Inconfidências

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  • Pedro Américo – estudo ver caderno de anotações – muito interessante.
  • EDUARDO DE SÁ, LEITURA DA SENTENÇA DE TIRADENTES, ÓLEO SOBRE TELA, RIO DE JANEIRO.
  • Lá estão eles, dentro da noite – e agora os doze vultos escuros, recortados contra um céu embruscado e soturno, adquirem proporções fantáisticas, esmagadoras, de gigantes. Daniel, o rosto imberbe sob o barrete hebraico, leão a seus píes, assume uma expressão reflexiva e mística. Oséis tem o semblante perdido num sonho distante. Jonas interroga as alturas, Joel se volta como a dizer: esperem pelo pior. Os olhos oblíquos de ezequiel observam, mordazes, baruchj permance insensível. Naum curvado para a frente, amós numa postura desgraciosa de quem espera. Habacuc ergue dramaticamente o braço. A barba hirsuta de isaías lhe dá rigidez ao rosto. Jeremisas e abdias se assemelham, e também aguardam para sempre.
  • O Profeta Daniel, ladeando a passagem para a entrada do adro, em frente a Oséias , encontra-se a estátua. O confronto do quarto dos profetas maiores e do primeiro dos menores, nessa situação privilegiada, revela, mais uma vez, um projeto iconográfico preciso para as posições das estátuas no adro. Os traços fisionômicos da escultura mostram um jovem imberbe como Baruc e Abdias . Entretanto, a fisionomia de Daniel difere da deles, pelo recorte especial dos olhos, a boca e o nariz longo, de narinas fortemente sulcadas, revelando em seu conjunto uma expressão altaneira e distante, própria de um herói cônscio de sua força. A coroa de louros que decora a mitra da cabeça acentua esse aspecto e é uma alusão evidente à vitória sobre os leões. Como Ezequiel , Daniel veste uma túnica longa, presa na cintura por uma faixa abotoada no colarinho. Nessa escultura, parece que Aleijadinho dispensou qualquer colaboração de seus auxiliares. Trata-se da estátua de maior dimensão de todo o conjunto e, apesar disso, a peça é monolítica e particularmente bem executada, revelando, sem dúvida, a marca do gênio de Aleijadinho .
  • O mais importante dos profetas menores, Oséias , ocupa no Santuário lugar sobre o pedestal que arremata o parapeito de entrada do adro. Oséias , assim como Ezequiel e Jeremias , veste um casaco curto, abotoado da gola à barra e preso na cintura por uma faixa. A cabeça é coberta por um barrete semelhante ao de Ezequiel . Calça botas tipo borzeguins e tem na mão direita uma pena, cuja ponta, apoiada sobre a barra do manto, reproduz uma atitude de quem está escrevendo. A anatomia da escultura é correta, apesar da discrepância entre o comprimento dos dois braços.
  • Ocupando posição simétrica à de Joel , no ponto de encontro dos muros que formam o parapeito de entrada do adro à esquerda, encontra-se a estátua de Jonas . Para o mais popular dos profetas menores, Aleijadinho reservou lugar de destaque, colocando-o junto de Daniel . A estátua de Jonas repete o mesmo padrão tipográfico já anteriormente usado para as imagens de Jeremias , Ezequiel , Oséias e Joel . Sua fisionomia, entretanto, apresenta traços distintos, como a boca entreaberta com os dentes aparentes e a cabeça voltada para o alto. O vestuário de Jonas se compõe de uma espécie de batina, com colarinho, abotoada até a cintura, onde é presa com uma faixa. O profeta traz também um manto jogado sobre o ombro esquerdo e o habitual turbante em forma de mitra, com abas retorcidas. A estátua parece ter recebido de Aleijadinho o mesmo cuidado especial dispensado a Daniel . Não se nota qualquer traço indicador da intervenção do " atelier ". Acham-se reunidos nessa peça dois aspectos essenciais de seu gênio criador: a capacidade de expressão dramática que caracteriza a visão frontal da estátua e o ornamento visível na parte posterior, onde a silhueta sinuosa da baleia, com cauda e barbatanas, parece emergir de um chafariz rococó
  • Joel , o segundo dos profetas menores do cânon bíblico , ocupa seu lugar no adro à direita de Oséias , na junção do parapeito de entrada do adro e da parede interna lateral. A fisionomia da escultura, assim como a de Jeremias , Ezequiel e Oséias , é de um personagem viril, de barba e bigodes em rolos à moda bizantina . A roupagem é semelhante à de Oséias , sendo a gola substituída por um colarinho alto. Joel traz à cabeça o mesmo modelo de turbante com abas retorcidas, já utilizado em Jeremias e Baruc . A estátua praticamente não revela imperfeições anatômicas. É uma das mais vigorosas de todo o conjunto e sua força de expressão revela a atenção de Aleijadinho em grande parte de sua execução.
  • Do lado oposto a Baruc , no pedestal que arremata o muro de alinhamento central do adro, encontra-se Ezequiel , também conhecido como o "profeta do exílio", por ter sido banido para a Babilônia com o povo de Israel . A inscrição do filactério traduz a síntese de três etapas sucessivas da visão do profeta: primeiramente, aparecem-lhe quatro animais alados de quatro faces cada um, em seguida, as quatro rodas de um carro de fogo sustentando um trono de safira e, finalmente, sobre esse trono, o próprio Deus de Israel . O tipo fisionômico de Ezequiel é o mesmo de Jeremias. Usa bigodes e barba curta, seccionada em dois rolos frisados e cabelos longos caindo sobre a nuca. Ao invés da túnica curta, o Profeta veste uma túnica longa e cintada, que deixa a descoberto apenas a ponta do pé direito, Em lugar do turbante, Ezequiel traz na cabeça um barrete com viseira presa por um laço acima da nuca. Recobrindo toda a parte posterior da imagem, o manto é magnificamente decorado por uma barra com desenho devolutas entrelaçadas. A escultura não parece ter sofrido intervenção do atelier . Sua grande força de expressão revela cuidados particulares de Aleijadinho em sua execução. Além da impressionante expressão da cabeça, destaca-se também a significativa flexão do braço direito.
  • Apesar de não integrar a série dos profetas do Antigo Testamento , a inclusão de Baruc no conjunto estatuário de Congonhas justifica-se pelo seu destaque na ordem do Cânon bíblico . Baruc traz nas mãos um filactério cuja citação é uma síntese de várias passagens de suas profecias . A escultura, situada no pedestal que arremata o muro de alinhamento central do adro, representa um personagem jovem e imberbe, vestido de túnica curta e manto, calçando botas. Traz na cabeça um turbante com bordas decoradas semelhantes às do Profeta Jeremias. Uma das mãos sustenta as pregas do manto, enquanto a outra segura o filactério . A peça, de proporções atarracadas e erros anatômicos evidentes, é uma das mais fracas do conjunto. A força da imagem, entretanto, vem da expressão do rosto, parte executada por Aleijadinho .
  • Na extremidade direita do adro, ocupando o ponto superior do arco que une os muros externos dianteiro e lateral, encontra-se a estátua de Naum , o sétimo dos profetas menores. O tipo físico da figura de Naum é o de um velho de barbas longas, postura vacilante e faces maceradas. Veste uma sotaina longa, abotoada até a cintura. A intervenção do " atelier " de Aleijadinho nessa peça aparece de forma evidente, a começar pela execução do turbante que Naum traz à cabeça. Alguns detalhes, como as barras ornamentais do manto e a deficiência da articulação geral do conjunto comprovam essa intervenção, parecendo possível que Aleijadinho tenha apenas concebido os traços iniciais da estátua.
  • No ponto extremo do adro, à esquerda, na parte superior do arco de circunferência que une os muros extremos dianteiro e laterais do Santuário , encontra-se a estátua do Profeta Amós. Amós difere totalmente dos demais profetas do conjunto e essa diferença se faz notar tanto no tipo físico, quanto na indumentária. Seu rosto largo e imberbe tem a expressão calma, quase bonachona, como convém a um homem do campo. Suas vestes condizem com a sua condição de pastor. Amós está vestido com uma espécie de casaco debruado de pele de carneiro e traz na cabeça um gorro, de forma semelhante ao que usam ainda hoje os camponeses portugueses da região. Dada a grande altura do muro em que está colocada, a escultura parece ter sido concebida para ser vista pelo lado esquerdo, já que o lado direito dela apresenta deformações, como, por exemplo, a omissão da perna da calça deste lado. Como a estátua de Daniel , é uma peça praticamente monolítica, com apenas uma pequena emenda na parte superior do gorro.
  • Habacuc, o oitavo dos profetas menores, encerra a série dos profetas de Congonhas . Situa-se em posição equivalente à de Abdias , no ponto inferior do arco que une os muros dianteiro e lateral direito do adro. Novamente se repete o padrão tipográfico anteriormente utilizado para Jeremias , Ezequiel , Oséias , Joel e Jonas . O vestuário de Habacuc é composto pela mesma sotaina envergada por Naum e Jonas , desta vez acrescida de uma gola cujas pontas são ornadas de borlas. O profeta traz na cabeça o mais complicado turbante de toda a série, no qual se encontra um plano superior dividido em quatro gomos arredondados, com uma cobertura arrematada por uma borla pendente. A estátua recebeu de Aleijadinho cuidados especiais tanto por sua localização, quanto por sua execução, onde é mínima a interferência do " atelier ".
  • Isaías Um profeta do Antigo Testamento , Isaías , abre a série de honra na entrada da escadaria do lado esquerdo do Santuário . A estátua esculpido por Aleijadinho , tem o tipo físico de um personagem de idade avançada, barbas e cabelos abundantes. Veste uma túnica curta, que deixa descoberta a parte inferior das pernas calçadas de botas, sobre a qual se acha jogado um amplo manto. Segura o filactério com a mão esquerda, enquanto a direita aponta para o texto nele inscrito. Apresenta erros anatômicos de grande evidência, como a desproporção entre as partes superior e inferior do corpo, a estreiteza dos ombros, braços rígidos e curtos.Apesar de trazer a marca da interferência do " atelier ", a expressão da cabeça de Isaías não é outra senão aquela criada pelo gênio de Aleijadinho . A verdadeira expressão de um iluminado diante de uma visão, constituindo-se em uma das mais importantes peças de todo o conjunto arquitetônico.
  • Ocupa também posição de destaque na entrada da escadaria, à direita de Isaías , encontra-se o Profeta Jeremias , autor do segundo dos livros proféticos na ordem do Cânon bíblico . O tipo físico do Profeta Jeremias, esculpido por Aleijadinho , é o de um homem de meia idade, com bigodes longos nas laterais da boca e a barba curta, composta de rolos frisados, à moda bizantina . Veste túnica curta, que deixa à mostra a perna esquerda, e manto levantado sobre o ombro direito, caindo até os pés na parte superior. Segura o filactério com a mão direita e, na esquerda, uma pena. Na cabeça, ostenta um magnífico turbante, arrematado por abas torcidas passando entre as presilhas. Do ponto de vista anatômico, essa estátua apresenta deformidades. Entretanto, apesar dos defeitos observados, nota-se a intervenção de Aleijadinho na execução da cabeça, onde, sem dúvida, se concentra toda a força real da imagem.
  • Abdias ocupa o ponto inferior do adro que une os muros dianteiros e lateral esquerdo no adro do Santuário. A fisionomia de Abdias é de um jovem imberbe, assim como Baruc , Daniel e Amós, mas as proporções bem mais esbeltas dão a impressão de uma maior juventude. Abdias veste túnica e manto como os apóstolos da ceia, complementado apenas por um gorro simples, mas o arranjo das pregas é muito bem organizado num jogo erudito de luz e sombra. Essa estátua pode ser analisada comparativamente à do profeta Habacuc, que ocupa posição equivalente no extremo oposto do adro. Exercendo visualmente a função de baluartes laterais do adro, Abdias e Habacuc têm a mesma atitude simétrica dos braços levantados para o alto, mesmo tipo de roupagem, assim como jogo aparentemente complicado dos panejamentos. Pela posição que ocupam, ambas estátuas receberam especial cuidado de Aleijadinho, sendo provável que a intervenção do " atelier " se tenha limitado ao acabamento das partes acessórias, uma vez que as imagens são anatomicamente perfeitas.
  • PEDRO AMÉRICO TIRADENTES ESQUARTEJADO, 1893 OLEO SOBRE TELA, 270 X 165 CM JUIZ DE FORA, MUSEU MARIANO PROCOPIO.
  • MONUMENTO A CIVILIZAÇÃO MINEIRA – PRAÇA DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA, BELO HORIZONTE.
  • No dia 12 de agosto de 1798 tinha inicio um dos movimentos abolicionista e de independência, menos conhecidos do Brasil – A revolta dos Alfaiates ou dos Búzios. Comparado a Inconfidência Mineira, a articulação na Bahia era mais arrojada, pois propunha a libertação das pessoas escravizadas – coisa que Tiradentes e companhia limitada não pensaram. A revolta foi inspirada na Revolução Francesa, 1792 – nos ideais: Fraternidade, Liberdade e Igualdade. As autoridades portuguesas até que tentaram evitar que as idéias francesas chegassem à colônia brasileira, mas a vinda em 1796 de um francês de nome Larcher acabou pondo por terra a estratégia. Cientes da presença do partidário da revolução na França, o colocaram sob vigilância, mas os soldados encarregados terminaram apaixonados pelos fatos que aconteciam na Europa. Não era difícil isso acontecer, pois eles eram brasileiros e não concordavam com a situação que estava sendo submetido o Brasil. Outro influenciado pelas idéias do francês, foi o farmacêutico o João Ladislau Figueiredo e Mello, que cedia sua residência para reuniões, que participavam membros da elite baiana, mais ligados aos setores liberais. Entre eles o padre Francisco Agostinho Gomes e até um senhor de engenho – Inácio Siqueira Bulcão. Inclusive livros de pensadores iluministas eram lidos e distribuídos, apesar da forte fiscalização portuguesa contra esse material. Nesse período os senhores de engenhos estão beneficiados pelo aumento da produção da cana-de-açúcar, que substitui no mercado internacional o mesmo produto cultivado em São Domingos, palco da revolta dos escravos. Mas a recusa desses produtores em cultivar gêneros alimentícios aumentou a inflação sobre a comida, criando descontentamento na população pobre. Também chamada de Inconfidência Baiana, a Revolta teve efetivo inicio com a divulgação de panfletos feitos por Luis Gonzaga das Virgens, com as seguintes idéias: 1º - Independência da Capitania; 2º Governo Republicano; 3º Liberdade de comercio e abertura de todos os portos; 4º Cada soldado receberia soldo de duzentos réis por dia; 5º Libertação das pessoas escravizadas. O material foi afixado e distribuídos nas ruas de Salvador. Delatado, Luis, foi preso no dia 24 de agosto de 1798. No texto dos panfletos constava a seguinte frase: "Povo que viveis flagelados com o pleno poder do indigno coroado, esse mesmo rei que vós criastes; esse mesmo rei tirano é o que se firma no trono para vos veixar, para vos roubar e para vos maltratar." E outro se lia: "Animai-vos Povo Bahiense que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade: o tempo em que todos seremos iguais". Das Virgens era um soldado do 2º Regimento, ligado à ala mais radical e popular do movimento, formada por negros livres. Faziam parte desse grupo o soldado Lucas Dantas de Amorim e os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino de Santos Lira. Estes ainda tentaram libertar Luis Gonzaga da cadeia, mas sem sucesso. João de Deus foi motivado a participar da Revolta, por tomar conhecimento das noticias sobre a Revolução Francesa e a luta pela Independência do Haiti, liderada por Toussaint Breda. João tinha 37 anos, era alfaiate renomado e pai de cinco filhos. Foi imediatamente preso após a distribuição dos panfletos por sua fama de apaixonado pelos ideais revolucionários. Enfim: era tido pelas Forças Repressoras da Coroa Portuguesa como subversivo. Também participaram dessa ala Cosme Damião, pardo escravo; Felipe e Luís, escravos; José do Sacramento, pardo alfaiate; José Félix, pardo escravo; Joaquim Machado Peçanha, pardo livre; Luís Leal, pardo escravo; Inácio Pires, Manuel José e João Pires, pardos escravos; José de Freitas Sacoto, pardo livre; José Roberto de Santana, pardo livre; Vicente, escravo; Fortunato da Veiga Sampaio, pardo forro; Domingos Pedro Ribeiro, pardo; o preto Gege Vicente, escravo; Gonçalves Gonçalo de Oliveira, pardo forro; José Francisco de Paulo, pardo livre e Félix Martins dos Santos, pardo. Não podemos deixar de destacar a participação feminina na elaboração da revolta, entre elas Ana Romana e Domingas Maria do Nascimento, que ajudaram na distribuição e divulgação dos ideais da revolta. A ala mais abastada da Revolta era formada por integrantes da Loja Maçônica, que se denominavam – Cavaleiros da Luz. É importante citar que nos paises colonizados na América, as Lojas Maçônicas foram responsáveis pelo incentivo à independência das nações européias. Entre os integrantes desse grupo se destacavam quatro brancos, todos intelectuais, Cipriano Barata, Aguilar Pantoja; Oliveira Borges e Moniz Barreto. Este ultimo de primeiro nome Francisco, era professor e foi autor do Hino da Independência Baiana. No julgamento dos acusados de insurreição ela foi recitada por eles em nome da própria defesa. Mas todos os componentes dessa ala do movimento foram covardes, ao negarem a participação na preparação da revolta, sendo inclusive todos absolvidos. Eles arrumaram testemunhas pagas que juraram inocência ou deram álibis falsos para os afastarem da condenação. Cipriano Barata, medico formado em Medicina na França, e apelidado de médico dos pobres veio a se destacar em outro movimento de emancipação brasileira, a Inconfidência Pernambucana em 1817. Foi ainda deputado pela Bahia, pelas Cortes Constituintes de Lisboa. Declarado opositor da Monarquia foi preso por várias vezes, morrendo aos 70 anos em 1838, como um dos maiores críticos de Dom João VI e Dom Pedro I. Ele teria sido o responsável pela adesão de negros ao movimento por consultar a população de baixa renda e não cobrar, sendo próximo a Luiz Gonzaga das Virgens. Ao divulgar a idéia de uma republica sem discriminação racial e sem escravidão rapidamente conseguiu adeptos. Assim como aconteceu na Inconfidência Mineira, em 1789, os intelectuais eram entusiasmados nos discursos das reuniões as portas fechadas, mas incapazes de organizar o movimento de forma objetiva, ficando em intermináveis planejamentos e analises. Os negros por fazem parte da camada mais sofrida durante a Monarquia, foram os mais ativos e acabaram tomando a coordenação da Revolta. A possibilidade de abolição da escravidão trouxe muitos adeptos. Os panfletos de Luiz Gonzaga chegaram até a mesa do governador da Bahia, que imediatamente ordenou que o chefe da policia prendesse os envolvidos. O primeiro detido foi o escrevente Domingos da Silva Lisboa, por ter sua letra reconhecida no material apreendido, mas era inocente. A suspeita recaiu depois sobre Luiz que tinha for fama afrontar as autoridades locais com os mesmos argumentos contidos nos panfletos. No ato da detenção foi também feita uma busca e apreensão de material e foram encontrados livros de filósofos iluministas e boletins franceses favoráveis à revolução francesa. Ele foi barbaramente torturado para divulgar outros envolvidos, mas não delatou ninguém. Por ordem da rainha portuguesa Dona Maria I - 59 pessoas foram investigadas e até torturadas, sendo 34 processadas e apenas 4 negros sentenciados a morte pela forca. . Os pobres: Inácio da Silva Pimentel, Romão Pinheiro, José Félix, Inácio Pires, Manuel José e Luiz de França Pires, foram acusados de envolvimento "grave", recebendo pena de prisão perpétua ou degredo na África. João de Deus, um dos condenados, durante o processo, tentou-se passar por demente, mas uma junta médica acabou derrubando o argumento. Junto com ele foi condenado Manuel Faustino, Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens. Isso apesar dos advogados de defesas argumentarem que os textos estavam acima de suas capacidades intelectuais, para tirar deles a qualificação de mentores da revolta. Também foi condenado a morte Romão Pinheiro e seus parentes considerados infames, mas apelou e sua pena seria atenuada para degredo. Os escravos Cosme Damião e Luís da França Pires também foram sentenciados. Damião foi enviado para a África e Pires, que conseguira fugir, foi condenado à morte a revelia. No dia 8 de novembro de 1799, os quatro condenados foram levados num cortejo triste pelas vias publicas de Salvador, sendo assistidos pela população local, formada em 80% por negros, que fazia silenciosa reverencia aos seus heróis. Na execução Manuel Faustino e Lucas Dantas recusaram a extrema unção oferecida por um frei franciscano, que lhes oferecida desde que se arrependessem de seus pecados. Eles responderam que não tinha nenhum e ao contrario de seus acusadores e da rainha portuguesa. Próximo ao dia da execução em seus últimos contatos com parentes, eles lamentavam a covardia da elite que não tomou parte da revolta e se miraram no exemplo dos negros haitianos que estavam fazendo sua revolução dirigida por eles mesmos e matando todos os colaboradores com os brancos. Tinham se inspirados na Revolução da França, mas tarde descobriram que sua motivação e estratégia deveriam ter sido a mesma do Haiti. Na seria difícil que uma revolução nos moldes do Haiti tivesse sucesso no Brasil. O exercito era composto em sua maioria absoluta de negros e apenas chefiado por oficiais brancos. Situação semelhante dos haitianos. Mas a confiança nas lideranças não afro-brasileira se mostrou uma atitude errada, pois elas negociaram suas condenações, assim como aconteceu em Minas Gerais. Os quatro acusados foram enforcados na Praça da Piedade e tiveram as suas cabeças cortadas e demais partes do corpo espalhadas pela cidade, penduradas em varas de pau. Mas o exemplo deles foi assistido por futuros participantes de novas insurreições baianas. Inclusive aqueles que tiveram papel fundamental na Revolta dos Malês, em 1835.
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    1. 1. amba
    2. 2. Rebeliões emancipacionistas“Uns são reinóis, unsmazongos, mas pensam demil maneiras.Citam Vírgilio e Horácio,refletem e argumentam,falam de minas e impostos,de lavras e fazendas, de ministros e rainhas e dascolônias inglesas.”(da Bandeira de Minas)
    3. 3. O que anda nas cabeças...
    4. 4. Universidade de Coimbra
    5. 5. Esgotamento e arrocho1735-39 10.637kg1740-44 10.047kg1745-49 9.712kg1750-54 8.780kg1755-59 8.016kg1760-64 7.399kg1765-69 6.659kg1770-74 6.179kg1775-79 5.518kg1780-84 4.884kg1785-89 3.515kg
    6. 6. "Entraram nas Comarcas ossoldados,e entraram a gemer os tristespovos;uns tiram os brinquinhos dasorelhasdas filhas e mulheres; outrosvendemas escravas já velhas que oscriaram,por menos duas partes do seupreço."Cartas chilenas, autoria atribuída a TomásAntonio Gonzaga
    7. 7. O que anda nas bocas..• Estímulo as manufaturas;• Independência• República ou Monarquia;• Alguns abolicionistas;• Universidade;• Aumento populacional;• Capital em S. João D’Rei.
    8. 8. O dia do batizado...• Delação de Silvério dosReis;• Cancelamento daDerrama;• Prisão dos envolvidos;• Assassinato de CláudioManoel da Costa;
    9. 9. MELHOR NEGÓCIO que Judasfazes tu, Joaquim Silvério:que ele traiu Jesus Cristo,tu trais um simples Alferes.Recebeu trinta dinheiros..- e tu muitas coisas pedes:pensão para toda a vida,perdão para quanto deves,comenda para o pescoço,honras, glórias, privilégios.
    10. 10. E andas tão bem nacobrançaque quase tudo recebes!Melhor negócio que Judasfazes tu, Joaquim Silvério!Pois ele encontra remorso,coisa que não te acomete.
    11. 11. Ele topa uma figueira,tu calmamente envelheces,orgulhoso e impenitente,com teus sombrios mistérios.(Pelos caminhos do mundo,nenhum destino se perde:Há os grandes sonhos doshomens,e a surda força dos vermes.)
    12. 12. Se dez vidas tivesse...
    13. 13. Daniel
    14. 14. Oséias
    15. 15. Jonas
    16. 16. Joel
    17. 17. Ezequiel
    18. 18. Baruc
    19. 19. Naum
    20. 20. Amós
    21. 21. Habacuc
    22. 22. Isaías
    23. 23. Jeremias
    24. 24. Abdias
    25. 25. Conjuração dos Alfaiates (1798)• Influências iluministas do francêsLarcher;• Farmacêutico Ladislau Figueiredoemprestava a casa para reuniões;• Padre Francisco AgostinhoGomes;• Senhor de Engenho InácioSiqueira Bulcão;
    26. 26. Manifesto de Luís Gonzaga das Virgens• 1º - Independência da Capitania;• 2º Governo Republicano;• 3º Liberdade de comercio eabertura de todos os portos;• 4º Cada soldado receberia soldode duzentos réis por dia;• 5º Libertação das pessoasescravizadas
    27. 27. "Povo que viveis flageladoscom o pleno poder doindigno coroado, essemesmo rei que vóscriastes; esse mesmo reitirano é o que se firma notrono para vos veixar, paravos roubar e para vosmaltratar."
    28. 28. "Animai-vos PovoBahiense que estápor chegar o tempofeliz da nossaliberdade: o tempoem que todosseremos iguais".
    29. 29. Fase popular : influência da Rev.Francesa e da Independência do Haiti• Luiz Gonzaga das Virgens;• Lucas Dantas Amorim;• João de Deus doNascimento;• Manuel Faustino dosSantos Lira;

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