Origem e Desenvolvimento da Teoria Microbiana das Doenças

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Aula do Módulo de História da Medicina e da Bioética - Curso de Graduação em Medicina da UFPB - Centro de Ciências Médicas - UFPB

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Origem e Desenvolvimento da Teoria Microbiana das Doenças

  1. 1. MHB3 – Aula 6 Profa. Rilva Muñoz DMI/CCM/UFPB ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA TEORIA MICROBIANA
  2. 2. • Imaginemos o que deve ter sido viver em um mundo onde os germes ainda não tinham sido descobertos... • E consideremos que a história da civilização humana é, em certo sentido, a história das epidemias... HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  3. 3. •Ao longo dos séculos, filósofos e cientistas tentaram explicar o modo de transmissão das doenças infecciosas •As ideias primitivas sobre “contágio” continham apenas a noção geral de transmissão através do contato direto • Uma pessoa poderia ser infectada quando MIASMAS invadissem seu corpo, perturbando suas funções vitais HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA (KARAMANOU et al., 2012)
  4. 4. Teoria Miasmática • “Miasma”  Palavra grega = “poluição”, “mancha” Refere-se também à névoa que paira sobre um pântano HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  5. 5. Teoria Miasmática • Pensava-se que a cólera, a varíola, a hanseníase, a malária, e até mesmo a Peste Negra, fossem causadas por miasmas • As epidemias começariam a partir de miasmas, emanados de matéria orgânica pútrida • Esta teoria foi aceita desde a Antiguidade até o final do século XIX, quando finalmente foi substituída pela Teoria Microbiana HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA (KARAMANOU et al., 2012)
  6. 6. Teoria Miasmática na Antiguidade • Hipócrates também usou o termo “miasma” no seu livro “Epidemias” e no “De Ares, Águas e Lugares” • Também entendia miasmas como produto nocivo que surge das entranhas da terra como emanação do solo, ou causada pela descomposição de restos vegetais e animais, inclusive de pessoas mortas • Hipócrates pensava que se um grande número de pessoas estava afetado pelo mesmo mal, a causa deveria ser algo comum a todos os acometidos: E o que existia de mais comum e compartilhada que o ar que se respirava? • O ar transportaria os miasmas, e estes causariam o desequilíbrio dos humores, ou seja, a doença: esta era uma ideia racional para a Antiguidade! HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  7. 7. Teoria Miasmática • Teoria Miasmática: teoria biológica hegemônica na explicação da causa de doenças contagiosas por centenas de anos – precursora da moderna teoria dos germes • O termo “malária” tem origem em mala aria (maus ares) = acreditava-se que era causada pela presença do "mau ar", uma vez que as zonas pantanosas produziam gases e as populações que habitavam esses locais frequentemente tinham malária • Teoria errada mas que trouxe benefícios: O conceito de miasmas foi responsável por medidas de Saúde Pública - enterro dos mortos, aterro dos excrementos humanos, maior ventilação dos hospitais, coleta do lixo HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  8. 8. Miasmas • Portanto, desde a Antiguidade até o século XIX, acreditava-se que os miasmas eram emanações nocivas invisíveis que corrompiam o ar e atacavam o corpo humano • Os miasmas seriam gerados pela sujeira encontrada nas cidades insalubres, e também por gases formados pela putrefação de cadáveres humanos e de animais • Os miasmas podiam estar presentes em multidões, excrementos humanos e animais, solos úmidos, pântanos, cadáveres, pessoas doentes, água suja HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA (MASTROMAURO, 2011)
  9. 9. • Os cemitérios foram condenados desde o século XVIII e continuaram até meados do XX, quando a comunidade médica já conhecia a Bacteriologia, mas ainda conservava preceitos da teoria dos miasmas • A Bacteriologia surgiu em meados do século XIX, mas só foi consagrada a partir de 1880 (MASTROMAURO, 2011) Miasmas HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  10. 10. • Os estudos sobre as bactérias começaram a partir de 1850, mas só se encontraram respostas definitivas a partir de 1880 • A Bacteriologia não foi absorvida e aceita rapidamente pela própria comunidade médica, que ainda via na teoria dos miasmas a explicação para as doenças • O conceito dos miasmas dominava o terreno científico da época, e foram necessários anos de estudo para que a bacteriologia se firmasse como ciência (MASTROMAURO, 2011) Teoria Miasmática ainda… HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  11. 11. • A hipótese de que as doenças infecciosas fossem causadas por pequenos “animalículos”, “sementes” ou “vermes” não foi aventada pela primeira vez no século XIX • Na Antiguidade, a hipótese da contagiosidade de certas enfermidades foi registrada pela primeira vez pelo historiador grego Tucídides, que mencionou a noção de contágio na Peste de Atenas em sua obra “A Guerra do Peloponeso” (428 a.C.) • Apenas a partir do uso do microscópio como poderoso auxiliar na investigação desta hipótese, diferentes cientistas foram contribuindo para o estabelecimento de uma importante ruptura epistemológica: o início da era bacteriológica (BATISTELLA, 2007) O Início da Era Bacteriológica HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  12. 12. • O médico italiano Cosmo Bonomo é considerado o primeiro a identificar o patógeno de uma doença em 1687 • Bonomo descreveu em seu microscópio o parasita da sarna, o ácaro Sarcoptes scabieii, e atribuiu claramente a causa da doença; no entanto, seu trabalho foi esquecido (BATISTELLA, 2007) HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  13. 13. PIONEIROS: A Teoria Contagiosa de Girolamo Fracastoro • Fracastoro distinguiu três formas de contágio e especulou que as infecções seriam causadas por seres transmissíveis semeados, ou germes, que poderiam causar infecção • Observando as epidemias de sífilis, peste e tifo, que devastaram a Itália no século XVI, Fracastoro introduziu sua própria teoria da doença, a teoria contagiosa HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  14. 14. A Teoria Contagiosa de Girolamo Fracastoro • Para Fracastoro, os germes eram concebidos, não como microorganismos vivos, mas como substâncias químicas susceptíveis de evaporação e difusão atmosférica • Os germes propagavam-se nos tecidos do hospedeiro infectado e causavam a doença provocando mudanças químicas putrefativas nesses tecidos HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  15. 15. A teoria contagiosa de Girolamo Fracastoro • A teoria de Fracastoro é considerada a primeira declaração teórica da teoria contagiosa das doenças, três séculos antes das pesquisas de Pasteur e Koch • Já foi uma vitória do racionalismo, em um período em que esse conceito era muito difícil para as pessoas aceitarem • Todos continuaram a acreditar na teoria miasmática, que persistiu até final dos anos 1800 HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  16. 16. Athanasius Kircher • O padre jesuíta Kircher não era médico: foi um intelectual de interesses muito amplos, que se dedicava a todas as novidades científicas da época • 1658 – Livro "Pesquisa físico-médica sobre a doença contagiosa, que se chama de peste" “Todo contágio pressupõe putrefação” (Athanasius Kircher)  As teorias de Kircher foram ridicularizadas na época HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  17. 17. Século IX – LOUIS PASTEUR (1822-1895) • Cientista francês, químico de formação, conquistou admiração, respeito e grande prestígio, sendo reconhecido como herói nacional da França e benfeitor da Humanidade ainda em vida • A Pasteur atribui-se uma das teorias mais importantes na História da Medicina – a teoria microbiana das doenças infecciosas HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  18. 18. Trabalhos científicos importantes na História da Medicina atribuídos a Louis Pasteur • Fermentação alcoólica • Pasteurização • Vacinas • Regras básicas de esterilização e assepsia • Demonstração da inexistência da geração espontânea • Teoria microbiana das doenças infecciosas HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  19. 19. Refutação da teoria da abiogênese HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Também conhecida como abiogênese, essa teoria existe pelo menos desde Aristóteles = a vida poderia surgir espontaneamente e continuamente a partir da matéria bruta • Século XVII, o médico belga Jean BaptisteVan Helmont anunciou uma famosa “receita” para obter ratos, a partir da mistura de roupa suja com sementes de trigo
  20. 20. A geração espontânea foi contestada antes do século XIX: Francesco Redi (1626-1697) HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA Francesco Redi demonstrou, por meio de um experimento, que o surgimento de larvas na carne em decomposição não ocorria de forma espontânea, mas sim a partir de moscas que ali depositavam seus ovos
  21. 21. Pasteur no embate Abiogênese vs Biogênese HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  22. 22. • PASTEUR, POUCHET E A GERAÇÃO ESPONTÂNEA HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA  O debate com Pasteur sobre a geração espontânea na Academia de Ciências da França
  23. 23. AGOSTINO BASSI HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • 1865 - Investigando a doença do bicho-da-seda, Pasteur divulgou que um protozoário causava a infecção (muscardina) – utilizando os dados de Agostino Bassi, descreveu métodos para isolar o agente microbiano • 1835 – Antes de Pasteur, Agostino Bassi, um microscopista amador, afirmou a natureza infecciosa da muscardina, infecção que afetava os bichos-da-seda – Bavaria bassiana – proporcionou a primeira prova experimental de um agente biológico como causa de uma doença • Portanto, Bassi contribuiu para reforçar a teoria de que as doenças contagiosas como varíola, tifo exantemático, sífilis e cólera poderiam ter origem microbiana • Considerado por alguns historiadores o fundador mais importante que Pasteur na ciência da microbiologia • Contudo, a tendência a depreciar as contribuições de Pasteur deve ser evitada pois não está de acordo com o verdadeiro espírito científico
  24. 24. • Pasteur e a contribuição de Emile Roux HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA Um dos colaboradores mais próximos de Louis Pasteur Co-fundador do Instituto Pasteur Responsável pela produção do soro antidiftérico pelo Instituto, a primeira terapia eficaz para esta doença Importantes contribuições relacionadas à vacina contra a raiva – possivelmente superiores às de Pasteur
  25. 25. • A contribuição de Jean Joseph Henri Toussaint HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA  Desenvolvimento de um método de vacinação contra o antraz  O crédito para a criação da vacina contra o antraz foi para Louis Pasteur
  26. 26. Antoine Béchamp vs Louis Pasteur HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Propõem duas explicações opostas sobre a doença • Pasteur defendeu a teoria microbiana: são os germes que produzem as doenças • Béchamp apresentou a teoria celular: são as doenças que tornam os micróbios patogênicos • Pasteur ficou famoso enquanto Béchamp foi esquecido pela História
  27. 27. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  28. 28. Instituto Pasteur HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  29. 29. GEISON, G. A Ciência Particular de Louis Pasteur. São Paulo: Contraponto, 2002 Martins RA, Martins LAP, Ferreira RR, Toledo MCF. Contágio: história da prevenção das doenças transmissíveis. São Paulo: Moderna, 1997. Cap. 8. [Online] Disponível em: http://www.ghtc.usp.br/Contagio/cap08.html Impostura e plagiarismo em Pasteur? HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA - Philippe Decourt, membro da Academia Internacional da História da Medicina - livro Les Vérités indésirables. Comment on falsifie l’histoire: le cas Pasteur (As Verdades Indesejáveis. Como falsificamos a história: o caso Pasteur), publicado nos anos 1990 - Ethel Douglas Hume, autora do livro publicado em 1948 “Bechamp or Pasteur?: A Lost Chapter in the History of Biology” (Béchamp ou Pasteur. Um capítulo perdido da história da biologia)
  30. 30. (MARTINS, 2009) HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA
  31. 31. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA CASE, T. F. Microbiologia. Porto Alegre: ArtMed, 2017
  32. 32. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • A invenção do microscópio – final do século XVI e início do século XVII foi fundamental para o avanço da teoria microbiana das doenças • 1590 - Invenção do primeiro microscópio por holandeses conhecedores de óptica - Hans e Zacharias Janssen – duas lentes em um cilindro – aumento de 3 a 9 vezes
  33. 33. Das lentes de aumento de Leeuwenhoek (1674) ao microscópio óptico HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • O microscópio foi aperfeiçoado pelo naturalista holandês Antony van Leeuwenhoek, que o utilizou na observação de seres vivos – ainda rudimentar • Familiarizado com o uso de lentes de aumento para inspecionar fibras e tecelagens de roupas (sua profissão), passou a usá-lo para observar água, saliva, fezes e sangue • Dotado de apenas uma lente de vidro, o microscópio primitivo permitia aumento de percepção visual de até 300 vezes e com razoável nitidez
  34. 34. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Uso do microscópio simples (uma lente) com fins de observação - Fim do séc. XVII • Leeuwenhoek visualizou microorganismos = Mesmo sem formação científica, observou em 1863 “animalículos”, futuramente chamados de bactérias • Os animalículos foram associados à fermentação e à putrefação, cujo mecanismo ainda não estava claro = a explicação foi buscada na teoria da geração espontânea (1632-1723)
  35. 35. Robert Hooke HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Anos mais tarde o microscópio primitivo de Leeuwenhoek foi aprimorado por Robert Hooke, ganhando mais uma lente e a possibilidade de ampliação de imagem ainda maior
  36. 36. Joseph Lister HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA 1860 - Ao aplicar a teoria de Pasteur, o cirurgião britânico Joseph Lister encontrou os fundamentos a partir dos quais surgiria a antissepsia • A introdução do processo antisséptico drasticamente diminuiu mortes por infecção após procedimentos cirúrgicos • O primeiro a utilizar uma solução de ácido carbólico (fenol) como um eficiente agente antisséptico
  37. 37. Ignaz Semmelweis 1818-1865 HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Ao se deparar com os elevados índices de febre puerperal na maternidade de Viena, o médico húngaro Ignaz Semmelweis postulou a interação entre lavagem das mãos e infecção hospitalar
  38. 38. Ignaz Semmelweis HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Em 1847, Semmelweis publicou um trabalho que viria a confirmar definitivamente a hipótese da transmissão de infecções hospitalares na maternidade de Viena • Demonstrou que a incidência da infecção puerperal era maior nas parturientes assistidas por médicos que nas assistidas por parteiras • Observou que os estudantes de medicina circulavam livremente pela sala de autópsia e pelas enfermarias da maternidade • Em necropsia feita em um patologista que morrera após ferimento no dedo na mesma clínica, os achados foram semelhantes aos vistos nas pacientes que morreram por febre puerperal • Semmelweis constatou, então, que havia transmissão cruzada, antes mesmo da descoberta dos microrganismos • Após muitos experimentos, Semmelweis escolheu o hipoclorito de cálcio como desinfetante para remover “venenos cadavéricos” e instituiu que todos os médicos, estudantes e pessoal de enfermagem deviam lavar as mãos com solução clorada
  39. 39. Ignaz Philipp Semmelweis HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA Gráfico comparativo a evolução da mortalidade de puérperas entre as maternidades de Dublin e Viena (Autoria: Domínio Público) Gráfico comparativo a evolução da mortalidade de puérperas na maternidade de Viena antes e após a instituição da lavagem das mãos pela equipe de saúde (Autoria: Domínio Público)
  40. 40. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • A base real para a criação da Teoria Microbiana também se deve a Jacob Henle em 1840 • Artigo “Von den Miasmen und Contagien”: Baseado nas descobertas de Agostino Bassi sobre a etiologia microbiana específica das fermentações • Intuiu a natureza do contagio e reconheceu que sua teoría necessitava de apoio • Um de seus alunos, Robert Koch, mais tarde, converteu a teoria em fatos que comprovavam a relação entre os microorganismos e a doença Jacob Henle (1809-1885)
  41. 41. Robert Koch HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • O próximo passo para uma maior compreensão da importância dos microrganismos foi dado pelo médico alemão Robert Koch • Estudando o carbúnculo, foi o primeiro a provar que um tipo específico de micróbio causa uma determinada doença, criando a Teoria Microbiana das Doenças (1876) – Rival de Pasteur (1843-1910)
  42. 42. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA • Descobriu o bacilo causador da tuberculose (1882) – Nobel de Medicina em 1905 • Robert Koch descobriu também o Vibrio cholerae • Na década de 1890: expedição a vários países para estudar a transmissão da malária • Pesquisou sobre a hanseníase, a peste bovina, a peste bubônica e a doença do sono
  43. 43. Próximas aulas
  44. 44. HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA “The microscope or the telescope, which of the two has the grander view?” (Victor Hugo, 1862, “Les Miserables”)
  45. 45. REFERÊNCIAS • BATISTELLA, C. Saúde, Doença e Cuidado: Saúde, Doença e Cuidado: complexidade teórica e necessidade histórica. In: FONSECA, A. F. O território e o processo saúde-doença. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 2007. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/educacao_profissional_docencia_saude_v1.pdf • FONTANA, R. T. As infecções hospitalares e a evolução histórica das infecções. Rev. bras. enferm. 59 (5): 703-706, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n5/v59n5a21.pdf • KARAMANOU M, PANAYIOTAKOPOULOS G, TSOUCALAS G. et al. From miasmas to germs: a historical approach to theories of infectious disease transmission. Le Infezioni in Medicina, 1: 52-56, 2012. Disponível em: http://www.infezmed.it/media/journal/Vol_20_1_2012_9.pdf • MASTROMAURO, G. C. Surtos epidêmicos, teoria miasmática e teoria bacteriológica: instrumentos de intervenção nos comportamentos dos habitantes da cidade do século XIX e início do XX. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH São Paulo, 2011 [online] Disponível em: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300472386_ARQUIVO_Mastromauro.pdf • GEISON, G. A Ciência Particular de Louis Pasteur. São Paulo: Contraponto, 2002 • MARTINS RA, MARTINS LAP, FERREIRA RR, TOLEDO MCF. Contágio: história da prevenção das doenças transmissíveis. São Paulo: Moderna, 1997. Cap. 8. [Online] Disponível em: http://www.ghtc.usp.br/Contagio/cap08.html • MARTINS RA, MARTINS LAP, FERREIRA RR, TOLEDO MCF. Contágio: história da prevenção das doenças transmissíveis. São Paulo: Moderna, 1997. Cap. 10. [Online] Disponível em: http://www.ghtc.usp.br/Contagio/cap10.html • MARTINS RA, MARTINS LAP, FERREIRA RR, TOLEDO MCF. Contágio: história da prevenção das doenças transmissíveis. São Paulo: Moderna, 1997. Cap. 6. [Online] Disponível em: http://www.ghtc.usp.br/Contagio/pag111.html • MARTINS, L. A. C. P. Pasteur e a geração espontânea: uma história equivocada. Filosofia e História da Biologia, 4: 65-100, 2009. Disponível em: http://www.abfhib.org/FHB/FHB-04/FHB-v04-03-Lilian-Martins.pdf HISTÓRIA DA TEORIA MICROBIANA

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