Que todos sejam_um - cópia

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Que todos sejam_um - cópia

  1. 1. PASTORAL DOS BISPOS E BISPA METODISTAS PARA QUE TODOS SEJAM UMA perspectiva metodista para a unidade cristã Agosto - 2009
  2. 2. PARA QUE TODOS SEJAM UM Colégio Episcopal da Igreja Metodista Agosto 2009 - versão eletrônicaCOLÉGIO EPISCOPALBispo João Carlos Lopes - PresidenteBispo Luiz Vergilio Batista da Rosa - Vice-PresidenteBispo Adonias Pereira do Lago - SecretárioBispo Adolfo Evaristo de SouzaBispo Adriel de Souza MaiaBispa Marisa Freitas FerreiraBispo Paulo Tarso de Oliveira LockmannBispo Roberto Alves de SouzaBispo Geoval Jacinto da SilvaBispo João Alves de Oliveira FilhoBispo Josué Adam LazierBispo Nelson Luiz Campos LeiteBispo Paulo Ayres MattosBispo Richard dos Santos CanfieldBispo Rosalino DomingosBispo Stanley da Silva MoraesGRUPO ASSESSOR PARA A ELABORAÇÃO DO DOCUMENTOBispo Roberto Alves de SouzaRevda. Amélia TavaresRev. José Carlos PeresDra. Magali do Nascimento CunhaRev. Marco Antonio dos SantosRev. Paulo Dias NogueiraSECRETÁRIO EXECUTIVO DO COLÉGIO EPISCOPALBispo Stanley da Silva MoraesSECRETÁRIA EXECUTIVA PARA VIDA E MISSÃORevda. Joana DArc MeirelesASSESSORIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃOSuzel TunesPROJETO GRÁFICO E TEXTO DE REFERÊNCIAHideíde Torres (MTb/SP 35.784) SEDE NACIONAL DA IGREJA METODISTA Av. Piassanguaba, 3031 Planalto Paulista - 04060-004 - São Paulo - SP Fone: (11) 2813.8600 Fax: (11) 2813.8632 Site: www.metodista.org.br E-mail: sede.nacional@metodista.org.br
  3. 3. SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO.........................................................................................5INTRODUÇÃO............................................................................................7POR QUE SE FALA EM "ECUMENISMO" AO TRATAR DE UNIDADE CRISTÃ?......................13O QUE É O MOVIMENTO ECUMÊNICO?.............................................................17A UNIDADE CRISTÃ É DESEJO DE DEUS?.............................................................23O QUE ESTE ASSUNTO TEM A VER COM SER METODISTA?.........................................31POR QUE HÁ TANTA DIFICULDADE COM ESTE ASSUNTO?............................................41COMO A IGREJA METODISTA NO BRASIL DEVE TRATAR O TEMA DA UNIDADE INTERNAMENTE?......................................................49COMO A IGREJA METODISTA NO BRASIL DEVE TRATAR O TEMA DA UNIDADE COM OUTRAS IGREJAS CRISTÃS?......................................53COMO A IGREJA METODISTA NO BRASIL DEVE TRATAR O TEMA DA UNIDADE COM ORGANISMOS ECUMÊNICOS?........................................57COMO A IGREJA METODISTA NO BRASIL DEVE TRATAR O TEMA DA UNIDADE COM ORGANIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS E NÃO-CRISTÃS?.........61COMO AS LIDERANÇAS METODISTAS NO BRASIL, CLÉRIGAS E LEIGAS, DEVEM SE POSICIONAR QUANDO FOREM CONVIDADAS/DESAFIADAS A PARTICIPAR DE REUNIÕES, CULTOS E CELEBRAÇÕES PÚBLICAS?........................69APÊNDICE: COMO A IGREJA METODISTA NO BRASIL DEVE SE RELACIONAR ESPECIFICAMENTE COM A IGREJA CATÓLICA ROMANA?............71GLOSSÁRIO............................................................................................81
  4. 4. APRESENTAÇÃO"Estas coisas vos escrevo para que a nossa alegria seja completa." (1Jo 1.4) Nosso compromisso com Deus é o de "espalhar a santidadebíblica por toda terra". Nessa perspectiva, afirmamos também nossocompromisso com a unidade cristã, para que o mundo creia. As-sim sendo, apresentamos a vocês esta orientação pastoral. Quando tenho uma relação sadia comigo e com Deus, nãotenho problemas para dialogar com as outras comunidades re-ligiosas. A vida sadia, santa, é sempre uma vida aberta aos ou-tros seres humanos e é nela que alcançamos a "alegria comple-ta". O poder do Evangelho vem do Deus que é amor. Ele olhapara nós como pessoas a quem Ele ama. Buscando tornar esta orientação de mais fácil utilização, es-tabelecemos nela algumas novidades. Assim, as inserções naslaterais das páginas são ora referência a frases destacadas dotexto, ora perguntas feitas para despertar a discussão nos gru-pos de estudos. Sugerimos que essas orientações sejam usadaspara transmitir as informações deste documento na Escola Do-minical, nos grupos societários, nos grupos de discipulados eoutros. Seu objetivo é funcionar como uma metodologia deapoio para o aprofundamento do tema. Tenha um abençoado estudo deste documento e que o mes-mo produza frutos dignos do Reino de Deus. BISPO JOÃO CARLOS LOPES PRESIDENTE DO COLÉGIO EPISCOPAL
  5. 5. Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 7 ○ ○ ○INTRODUÇÃO ○ ○ ○ ○ ○ ○ Esta Pastoral, dirigida a todos os mem- ○ ○bros clérigos e leigos da Igreja Metodista no ○ ○ Esta pastoral éBrasil e a todas as pessoas de alguma forma ○ uma versão revista ○relacionadas com esta parte do Corpo de Cris- ○ e atualizada da ○to, é uma versão revista e atualizada da pri- primeira carta ○ ○meira Carta Pastoral sobre este assunto, sobre o ○ ○publicada em 1999. É a concretização do en- ecumenismo, ○ lançada em 1999. ○caminhamento aprovado pelo 18º Concílio ○ ○Geral da Igreja Metodista, realizado em 2006, ○ ○resultante de intenso debate sobre o tema. ○ ○Além de ter decidido pela retirada da Igreja ○ ○Metodista de organismos ecumênicos em que ○ ○a Igreja Católica Apostólica Romana partici- ○ ○pa como membro, assumindo uma crise no ○ ○relacionamento formal com este ramo do ○ ○Cristianismo, o 18º Concílio Geral admitiu a ○importância de um processo de reflexão e ○ ○aprofundamento em torno do assunto. ○ ○ ○ Por isso, identificou a necessidade de uma O 18º Concílio ○ ○revisão no documento de 1999 e optou pela Geral assumiu ○ uma crise no ○formação de um Grupo de Trabalho, com- ○ relacionamento ○posto por pessoas que refletissem a diversi- ○ formal com a ○dade de pensamentos na Igreja Metodista Igreja Católica e ○ ○no Brasil relacionados com o tema. Esse GT a importância de ○ ○assessoraria o Colégio Episcopal quanto às um processo de ○ reflexão e ○implicações dessas decisões. ○ aprofundamento ○ ○ A primeira versão da Carta Pastoral foi a em torno do ○ assunto. ○realização de uma demanda do 16º Concílio ○ ○Geral da Igreja Metodista (1997), para que a ○
  6. 6. 8 Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ teoria e a prática metodistas concernentes à ○ ○ questão ecumênica fossem claramente expos- ○ ○ tas e fundamentadas. Essa pastoral foi pre- ○ ○ parada e disseminada. É fato, porém, que, a ○ ○ despeito das orientações desse documento, ○ ○ ○ ○ desconfortos manifestados por membros da Igreja Metodista, no que diz respeito à sua ○ ○ presença formal em organismos que também ○ ○ têm participação oficial da Igreja Católica ○ ○ Apostólica Romana, especialmente o Conse- ○ ○ lho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), le- ○ ○ varam à articulação de propostas para a reti- ○ rada da filiação a este organismo. A primeira ○ ○ foi apresentada no 17º Concílio Geral, em ○ ○ Maringá/PR, 2001, e, após ter sido a matéria ○ ○ amplamente discutida, o plenário votou fa- ○ ○ voravelmente pela permanência da Igreja ○ ○ Metodista no CONIC. Uma segunda propos- ○ ○ ta foi apresentada, desta vez ao 18º Concílio ○ ○ Geral, em Aracruz/ES, 2006, e a matéria foi ○ ○ aprovada, não sem muito debate e manifes- ○ ○ tações de divergências. ○ ○ Isso reflete o fato de que, no Brasil, não ○ ○ há unanimidade quanto a esse assunto, nem ○ ○ dentro da Igreja Metodista e nem fora dela. ○ ○ Vários fatores podem explicar essa situação ○No Brasil, não há ○ tanto na história passada quanto no tempo ○unanimidade so- ○ presente. Há muita confusão quanto à com- ○bre o assunto, nem ○dentro da Igreja preensão do princípio bíblico da unidade, ○ ○Metodista, nem denominado em épocas recentes ○ ○fora dela. "ecumenismo", e a compreensão da existên- ○ ○ cia de formas diversificadas de tornar con- ○ ○ creto este princípio, denominadas "movimen- ○ ○ ○
  7. 7. Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 9 ○ ○ ○to ecumênico". Critica-se o princípio com ○ ○base em visões negativas de algumas formas ○ ○de concretizá-lo. É fato que a caminhada A caminhada ○ ○ecumênica mostrou-se não isenta de equí- ecumênica ○ mostrou-se não ○vocos. Diversos grupos e pessoas, no afã de ○ isenta de equívo- ○alcançarem a tão desejada reconciliação, che- cos. O termo ○ ○garam a comprometer sua própria identida- ecumenismo tem ○ ○de confessional. Há, inclusive, quem pense sido usado de ○ maneira contro- ○que ecumenismo nada mais é do que a sim- ○ples integração de credos diferentes. Sabe- vertida. ○ ○mos e não podemos ignorar o fato de que ○ ○no presente momento o ter mo ○ PONDO EM PRÁTICA ○"ecumenismo" tem sido usado de maneira ○ Dialogue com seu ○controvertida, suscitando sérias e graves grupo de estudos: ○ ○distorções. Estamos firmemente convenci- ○ De que maneira o ecumenismo ou ○dos de que nem tudo que é adjetivado de ○ unidade cristã tem ○ecumenismo, particularmente na mídia se- ○ sido usado de ○cular e religiosa, reflete a nossa interpreta- maneira contro- ○ ○ção e prática ecumênicas. À vista disso, mais vertida? Existem ○ ○do que nunca, se faz necessário o experiências disso ○ em sua comunida- ○"discernimento de espíritos". ○ de local? Que ○ É sempre bom assinalar que, ao repensar consequências ○ ○a sua compreensão e atuação em relação a houve? Teria sido ○ ○esta temática, a Igreja Metodista não pode possível realizar as ○ mesmas ações de ○simplesmente deixar-se levar pelas pressões ○ outra forma? ○do momento, ignorando por completo o ○ Quais acertos ○ensino bíblico e a sua própria trajetória his- existem? Que ○ ○tórica. Se, de um lado, é impossível despre- consequências eles ○ trazem? O que ○zar a situação em que vivemos, tanto do pon- ○ Jesus faria em ○to de vista social quanto religioso, por outro, ○ situação simi- ○não podemos restringir a ação pastoral da lar? Busque ○ ○comunidade de fé àquilo que somente agra- confirmação nas ○ ○de ao "mercado religioso", isto é, às exigên- Escrituras. ○
  8. 8. 10 Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ cias predominantes em nosso tempo do que ○ ○ se espera que uma igreja faça e realize. Aten- ○ ○ der a estas exigências pode trazer benefícios, ○Fidelidade à ○mensagem das mas o preço que se paga, muitas vezes, com ○ ○Escrituras e essa postura, é o sacrifício de nossa identi- ○ ○coerência com a ○ dade. Afinal, fidelidade à mensagem das Es-herança metodista ○ crituras e coerência com a herança metodista ○são aspectos ○ devem ser aspectos inegociáveis! ○inegociáveis! ○ ○ Requer-se, na discussão sobre ecumenismo, ○ ○ disposição, mente e coração para discernir os ○ ○ desafios enfrentados pelo compromisso com ○ ○PONDO EM PRÁTICA a unidade cristã quanto às suas possibilida- ○Quais são os desa- ○ des, oportunidades, dificuldades e limites, à ○fios enfrentados ○ luz do mandato expresso pelo próprio Senhor ○pelo compromisso ○com a unidade cris- Jesus na oração sacerdotal, na qual interce- ○ ○tã em sua comuni- deu ao Pai não só por seus discípulos, mas ○ ○dade? Quais são as por todos que viessem a crer nele, quando ○possibilidades? ○ disse: "A fim de que todos sejam um; e ○Quais são os limi- ○ como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, tam- ○tes? ○ bém sejam eles nós; para que o mundo creia ○ ○ que tu me enviaste" (João 17.21). ○ ○ Reconhecemos ainda que, como Igreja ○ ○ Metodista, não fomos capazes de aprofundar ○ ○ em nossas igrejas locais nosso diálogo sobre ○ ○ a compreensão e prática em torno da unida- ○ ○ de do corpo de Cristo, apesar da Carta Pas- ○ ○ toral de 1999. Isto contribuiu para gerar e ○ ○ renovar inquietações e incompreensões no ○ ○ seio de nossa Igreja. A falta de estudo do ○ ○ tema e aprofundamento para a prática, a ○ ○ começar da igreja local, é um problema que ○ ○ precisa ser superado no mais curto prazo. ○ ○ ○
  9. 9. Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 11 ○ ○ ○ O que importa, entretanto, é seguirmos ○ ○adiante, tendo diante de nós as decisões to- ○ ○madas. Seguir adiante significa traçar novos Traçar novos ○ ○caminhos com base na nossa realidade, mas caminhos de ○ acordo com a ○não lançar fora as significativas experiências ○ nossa realidade, ○de crescimento - na fé, na esperança, no amor ○ sem lançar fora as ○- que o nosso contato com cristãos e cristãs experiências de ○ ○de outros grupos e de organismos crescimento. ○ ○intereclesiásticos nos proporciona. Significa ○ ○também não lançar fora nossas convicções te- ○ológicas, pois o compromisso pela unidade do ○ ○corpo de Cristo somente pode ser levado à fren- ○ ○te se por um lado, tivermos convicções forte- ○ ○mente alicerçadas em nossa herança wesleyana,e, por outro, estivermos plenamente conscien- ○ ○ ○ ○tes dos problemas, das dificuldades e dos limi- ○ ○tes que o movimento ecumênico enfrenta na ○ ○atualidade. O presente estado do ecumenismo ○ ○não admite nem romantismos, nem levianda- ○ ○des e, muito menos, irresponsabilidades, quer ○ ○doutrinais, quer práticas. ○ ○ Com base nesses princípios, convidamos ○ ○todos os membros da Igreja Metodista, cléri- ○ ○gos e leigos, em particular os que têm dificul- ○ ○dades em compreender a sua preocupação ○ ○ativa pela unidade dos cristãos, a refletir seria- ○ ○mente sobre esse importante aspecto da nos- As bases firmadas ○ ○sa identidade cristã e confessional, por meio na carta de 1999 ○ não foram ○da leitura desta carta que ora apresentamos à ○ desprezadas, elas ○Igreja. As bases firmadas na Carta Pastoral de ○ foram revisadas à ○1999 não foram desprezadas; elas foram revi- luz das novas ○ ○sadas à luz das necessidades que se apresen- necessidades do ○ ○tam pós-18º Concílio Geral, com um forma- 18º Concílio Geral ○
  10. 10. 12 Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ to pergunta-resposta e uma linguagem acessí- ○ ○ vel a toda a membresia de nossa Igreja. ○ ○ ○ PONDO EM PRÁTICA Repetimos que não pretendemos abrir ○ ○ A carta afirma: mão de nossas convicções nem fechar os ○ “Não pretendemos ○ olhos para as crises que enfrentamos em tor- ○ abrir mão de ○ nossas convicções ○ ○ no deste assunto. Mas entendemos que o nem fechar os Senhor da história e da Igreja, nos chama ○ ○ olhos para as para um compromisso responsável com a ○ ○ crises que enfren- instauração do seu Reino. Nessa tarefa, nos ○ tamos em torno ○ juntamos a outros irmãos e irmãs que, ape- ○ deste assunto.” De ○ sar de sustentarem opiniões diferentes da ○ que formas sua nossa, demonstram idêntica motivação e ○ Igreja local e você, ○ paixão pelo Evangelho de Cristo. Trata-se ○ pessoalmente, ○ da unidade na missão, através da qual esten- ○ podem assumir o ○ compromisso demos a mão a todos quantos "têm o cora- ○ ○ responsável com a ção reto para conosco" (cf. 2 Reis 10.15). ○ instauração do ○ ○ Reino de Deus, ○ ○ sem ignorar esta ○ dificuldade ou ○ ○ quaisquer outras ○ ○ que houver em seu ○ caminho? Como ○ ○ demonstrar ○ ○ maturidade? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
  11. 11. Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 13 ○ ○ ○POR QUE SE FALA EM ○ ○ ○"ECUMENISMO" AO TRATAR DE ○ ○ ○ ○UNIDADE CRISTÃ? ○ ○ ○ Precisamos ○ entender bem os ○ ○ Ecumenismo é o princípio da unidade cris- termos usados e os ○ contextos de sua ○tã em torno dos elementos comuns da fé em ○ utilização, para ○Jesus Cristo. Implica atitudes de diálogo, res- ○ romper os precon- ○peito, convivência e colaboração na forma de ceitos e adotar ○ ○atos de piedade (estudos bíblico, oração, je- posturas de ○ ○jum, reflexão e visitação) e de misericórdia integralidade, ○ próprias da ○(ações solidárias e de cidadania). Deve carac- ○ identidae ○terizar-se como uma resposta à oração de Je- ○ metodista. O quesus: "que todos sejam um para que o mundo ○ Ecumenismo tem ○creia" (Jo 17.21). Portanto, a comunhão dos ○ significado para ○cristãos e das cristãs deve ter o sentido da ○ nós? O que deve, ○participação na Missão de Deus, por meio de fato, significar? ○ ○do evangelismo e do testemunho da presen- ○ ○ça de Cristo como razão do ser igreja. Como ○ ○orienta o apóstolo Paulo: "esforçando-vos ○ ○diligentemente por preservar a unidade do ○ ○Espírito no vínculo da paz; há somente um ○ Guarde bem esta ○corpo e um Espírito, como também fostes definição, pois ela ○ ○chamados numa só esperança da vossa voca- é orientadora para ○ ○ção; há um só Senhor, uma só fé, um só ba- a vida e a missão ○ da Igreja: ○tismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é ○ Ecumenismo é o ○sobre todos, age por meio de todos e está em ○ princípio da ○todos" (Ef 4.3-6). unidade cristã em ○ ○ torno dos elemen- ○ Apesar de o princípio ter origem no pró- ○ tos comuns da fé ○prio movimento dos seguidores/as de Jesus, em Jesus Cristo. ○ ○a expressão "ecumenismo/ecumênico" para ○
  12. 12. 14 Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ designá-lo é de utilização recente. Por isso não ○ ○ vamos encontrar na Bíblia estas palavras no ○ ○ Conheça, neste sentido da busca por unidade cristã. Vamos ○ trecho da carta, o ○ encontrar, sim, o termo que dá origem à ex- ○ caminho percorri- ○ pressão, a palavra grega oikoumene, que quer ○ do na construção do conceito de ○ ○ ○ dizer "casa comum" ou "toda a terra habita- “Ecumenismo” e da". Ela foi criada pelos gregos, séculos antes ○ ○ sua origem no de Jesus, para expressar tanto a extensão geo- ○ grego e no latim. ○ gráfica da terra como lugar onde se vive, como ○ Recuperar os ○ o jeito de se organizar para viver nessa terra. ○ sentidos originais ○ é algo que pode Esse termo aparece muitas vezes na Bíblia com ○ ○ nos enriquecer na este sentido grego e está traduzido para o ○ ○ discussão para português de diferentes formas (vale conferir ○ hoje! ○ em Mateus 24.12-14; Marcos 13.10; Lucas 2.1; ○ ○ Lucas 4.5; Lucas 21.26; Atos 11.28; Atos 19.27; ○ ○ Romanos 10.18; Hebreus 1.6; Hebreus 2.5; ○ ○ Apocalipse 12.9). ○ ○ O termo oikoumene ou "ecumene", na tra- ○ ○ dução para o latim, ganhou este significado ○ ○ religioso, da busca da unidade cristã, muito ○ ○ tempo depois, já no final do século XVII. ○ ○ Naquela ocasião, as guerras religiosas entre ○ ○ católicos e evangélicos e entre evangélicos ○ ○ mesmo levaram cristãos sensíveis frente a este ○ ○ escândalo a pregarem a paz na terra habitada, ○ ○ entre os próprios cristãos. Por isso o termo ○ ○ "ecumene" passou a ser usado para expressar ○ ○ o ideal da unidade cristã na "casa comum", ○ ○ no mundo criado por Deus e que habitamos. ○ ○ ○ Diante disso, vale afirmar que há com- ○ ○ preensões de ecumenismo que pregam a eli- ○ ○ minação das diferenças cristãs, a negação ○ ○ ○
  13. 13. Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 15 ○ ○ ○da diversidade, e a necessidade de unifica- ○ ○ção eclesial e doutrinária com a uniformi- ○ ○zação do corpo de Cristo, ou dos ramos o caminhar ○ ○Dele, a Videira Verdadeira. Afirmamos que ecumênico deve ○ aprofundar as ○isto não corresponde ao que a Igreja ○ oportunidades que ○Metodista no Brasil tem por convicção, ○ beneficiam, ○acompanhando a história da concretização perante o mundo, ○ ○do princípio de unidade cristã no mundo e o testemunho da ○ ○em nosso país. Há ainda grupos que fazem fé em Cristo e o ○uso do termo "macroecumenismo". Esta serviço pleno de ○ ○expressão foi criada pelo bispo católico amor ao próximo. ○ ○Pedro Casaldáliga para afirmar a aproxima- ○ ○ção cristã de outras religiões, porém é um ○ ○termo estranho ao metodismo e à tradição ○ ○histórica do movimento ecumênico, que, no ○ ○ PARA PENSARque diz respeito a outras religiões, fazem ○ Uma antiga canção ○uso da expressão "diálogo inter-religioso". inspirada na ○ ○ prática dos Acima de tudo, entendemos que o cami- ○ primeiros ○nhar ecumênico deve aprofundar as oportu- ○ metodistas dizia: ○nidades que beneficiam, perante o mundo, o ○ “Não importa a ○testemunho da fé em Cristo e o serviço pleno Igreja que tu és, se ○ ○de amor ao próximo. Prossigamos a caminhar. atrás do Calvário ○ ○Podemos admitir que o final desta jornada - tu estás, se o teu ○ coração é igual ao ○uma vez que reconhecemos as limitações de ○ meu, dá-me a ○nossa pecadora humanidade - certamente só ○ mão”. O próprio ○poderá realizar-se por ocasião da plena e vi- Wesley usou esta ○ ○toriosa manifestação da Graça de Deus, nos frase. O que ela ○ ○últimos tempos, quando as Igrejas deixarão significa em ○ termos de identi- ○de existir, pois elas são históricas e temporais. ○ dade metodista? ○Deus nos enxugará dos olhos todas as lágri- ○ Como articular ○mas. Existirá o Reino de Deus em sua pleni- unidade e identi- ○ ○tude ecumênica, regido pela única e eterna "lei" dade sem promover ○ ○do amor. Por isso, entendemos que o nosso cisões no corpo? ○
  14. 14. 16 Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ compromisso ecumênico de buscar tornar ○ ○ visível a unidade que nos está dada em Jesus ○ ○ Cristo, e somente nele, significa, antes de tudo, ○ ○ companheirismo na missão, no testemunho ○ ○ e no serviço, e não formar uma só instituição ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ eclesiástica, uma superigreja.
  15. 15. Para que todos sejam um ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 17 ○ ○ ○O QUE É O MOVIMENTO ○ ○ ○ECUMÊNICO? ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Muito tempo antes da palavra Este capítulo da ○ Pastoral pretende ○"ecumenismo" ser utilizada para expressar ○ mostrar a cons-este princípio que tem por base o diálogo, o ○ trução histórica ○respeito, a convivência e a colaboração, que ○ do movimento ○deve ser assumido pelos/as seguidores/as de ○ pela unidade dos ○Jesus Cristo, várias coisas aconteceram e que cristãos e cristãs. ○ ○tornaram concreto este ideal. Ao longo dos O que você e sua ○ ○séculos, muita gente inspirada por Deus as- igreja conhecem ○ desta história? ○sumiu este princípio de fé e resolveu agir, ○ ○concretizar ações, experiências, reuniões, en- ○ ○contros, situações que marcaram a história ○ ○da Igreja e do mundo. Estas pessoas e estas ○ ○situações deram forma ao que passou a ser ○ ○reconhecido como um movimento cristão ○ ○por unidade, denominado no século XX ○como movimento ecumênico. Movimento ○ O movimento ○ecumênico é, portanto, a diversidade de ex- ○ missionário levou ○pressões que buscam tornar concreto o prin- as igrejas america- ○ ○cípio do ecumenismo. nas a pensar em ○ ○ formas de respei- ○ E foi no século XIX que a necessidade de tar a missão que ○ ○unidade entre cristãos e cristãs passou a fi- todas as denomi- ○ ○car mais evidente. Isto porque ganhava cada nações realizavam ○ no mundo. ○vez mais força o movimento missionário de- ○ Queriam evitar a ○senvolvido pelas igrejas evangélicas da Eu- ○ competição ○ropa e dos Estados Unidos, que desde o sé- interna que ○ ○culo XVIII se espalhou pelos continentes prejudicaria a ○ ○americanos, asiático e africano para dissemi- salvação dos ○ povos. ○nar o Evangelho. Com tantas sociedades ○

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