A SALVAÇÃO DE DEUS É PARA TODOS

INTRODUÇÃO:

      Queridos irmãos e irmãs...

      Segundo o Calendário Litúrgico hoje ...
cerimônias de admissão ao clube. Por essa época, um grande navio
             naufragou ao largo da costa, e as tripulaçõe...
5 darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um
       nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno ...
MENSAGEM

      Vejamos o que nos diz o texto...

      A essa comunidade desiludida e decepcionada, o profeta anuncia que...
nos acostumarmos com o “Bônus” da vida cristã, e nos esquecermos do
     “Ônus” – trabalho missionário (um trabalho que in...
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A salvação de deus é para todos 14 08 2005 -13º dom após o pentecostes - culto matutino

  1. 1. A SALVAÇÃO DE DEUS É PARA TODOS INTRODUÇÃO: Queridos irmãos e irmãs... Segundo o Calendário Litúrgico hoje é o 20º Domingo do Tempo Comum e o 13º Domingo após o Pentecostes. O Lecionário nos propõe as seguintes leituras bíblicas: 1ª Leitura: Is 56:1-7; 2ª Leitura: Rm 11:13-15 e 29-32 e o Evangelho: Mt 15:21-28. O tema abordado por estes textos é o da Universalidade da Salvação. Ou seja, a salvação é um dom de Deus para todos. Infelizmente, desde a muito tempo o egoísmo tem dominado os homens, ao ponto de elaborarem “Teologias” que excluem o outro. Ao invés de uma religião includente, o que vemos são ações excludentes. Quando Deus Chamou a Abraão, lhe deu uma tarefa e uma benção: ...sai da tua terra... e vai para onde eu te mando (tarefa)... em ti serão benditas todas as nações da terra (benção). No decorrer do tempo, Israel se esqueceu desse fato. Foi desenvolvendo uma teologia nacionalista e exclusivista. Perderam o foco. Saíram da visão inicial dada por Deus.Esqueceram-se que Deus os levantou (chamou, vocacionou,....) para serem instrumento de salvação dos povos. Gostaria de partilhar uma ilustração de Theodore Weldel, intitulada : “O Posto de Salvamento”. Numa perigosa costa, onde naufrágios são freqüentes, havia, certa vez, um tosco, pequeno posto de salvamento. O prédio não passava de uma cabana, e havia um só barco salva-vidas. Mesmo assim, os membros, poucos e dedicados, saíam dia e noite, procurando incansavelmente pelos perdidos. Muitas vidas foram salvas por este maravilhoso pequeno posto, de modo que acabou ficando famoso. Algumas das pessoas que haviam sido salvas, além de várias outras residentes nos arredores, queriam associar-se ao posto e contribuir com o seu tempo, dinheiro e esforço para manter o trabalho de salvamento. Novos barcos foram comprados e novas tripulações treinadas. O pequeno posto de salvamento cresceu. Alguns membros do posto de salvamento estavam descontente com o fato de o prédio ser tão tosco e tão parcialmente equipado. Achavam que um lugar mais confortável deveria servir de primeiro refúgio aos náufragos salvos. Assim, substituíram as macas de emergência por camas e puseram uma mobília melhor no prédio, que foi aumentado. Agora, o posto de salvamento tornou-se um popular lugar de reunião para seus membros. Deram-lhe uma bela decoração e o mobiliaram com requinte, pois o usavam como uma espécie de clube. Agora, era menos o número de membros ainda interessados em sair ao mar em missões de salvamento. Assim, tripulações de barcos salva-vidas foram contratadas para fazer este trabalho. O motivo predominante na decoração do clube ainda era o salvamento de vidas, e havia um barco salva-vidas litúrgico na sala em que eram celebradas as
  2. 2. cerimônias de admissão ao clube. Por essa época, um grande navio naufragou ao largo da costa, e as tripulações contratadas trouxeram barcadas de pessoas com frio, molhadas e semi-afogadas. Elas estavam sujas e doentes, e algumas delas eram de pele preta ou amarela. O belo e novo clube estava em caos. Por isso, o comitê responsável pela propriedade imediatamente mandou construir um banheiro do lado de fora do clube, onde as vítimas de naufrágios pudessem se limpar antes de entrar. Na reunião seguinte, houve uma cisão entre os membros do clube. A maioria dos membros queria suspender as atividades de salvamento por serem desagradáveis e atrapalharem a vida social normal do clube. Alguns membros insistiram em que o salvamento de vidas era seu propósito primário e chamaram a atenção para o fato de que eles ainda eram chamados de “posto de salvamento”. Mas por fim estes membros foram derrotados na votação. Foi-lhes dito que, se queriam salvar as vidas de todos os vários tipos de pessoas que naufragassem naquelas águas, eles poderiam iniciar seu próprio posto de salvamento mais abaixo naquela mesma costa. E foi o que fizeram. Com o passar dos anos, o novo posto de salvamento passou pelas mesmas transformações ocorridas no antigo. Acabou tornando-se um clube, e mais um posto de salvamento foi fundado. A história continuou a repetir-se, de modo que, quando se visita aquela costa hoje em dia, encontram-se vários clubes exclusivos ao longo da praia. Naufrágios são freqüentes naquelas águas, mais a maioria das pessoas morre afogada! Assim como as pessoas do Posto de Salvamento; e o povo de Israel, corremos o risco de perder a visão inicial. Deus nos chamou para incluirmos pessoas no seu Reino. Não para julgarmos e expulsá-las. Para compartilhar sobre este tema: convido-os a refletir sobre o texto da 1ª Leitura: Is 56:1-7. Vejamos o que nos diz o texto sagrado. TEXTO: Is 56:1-7 1 Assim diz o SENHOR: Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, prestes a manifestar-se. 2 Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal. 3 Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. 4 Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança,
  3. 3. 5 darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. 6 Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, 7 também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. CONTEXTO: Estamos no período pós-exílico. Uma época não muito fácil, pois aqueles que retornaram para Jerusalém estavam desiludidos. Eis aí o porque a tarefa da reconstrução apresenta-se demorada e difícil. O país está arruinado, as cidades destruídas e desabitadas, os campos incultos e abandonados. Os ricos bem depressa começam a oprimir os pobres e a esmagar os humildes. Do ponto de vista religioso, o ambiente caracteriza-se pela incompreensão dos planos de Deus, pelo ceticismo e desconfiança, por um culto meramente exterior e pelo retorno às práticas idolátricas. Nesta fase, desempenham um papel fundamental o sacerdote Josué e o governador Zorobabel, responsáveis pelos trabalhos de reconstrução do Templo. Como é que os regressados a Jerusalém se relacionam, nesta fase, com os outros povos? Alguns textos da época manifestam um fechamento cada vez mais acentuado que culminará na política xenófoba de Esdras e Neemias, na segunda metade do séc. V a.C. (os casamentos mistos entre judeus e estrangeiros são anulados e proibidos – cf. Esd 9,1-10,44; Nee 13,23-31). Não podemos situar exatamente, em termos cronológicos, o texto que nos é proposto. Provavelmente, ele aparece nos primeiros decénios após o exílio, quando a comunidade discute se os eunucos e os estrangeiros devem ou não integrar a comunidade do Povo de Deus (cf. Is 56,3). De qualquer forma, o texto leva-nos coloca-nos, sem dúvida, nesse ambiente – rico de desafios, mas cheio de contradições – da época pós-exílica.
  4. 4. MENSAGEM Vejamos o que nos diz o texto... A essa comunidade desiludida e decepcionada, o profeta anuncia que está para chegar um tempo novo. O que caracterizará essa nova era é a presença na comunidade do Povo de Deus da salvação e da justiça. A comunidade precisa, no entanto, de preparar-se para receber o dom de Deus. Como? Guardando o direito e praticando a justiça (“mishpat” e “zedaqa” – as decisões justas dos tribunais, que fundamentam uma reta ordem social). Até aqui, a “promessa” não apresenta nada de verdadeiramente novo. A “justiça” foi pregada e anunciada, vezes sem conta (com estas mesmas palavras ou com outras semelhantes), por todos os profetas de Israel… A verdadeira novidade aparece a seguir… A salvação que Deus vai oferecer não se destina apenas a Israel, mas também aos estrangeiros. Trata-se de uma espantosa revolução no universo religioso do Povo de Deus. É o próprio Deus que quer oferecer a sua salvação a todos os povos, inclusive aos estrangeiros. O que é necessário aos estrangeiros para entrarem na comunidade do Povo de Deus? Duas coisas: “guardarem o sábado, sem o profanarem” e serem “fiéis à Aliança”. Serão, então, membros de pleno direito da comunidade do Povo de Deus. Participarão plenamente na vida litúrgica do Povo de Deus e o próprio Deus os conduzirá ao Templo, onde poderão oferecer holocaustos e sacrifícios, como os israelitas. O Templo não será, então, um condomínio fechado a que só Israel tem acesso, mas será a “casa de oração para todos os povos”. APLICAÇÃO PASTORAL Das várias lições que podemos tirar deste texto, gostaria de destacar as seguintes: 1ª) A salvação de Deus é para todos. Não deve haver espaço em nossa teologia para excluir o outro. Pelo contrário somos desafiados a ser, como o novo Israel de Deus, um instrumento para a salvação de todos os povos. Precisamos vencer certos conceitos e preconceitos. 2ª) Num tempo onde o povo de Deus perdeu a visão clara de sua missão, ser benção para todos os povos, o profeta desafia a retomar o caminho. Ou seja, acolher o estrangeiro, se ele se render ao SENHOR, como parte do povo santo. O que determina se ele faz parte do povo de Deus ou não, é sua submissão ao SENHOR e não sua raça, cultura ou posição social. 3ª) Ainda que seja muito bom usufruir da benção de ser parte do povo de Deus, não podemos nos esquecer de nossa tarefa missionária. Tal como os participantes do Posto de Salvamento, somos chamados a “salvar vidas”, e não a curtirmos as benesses do Posto. Devemos tomar cuidado para não
  5. 5. nos acostumarmos com o “Bônus” da vida cristã, e nos esquecermos do “Ônus” – trabalho missionário (um trabalho que inclui os excluídos) Lembremo-nos: A SALVAÇÃO DE DEUS É PARA TODOS. Rev. Paulo Dias Nogueira Igreja Metodista Central de Piracicaba Culto Matutino – 14/08//2005

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