O MUNDO DAS MIUDEZAS: PLANO DE PRESERVAÇÃO DO
CONJUNTO URBANÍSTICO DE BRASÍLIA – PPCUB
Frederico de Holanda
BRASÍLIA– 3 DE...
INTROITO
Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade: três
temas…
• Preservação: teorias relacionadas a estratégias de
preservação s...
... e um paradoxo:
• coisa demais é reprimida
e
• coisa demais é permitida
1. ÁREAS DO ENTORNO
Brasilia “tricéfala”
Centre demográfico
Centro morfológico
CCS
Brasília “tricéfala”
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CENTRO MORFOLÓGICO
CBD - CRUZAMENTO DOS EIXOS
CENTRO DE MASSA 11,6 Km
10,3
Km
5,8
K
1. Não se discute uma nova centralidade
2. Repete-se o discurso mítico da intocabilidade da Bacia do Paranoá
3. Refere-se ...
Hillier: “lei do movimento natural”
Hillier: “lei do movimento natural”
Que tal uma nova centralidade? Não é novidade…
Madrid
Lembrem que isto
foi um escândalo à
época...
Águas Claras, DF (esq.) e La Défense, Paris (dir.): o problema não é a
altura dos edifícios, mas sua má qualidade formal e...
2. NAS QUATRO “ESCALAS”
MONUMENTAL
3. EIXO MONUMENTAL
Ups do Eixo Monumental: note sua
delimitação
O que é reprimido:
Esplanada dos Ministérios segundo
projeto original
Informal trade and pedestriansComércio e serviços informais na Esplanada
dos Ministérios
Isso representa uma agressão ao sítio?!...
Comércio e serviços informais – Março 2010 (adaptado de Amaro Jr.)
Comércio informal – Setembro 2010 (adaptado de Amaro Jr.)
O comércio informal interfere na escala monumental
idealizada por Lucio Costa?
Não
Não
Dane-se o patrimônio imaterial de 40 anos...
Dane-se o patrimônio imaterial de 40 anos...
Dane-se o patrimônio imaterial de 40 anos...
... e viva a sua brilhante substituição –
flagrantemente ilegal
... e viva a sua brilhante substituição –
flagrantemente ilegal
O que é permitido:
Complexo Cultural da República
1. Consideradas “áreas consolidadas” ma non troppo
2. Complementação (positiva) da Esplanada dos Ministérios
3. Ignora-se ...
MAIOR URBANIDADE -
OPORTUNIDADE PERDIDA:
CONEXÃO ENTRE OS SETORES DE DIVERSÕES NORTE E SUL
GREGÁRIA
o que é reprimido:
E obviamente eles estão de volta...
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E poderia ser assim
(Jonatas Amorim, graduação UnB)
O que é permitido:
Setor Comercial Norte, a quinta escala de Brasília: “escala medonha”
Por que ignorar um
exemplo magnífico como
este?!
Consideração para com o espaço público de qualidade
1. Paradoxalmente, quanto mais recentes, piores os espaço públicos
nas áreas centrais
2. Não se desenha o espaço entre edi...
RESIDENCIAL
O que é desprezado:
VILA PLANALTO
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10 - 20
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O que é permitido:
Bairro Noroeste: repete o velho padrão: bairros
homogêneos para ricos ou para pobres
CADÊ A NOVA W-3?
URBANIDADE DA AV. W-3 (1965) ONTEM...
... E HOJE
UMA POSSÍVEL W-3 REVITALIZADA
EIXÃO DA MORTE
Quer morrer atropelado...
... ou de facada?
1. Eixão da Morte – fatalidades reduzidas pela proliferação de
radares, mas ainda uma temeridade
2. O rodoviarismo continu...
1. Serviços populares que surgiram no tempo são reprimidos – vale
mais a hipocrisia das classes médias do entorno que crim...
BUCÓLICA
O LABIRINTO DO DESERTO: REPRIME-SE A SUA OCUPAÇÃO
O labirinto do deserto está nos interstícios entre Plano
Piloto e cidades satélites:
… mas há resquícios no entorno imediato do Plano
Piloto:
... E PERMITE-SE A OCUPAÇÃO PRIVADA DA ORLA...
Apropriações indevidas: evitar-se-ão esses “hotéis de turismo”?!...
1. Sobra labirinto do deserto: nada se diz quanto à ocupação de
espaços vagos intersticiais, sem desempenho prático ou sim...
CONCLUSÃO: O MUNDO DAS MIUDEZAS... INCOMPLETO
1. Ignora-se macroproblemas da metrópole que todavia poderiam ser
equacionados dentro da área tombada
2. No nível micro, i...
grato
Holanda 2013 o mundo das miudezas 2013 09 25 brasilia
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  1. 1. O MUNDO DAS MIUDEZAS: PLANO DE PRESERVAÇÃO DO CONJUNTO URBANÍSTICO DE BRASÍLIA – PPCUB Frederico de Holanda BRASÍLIA– 3 DE OUTUBRO DE 2013 Observatório das Metrópoles Universidade de Brasília Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo Faculdade UnB Planaltina Seminário: METROPOLIZAÇÃO E MEGAEVENTOS
  2. 2. INTROITO
  3. 3. Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade: três temas… • Preservação: teorias relacionadas a estratégias de preservação são pobres ou equivocadas, quando elas concernem o projeto original e quando elas desconsideram as propostas mundialmente aceitas relacionadas à preservação de sítios declarados patrimônio cultural (particularmente quanto ao patrimônio imaterial) • Ambiguidade documentos legais são mal definidos, ações são determinadas em função do arbítrio dos agentes do Estado de plantão • Poder: isso é porta aberta para o exercício do poder arbitrário, que muda em função das circunstâncias
  4. 4. ... e um paradoxo: • coisa demais é reprimida e • coisa demais é permitida
  5. 5. 1. ÁREAS DO ENTORNO
  6. 6. Brasilia “tricéfala” Centre demográfico Centro morfológico CCS
  7. 7. Brasília “tricéfala” # # # CENTRO MORFOLÓGICO CBD - CRUZAMENTO DOS EIXOS CENTRO DE MASSA 11,6 Km 10,3 Km 5,8 K
  8. 8. 1. Não se discute uma nova centralidade 2. Repete-se o discurso mítico da intocabilidade da Bacia do Paranoá 3. Refere-se a alturas edificadas mas não se as define em função de critérios claros de visibilidade
  9. 9. Hillier: “lei do movimento natural”
  10. 10. Hillier: “lei do movimento natural”
  11. 11. Que tal uma nova centralidade? Não é novidade…
  12. 12. Madrid
  13. 13. Lembrem que isto foi um escândalo à época...
  14. 14. Águas Claras, DF (esq.) e La Défense, Paris (dir.): o problema não é a altura dos edifícios, mas sua má qualidade formal e o mau espaço público que definem
  15. 15. 2. NAS QUATRO “ESCALAS”
  16. 16. MONUMENTAL
  17. 17. 3. EIXO MONUMENTAL Ups do Eixo Monumental: note sua delimitação
  18. 18. O que é reprimido:
  19. 19. Esplanada dos Ministérios segundo projeto original
  20. 20. Informal trade and pedestriansComércio e serviços informais na Esplanada dos Ministérios
  21. 21. Isso representa uma agressão ao sítio?!...
  22. 22. Comércio e serviços informais – Março 2010 (adaptado de Amaro Jr.)
  23. 23. Comércio informal – Setembro 2010 (adaptado de Amaro Jr.)
  24. 24. O comércio informal interfere na escala monumental idealizada por Lucio Costa?
  25. 25. Não
  26. 26. Não
  27. 27. Dane-se o patrimônio imaterial de 40 anos...
  28. 28. Dane-se o patrimônio imaterial de 40 anos...
  29. 29. Dane-se o patrimônio imaterial de 40 anos...
  30. 30. ... e viva a sua brilhante substituição – flagrantemente ilegal
  31. 31. ... e viva a sua brilhante substituição – flagrantemente ilegal
  32. 32. O que é permitido:
  33. 33. Complexo Cultural da República
  34. 34. 1. Consideradas “áreas consolidadas” ma non troppo 2. Complementação (positiva) da Esplanada dos Ministérios 3. Ignora-se (como em outras casos) a configuração do espaço público (o perímetro das unidades morfológicas coincide com o eixo das vias) 4. A ocupação das bordas é aleatória e permanecerá como tal 5. Silêncio de sarcófago sobre a flagrante ilegalidade da nova “Feira da Torre”
  35. 35. MAIOR URBANIDADE - OPORTUNIDADE PERDIDA: CONEXÃO ENTRE OS SETORES DE DIVERSÕES NORTE E SUL
  36. 36. GREGÁRIA
  37. 37. o que é reprimido:
  38. 38. E obviamente eles estão de volta...
  39. 39. 9
  40. 40. E poderia ser assim (Jonatas Amorim, graduação UnB)
  41. 41. O que é permitido:
  42. 42. Setor Comercial Norte, a quinta escala de Brasília: “escala medonha”
  43. 43. Por que ignorar um exemplo magnífico como este?!
  44. 44. Consideração para com o espaço público de qualidade
  45. 45. 1. Paradoxalmente, quanto mais recentes, piores os espaço públicos nas áreas centrais 2. Não se desenha o espaço entre edifícios 3. Atividades são voltadas para galerias comerciais internas, esvaziando o âmbito público de transições
  46. 46. RESIDENCIAL
  47. 47. O que é desprezado:
  48. 48. VILA PLANALTO
  49. 49. VILA PLANALTO
  50. 50. Rendimentos Vila Planalto 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 pobres média- inferior média-média média- superior ricos faixas %
  51. 51. 0.00 5.00 10.00 15.00 20.00 25.00 30.00 35.00 40.00 até 2 SM mais de 2 - 5 SM mais de 5 - 10 mais de 10 - 20 mais de 20 Series1 0.00 5.00 10.00 15.00 20.00 25.00 30.00 35.00 40.00 45.00 50.00 até 2 SM mais de 2 - 5 SM mais de 5 - 10 mais de 10 - 20 mais de 20 Series1 VILA PLANALTO 2000 VILA PLANALTO 2010
  52. 52. O que é permitido:
  53. 53. Bairro Noroeste: repete o velho padrão: bairros homogêneos para ricos ou para pobres
  54. 54. CADÊ A NOVA W-3?
  55. 55. URBANIDADE DA AV. W-3 (1965) ONTEM...
  56. 56. ... E HOJE
  57. 57. UMA POSSÍVEL W-3 REVITALIZADA
  58. 58. EIXÃO DA MORTE
  59. 59. Quer morrer atropelado...
  60. 60. ... ou de facada?
  61. 61. 1. Eixão da Morte – fatalidades reduzidas pela proliferação de radares, mas ainda uma temeridade 2. O rodoviarismo continua a imperar 3. Toda a prioridade continua para os carros (será que esqueceram as 7.000 vagas subterrâneas na Esplanada, ou os estacionamentos do SCS?...) 4. Ou, no mínimo, uma no cravo, outra na ferradura...
  62. 62. 1. Serviços populares que surgiram no tempo são reprimidos – vale mais a hipocrisia das classes médias do entorno que criminaliza os serviços. O GDF optou politicamente por elas 2. Resultados de concursos públicos são ignorados e questões de acessibilidade continuam precárias 3. Mantém-se a baixa densidade ocupada, em detrimento de uma maior densidade construída na avenida – desejada e possível
  63. 63. BUCÓLICA
  64. 64. O LABIRINTO DO DESERTO: REPRIME-SE A SUA OCUPAÇÃO
  65. 65. O labirinto do deserto está nos interstícios entre Plano Piloto e cidades satélites:
  66. 66. … mas há resquícios no entorno imediato do Plano Piloto:
  67. 67. ... E PERMITE-SE A OCUPAÇÃO PRIVADA DA ORLA...
  68. 68. Apropriações indevidas: evitar-se-ão esses “hotéis de turismo”?!...
  69. 69. 1. Sobra labirinto do deserto: nada se diz quanto à ocupação de espaços vagos intersticiais, sem desempenho prático ou simbólico que o justifique 2. Proíbe-se expressamente a expansão da Vila Planalto – fascinante lição de arquitetura – uma vez pensada por Lucio Costa, mas... 3. Permite-se a ocupação privada da orla por mal disfarçados condomínios fechados (“hotéis de turismo”???!!!)
  70. 70. CONCLUSÃO: O MUNDO DAS MIUDEZAS... INCOMPLETO
  71. 71. 1. Ignora-se macroproblemas da metrópole que todavia poderiam ser equacionados dentro da área tombada 2. No nível micro, ignoram-se o atributos desejáveis para um bom espaço para a vida pública 3. Ignora-se (e se reproduz) o rodoviarismo 4. Reproduz-se a visão moderna clássica de cidade, pior que a encontrada no “modernismo clássico” do Plano Piloto (esse pelo menos têm qualidades expressiva): objetos, não espaços 5. Ignora-se que as qualidades essenciais de Brasília não se relacionam à cartilha moderna – os problemas, sim
  72. 72. grato

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