Sequencia didática para trabalhar com as fábulas

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Sequencia didática para trabalhar com as fábulas

  1. 1. SEQUENCIA DIDÁTICA PARA TRABALHAR COM AS FÁBULASA fábula pode ser vista como um excelente exercício de reflexão sobre o comportamentohumano e as vicissitudes da vida, e não como uma forma de inculcar no leitor certas “verdades”. Do ponto de vistapedagógico, essa atividade de leitura exige a participação ativa do professor, pois ele deve estimular os alunos a seposicionarem criticamente diante do texto, pedindo-lhes que comentem as ações dos personagens e que reflitamsobre a situação apresentada, relacionando-a com fatos da vida real.Por isso, a fábula não é um gênero que se destina exclusivamente ao leitor infantil. Ao contrário, nascida comofruto da observação do comportamento dos adultos, rende muito quando lida e estudada por leitores maisexperientes, permitindo bons debates em sala de aula.Atividade 1 – Construindo a compreensão do gêneroO professor distribui para cada grupo duas ou três fichas de cartolina, com um provérbio conhecido, esclarecendoque este é um tipo de frase lapidar, concisa e com um sentido exato e que apresenta um ensinamento provenienteda sabedoria popular. Entrega também fichas em branco para que os grupos acrescentem outras frases por elesconhecidas no mesmo estilo. Após uma pequena discussão, o grupo deve eleger a frase que, para a maioria, é amais significativa, fazendo uma pequena exposição dos motivos e/ou ilustrando-a com situações cotidianas. Abaixoestão relacionados alguns exemplos de provérbios, com os nomes das respectivas fábulas a que se referem:OBSERVAÇÃO: Ao distribuir as fichas com os provérbios, o professor deve ter o cuidado de não fazer a indicação dostítulos das fábulas, pois este conhecimento será inferido pelos próprios alunos.Atividade 2 – Leitura de fábulasO professor distribui para cada grupo duas ou três fábulas diferentes, as quais ilustram as morais anteriormenteapresentadas. Os grupos trocam os textos entre si, até que todos tenham lido todas as fábulas. A atividade tem opropósito de familiarizar os alunos com a forma e a linguagem do gênero, além de ampliar o seu repertório.Atividade 3 – Definindo a fábulaO professor solicita aos alunos que apontem, oralmente, características comuns a todos os textos lidos. O professorpoderá fazer perguntas que chamem atenção para aspectos como brevidade da história, presença de personagensanimais que agem como seres humanos, ausência de indicações precisas de tempo e espaço, explicitação de umamoral.
  2. 2. Formule agora um conceito para esse tipo de texto:Fábula é _____________________________________________________________Atividade 4 – Descobrindo significadosProcure no dicionário alguns significados da palavra “moral”.a)________________________________________________________________________b)________________________________________________________________________c) _______________________________________________________________________d) _______________________________________________________________________e) _______________________________________________________________________Atividade 5 – Estabelecendo valoresComplete o quadro abaixo, apontando, a partir da discussão com seus colegas de grupo, aqueles valores que, naopinião de vocês, são, em geral, aceitos pela sociedade, em oposição àqueles que são condenados:Leitura compreensiva e interpretativa do textoAtividade 6 – Leitura dramatizada da fábula “O lobo e o cordeiro”A razão do mais forte é a que vence no final(nem sempre o Bem derrota o Mal).Um cordeiro a sede matavanas águas limpas de um regato.Eis que se avista um lobo que por lá passavaem forçado jejum, aventureiro inatoe lhe diz irritado: - "Que ousadiaa tua, de turvar, em pleno dia,a água que bebo! Hei de castigar-te!"- "Majestade, permiti-me um aparte" -diz o cordeiro. - "Vedeque estou matando a sedeágua a jusante,bem uns vinte passos adiantede onde vos encontrais. Assim, por conseguinte,para mim seria impossívelcometer tão grosseiro acinte."- "Mas turvas, e ainda mais horrívelfoi que falaste mal de mim no ano passado.- "Mas como poderia" - pergunta assustadoo cordeiro -, "se eu não era nascido?"- "Ah, não? Então deve ter sidoteu irmão." - "Peço-vos perdãomais uma vez, mas deve ser engano,pois eu não tenho mano."- "Então, algum parente: teus tios, teus pais. . .Cordeiros, cães, pastores, vós não me poupais;por isso, hei de vingar-me" - e o leva até o recessoda mata, onde o esquarteja e come sem processo.La Fontaine. Fábulas, 1992.
  3. 3. O professor distribui a fábula para os grupos e solicita que preparem uma leitura dramática (três participantesfazem os papéis do lobo, do cordeiro e do narrador e os demais “dirigem” a atuação dos atores. O professor devealertar os alunos para que as falas fiquem bem caracterizadas, de acordo com o que as personagens representam, epara que acentuem o ritmo e as rimas dos versos que compõem o texto).OBSERVAÇÃO: O professor poderá esclarecer as dificuldades de vocabulário, acompanhando o ensaio dos grupos. Damesma forma, deverá chamar atenção para a composição do texto na forma de versos.Atividade 7 – Trabalhando a estrutura do textoa) Enumere, pelos menos, três adjetivos definidores do caráter do lobo do cordeiro.b) O encontro do lobo e do cordeiro acontece “nas águas limpas deum regato”. É possível determinar a localizaçãoexata do cenário onde se passa a ação? Justifique sua resposta.________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________c) No verso “foi que falaste mal de mim no ano passado”, a expressão grifada permite situar a ação no tempo?Explique sua resposta.________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________d) O que nos permite afirmar que o lobo e o cordeiro eram velhos conhecidos?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________e) Enumere os argumentos usados pelo lobo para justificar o castigo imposto ao cordeiro.________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________f) A fábula apresenta um ensinamento ao leitor. Que ensinamento é este e quem o transmite?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________g) Por que o segundo verso – (nem sempre o Bem derrota o Mal) - está colocado entre parênteses? O que significa aexpressão “nem sempre”?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________h) Complete a frase, explicando-a com as suas palavras:A razão do mais forte é a que vence no final, pois __________________________________________________________________________________________Atividade 8 - Comparando versões de uma mesma fábulaa) Você vai ler agora como a fábula “O leão e o rato” foi contada por três autores diferentes – Esopo, na Gréciaantiga, cerca do século IV a.C, La Fontaine, no século XVII, e Monteiro Lobato, no início do século XX.O LEÃO E O RATO (Esopo)O leão era orgulhoso e forte, o rei da selva. Um dia, enquanto dormia, um minúsculo rato correu pelo seu rosto. Ogrande leão despertou com um rugido. Pegou o ratinho por uma de suas fortes patas e levantou a outra paraesmagar a débil criatura que o incomodara.- Ó, por favor, poderoso leão – pediu o rato. Não me mate, por favor. Peço-lhe que me deixe ir. Se o fizer, um diaeu poderei ajudá-lo de alguma maneira.Isso foi para o felino uma grande diversão. A idéia de que uma criatura tão pequena e assustada como um ratopudesse ser capaz de ajudar o rei da selva era tão engraçada que ele não teve coragem de matar o rato.- Vá-se embora – grunhiu ele – antes que eu mude de idéia.Dias depois, um grupo de caçadores entrou na selva. Decidiram tentar capturar o leão. Os homens subiram em suasduas árvores, uma de cada lado do caminho, e seguraram uma rede lá encima.Mais tarde, o leão passou despreocupadamente pelo lugar. Ato contínuo, os homens jogaram a rede sobre o grande
  4. 4. animal. O leão rugiu e lutou muito, mas não conseguiu escapar.Os caçadores foram comer e deixaram o leão preso à rede, incapaz de se mover. O leão rugiu por ajuda, mas aúnica criatura na selva que se atreveu a aproximar-se dele foi o ratinho.- Oh, é você? – disse o leão. Não há nada que possa fazer para me ajudar. Você é tão pequeno!- Posso ser pequeno – disse o rato 0 mas tenho os dentes afiados e estou em dívida com você.E o ratinho começou a roer a rede. Dentro de pouco tempo, ele fizera um furo grande o bastante para que o leãosaísse da rede e fosse se refugiar no meio da selva.Às vezes o fraco pode ser de ajuda ao forte.ESOPO. Fábulas de Esopo, 1995.O LEÃO E O RATO (La Fontaine)Vale a pena espalhar razões de gratidão:Os pequenos também têm sua utilidade.Duas fábulas* mostrarãoque eu não estou falando senão a verdade.Ao sair do buraco, um rato,Entre as garras terríveis de um leão, se achou.O rei dos animais, em mui magnânimo ato,Nada ao ratinho fez, e com vida o deixou.A boa ação não foi em vão.Quem pensaria que um leãoAlguma vez precisariaDe um rato tão pequeno? Pois é, meu amigo,Leão também corre perigo,E aquele ficou preso numa rede, um dia.Tanto rugiu, que o rato ouviu e acudiu,Roendo o laço que o prendia.Mais vale a pertinaz labutaQue o desespero e a força bruta.* Para ilustrar a mesma moral, La Fontaine conta, na seqüência, outra fábula, intitulada “A pomba e a formiga”.La Fontaine, Fábulas, 1992.O LEÃO E O RATINHO (Monteiro Lobato)Ao sair do buraco viu-se o ratinho estre as patas do leão. Estacou, de pêlos em pé, paralisado pelo terror. O leão,porém, não lhe fez mal nenhum.- Segue em paz, ratinho; não tenhas medo do teu rei.Dias depois o leão caiu numa rede.. Urrou desesperadamente, de bateu-se, mas quanto mais se agitava mais presono laço ficava.Atraído pelos urros, apareceu o ratinho.- Amor com amor se paga – disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas. Um instante conseguir romper uma dasmalhas. E como a rede era das tais que rompida a primeira malha e fugir.Mais vale paciência pequeninaDo que arrancos de leão.Monteiro Lobato. Fábulas, 1994.Agora, compare as fábulas, de acordo com os aspectos indicados no quadro abaixo, e veja o que muda e o quepermanece nas suas sucessivas reescrituras:
  5. 5. b) Na comparação das diferentes versões, é possível perceber indicações que remetem ao contexto histórico noqual as fábulas foram escritas? Justifique sua resposta.____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Transferência e aplicação da leituraAtividade 9 – Escrevendo uma cartaEscreva uma carta para um destinatário (alguém próximo de você ou uma pessoa conhecida do público), para quemvocê aconselharia a leitura dessa fábula. Não esqueça de apresentar-lhe as razões para isso.Atividade 10 – Mudando o finalA fábula “O cordeiro e o lobo” de La Fontaine foi recontada por Monteiro Lobato, no livro Fábulas. Nesse livro, apóscada relato, segue-se um pequeno diálogo das personagens do Sítio do Picapau Amarelo comentando a respeito dahistória que ouviram. Leia o comentário a essa fábula:Estamos diante da fábula mais famosa de todas – declarou Dona Benta. Revela a essência do mundo. O forte temsempre razão. Contra a força não há argumentos.- Mas há esperteza! – berrou Emília. Eu não sou forte, mas ninguém me vence. Por quê? Porque aplico a esperteza.Se eu fosse esse cordeirinho, em vez de estar bobamente a discutir com o lobo, dizia: “Senhor Lobo, é verdade,sim, que sujei a água desse riozinho, mas foi para envenenar três perus recheados que estão bebendo ali embaixo”.E o lobo com água na boca: “Onde?” E eu, piscando o olho: “Lá atrás daquela moita!” E o lobo ia ver e eu sumia...- Acredito – murmurou Dona Benta. E depois fazia de conta que estava com uma espingarda e, pum! na orelha dele,não é? Pois fique sabendo que estragaria a mais bela e profunda das fábulas. La Fontaine a escreveu dum modoincomparável. Quem quiser saber o que é obra-prima, leia e analise a sua fábula do Lobo e do Cordeiro (Lobato,1994, p. 42-43).Siga o exemplo de Emília e reescreva a fábula, dando a ela um final diferente. Antes disso, leia algumasinformações sobre La Fontaine:Jean de La Fontaine é francês, nascido em 8 de julho de 1621 e falecido em 13 de abril de 1695. É principalmenteconhecido como autor de fábulas, escritas em versos leves e rimados. Além de criar algumas fábulas originais muitoconhecidas, representativas do contexto da aristocracia francesa do século XVII, como por exemplo, “O lobo e ocordeiro” e “A cigarra e a formiga”, reescreveu algumas fábulas baseadas em Esopo. Esopo foi outro grande criadorde fábulas, que viveu na Grécia como escravo no século V a.C. Embora tivesse uma aparência estranha - consta queera corcunda - possuía o dom da palavra e a habilidade de contar histórias, que retratavam o comportamentohumano através de personagens animais. Algumas dessas fábulas de Esopo são conhecidas ainda hoje, como “Araposa e as uvas”, “O leão e o rato”, “A lebre e a tartaruga”, entre outras.
  6. 6. Atividade 11 - RefabulandoLeia a fábula “A raposa e as uvas”, na versão de La Fontaine, e reconte-a utilizando as suas próprias palavras.Certa raposa astuta, normanda ou gascã,Quase morta de fome, sem eira nem beira,Andando à caça, de manhã,Passou por uma alta parreira,Carregada de cachos de uvas bem maduras.Altas demais – não houve impasse:“Estão verdes... já vi que são azedas, duras...”Adiantaria se chorasse?(La Fontaine. Fábulas, 1992, p. 211).Atividade 12 – Trabalhando a ilustraçãoObserve a ilustração de Gustave Doré feita para essa fábula.Agora, crie uma fábula a partir da ilustração.
  7. 7. Atividade 13 – Recriando fábulasLeia a fábula original de La Fontaine “A cigarra e a formiga”. Depois, compare-a com as recriações de MonteiroLobato e José Paulo Paes.A CIGARRA E A FORMIGAA cigarra, sem pensarem guardar,a cantar passou o verão.Eis que chega o inverno, e então,sem provisão na despensa,como saída, ela pensaem recorrer a uma amiga:sua vizinha, a formiga,pedindo a ela, emprestado,algum grão, qualquer bocado,até o bom tempo voltar."Antes de agosto chegar,pode estar certa a senhora:pago com juros, sem mora."Obsequiosa, certamente,a formiga não seria."Que fizeste até outro dia?"perguntou à imprevidente."Eu cantava, sim, Senhora,noite e dia, sem tristeza.""Tu cantavas? Que beleza!Muito bem: pois dança agora..."Do livro Fábulas de La Fontaine, 1992.SEM BARRAEnquanto a formigaCarrega comidaPara o formigueiro,A cigarra canta,Canta o dia inteiro.A formiga é só trabalho.A cigarra é só cantiga.Mas sem a cantigada cigarraque distrai da fadiga,seria uma barrao trabalho da formiga(Paes, s.d.).A CIGARRA E A FORMIGA (A FORMIGA BOA)Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seudivertimento era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas, Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nastocas.A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique...Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.- Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.- Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...A formiga olhou-a de alto a baixo.
  8. 8. - E que fez durante o bom tempo que não construí a sua casa?A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.V - Eu cantava, bem sabe...- Ah!... exclamou a formiga recordando-se. Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamospara encher as tulhas?- Isso mesmo, era eu...Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiadonos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre,amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.Do livro Fábulas, Monteiro Lobato, 1994.a) O que há de comum nas releituras que Lobato e José Paulo Paes, autores do século XX, fazem da fábula de LaFontaine, escrita no século XVII? É possível detectar uma mudança de moral de uma época para outra?____________________________________________________________________________________________________________________________________________b) Leia a fábula de Esopo “A raposa e o corvo”. Experimente introduzir modificações na história. Você pode alteraro final, incluir novos personagens e cenários, enfim, interferir no texto à vontade.A raposa e o corvoUm dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou umaraposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com estaidéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:-Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem umavoz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.Ouvindo aquilo o corvo ficou que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia cantar, abriu o bico e soltou umsonoro "Cróóó!" . O queijo veio abaixo, claro, e a raposa abocanhou ligeiro aquela delícia, dizendo:-Olhe, meu senhor, estou vendo que voz o senhor tem. O que não tem é inteligência!Moral: cuidado com quem muito elogia.Do livro Fábulas de Esopo, 1994.Atividade 14 – Organizando uma coletânea de fábulasVocê já deve ter reparado que cada bicho tem um jeito de ser, possui comportamentos e “humores” distintos umdo outro. Organize, junto com o professor e os colegas, uma lista de animais, caracterizando-os de acordo com anatureza própria de cada um. Agora, é só escolher os bichos que farão parte de sua história, cuidando pararepresentá-los de acordo com suas características, ou invertendo-as para obter um efeito de humor. A moral deveser acrescentada ao final. O professor organiza a produção dos alunos em um livro e promove uma sessão deautógrafos na escola.OBSERVAÇÃO: Com isso, os alunos estarão compreendendo que a fábula só “funciona” a partir de uma imagemplana e estereotipada do comportamento das personagens.

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