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Uma polêmica sobre as frentes "antineoliberais" e os "partidos amplos anticapitalistas" - Que partido para qual estratégia? - (Excerto)

  1. 1. PT - 30 anos Uma polêmica sobre as frentesDOSSIÊ “antineoliberais” e os “partidos amplos anticapitalistas” Que partido para qual estratégia? (Excerto)Claudia Cinatti conquistas materiais, na sua organização e capacidade de luta e, finalmente, o colapso dos regimes stalinistas entre Introdução 1989-1991 e a restauração capitalista sem resistência Publicamos aqui um brevíssimo excerto de texto operária. São estes os ingredientes para que, desde as bem mais amplo que trata do tema de partidos fileiras do marxismo militante até o marxismo acadêmico originários da esquerda, com certa base operária imbuído pelas ideologias da moda, fosse proclamado, de e que se tornaram agentes da ofensiva neoliberal. fato, o fim da era aberta pela Revolução Russa de outubro Foi o caso do PT. Esse transformismo de partidos de 97. operários reformistas em agentes diretos do capital, Em um artigo no qual tentava rebater os argumentos por sua vez, abriu caminho para experiências daqueles que, pretendendo atacar o stalinismo, atacavam como a do “partido anticapitalista” na França o bolchevismo e o marxismo, Trotski argumentou que as ou o PSOL no Brasil – dentre outros – os quais épocas reacionárias “não só desintegram e debilitam a mesmo pretendendo superar aquelas experiências classe operária e sua vanguarda, como também rebaixam (como o PT no Brasil ou o PS francês), estabelecem o nível ideológico geral do movimento e retrocedem o marcos políticos e programáticos que não permitem pensamento político a etapas já amplamente superadas”. superar aquela experiência anterior, nefasta para a E definia como a tarefa mais importante da vanguarda classe operária. Porque e em que marcos políticos “não deixar-se ser arrastrado pelo fluxo regressivo, mas e históricos esse processo se dá e porque é de suma sim nadar contra a corrente” e “agarrar-se a suas posições importância entender que a tática de construção ideológicas”. Ainda que, seguramente, os ingênuos do partido revolucionário, de massas e operário, possibilistas confundiriam esta política com “sectarismo”, precisa ser articulada ativa e organicamente com apelando à experiência histórica do bolchevismo em seus objetivos estratégicos: eis o tema do excerto a momentos de reação, Trotski concluía que era “a única seguir. A autora nos brinda com argumentos de uma maneira de preparar um novo e enorme avanço quando se dialética que tem toda atualidade e importância para produzisse o seguinte ascenso da maré histórica”. que o balanço da experiência falida e desastrada Se observarmos as conseqüências da ofensiva do PT não dê lugar à sua reedição piorada, isto neoliberal, veremos que, efetivamente, o “pensamento é, a outro partido que não sirva aos objetivos político”, inclusive daqueles que se reivindicam históricos, programáticos e revolucionários da marxistas, retrocedeu a etapas já superadas: desde o classe trabalhadora do campo e da cidade. retorno de um tipo de neoberstenianismo, até as utopias Gilson Dantas libertárias e autonomistas, elas pretendem apresentar-se como grandes novidades. Uma parte importante das organizações da esquerda Uma série de fatores históricos convergiram paraa conformação de um cenário complexo: a ofensiva Por exemplo, em um artigo, A. Artous afirma que “o atualneoliberal; o retrocesso da classe operária nas suas período está caracterizado pelo fim do ciclo histórico que começou com outubro de 97 (…) O período que começou com outubro de 97 corresponde em termos gerais com a história de Hobsbawm do curto século XX”. A conseqüência óbvia disso é a reformulação do Claudia Cinatti é graduada pela Universidade de Buenos projeto estratégico que deu lugar nos últimos anos a um debate dentroAires, integra a revista Lucha de Clases e o Conselho Editorial da Liga Comunista Revolucionária francesa.da Revista Estratégia Internacional, Buenos Aires, e o ConselhoAssessor do Instituto do Pensamento Socialista Karl Marx. O artigo Leon Trotski, Bolchevismo y stalinismo - sobre las raízesdo qual publicou este excerto saiu na Revista Estratégia Internacional teoricas de la IV Internacional, 9 de agosto de 97, Escritos Leónn. 24, deciembre 2007 ⁄ enero 2008, Buenos Aires, p. 77-108. Trotski 1929-1940, Buenos Aires, CEIP, edição digitalizada.
  2. 2. Contra a Corrente de origem trotskista não souberam “agarrar-se” às Sobre partidos e estratégiasposições ideológicas e estratégicas, como mostra, por Em um velho artigo de 969, no marco de umaexemplo, a renúncia da Liga Comunista Revolucionária polêmica com Jean Paul Sartre, a intelectual comunistaa lutar pela ditadura do proletariado. italiana Rossana Rossanda recorria a uma simples Depois de um retrocesso sustentado de ao menos verdade histórica, afirmava que a “teoria da organização0 anos de ataques neoliberais a realidade mudou. Para encontra-se estreitamente vinculada com uma hipótesepegar uma data emblemática, esta mudança começou acerca da revolução e não pode ser separada dela”.lenta, mas sustentadamente em 995 com a greve dos Esta relação entre a construção de uma organização,trabalhadores dos serviços na França, que atuou como suas táticas e seus objetivos estratégicos – com suaum ponto de inflexão e como o começo de uma renovada “hipótese estratégica para a revolução” – marcou a históriaresistência operária à ofensiva patronal. do Partido Bolchevique, cujas tarefas e sua política em Logo em seguida, veio o surgimento do movimento “tempos de paz” ou inclusive sob a reação, estavam emantiglobalização com as mobilizações em Seattle, de função da revolução operária a qual se preparava para999 e, posteriormente, o movimento contra a guerra dirigir5.imperialista no Iraque. Como explicava Lenin, o bolchevismo só pôde Na América Latina se aprofundou a tendência à ter um papel dirigente em outubro de 97 e durante aação direta e aos levantamentos populares (Argentina guerra civil por duas razões fundamentais: 1) por seusem 00, Bolívia em 00, Equador, etc.) que acabaram sólidos fundamentos teóricos; ) por sua história práticaderrubando alguns dos governos neoliberais, dando lugar que, dadas as condições russas, em somente quinze anos,a uma alteração governamental e ao ressurgimento de entre 90 e 97, havia passado por uma amplíssimatendências populistas. gama de experiências que incluia o trabalho “legal e O crescimento econômico dos últimos quatro anos ilegal, pacífico e tormentoso, clandestino e aberto, defortaleceu as fileiras operárias desde o ponto de vista social, propaganda nos círculos e de propaganda entre as massas,com a incorporação de milhões de novos trabalhadores parlamentar e terrorista”. Esta particularidade fez comjovens à força de trabalho e também do ponto de vista que num breve período não só concentrasse uma grandeda luta reivindicativa, dando lugar, em muitos casos, ao variedade de métodos de luta de classes, mas também quesurgimento de processos de reorganização ou à prática de a classe operária, “como conseqüência do atraso do paísmétodos de luta radicalizados. e do peso do domínio do czarismo, amadurecesse com No entanto, essa recuperação também favoreceu particular rapidez e assimilasse com particular avidez eao desenvolvimento de tendências reformistas, tornando eficácia a ‘última palavra’ correspondente da experiênciamuito mais contraditória e complexa a perspectiva da política americana e européia”6.constituição da classe operária, enquanto sujeito político Nesse mesmo sentido, ainda que em condiçõeshegemônico de um projeto emancipador e sua expressão históricas muito distintas das que levaram aomais consciente na organização de partidos operários desenvolvimento do bolchevismo na Rússia, asmarxistas com forte inserção no proletariado. “manobras táticas” que Trotski recomendava aos grupos Isso se torna evidente pela inexistência de tendências que constituiam a Oposição de Esquerda primeiro, eà independência de classe de setores significativos do logo a IV Internacional, como o entrismo, ou a táticamovimento operário. de partido de trabalhadores, mantinham uma relação O outro grande fenômeno político atuante, além da dialética com os objetivos de construção de partidosvolta à cena de lutas operárias, é a crise dos chamados operários marxistas em momentos nos quais os tempos“partidos operário-burgueses” – principalmente o SPD haviam se acelerado, a luta de classes havia cada vezalemão, o PS francês, o Labour Party britânico, os Partidos mais se agudizado, mas a relação entre o proletariadoComunistas da Itália e da França e o PT do Brasil–, quer e o marxismo revolucionário tinha como obstáculo adizer, os partidos operários reformistas majoritariamente existência de partidos socialdemocratas reformistas oufundados no fim do século XIX e princípios do século comunistas stalinizados.XX (a exceção do PT brasileiro que foi um fenômeno Evidentemente, hoje continua sendo uma necessidadetardio), que foram a direção histórica do movimento para os revolucionários ter políticas transicionais eoperário, compartilhada com o nacionalismo burguês emdiversos países da periferia capitalista. 4 R. Rossanda, “De Marx a Marx: clase y partido”, Teoría A crise desses partidos corresponde ao fato de Marxista del Partido Político Nº 3, México, Pasado y Presente, 1987,terem se tornado os agentes da ofensiva neoliberal, pág. .transformando-se em partidos sociais liberais, o 5 Para uma visão mais profunda sobre esse tema ver “Lenin eque os distanciou totalmente de sua base eleitoral a história do Partido Bolchevique”, em La Verdad Obrera, maio-junho de 006.tradicionalmente operária. (...) 6 V. I. Lenin, O esquerdismo, doença infantil do comunismo, Buenos Aires, Anteo, 1985.
  3. 3. Que partido para qual estratégia? (Excerto) táticas no terreno da construção partidária que permitam quando o trabalho molecular do desenvolvimentotraçar uma ponte até os setores mais avançados da econômico, reforçando mais ainda as contradições,vanguarda proletária. Do contrário, se aumenta o risco de ao invés de romper o equilíbrio político, parece maisdegeneração sectária em um período histórico no qual a endurecer-lhe provisoriamente e assegurar-lhe umarevolução operária esteve fora de cena durante as últimas espécie de perenidade, o oportunismo, devorado pelatrês décadas e que o colapso dos regimes stalinistas e a impaciência, busca em torno de si ‘novas vias’, ‘novos’restauração capitalista facilitaram a propaganda burguesa meios de realização. Se esgota em lamentações sobre ade que não há alternativa para o capitalismo. insuficiência e a incerteza de suas próprias forças e busca Uma grande parte das correntes da chamada “extrema ‘aliados’ (…) Quando os aliados da oposição não podemesquerda” vem manifestando um ceticismo histórico de lhe servir, corre ao governo, suplica, ameaça… Porque se possa reconstruir o marxismo revolucionário no último, encontra um lugar no governo (ministerialismo),seio da classe operária e, em última instância, de que as mas somente para demonstrar que, se a teoria não podemassas se levantem violentamente contra o poder burguês adiantar o processo histórico, o método administrativoe voltem a colocar na ordem do dia a revolução social. tampouco consegue melhores resultados”7. Os projetos de “partidos amplos” e “frentes Historicamente a ruptura entre os interesses imediatosantineoliberais” são o oposto de uma tática política que, e os objetivos históricos, entre a tática e a estratégia, entrecomo dizia Trotski com relação à consigna de partido de o “programa mínimo” e o “programa máximo”, deu lugartrabalhadores, ao ajudar os operários a avançarem em sua ao oportunismo político e ao revisionismo teórico nasindependência com relação à burguesia e na necessidade correntes do movimento operário.de intervir na luta política, abria o caminho para o Salvo as diferenças, tanto na LCR, como no PSOLfortalecimento de um partido marxista revolucionário na ou na DS do Brasil, ou no SWP é possível reconhecerclasse operária. alguns dos resquícios desse velho oportunismo. Nenhuma frente ou partido – “antineoliberal” O que significa acreditar que o “socialismo doou “anticapitalista” – sem delimitação clara de classe, século XXI” será um “socialismo empresário” comsem um programa que transitoriamente tenha a Chávez e a burguesia venezuelana, quer dizer, umarevolução como objetivo, sem uma política para intervir absoluta contradição nos termos? Como explicar oaudazmente na luta de classes atual, tomando os conflitos “municipalismo” ou o “ministerialismo” da LCR e doverdadeiramente como uma “escola de guerra” para lutar Secretariado Unificado se não é por ter renunciado a umapela expulsão das burocracias sindicais, o exercício da estratégia revolucionária e ter se adaptado à “normalidade”democracia operária e, em última instância, impulsionar da democracia burguesa? Como interpretar, se não comoas tendências progressistas que apontam para a superação oportunismo, os acordos de governabilidade do Blocodo corporativismo e a transformação da classe operária de Esquerda com a social-democracia em Portugal? Emem classe hegemônica, permitirá que a classe operária síntese, que nome dar à estratégia de construir duranteavance em um sentido revolucionário mas, pelo contrário, toda uma etapa histórica, movimentos ou partidos comuns“trabalhará” para a estratégia de classes ou setores de entre revolucionários e reformistas?classe inimigos da revolução. A história do século XX demonstrou pela positiva Um dos argumentos com os quais pretende-se no caso da Revolução Russa de 97, mas essencialmentejustificar esses projetos, além da marginalidade ou da pela negativa, que não é possível construir um partidoescassa incidência das correntes da esquerda trotskista e operário marxista no curso mesmo dos acontecimentosa necessidade de superar o “sectarismo”, é a “renovação” revolucionários, mas sim que para cumprir um papeldo marxismo em função das transformações das últimas decisivo, este deve ter desenvolvido, no período anterior,décadas. No entanto, essa aparente “renovação” parece uma inserção qualitativa na classe operária e umaser mais a adoção dos novos “dogmas” antimarxistas de experiência prática na luta de classes que tenha postonossa época, que recordam no seu início a revisão teórica a prova sua teoria, sua estratégia e sua capacidade parainiciada por Bernstein. A adaptação ao que está dado é influir nos setores avançados do proletariado.tão velha como a política e, uma vez mais, nesse terreno a Aqueles que seguimos reivindicando a necessidadenovidade resulta em ser a repetição degradada de antigos de uma revolução social que ponha fim ao capitalismo , aerros. ditadura do proletariado, o desenvolvimento de organismos Em um texto de 909 dirigido essencialmente contra de auto-determinação de massas como expressão maisos mencheviques, Trotski mencionava algumas das elevada do agudizamento da luta pelo poder político, acaracterísticas do oportunismo, que vale a pena recordar “insurreição como arte”, o pluripartidarismo soviéticopor sua impressionante atualidade. Dizia que: “Nos e o caráter internacional da revolução, devemos intervirperíodos em que as forças sociais aliadas e adversárias,tanto por seu antagonismo como por suas reaçõesmútuas, levam a uma vida política sem movimento; 7 Leon Trotski, “Nuestras diferencias” (junho de 909), 1905, Buenos Aires, CEIP, 2006. pág. 345-6.
  4. 4. Contra a Corrente nos debates estratégicos em curso para recriar o ponto devista do marxismo revolucionário. Como diz o Programa Trotski: a defesa da posição de princípiode Transição, “A IV Internacional não busca nem inventa correta quando o “pensamento único” prevalecenenhuma panacéia. Mantem-se inteiramente no terrenodo marxismo, única doutrina revolucionária que permite “Épocas reacionárias como a atual não apenascompreender a realidade, descobrir as causas das derrotas desagregam e enfraquecem a classe operária,e preparar conscientemente a vitória”. Como mostramos, isolando-a de sua vanguarda, como tambémnada disso é o que apontam os projetos oportunistas de rebaixam o nível ideológico geral do movimento,“partidos amplos” sem delimitação estratégica nem de fazendo retroagir o pensamento político a etapasclasse. Mas a oposição a estas políticas não deve levar já superadas desde há muito tempo. Nestastampouco à autoproclamação estéril de pequenos grupos. condições, a tarefa da vanguarda consiste, antesPara avançar em direção à construção de verdadeiros de tudo, em não deixar-se arrastar pelo refluxopartidos marxistas revolucionários, é preciso sustentar geral: é necessário avançar contra a corrente. Se as desfavoráveis relações de forças não permitemdistintas políticas transitórias que permitam dar passos conservar antigas posições políticas, pelo menosna independência política da classe operária. se deve conservar as posições ideológicas, pois nelas se concentram a custosa experiência do passado. Aos olhos dos tolos, tal política aparece como “sectária”. Em realidade é a única maneira Trotski: sem revolução política a de preparar um novo e gigantesco salto para a URSS será vítima da restauração capitalista frente, impulsionada pela onda ascendente do próximo ascenso histórico”. “Recordemos o prognóstico que os bolcheviques (Bolchevismo e stalinismo de Trotski, fizeram não somente às vésperas da Revolução 9 agosto 97) de Outubro, como também anos antes. O agrupamento fundamental das forças em escala nacional e internacional abre pela primeira vez para ao proletariado de um país tão atrasado como a Rússia a possibilidade de chegar à conquista do poder. Mas esse mesmo agrupamento de forças permite assegurar de antemão que sem a vitória mais ou menos rápida do proletariado dos países adiantados o Estado operário não podia manter- se na Rússia. O regime soviético, abandonado às suas próprias forças, cairá ou degenerará. Mais exatamente: primeiro degenerará e logo cairá rapidamente. Eu tive oportunidade de escrever sobre isso, mais de uma vez, desde 905. Em minha História da Revolução Russa (apêndice ao último tomo, “Socialismo em um só país”) há uma resenha do que disseram a esse respeito os chefes do bolchevismo desde 97 até 9. Tudo se reduz a uma só coisa: sem revolução no Ocidente o bolchevismo será liquidado pela contra-revolução; pela intervenção estrangeira ou por sua combinação. Lênin, em particular, indicou mais de uma vez que a burocratização do regime soviético não é uma questão técnica ou de organização, mas que é o começo de uma possível degeneração social do Estado operário”. (Bolchevismo e stalinismo de Trotski, 9 agosto 97)

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