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Da mesma forma, as seguintes pessoas aderiram a esta proposta:- Alejandro Dausá, teólogo, Cuba- Abraham Colque, teólogo, B...
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Manifiesto por uma Educação Teológica de Qualidade

  1. 1. Para una educación teológica de calidad en América Latina y el Caribe SERVIÇOS PEDAGÓGICOS E TEOLÓGICOS POR UMA EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DE QUALIDADE MANIFESTO 1. Para promover um debateSomos pessoas comprometidas com a educação teológica (ET) a partir da diversidade denossas práticas: seja a partir da realidade da sala de aula ou da igreja, da universidade ouda educação não formal, da pesquisa ou do compromisso político, da teologia como dasciências da religião, desde algum lugar de Abya Yala1 o de outros espaçoscomprometidos com esta realidade.Redigimos este manifesto, um conjunto de convicções tanto abertas quanto desafiadoras, Um conjunto dee nos comprometemos a enriquecer o debate sobre a ET com todos os interlocutores convicções abertas e provocadoraspossíveis, sem colocar um marco teórico definitivo nem muito menos normativo. antes que um marco teóricoDepois de esclarecer o que entendemos por ET (seção 2), justificamos o uso que definitivo ou normativofazemos da palavra “qualidade” (3) dentro dos desafios que nos apresenta a situaçãoatual (4), relacionando-a com a qualidade de vida (5), cada vez mais ameaçada em nossaAbya Yala. Concebemos a ET como uma prática inscrita tanto dentro da missão cristã (6)como dentro da educação em geral (7), buscando a maneira em que ambas as esferaspossam responder à luta por uma vida plena para todos. A ET como esforço sistemático erigoroso requer a abordagem crítica da teologia e da pedagogia, assim como o auxílio demuitas outras disciplinas. Vamos assinalar algumas características de uma teologia (9) ede uma pedagogia (10) de qualidade a partir de um paradigma (8) que as configura desdeum marco libertador e ao mesmo tempo intercultural. Finalmente relacionaremos algumasdas particularidades de uma ET de qualidade (11) com as instituições (12) nas quais sepode realizá-la, sugerindo possíveis usos desse manifesto (13). 2. O que entendemos por educação teológicaEntendemos a ET como parte da missão da Igreja de anunciar e antecipar o reinado deDeus na história. Trata-se de uma modalidade particular de educação ligada àaprendizagem criativa, organizada e crítica de quem reflete sobre sua fé — isto é, quefazem teologia — desde a diversidade de seus dons e ministérios. A ET se diferencia deoutras tarefas próprias da comunidade cristã, tais como a iniciação na fé, a catequese, aliturgia, a proclamação do Evangelho e a diaconia, porém também se apóia nelas.Propomos uma ET aberta a todas as pessoas crentes, que seja permanente ao longo de1 Dado o viés colonial e eurocêntrico das expressões “América” e “latina”, nos juntamos às pessoasque há algumas décadas utilizam a expressão kuna “Abya Yala” para referir-se simbolicamente àAmérica Latina e ao Caribe. No idioma dos Kuna, uma etnia do Panamá e Colômbia, Abya Yalasignifica “terra madura” ou segundo alguns “terra viva” ou ainda “terra em florescimento”. 1
  2. 2. sua existência, incidindo em diferentes âmbitos e graus de especialização. Para tanto, aET dialogará com as práticas políticas, as expressões culturais e as ciências quedefendem a vida em todos seus aspectos. Reivindicamos uma ET articulada a umateologia “jesuânica”, elaborada desde uma igreja não centrada em si mesma, masorientada ao reinado de Deus.Vislumbramos uma ET ao serviço da promoção e da defesa da vida, que seja contextual, Por uma ET desdeaberta, dialogal, transformadora, interdisciplinar e intercultural, que assuma e que vá mais a fé cristã, mas em diálogoalém das tradições e culturas, assim como dos modelos pastorais e educativos interreligioso eparticulares. Queremos que a ET, além de estar a serviço das igrejas, se deixe interpelar interculturaltambém pelas teologias explícitas ou implícitas das tradições religiosas e culturaisancestrais e contemporâneas de Abya Yala. Assim nos referimos a uma ET assumidadesde a fé cristã, porém num contexto e numa perspectiva interreligiosos. 3. Por que falamos de qualidade em educação teológicaNeste mundo globalizado, a palavra “qualidade” é muito usada e em sentidos bemdiversos. Em todos os tempos e lugares, a humanidade buscou definir o que seria uma“educação boa”, porém a maneira de abordá-la de acordo com a qualidade está históricae culturalmente condicionada. Na década de 1980, os neoliberais impuseram o discursoda qualidade à educação e a outras práticas sociais, assimilando-o à busca de“excelência” ou de “qualidade total” no campo empresarial. Uma das pretensões destavisão consiste em separar arbitrariamente o técnico do político, como se o educativopudesse estar isolado de seu entorno social. Ainda assim, apesar de nossa crítica,assumimos alguns dos desafios propostos pela corrente da qualidade. Queremos nos Apesar de suaapropriar desta linguagem e de suas exigências, e redimensioná-las desde uma carga ideológica,perspectiva ética, política e teológica, pensando que será um benefício para nossas adotamos a noção de “qualidade”experiências de ET e para nossas igrejas. como uma exigênciaEm teologia não se fala muito de qualidade. Para fazê-lo, particularmente desde Abya provocadoraYala, teremos que assumir e superar várias tensões e contradições. A qualidade cristã,seguindo o exemplo de Jesus: - integra a Palavra inspiradora e transformadora (Pneuma) com o discurso normativo (Logos), - assume a tensão criativa entre a fé do Povo de Deus e a sofisticação do discurso sobre la fé, - nutre-se tanto da luta transformadora e do silêncio como da mística, - transita entre culturas com racionalidades emergentes e a herança de uma cultura e uma racionalidade dominantes, - sabe que “a verdade se faz” e que ela corre sempre o risco de estar “aprisionada na injustiça”.Buscar a qualidade na reflexão teológica implica combinar de maneira criativa a busca darelevância da teologia no contexto da realidade mais urgente de Abya Yala em relaçãocom a pertinência de uma disciplina que tem identidade e exigências epistemológicaspróprias. 4. A vulnerabilidade da educação teológica exige de nós maior responsabilidade 2
  3. 3. Em Abya Yala é crucial responder pela qualidade de nossa tarefa, sobretudo na educação Em Abya Yala ésuperior, pois é cada vez mais difícil justificar a existência da ET por si mesma: crucial responder pela qualidade da ET, pois é cada vez - as igrejas nos questionam a propósito do serviço real que lhes prestamos; mais difícil - os movimentos sociais nos exigem explicitar a relação que temos com suas lutas; justificá-la por si mesma - as culturas ancestrais e emergentes nos questionam sobre nossa cumplicidade com um passado colonial e um presente às vezes neocolonial, que incidem na forma de aprender, ensinar e investigar; - as instâncias educativas, tanto acadêmicas como populares, nos exigem prestar contas de nossa pedagogia e nossa didática; - os Estados, através dos respectivos ministérios de educação, impõem a nossas instituições requisitos formais cada vez mais exigentes para outorgar-lhes o reconhecimento do grau universitário; - as agências de financiamento nos reclamam planos melhor fundamentados no que se refere ao teológico-pedagógico, assim como uma administração transparente e eficaz dos recursos.A vulnerabilidade da ET nos exige, portanto, uma maior responsabilidade. Para encarareste desafio relacionaremos a qualidade da ET com o contexto maior, assim como com aspráticas, as disciplinas e os paradigmas que ela utiliza. 5. Por vida em plenitudeA partir da fé cristã vivemos a vida como um dom, como algo que nos precede, nostranscende e nos transforma constantemente, inclusive mais além da morte. Recordamosque Deus é o autor da vida e que somos parte de uma Criação sem limites que abraça atodos os seres vivos dentro do cosmos.A qualidade de vida não é um estado, mas uma dinâmica e uma meta relacional: ninguémpode alcançar uma verdadeira qualidade de vida enquanto a vida de outros estejaameaçada. A qualidade de vida é integral: material e espiritual, corporal e intelectual,moral e estética, pessoal e comunitária, natural e cultural. Abarca tanto necessidadescomo desejos.Reconhecemos que, de maneira geral, nossas sociedades, culturas e igrejas nãogarantem, nem sequer dentro delas mesmas, uma vida plena para todos. Por outro lado,nossas práticas ou projetos teológicos e pedagógicos tampouco assumem sempre acentralidade da vida e sua defesa.Como pessoas cristãs, vislumbramos o reinado de Deus como um horizonte de vida Qualidade de vidaplena, de vida compartilhada e harmoniosa. É a utopia que nos mobiliza a nos tornarmos implica lutar por vida plena paraartesãos e artesãs de qualidade de vida em parceria com outras culturas e crenças que todas as pessoasapontam para ela. Em cada contexto, lugar e conjuntura, compete-nos discernir comoarticular criativamente esta utopia com diferentes atores e movimentos, dentro de umdeterminado projeto de comunidade de sociedade e de cidadania. Reconhecemos que,apontando em direção a esta mesma utopia, temos visões e práticas diferentes e atécontraditórias em função de nossa origem social ou cultural, de gênero, geração.Admitimos que tal diversidade de visões utópicas é causa de conflitos.Frente à colonização das mentalidades que o sistema dominante pretende impor, ante aglobalização do capitalismo tardio, a virtualização da realidade e a destruição, assim 3
  4. 4. como a privatização do espaço público, apostamos em uma educação de qualidade —incluindo a ET — capaz de criar espaços nos quais se manifestem formas de vida quepermitam não só resistir a estas imposições, mas também gerar subjetividades queantecipem novos estilos de vida. A tensão escatológica da fé e da teologia cristãs, suainevitável dimensão de esperança, é um convite a pensar, crer e agir em termos do “novoser humano”, da “nova criação em Cristo”. Neste sentido, a formação teológica quepropugnamos se mantém aberta às novas experiências da fé, a um futuro renovado —sem que fiquemos encerrados em sistemas ou esquemas predeterminados nem nosdeixemos ganhar pela ideologia do sistema único —, o que nos leva a profundasimplicações antropológicas. 6. Por uma missão transformadoraEntendemos por missão de qualidade tanto o projeto como as práticas de pessoasseguidoras de Cristo, que se colocam a serviço da vida plena e da antecipação do reinadode (Deus). É missão de Deus antes que obra de pessoas ou instituições particulares. A A qualidade namissão, para ser cristã, deverá ser uma prática criadora e transformadora. Sua qualidade missão cristã está dada por suaemana de sua proximidade e conformidade com a prática de Jesus e com todas as suas conformidade comtestemunhas que, ao longo da história e em seu próprio contexto, inspirados pelo Espírito a prática de JesusSanto, recorreram, continuaram e atualizaram o mesmo caminho.Simultaneamente, reconhecemos que a missão cristã apresenta sempre um aspectocontraditório, o que determina uma tensão permanente entre o ideal e o real, entre oadvento do reinado de Deus, a incompletude da pessoa e a ambigüidade de qualquerprojeto humano. Vemos a missão na qual estamos envolvidos desde a ET em termos de: - uma resposta à missão de Deus como chamado e imperativo que precede a nossas iniciativas; - uma Igreja não autocentrada, a serviço das pessoas excluídas e de vida plena; - a denúncia de e a resistência contra todo poder (econômico, político, religioso, moral, sexista) que pretenda tornar-se absoluto; - o desenvolvimento e a participação em práticas sociais alternativas e libertadoras que nos conduzam por caminhos de maior eqüidade, justiça, paz, não violência, preservação da Criação; - o acompanhamento e o consolo a pessoas que sofrem; - a inclusão e a integralidade: um enfoque inclusivo (a serviço de toda a humanidade) e integral (para todas as dimensões da pessoa). 7. Por uma educação a serviço da vidaLutamos por uma educação a serviço da vida plena, o que implica uma educação de Diante de umaqualidade contínua e permanente para todas as pessoas. Ao denunciar o divórcio entre educação de qualidade elitista,qualidade e eqüidade, reivindicamos a natureza democrática da educação, a preocupação propugnamos umaética pela construção de uma cidadania responsável e a luta por convivência solidária. educação deConsideramos que, entre muitos outros critérios, a qualidade educativa se sustenta ao qualidade acessível, solidária,considerar: inclusiva, diversa - a diversidade, a acessibilidade e a permanência das diversas modalidades e especializações educativas ao longo de toda a vida; - o conhecimento crítico da realidade e a sistematicidade da análise; - a ênfase na aprendizagem, no aprender a aprender, no aprender a ser, no aprender a conviver e no aprender a empreender, que redunda em uma cultura de paz; 4
  5. 5. - o respeito pelas diversas formas em que as pessoas dão sentido a sua vida; - a articulação com a justa produção,distribuição e consumo dos bens; - a consistência entre discurso, teoria e prática; - a participação social, cultural e cidadã; - o protagonismo e interdependência dos sujeitos em comunidades educativas; - uma avaliação permanente de seus protagonistas e de suas metas em função de sua pertinência e impacto nos contextos específicos; - a construção de relações educador/educando e educando/educador de acordo com um projeto político que melhore a qualidade de vida.Herdamos muitos destes desafios do movimento de Educação Popular. 8. Por um paradigma interculturalComo parte de práticas políticas, pastorais e educativas que apontam em direção à Uma referênciaqualidade de vida, relacionamos a ET com a teologia e a pedagogia, e a estas com um epistemológica emparadigma mais amplo dentro do qual elas operam. Trata-se de uma referência que confluemepistemológica na qual confluem diferentes vertentes e dimensões da ação e do diversas vertentes e dimensões dapensamento humano. Ainda que sob o risco de ficarmos num nível demasiado abstrato, ação e docaracterizamos este paradigma como: pensamento - inter/transdisciplinar e intercultural; humano - integral e multifacetado (multiplicidade de formas de conhecimento e complexidade de suas relações); - incluindo múltiplas racionalidades e potencialidades humanas (emotiva, cognitiva, corporal, espiritual, moral, intuitiva, criativa, etc.); - contextual e histórico (articulado às circunstâncias históricas e ao contexto econômico, político, cultural, de gênero, etc.); - problematizador e transformador (em direção a mudanças que tendam a uma maior qualidade de vida para todas as pessoas); - intuitivo e inédito (aberto a dimensões inexploradas do ser e da vida humana, da história, de outras culturas, etc.); - processual, em espiral ascendente (isto é, com interpretações sucessivas, contextualizadas e superadoras). 9. Por uma teologia liberta e libertadoraApostamos em uma teologia de qualidade na qual práticas, conteúdos e métodosinterajam permanentemente. Seu método, além de assumir o paradigma anteriormentedescrito, apresentará especificidades próprias de ordem hermenêutica, comunitária,ecumênica, etc. Uma teologia de qualidade integra e articula desde seu contexto asteologias emergentes com as teologias que interpretaram a fé cristã ao longo da históriada igreja em suas múltiplas expressões. A marca evangélica desta teologia provém deuma revelação dirigida mais a “tolos e pequenos” que a “sábios e ilustrados”.A comunidade de fé é produtora e protagonista da teologia e não somente receptora damesma. Seu protagonismo se articula com o papel técnico e regulador da teóloga ou doteólogo profissional, assim como ao da igreja ou ao papel da tradição eclesial.Queremos uma teologia que assuma criticamente sua própria identidade e especificidade Uma teologia queem diálogo e interação com outras teologias. Além disso, no contexto de um horizonte assuma criticamenteético e de esperança, construiremos a qualidade da teologia em diálogo com outras sua própria identidade em interação com outras teologias, com outras espiritualidades, culturas e ideologias 5
  6. 6. espiritualidades, ciências, expressões culturais e ideologias. Buscaremos assegurar nosconteúdos de uma teologia de qualidade algumas das seguintes dimensões: - profética, sapiencial e mística; - trinitária, isto é, em interação criativa entre sua dinâmica propriamente teológica, cristológica y pneumatológica; - prática, bíblica e hermenêutica; - provisória por estar atenta à graça que irrompe de maneira sempre imprevista nas diferentes conjunturas e circunstâncias; - libertada e libertadora dos sistemas intelectuais, políticos e eclesiásticos que atentam contra a vida plena; - inscrita em uma tradição específica (teologia se conjuga sempre no plural, não há síntese teológica que subsuma todas as tradições particulares); - articuladora do espiritual com o político; - aberta e receptiva à riqueza e aos ensinamentos de outras crenças, cosmovisões e espiritualidades.Muitas destas qualidades teológicas nos foram já ricamente transmitidas pela teologialatino-americana da libertação. 10. Por uma pedagogia da esperançaUma pedagogia de qualidade é aquela em que sejamos capazes de construir e renovarcontinuamente a partir das experiências educativas emergentes sem nos fecharmos emnenhuma corrente pedagógica particular, mas tornando-a relevante no contexto ouconjuntura específicos. Tal pedagogia mantém uma distância crítica diante das práticaseducativas, buscando acompanhar e reforçar sua qualidade sem legitimá-las. É fruto deum trabalho inter/transdisciplinar permanente com todas as ciências e artes da educação.Contamos com uma rica tradição para forjar qualidade a partir das pedagogias: - da esperança, relacionada com um projeto político mais amplo; Reinterpretar - da transformação e do contexto; diversas vertentes - da diversidade (pedagogia diversificada em função de sujeitos, saberes, projetos, pedagógicas e integrá-las dentro métodos, conteúdos, tipos de aprendizagem, etc.); de um projeto de - do diálogo de saberes e da negociação cultural; vida - da criatividade (assumindo a multiplicidade de expressões e fomentando uma aprendizagem autônoma); - democratizadoras e democráticas (em matéria de direitos humanos, cultura de paz, eqüidade de gênero, intergeracional, étnica, etc.); - da crítica, da participação e do diálogo; - populares, isto é, atentas à presencia das pessoas excluídas, dos marginalizados por sistemas de poder; ligadas a culturas produzidas por sujeitos ignorados pelos saberes consagrados. 11. Por uma educação teológica de qualidadeArticulada com as características e critérios que já indicamos, relacionamosparticularmente a ET com a busca de qualidade de vida (pessoal, espiritual, institucional,política, etc.). Queremos abrir a ET à multiplicidade de atores que respondem a carismas Uma ET que traduza oe ministérios vinculados por sua vez a diferentes tipos de aprendizagens teológicas e reconhecimento da diversidade em umamodalidades de ensino. Isto implica no reconhecimento da diversidade de necessidades, interação coerenteinteresses, inteligências e talentos em função de gênero, geração, cultura, crenças, opção entre teoria e prática teológico-pedagógica 6
  7. 7. sexual, etc. de cada pessoa. Desejamos traduzir o reconhecimento da diversidade emuma interação coerente entre teoria e prática teológico-pedagógica.Se o nosso objetivo é propugnar por uma ET que seja uma contribuição crítica econstrutiva para a missão da Igreja, temos que apontar para: - a fecundação recíproca ou cruzada entre teologia popular (comunitária, bíblica, artística, política) e o exercício acadêmico teológico; - a continuidade e diversidade da ET ao longo de toda a vida e em todos os âmbitos; - a resolução da tensão entre vocação, reflexão crítica e aquisição de ferramentas para o compromisso cristão em general e o trabalho pastoral específico; - a construção de pontes entre a teologia e a pastoral, entre o compromisso eclesial e a transformação da sociedade, entre o consolo e a denúncia; - a articulação e complementaridade entre as diferentes áreas da tarefa teológica; - o uso crítico, criativo e interativo das principais mediações da tarefa teológica (espiritual, prática, hermenêutica); - a relevância e o impacto da ET (no contexto familiar, comunitário, eclesial, cultural, social, político, etc.) em relação com a pertinência da teologia como disciplina. 12. Por qualidade nas instituições de educação teológica As relações humanas da instituiçãoRelacionamos a qualidade de uma instituição de ET com a qualidade de vida e a da prefiguram aprópria ET. O tipo de relações humanas dentro da instituição prefigura o clima e a qualidade de vida institucional, quequalidade da vida institucional. Uma gestão de qualidade da vida institucional se mede em deverá responder afunção do nível de aprendizagem, segurança, bem-estar, confiança mútua, iniciativa, critérios pedagógicosassim como de outros critérios gerais vinculados ao caráter inclusivo, à diversidade e à e de serviço para alcançar umaeqüidade de gênero. A qualidade da gestão e da administração, reguladas pelas técnicas verdadeirade planejamento, acompanhamento e avaliação, estão sujeitas ao projeto à realização comunidade de aprendizagemparticipativa da ET. Em outras palavras, o modelo administrativo deverá respondertambém a critérios de serviço e a critérios pedagógicos na busca de uma verdadeiracomunidade de aprendizagem. Como as relações ligadas ao saber são inevitavelmenterelações de poder, a gestão de uma instituição de ET de qualidade requer: - participação política democrática; - estilo de relações baseado na confiança mútua e no compromiso profissional transformador; - transparência, flexibilidade; - eficiência solidária (como alternativa a que está determinada pelo afã do lucro); - empoderamento dos diferentes atores; - circulação da informação; - sustentabilidade (menor dependência, maior autogestão); 13. Como trabalhar com este manifestoAs convicções e esperanças que expressamos ao escrever este manifesto somente terãoimpacto e aplicações na medida em que as e os atores envolvidos na ET as façam suas,reformulando-as desde cada contexto, igreja, instância educativa e atores específicos. Ositens 5 a 12, e mais concretamente os quatro últimos, podem servir como insumos para As propostas deste manifesto terãorealizar seminários ou oficinas nos quais as pessoas envolvidas em instituições de ET impacto somente naespecíficas possam ir traduzindo as pautas e propostas gerais em indicadores verificáveis medida em que os atores da ET asa partir de sua própria prática. Estamos convencidos de que o manifesto pode estimular reformulem desde seu próprio contexto 7
  8. 8. debates de fundo sobre alguns dos pilares sobre os quais descansa qualquer projeto deET, como por exemplo: - o contexto geral da ET e da própria instituição; - o projeto pedagógico, teológico e político; - o plano de estudos e o currículo; - a formação e atualização docente; - a revisão dos materiais; - a didática; - a gestão e a administração, etc.Servicios Pedagógicos y Teológicos (SPT) se oferece para acompanhar e coordenar odesenvolvimento desse tipo de iniciativas em função da realidade própria de cadainstituição e conta com profissionais qualificados para fazê-lo. Para tanto, as pessoasinteressadas podem dirigir-se ao seguinte endereço eletrônico serviciospt@gmail.com.Subscrevemos a título pessoal este manifesto, fruto de um processo de reflexão coletivaanimado por SPT, que recolhe nossas convicções e integra nossas contribuiçõesindividuais:- Anaida Pascual, pedagoga, Puerto Rico- Beatriz Cajías, pedagoga, Bolivia- Benito Fernández, pedagogo, Bolivia- Dante Ibáñez, pedagogo y teólogo, Argentina- Danilo Streck, pedagogo y teólogo, Brasil- Fernando Bortoletto F., teólogo, Brasil- Guillermo Steinfeld, teólogo, Argentina- Heinz Bichsel, teólogo, Suiza- Hans de Wit, teólogo, Países Bajos- José Duque, teólogo, Costa Rica- Jairo Roa, teólogo y economista, Colombia- Juan Sepúlveda, Teólogo, Chile- Jung Mo Sung, teólogo y filósofo, Brasil- Luis Rivera-Pagán, teólogo, Puerto Rico- María Chávez, teóloga, Bolivia- Matthias Preiswerk, teólogo y pedagogo, Bolivia- Manoel Bernardino de Santana F., teólogo, Brasil- Nancy E. Bedford, teóloga, Argentina y Estados Unidos- Nelson Kirst, teólogo, Brasil- Néstor Míguez, teólogo, Argentina- Ofelia Ortega, teóloga, Cuba- Raúl Fornet Betancourt, filósofo y teólogo, Cuba y Alemania- Roberto Zwetsch, teólogo, Brasil- Víctor Codina, teólogo, Bolivia- Verena Grüter, teóloga, Alemania- Wanda Deifelt, teóloga, Brasil y Estados Unidos- Welvi Enríquez, teólogo, Uruguay Abya Yala, Natal 2007 8
  9. 9. Da mesma forma, as seguintes pessoas aderiram a esta proposta:- Alejandro Dausá, teólogo, Cuba- Abraham Colque, teólogo, Bolivia- Elsa Támez, teóloga, Costa Rica- Cherie White, teóloga, México- Harold Segura, teólogo, Colombia- José Luis Claure, pedagogo y teólogo, Bolivia- Josef Estermann, filósofo y teólogo, Bolivia- Jieun Kang, filósofa, Paraguay- Janet Woodward H., teóloga y pedagoga, Costa Rica- Karl F. Appl, teólogo y pedagogo, Suiza - Leopoldo Cervantes-Ortiz, teólogo, México- Nancy Cardoso, teóloga, Brasil- Oneide Bobsin, teólogo, Brasil- Pierre Buehler, teólogo, Suiza- Reinerio Arce, teólogo, Cuba- René Krüger, teólogo, Argentina- Roy May, teólogo, Costa Rica- Rudolf von Sinner, teólogo, Brasil- Viviana Barrón, pedagoga, Argentina- Violeta Rocha, teóloga, Nicaragua 9

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