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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 21 - Número 2 - 2º Semestre 2021
DESEMPENHO GERMINATIVO DO PAU PRETO (Cenostigma tocantinum DUCKE) EM
DIFERENTES SUBSTRATOS
Mariusa Aparecida Gomes dos Santos1
; Rhaysa Carla Gomes Moreira2
; Mhaysa Carolina Gomes Moreira3
;
Juan Pedro Eliot Neris Lacarra4
; Wslena Rayane Bonfim Gonçalves5
; Evelyn Sabrina da Silva Monte6
RESUMO
O Pau Preto (Cenostigma Tocantinum Ducke) é uma espécie florestal nativa da Amazônia, com
potencial para arborização de ruas, avenidas e praças. O presente trabalho teve como objetivo avaliar
o comportamento de sementes de Cenostigma tocantinum Ducke, como desenvolvimento inicial e
sobrevivência das plântulas em diferentes substratos. As sementes foram coletadas em árvores
matrizes do perímetro urbano de Parauapebas e submetidas a dois tratamentos com cem repetições
em cada tratamento. As sementes foram plantadas em saco de polietileno, contendo uma mistura de
terra preta e esterco de curral 1:1 e comercial Bioplant®
na proporção de 1:1, O grau de umidade das
sementes foi de 20,35%, em média. O número de sementes por quilo foi igual a 2679 sementes. O
início da germinação foi observado no quinto dia após a instalação do experimento. A taxa de
sobrevivência foi avaliada durante cinquenta e três dias. Não houve diferenças significativas entre os
tratamentos de areia e comercial Bioplant®
, entretanto, a taxa de germinação no substrato ‘terra preta’
apresentou um percentual inferior em relação aos demais.
Palavras-chave: Espécie Florestal, Germinação, Semente Nativa, Tecnologia de Semente.
GERMINATIVE PERFORMANCE OF “PAU PRETO” (Cenostigma tocantinum DUCKE)
IN DIFFERENT SUBSTRATES
ABSTRACT
Pau Preto (Cenostigma Tocantinum Ducke) is a forest species native to the Amazon, with the
potential for afforestation of streets, avenues and squares. The present work aimed to evaluate the
behavior of Cenostigma tocantinum Ducke seeds, as initial development and seedling survival in
different substrates. The seeds were collected from matrix trees in the urban perimeter of Parauapebas
and submitted to two treatments with one hundred repetitions in each treatment. The seeds were
planted in a polyethylene bag, containing a mixture of black soil and 1: 1 commercial corral
Bioplant® in a 1: 1 ratio. The seed moisture content was 20.35%, on average. The number of seeds
per kilo was equal to 2679 seeds. The beginning of germination was observed on the fifth day after
the installation of the experiment. The survival rate was assessed for fifty-three days. There were no
significant differences between the sand and commercial treatments Bioplant®, however, the
germination rate in the substrate ‘terra negra’ showed a lower percentage compared to the others.
Keywords: Forest Species, Germination, Native Seed, Seed Technology.
16
INTRODUÇÃO
Cenostigma tocantinum Ducke,
pertencente à subfamília Caesalpinioideae
(Fabaceae). É uma espécie encontrada na Região
Amazônica, principalmente ao longo do Rio
Tocantins, de onde tomou emprestado o nome
científico. Bela leguminosa de porte pequeno a
médio, dotada de tronco canelado, copa densa,
além de exuberante seu florescimento na
tonalidade amarelo-ouro (LORENZI, 1998;
2000).
Possui características ímpares, tais como
tronco retilíneo e ornamental, rápido
crescimento, copa ampla que proporciona
sombreamento eficiente, praticamente sem
queda de folhas, e sistema radicular inofensivo
(LORENZI, 2002; LEÃO et al., 2005).
Espécie de ampla utilização na
arborização urbana, em climas tropicais e
subtropicais. Segundo Lorenzi (1998), além do
grande potencial de C. tocantinum para
arborização, esta essência florestal também
apresenta importância econômica na construção
civil, como caibros, ripas e vigas, além de sua
utilidade em obras externas por apresentar
madeira bastante durável quando exposta
(PIOVESAN et al., 2010).
A germinação das sementes de Pau Preto
tem sido objeto de estudos visando atender a
grande demanda de mudas para diversos tipos de
projetos. Garcia et al., (2008), estudaram o
comportamento das sementes em relação ao nível
crítico de umidade, que permitam manter a sua
viabilidade, concluindo que a espécie possui
sementes ortodoxas, o que possibilita o seu
armazenamento. Como a planta é bem adaptada
a terrenos secos, essa espécie também é utilizada
para projetos de recuperação de áreas
degradadas, matas ciliares e demais áreas de
preservação permanente (LORENZI, 2002;
GUARIM-NETO E MORAIS, 2003).
A função do substrato é proporcionar à
semente condições ambientais adequadas para a
germinação e desenvolvimento inicial da
plântula. Deve-se levar em consideração o
tamanho da semente, a exigência com relação à
umidade e à luz, as condições favoráveis que o
substrato oferece ao desenvolvimento da plântula
e à avaliação durante as contagens (POPINIGIS,
1985; FIGLIOLIA et al., 1993).
O substrato também deve ser atóxico às
plântulas, livre de microrganismos, além de
apresentar boa aeração e capacidade de absorção
e retenção de água (BORGES; RENA, 1993).
A necessidade crescente de mudas com
características desejáveis e resistência às
condições adversas exige dos viveiristas a
formulação de substratos adequados, que
garantam um controle de qualidade eficiente e
seguro, contendo mudas homogêneas e que
propiciem o estabelecimento e a perpetuação da
espécie, principalmente para as espécies nativas
(SALOMÃO et al., 2003).
Assim, o presente artigo teve como
objetivo avaliar o comportamento germinativo da
semente de Cenostigma tocantinum, o
desenvolvimento inicial e a sobrevivência das
plântulas em diferentes substratos.
MATERIAL E MÉTODOS
Caracterização da área de estudo
A pesquisa foi conduzida em um viveiro
rustico experimental construído pelos autores do
artigo, localizado nas coordenadas geográficas
centrais 6º09’58’’S de latitude e 49º10’11’’W de
longitude, situado na Rua Cametá, Número 48 no
Bairro Linha Verde em Parauapebas-Pará
(Figuras 1 e 2).
Figura 1. Mapa de localização do município de
Parauapebas-Pará.
Fonte: IBGE (Adaptado pelos autores, 2019).
Parauapebas possui clima “Aw” segundo
a classificação de Koppen, quente e úmido, com
precipitação anual elevada, sendo que a
precipitação anual máxima pode chegar a 2800
mm e a umidade relativa do ar pode ultrapassar
90%. A temperatura média ao longo do ano é de
29ºC (IBGE,2016).
O grande domínio vegetal de
Parauapebas é de Floresta Ombrófila, que varia
de acordo com as variações de solo e relevo,
proporcionando a ocorrência local dos subtipos:
Floresta Densa Submontana e Floresta Aberta
Submontana. Dominando o cimo de algumas
cristas e chapadas, ao sul da Serra de Carajás,
encontram-se campos rupestres sobre o solo rico
em ferro denominado canga, com predominância
de vegetação xerofítica (ZAPPI, 2017; MOTA et
al., 2018).
Figura 2. Mapa de localização da área de pesquisa deste
estudo.
Fonte: Google Earth (Adaptado pelos autores, 2019).
O município apresenta uma topografia
com grande variação dos seus níveis altimétricos,
onde se destaca os maiores valores verificados na
Serra dos Carajás, Arqueada, do Buriti ou do
Rabo (IDESP, 2012).
A principal bacia hidrográfica do
Município é a do rio Itacaiúnas, que nasce no
sudoeste do território, na Serra da Seringa e
atravessa áreas serranas que incluem a Serra dos
Carajás, limitando em parte com o município de
Marabá. Recebe pela margem direita o rio Novo
(limite com o município de Curionópolis) e o rio
Parauapebas, que banha a sede municipal. Pela
margem esquerda, estão presentes os rios Água
Preta, Piranhas e Catete (IDESP, 2012).
Metodologia
Foram coletadas duzentas sementes de
Pau Preto em diferentes matrizes localizadas na
Avenida Faruk Salmen, zona urbana de
Parauapebas, em outubro de 2016.
As sementes foram previamente
desinfestadas em solução de sabão líquido,
neutro na proporção de 1:1 (BRASIL, 1992).
O plantio foi conduzido em sorteio dos
dois tratamentos com repetições aleatórias. A
semeadura foi realizada a um centímetro de
profundidade em sacos de polietileno nos
diferentes substratos. As regas e coleta de dados
foram feitas diariamente, no período da tarde e
seguindo as recomendações para as condições de
cultivo propostas por Cunha (2005).
O número de sementes germinadas foi
avaliado diariamente, adotando-se como critério
de germinação a emergência dos cotilédones,
com o consequente surgimento do hipocótilo
(BRASIL, 1992).
Foram avaliados os seguintes parâmetros:
germinação - porcentagem de sementes
germinadas até o final do experimento; índice de
velocidade de germinação (IVG) –
determinado de acordo com a fórmula
apresentada por Maguire (1962); tempo médio
de germinação (TMG) – de acordo com a
fórmula citada por Silva e Nakagawa (1995),
com o resultado expresso em dias após a
semeadura; comprimento da parte aérea –
foram medidas com o auxílio de uma régua
graduada em milímetros e os resultados
expressos em cm/plântula; número de hastes
por plântula, índice de sobrevivência (% S),
após 50 dias e percentual de morte (% M).
RESULTADOS E DISCUSSOES
Nos gráficos, 1, 2, 3 e 4 estão
apresentados os resultados das análises de %G,
IVG, TMG e Altura (H).
Gráfico1- germinação (%) das sementes de Cenostigma
tocantinum, no período de 22 dias após a semeadura. ACQ
(areia com quebra de dormência), ASQ (areia sem quebra
de dormência), TPCQ (terra preta com quebra de
dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência),
BCQ (comercial Bioplant® com quebra de dormência),
BSQ (comercial Bioplant® sem quebra de dormência).
A partir dos dados coletados das sementes
germinadas. Constatou-se que o efeito da maioria
dos tratamentos e suas interações foram
significativos (Gráficos 1, 2, 3 e 4).
Gráfico 2- índice de velocidade de germinação em
percentagem (%), após 22 dias da semeadura, onde ACQ
(areia com quebra de dormência), ASQ (areia sem quebra
de dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de
dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência),
BCQ (comercial Bioplant® com quebra de dormência),
BSQ (comercial Bioplant® sem quebra de dormência).
De acordo com os resultados obtidos, os
substratos areia e comercial Bioplant®
apresentaram diferença significativa, com
relação ao substrato terra preta, tanto para os
tratamentos de superação de dormência e sem
superação de dormência (Gráficos 2 e 3) (LOPES
et al., 2002).
Gráfico 3 – tempo médio de germinação das sementes de
Cenostigma tocantinum após 22 dias da semeadura em
diferentes substratos. ACQ (areia com quebra de
dormência), ASQ (areia sem quebra de dormência), TPSQ
(terra preta sem quebra de dormência), TPSQ (terra preta
sem quebra de dormência), BCQ (comercial bioplant®
com quebra de dormência), BSQ (comercial bioplant® sem
quebra de dormência).
O substrato comercial Bioplant®
apresentou maior capacidade de germinação
quando relacionado ao substrato de areia,
entretanto, no índice de velocidade de
germinação (IVG) a areia com superação de
dormência apresentou-se com melhores
resultados comparados ao substrato comercial
Bioplant®
com superação (Gráficos 3 e 4)
(ROSA; FERREIRA, 2001).
Gráfico 4 – Média de altura das plântulas em centímetros,
após 53 dias de semeadura nos diferentes substratos areia,
terra preta e Bioplant®).
A terra preta obteve os melhores
resultados relacionados à altura das plântulas/cm.
Não houve diferença significativa relacionada à
superação ou não superação de dormência das
sementes de Cenostigma tocantinum (Gráfico 4).
Estudos para estabelecimento de padrões
de arborização de espécies nativas para serem
utilizadas em Belém-PA (avaliando-se altura,
copa, floração, folhagem, valor legal, uso do
fruto, crescimento, fitossanidade, tamanho da
folha, caducifólia, intensidade de frutificação,
peso do fruto, raiz e longevidade), o pau-preto
obteve os melhores resultados, mostrando ser
uma espécie com grande potencial para ser
utilizada em arborização (BEZERRA e
SALOMÃO, 2005).
62
49
32
26
63 59
38
51
68
74
37 41
ACQ ASQ TPCQ TPSQ BCQ BSQ
GERMINAÇÃO (%)
GERMINADAS NÃO GERMINADAS
7,25
5,01
3,50
2,39
6,65 6,68
ACQ ASQ TPCQ TPSQ BCQ BSQ
ÍNDICE DE VELOCIDADE DE
GERMINAÇÃO
IVG (%)
3,6
4,04
3,79
AREIA TERRA PRETA COMERCIAL
BIOPLANT®
ALTURA DAS PLÂNTULAS (CM)
MÉDIA DE ALTURA (cm)
9,68
10,98
9,56
12,08
10,46 9,42
ACQ ASQ TPCQ TPSQ BCQ BSQ
TEMPO MÉDIO DE
GERMINAÇÃO
TMG
O grau de umidade das sementes foi de
20,35%, em média. O número de sementes por
quilo foi igual a 2679 sementes.
A germinação das sementes pode
acontecer em qualquer material que proporcione
reserva de água e disponibilidade de macro e
micronutrientes suficiente para o processo
germinativo, entretanto os resultados obtidos
podem ser variados de acordo com cada
metodologia e/ou substrato ou mistura utilizada
(MAYER & POLJAKOFF-MAYBER, 1989;
CARVALHO & NAKAGAWA, 2000).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os substratos que apresentaram as
melhores taxas germinativas de Cenostigma
tocantinum Ducke, em casa de vegetação, foram
o Bioplant®
e areia, para ambos os tratamentos.
O substrato comercial Bioplant®
propiciou melhor desenvolvimento das plântulas.
Os diferentes substratos testados
influenciaram na sobrevivência das plântulas.
O índice de mortalidade foi significativo
para todos os tratamentos.
Não houve diferenças significativas entre
os tratamentos de areia e comercial Bioplant®
com superação e sem superação de dormência,
entretanto, a taxa de germinação no substrato
terra preta apresentou-se inferior em relação aos
demais tratamentos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BEZERRA, A.V.; SALOMÃO, R.P. Base de
dados de espécies arbóreas ornamentais para
o paisagismo urbano. In: SEMINÁRIO DE
INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC DO MUSEU
PARAENSE EMÍLIO GOELDI, 13., Anais....
Belém-PA. p. 45, 2005.
BORGES, E. E. L.; RENA, A. B. Germinação
de sementes. In: AGUIAR, I. B.; PIÑA-
RODRIGUES, F. C. M.; FIGLIOLIA, M. B.
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Brasília-DF. ABRATES, p. 83 – 135, 1993.
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Agrária. Regras para análise de sementes.
Brasília: SNDA/DNDV/CLAV, 365 p, 1992.
CARVALHO, N. M. e NAKAGAWA, J.
Sementes: ciências, tecnologia e produção. 2º
ed. Campinas: Fundação Cargill, 565 p, 2000.
FIGLIOLIA, M. B.; OLIVEIRA, E. C.; PINÃ-
RODRIGUES, F. C. M. Análise de sementes.
In: AGUIAR, I. B.; PINÃ-RODRIGUES, F. C.
M.; FIGLIOLIA, M. B. Sementes florestais
tropicais. Brasília: ABRATES, p.137-174, 1993.
GARCIA, L.C.; MORAES, R.P. de; LIMA,
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Umidade em Sementes de Cenostigma
tocantinum Ducke. Revista Brasileira de
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GUARIM NETO, G.; MORAIS, R.G. Recursos
medicinais de espécies do cerrado de Mato
Grosso: um estudo bibliográfico. Acta Botânica
Brasílica, v.17, n.4, p.561 584, 2003.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA
E ESTATÍSTICA (IBGE), 2016.
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO
ECONOMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO
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Parauapebas. Belém, 47 p, 2012.
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calabura (Mutingia calabura L.). Revista
Brasileira de Sementes, Brasília, v. 24, n. 1, p.
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LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de
identificação e cultivo de plantas arbórea nativas
do Brasil. / Harri Lorenzi. 2 ed. Nova Odessa, SP:
Edit. Pantarum. v. 2, 368 p. 1998.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de
identificação e cultivo de plantas arbóreas
nativas do Brasil. São Paulo: Plantarum, 352 p,
2000.
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identificação e cultivo de plantas arbóreas do
Brasil. 4 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum,
v.1, 368 p, 2002.
MACHADO, C. F.; OLIVEIRA, J. A.; DAVIDE,
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condução do teste de germinação em sementes
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vegetation of Carajás revealed by the list of seed
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PIOVESAN, P. R. R. CAITANO, F. S. GINO, J.
C. REIS, A. R. S. FREITAS, A. D. D. Aspectos
biométricos e morfológicos de frutos,
sementes e plântulas de macharimbé. Semana
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A.C.S. et al. Germinação de sementes e
produção de mudas de plantas do cerrado.
Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 96p,
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Carajás/Landscapes and Plants of Carajás.
Belém: Instituto Tecnológico Vale, 2017.
SILVA, J. B.; NAKAGAWA, J. Estudos de
fórmulas para cálculo de velocidade de
germinação. Informativo ABRATES, Brasília,
v. 5, n. 1, p. 62-73, 1995.
______________________________________
1-Engenheira Florestal. Pós-graduada em Gestão
Ambiental e Segurança do Trabalho – IPEMIG. E-mail:
mariusagomes@hotmail.com
2-Engenheira Ambiental. Pós-graduada em Engenharia
de Segurança do Trabalho – FADESA. E-mail:
eng.rhaysacarla@gmail.com
3-Graduada em Engenharia Agronômica – UFRA. E-
mail: mhaysamoreira.cup@gmail.com
4-Engenheiro Florestal. Mestre em Ciências
Ambientais-ITVDS. E-mail:
lacarra.engflorestal@gmail.com
5-Engenheira Florestal. Pós-graduada em
Georreferenciamento de Imóveis Rurais –
IPGC/IEDUCARE. E-mail: wslena-
rayane@hotmail.com
6-Engenheira Florestal. Pós-graduada em Gestão,
Licenciamento e Auditoria Ambiental – UNOPAR. E-
mail: evelyn.monte@outlook.com
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Artigo bioterra v21_n2_03

  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 21 - Número 2 - 2º Semestre 2021 DESEMPENHO GERMINATIVO DO PAU PRETO (Cenostigma tocantinum DUCKE) EM DIFERENTES SUBSTRATOS Mariusa Aparecida Gomes dos Santos1 ; Rhaysa Carla Gomes Moreira2 ; Mhaysa Carolina Gomes Moreira3 ; Juan Pedro Eliot Neris Lacarra4 ; Wslena Rayane Bonfim Gonçalves5 ; Evelyn Sabrina da Silva Monte6 RESUMO O Pau Preto (Cenostigma Tocantinum Ducke) é uma espécie florestal nativa da Amazônia, com potencial para arborização de ruas, avenidas e praças. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento de sementes de Cenostigma tocantinum Ducke, como desenvolvimento inicial e sobrevivência das plântulas em diferentes substratos. As sementes foram coletadas em árvores matrizes do perímetro urbano de Parauapebas e submetidas a dois tratamentos com cem repetições em cada tratamento. As sementes foram plantadas em saco de polietileno, contendo uma mistura de terra preta e esterco de curral 1:1 e comercial Bioplant® na proporção de 1:1, O grau de umidade das sementes foi de 20,35%, em média. O número de sementes por quilo foi igual a 2679 sementes. O início da germinação foi observado no quinto dia após a instalação do experimento. A taxa de sobrevivência foi avaliada durante cinquenta e três dias. Não houve diferenças significativas entre os tratamentos de areia e comercial Bioplant® , entretanto, a taxa de germinação no substrato ‘terra preta’ apresentou um percentual inferior em relação aos demais. Palavras-chave: Espécie Florestal, Germinação, Semente Nativa, Tecnologia de Semente. GERMINATIVE PERFORMANCE OF “PAU PRETO” (Cenostigma tocantinum DUCKE) IN DIFFERENT SUBSTRATES ABSTRACT Pau Preto (Cenostigma Tocantinum Ducke) is a forest species native to the Amazon, with the potential for afforestation of streets, avenues and squares. The present work aimed to evaluate the behavior of Cenostigma tocantinum Ducke seeds, as initial development and seedling survival in different substrates. The seeds were collected from matrix trees in the urban perimeter of Parauapebas and submitted to two treatments with one hundred repetitions in each treatment. The seeds were planted in a polyethylene bag, containing a mixture of black soil and 1: 1 commercial corral Bioplant® in a 1: 1 ratio. The seed moisture content was 20.35%, on average. The number of seeds per kilo was equal to 2679 seeds. The beginning of germination was observed on the fifth day after the installation of the experiment. The survival rate was assessed for fifty-three days. There were no significant differences between the sand and commercial treatments Bioplant®, however, the germination rate in the substrate ‘terra negra’ showed a lower percentage compared to the others. Keywords: Forest Species, Germination, Native Seed, Seed Technology. 16
  • 2. INTRODUÇÃO Cenostigma tocantinum Ducke, pertencente à subfamília Caesalpinioideae (Fabaceae). É uma espécie encontrada na Região Amazônica, principalmente ao longo do Rio Tocantins, de onde tomou emprestado o nome científico. Bela leguminosa de porte pequeno a médio, dotada de tronco canelado, copa densa, além de exuberante seu florescimento na tonalidade amarelo-ouro (LORENZI, 1998; 2000). Possui características ímpares, tais como tronco retilíneo e ornamental, rápido crescimento, copa ampla que proporciona sombreamento eficiente, praticamente sem queda de folhas, e sistema radicular inofensivo (LORENZI, 2002; LEÃO et al., 2005). Espécie de ampla utilização na arborização urbana, em climas tropicais e subtropicais. Segundo Lorenzi (1998), além do grande potencial de C. tocantinum para arborização, esta essência florestal também apresenta importância econômica na construção civil, como caibros, ripas e vigas, além de sua utilidade em obras externas por apresentar madeira bastante durável quando exposta (PIOVESAN et al., 2010). A germinação das sementes de Pau Preto tem sido objeto de estudos visando atender a grande demanda de mudas para diversos tipos de projetos. Garcia et al., (2008), estudaram o comportamento das sementes em relação ao nível crítico de umidade, que permitam manter a sua viabilidade, concluindo que a espécie possui sementes ortodoxas, o que possibilita o seu armazenamento. Como a planta é bem adaptada a terrenos secos, essa espécie também é utilizada para projetos de recuperação de áreas degradadas, matas ciliares e demais áreas de preservação permanente (LORENZI, 2002; GUARIM-NETO E MORAIS, 2003). A função do substrato é proporcionar à semente condições ambientais adequadas para a germinação e desenvolvimento inicial da plântula. Deve-se levar em consideração o tamanho da semente, a exigência com relação à umidade e à luz, as condições favoráveis que o substrato oferece ao desenvolvimento da plântula e à avaliação durante as contagens (POPINIGIS, 1985; FIGLIOLIA et al., 1993). O substrato também deve ser atóxico às plântulas, livre de microrganismos, além de apresentar boa aeração e capacidade de absorção e retenção de água (BORGES; RENA, 1993). A necessidade crescente de mudas com características desejáveis e resistência às condições adversas exige dos viveiristas a formulação de substratos adequados, que garantam um controle de qualidade eficiente e seguro, contendo mudas homogêneas e que propiciem o estabelecimento e a perpetuação da espécie, principalmente para as espécies nativas (SALOMÃO et al., 2003). Assim, o presente artigo teve como objetivo avaliar o comportamento germinativo da semente de Cenostigma tocantinum, o desenvolvimento inicial e a sobrevivência das plântulas em diferentes substratos. MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da área de estudo A pesquisa foi conduzida em um viveiro rustico experimental construído pelos autores do artigo, localizado nas coordenadas geográficas centrais 6º09’58’’S de latitude e 49º10’11’’W de longitude, situado na Rua Cametá, Número 48 no Bairro Linha Verde em Parauapebas-Pará (Figuras 1 e 2). Figura 1. Mapa de localização do município de Parauapebas-Pará. Fonte: IBGE (Adaptado pelos autores, 2019). Parauapebas possui clima “Aw” segundo a classificação de Koppen, quente e úmido, com precipitação anual elevada, sendo que a precipitação anual máxima pode chegar a 2800 mm e a umidade relativa do ar pode ultrapassar 90%. A temperatura média ao longo do ano é de 29ºC (IBGE,2016).
  • 3. O grande domínio vegetal de Parauapebas é de Floresta Ombrófila, que varia de acordo com as variações de solo e relevo, proporcionando a ocorrência local dos subtipos: Floresta Densa Submontana e Floresta Aberta Submontana. Dominando o cimo de algumas cristas e chapadas, ao sul da Serra de Carajás, encontram-se campos rupestres sobre o solo rico em ferro denominado canga, com predominância de vegetação xerofítica (ZAPPI, 2017; MOTA et al., 2018). Figura 2. Mapa de localização da área de pesquisa deste estudo. Fonte: Google Earth (Adaptado pelos autores, 2019). O município apresenta uma topografia com grande variação dos seus níveis altimétricos, onde se destaca os maiores valores verificados na Serra dos Carajás, Arqueada, do Buriti ou do Rabo (IDESP, 2012). A principal bacia hidrográfica do Município é a do rio Itacaiúnas, que nasce no sudoeste do território, na Serra da Seringa e atravessa áreas serranas que incluem a Serra dos Carajás, limitando em parte com o município de Marabá. Recebe pela margem direita o rio Novo (limite com o município de Curionópolis) e o rio Parauapebas, que banha a sede municipal. Pela margem esquerda, estão presentes os rios Água Preta, Piranhas e Catete (IDESP, 2012). Metodologia Foram coletadas duzentas sementes de Pau Preto em diferentes matrizes localizadas na Avenida Faruk Salmen, zona urbana de Parauapebas, em outubro de 2016. As sementes foram previamente desinfestadas em solução de sabão líquido, neutro na proporção de 1:1 (BRASIL, 1992). O plantio foi conduzido em sorteio dos dois tratamentos com repetições aleatórias. A semeadura foi realizada a um centímetro de profundidade em sacos de polietileno nos diferentes substratos. As regas e coleta de dados foram feitas diariamente, no período da tarde e seguindo as recomendações para as condições de cultivo propostas por Cunha (2005). O número de sementes germinadas foi avaliado diariamente, adotando-se como critério de germinação a emergência dos cotilédones, com o consequente surgimento do hipocótilo (BRASIL, 1992). Foram avaliados os seguintes parâmetros: germinação - porcentagem de sementes germinadas até o final do experimento; índice de velocidade de germinação (IVG) – determinado de acordo com a fórmula apresentada por Maguire (1962); tempo médio de germinação (TMG) – de acordo com a fórmula citada por Silva e Nakagawa (1995), com o resultado expresso em dias após a semeadura; comprimento da parte aérea – foram medidas com o auxílio de uma régua graduada em milímetros e os resultados expressos em cm/plântula; número de hastes por plântula, índice de sobrevivência (% S), após 50 dias e percentual de morte (% M). RESULTADOS E DISCUSSOES Nos gráficos, 1, 2, 3 e 4 estão apresentados os resultados das análises de %G, IVG, TMG e Altura (H). Gráfico1- germinação (%) das sementes de Cenostigma tocantinum, no período de 22 dias após a semeadura. ACQ (areia com quebra de dormência), ASQ (areia sem quebra de dormência), TPCQ (terra preta com quebra de dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência), BCQ (comercial Bioplant® com quebra de dormência), BSQ (comercial Bioplant® sem quebra de dormência).
  • 4. A partir dos dados coletados das sementes germinadas. Constatou-se que o efeito da maioria dos tratamentos e suas interações foram significativos (Gráficos 1, 2, 3 e 4). Gráfico 2- índice de velocidade de germinação em percentagem (%), após 22 dias da semeadura, onde ACQ (areia com quebra de dormência), ASQ (areia sem quebra de dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência), BCQ (comercial Bioplant® com quebra de dormência), BSQ (comercial Bioplant® sem quebra de dormência). De acordo com os resultados obtidos, os substratos areia e comercial Bioplant® apresentaram diferença significativa, com relação ao substrato terra preta, tanto para os tratamentos de superação de dormência e sem superação de dormência (Gráficos 2 e 3) (LOPES et al., 2002). Gráfico 3 – tempo médio de germinação das sementes de Cenostigma tocantinum após 22 dias da semeadura em diferentes substratos. ACQ (areia com quebra de dormência), ASQ (areia sem quebra de dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência), TPSQ (terra preta sem quebra de dormência), BCQ (comercial bioplant® com quebra de dormência), BSQ (comercial bioplant® sem quebra de dormência). O substrato comercial Bioplant® apresentou maior capacidade de germinação quando relacionado ao substrato de areia, entretanto, no índice de velocidade de germinação (IVG) a areia com superação de dormência apresentou-se com melhores resultados comparados ao substrato comercial Bioplant® com superação (Gráficos 3 e 4) (ROSA; FERREIRA, 2001). Gráfico 4 – Média de altura das plântulas em centímetros, após 53 dias de semeadura nos diferentes substratos areia, terra preta e Bioplant®). A terra preta obteve os melhores resultados relacionados à altura das plântulas/cm. Não houve diferença significativa relacionada à superação ou não superação de dormência das sementes de Cenostigma tocantinum (Gráfico 4). Estudos para estabelecimento de padrões de arborização de espécies nativas para serem utilizadas em Belém-PA (avaliando-se altura, copa, floração, folhagem, valor legal, uso do fruto, crescimento, fitossanidade, tamanho da folha, caducifólia, intensidade de frutificação, peso do fruto, raiz e longevidade), o pau-preto obteve os melhores resultados, mostrando ser uma espécie com grande potencial para ser utilizada em arborização (BEZERRA e SALOMÃO, 2005). 62 49 32 26 63 59 38 51 68 74 37 41 ACQ ASQ TPCQ TPSQ BCQ BSQ GERMINAÇÃO (%) GERMINADAS NÃO GERMINADAS 7,25 5,01 3,50 2,39 6,65 6,68 ACQ ASQ TPCQ TPSQ BCQ BSQ ÍNDICE DE VELOCIDADE DE GERMINAÇÃO IVG (%) 3,6 4,04 3,79 AREIA TERRA PRETA COMERCIAL BIOPLANT® ALTURA DAS PLÂNTULAS (CM) MÉDIA DE ALTURA (cm) 9,68 10,98 9,56 12,08 10,46 9,42 ACQ ASQ TPCQ TPSQ BCQ BSQ TEMPO MÉDIO DE GERMINAÇÃO TMG
  • 5. O grau de umidade das sementes foi de 20,35%, em média. O número de sementes por quilo foi igual a 2679 sementes. A germinação das sementes pode acontecer em qualquer material que proporcione reserva de água e disponibilidade de macro e micronutrientes suficiente para o processo germinativo, entretanto os resultados obtidos podem ser variados de acordo com cada metodologia e/ou substrato ou mistura utilizada (MAYER & POLJAKOFF-MAYBER, 1989; CARVALHO & NAKAGAWA, 2000). CONSIDERAÇÕES FINAIS Os substratos que apresentaram as melhores taxas germinativas de Cenostigma tocantinum Ducke, em casa de vegetação, foram o Bioplant® e areia, para ambos os tratamentos. O substrato comercial Bioplant® propiciou melhor desenvolvimento das plântulas. Os diferentes substratos testados influenciaram na sobrevivência das plântulas. O índice de mortalidade foi significativo para todos os tratamentos. Não houve diferenças significativas entre os tratamentos de areia e comercial Bioplant® com superação e sem superação de dormência, entretanto, a taxa de germinação no substrato terra preta apresentou-se inferior em relação aos demais tratamentos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BEZERRA, A.V.; SALOMÃO, R.P. Base de dados de espécies arbóreas ornamentais para o paisagismo urbano. In: SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI, 13., Anais.... Belém-PA. p. 45, 2005. BORGES, E. E. L.; RENA, A. B. Germinação de sementes. In: AGUIAR, I. B.; PIÑA- RODRIGUES, F. C. M.; FIGLIOLIA, M. B. (Coords). Sementes florestais tropicais. Brasília-DF. ABRATES, p. 83 – 135, 1993. BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Regras para análise de sementes. Brasília: SNDA/DNDV/CLAV, 365 p, 1992. CARVALHO, N. M. e NAKAGAWA, J. Sementes: ciências, tecnologia e produção. 2º ed. Campinas: Fundação Cargill, 565 p, 2000. FIGLIOLIA, M. B.; OLIVEIRA, E. C.; PINÃ- RODRIGUES, F. C. M. Análise de sementes. In: AGUIAR, I. B.; PINÃ-RODRIGUES, F. C. M.; FIGLIOLIA, M. B. Sementes florestais tropicais. Brasília: ABRATES, p.137-174, 1993. GARCIA, L.C.; MORAES, R.P. de; LIMA, R.M.B. Determinação do Grau Crítico de Umidade em Sementes de Cenostigma tocantinum Ducke. Revista Brasileira de Sementes, v. 30, n 3, p. 172-176, 2008. GUARIM NETO, G.; MORAIS, R.G. Recursos medicinais de espécies do cerrado de Mato Grosso: um estudo bibliográfico. Acta Botânica Brasílica, v.17, n.4, p.561 584, 2003. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), 2016. INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ (IDESP). Estatística Municipal: Parauapebas. Belém, 47 p, 2012. LEÃO, N.V.M.; OHASHI, S.T.; VIEIRA, I.G.; GHILARD, R. Ilha de Germoplasma de Tucuruí-uma reserva da biodiversidade para o futuro. Brasília, Eletronorte, 232 p, 2005. LOPES, J. C.; PEREIRA, M. D.; MARTINS- FILHO, S. Germinação de sementes de calabura (Mutingia calabura L.). Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v. 24, n. 1, p. 59-66, 2002. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbórea nativas do Brasil. / Harri Lorenzi. 2 ed. Nova Odessa, SP: Edit. Pantarum. v. 2, 368 p. 1998. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. São Paulo: Plantarum, 352 p, 2000. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do
  • 6. Brasil. 4 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, v.1, 368 p, 2002. MACHADO, C. F.; OLIVEIRA, J. A.; DAVIDE, A.C.; GUIMARÃES, R.M. Metodologia para a condução do teste de germinação em sementes de ipê-amarelo (Tabebuia serratifolia (Vahl) Nicholson). Cerne, Lavras, v.8, n.2, p.17-25, 2002. MAGUIRE, J. D. Speed of germination-aid in selection and evaluation for seedlings emergence and vigor. Crop Science, Madison, v. 2, n. 1, p. 176-177, 1962. MAYER, A.C. & POLJAKOFF-MAYBER, A. The germination of seeds. London: Pergamon Press, 270p, 1989. MOTA, N.F.O. WATANABE, M. T. C. ZAPPI, D. C.; et al. Amazon canga: the unique vegetation of Carajás revealed by the list of seed plants. Rodriguésia, v. 69, n. 3, p. 1435–1487, 2018. PIOVESAN, P. R. R. CAITANO, F. S. GINO, J. C. REIS, A. R. S. FREITAS, A. D. D. Aspectos biométricos e morfológicos de frutos, sementes e plântulas de macharimbé. Semana de Integração das Ciências Agrárias. Altamira, PA: Universidade Federal do Pará, p. 58-64, 2010. POPIGINIS, F. Fisiologia de semente. AGIPLAN. Brasília-DF, 285p, 1985. ROSA, S. G. T.; FERREIRA, A. G. Germinação de sementes de plantas medicinais lenhosas. Acta Botânica Brasílica, São Paulo, v.15, n.2, p.147-154, 2001. SALOMAO, A.N.; SILVA, J.C.S.; SILVA, A.C.S. et al. Germinação de sementes e produção de mudas de plantas do cerrado. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 96p, 2003. ZAPPI, D.C. Paisagens e Plantas de Carajás/Landscapes and Plants of Carajás. Belém: Instituto Tecnológico Vale, 2017. SILVA, J. B.; NAKAGAWA, J. Estudos de fórmulas para cálculo de velocidade de germinação. Informativo ABRATES, Brasília, v. 5, n. 1, p. 62-73, 1995. ______________________________________ 1-Engenheira Florestal. Pós-graduada em Gestão Ambiental e Segurança do Trabalho – IPEMIG. E-mail: mariusagomes@hotmail.com 2-Engenheira Ambiental. Pós-graduada em Engenharia de Segurança do Trabalho – FADESA. E-mail: eng.rhaysacarla@gmail.com 3-Graduada em Engenharia Agronômica – UFRA. E- mail: mhaysamoreira.cup@gmail.com 4-Engenheiro Florestal. Mestre em Ciências Ambientais-ITVDS. E-mail: lacarra.engflorestal@gmail.com 5-Engenheira Florestal. Pós-graduada em Georreferenciamento de Imóveis Rurais – IPGC/IEDUCARE. E-mail: wslena- rayane@hotmail.com 6-Engenheira Florestal. Pós-graduada em Gestão, Licenciamento e Auditoria Ambiental – UNOPAR. E- mail: evelyn.monte@outlook.com 21