Genética e cérebro

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Genética e cérebro

  1. 1. ANTES DE MIM
  2. 2. <ul><li>O que é o Homem? </li></ul><ul><li>“ s.m. Mamífero primata, bípede, sociável, que se distingue de todos os outros animais pelo dom da palavra e desenvolvimento intelectual; ser vivo composto de matéria e espírito; ser humano (...)” Dicionário da língua Portuguesa, Porto Editora. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O Homem não é uma entidade isolada em relação à totalidade complexa da vida: é uma unidade autónoma e também um sistema aberto biológico, social e cultural. </li></ul><ul><li>Para explicar o ser humano temos de recorrer a determinadas áreas do conhecimento, uma delas faz parte da Psicologia e denomina-se Genética do Comportamento. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A genética é a ciência da hereditariedade. </li></ul><ul><li>A genética como ciência começou em 1900 com a redescoberta do trabalho pioneiro com ervilhas, de um monge austríaco, Johann Gregor Mendel (1822-1884). </li></ul><ul><li>Mendel concentrou as suas longas investigações experimentais no estudo das ervilhas-de-cheiro, cruzando ervilhas de flor branca com ervilhas de flor vermelha. </li></ul><ul><li>Watson e Crick dão também o seu contributo para o desenvolvimento no campo da hereditariedade, quando, já no século XX (1953), descobrem a estrutura da molécula do ADN. </li></ul><ul><li>1909 - Thomas Hunt Morgan inicia a análise genética em Drosophila (mosca do vinagre). As vantagens da Drosophila como modelo biológico em estudos genéticos: tempo de geração de 14 dias (desde o ovo até ao estado adulto), produz mais de 1000 ovos durante a vida, pequeno, fácil de manter, barato. E tem somente 4 cromossomas diferentes </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Hereditariedade Específica </li></ul><ul><li>Parte dos genes que é própria de uma determinada espécie, é responsável pelas características comuns aos vários indivíduos dessa espécie e permite distinguir essa espécie de todas as outras. </li></ul><ul><li>Hereditariedade Individual </li></ul><ul><li>Parte dos genes que é responsável pelas características únicas, diferentes, próprias de cada indivíduo, e o que o distingue de todos os outros da mesma espécie . </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A mitose ocorre em todas as células somáticas do corpo e, por meio dela, uma célula se divide em duas, geneticamente semelhantes à célula inicial. Assim, é importante na regeneração dos tecidos e no crescimento dos organismos multicelulares. Nos unicelulares, permite a reprodução assexuada. </li></ul><ul><li>Já a meiose, nos seres pluricelulares, só ocorre em células germinativas, com duas divisões sucessivas. A célula-mãe se divide em duas, que se dividem de novo, originando quatro células-filhas (três células-filhas no caso da oogenese com metade dos cromossomas da célula inicial: são os gametas, geneticamente diferentes entre si </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A informação genética encontra-se inscrita no ADN, é transmitida ao longo das gerações, através do processo de reprodução. </li></ul><ul><li>A célula é a unidade básica dos seres vivos entendida como unidade morfológica e fisiológica dos organismos unicelulares. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>O ADN ( ácido desoxirribonucleico) é o suporte químico da informação genética e o controlador dos processos vitais em todos os organismos. </li></ul><ul><li>O ADN é constituído por nucleótidos que podem ser hidrolizados, decompondo-se num fosfato , num açúcar e em 4 bases azotadas . </li></ul><ul><li>O ADN constitui-se como uma sequência longa de nucleótidos que estão emparelhadas, formando uma longa cadeia dupla enrolada em espiral. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Os cromossomas comandam e coordenam toda a actividade celular e são responsáveis pela transmissão das características hereditárias. São, portantes, vectores de hereditariedade. Os cromossomas localizam-se no núcleo das células, sendo formados por uma cadeia única de ADN enrolada à volta de um suporte de proteínas. </li></ul><ul><li>Os seres humanos têm 23 pares de cromossomas: </li></ul><ul><li>22 pares de autossomas (os cromossomas do par que são comuns a ambos os sexos) </li></ul><ul><li>Um par de cromossomas sexuais , X e/ou Y. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Os genes existentes, em cada cromossoma, que informam para a mesma característica são designados por genes alelos . </li></ul><ul><li>Os genes são considerados unidades indivisíveis dos cromossomas onde se situam. Como unidade funcional do material genético, os genes condicionam as moléculas do RNA (ácido ribonucleico) e as proteínas utilizadas na constituição, no metabolismo e na reprodução celular. </li></ul><ul><li>O gene dominante é aquele que produz efeito mesmo que esteja presente em apenas um dos cromossomas do par. </li></ul><ul><li>O gene recessivo é aquele que só produz efeito quando está presente nos dois cromossomas do par. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Genótipo : </li></ul><ul><li>Qualquer dos aspectos hereditários que exercem uma influência causal no desenvolvimento do indivíduo. </li></ul><ul><li>Herança genética de um organismo. </li></ul><ul><li>Fenótipo: </li></ul><ul><li>Características observáveis de um determinado organismo que resultam da interacção entre o genótipo e o ambiente. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Preformismo </li></ul><ul><li>Segundo esta teoria o desenvolvimento do indivíduo está limitado à ampliação das estruturas que estão preexistentes no ovo. </li></ul><ul><li>No século XVIII, o naturalista suíço Charles Bonnet desenvolve esta concepção reafirmando que o desenvolvimento embrionário mais não era que a ampliação das características do homúnculo. </li></ul><ul><li>Esta teoria defende que o meio não tem qualquer influência no desenvolvimento das capacidades do indivíduo. </li></ul><ul><li>Hoje em dia, com os avanços nesta área, já é certo que esta teoria não passa disso mesmo , de uma teoria, pois já está comprovado que as capacidades do Homem se definem através dos genes e também do meio ambiente (pois se, o homem tem nos genes grandes capacidades, mas vive num meio em que não pode desenvolver as capacidades, então essas capacidades não são reveladas). </li></ul><ul><li>Epigénese </li></ul><ul><li>deriva do termo &quot;epigenético&quot; que significa &quot;o que acrescenta, ou o que está acima (além), da genética&quot;. A epigénese refere-se a tudo o que não é determinado pela genética, isto é, corresponde as modificações transmissíveis e reversíveis das expressões dos genes, mas que não impliquem modificações nas sequências de ADN. </li></ul><ul><li>Esta teoria é contrária ao Preformismo, pois nega a existência de estruturas </li></ul><ul><li>pré-formadas no ovo que mais tarde são desenvolvidos; afirma que as potencialidades que são desenvolvidas não são exclusivamente dependentes do código genético, mas também são influenciadas pelo meio ambiente. </li></ul><ul><li>Gaspar Wolff foi um dos biólogos fundadores da embriologia e negou o preformismo, recuperando a teoria da epigénese defendida por Aristóteles e William Harvey. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Charles Darwin </li></ul><ul><li>O biologista e naturalista Charles Darwin nasceu na Inglaterra e viveu de 1809 a 1882. Durante um período de cinco anos, ele colaborou com pesquisas realizadas nas costas e em ilhas da América do Sul, Austrália e Nova Zelândia. </li></ul><ul><li>Darwin começou interessar-se por história natural na universidade quando era estudante de Medicina e, depois, Teologia. A sua viagem de cinco anos a bordo do Beagle e os seus livros trouxeram-lhe reconhecimento como geólogo e fama como escritor. </li></ul><ul><li>As suas observações da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Selecção Natural . Consciente de que outros antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela, ele confiou-as apenas a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objecções. Contudo, a informação de que Alfred Russel Wallace tinha desenvolvido uma ideia similar forçou a publicação conjunta da teoria em 1858. </li></ul><ul><li>No seu livro de 1859, &quot;A Origem das Espécies&quot; ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de selecção natural. Esta tornou-se a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Filogénese: </li></ul><ul><li>A filogénese estuda a história da evolução humana, nomeadamente a constituição dos seres humanos como sujeitos cognitivos. A paleontologia humana, baseada em inúmeras investigações, afirma que os homens nem sempre tiveram a mesma constituição e capacidades. A explicação mais consensual é que a evolução da nossa constituição morfológica e funcional, foi feita em simultâneo com o desenvolvimento das nossas capacidades cognitivas (memória, linguagem e pensamento) e esta de forma articulada com o desenvolvimento das nossas realizações e capacidades técnicas. Todos estes factores de forma inter-relacionada contribuíram para gerarem a espécie que hoje somos. </li></ul><ul><li>        </li></ul><ul><li>Ontogénese : </li></ul><ul><li>O conhecimento é encarado como um processo de modificações e adaptações ao meio que desde o nascimento ocorre em todos os seres vivos. Segundo diversos autores, a ontogénese repete a filogénese, isto é, o desenvolvimento da humanidade é como que repetido no desenvolvimento de cada ser. </li></ul><ul><li>Jean Piaget (1896-1980), o criador desta abordagem científica do conhecimento (a Psicologia Genética), começou por estudar o modo como, em cada indivíduo se desenvolve a faculdade de raciocinar (abordagem genética) considerando, deste modo, que esta faculdade não está pré-constituída aquando do nascimento de uma criança. Chegou à conclusão de que na origem do conhecimento estaria um processo dinâmico em que há uma permanente interacção entre o sujeito e o objecto. </li></ul>Segundo a Lei da Recapitulação (Ernst Haeckel) , a ontogénese recapitula a filogénese, isto é, o embrião, ao desenvolver-se, reproduz os estádios da evolução da vida das espécies. A Lei da Recapitulação defende que o desenvolvimento do indivíduo depende apenas dos factores biológicos. Entre as várias críticas à Lei da Recapitulação, destaca-se a que afirma que o desenvolvimento do indivíduo depende da interacção entre os factores genéticos e os factores ambientais, condição da adaptação dos seres ao meio.
  15. 16. <ul><li>Ao tratarmos a questão do Preformismo e Epigénese, referimo-nos a factores ambientais que interferem no desenvolvimento. A sua influência faz-se sentir porque os organismos vivos e em particular o ser humano, funcionam como sistemas abertos que estão em intercâmbio permanente com o meio. Estas trocas são a condição do seu desenvolvimento e manutenção equilibrada . </li></ul><ul><li>O homem é um sistema aberto, pois está constantemente a trocar informações com o meio ambiente, inclusive a nível biológico. Um e outro produzem­se mediante as trocas estabelecidas. O homem é, portanto, sensível ao meio, integrando a sua influência. É nele que se desenrolam as experiências e aprendizagens, à custa das quais evolui e consegue renovadas formas de actuação. Tudo o que necessita de se relacionar com o meio para se manter pode ser considerado como sistema aberto. Porém, a intensidade e volume de trocas não é idêntica em todas as espécies vivas. </li></ul><ul><li>O etologista Konrad Lorenz introduziu o termo programa aberto para dar relevo ao intercâmbio que o homem tem que estabelecer com o meio [sequência de comportamentos a definir pela interacção entre património genético, meio ambiente e disponibilidade de aprendizagem]. </li></ul><ul><li>A generalidade dos animais comporta-se segundo programas fechados, isto é, dispõem de uma predefinição rígida de condutas que actualizam, de modo inato [sequência organizada de comportamentos rígidos predefinidos no património genético da espécie e actualizados por mecanismos inatos]. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>A neotenia é a manutenção de características juvenis na idade adulta. </li></ul><ul><li>Possuir carácter neoténico significa: </li></ul><ul><li>Que o desenvolvimento se processa lentamente, o que provoca atrasos na maturidade de competências adequadas ao desempenho de papéis próprios do adulto. </li></ul><ul><li>Que a maturação nunca está completamente terminada, continuando a pessoa a manter características próprias da idade juvenil. </li></ul><ul><li>Que ao chegar à idade adulta a pessoa continua aberta a aprendizagens para melhor se adaptar às situações. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>O sistema nervoso regula todo o funcionamento do organismo, é responsável tanto pelas nossas acções voluntárias conscientes como pela actividade automática inconsciente das múltiplas vísceras corporais e, como se ainda fosse pouco, encarrega-se das relações com o meio exterior e constitui a sede das actividades intelectuais: controla por completo a nossa vida. </li></ul>
  18. 19. Meio Ambiente Meio Ambiente Entrada Estímulos Processamento da informação e coordenação Saída Resposta <ul><li>Recebidos pelos </li></ul><ul><li>Mecanismos de recepção ou receptores </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>Órgãos receptores </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>Órgãos dos sentidos: </li></ul><ul><li>Pele, nariz, língua, ouvidos, olhos </li></ul><ul><li>Sentido cinestético </li></ul><ul><li>Sentido de equilíbrio </li></ul><ul><li>Sentido de orientação </li></ul><ul><li>Orgãos que recebem os estímulos do meio. </li></ul><ul><li>Efectuado pelos </li></ul><ul><li>Mecanismos de conexão, de coordenação ou de processamento </li></ul><ul><li>situados no centro coordenador, no sistema nervoso (central ou periférico) </li></ul><ul><li>As funções do sistema nervoso são: </li></ul><ul><li>interpretar as informações que provêm dos mecanismos de recepção; </li></ul><ul><li>decidir e coordenar as respostas que os mecanismos de reacção realizarão. </li></ul>Efectuada pelos Mecanismos de reacção ou efectores = Órgãos Efectores = Músculos e Glândulas Estes órgãos concretizam as ordens que são dadas pelo sistema nervoso. Ex: Andar, sorrir, ler, escrever, falar, correr, etc.
  19. 20. O Sistema Nervoso Sistema nervoso central Sistema nervoso periférico Espinal Medula Cérebro ou Encéfalo Somático Autónomo Simpático Parassimpático
  20. 21. <ul><li>O sistema nervoso autónomo ou vegetativo tem a missão de controlar de forma automática e inconsciente, ou seja, sem que dependa da vontade e sem que o notemos. </li></ul><ul><li>Há duas partes do sistema autónomo bem diferenciadas e complementares, pois têm funções contrapostas, acções antagónicas que permitem manter um equilíbrio delicado na adaptação do organismo às várias situações com as quais nos confrontamos na vida quotidiana: </li></ul><ul><li>o sistema nervoso simpático , que se activa em situações de alerta </li></ul><ul><li>e o sistema nervoso parassimpático , que predomina nas situações de relaxamento e descanso. </li></ul>
  21. 23. <ul><li>O encéfalo é constituído por um conjunto de órgãos protegidos pela caixa craniana; </li></ul><ul><li>O principal órgão do encéfalo é o cérebro que caracteristicamente apresenta dois hemisférios, direito e esquerdo, ligados na base pelo corpo caloso, que coordena as actividades motoras e cognitivas. Cada hemisfério está dividido em lobos – occipital, parietal, temporal e frontal – e estes, por sua vez, apresentam fissuras e sulcos enrugados, designados por circunvalações. </li></ul>
  22. 25. conjunto de órgãos componentes do sistema nervoso central que se encontram no interior do crânio: cérebro, cerebelo e tronco encefálico encéfalo medula espinal situada no interior da coluna vertebral, estabelece a ligação dos centros nervosos superiores com o sistema nervoso periférico: conduz as ordens provenientes do encéfalo para os nervos que dela partem e os estímulos sensitivos provenientes do interior do organismo e do exterior para o encéfalo Nervos periféricos transmitem as ordens provenientes do sistema nervoso central aos órgãos encarregados de as efectuar (nervos motores) e conduzem os estímulos sensitivos procedentes do exterior e do interior do organismo para o sistema nervoso central (nervos sensitivos) cérebro controla toda a actividade voluntária, assim como a maior parte das funções automáticas inconscientes do organismo. e é a sede de todos os processos mentais cerebelo participa no controlo do equilíbrio corporal e modula os movimentos voluntários sistema nervoso autónomo regula de forma automática e inconsciente diversas funções corporais, tais como a manutenção da temperatura corporal, a respiração e a digestão
  23. 26. Todos os componentes do sistema nervoso, desde o sofisticado cérebro até ao nervo mais simples, são formados por células especializadas, os neurónios ; Estes constituem uma intrincada rede e estão intimamente relacionados entre si, pois das suas interconexões depende o funcionamento do sistema. As células nervosas têm diversos tamanhos e aspectos, mas todas têm um corpo celular ou soma do qual partem prolongamentos peculiares encarregues de receber e transmitir impulsos nervosos de e para outros neurónios; As dendrites, ramificações arborescentes e curtas que recebem os estímulos procedentes de outras células nervosas, e o axónio ou cilindroeixo, um prolongamento único e de comprimento variável que acaba em minúsculas ramificações (telodendrites) e é responsável pela transmissão dos impulsos a outras células nervosas.
  24. 27. <ul><li>O impulso nervoso não se transmite aos neurónios adjacentes por contacto directo, mas através duma conexão especial denominada sinapse . </li></ul><ul><li>As ramificações do axónio terminam muito perto das dos neurónios adjacentes, mas sempre separadas por um espaço estreito, a fenda sináptica . </li></ul><ul><li>O impulso nervoso atravessa esse espaço por intermédio de substâncias químicas denominadas neurotransmissores. </li></ul><ul><li>Ramificações finas – as dendrites - prolongam-se para o exterior recebendo as mensagens dos neurónios vizinhos, conduzindo-as  para o corpo celular. O número de dendrites, que pode atingir as centenas, varia segundo o tipo de neurónio. </li></ul><ul><li>O axónio é a fibra principal de saída - a sua extensão pode variar entre escassos milímetros e um metro - que se prolonga a partir do corpo celular e que termina em ramificações chamadas terminais axónicas ou telodendrites. Nas extremidades destas situam-se os botões ou bolbos. </li></ul><ul><li>Alguns axónios estão cobertos por uma camada de substância branca de matéria gorda, a bainha de mielina, que permite uma mais rápida transmissão da mensagem. Outros são apenas constituídos pela substância cinzenta. Para o neurónio manter a sua actividade e assegurar as suas funções tem de ser alimentado com oxigénio e glicose. </li></ul><ul><li>São as células gliais ou células de glia que alimentam, isolam e controlam o crescimento dos neurónios. A interrupção da alimentação do neurónio provoca a sua morte. </li></ul><ul><li>Todos os neurónios estão presentes no momento do nascimento. O desenvolvimento físico provoca o crescimento dos neurónios que aumentam de tamanho. Contudo, diferentemente das outras células do corpo, os neurónios não se dividem nem se reproduzem, sendo portanto insubstituíveis. </li></ul>
  25. 29. Estímulo (picada da agulha) Resposta (afastamento da mão) Transmissão da informação ao nervo sensorial Transmissão da informação à Espinal Medula que interpreta a mensagem e “decide” a resposta que o organismo efectuará Transmissão da ordem ao nervo motor Transmissão da mensagem ao órgão efector : Músculos responsáveis pelo movimento da mão e do braço Contacto da agulha com o órgão receptor : a pele
  26. 31. <ul><li>Refere-se ao conjunto de alterações estáveis na estrutura do cérebro que acompanham a experiência. Não diz respeito apenas a eventos externos ao organismo, mas também à resposta a eventos internos, como os efeitos hormonais, lesões e genes alterados. </li></ul>
  27. 32. <ul><li>Abarca os diversos processos que conduzem à mudança; </li></ul><ul><li>É determinada pela idade, apesar de ocorrer durante todo o percurso de vida, os diferentes tipos de plasticidade dominam em certos períodos; </li></ul><ul><li>Acompanha o desenvolvimento cerebral normal; </li></ul><ul><li>Ocorre como um mecanismo adaptativo de compensação de funções perdidas ou maximização de funções diminuídas em consequência de uma lesão cerebral(função vicariante ou de suplência); </li></ul><ul><li>O meio ambiente desempenha um papel fundamental na plasticidade. </li></ul>
  28. 33. <ul><li>A função vicariante ou de suplência do cérebro; </li></ul><ul><li>Uma mesma função exige, em muitos casos, a contribuição de diversas áreas. A complexidade de determinadas funções exige a participação conjugada de diversas áreas do cérebro (sincronização e integração de funções) </li></ul>
  29. 35. O metencéfalo ou cérebro posterior O mesencéfalo ou cérebro médio O protencéfalo ou cérebro anterior Região na base do encéfalo que o liga à espinal medula. É a parte mais antiga do cérebro. <ul><li>Constituída por 3 partes: </li></ul><ul><li>o cerebelo </li></ul><ul><li>o bolbo raquidiano </li></ul><ul><li>a protuberância </li></ul>A parte do nosso cérebro onde se coordena a informação visual e auditiva, onde se regista a sensação de dor, onde se situa a formação reticular A região mais ampla e mais complexa. Contém os centros nervosos dos processos mentais mais complexos <ul><li>Constituída por: </li></ul><ul><li>Tálamo </li></ul><ul><li>Hipotálamo </li></ul><ul><li>Sistema límbico </li></ul><ul><li>Cérebro </li></ul>
  30. 36. Responsável pela coordenação postural tanto durante o estado de descanso quanto em actividade; pelos reflexos e movimentos voluntários, age ainda, no sistema muscular sendo responsável pelo tônus muscular estabelece comunicação entre o cérebro e a espinal medula, é um órgão condutor dos impulsos nervosos Serve como condutor das informações dos nervos
  31. 37. Formação reticular é uma parte do cérebro que é envolvida em acções como o ciclo de despertar/sono e a filtragem de estímulos sensoriais para discriminar os estímulos relevantes dos estímulos irrelevantes. A sua função principal é activar o córtex cerebral.
  32. 38. Todas as mensagens sensoriais, com excepção das provenientes dos receptores do olfacto, passam pelo tálamo antes de atingir o córtex cerebral. O tálamo actua como estação retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. Ele é responsável pela condução dos impulsos às regiões apropriadas do cérebro onde eles devem ser processados. O tálamo também está relacionado com alterações no comportamento emocional; que decorre, não só da própria actividade, mas também de conexões com outras estruturas do sistema límbico (que regula as emoções). O Hipotálamo faz a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino, actuando na activação de diversas glândulas endócrinas. É ele que controla a temperatura corporal, regula o apetite e o balanço de água no corpo, o sono e está envolvido na emoção e no comportamento sexual. Tem amplas conexões com as demais áreas do protencéfalo e com o mesencéfalo. Aceita-se que desempenha um papel nas emoções. o sistema límbico é a unidade responsável pelas emoções. É uma região constituída por neurónios, células que formam uma massa cinzenta denominada de lobo límbico. Engloba a amigdala(agressividade, centro de alerta,) o hipocampo, (memória) o tálamo, o hipotálamo, entre outros. O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio. É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo. Quando cortado, o cérebro apresenta duas substâncias diferentes: uma branca, que ocupa o centro, e outra cinzenta, que forma o córtex cerebral. O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. Cada uma delas controla uma actividade específica. A presença de grande áreas cerebrais relacionadas ao controle da face e das mãos explica por que essas partes do corpo têm tanta sensibilidade. No córtex estão agrupados os neurónios.
  33. 39. <ul><li>A unidade funcional do cérebro … </li></ul><ul><li>O sentido do olfacto possui, através do nervo olfactivo, ligação directa ao sistema límbico e à memória. É por isso que certos cheiros nos podem trazer à memória, numa fracção de segundos, uma recordação muito viva. </li></ul>
  34. 40. Hemisfério esquerdo Hemisfério Direito
  35. 41. <ul><li>COMANDA O CORPO COM O HEMISFÉRIO CEREBRAL DIREITO OU ESQUERDO? </li></ul><ul><li>Entrelace as mãos - qual o polegar que ficou por cima? </li></ul><ul><li>Cruze os braços - qual o braço que ficou por cima? </li></ul><ul><li>Cruze as pernas - qual a perna que ficou por cima? </li></ul><ul><li>Espreite através de um tubo de um rolo de cozinha - qual o olho que utiliza? </li></ul><ul><li>Dê um chuto numa bola - qual o pé que utiliza? </li></ul>
  36. 42. <ul><li>O hemisfério cerebral direito comanda o lado esquerdo do corpo e vice-versa. </li></ul><ul><li>Normalmente temos um lado preferido do corpo, embora não para todos os aspectos. </li></ul>
  37. 43. LINGUAGEM e OPERAÇÕES LÓGICAS CRIATIVIDADE, EMOÇÃO e ESPAÇO
  38. 45. <ul><li>Lobo temporal- cuja zona superior recebe e processa informação auditiva. As áreas associativas deste lobo estão envolvidas no reconhecimento, identificação e nomeação dos objectos. </li></ul><ul><li>- Lobo frontal- é o córtex motor primário, associado ao movimento de mãos e da face. As funções associativas deste lobo estão relacionadas com o planeamento. </li></ul><ul><li>- Lobo parietal- é o córtex somato-sensorial primário, recebe informação através do tálamo sobre o toque e a pressão. A nível associativo este lobo é responsável pela reacção a estímulos complexos. </li></ul><ul><li>- Lobo occipital- recebe e processa informação visual. As suas áreas associativas estão relacionadas com a interpretação do mundo visual e do transporte da experiência visual para a fala. </li></ul>
  39. 46. <ul><li>30 segundos para encontrar, dentro de cada uma das seguintes categorias, o número máximo de palavras: </li></ul><ul><li>• animais começados por F </li></ul><ul><li>• frutos ou legumes começados por C </li></ul><ul><li>• países começados por P </li></ul>Exercício 1
  40. 47. <ul><li>Enumerar palavras nas seguintes categorias: </li></ul><ul><li>• países cujo nome termina com a letra S </li></ul><ul><li>• ferramentas cujo nome termina com a letra E </li></ul><ul><li>• frutos cujo nome termina com a letra O </li></ul>
  41. 48. <ul><li>LOBO FRONTAL </li></ul><ul><li>controla todo o pensamento e o comportamento voluntários, como os actos de andar, falar e solucionar problemas, além de alguns aspectos das emoções. </li></ul><ul><li>ÁREA DE WERNICKE e DE BROCA </li></ul><ul><li>É a zona onde convergem os lobos occipital, temporal e parietal e que desempenha um papel muito importante na produção de discurso. É esta área que nos permite compreender o que os outros dizem e que nos faculta a possibilidade de organizarmos as palavras sintacticamente correctas. Área de Broca localiza-se na 3ª circunvalação do lobo frontal esquerdo. </li></ul>Consultar: http ://emmyuehara.blogspot.com/
  42. 49. <ul><li>Seguimos uma espécie de regras não escritas quando ordenamos palavras por categorias. </li></ul><ul><li>Utilizamos as regras quando temos de ir procurar alguma coisa à nossa memória-armazém. </li></ul><ul><li>O exercício b) é mais difícil do que o exercício a), </li></ul><ul><li>pois usualmente ordenamos as palavras pela </li></ul><ul><li>primeira letra. O lobo frontal desenvolve as </li></ul><ul><li>estratégias, enquanto que as palavras estão </li></ul><ul><li>localizadas na área da linguagem de Wernicke , </li></ul><ul><li>no lobo temporal. </li></ul>
  43. 50. <ul><li>Resolva o seguinte problema: </li></ul><ul><li>Cinco jovens vão fazer uma corrida. A Linda chegou à meta antes da Ana, mas depois da Natacha. A Cecília chegou antes da Maria, mas depois da Ana. Qual a ordem pela qual as jovens chegaram à meta? </li></ul>
  44. 51. <ul><li>Utilizamos os lobos frontais para raciocinar </li></ul><ul><li>e resolver problemas </li></ul>
  45. 52. O lobo pré-frontal tem como funções decidir que sequências de movimento activar e em que ordem, e avaliar o seu resultado. As suas funções parecem ainda incluir o pensamento abstracto e criativo, a fluência do pensamento e da linguagem, respostas afectivas e capacidade para ligações emocionais, julgamento social, vontade e determinação para acção e atenção selectiva.
  46. 53. <ul><li>LINGUAGEM RIMA COM... VIAGEM </li></ul><ul><li>Descobrir palavras para rimar com aquelas que são apresentadas: </li></ul><ul><li>a) Era uma vez uma velha que foi mordida por uma... </li></ul><ul><li>b) No fim da estrada estava uma vaca... </li></ul><ul><li>c) O rolo da cozinha rola o menino foi para a… </li></ul>
  47. 54. <ul><li>Quando falamos, ouvimos ou escrevemos, utilizamos os lobos temporais. Existem duas áreas linguísticas importantes num dos lobos temporais – tipicamente situadas no lobo temporal esquerdo. Uma das áreas possui maior significado para o aspecto gramatical da linguagem, enquanto que a outra trabalha com o sentido das palavras. Os lobos temporais são ainda determinantes para a aprendizagem e para a memória. De resto, as sensações de estarmos a passar por algo que já vivemos - o chamado déjà-vu - podem ser provocadas através de estímulos eléctricos aplicados aos lobos temporais . </li></ul>
  48. 56. <ul><li>Às vezes, as nossas impressões visuais podem ser de tal modo enganadoras que temos dificuldade em avaliar as distâncias, as cores e as dimensões. Estes fenómenos designam-se como ilusões ópticas. Ainda há muita coisa que desconhecemos relativamente aos processos que nos causam ilusões ópticas - uma parte desses processos provavelmente ocorre nos lobos occipitais . </li></ul>
  49. 57. <ul><li>Um aluno fecha os olhos e o outro apresenta-lhe um objecto que ele terá de identificar tocando-lhe com as costas das mãos. </li></ul>
  50. 58. <ul><li>Quando sentimos dor, frio ou calor ou quando tocamos num tecido de seda ou numa folha de lixa, os sinais transmitidos pelas células sensoriais são, em primeiro lugar, recebidos em zonas especiais dos lobos parietais. Daqui são depois enviados para outras áreas relevantes do cérebro. As nossas células sensoriais não estão uniformemente distribuídas por todo o corpo. Podemos, por exemplo, sentir pormenores com os dedos que as costas não conseguem registar. Possuímos um lobo parietal esquerdo e um lobo parietal direito. </li></ul><ul><li>Também utilizamos os lobos parietais quando nos orientamos e quando associamos, por exemplo, uma paisagem de praia com as nossas férias de Verão. </li></ul>
  51. 59. <ul><li>Cada lobo tem duas áreas com funções diferentes: </li></ul><ul><li>Áreas sensoriais (primárias ou de projecção) – recebem e emitem informações sensoriais (visuais, auditivas, dor, frio, calor) e motoras (ordens para os músculos efectuarem os movimentos). </li></ul><ul><li>Áreas psicossensoriais (secundárias ou de associação) – interpretam, coordenam e organizam as informações recebidas pelas áreas sensoriais, relacionando-as com informações da memória. </li></ul>
  52. 60. <ul><li>Lesões nas áreas primárias – os indivíduos não recebem os estímulos ( não ver, não ouvir, etc.) </li></ul><ul><li>Lesões nas áreas secundárias – os indivíduos recebem os estímulos, mas não consegue interpretá-los. </li></ul>
  53. 61. A criança selvagem é uma criança que cresceu e se desenvolveu fora da sociedade, fora da cultura, fora da civilização, por vezes sozinha ou na companhia de animais, mas sempre longe dos modelos humanos e das relações sociais. São aquelas que sobrevivem por si mesmas, ou que efectivamente parecem ter sido criadas e auxiliadas por animais, ou as crianças que cresceram em clausura, confinadas ao isolamento. Estas revelam poucos progressos no seu desenvolvimento. Uma vez recolhidas estas crianças revelam aspectos em comum: acentuado autismo, ausência total ou parcial de bipedismo, grande desenvolvimento muscular dos membros superiores, acuidade visual nocturna e capacidades olfactivas superiores às dos humanos baseadas em sons dos animais, preferência por alimentos crus e pela companhia de animais domésticos, reduzida expressão facial, insensibilidade ao frio e ao calor ambiental.  

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