alcança os gentios que estão fora do
escopo da redenção. (4) Moral – Rute comunica sublimes ideais de integridade em questão de
parentescos e matrimônio. Rute é um dos dois livros bíblicos com um nome de mulher.
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                             Introdução ao Antigo Testamento



                                            I SAMUEL

        Samuel, o último Juiz e o primeiro grande Profeta de Israel, unge o primeiro rei. Ainda que
as credenciais físicas de Saul sejam impressionantes, sua atitude de indiferença para com Deus
resulta em que o reino é tirado de sua família. Em seu lugar, Samuel unge o jovem Davi como Rei-
Eleito. Davi se transforma em crescente ameaça para Saul doentiamente ciumento, e
eventualmente foge para o deserto a fim de salvar a própria vida. A mão protetora de Deus, porém,
acha-se nitidamente estendida sobre Davi, ainda quando a mão Divina de juízo está sendo sentida
por Saul e sua família. Ao consultar insensatamente uma médium em Endor. Saul ouve sua própria
ruína pronunciada. Segundo a fiel palavra da profecia, Saul e seus filhos são mortos no dia seguinte
em combate.
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                            Introdução ao Antigo Testamento



                                          II SAMUEL

        Logo depois da morte de Saul, Davi, o Rei-Eleito, torna-se monarca primeiro sobre Judá
(sobre o qual reina, com Hebron como sua capital, por sete anos e meio) e finalmente sobre todo o
Israel (quando faz de Jerusalém a sua capital e reina por trinta e trêis anos e meio. E assim, 2
Samuel, relata os quarenta anos de reinado do homem que viveu exatamente a meio caminho
entre Abraão e Cristo – cerca de 1000 a.C. Os triunfos de Davi conduzem a nação ao próprio zênite
de seu poder. Mas seus dois pecados, de adultério e homicídio, atraem o castigo pessoal e nacional
do Senhor. Ao longo de sua vida, Davi busca zelosamente a Deus e confessa seus pecados com
prontidão – atitude própria de alguém que é chamado por Deus de “homem segundo o meu
próprio coração” (At 13.22).
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                             Introdução ao Antigo Testamento



                                               I REIS

       A primeira metade de I Reis delineia a vida de Salomão. Debaixo de sua liderança, Israel
sobe os pícaros de sua magnitude e glória. Os grandes empreendimentos de Salomão, inclusive o
inexcedível esplendor do templo que ele constrói em Jerusalém, granjeiam para ele fama e respeito
mundiais. Mas o zelo de Salomão por Deus diminui em seus últimos anos, quando as esposas pagãs
desviam seu coração do culto no Templo de Deus. Resultado: o Rei, com o coração dividido, deixa
para trás um reino dividido. Para o século seguinte, o Livro de I Reis delineia as histórias gêmeas de
duas séries de reis e de duas nações de pessoas desobedientes que avançam indiferentes aos
profetas e preceitos de Deus.
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                            Introdução ao Antigo Testamento



                                             II REIS

        II Reis continua sem interrupção a “narrativa de dois reinos” iniciada em I Reis. Os reinos
gêmeos de Israel e Judá prosseguem em curso que colide com o cativeiro, quando a glória do antigo
reino unido se torna crescentemente remota. A divisão leva ao declínio, e finalmente termina na
dupla deportação. Israel é capturado e disperso pelos assírios, enquanto Judá é levado ao exílio
babilônico. A despeito dos melhores esforços de profetas como Eliseu para trazer as nações de
volta aos seus sentimentos religiosos, é tarde demais. O reino dividido em I Reis se torna o reino
dissolvido em II Reis. A paciência de Deus é longa; o aviso de Deus é persistente; mas, quando
ignorado, o amor de Deus pode ser também, severo.
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                           Introdução ao Antigo Testamento

                                  OS PROFETAS MENORES

       Embora os dezessete livros proféticos do Antigo Testamento sejam o “continente obscuro
da Escritura”, as pessoas têm ainda menor familiaridade com os doze profetas menores como um
todo do que com os cinco profetas maiores. Estes doze livros se tornaram conhecidos como os
Profetas Menores no final do quarto século d.C., não porque foram considerados menos
importantes ou menos inspirados, mas porque são geralmente menores que do que os cinco
Profetas Maiores, especialmente os livros de Isaías e Jeremias. Suas mensagens são mais sucintas
do que as dos Profetas Maiores, mas igualmente poderosas.

       Antes do tempo de Cristo, estes doze livros foram reunidos em um só rolo, coletivamente
conhecido como “Os Doze”, sua extensão combinada (sessenta e sete capítulos) é
aproximadamente igual à de Isaías. A única importância cronológica da ordem dos Profetas
Menores na Bíblia portuguesa é que os seis primeiros foram escritos antes dos seis úlimos:

                              Ordem              Ordem              Datas
                  nr.        Canônica          Cronológica       Aproximadas
                   1           Oséias             Obadias              840
                   2            Joel                Joel               835
                   3            Amós               Jonas               760
                   4          Obadias              Amós                755
                   5            Jonas              Oséias              740
                   6          Miquéias            Miquéias             730
                   7           Naum                Naum                660
                   8         Habacuque            Sofonias             625
                   9          Sofonias           Habacuque             607
                  10            Ageu                Ageu               520
                  11          Zacarias            Zacarias             515
                  12         Malaquias           Malaquias             430



       Os profetas menores, de Obadias a Malaquias, cobrem quatro séculos de história através
dos Impérios Assírio, Babilônico e Persa. Três foram profetas do reino do norte (Jonas, Amós,
Oséias); seis foram profetas do reino do sul (Obadias, Joel, Miquéias, Naum, Habacuque); e três
foram profetas pós-exílicos (Ageu, Zacarias, Malaquias). Embora todos os profetas menores sejam
nomeados, muito pouco se conhece da maioria deles.
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        OSÉIAS – A infeliz história de Oséias e sua infiel esposa, Gômer, ilustra o leal amor de Deus e
o adultério espiritual de Israel. Oséias expõe os pecados de Israel e os contrasta com a santidade de
Deus. A nação seria julgada por seus pecados, mas no futuro seria restaurada em virtude do amor e
fidelidade de Deus.

        JOEL – Este livro lembra uma recente praga de gafanhotos que dizimara a terra de Judá,
para ilustrar o mais terrificante dia do Senhor. A terra será invadida por um terrível exército que
fará os gafanhotos parecerem comparativamente suaves. Não obstante, Deus apela ao povo que se
arrependa a fim de evitar a iminente hecatombe. Visto que o povo não mudará, o juízo virá, mas
será seguido por grande benção.

        AMÓS – O reino do norte estava em seu apogeu quando Amós advertiu o povo de sua
iminente ruína. Em oito pronunciamentos de juízo, Amós perambula pelos países circunvizinhos
antes de se deter em Israel. Ele então pronuncia três sermões para descrever os pecados da casa
de Israel e intimá-la ao arrependimento. O povo rejeita as advertências de Amós, e seu iminente
juízo é descrito numa série de cinco visões. Amós, porém, termina seu livro com uma breve palavra
de esperança futura.

       OBADIAS – Este obscuro profeta do reino do sul dirige seu breve oráculo à nação de Edom,
o qual fazia fronteira com Judá a sudoeste. Edom (descendente de Esaú) recusou-se agir como
guardador de seu irmão, Judá (descendente de Jacó). Visto que se vangloriou quando Jerusalém foi
invadida, seu juízo seria nada mais, nada menos que a total destruição.

       JONAS – Com uma mensagem profética de apenas uma linha, Jonas é o mais biográfico de
todos os profetas. A penitente resposta do povo de Nínive ao conciso oráculo incita a misericórdia
de Deus , que poupa a cidade. Mas o ensino central do livro é a lição de compaixão que Deus dá a
seu relutante profeta. Jonas aprende a olhar para além de sua nação e a confiar no Criador de
todos os povos.

        MIQUÉIAS – A profecia de Miquéias começa com uma palavra de retribuição divina contra
Israel e Judá em vista da radical corrupção em todos os níveis da sociedade: governantes, profetas,
sacerdotes, juízes, homens de negócio e proprietários de terra. As promessas pactuais de Deus,
porém, se cumprirão no futuro reino do Messias. O juízo por fim será seguido por perdão e
restauração, e o livro termina com uma poderosa nota de promessa.

        NAUM – Cerca de 125 anos depois que Nínive se arrependeu ante a pregação de Jonas,
Miquéias predisse a iminente destruição da mesma cidade. O povo da capital assíria voltou a
idolatria e brutalidade, e a Assíria subverteu o reino do norte de Israel. Em virtude da santidade e
do poder de Deus, Nínive indubitavelmente será destruída a despeito de sua aparente
invencibilidade.
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        HABACUQUE – Bem peto do fim do reino de Judá, Habacuque pergunta a Deus porque ele
não cuida da perversidade de sua nação. Quando Deus lhe diz que está prestes a usar os
babilônicos como a vara de juízo, Habacuque formula uma segunda pergunta: Como o Senhor
poderia julgar Judá pela instrumentalidade de uma nação ainda mais perversa ? Após a segunda
resposta do Senhor, o profeta exalta o nome de Deus por seu poder e propósitos.

       SOFONIAS – Sofonias desenvolve em termos bem definidos os tema da vinda do Senhor
como sendo um dia de pavoroso juízo seguido de grande benção. Sofonias começa com o juízo
iminente sobre Judá e amplia seu escopo para incluir também os gentios. Umas vez que Judá se
recusa a buscar o Senhor, ele está condenado. Um Remanescente, porém, exultará quando Deus
restaurar os destino de seu povo.

        AGEU – Depois do exílio babilônico, os judeus começas a reconstruir o templo, mas
deixaram que a obra fosse interrompida para a reconstrução de suas próprias casas. Em virtude de
seu fracasso de dar a Deus o primeiro lugar, eles não estavam desfrutando de suas bênçãos na
terra. Ageu insiste com o povo para concluir o templo, porquanto a promessa de Deus é que ele
seria impregnado de glória. Depois de disciplinar o povo por sua contaminação, Ageu termina com
uma promessa de futura benção.

       ZACARIAS – Contemporâneo de Ageu, Zacarias também exorta os judeus a completar a
construção do templo. O método de Zacarias para motivá-los é o do encorajamento – o templo é
central à herança espiritual de Israel e está relacionado à vinda do Messias. A série de visões,
mensagens e bordões oferece algumas das mais claras profecias messiânicas da Escritura. Deus
revela que seu programa para seu povo está longe de ser concluído.

       MALAQUIAS – Ao tempo do último profeta do Antigo Testamento, o clima espiritual e moral
do povo esfria. Seu culto é insípido e indiferente e, visto que eles estão cada vez mais distantes de
Deus, são caracterizados por transigência religiosa e social. Um terrível dia de juízo virá quando
“todo arrogante e cada malfeitor será palha” destinada ao fogo, “mas para aquele que teme o meu
nome nascerá o sol da justiça trazendo cura em suas asas”.
30
31




Reis do Reino do Norte.                                 Reis do Reino do Sul,
Após a morte de Salomão                                 após a morte de Salomão
922–901 Jeroboão I                                      931 - 913 - Roboão, filho de Salomão
901–900 Nadab                                           913 - 911 - Abias
900–877 Baasa                                           911 - 870 - Asa
877–876 Elá                                             870 - 848 - Josafá
876 Zimri                                               848 - 841 - Jeorão
876–869 Omri                                            841 - Acazias -
869–850 Acab                                            841 - 835 - Atália (rainha usurpadora)
850–849 Ocozias                                         835 - 796 - Joás
849–842 Jorão                                           796 - 781 - Amazias
842–815 Jeú                                             781 - 740 - Uzias
815–801 Joacaz                                          740 - 736 - Jotão
801–786 Joás                                            736 - 716 - Acaz
786–746 Jeroboão II                                     716 - 687 - Ezequias
746 Zacarias                                            687 - 642 - Manassés
745 Salum                                               642 - 640 - Amom
745–738 Menaém                                          640 - 609 - Josias
738–737 Pecaías                                         609 - Jeoacaz
737–732 Peca                                            609 - 598 - Jeoaquim
732–722 Oséias                                          598 - Joaquim
                                                        598 - 587 - Zedequias
     Dos 19 Reis do Norte – nenhum serviu ao Senhor - Dos 20 Reis do Sul – somente 8 foram fiéis ao Senhor

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Panorama do AT - Revelação Progressiva

  • 1. 1 Estudo Bíblico – Introdução ao Antigo Testamento Panorama Geral da Revelação Progressiva de Deus no AT O presente estudo tem por objetivo apresentar aos professores da E.B.D. um panorama geral da revelação progressiva de Deus no antigo testamento, como elemento complementar ao estudo de teologia bíblica a fim de embasar as lições da revista da escola dominical para o tema semestral dos profetas menores. Mais do que mostrar o ofício de profeta e a profecia como exercício do sacerdote, pretendemos explicar de que forma os profetas são inseridos no contexto da revelação de Deus, a partir de que momento eles são elementos da manifestação divina e como se encaixam na história do povo hebreu. O Antigo Testamento é rico de muitos modos – em seus vários tipos de literatura (história, lei, poesia, profecia), em seu período histórico (da criação a restauração de Israel do exílio), em seus detalhes proféticos concernentes a Primeira e Segunda Vinda de Cristo, e em seu tema multifacetado. Todo aquele que lê o Antigo Testamento percebe nitidamente a gama de temas, entre eles, falando em termos gerais: Deus, o homem, o pecado, a relação ligada a redenção e aliança de Deus com o homem, e o futuro governo messiânico do Filho de Deus, o Messias. Como os vários segmentos da Bíblia se relacionam com estes temas e a função da Teologia Bíblica de mostrar o que a Bíblia ensina teologicamente. (Zuck, Roy B., Biblical Theology ofthe Old Testament, 1991) Este estudo irá conduzir os professores da E.B.D. do Ministério Shalom ao longo do Antigo Testamento, partindo do Pentateuco e chegando a profecia, examinando a consistência e o conteúdo de seus livros nos ensinos doutrinais. Deus escolheu Abraão para ser o progenitor de uma nação por meio da qual Ele mediaria o governo do Reino; e o Filho de Deus, um descendente de Abraão, reinará sobre a humanidade e o universo. O caminho descendente da rebelião do homem contra Deus é por vezes cruzado por misericórdia (Deus é misericordioso aos pecadores) e, outras vezes por julgamento (Deus julga o pecado). Os indivíduos são sábios à medida em que aceitam a graça perdoadora de Deus, seguem o caminha da vida justa, levantam-se em louvor ao Redentor amoroso e Soberano aterrador, e esperam com avidez o prometido estabelecimento do governo do Soberano sobre a Terra. (Zuck, Roy B., Biblical Theology ofthe Old Testament, 1991)
  • 2. 2 Conceito de Teologia do Antigo Testamento O conceito de Teologia do Antigo Testamento está ligado ao conceito de “teologia”. Por definição, se entendermos “teologia” como sendo “o estudo de Deus e de sua revelação ao homem”, consequentemente a Teologia do Antigo Testamento será “o estudo de Deus e de sua revelação ao homem no Antigo Testamento”. Quando professamos a nossa fé, começamos dizendo: “Eu creio” ou “nós cremos”. A fé é uma resposta da pessoa humana a Deus que se revela e se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante à pessoa humana em busca do sentido último de sua vida. Nós cremos em um Deus, infinito e perfeito, o criador e sustentador do universo, que existe eternamente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e deseja compartilhar o seu amor de uma maneira pessoal com cada um. Deus dirige a nós um convite para dialogar com ele. Esse diálogo começa com a nossa existência. Se existimos é porque Deus nos criou por amor e, por amor, não cessa de nos dar o ser. Só vivemos plenamente se reconhecermos livremente este amor e nos entregamos ao Criador. No campo da fé, nós cremos em um Deus pessoal, com consciência, autoconsciência (que é a consciência que reflete sobre si própria), vontade, caráter e que fala e se comunica, Ele se expressa com a sua criatura, e nesse campo da fé, cremos que Deus se revelou através de sua palavra, no caso, a Bíblia Sagrada ao longo de sua história junto ao homem e a nação escolhida por Ele. Em um quadro de progressão podemos observar essa revelação de Deus ao longo da Bíblia Sagrada.
  • 3. 3 Como Deus se revelou ? Tudo o que sabemos sobre o Cristianismo nos foi revelado por Deus. Revelar significa "tirar o véu." Tem a ver com remover a cobertura e descobrir algo que está encoberto. A Bíblia declara que Deus se revela de várias maneiras. Manifesta sua glória na natureza e por meio dela. Revelou-se nos tempos antigos por meio de sonhos e visões. As marcas da sua providência se manifestam nas páginas da História. Revela-se nas Escrituras inspiradas. O ponto mais alto da sua revelação é visualizado em Jesus Cristo, tornando-se ser humano – o que os teólogos chamam de "encarnação". O autor da carta aos Hebreus escreveu: Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Hebreus 1.1,2.
  • 4. 4 Embora a Bíblia fale das "diversas maneiras" em que Deus se revela, distinguimos entre dois tipos principais de revelação – a geral e a especial. A revelação geral é chamada assim por duas razões: (1) ela é geral no conteúdo e (2) é revelada para uma audiência geral. Conteúdo Geral A revelação geral nos proporciona o conhecimento de que Deus existe. "Os céus proclamam a glória de Deus", diz o salmista. A glória de Deus é manifesta nas obras das suas mãos. Essa manifestação é tão clara e visível que nenhuma criatura pode deixar de percebê-la. Ela revela o poder eterno de Deus e sua divindade (Rm.1.18-23). A revelação na natureza, porém, não proporciona uma revelação plena de Deus. Não nos dá informações sobre o Deus Redentor que encontramos na Bíblia. O Deus que se revela na natureza, entretanto, é o mesmo Deus que se revela na Bíblia. Público Geral Nem todas as pessoas no mundo já leram a Bíblia ou ouviram a proclamação do Evangelho. A luz da natureza, porém, brilha sobre todos, em todos os lugarem em todo o tempo. A revelação geral de Deus acontece diariamente. Deus nunca fica sem um testemunho de si mesmo. O mundo visível é como um espelho que reflete a glória do seu Criador. O mundo é um palco para Deus. Ele é o ator principal, que aparece em primeiro plano e no centro. Nenhuma cortina pode fechar-se para obscurecer sua presença. Basta um olhar de relance na criação para se perceber que a natureza não é sua própria mãe. Não existe a tal "Mãe Natureza". A natureza em si mesma não tem poderes para produzir qualquer tipo de vida. A natureza, em si é estéril. O poder de produzir a vida reside no Autor da natureza – Deus. Colocar a natureza como a fonte de vida é confundir a criatura com o Criador. Todas as formas de adoração da natureza, portanto, são atos de idolatria e são abomináveis para Deus.``A luz da força da revelação geral, todo ser humano sabe que Deus existe. O ateísmo envolve a negação total de algo que é reconhecido como verdadeiro. Por isso a Bíblia diz: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus." (Sl. 14.1). Quando as Escrituras tratam tão severamente o ateu, chamando-o de "insensato", elas estão fazendo um julgamento moral dele. Ser insensato, em termos bíblicos, não significa Ter pouco entendimento ou falta de inteligência; é ser imoral. Como o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, assim a negação de Deus é o máximo da loucura.
  • 5. 5 Semelhantemente o agnóstico nega a validade da revelação geral. O agnóstico, porém, é menos berrante que o ateu. Ele não nega terminantemente a existência de Deus. Pelo contrário, ele declara que as evidências são insuficientes para se decidir de uma maneira ou de outra quanto à existência de Deus. Prefere suspender seu julgamento, deixando o tema da existência de Deus uma questão em aberto. À luz da clareza da revelação geral, entretanto, a posição do agnosticismo não é menos abominável para Deus do que a do ateísta militante. Para qualquer pessoa, porém, cuja mente e coração estão abertos, a glória de Deus é maravilhosa de se ver – desde os bilhões de universos no firmamento, até as partículas subatômicas que formam a menor das moléculas. Que Deus incrível nós servimos! Autor: R. C. Sproul
  • 6. 6 As cinco formas da revelação 1 – Revelação 2 – Revelação 3 – Revelação na 4 – Revelação 5 – Revelação Moral Natural História Final Especial Rm 2:14-15 Sl 19:1-4 Dt 26:7-8 Mc 1:9,16-17 Mc 1:9,16-17 De fato, quando os Os céus declaram a glória Então clamamos ao Naquela ocasião Jesus E disse-lhes: "Foi isso gentios, que não têm a lei, de Deus; o firmamento Senhor, ao Deus dos veio de Nazaré da que eu lhes falei enquanto praticam naturalmente o proclama a obra das suas nossos antepassados, e o Galiléia e foi batizado por ainda estava com vocês: que ela ordena, tornam-se mãos. Senhor ouviu a nossa voz João no Jordão. Era necessário que se lei para si mesmos, Um dia fala disso a outro e viu o nosso sofrimento, Andando à beira do mar cumprisse tudo o que a embora não possuam a dia; uma noite o revela a a nossa fadiga e a da Galiléia, Jesus viu meu respeito estava lei; outra noite. opressão que sofríamos. Simão e seu irmão André escrito na Lei de Moisés, pois mostram que as Sem discurso nem Por isso o Senhor nos lançando redes ao mar, nos Profetas e nos exigências da lei estão palavras, não se ouve a tirou do Egito com mão pois eram pescadores. Salmos". gravadas em seus sua voz. poderosa e braço forte, E disse Jesus: "Sigam- Então lhes abriu o corações. Disso dão Mas a sua voz ressoa por com feitos temíveis e com me, e eu os farei entendimento, para que testemunho também a toda a terra, e as suas sinais e maravilhas. pescadores de homens". pudessem compreender consciência e os palavras, até os confins as Escrituras. pensamentos deles, ora do mundo. Nos céus ele E lhes disse: "Está escrito acusando-os, ora armou uma tenda para o que o Cristo haveria de defendendo-os. sol, sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas. Ao longo da história do homem Deus estabelece um processo de revelação que podemos dividir em etapas sequenciais. 1. A criação, a sua presença, Deus e o homem no paraíso, a queda, o pecado e a expulsão do paraíso, o dilúvio e a primeira aliança, babel e a decadência humana. 2. Deus e a eleição dos patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e José, estabelecimento do povo cativo no Egito e Moisés. 3. Moisés lidera a saída do Egito. 4. Moisés recebe o projeto de nação através das tábuas da lei. 5. Deus estabelece através das celebrações do povo hebreu o credo histórico. Patriarcas - O Sinai - Lei As celabrações e Criação - Queda - Moisés - Exodo Abraão - Isaque - Mosaica festas de Israel - Dilúvio - Babel (saida 1-19) Jacó - José (projetos) Credo histórico
  • 7. 7 Projeto Projeto de Estado de Culto e e Nação Liturgia Projeto Ético Lei Mosaica - Apresenta 3 projetos de Deus para o homem As Festas de Israel Mês Dia Festa Retrospectiva Prospectiva Estabelecida Escritura Redenção do Morte Redentora de I Cor 5:7 - 1 - Nissan 14 Páscoa Primogênito Cristo Lev. 23:4-5 I Pedro 1:18-19 Pães Separação de outras I Cor 5:7 -8 1 - Nissan 15-21 Ázimos nações Viver Santo dos crentes Lev. 23:6-8 Gálatas 5.9,16-17 Início da colheita na 1 - Nissan 16 Primícias terra Ressurreição de Cristo Lev. 23:9-14 I Cor 15:20-23 Atos 2:1-47 3 - Sivan 6 Pentecostes Conclusão da Colheita Envio do Espírito Santo Lev. 23:15-22 I Cor 12:13 O credo histórico – Deuteronômio 26:5-11 5 Então testificarás perante o Senhor teu Deus, e dirás: Arameu, prestes a perecer, foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente, porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa, e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram e nos afligiram, e sobre nós impuseram uma dura servidão. 7 Então clamamos ao Senhor Deus de nossos pais; e o Senhor ouviu a nossa voz, e atentou para a nossa miséria, e para o nosso trabalho, e para a nossa opressão. 8 E o Senhor nos tirou do Egito com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; 9 E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10 E eis que agora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as porás perante o Senhor teu Deus, e te inclinarás perante o Senhor teu Deus, 11 E te alegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.
  • 8. 8 CREDO HISTÓRICO EXPLICADO • ANTECEDENTES: Meu pai era arameu prestes a perecer, v.5; • AFLIÇÃO: Os egípcios nos afligiram, v.6; • SÚPLICA: Clamamos a Deus, v. 7a; • ATENDIMENTO: Deus nos ouviu e reparou na nossa miséria, v. 7b; • SALVAÇÃO. Deus nos conduziu para fora do Egito, v.8, e nos transferiu para este lugar, entregando-nos a terra, v.9; • RESPOSTA DO REDIMIDO: Portanto, eu ofereço...v, 10. Adorando e jubilando, v.11. A importância do credo histórico se dá através da realização das celebrações e festas de Israel em obediência a Lei Mosaica, início da tradição oral onde Deus continua a sua revelação, nas canções, poesias, nos salmos, se fazendo conhecer pela sua presente atuação junto ao seu povo. Uma observação interessante e que infelizmente vemos acontecer no decorrer dessa relação com Deus, é a inconstância do povo hebreu em relação a Deus, esquema recorrente no livro de Juízes e Reis, causado principalmente pela falta de conhecimento de Deus e dos seus feitos. No capítulo final (24) de Josué, o profeta chama a atenção do povo para o cuidado em se observar essa tradição e o povo lhe responde: “Então o povo respondeu: "Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses! Foi o próprio Senhor, o nosso Deus, que nos tirou, a nós e a nossos pais, do Egito, daquela terra de escravidão, e realizou aquelas grandes maravilhas diante dos nossos olhos. Ele nos protegeu no caminho e entre as nações pelas quais passamos. “ Mas infelizmente não é o que ocorre, no capítulo 2 do livro de Juízes temos a constatação “Depois que toda aquela geração foi reunida a seus dessa falha: antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel.”
  • 9. 9 Revelação de Deus na história por feitos heroicos e seus heróis • Elias e os profetas de baal – I Reis 18 • Davi e Golias – I Sm 17 • Daniel na cova dos leões – Daniel 6 Revelação de Deus na história através dos profetas • Profetas maiores • Profetas menores O percurso da Bíblia Sagrada na Revelação de Deus • Acontecimentos e Experiências • Interpretação e formulação • Assimilação (percepção de Deus) • Transmissão oral • Escritura • Cânon • Traduções Percepção de Deus Podemos observar no transcorrer do antigo testamento a construção da percepção humana do Divino através de suas narrativas, como elas são interpretadas e assimiladas, criando muitas vezes uma imagem distorcida de Deus e que somente na figura de Jesus podemos corrigir os padrões estabelecidos. Um exemplo desta percepção, podemos observar no salmo 128 e no capítulo 5 do livro de Mateus. O salmista externa a visão que ele tem de “bem-aventurado”, não está errado, mas na figura de Jesus vemos a verdadeira interpretação de “bem-aventurado”, aos olhos de Deus. Vejamos:
  • 10. 10
  • 11. 11 Outra passagem interessante de se observar com relação a essa visão e interpretação dos antigos sobre Deus é a oração em precatória do salmista. Oração em precatória é uma oração em que se pede algo, em rogatória: Será que vocês, poderosos, falam de fato com justiça? Será que vocês, homens, julgam retamente? Não! No coração vocês tramam a injustiça, e na terra as suas mãos espalham a violência. Os ímpios erram o caminho desde o ventre; desviam-se os mentirosos desde que nascem. Seu veneno é como veneno de serpente; tapam os ouvidos, como a cobra que se faz de surda para não ouvir a música dos encantadores, que fazem encantamentos com tanta habilidade. Quebra os dentes deles, ó Deus; arranca, Senhor, as presas desses leões! Desapareçam como a água que escorre! Quando empunharem o arco, caiam sem força as suas flechas! Sejam como a lesma que se derrete pelo caminho; como feto abortado, não vejam eles o sol! Os ímpios serão varridos antes que as suas panelas sintam o calor da lenha, esteja ela verde ou seca. Os justos se alegrarão quando forem vingados, quando banharem seus pés no sangue dos ímpios. Então os homens comentarão: "De fato os justos têm a sua recompensa; com certeza há um Deus que faz justiça na terra". Salmos 58:1-11 "Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo o que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os ‘pecadores’ amam aos que os amam. E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os ‘pecadores’ agem assim. Lucas 6:27-33 Observe também o problema de Saul: I Samuel 15 Samuel disse a Saul: "Eu sou aquele a quem o Senhor enviou para ungi-lo como rei de Israel, o povo dele; por isso escute agora a mensagem do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do Egito. Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos". Vai, pois, fere Amalec e vota ao interdito tudo o que lhe pertence, sem nada poupar: matarás homens e mulheres, crianças e meninos de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos. Aparentemente a dura ordem de Deus ao rei Saul apresenta uma Deus irado e cruel, mas poucos se lembram da promessa feita a Abraão.
  • 12. 12 Então o Senhor lhe disse: "Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos. Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens. Você, porém, irá em paz a seus antepassados e será sepultado em boa velhice. Na quarta geração, os seus descendentes voltarão para cá, porque a maldade dos amorreus ainda não atingiu a medida completa". Depois que o sol se pôs e veio a escuridão, eis que um fogareiro esfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaços dos animais. Naquele dia o Senhor fez a seguinte aliança com Abrão: "Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito até o grande rio, o Eufrates: a terra dos queneus, dos quenezeus, dos cadmoneus,dos hititas, dos ferezeus, dos refains,dos amorreus, dos cananeus, dos girgaseus e dos jebuseus". Gênesis 15:13-21 Na quarta geração voltarão para cá, porque a taça da iniqüidade dos amorreus ainda não está cheia. Conquista da Josué Juizes Samuel Reis terra prometida
  • 13. 13
  • 14. 14 Introdução ao Antigo Testamento PENTATEUCO A Bíblia é a maior obra de literatura, história e teologia já escrita. EM sua produção, preservação, proclamação e resultado (mudou a história, tem mudado vidas), ela permanece sendo o mais singular livro em existência. É uma unidade numa diversidade de autores, extensão de tempo e formas literárias. O Antigo e o Novo Testamentos se combinam agradavelmente para criar um copioso fluxo desde a eternidade passada até a eternidade futura, desde as altitudes do céu até as profundezas do inferno. Nestes sessenta e seis livros, descobrimos nosso passado, entendemos nosso presente e granjeamos esperança quanto a nosso futuro. O Antigo Testamento é uma história redentora que lança o fundamento sobre o qual o Novo Testamento se edifica. Há uma revelação progressiva nas Escrituras, e o que se antecipa no Antigo Testamento é desvendado no Novo. O Antigo olha para frente e o Novo olha para trás, para o evento central de toda a história – a morte substitutiva do Messias. O Antigo Testamento foi originalmente dividido em duas seções: a Lei e os Profetas (vejam- se Mt 7.12; LC 16.16,29,31). Estas por fim, se expandiram numa tríplice divisão: a Lei, os Profetas e os Escritos (Lc 24.44). Todos os trinta e nove livros, em nosso Antigo Testamento, estão contidos nos vinte s quatro livros da Bíblia Hebraica. A tradução grega do Antigo Testamento organizou os livros nas quatro divisões que usamos atualmente: Lei (5); História (12); Poesia (5); e Proféticos (17). Os cinco livros da lei podem ser combinados os doze livros históricos para obter-se a estrutura a seguir. Os dezessete livros históricos traçam toda a história de Israel desde o seu início até o tempo do profeta Malaquias. No Pentateuco, Israel foi escolhido, redimido, disciplinado e instruído. Os doze livros históricos restantes registram a conquista da terra, o período dos juízes, a formação de um reino unido e a divisão desse reino ao Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). Cada reino foi levado para o cativeiro, muitas das pessoas, porém, eventualmente regressaram. Os cinco livros poéticos focalizam uma correta relação com Deus como a base para uma vida significativa, experiente e bela. Os dezessete livros proféticos contêm uma mensagem bifurcada de condenação (por causa da iniquidade e idolatria de Israel) e consolação (futura esperança a respeito do juízo presente). Com frequência e a grande custo pessoal, estes homens se recusaram a abrandar as fortes palavras de Deus.
  • 15. 15 Do grego, "os cinco rolos", o pentateuco é composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia. Entre os judeus é chamado de Torá, uma palavra da língua hebraica com significado associado ao ensinamento, instrução, ou especialmente Lei, uma referência à primeira secção do Tanakh, os primeiros cinco livros da Bíblia Hebraica, atribuído a Moisés. Os judeus também usam a palavra Torá num sentido mais amplo, para referir o ensinamento judeu através da história como um todo. Neste sentido, o termo abrange todo o Tanakh, o Mishnah, o Talmud e a literatura midrash. Em seu sentido mais amplo, os judeus usam a palavra Torá para referir-se a todo e qualquer tipo de ensino ou filosofia. A Teologia tradicional atribui a autoria a Moisés, entretanto existem outras teorias. A Edição Pastoral da Bíblia sustenta que o Pentateuco tem origem na Tradição oral e foi escrito durante seis séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e criando novas. Julius Wellhausen (1844-1918) sustenta que o Pentateuco é uma obra redacional, composta de quatro diferentes tradições (documentos): a Javista com textos compostos na época da Monarquia (950 AC), a Eloísta com textos posteriores ao ano 750 AC, a Deuteronomista com textos escritos aproximadamente no ano 600 AC e a Sacerdotal com textos escritos no exílio babilônico (por volta do ano 500 AC). Genesis - Primeiro livro da Bíblia. Narra acontecimentos, desde a criação do mundo, na perspectiva judaica (o chamado "relato do Genesis"), passando pelos Patriarcas hebreus, até à fixação deste povo no Egito, depois da história de José. Genesis segundo a mitologia Judaica é o início, é o principio da criação dos ceús, da terra, da humanidade e de tudo quanto existe vida, todos os seres. O livro é o primeiro dos cinco livros atribuídos a Moisés.
  • 16. 16 Êxodo - O livro conta a história da saída do povo de Israel do Egito, onde foram escravos durante 400 anos. Narra o nascimento, a vida e o ministério de Moisés diante do povo de Israel, bem como o estabelecimento da Lei e a construção do Tabernáculo. Mostra o início de um relacionamento entre o povo recém-saído do Egito e Deus através de uma aliança proposta pelo próprio Deus. É a organização do Judaísmo. Levítico - Basicamente é um livro teocrático, isto é, tem caráter legislativo; apresenta em seu texto o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário religioso entre outras normas e legislações que regulariam a religião. Números - Este livro é de interesse histórico, pois fornece detalhes acerca da rota dos israelitas no deserto e de seus principais acampamentos. Pode ser dividido em três partes: • O recenseamento do povo no Sinai e os preparativos para retomar a marcha (1-10:10). O capítulo 6 relata o voto de Nazireu. • A história da jornada do Sinai até Moabe, o envio dos espiões e o relato que fizeram, e as murmurações (oito vezes) do povo contra as dificuldades do caminho (10:11-21:20). • Os eventos na planície de Moabe, antes da travessia do Jordão (21:21-cap. 36). Deuteronômio - Contém os discursos de Moisés ao povo, no deserto, durante seu êxodo do Egito à Terra Prometida por Deus. Os discursos contidos nesse livro, em geral, reforçam a idéia de que servir a Deus não é apenas seguir sua lei. O título provém do grego e quer dizer: Segunda Lei, ou melhor, Repetição da Lei. Em Êxodo, Levítico e Números, as leis foram dadas, conforme a necessidade da ocasião, a um povo acampado no deserto. Em Deuteronômio, essas leis foram repetidas a uma geração que, dentro em breve, moraria nas casas, vilas e cidades da terra prometida.
  • 17. 17 Introdução ao Antigo Testamento JOSUÉ Josué, o primeiro dos doze livros históricos (Josué – Ester), forma um elo de ligação entre o Pentateuco e o restante da história de Israel. Através de três campanhas militares, envolvendo mais de trinta exércitos inimigos, o povo de Israel aprende crucial lição sob a capaz liderança de Josué: A vitória vem por meio da fé em Deus e na obediência à sua Palavra, e não propriamente do poderio militar ou da superioridade numérica. A primeira metade de Josué (caps. 1-12) descreve os sete anos de conquista da terra; a segunda metade (caps. 13-24) relata a partilha e assentamento da terra entre as doze tribos.
  • 18. 18 Introdução ao Antigo Testamento JUÍZES O livro de Juízes está em completo contraste com Josué. Ali, um povo obediente conquistou a terra por meio da confiança no poder de Deus. Em Juízes, porém, um povo desobediente e idólatra é frequentemente derrotado em virtude de sua rebelião contra Deus. Em sete ciclos distintos de pecado, Juízes mostra como uma nação se afastou da Lei de Deus, e em lugar disso “fizeram tudo o que era reto a seus próprios olhos” (21.25). Resultado: corrupção de dentro e opressão de fora. De tempos em tempos Deus suscita campeões militares para despedaçar o jugo da escravidão e restaurar a nação ao culto puro. Mas assim que o “ciclo de pecado” recomeça, a temperatura espiritual da nação imediatamente se torna mais fria. .
  • 19. 19 Uma situação recorrente no livro de Juízes é a inconstante relação entre o povo de Israel e Deus pela falta de conhecimento desta geração dos muitos feitos do Senhor para a nação escolhida. Semelhante fato irá ocorrer também na geração dos reis de Israel, principalmente após a divisão do reino. Veja o quadro a seguir:
  • 20. 20 RUTE Um livro que merece atenção pela sua positiva construção ética e pelo exemplo de relação com Deus é o livro de Rute. Apropriadamente colocado segundo o cânon juntamente com o livro de Juízes, o livro de Rute contrasta positivamente com a decadência de Juízes, pois apresenta uma contraposição em vários aspectos: mostra a justiça e a pureza em contraste a imoralidade; a fidelidade em contraste a idolatria; a devoção em contraste a deslealdade; e etc. Rute é um belo “interlúdio de amor” situado no período dos Juíze em Israel – uma era marcada pela imoralidade, pela idolatria e pela guerra. Esta ardente história de devoção e fidelidade registra a vida de Rute, uma viúva moabita que deixa a sua pátria para viver com sua solitária sogra judia em Belém. Deus honra seu compromisso guiando-a ao campo de Boaz (um parente próximo), onde ela colhe grãos e eventualmente encontra um esposo. O livro se encerra com uma breve genealogia na qual o nome de Boaz é proeminente como o bisavô do Rei Davi, através de quem adviria o Cristo. Uma magnífica história de amor, onde o cumprimento de um simples preceito de Deus – deixar algumas migalhas nos campos, para o suprimento dos pobres e miseráveis. Este simples preceito coloca Boaz e Rute, nada mais, nada menos que, na genealogia de Jesus Cristo.
  • 21. 21 A contribuição à Bíblia do Livro de Rute é inegável – (1) Literária – Rute é um livro simples, porém, profundo. É um dos melhores exemplos da literatura de amor e piedade filiais. (2) Histórica – Rute provê uma ponte entre os juízes e a monarquia (esta última palavra é “Davi”). Ilustra a fidelidade em meio a infidelidade. (3) Doutrinária – Rute alcança os gentios que estão fora do escopo da redenção. (4) Moral – Rute comunica sublimes ideais de integridade em questão de parentescos e matrimônio. Rute é um dos dois livros bíblicos com um nome de mulher.
  • 22. 22 Introdução ao Antigo Testamento I SAMUEL Samuel, o último Juiz e o primeiro grande Profeta de Israel, unge o primeiro rei. Ainda que as credenciais físicas de Saul sejam impressionantes, sua atitude de indiferença para com Deus resulta em que o reino é tirado de sua família. Em seu lugar, Samuel unge o jovem Davi como Rei- Eleito. Davi se transforma em crescente ameaça para Saul doentiamente ciumento, e eventualmente foge para o deserto a fim de salvar a própria vida. A mão protetora de Deus, porém, acha-se nitidamente estendida sobre Davi, ainda quando a mão Divina de juízo está sendo sentida por Saul e sua família. Ao consultar insensatamente uma médium em Endor. Saul ouve sua própria ruína pronunciada. Segundo a fiel palavra da profecia, Saul e seus filhos são mortos no dia seguinte em combate.
  • 23. 23 Introdução ao Antigo Testamento II SAMUEL Logo depois da morte de Saul, Davi, o Rei-Eleito, torna-se monarca primeiro sobre Judá (sobre o qual reina, com Hebron como sua capital, por sete anos e meio) e finalmente sobre todo o Israel (quando faz de Jerusalém a sua capital e reina por trinta e trêis anos e meio. E assim, 2 Samuel, relata os quarenta anos de reinado do homem que viveu exatamente a meio caminho entre Abraão e Cristo – cerca de 1000 a.C. Os triunfos de Davi conduzem a nação ao próprio zênite de seu poder. Mas seus dois pecados, de adultério e homicídio, atraem o castigo pessoal e nacional do Senhor. Ao longo de sua vida, Davi busca zelosamente a Deus e confessa seus pecados com prontidão – atitude própria de alguém que é chamado por Deus de “homem segundo o meu próprio coração” (At 13.22).
  • 24. 24 Introdução ao Antigo Testamento I REIS A primeira metade de I Reis delineia a vida de Salomão. Debaixo de sua liderança, Israel sobe os pícaros de sua magnitude e glória. Os grandes empreendimentos de Salomão, inclusive o inexcedível esplendor do templo que ele constrói em Jerusalém, granjeiam para ele fama e respeito mundiais. Mas o zelo de Salomão por Deus diminui em seus últimos anos, quando as esposas pagãs desviam seu coração do culto no Templo de Deus. Resultado: o Rei, com o coração dividido, deixa para trás um reino dividido. Para o século seguinte, o Livro de I Reis delineia as histórias gêmeas de duas séries de reis e de duas nações de pessoas desobedientes que avançam indiferentes aos profetas e preceitos de Deus.
  • 25. 25 Introdução ao Antigo Testamento II REIS II Reis continua sem interrupção a “narrativa de dois reinos” iniciada em I Reis. Os reinos gêmeos de Israel e Judá prosseguem em curso que colide com o cativeiro, quando a glória do antigo reino unido se torna crescentemente remota. A divisão leva ao declínio, e finalmente termina na dupla deportação. Israel é capturado e disperso pelos assírios, enquanto Judá é levado ao exílio babilônico. A despeito dos melhores esforços de profetas como Eliseu para trazer as nações de volta aos seus sentimentos religiosos, é tarde demais. O reino dividido em I Reis se torna o reino dissolvido em II Reis. A paciência de Deus é longa; o aviso de Deus é persistente; mas, quando ignorado, o amor de Deus pode ser também, severo.
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  • 27. 27 Introdução ao Antigo Testamento OS PROFETAS MENORES Embora os dezessete livros proféticos do Antigo Testamento sejam o “continente obscuro da Escritura”, as pessoas têm ainda menor familiaridade com os doze profetas menores como um todo do que com os cinco profetas maiores. Estes doze livros se tornaram conhecidos como os Profetas Menores no final do quarto século d.C., não porque foram considerados menos importantes ou menos inspirados, mas porque são geralmente menores que do que os cinco Profetas Maiores, especialmente os livros de Isaías e Jeremias. Suas mensagens são mais sucintas do que as dos Profetas Maiores, mas igualmente poderosas. Antes do tempo de Cristo, estes doze livros foram reunidos em um só rolo, coletivamente conhecido como “Os Doze”, sua extensão combinada (sessenta e sete capítulos) é aproximadamente igual à de Isaías. A única importância cronológica da ordem dos Profetas Menores na Bíblia portuguesa é que os seis primeiros foram escritos antes dos seis úlimos: Ordem Ordem Datas nr. Canônica Cronológica Aproximadas 1 Oséias Obadias 840 2 Joel Joel 835 3 Amós Jonas 760 4 Obadias Amós 755 5 Jonas Oséias 740 6 Miquéias Miquéias 730 7 Naum Naum 660 8 Habacuque Sofonias 625 9 Sofonias Habacuque 607 10 Ageu Ageu 520 11 Zacarias Zacarias 515 12 Malaquias Malaquias 430 Os profetas menores, de Obadias a Malaquias, cobrem quatro séculos de história através dos Impérios Assírio, Babilônico e Persa. Três foram profetas do reino do norte (Jonas, Amós, Oséias); seis foram profetas do reino do sul (Obadias, Joel, Miquéias, Naum, Habacuque); e três foram profetas pós-exílicos (Ageu, Zacarias, Malaquias). Embora todos os profetas menores sejam nomeados, muito pouco se conhece da maioria deles.
  • 28. 28 OSÉIAS – A infeliz história de Oséias e sua infiel esposa, Gômer, ilustra o leal amor de Deus e o adultério espiritual de Israel. Oséias expõe os pecados de Israel e os contrasta com a santidade de Deus. A nação seria julgada por seus pecados, mas no futuro seria restaurada em virtude do amor e fidelidade de Deus. JOEL – Este livro lembra uma recente praga de gafanhotos que dizimara a terra de Judá, para ilustrar o mais terrificante dia do Senhor. A terra será invadida por um terrível exército que fará os gafanhotos parecerem comparativamente suaves. Não obstante, Deus apela ao povo que se arrependa a fim de evitar a iminente hecatombe. Visto que o povo não mudará, o juízo virá, mas será seguido por grande benção. AMÓS – O reino do norte estava em seu apogeu quando Amós advertiu o povo de sua iminente ruína. Em oito pronunciamentos de juízo, Amós perambula pelos países circunvizinhos antes de se deter em Israel. Ele então pronuncia três sermões para descrever os pecados da casa de Israel e intimá-la ao arrependimento. O povo rejeita as advertências de Amós, e seu iminente juízo é descrito numa série de cinco visões. Amós, porém, termina seu livro com uma breve palavra de esperança futura. OBADIAS – Este obscuro profeta do reino do sul dirige seu breve oráculo à nação de Edom, o qual fazia fronteira com Judá a sudoeste. Edom (descendente de Esaú) recusou-se agir como guardador de seu irmão, Judá (descendente de Jacó). Visto que se vangloriou quando Jerusalém foi invadida, seu juízo seria nada mais, nada menos que a total destruição. JONAS – Com uma mensagem profética de apenas uma linha, Jonas é o mais biográfico de todos os profetas. A penitente resposta do povo de Nínive ao conciso oráculo incita a misericórdia de Deus , que poupa a cidade. Mas o ensino central do livro é a lição de compaixão que Deus dá a seu relutante profeta. Jonas aprende a olhar para além de sua nação e a confiar no Criador de todos os povos. MIQUÉIAS – A profecia de Miquéias começa com uma palavra de retribuição divina contra Israel e Judá em vista da radical corrupção em todos os níveis da sociedade: governantes, profetas, sacerdotes, juízes, homens de negócio e proprietários de terra. As promessas pactuais de Deus, porém, se cumprirão no futuro reino do Messias. O juízo por fim será seguido por perdão e restauração, e o livro termina com uma poderosa nota de promessa. NAUM – Cerca de 125 anos depois que Nínive se arrependeu ante a pregação de Jonas, Miquéias predisse a iminente destruição da mesma cidade. O povo da capital assíria voltou a idolatria e brutalidade, e a Assíria subverteu o reino do norte de Israel. Em virtude da santidade e do poder de Deus, Nínive indubitavelmente será destruída a despeito de sua aparente invencibilidade.
  • 29. 29 HABACUQUE – Bem peto do fim do reino de Judá, Habacuque pergunta a Deus porque ele não cuida da perversidade de sua nação. Quando Deus lhe diz que está prestes a usar os babilônicos como a vara de juízo, Habacuque formula uma segunda pergunta: Como o Senhor poderia julgar Judá pela instrumentalidade de uma nação ainda mais perversa ? Após a segunda resposta do Senhor, o profeta exalta o nome de Deus por seu poder e propósitos. SOFONIAS – Sofonias desenvolve em termos bem definidos os tema da vinda do Senhor como sendo um dia de pavoroso juízo seguido de grande benção. Sofonias começa com o juízo iminente sobre Judá e amplia seu escopo para incluir também os gentios. Umas vez que Judá se recusa a buscar o Senhor, ele está condenado. Um Remanescente, porém, exultará quando Deus restaurar os destino de seu povo. AGEU – Depois do exílio babilônico, os judeus começas a reconstruir o templo, mas deixaram que a obra fosse interrompida para a reconstrução de suas próprias casas. Em virtude de seu fracasso de dar a Deus o primeiro lugar, eles não estavam desfrutando de suas bênçãos na terra. Ageu insiste com o povo para concluir o templo, porquanto a promessa de Deus é que ele seria impregnado de glória. Depois de disciplinar o povo por sua contaminação, Ageu termina com uma promessa de futura benção. ZACARIAS – Contemporâneo de Ageu, Zacarias também exorta os judeus a completar a construção do templo. O método de Zacarias para motivá-los é o do encorajamento – o templo é central à herança espiritual de Israel e está relacionado à vinda do Messias. A série de visões, mensagens e bordões oferece algumas das mais claras profecias messiânicas da Escritura. Deus revela que seu programa para seu povo está longe de ser concluído. MALAQUIAS – Ao tempo do último profeta do Antigo Testamento, o clima espiritual e moral do povo esfria. Seu culto é insípido e indiferente e, visto que eles estão cada vez mais distantes de Deus, são caracterizados por transigência religiosa e social. Um terrível dia de juízo virá quando “todo arrogante e cada malfeitor será palha” destinada ao fogo, “mas para aquele que teme o meu nome nascerá o sol da justiça trazendo cura em suas asas”.
  • 30. 30
  • 31. 31 Reis do Reino do Norte. Reis do Reino do Sul, Após a morte de Salomão após a morte de Salomão 922–901 Jeroboão I 931 - 913 - Roboão, filho de Salomão 901–900 Nadab 913 - 911 - Abias 900–877 Baasa 911 - 870 - Asa 877–876 Elá 870 - 848 - Josafá 876 Zimri 848 - 841 - Jeorão 876–869 Omri 841 - Acazias - 869–850 Acab 841 - 835 - Atália (rainha usurpadora) 850–849 Ocozias 835 - 796 - Joás 849–842 Jorão 796 - 781 - Amazias 842–815 Jeú 781 - 740 - Uzias 815–801 Joacaz 740 - 736 - Jotão 801–786 Joás 736 - 716 - Acaz 786–746 Jeroboão II 716 - 687 - Ezequias 746 Zacarias 687 - 642 - Manassés 745 Salum 642 - 640 - Amom 745–738 Menaém 640 - 609 - Josias 738–737 Pecaías 609 - Jeoacaz 737–732 Peca 609 - 598 - Jeoaquim 732–722 Oséias 598 - Joaquim 598 - 587 - Zedequias Dos 19 Reis do Norte – nenhum serviu ao Senhor - Dos 20 Reis do Sul – somente 8 foram fiéis ao Senhor