SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 3
Baixar para ler offline
SÍNTESE TEXTOS KOCH E ELIAS – INTERTEXTUALIDADE
OBJETIVO: Definir e caracterizar intertextualidade
TEXTO 1
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto.
2 ed. São Paulo: Contexto, 2006. Capítulo 4: Texto e intertextualidade
Para conceituar intertextualidade, há que se considerar:
- outros textos são usados para produzir outros
Às vezes, a intertextualidade se constitui de maneira desvelada, outras, o autor pressupõe
ser do conhecimento do leitor a fonte e não faz remissão explícita a ela.
“Cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados-Bakhtin).
Identificar a relação entre textos depende do conhecimento do leitor e seu repertório de
leitura, o que é fundamental para compreensão e produção de sentido.
As remissões trazem novos sentidos a enunciados anteriores. Esse deslocamento
provoca sempre alteração de sentidos.
Por vezes, o autor pode explicitar a fonte, com intenção argumentativa, para dar
credibilidade ao discurso. Outras, ao não fazer menção à fonte com o objetivo apenas de
seguir-lhe a orientação argumentativa.
- é preciso reconhecer outros textos para a produção de sentidos. (p. 81)
Algumas vezes, o deslocamento de gênero textual do texto-fonte para outro tem a
intenção de produzir sentidos diversos, como crítica e humor.
Alguns textos promovem a intertextualidade reproduzindo o estilo do autor do texto-fonte
e outros se constituem de modo a remeter a passagens deste. Entretanto, reconhecer o
texto-fonte é condição necessária para a construção de sentidos. Outro fator importante
para a compreensão é considerar que a retomada de um texto em outro propicia a
construção de novos sentidos.
CONCEITO: p. 86
Intertextualidade ocorre quando em um texto está inserido outro texto (intertexto)
anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade. A
intertextualidade é elemento constitutivo do processo escrita/leitura e compreende as
diversas maneiras pelas quais a produção/recepção de um dado texto depende de
conhecimentos de outros textos por parte dos interlocutores. Ela é componente decisivo
das condições de produção de um texto, pois há sempre um já-dito1 prévio a todo dizer.
Em alguns casos, pode-se recuperar facilmente o texto-fonte por fazer parte da memória
social.
CARACTERIZAÇÃO / MODOS DE CONSTITUIÇÃO – p. 87 – Modos pelos quais a
intertextualidade pode se constituir e constituir textos.
Intertextualidade explícita: ocorre quando há citação da fonte do intertexto.
Por que e para que o autor faz a citação? O leitor deve considerar a importância e a
função da escolha realizada pelo autor.
1 J. KRISTEVA
Intertextualidade implícita (p. 92): ocorre quando não há a citação expressa da fonte,
cabendo ao interlocutor identificar o intertexto na memória e identificar os objetivos do
escritor ao inseri-lo em seu texto, para construir o sentido do texto. Quando isso não
ocorre, toda a construção do sentido fica prejudicada.(Será? E a coerência interna? Grifo
meu.)
O autor pressupõe que o leitor compartilhe de seu conhecimento em relação ao
interdiscurso implícito e que estabelecerá o diálogo proposto entre os textos e a razão da
recorrência implícita, mas se isso não ocorrer a construção do sentido será prejudicada.
O autor realiza a manipulação do texto alheio, ou próprio, com a finalidade de produzir
efeitos de sentido, seja por meio de substituições, supressões, acréscimos,
transposições2.
O autor espera que o leitor recupere o texto-fonte e perceba o efeito de sentido provocado
pelo deslocamento ou transformação de velhos textos e o propósito comunicacional dos
novos textos constituídos.
p. 96
Também espera-se do leitor, além do reconhecimento do texto-fonte, que ele tenha
conhecimento sobre composição, conteúdo, estilo e propósito comunicacional dos
gêneros textuais (cap 5).
Além da capacidade de reconhecer a intertextualidade, no processo de compreensão o
leitor deve ativar outros conhecimentos:
- conhecimento da língua
- conhecimento das coisas do mundo
- conhecimento do modo de organização, estilo e propósito comunicacional do gênero em
questão.
TEXTO 2
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção. 2
ed. São Paulo: Contexto, 2011. Capítulo 5 – Escrita e intertextualidade.
CONCEITO: ATÉ A PÁGINA 118.
Todo texto sempre remete a outro(s) texto(s). Remissão a textos que faz(em) parte da
memória social dos leitores e que são facilmente recuperados para a compreensão.
Também é um processo de manipulação do texto alheio, são alterações/adulterações em
textos-fonte que apontam para orientações argumentativas diversas: alteração chamada
de retextualização3, construída a partir e em adesão ao texto-fonte, chamada de
captação4. Pode ser também por acréscimo, substituição.
A intertextualidade é ativada no momento da produção de maneira consciente ou não,
dependendo dos conhecimentos de textos armazenados na memória do autor e ativados
na ocasião da produção do texto.
2 GRÉSILLON & MAINGUENEAU, 1984.
3 KOCH, BENTES, CAVALCANTE, 2007
4 GRÉSILLON & MAINGUENEAU, 1984
O autor pode fazer a remissão de forma explícita ou implícita, depende do propósito
comunicativo, do efeito de sentido que quer produzir ou do conhecimento que pressupõe
que o leitor tenha.
Também pode ocorrer um novo enquadre, atribuindo uma alteração/inversão do sentido
original do texto-fonte, orientando argumentativamente para contradizê-lo ou desautorizá-
lo, chamada de subversão5.
Os efeitos pretendidos: seguem a mesma direção do texto-fonte ou se o contraria.
Sempre irá acionar o conhecimento compartilhado com o leitor para a compreensão.
Intertextualidade explícita: pode ser porque o autor quer dar a informação ao leitor que
este possa consultá-la posteriormente ou porque quer chamar atenção para o que foi dito
e também para o autor.
Explicitar ou não a fonte é uma importante estratégia de que o produtor lança mão no
percurso de seu trabalho de produção de escrita, a fim de obter o que pretende no plano
da interação. (p. 111)
CARACTERIZAÇÃO – 118 ATÉ PÁGINA 124
Nós nos comunicamos por meio de gêneros textuais que se configuram em textos.
O escritor pode produzir um gênero em formato diferente do que é esperado, isto é,
emprestando a um gênero textual a roupagem de outro, dependendo do propósito:
intertextualidade intergêneros. Isso evidencia a produção de um sentido mais intenso
no leitor pelo inusitado. Por exemplo, escrever um artigo de opinião em formato de
oração6. Esse fenômeno de hibridismo de gêneros é bastante comum pincipalmente na
publicidade, área que privilegia a criatividade e inventismo.
Independente da intenção do autor (ampliação, atualização, negação, continuidade etc),
sempre há uma recontextualização e a produção de um novo sentido, pois o autor
assume um determinado ponto de vista, adotando uma atitude e discutindo ou avaliando
as palavras originais7.
O autor pode usar diversos recursos para explicitar suas remissões: citação direta, citação
indireta, uso de aspas ou sinalização tipográfica.
Página 125
A intertextualidade não se trata apenas de construir relações entre os textos, mas do
modo como se faz isso, do objetivo e do posicionamento do autor diante dos textos-fonte,
levando em conta eu propósito comunicativo8.
A construção da intertextualidade é estratégica, revestida de finalidade e de significações,
e que, por lado, pode gerar sentidos não intencionados pelo autor ou apenas sentidos
intencionados pelos leitores. A intertextualidade evidencia o conhecimento de textos do
escritor e a indissociabilidade das atividades de escrita e leitura. (conclusão das autoras).
5 Idem 2.
6 Ver KOCH, ELIAS, 2011,p. 118.
7 BAZERMAN, 2006
8 BAZERMEN, 2006.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A intertextualidade: micro-aula
A intertextualidade: micro-aulaA intertextualidade: micro-aula
A intertextualidade: micro-aulaMiquéias Vitorino
 
Compreensão e interpretação de textos
Compreensão e interpretação de textosCompreensão e interpretação de textos
Compreensão e interpretação de textoswelton santos
 
Linguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidadeLinguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidadeKaren Olivan
 
Coesão e coerencia
Coesão e coerenciaCoesão e coerencia
Coesão e coerenciasilnog
 
Oficina de descritores português 9º ano
Oficina de descritores português 9º anoOficina de descritores português 9º ano
Oficina de descritores português 9º anoClaudiaAdrianaSouzaS
 
Coerência e coesão textual
Coerência e coesão textualCoerência e coesão textual
Coerência e coesão textualISJ
 
Slide introdução à literatura
Slide introdução à literaturaSlide introdução à literatura
Slide introdução à literaturafabrinnem
 
Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"
Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"
Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"Paula Meyer Piagentini
 
Contexto de produção, circulação e recepção de textos
Contexto de produção, circulação e recepção de textosContexto de produção, circulação e recepção de textos
Contexto de produção, circulação e recepção de textosma.no.el.ne.ves
 
Fundamentos metodologia língua portuguesa
Fundamentos metodologia língua portuguesaFundamentos metodologia língua portuguesa
Fundamentos metodologia língua portuguesaGlacemi Loch
 
9º ano E. F. II - Interpretação de Texto
9º ano E. F. II - Interpretação de Texto9º ano E. F. II - Interpretação de Texto
9º ano E. F. II - Interpretação de TextoAngélica Manenti
 
Texto literário e não literário 2
Texto literário e não literário 2Texto literário e não literário 2
Texto literário e não literário 2Vivian gusm?
 
Passos para a redação do enem
Passos para a redação do enemPassos para a redação do enem
Passos para a redação do enemLuciene Gomes
 
Fatores de Coerência - Linguística Textual
Fatores de Coerência - Linguística Textual Fatores de Coerência - Linguística Textual
Fatores de Coerência - Linguística Textual Talita Schweig
 

Mais procurados (20)

A intertextualidade: micro-aula
A intertextualidade: micro-aulaA intertextualidade: micro-aula
A intertextualidade: micro-aula
 
Compreensão e interpretação de textos
Compreensão e interpretação de textosCompreensão e interpretação de textos
Compreensão e interpretação de textos
 
Linguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidadeLinguagem, língua, escrita e oralidade
Linguagem, língua, escrita e oralidade
 
Texto e textualidade
Texto e textualidadeTexto e textualidade
Texto e textualidade
 
Coesão e coerencia
Coesão e coerenciaCoesão e coerencia
Coesão e coerencia
 
Oficina de descritores português 9º ano
Oficina de descritores português 9º anoOficina de descritores português 9º ano
Oficina de descritores português 9º ano
 
Coerência e coesão textual
Coerência e coesão textualCoerência e coesão textual
Coerência e coesão textual
 
Slide introdução à literatura
Slide introdução à literaturaSlide introdução à literatura
Slide introdução à literatura
 
Linguística textual
Linguística textualLinguística textual
Linguística textual
 
Produção de Texto
Produção de TextoProdução de Texto
Produção de Texto
 
Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"
Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"
Itinerário Formativo "ORALIDADE E PRODUÇÃO ESCRITA: AS REPRESENTAÇÕES DO EU"
 
Contexto de produção, circulação e recepção de textos
Contexto de produção, circulação e recepção de textosContexto de produção, circulação e recepção de textos
Contexto de produção, circulação e recepção de textos
 
Fundamentos metodologia língua portuguesa
Fundamentos metodologia língua portuguesaFundamentos metodologia língua portuguesa
Fundamentos metodologia língua portuguesa
 
O que é texto
O que é textoO que é texto
O que é texto
 
Texto e textualidade
Texto e textualidadeTexto e textualidade
Texto e textualidade
 
9º ano E. F. II - Interpretação de Texto
9º ano E. F. II - Interpretação de Texto9º ano E. F. II - Interpretação de Texto
9º ano E. F. II - Interpretação de Texto
 
Texto literário e não literário 2
Texto literário e não literário 2Texto literário e não literário 2
Texto literário e não literário 2
 
Redacao enem
Redacao enemRedacao enem
Redacao enem
 
Passos para a redação do enem
Passos para a redação do enemPassos para a redação do enem
Passos para a redação do enem
 
Fatores de Coerência - Linguística Textual
Fatores de Coerência - Linguística Textual Fatores de Coerência - Linguística Textual
Fatores de Coerência - Linguística Textual
 

Destaque

Intertextualidade
IntertextualidadeIntertextualidade
Intertextualidadelisiane23
 
Dialogismo e Intertextualidade
Dialogismo e IntertextualidadeDialogismo e Intertextualidade
Dialogismo e IntertextualidadeEntreter Ong
 
Intertextualidade conceito
Intertextualidade  conceito Intertextualidade  conceito
Intertextualidade conceito Edilson A. Souza
 
Resenha os sentidos do texto
Resenha os sentidos do textoResenha os sentidos do texto
Resenha os sentidos do textoFACETEG - UPE
 
Slides a leitura professora elzimar oliveira
Slides a leitura   professora elzimar oliveiraSlides a leitura   professora elzimar oliveira
Slides a leitura professora elzimar oliveiraElzimar Oliveira
 
As meta regras de challores
As meta regras de challoresAs meta regras de challores
As meta regras de challoresUpap Upapce
 
Ricardo intertextualidade profletras
Ricardo intertextualidade profletrasRicardo intertextualidade profletras
Ricardo intertextualidade profletrasVal Valença
 
Intertextualidade nas propagandas projeto
Intertextualidade nas propagandas  projetoIntertextualidade nas propagandas  projeto
Intertextualidade nas propagandas projetoUilma Melo
 
INTERTEXTUALIDADE
INTERTEXTUALIDADEINTERTEXTUALIDADE
INTERTEXTUALIDADESCMARQUES
 
Apresentação português Texto e (Co)texto
Apresentação português Texto e (Co)textoApresentação português Texto e (Co)texto
Apresentação português Texto e (Co)textoJonas Antunes
 
Interdisciplinaridade power point
Interdisciplinaridade power pointInterdisciplinaridade power point
Interdisciplinaridade power pointAna Vanessa Paim
 
Slide prod. e compreens. escrita (quase)
Slide prod. e compreens. escrita (quase)Slide prod. e compreens. escrita (quase)
Slide prod. e compreens. escrita (quase)Ana Camila
 
fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto)
 fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto) fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto)
fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto)Taty Cruz
 
Intertextualidade
IntertextualidadeIntertextualidade
Intertextualidadevanysouza
 
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochIntertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochmarimidlej
 

Destaque (20)

Intertextualidade
IntertextualidadeIntertextualidade
Intertextualidade
 
Dialogismo e Intertextualidade
Dialogismo e IntertextualidadeDialogismo e Intertextualidade
Dialogismo e Intertextualidade
 
Intertextualidade conceito
Intertextualidade  conceito Intertextualidade  conceito
Intertextualidade conceito
 
Resenha os sentidos do texto
Resenha os sentidos do textoResenha os sentidos do texto
Resenha os sentidos do texto
 
Slides a leitura professora elzimar oliveira
Slides a leitura   professora elzimar oliveiraSlides a leitura   professora elzimar oliveira
Slides a leitura professora elzimar oliveira
 
As meta regras de challores
As meta regras de challoresAs meta regras de challores
As meta regras de challores
 
Ricardo intertextualidade profletras
Ricardo intertextualidade profletrasRicardo intertextualidade profletras
Ricardo intertextualidade profletras
 
Intertextualidade nas propagandas projeto
Intertextualidade nas propagandas  projetoIntertextualidade nas propagandas  projeto
Intertextualidade nas propagandas projeto
 
A Interdisciplinaridade Powerpoint
A Interdisciplinaridade PowerpointA Interdisciplinaridade Powerpoint
A Interdisciplinaridade Powerpoint
 
INTERTEXTUALIDADE
INTERTEXTUALIDADEINTERTEXTUALIDADE
INTERTEXTUALIDADE
 
Apresentação português Texto e (Co)texto
Apresentação português Texto e (Co)textoApresentação português Texto e (Co)texto
Apresentação português Texto e (Co)texto
 
Interdisciplinaridade power point
Interdisciplinaridade power pointInterdisciplinaridade power point
Interdisciplinaridade power point
 
Elementos de coerência
Elementos de coerênciaElementos de coerência
Elementos de coerência
 
Slide prod. e compreens. escrita (quase)
Slide prod. e compreens. escrita (quase)Slide prod. e compreens. escrita (quase)
Slide prod. e compreens. escrita (quase)
 
fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto)
 fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto) fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto)
fundamentos e metodologia da lingua portuguesa (pronto)
 
Intertextualidade
IntertextualidadeIntertextualidade
Intertextualidade
 
Interdisciplinaridade
InterdisciplinaridadeInterdisciplinaridade
Interdisciplinaridade
 
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochIntertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
 
Discurso citado
Discurso citadoDiscurso citado
Discurso citado
 
Pressuposto e subentendido
Pressuposto e subentendidoPressuposto e subentendido
Pressuposto e subentendido
 

Semelhante a RESUMO - KOCH e ELIAS intertextualidade

Análise textual
Análise textualAnálise textual
Análise textuallittlevic4
 
Texto, hipertexto e estrutura do parágrafo
Texto, hipertexto e estrutura do parágrafoTexto, hipertexto e estrutura do parágrafo
Texto, hipertexto e estrutura do parágrafoAndréa Blessed
 
SLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptx
SLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptxSLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptx
SLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptxAlineGomes625789
 
Interpretação e leitura de textos slides professora elzimar oliveira
Interpretação e leitura de textos  slides   professora elzimar oliveiraInterpretação e leitura de textos  slides   professora elzimar oliveira
Interpretação e leitura de textos slides professora elzimar oliveiraElzimar Oliveira
 
A intertextualidade nos comerciais televisivos
A intertextualidade nos comerciais televisivos A intertextualidade nos comerciais televisivos
A intertextualidade nos comerciais televisivos Atitude Digital
 
Leitura e producao de sentido
Leitura e producao de sentidoLeitura e producao de sentido
Leitura e producao de sentidoRonhely Pereira
 
Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da campa...
Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da  campa...Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da  campa...
Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da campa...Atitude Digital
 
A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...
A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...
A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...UPE
 
Trabalho portugues parte maria
Trabalho portugues   parte mariaTrabalho portugues   parte maria
Trabalho portugues parte mariaMaria Oliveira
 
Intertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdiceIntertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdiceEdilson A. Souza
 
Princípios da intertextualidade
Princípios da intertextualidadePrincípios da intertextualidade
Princípios da intertextualidadeEdilson A. Souza
 
OT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio
OT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino MédioOT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio
OT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino MédioClaudia Elisabete Silva
 

Semelhante a RESUMO - KOCH e ELIAS intertextualidade (20)

Ferreira e dias_2005
Ferreira e dias_2005Ferreira e dias_2005
Ferreira e dias_2005
 
Análise textual
Análise textualAnálise textual
Análise textual
 
Planejamento do texto
Planejamento do textoPlanejamento do texto
Planejamento do texto
 
Texto, hipertexto e estrutura do parágrafo
Texto, hipertexto e estrutura do parágrafoTexto, hipertexto e estrutura do parágrafo
Texto, hipertexto e estrutura do parágrafo
 
SLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptx
SLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptxSLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptx
SLIDE 1- CONCEITO DE TEXTO, LEITURA E ESCRITA.pptx
 
Hipertexto leitor
Hipertexto leitorHipertexto leitor
Hipertexto leitor
 
Interpretação e leitura de textos slides professora elzimar oliveira
Interpretação e leitura de textos  slides   professora elzimar oliveiraInterpretação e leitura de textos  slides   professora elzimar oliveira
Interpretação e leitura de textos slides professora elzimar oliveira
 
A intertextualidade nos comerciais televisivos
A intertextualidade nos comerciais televisivos A intertextualidade nos comerciais televisivos
A intertextualidade nos comerciais televisivos
 
Leitura
Leitura Leitura
Leitura
 
Leitura e producao de sentido
Leitura e producao de sentidoLeitura e producao de sentido
Leitura e producao de sentido
 
ESCRITA E INTERAÇÃO
ESCRITA E INTERAÇÃOESCRITA E INTERAÇÃO
ESCRITA E INTERAÇÃO
 
Português
PortuguêsPortuguês
Português
 
Lingua Portuguesa Pcop Ana Luisa
Lingua Portuguesa Pcop Ana LuisaLingua Portuguesa Pcop Ana Luisa
Lingua Portuguesa Pcop Ana Luisa
 
Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da campa...
Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da  campa...Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da  campa...
Intertextualidade nos anúncios de revista: uma análise dos anúncios da campa...
 
A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...
A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...
A CONTRIBUIÇÃO DE UM ARRANJO SINTÁTICO NA PRODUÇÃO DE SENTIDOS DE UM TEXTO PU...
 
Trabalho portugues parte maria
Trabalho portugues   parte mariaTrabalho portugues   parte maria
Trabalho portugues parte maria
 
Intertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdiceIntertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdice
 
Intertextualidae ..
Intertextualidae ..Intertextualidae ..
Intertextualidae ..
 
Princípios da intertextualidade
Princípios da intertextualidadePrincípios da intertextualidade
Princípios da intertextualidade
 
OT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio
OT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino MédioOT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio
OT Língua Portuguesa - Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio
 

Último

Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullyingMary Alvarenga
 
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. EvoluçãoAs teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. Evoluçãoprofleticiasantosbio
 
Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Paula Meyer Piagentini
 
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptxQUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptxAntonioVieira539017
 
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...nexocan937
 
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptTREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptAlineSilvaPotuk
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...Unidad de Espiritualidad Eudista
 
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLaseVasconcelos1
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terraBiblioteca UCS
 
Apreciação crítica -exercícios de escrita
Apreciação crítica -exercícios de escritaApreciação crítica -exercícios de escrita
Apreciação crítica -exercícios de escritaeliana862656
 
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãodanielagracia9
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaFernanda Ledesma
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 

Último (20)

Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
 
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. EvoluçãoAs teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
 
Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Terceira Série (Primeiro Trimestre)
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
 
Os Ratos - Dyonelio Machado FUVEST 2025
Os Ratos  -  Dyonelio Machado  FUVEST 2025Os Ratos  -  Dyonelio Machado  FUVEST 2025
Os Ratos - Dyonelio Machado FUVEST 2025
 
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
 
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptxQUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
 
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
 
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
 
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptTREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
 
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
 
Apreciação crítica -exercícios de escrita
Apreciação crítica -exercícios de escritaApreciação crítica -exercícios de escrita
Apreciação crítica -exercícios de escrita
 
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetização
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 

RESUMO - KOCH e ELIAS intertextualidade

  • 1. SÍNTESE TEXTOS KOCH E ELIAS – INTERTEXTUALIDADE OBJETIVO: Definir e caracterizar intertextualidade TEXTO 1 KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2006. Capítulo 4: Texto e intertextualidade Para conceituar intertextualidade, há que se considerar: - outros textos são usados para produzir outros Às vezes, a intertextualidade se constitui de maneira desvelada, outras, o autor pressupõe ser do conhecimento do leitor a fonte e não faz remissão explícita a ela. “Cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados-Bakhtin). Identificar a relação entre textos depende do conhecimento do leitor e seu repertório de leitura, o que é fundamental para compreensão e produção de sentido. As remissões trazem novos sentidos a enunciados anteriores. Esse deslocamento provoca sempre alteração de sentidos. Por vezes, o autor pode explicitar a fonte, com intenção argumentativa, para dar credibilidade ao discurso. Outras, ao não fazer menção à fonte com o objetivo apenas de seguir-lhe a orientação argumentativa. - é preciso reconhecer outros textos para a produção de sentidos. (p. 81) Algumas vezes, o deslocamento de gênero textual do texto-fonte para outro tem a intenção de produzir sentidos diversos, como crítica e humor. Alguns textos promovem a intertextualidade reproduzindo o estilo do autor do texto-fonte e outros se constituem de modo a remeter a passagens deste. Entretanto, reconhecer o texto-fonte é condição necessária para a construção de sentidos. Outro fator importante para a compreensão é considerar que a retomada de um texto em outro propicia a construção de novos sentidos. CONCEITO: p. 86 Intertextualidade ocorre quando em um texto está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade. A intertextualidade é elemento constitutivo do processo escrita/leitura e compreende as diversas maneiras pelas quais a produção/recepção de um dado texto depende de conhecimentos de outros textos por parte dos interlocutores. Ela é componente decisivo das condições de produção de um texto, pois há sempre um já-dito1 prévio a todo dizer. Em alguns casos, pode-se recuperar facilmente o texto-fonte por fazer parte da memória social. CARACTERIZAÇÃO / MODOS DE CONSTITUIÇÃO – p. 87 – Modos pelos quais a intertextualidade pode se constituir e constituir textos. Intertextualidade explícita: ocorre quando há citação da fonte do intertexto. Por que e para que o autor faz a citação? O leitor deve considerar a importância e a função da escolha realizada pelo autor. 1 J. KRISTEVA
  • 2. Intertextualidade implícita (p. 92): ocorre quando não há a citação expressa da fonte, cabendo ao interlocutor identificar o intertexto na memória e identificar os objetivos do escritor ao inseri-lo em seu texto, para construir o sentido do texto. Quando isso não ocorre, toda a construção do sentido fica prejudicada.(Será? E a coerência interna? Grifo meu.) O autor pressupõe que o leitor compartilhe de seu conhecimento em relação ao interdiscurso implícito e que estabelecerá o diálogo proposto entre os textos e a razão da recorrência implícita, mas se isso não ocorrer a construção do sentido será prejudicada. O autor realiza a manipulação do texto alheio, ou próprio, com a finalidade de produzir efeitos de sentido, seja por meio de substituições, supressões, acréscimos, transposições2. O autor espera que o leitor recupere o texto-fonte e perceba o efeito de sentido provocado pelo deslocamento ou transformação de velhos textos e o propósito comunicacional dos novos textos constituídos. p. 96 Também espera-se do leitor, além do reconhecimento do texto-fonte, que ele tenha conhecimento sobre composição, conteúdo, estilo e propósito comunicacional dos gêneros textuais (cap 5). Além da capacidade de reconhecer a intertextualidade, no processo de compreensão o leitor deve ativar outros conhecimentos: - conhecimento da língua - conhecimento das coisas do mundo - conhecimento do modo de organização, estilo e propósito comunicacional do gênero em questão. TEXTO 2 KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2011. Capítulo 5 – Escrita e intertextualidade. CONCEITO: ATÉ A PÁGINA 118. Todo texto sempre remete a outro(s) texto(s). Remissão a textos que faz(em) parte da memória social dos leitores e que são facilmente recuperados para a compreensão. Também é um processo de manipulação do texto alheio, são alterações/adulterações em textos-fonte que apontam para orientações argumentativas diversas: alteração chamada de retextualização3, construída a partir e em adesão ao texto-fonte, chamada de captação4. Pode ser também por acréscimo, substituição. A intertextualidade é ativada no momento da produção de maneira consciente ou não, dependendo dos conhecimentos de textos armazenados na memória do autor e ativados na ocasião da produção do texto. 2 GRÉSILLON & MAINGUENEAU, 1984. 3 KOCH, BENTES, CAVALCANTE, 2007 4 GRÉSILLON & MAINGUENEAU, 1984
  • 3. O autor pode fazer a remissão de forma explícita ou implícita, depende do propósito comunicativo, do efeito de sentido que quer produzir ou do conhecimento que pressupõe que o leitor tenha. Também pode ocorrer um novo enquadre, atribuindo uma alteração/inversão do sentido original do texto-fonte, orientando argumentativamente para contradizê-lo ou desautorizá- lo, chamada de subversão5. Os efeitos pretendidos: seguem a mesma direção do texto-fonte ou se o contraria. Sempre irá acionar o conhecimento compartilhado com o leitor para a compreensão. Intertextualidade explícita: pode ser porque o autor quer dar a informação ao leitor que este possa consultá-la posteriormente ou porque quer chamar atenção para o que foi dito e também para o autor. Explicitar ou não a fonte é uma importante estratégia de que o produtor lança mão no percurso de seu trabalho de produção de escrita, a fim de obter o que pretende no plano da interação. (p. 111) CARACTERIZAÇÃO – 118 ATÉ PÁGINA 124 Nós nos comunicamos por meio de gêneros textuais que se configuram em textos. O escritor pode produzir um gênero em formato diferente do que é esperado, isto é, emprestando a um gênero textual a roupagem de outro, dependendo do propósito: intertextualidade intergêneros. Isso evidencia a produção de um sentido mais intenso no leitor pelo inusitado. Por exemplo, escrever um artigo de opinião em formato de oração6. Esse fenômeno de hibridismo de gêneros é bastante comum pincipalmente na publicidade, área que privilegia a criatividade e inventismo. Independente da intenção do autor (ampliação, atualização, negação, continuidade etc), sempre há uma recontextualização e a produção de um novo sentido, pois o autor assume um determinado ponto de vista, adotando uma atitude e discutindo ou avaliando as palavras originais7. O autor pode usar diversos recursos para explicitar suas remissões: citação direta, citação indireta, uso de aspas ou sinalização tipográfica. Página 125 A intertextualidade não se trata apenas de construir relações entre os textos, mas do modo como se faz isso, do objetivo e do posicionamento do autor diante dos textos-fonte, levando em conta eu propósito comunicativo8. A construção da intertextualidade é estratégica, revestida de finalidade e de significações, e que, por lado, pode gerar sentidos não intencionados pelo autor ou apenas sentidos intencionados pelos leitores. A intertextualidade evidencia o conhecimento de textos do escritor e a indissociabilidade das atividades de escrita e leitura. (conclusão das autoras). 5 Idem 2. 6 Ver KOCH, ELIAS, 2011,p. 118. 7 BAZERMAN, 2006 8 BAZERMEN, 2006.