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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 18 - Número 1 - 1º Semestre 2018
NOVOS DADOS PALEONTOLÓGICOS DA FORMAÇÃO TATUÍ
(EOPERMIANO, BACIA DO PARANÁ) NO CENTRO-LESTE DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Artur Chahud1
, Setembrino Petri2
RESUMO
A Formação Tatuí, unidade eopermiana da Bacia do Paraná, aparece exclusivamente no
Estado de São Paulo. Muitas publicações sobre esta formação, até 2012, enfocaram a
sedimentologia e fósseis de artrópodes e vertebrados. Trabalhos posteriores trataram
também de outros fósseis, ou seja, caules e icnofósseis. A presente contribuição
adiciona informações mais detalhadas sobre estes fósseis. A análise dos processos
deposicionais conduziram a inferências sobre os paleoambientes da Formação Tatuí na
parte superior, imediatamente abaixo da base do Membro Taquaral da Formação Irati.
Palavras-chave: Tatuí, Bacia do Paraná, icnofósseis, paleoambientes.
NEW PALEONTOLOGICAL DATA FROM THE TATUÍ FORMATION
(EARLY PERMIAN, PARANA BASIN) IN THE CENTER-EAST OF THE
STATE OF SAO PAULO
ABSTRACT
The Brazilian Paraná Basin Early Permian Tatuí Formation occurs only in the State of
São Paulo. Many contributions on this formation, dealing with sedimentology and
paleontology of arthropod and vertebrate were reported up to 2012. Plants stems and
ichnofossils were reported afterward. The present more detailed contribution resulted
from analysis of depositional processes leading to inferences on paleoenvironment
uppermost Tatuí beds, right under lowermost Taquaral Member beds of the Irati
Formation.
Keywords: Tatuí, Paraná Basin, ichnofossils, paleoenvironment.
INTRODUÇÃO
A Formação Tatuí, exclusiva do
Estado de São Paulo, é formada da
sucessão de argilitos e arenitos finos
bem selecionados, localmente, maciços
ou com hummockies. Entre estas
camadas ocorrem níveis
conglomeráticos de origem flúvio-
deltaica (STEVAUX et al. 1986;
ASSINE et al. 2003).
Nos últimos anos, a Formação
Tatuí foi alvo de intensa pesquisa
paleontológica divulgando muitos
trabalhos nas áreas de paleontologia
com descrições de crustáceos
(MEZZALIRA; MARTINS NETO,
1992; CHAHUD et al. 2012),
vertebrados (CHAHUD; PETRI, 2010a;
2010b; 2010c; 2012), estudos
bioestratigráficos (CHAHUD et al.
2012) e tafonômicos (CHAHUD, 2011).
70
O topo da Formação Tatuí exibe
grande variação sedimentológica, ora
com arenitos finos bem selecionados e
estratificação cruzada ou com
conglomerados e grande variação de
fósseis. Apesar do grande conhecimento
adquirido nos últimos anos, parte do
conteúdo paleontológico foi referido
apenas em citações bibliográficas e, no
caso de vegetais e icnofósseis, apenas
em trabalhos iniciais, realizados em
níveis intermediários da unidade
(SOARES, 1972; STEVAUX et al.
1986; ASSINE et al. 2003; CHAHUD;
PETRI, 2009; CHAHUD, 2011) .
O objetivo desta contribuição é a
apresentação dos novos dados sobre os
fósseis vegetais da Formação Tatuí e de
icnofósseis presentes no contato Tatuí-
Taquaral. Além das características
paleontológicas, os novos dados
permitem inferir hipóteses
deposicionais e paleoambientais.
PALEOFLORA DA FORMAÇÃO
TATUÍ
Referências a vegetais na
Formação Tatuí tem se limitados a
espécimes fragmentados e isolados. Os
maiores exemplares provêm do
Conglomerado Ibicatu (FÚLFARO et
al. 1984; ASSINE et al. 2003;
CHAHUD; PETRI, 2009).
O afloramento-tipo do
Conglomerado Ibicatu de Soares (1972)
era um corte de estrada que foi
destruído e localizava-se na estrada
Elihu Rooth entre os municípios de
Leme e Araras, é basicamente
constituído de clastos de sílex de
tamanhos entre um a três centímetros
em arenito grosso amarronzado.
Segundo observações de Soares (1972),
Stevaux et al. (1986) e Assine et al.
(2003) a unidade tinha 6m de espessura
com grande quantidade de fósseis, todos
vegetais, alguns de grande porte, caules
de quase um metro.
Os depósitos da seção tipo de
Ibicatu estavam em contato direto com
o Membro Taquaral, contudo outros
depósitos associados com a fácies
Ibicatu foram associados à parte
superior da Formação Tatuí e
frequentemente aparecem abaixo de
outras fácies (SOARES, 1972; ASSINE
et al. 2003; CHAHUD et al. 2012).
Os fosseis recuperados deste
antigo afloramento são representados
por caules pertencentes a Pteridófitas e
Espermatófitas (Gimnospermas ou
Pteridospermas).
As Pteridofitas foram os maiores
fósseis encontrados na Formação Tatuí,
estudadas por Chahud e Petri (2009) e
Chahud (2011) que as colocaram
preliminarmente no gênero Tietea.
Além das pteridófitas, foram
encontrados lenhos menores atribuídos
a Gimnospermas ou a Pteridospermas.
Os caules são do tipo gimnospérmico
cilíndrico com deformação causada por
compactação (Fig. 1). Nos exemplares
analisados, a medula é pequena,
comparada ao tamanho do exemplar,
alongada e irregular.
Figura 1 - Lenho fóssil coletado na Fácies Ibicatu, GP/3E – 9185. Escala 5cm.
As análises de lâmina delgada
realizadas por Chahud (2011) sugeriram
a presença de possíveis anéis
interrompidos, principalmente próximos
da medula, contudo em análises
posteriores foram comprovadas a
inexistência de tais características.
Os fósseis foram encontrados em
um conglomerado de clastos de
tamanhos variando de cinco milímetros
a três centímetros. Os clastos são
alongados, arredondados alguns
angulosos.
Os exemplares estão deformados
e silicificados por diagênese incipiente,
melhor observados nas pteridófitas
(CHAHUD, 2011), contudo esta
silicificação não foi intensa a ponto de
desenvolver estruturas maiores de sílex.
A estrutura interna dos fósseis foi
modificada pela diagênese. A principal
característica foi a compressão dos
fósseis, pelo peso do aporte sedimentar
que o cobriu, gerando aumento aparente
da largura e deformações internas.
Nenhum fóssil foi encontrado
em posição de vida, mas em posições
geradas por transporte. Os fósseis eram
vegetais de grande porte, portanto a
energia que os carregou era alta.
Contudo não foi possível identificar a
distância de transporte, mas a textura da
rocha e a quantidade de grãos angulosos
sugerem um evento único ou de curta
duração, que pouco retrabalhou os
fósseis.
ICNOFÓSSEIS DO CONTATO
TATUÍ - IRATI
Diversas perfurações biogênicas
ocorrem no afloramento do Sítio Santa
Maria, divisa entre os municípios de
Ipeúna – Rio Claro no topo da
Formação Tatuí, logo abaixo do
Membro Taquaral (Figs. 2 e 3). Este
afloramento é mais conhecido pela
grande quantidade de paleoictiólitos de
Chondrichthyes e Osteichthyes da base
do Membro Taquaral (CHAHUD et al.
2010; CHAHUD; PETRI, 2010a).
Figura 2 - Mapa do Estado de São Paulo destacando as faixas de ocorrência das formações Tatuí e Irati.
Abaixo mapa local destacando as principais rodovias de acesso ao Sítio Santa Maria.
Figura 3 – Seção colunar do Sítio Santa Maria destacando a base da Formação Irati e o topo da Formação
Tatuí e os icnofósseis
Os icnólitos são alongados,
assimétricos (Fig.4B e 4C), formato
irregular de “J” ou “L”, com variações
de largura e comprimento, podendo
apresentar ramificações (Fig.4C) ou
estarem isolados (Fig. 4A). As
perfurações ocorrem em arenito
esbranquiçado do topo da Formação
Tatuí e os maiores alcançam 4 cm de
comprimento.
São estruturas raras e em
nenhum outro ponto foram encontrados
em camadas do topo da Formação
Tatuí. Nenhum dos ictiólitos descritos
por NETTO (2000) e FERNANDES et
al. (2002), das formações Rio Bonito e
Palermo, cronocorrelatas da Formação
Tatuí no estados da região sul do Brasil,
exibem características semelhantes aos
descritos, embora alguns são
comparáveis em certos aspectos, mas
com marcantes diferenças.
Segundo Chahud (2011) o
icnogênero Psilonichnus foi o que mais
se aproxima do icnólito estudado. Na
época os icnólitos também foram
interpretados como pertencentes à
icnofácies Psilonichnus.
A icnofácies Psilonichnus é
costeira marginal, na zona praial de
dunas (supramaré) para terrestre. Para
Chahud (2011) os depósitos da base do
Membro Taquaral teriam origem em
uma transgressão que afogaria estes
depósitos da Formação Tatuí e seu
interior teria então sido imediatamente
preenchido pelo material da camada
sobrejacente pelo aumento do nível do
corpo d’água.
Esta hipótese não é possível,
pois um evento transgressivo seria
contínuo e provavelmente teria
destruído estes depósitos, mesmo que o
evento tenha sido de curta duração (ex:
formação do Mar Negro no
Quaternário).
Aparentemente esta área esteve
mais protegida ou sofreu menos erosão
do que outras e por isso estes icnólitos
deveriam estar em um substrato estável,
não consolidado, em arenito fino a
síltico de energia moderada. Estes
depósitos estariam mais próximos da
interpretação para icnofácies
Glossifungites (FERNANDES et al.
2002)
A hipótese é reforçada por
recentes estudos dos depósitos da base
arenosa do Membro Taquaral que
demonstraram que estes depósitos se
formaram por eventos episódicos (ondas
de tempestades ou grandes enxurradas).
Portanto o afloramento do Sítio Santa
Maria estaria em uma região mais
distante, em que somente os eventos
mais fortes poderiam alcançar. Isso
explicaria também a abundância, bom
estado de preservação e riqueza de
fósseis no Membro Taquaral (o maior e
mais diversificado entre todos os
afloramentos da base arenosa) e a
ausência dos depósitos com estes
icnólitos no topo da Formação Tatuí,
pois em outros locais com maior
influência dos eventos episódicos os
depósitos foram mais facilmente
erodidos.
Os poucos fósseis orientados
inclinadamente (fig. 4D) poderiam ser
resultado de ações de correntes durante
a deposição da camada subjacente. Tais
estruturas seriam resultante da fuga de
seus construtores devido a nova
sedimentação acima.
Figura 4 - Icnofósseis encontrados no Afloramento do Sítio Santa Maria. A e B) exemplares com
preenchimentos contendo ictiólitos (GP7E/349b e GP7E/351a). C-D) Icnofósseis orientados (GP7E/350a
e GP7E/349a). Escala 10mm.
DISCUSSÃO PALEOAMBIENTAL
Apesar dos fosseis descritos
estarem em depósitos do topo da
Formação Tatuí, as características
ambientais e deposicionais em que
foram formados são diferenciados,
variando de conglomerados para
arenitos finos bem selecionados.
Os vegetais foram encontrados
em depósitos de origem fluvial e
provavelmente condicionados por
épocas de grandes tempestades ou de
chuvas intensas periódicas que
arrancariam grandes lenhos e os
arrastavam.
A falta de anéis de crescimento
comprova que não havia grandes
mudanças na fonte de água e nutrientes
para a vida do vegetal. Contudo não é
possível inferir se o clima era úmido ou
semi-árido com chuvas periódicas, pois
o vegetal deveria ser dependente do rio
e se desenvolvia em suas margens.
Os animais formadores dos
icnofósseis são do tempo de deposição
do Membro Taquaral, apesar de suas
escavações teriam sido realizadas em
depósitos da Formação Tatuí, e viviam
em locais mais distantes e de menor
energia comparado com as regiões
costeiras de influencia de ondas e rios.
CONCLUSÕES
Os fósseis encontrados estão
localizados nas fácies de topo da
Formação Tatuí em contato com o
Membro Taquaral. No entanto os
depósitos são diferentes dos de outras
posições estratigráficas demonstrando a
complexidade deposicional da
Formação Tatuí.
As espermatófitas
(gimnospermas ou pteridospermas) não
possuem anéis de crescimento,
indicando ambiente estável, sem grande
sazonalidade e sem variação de entrada
de nutrientes no sistema.
Nenhum fóssil vegetal foi
encontrado em posição de vida, mas em
posições geradas por transporte e todos
com deformações diagenéticas
(compressão). Aparentemente foram
arrastados por um período forte de cheia
(enxurrada) que os arrancou das zonas
marginais onde viviam.
Os icnofósseis são estruturas
verticais irregulares encontradas no topo
da Formação Tatuí, em um arenito fino
a muito fino em contato direto com o
Membro Taquaral. Não foi possível
identificá-lo com segurança, mas
possuíam formato similar ao icnogênero
Psilonichnus, contudo sua icnofácies foi
gerada em meio aquático, sendo a
icnofácies mais apropriada é
Glossifungites.
O período em que viveram os
organismos formadores destas
estruturas foi no inicio da deposição do
Membro Taquaral, caracterizado por
alguns icnólitos orientados e inclinados
sugerindo possível fuga do organismo
na tentava de se proteger do evento de
alta energia que formou os depósitos da
base do Membro Taquaral.
AGRADECIMENTOS
Os autores expressam seu
agradecimento ao Professor Doutor
Thomas Rich Fairchild pelo apoio e
auxílio dado em vários momentos,
durante essa pesquisa. Aos proprietários
do Sítio Santa Maria no município de
Rio Claro. Ao Departamento de
Geologia Sedimentar e Ambiental do
Instituto de Geociências da
Universidade de São Paulo que permitiu
que os trabalhos fossem realizados em
seus laboratórios. Por último um
agradecimento especial ao Conselho
Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq),
(Proc: 500755/2013-2) pelo apoio
financeiro para o desenvolvimento da
pesquisa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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PERINOTTO, J.A.J. Paleocorrentes,
paleogeografia e seqüências
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tubarão Taquaralodus albuquerquei
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Sarcopterygii do Eopermiano da Bacia
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L. F.. (2000). A paleontologia do Rio
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43
SOARES, P. C. O limite glacial/pós-
glacial do Grupo Tubarão no Estado de
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1972. p. 333-342.
STEVAUX, J.C.; SOUZA-FILHO, E.
E.; FÚLFARO, V.J. Trato deposicional
da Formação Tatuí (P) na área aflorante
do NE da Bacia do Paraná, Estado de
São Paulo. In: XXXIV CONGRESSO
BRASILEIRO DE GEOLOGIA,
Goiânia. Sociedade Brasileira de
Geologia. Anais. 1: 1986. p. 219-229.
________________________________
1.Artur Chahud (primeiro autor)
Universidade de São Paulo, Instituto de
Geociências, Departamento de Geologia
Sedimentar e Ambiental. Rua do Lago,
562. Cidade Universitária 05508900 -
São Paulo, SP – Brasil. e-mail:
arturchahud@yahoo.com
2.Setembrino Petri
Universidade de São Paulo, Instituto de
Geociências, Departamento de
Geologia Sedimentar e Ambiental. Rua
do Lago, 562. Cidade Universitária
05508900 - São Paulo, SP – Brasil. Tel.
profissional. (11) 3091-4662. e-mail:
spetri@usp.br
Endereço para correspondência
Artur Chahud
Rua Prates, 583, apto 14. Bairro Bom
Retiro. São Paulo. SP - Brasil. CEP:
01121-000. Tel. residencial (11) 3227-
3689. Tel. celular. (11) 9859-6400. e-
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Artigo bioterra v18_n1_09

  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 18 - Número 1 - 1º Semestre 2018 NOVOS DADOS PALEONTOLÓGICOS DA FORMAÇÃO TATUÍ (EOPERMIANO, BACIA DO PARANÁ) NO CENTRO-LESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO Artur Chahud1 , Setembrino Petri2 RESUMO A Formação Tatuí, unidade eopermiana da Bacia do Paraná, aparece exclusivamente no Estado de São Paulo. Muitas publicações sobre esta formação, até 2012, enfocaram a sedimentologia e fósseis de artrópodes e vertebrados. Trabalhos posteriores trataram também de outros fósseis, ou seja, caules e icnofósseis. A presente contribuição adiciona informações mais detalhadas sobre estes fósseis. A análise dos processos deposicionais conduziram a inferências sobre os paleoambientes da Formação Tatuí na parte superior, imediatamente abaixo da base do Membro Taquaral da Formação Irati. Palavras-chave: Tatuí, Bacia do Paraná, icnofósseis, paleoambientes. NEW PALEONTOLOGICAL DATA FROM THE TATUÍ FORMATION (EARLY PERMIAN, PARANA BASIN) IN THE CENTER-EAST OF THE STATE OF SAO PAULO ABSTRACT The Brazilian Paraná Basin Early Permian Tatuí Formation occurs only in the State of São Paulo. Many contributions on this formation, dealing with sedimentology and paleontology of arthropod and vertebrate were reported up to 2012. Plants stems and ichnofossils were reported afterward. The present more detailed contribution resulted from analysis of depositional processes leading to inferences on paleoenvironment uppermost Tatuí beds, right under lowermost Taquaral Member beds of the Irati Formation. Keywords: Tatuí, Paraná Basin, ichnofossils, paleoenvironment. INTRODUÇÃO A Formação Tatuí, exclusiva do Estado de São Paulo, é formada da sucessão de argilitos e arenitos finos bem selecionados, localmente, maciços ou com hummockies. Entre estas camadas ocorrem níveis conglomeráticos de origem flúvio- deltaica (STEVAUX et al. 1986; ASSINE et al. 2003). Nos últimos anos, a Formação Tatuí foi alvo de intensa pesquisa paleontológica divulgando muitos trabalhos nas áreas de paleontologia com descrições de crustáceos (MEZZALIRA; MARTINS NETO, 1992; CHAHUD et al. 2012), vertebrados (CHAHUD; PETRI, 2010a; 2010b; 2010c; 2012), estudos bioestratigráficos (CHAHUD et al. 2012) e tafonômicos (CHAHUD, 2011). 70
  • 2. O topo da Formação Tatuí exibe grande variação sedimentológica, ora com arenitos finos bem selecionados e estratificação cruzada ou com conglomerados e grande variação de fósseis. Apesar do grande conhecimento adquirido nos últimos anos, parte do conteúdo paleontológico foi referido apenas em citações bibliográficas e, no caso de vegetais e icnofósseis, apenas em trabalhos iniciais, realizados em níveis intermediários da unidade (SOARES, 1972; STEVAUX et al. 1986; ASSINE et al. 2003; CHAHUD; PETRI, 2009; CHAHUD, 2011) . O objetivo desta contribuição é a apresentação dos novos dados sobre os fósseis vegetais da Formação Tatuí e de icnofósseis presentes no contato Tatuí- Taquaral. Além das características paleontológicas, os novos dados permitem inferir hipóteses deposicionais e paleoambientais. PALEOFLORA DA FORMAÇÃO TATUÍ Referências a vegetais na Formação Tatuí tem se limitados a espécimes fragmentados e isolados. Os maiores exemplares provêm do Conglomerado Ibicatu (FÚLFARO et al. 1984; ASSINE et al. 2003; CHAHUD; PETRI, 2009). O afloramento-tipo do Conglomerado Ibicatu de Soares (1972) era um corte de estrada que foi destruído e localizava-se na estrada Elihu Rooth entre os municípios de Leme e Araras, é basicamente constituído de clastos de sílex de tamanhos entre um a três centímetros em arenito grosso amarronzado. Segundo observações de Soares (1972), Stevaux et al. (1986) e Assine et al. (2003) a unidade tinha 6m de espessura com grande quantidade de fósseis, todos vegetais, alguns de grande porte, caules de quase um metro. Os depósitos da seção tipo de Ibicatu estavam em contato direto com o Membro Taquaral, contudo outros depósitos associados com a fácies Ibicatu foram associados à parte superior da Formação Tatuí e frequentemente aparecem abaixo de outras fácies (SOARES, 1972; ASSINE et al. 2003; CHAHUD et al. 2012). Os fosseis recuperados deste antigo afloramento são representados por caules pertencentes a Pteridófitas e Espermatófitas (Gimnospermas ou Pteridospermas). As Pteridofitas foram os maiores fósseis encontrados na Formação Tatuí, estudadas por Chahud e Petri (2009) e Chahud (2011) que as colocaram preliminarmente no gênero Tietea. Além das pteridófitas, foram encontrados lenhos menores atribuídos a Gimnospermas ou a Pteridospermas. Os caules são do tipo gimnospérmico cilíndrico com deformação causada por compactação (Fig. 1). Nos exemplares analisados, a medula é pequena, comparada ao tamanho do exemplar, alongada e irregular. Figura 1 - Lenho fóssil coletado na Fácies Ibicatu, GP/3E – 9185. Escala 5cm.
  • 3. As análises de lâmina delgada realizadas por Chahud (2011) sugeriram a presença de possíveis anéis interrompidos, principalmente próximos da medula, contudo em análises posteriores foram comprovadas a inexistência de tais características. Os fósseis foram encontrados em um conglomerado de clastos de tamanhos variando de cinco milímetros a três centímetros. Os clastos são alongados, arredondados alguns angulosos. Os exemplares estão deformados e silicificados por diagênese incipiente, melhor observados nas pteridófitas (CHAHUD, 2011), contudo esta silicificação não foi intensa a ponto de desenvolver estruturas maiores de sílex. A estrutura interna dos fósseis foi modificada pela diagênese. A principal característica foi a compressão dos fósseis, pelo peso do aporte sedimentar que o cobriu, gerando aumento aparente da largura e deformações internas. Nenhum fóssil foi encontrado em posição de vida, mas em posições geradas por transporte. Os fósseis eram vegetais de grande porte, portanto a energia que os carregou era alta. Contudo não foi possível identificar a distância de transporte, mas a textura da rocha e a quantidade de grãos angulosos sugerem um evento único ou de curta duração, que pouco retrabalhou os fósseis. ICNOFÓSSEIS DO CONTATO TATUÍ - IRATI Diversas perfurações biogênicas ocorrem no afloramento do Sítio Santa Maria, divisa entre os municípios de Ipeúna – Rio Claro no topo da Formação Tatuí, logo abaixo do Membro Taquaral (Figs. 2 e 3). Este afloramento é mais conhecido pela grande quantidade de paleoictiólitos de Chondrichthyes e Osteichthyes da base do Membro Taquaral (CHAHUD et al. 2010; CHAHUD; PETRI, 2010a). Figura 2 - Mapa do Estado de São Paulo destacando as faixas de ocorrência das formações Tatuí e Irati. Abaixo mapa local destacando as principais rodovias de acesso ao Sítio Santa Maria.
  • 4. Figura 3 – Seção colunar do Sítio Santa Maria destacando a base da Formação Irati e o topo da Formação Tatuí e os icnofósseis Os icnólitos são alongados, assimétricos (Fig.4B e 4C), formato irregular de “J” ou “L”, com variações de largura e comprimento, podendo apresentar ramificações (Fig.4C) ou estarem isolados (Fig. 4A). As perfurações ocorrem em arenito esbranquiçado do topo da Formação Tatuí e os maiores alcançam 4 cm de comprimento. São estruturas raras e em nenhum outro ponto foram encontrados em camadas do topo da Formação Tatuí. Nenhum dos ictiólitos descritos por NETTO (2000) e FERNANDES et al. (2002), das formações Rio Bonito e Palermo, cronocorrelatas da Formação Tatuí no estados da região sul do Brasil, exibem características semelhantes aos descritos, embora alguns são comparáveis em certos aspectos, mas com marcantes diferenças. Segundo Chahud (2011) o icnogênero Psilonichnus foi o que mais se aproxima do icnólito estudado. Na época os icnólitos também foram interpretados como pertencentes à icnofácies Psilonichnus. A icnofácies Psilonichnus é costeira marginal, na zona praial de dunas (supramaré) para terrestre. Para Chahud (2011) os depósitos da base do Membro Taquaral teriam origem em uma transgressão que afogaria estes depósitos da Formação Tatuí e seu interior teria então sido imediatamente preenchido pelo material da camada sobrejacente pelo aumento do nível do corpo d’água. Esta hipótese não é possível, pois um evento transgressivo seria contínuo e provavelmente teria destruído estes depósitos, mesmo que o evento tenha sido de curta duração (ex: formação do Mar Negro no Quaternário). Aparentemente esta área esteve mais protegida ou sofreu menos erosão do que outras e por isso estes icnólitos deveriam estar em um substrato estável, não consolidado, em arenito fino a síltico de energia moderada. Estes depósitos estariam mais próximos da
  • 5. interpretação para icnofácies Glossifungites (FERNANDES et al. 2002) A hipótese é reforçada por recentes estudos dos depósitos da base arenosa do Membro Taquaral que demonstraram que estes depósitos se formaram por eventos episódicos (ondas de tempestades ou grandes enxurradas). Portanto o afloramento do Sítio Santa Maria estaria em uma região mais distante, em que somente os eventos mais fortes poderiam alcançar. Isso explicaria também a abundância, bom estado de preservação e riqueza de fósseis no Membro Taquaral (o maior e mais diversificado entre todos os afloramentos da base arenosa) e a ausência dos depósitos com estes icnólitos no topo da Formação Tatuí, pois em outros locais com maior influência dos eventos episódicos os depósitos foram mais facilmente erodidos. Os poucos fósseis orientados inclinadamente (fig. 4D) poderiam ser resultado de ações de correntes durante a deposição da camada subjacente. Tais estruturas seriam resultante da fuga de seus construtores devido a nova sedimentação acima. Figura 4 - Icnofósseis encontrados no Afloramento do Sítio Santa Maria. A e B) exemplares com preenchimentos contendo ictiólitos (GP7E/349b e GP7E/351a). C-D) Icnofósseis orientados (GP7E/350a e GP7E/349a). Escala 10mm.
  • 6. DISCUSSÃO PALEOAMBIENTAL Apesar dos fosseis descritos estarem em depósitos do topo da Formação Tatuí, as características ambientais e deposicionais em que foram formados são diferenciados, variando de conglomerados para arenitos finos bem selecionados. Os vegetais foram encontrados em depósitos de origem fluvial e provavelmente condicionados por épocas de grandes tempestades ou de chuvas intensas periódicas que arrancariam grandes lenhos e os arrastavam. A falta de anéis de crescimento comprova que não havia grandes mudanças na fonte de água e nutrientes para a vida do vegetal. Contudo não é possível inferir se o clima era úmido ou semi-árido com chuvas periódicas, pois o vegetal deveria ser dependente do rio e se desenvolvia em suas margens. Os animais formadores dos icnofósseis são do tempo de deposição do Membro Taquaral, apesar de suas escavações teriam sido realizadas em depósitos da Formação Tatuí, e viviam em locais mais distantes e de menor energia comparado com as regiões costeiras de influencia de ondas e rios. CONCLUSÕES Os fósseis encontrados estão localizados nas fácies de topo da Formação Tatuí em contato com o Membro Taquaral. No entanto os depósitos são diferentes dos de outras posições estratigráficas demonstrando a complexidade deposicional da Formação Tatuí. As espermatófitas (gimnospermas ou pteridospermas) não possuem anéis de crescimento, indicando ambiente estável, sem grande sazonalidade e sem variação de entrada de nutrientes no sistema. Nenhum fóssil vegetal foi encontrado em posição de vida, mas em posições geradas por transporte e todos com deformações diagenéticas (compressão). Aparentemente foram arrastados por um período forte de cheia (enxurrada) que os arrancou das zonas marginais onde viviam. Os icnofósseis são estruturas verticais irregulares encontradas no topo da Formação Tatuí, em um arenito fino a muito fino em contato direto com o Membro Taquaral. Não foi possível identificá-lo com segurança, mas possuíam formato similar ao icnogênero Psilonichnus, contudo sua icnofácies foi gerada em meio aquático, sendo a icnofácies mais apropriada é Glossifungites. O período em que viveram os organismos formadores destas estruturas foi no inicio da deposição do Membro Taquaral, caracterizado por alguns icnólitos orientados e inclinados sugerindo possível fuga do organismo na tentava de se proteger do evento de alta energia que formou os depósitos da base do Membro Taquaral. AGRADECIMENTOS Os autores expressam seu agradecimento ao Professor Doutor Thomas Rich Fairchild pelo apoio e auxílio dado em vários momentos, durante essa pesquisa. Aos proprietários do Sítio Santa Maria no município de Rio Claro. Ao Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo que permitiu que os trabalhos fossem realizados em seus laboratórios. Por último um agradecimento especial ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), (Proc: 500755/2013-2) pelo apoio financeiro para o desenvolvimento da pesquisa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSINE, M.L.; ZACHARIAS, A.A.; PERINOTTO, J.A.J. Paleocorrentes,
  • 7. paleogeografia e seqüências deposicionais da Formação Tatuí, centro-leste do Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Geociências. 2003. n. 33. v. 1. p 33-40. CHAHUD, A. Geologia e paleontologia das formações Tatuí e Irati no centro- leste do Estado de São Paulo. Tese de doutoramento. Instituto de Geociências. Universidade de São Paulo, São Paulo. 2011. 300p. CHAHUD, A., FAIRCHILD, T. R., PETRI, S. Chondrichthyans from the base of the Irati Formation Permian, Parana Basin), São Paulo, Brazil. Gondwana Research. 2010. n. 18. p. 528–537. CHAHUD, A., PACHECO, M. L. A. F., MEIRA, F. E., ROMERO, G. R., PETRI, S. Paleontology and depositional environments of the Tatuí and Irati formations (Permian) in the Ponte Nova Farm, Ipeúna, state of São Paulo. Revista Brasileira de Geociências. 2012. n. 42. v. 1. p. 198- 212. CHAHUD, A.; PETRI, S. Levantamento inicial dos fósseis vegetais da Fácies Ibicatu, Formação Tatuí (Permiano) do Estado De São Paulo. Paleo, 2009, Guarulhos. Boletim de Resumos. 2009. CHAHUD, A.; PETRI, S. Anfíbio e Paleonisciformes da Porção Basal do Membro Taquaral, Formação Irati (Permiano), Estado de São Paulo, Brasil. Geologia USP. Série Científica. 2010a. n. 10. v.1. p. 29-37. CHAHUD, A.; PETRI, S. Contribuição ao estudo do Petalodonte Itapyrodus punctatus Silva Santos, 1990. Revista de Biologia e Ciências da Terra. 2010b. n. 10. p. 67-75. CHAHUD, A.; PETRI, S. 2010c. O tubarão Taquaralodus albuquerquei (Silva Santos, 1946) do Membro Taquaral (Permiano, Formação Irati) no Estado de São Paulo. Acta Biologica Paranaense. n. 39. p1-17. CHAHUD, A., PETRI, S. 2012. Sarcopterygii do Eopermiano da Bacia do Paraná, Estado de São Paulo. Revista do Instituto Geológico. 33(2): 57-64 FERNANDES, A. C. S.; BORGHI, L.; CARVALHO, I. S.; ABREU, C. J. Guia dos Icnofósseis de Invertebrados do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Interciência. 2002. 260 p. FÚLFARO, V. J.; STEVAUX, J. C.; SOUZA-FILHO, E. E.; BARCELOS, J. H. A Formação Tatuí (P) no Estado de São Paulo. In: XXIII CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA. Rio de Janeiro, Sociedade Brasileira de Geologia. Anais... 1984. v. 2. p. 711- 723. MEZZALIRA, S.; MARTINS-NETO, R.G. Novos crustáceos paleozóicos do Estado de São Paulo com descrição de novos taxa. Acta Geológica Leopoldensia. Estudos Tecnológicos. São Leopoldo. 1992. n. 15. v. 36. p. 49- 65. NETTO, R. G. Paleoicnologia do Rio Grande do Sul. In: HOLZ, M.;DE ROS, L. F.. (2000). A paleontologia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2000. 25- 43 SOARES, P. C. O limite glacial/pós- glacial do Grupo Tubarão no Estado de São Paulo. Anais da Academia Brasileira de Ciências, 44(suplemento). 1972. p. 333-342. STEVAUX, J.C.; SOUZA-FILHO, E. E.; FÚLFARO, V.J. Trato deposicional da Formação Tatuí (P) na área aflorante
  • 8. do NE da Bacia do Paraná, Estado de São Paulo. In: XXXIV CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, Goiânia. Sociedade Brasileira de Geologia. Anais. 1: 1986. p. 219-229. ________________________________ 1.Artur Chahud (primeiro autor) Universidade de São Paulo, Instituto de Geociências, Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental. Rua do Lago, 562. Cidade Universitária 05508900 - São Paulo, SP – Brasil. e-mail: arturchahud@yahoo.com 2.Setembrino Petri Universidade de São Paulo, Instituto de Geociências, Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental. Rua do Lago, 562. Cidade Universitária 05508900 - São Paulo, SP – Brasil. Tel. profissional. (11) 3091-4662. e-mail: spetri@usp.br Endereço para correspondência Artur Chahud Rua Prates, 583, apto 14. Bairro Bom Retiro. São Paulo. SP - Brasil. CEP: 01121-000. Tel. residencial (11) 3227- 3689. Tel. celular. (11) 9859-6400. e- mail: arturchahud@yahoo.com 77