Psicoterapia cognitivo comportamental

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Psicoterapia cognitivo comportamental

  1. 1. PSICOTERAPIA COGNITIVOCOMPORTAMENTAL S E R AM
  2. 2. De que falamos quando falamos de psicoterapia?
  3. 3. Sempre existiram fórmulas, mais ou menos eficazes, de apaziguamento do sofrimento humano. Inerente à existência e à condição humana. Dor psíquica: • • Reativa a acontecimentos inesperados ou que por qualquer razão rompem as defesas habituais dos sujeitos Independente de qualquer relação de causalidade conhecida ou verificável.
  4. 4. Sofrimento Traduz-se do ponto de vista comportamental no interromper do normal fluir da vida do sujeito que sofre e, por extensão, dos grupos a que pertence ou em que está inscrito num fenómeno de contágio virulento e de alta propagação.
  5. 5. Psicoterapias As psicoterapias começaram por ser formas de tratamento de entidades psicopatológicas mais ou menos nebulosas, ou formas de desaprender o que era inadequado e aprender o que era adequado. Hoje em dia… Fórmulas mediadas por técnicos, indivíduos que aprendem o “saber fazer” do apaziguamento do sofrimento, onde quer que esteja e por que razões forem (Leal, 2005).
  6. 6. Psicoterapia: o sentido “lato” De forma mais generalizada, a psicoterapia pode incluir conversas informais com padres, curandeiros e discussões pessoais com professores e amigos (Dicionário de Psicologia, 1968). A psicoterapia é inerente (…) à vida em sociedade que permite, por exemplo, ter amigos e desabafar com eles ou procurar conselho de alguém que se respeita.
  7. 7. No seu sentido mais restrito, incluiu somente as técnicas - psicanálise, terapia cognitivo-comportamental, terapia dinâmica, terapia familiar, etc. - utilizadas por especialistas
  8. 8. Função Terapêutica Psicoterapia
  9. 9. Função Terapêutica Na função terapêutica aproveita-se o que há, de forma real ou imaginária, e usa-se no momento necessário para colmatar dificuldades ou ajudar a resolver problemas surgidos. Assim, um enfermeiro tranquilizante, um professor compreensivo, um amigo atento, uma família acolhedora, um padre disponível, cumprem bem, a miúde, esta função.
  10. 10. Psicoterapia Uma psicoterapia é promovida por um psicoterapeuta obedecendo a critérios técnicos e teóricos estáveis. Há uma intencionalidade deliberada e consciente do psicoterapeuta na construção de um projeto psicoterapêutico, alicerçada em saberes específicos e em regras de conduta técnica e deontológica. Trata-se, portanto, de uma relação formal e temporariamente limitada que decorre em tempos e espaços combinados e centra-se na problemática apresentada pelo cliente.
  11. 11. Definição de psicoterapia
  12. 12. “Método de tratamento dos sofrimentos psíquicos por meios essencialmente psicológicos. Consoante a abordagem utilizada, a psicoterapia procurar queres fazer desaparecer uma inibição ou um sintoma incómodo para o paciente quer manejar o controlo do seu equilíbrio psíquico. Os critérios de cura variam igualmente segundo o processo psicoterápico e a teoria que o sustente…” (Doron e Parot, 1991 cit. Por Leal, 2005)
  13. 13. Mais tarde definiu-se que a psicoterapia não é um “tratamento” que os clientes recebem dos psicoterapeutas, mas antes “es una relación de trabajo entre terapeutas y clientes, más ventajosas que las que éstos están utilizando hasta esse momento (Kleinke, 1994 cit. por Leal. 2005) Entendida como uma relação de trabalho entre terapeuta e cliente implica a responsabilização dos últimos pelas mudanças que desejam que ocorram nas suas vidas.
  14. 14. Quadro 1 – Caracterização das Psicoterapias QUADROS TEÓRICOS OBJETOS OBJETIVOS CONTEXTOS Comportamental O sintoma O desaparecimento ou substituição do sintoma Clínica privada e institucional (ansiedade, sexologia, fobias…) Cognitivo A cognição Crenças, formas de reagir, novas narrativas pessoais, etc.. Clínica privada e institucional (ansiedade, depressão…) Sistémico A comunicação A relação e a comunicação Clínica privada e institucional centrada sobre a família Psicanalítico O intrapsíquico ou a personalidade O inconsciente Clínica privada Designa-se por quadros teóricos de referência as teorias, as hipóteses e os modelos que sustentam as práticas e intervenções de qualquer disciplina científica.
  15. 15. Todas as psicoterapias têm como objetivo último a diminuição do sofrimento humano, mas as teorias, metodologias e técnicas que usam para lá chegar são bastante diferentes.
  16. 16. As Terapias Comportamentais (Behaviorismo)
  17. 17. A tradição comportamental, remonta aos trabalhos de Pavlov e às suas experiências sobre o condicionamento clássico.
  18. 18. No entanto, são vários os autores que deram o seu contributo: Thorndike; • Watson; • Guthrie; • Hull; Skinner (condicionamento operante), • Etc.. • •
  19. 19. II Guerra Mundial Aumenta a procura por cuidados psicológicos e psiquiátricos por parte dos veteranos Incremento das metodologias de tratamento de muitos distúrbios psicológicos Terapias comportamentais ganham “força”
  20. 20. • Procurava-se dotar a Psicologia de alicerces e metodologias indiscutivelmente científicas. • Tentava-se deslocar o objeto de estudo da Psicologia, de um mentalismo omnisciente e apenas acessível por metodologias introspetivas (e psicanalíticas), para o comportamento acessível e observável. • • Watson levou este ponto de vista ao extremo e chegou a recusar os processos mentais. No entanto, a maioria dos comportamentalistas, entre os quais Skinner, toma como objeto de estudo o comportamento, mas sem negar os afetos e as ideias.
  21. 21. As inúmeras técnicas decorrentes dos modelos de aprendizagem foram, durante alguns anos o suporte das terapias comportamentais. Havia consenso de que o comportamento humano era resultado direto das aprendizagens.
  22. 22. O grande boom aconteceu nos anos 60 onde apareceram os primeiros livros e revistas sobre terapia comportamental.
  23. 23. Aos pressupostos de Skinner vieram juntar-se os trabalhos de Bandura sobre os processos vicariantes, ou seja, as aprendizagens feitas por imitação e depois reforçadas. Mais tarde, Bandura e colaboradores interessaram-se pela modelagem. Até aqui, o destaque ia obviamente para o comportamento, a forma de agir e atuar dos indivíduos, e as técnicas de modificar comportamentos considerados desajustados. As crenças e as ideias, os pensamentos e os sentimentos eram deliberadamente desvalorizados.
  24. 24. Entretanto, houve alguns autores a começar a prestar mais atenção às dimensões não visíveis. No entanto, só nos anos setenta se começou a falar de uma Psicologia Cognitiva e surgiu o interesse entre alguns comportamentalistas pelos processos mediadores entre os estímulos e as respostas.
  25. 25. O estudo sistemático dos processos de pensamento, percepção, memória e também atitudes, valores e crenças, conduziu a maioria dos comportamentalistas a um deslocamento do interesse sobre o comportamento, propriamente dito, para as cognições. Começou-se a conceber a ideia da necessidade de usar estratégias cognitivas em vez das clássicas comportamentalistas. No entanto, isto não significou o abandono das técnicas comportamentalistas.
  26. 26. “O terapeuta a quem estas cartas se dirigem é, obviamente, um psicoterapeuta, ou seja, um profissional que tenta aliviar as dores do viver à força de escuta e de diálogo, interrogando as motivações conscientes ou inconscientes dos sujeitos que lhe pedem ajuda”.
  27. 27. “Não deve estranhar que as cartas sejam escritas por um psicanalista. Embora alguns psicanalistas considerem a psicoterapia com arrogância, como uma espécie de aplicação utilitária da sua disciplina, a psicanálise continua sendo, antes de mais nada, uma forma de psicoterapia”.
  28. 28. “Esta carta deveria tratar dos traços de carácter que eu procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Não sei decidir a ordem, mas todos estes eu gostaria de encontrar: 1. Um gosto pronunciado pela palavra e um carinho espontâneo pelas pessoas, por diferentes que sejam de você; 2. Uma extrema curiosidade pela variedade da experiência humana com o mínimo possível de preconceito. 3. Além de uma grande e indulgente curiosidade pela variedade da experiência humana, eu gostaria que o futuro terapeuta já tivesse , nessa variedade, uma certa quilometragem rodada (pensar fora da caixa).
  29. 29. 4. O quarto e último traço que gostaria de encontrar no futuro psicoterapeuta é uma boa dose de sofrimento psíquico. Desaconselho a profissão a quem está “muito bem, obrigado” (…)”
  30. 30. As terapias comportamentais
  31. 31. Condicionamento Clássico Condicionamento Operante Aprendizagem Social
  32. 32. Devem considerar-se algumas assunções básicas para que se possa afirmar que uma terapia é comportamental, nomeadamente: 1. Tomam como objeto o comportamento ou os processos próximos do comportamento manifesto; 2. É centrada no aqui e no agora; 3. Assume que os comportamentos inadaptados são adquiridos por aprendizagem da mesma forma que quaisquer outros comportamentos; 4. Considera que a aprendizagem (neste caso novas aprendizagens) podem modificar condutas inadaptadas; 5. Estabelece objetivos terapêuticos específicos e bem definidos.
  33. 33. O paradigma do Condicionamento Clássico “A psicologia tal como o comportamentalista a vê é um ramo puramente objetivo e experimental da ciência natural” (Watson, 1913). Nesta altura, impunha-se uma necessidade de procurar ativamente, em laboratórios, regularidades na aprendizagem humana e animal.
  34. 34. O comportamentalismo nasce com os primeiros estudos de aprendizagem e, concomitantemente, com a emergência do paradigma do condicionamento clássico. Os estudos de Pavlov, Thorndike e Watson, etc.. fizeram com que a “aprendizagem”, passasse a ser o objeto de estudo central da psicologia.
  35. 35. Pavlov e a Escola Russa de Reflexologia Comportamento Condicionado Pavlov, conhecido fisiologista russo, constatou que os cães evidenciavam uma resposta que ele denominou de “salivação psicológica”. Os animais não só salivavam na presença de comida, mas também perante outros estímulos que lhe apareciam associados.
  36. 36. Estas resposta dificilmente seriam explicadas como reflexos herdados, parecendo tratar-se de reações idiossincráticas dependentes da história de aprendizagem de cada um dos animais. Foi aí que Pavlov decidiu implementar uma investigação sistemática destes curiosos processos.
  37. 37. O animal foi colocado num complexo aparato com a introdução de uma fístula para a medição das suas respostas salivares. Pavlov comparou as respostas salivares do cão perante a introdução de comida comas produzidas por um estímulo neutro (som de uma campainha). O cão demonstrava respostas diferentes para cada um dos estímulos.
  38. 38. Estímulo Incondicionado Resposta Incondicionado (salivação) Estímulo Neutro Sem resposta de salivação
  39. 39. Pavlov começou então, a apresentar repetidamente o som da campainha em simultâneo (ou alguns segundos antes) à apresentação da carne. Ao fim de alguns ensaios o animal era capaz de responder ao estímulo neutro (campainha) com uma resposta de salivação.
  40. 40. Estímulo Condicionado Resposta Condicionada (salivação)
  41. 41. Watson, Rayner e o caso do bebé Albert Resposta Emocional Condicionada Albert, uma criança de 9 meses, bastante estável física e emocionalmente, era filho de uma enfermeira e tinha, desde o nascimento, vivido no hospital onde a mãe trabalhava. Objetivo do estudo: Analisar o efeito de vários tipos de estímulos.
  42. 42. Inicialmente, a criança não demonstrava qualquer tipo de resposta de evitamento ou medo para os seguintes estímulos: Rato branco; • Coelho, • Cão; • Macaco; • Máscaras; • Novelos de algodão; • Jornais queimados; • Etc. • Estímulos neutros em relação ao desencadear respostas de medo.
  43. 43. No entanto, Albert demonstrava uma reação emocional de medo (resposta incondicionada) na presença de percursão ruidosa de um martelo numa barra de aço (estímulo incondicionado).
  44. 44. Aos 11 meses e 3 dias, os investigadores começaram a apresentar o rato em simultâneo com o ruido violento. Tal como aconteceu com o cão de Pavlov, Albert começou a desenvolver uma resposta emocional condicionada, primeiro deixando de tocar no rato, mais tarde manifestando vários níveis de agitação psicomotora e, finalmente, chorando e fugindo rapidamente.
  45. 45. Mais uma vez, um estímulo neutro (rato), emparelhado repetidamente com um estímulo incondicionado (ruído do martelo na barra de aço), desencadeou uma resposta condicionada. Neste caso uma resposta emocional condicionada (choro na presença do rato).
  46. 46. Os investigadores verificaram ainda que Albert passou a exibir uma resposta de medo para outros estímulos com alguma semelhança com o estímulo condicionado (ex: coelhos, cães, cabelo, máscara de pai natal, novelo de lã).
  47. 47. Ficou assim demonstrado que as respostas emocionais obedecem a processos de aprendizagem em tudo equivalentes aos de qualquer outra resposta animal e humana. Assim sendo, talvez fosse possível, por recurso aos mesmos métodos de aprendizagem, tratar fobias, depressões, obsessões-compulsões e outras disfunções do comportamento humano.
  48. 48. Em grupo, pense em estratégias para alterar o comportamento fóbico de Albert….
  49. 49. A saída de Albert do hospital impediu os investigadores de experimentar acerca da resolução terapêutica dos seus medos. Mesmo assim, sugeriram quatro estratégias passíveis de alterar o comportamento fóbico de Albert.
  50. 50. 1. Confrontação com o estímulo original (rato) na ausência do estímulo aversivo (percursão da barra de ferro); 2. Tentar o “recondicionamento”. Através da apresentação dos estímulos fóbicos com a estimulação simultânea de algumas zonas erógenas; 3. Tentar o “recondicionamento” através do emparelhamento com guloseimas ou outros tipos de comida; 4. Desenvolver atividades construtivas com estes objetos, através da imitação.
  51. 51. Mais tarde, Mary Cover Jones, aproveitou os estudos de Watson e Rayner para tratar o comportamento fóbico de Pedro (2 anos e 10 meses) que, tal como Albert, apresentava uma resposta emocional de medo a um rato branco e a outros estímulos idênticos.
  52. 52. A abordagem terapêutica iniciou-se pelo descondicionamento em relação ao coelho e consistiu em duas estratégias fundamentais: O Pedro foi colocado numa sala com outras crianças que brincavam com o coelho, sem que exibissem qualquer resposta de medo; Foi utilizado o “condicionamento direto”, emparelhando a comida com a presença do coelho, ao longo de uma hierarquia, que incluía desde ver o coelho numa gaiola até tocar no coelho com nas mãos.
  53. 53. O descondicionamento verificou-se para todos os estímulos fóbicos.
  54. 54. Conclusões: 1. Grande parte das aprendizagens humanas e animais verificamse por um processo de condicionamento, onde, por emparelhamento repetido entre um estímulo neutro e um estímulo incondicionado, o primeiro adquire algumas propriedades do segundo, passando a desencadear por si só respostas aprendidas condicionadas; 2. O comportamento disfuncional obedece às mesmas leis de aprendizagem e condicionamento; 3. É possível, mediante o recurso aos processos e leis de aprendizagem, descondicionar condicionamentos previamente adquiridos e assim tratar, por recurso às teorias da aprendizagem, várias perturbações do comportamento humano.
  55. 55. Conceitos Fundamentais Há 8 conceitos fundamentais que importa reter acerca do condicionamento clássico e à volta dos quais se vão organizar as estratégias terapêuticas derivadas deste paradigma. 1. Estímulo incondicionado; 2. Estímulo Neutro, 3. Resposta Incondicionada; 4. Resposta Condicionada; 5. Generalização do Estímulo; 6. Generalização da Resposta; 7. Discriminação; 8. Extinção.
  56. 56. Estímulo Incondicionado • Produz uma resposta natural e espontânea em grande parte dos organismos. • Não há qualquer processo de aprendizagem para que isto aconteça. • Estímulo desencadeador de uma resposta inata. Ex: ????????
  57. 57. Estímulo Condicionado • Estímulo, previamente neutro, e que passa a provocar uma resposta semelhante à do estímulo incondicionado após um emparelhamento repetido com este. Ex: ????????
  58. 58. Resposta Incondicionada • Resposta natural e espontânea do organismo ao estímulo incondicionado. • Estas respostam não necessitam de ser aprendidas. Ex: ????????
  59. 59. Resposta Condicionada • Respostas estruturalmente semelhantes à resposta incondicionada, mas produzidas na sequência da apresentação de um estímulo condicionado. • Trata-se de respostas aprendidas em associação com respostas espontâneas do organismo. Ex: ????????
  60. 60. Generalização do Estímulo • Produção de uma resposta condicionada para estímulos que apresentam algum grau de semelhança com o estímulo condicionado. • Quanto maior for o grau de semelhança percebido entre o novo estímulo e o estímulo condicionado, maior será a probabilidade de generalização do estímulo. • Em suma, é a realização da mesma resposta para diferentes estímulos, associados semântica ou estruturalmente. Ex: ????????
  61. 61. Discriminação • Verifica-se quando somente o estímulo condicionado susceptível de desencadear a resposta condicionada. é • O sujeito é capaz de impedir a generalização do estímulo exibindo unicamente a resposta em função de um estímulo específico. Ex: ????????
  62. 62. Extinção • Consiste na apresentação repetida do estímulo condicionado (campainha) na ausência do estímulo incondicionado (carne). • Esta situação conduz a um enfraquecimento da ligação entre estímulo incondicionado (carne) e estímulo condicionado (campainha) e ao consequente esbatimento e desaparecimento da resposta emocional condicionada (salivar).
  63. 63. Em suma: Princípios clássico. orientadores do paradigma do condicionamento • Pressuposto do Condicionamento clássico • Pressuposto do Condicionamento Emocional • Pressuposto do Contracondicionamento e Extinção
  64. 64. Pressuposto do Condicionamento clássico • Grande parte dos comportamentos humanos e animais são aprendidos por uma cadeia complexa de emparelhamento entre estímulos condicionados e incondicionados, dando origem a vários condicionamentos. • Assim, os conceitos fundamentais (estímulo condicionado e incondicionado, resposta condicionada e incondicionada, etc..) que vimos constituem os mecanismos fundamentais para a explicação de grande parte das condutas.
  65. 65. Pressuposto do Condicionamento Emocional • As respostas emocionais e psicopatológicas são aprendidas e explicadas com base nos mesmos princípios e leis que regulam o comportamento “normal”.
  66. 66. Pressuposto do Contracondicionamento e Extinção • Se as respostas são aprendidas por processos de condicionamento clássico, os mesmos mecanismos poderão orientar o processo de transformação e mudança. • Através de um emparelhamento entre um estímulo previamente indutor de uma resposta emocional desagradável (coelho) e um outro estímulo incondicionado (comida), elicitador de uma resposta oposta, a associação entre o estímulo condicionado (coelho) e a resposta emocional disfuncional (choro) diminui progressivamente, acabando por extinguir-se (contracondicionamento). • A extinção por sua vez, estabelece que expondo o sujeito ao estímulo condicionado (coelho) na ausência repetida do estímulo incondicionado (martelo na barra de aço), a resposta condicionada extinguir-se-á progressivamente.
  67. 67. Desta maneira, torna-se possível inverter grande parte das aprendizagens disfuncionais mediante o simples recurso a dois mecanismos: contracondicionamento e a extinção.

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