REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 
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  1. 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 59 Volume 15 - Número 2 - 2º Semestre 2015 PREVALÊNCIA DE ANEMIA EM GESTANTES ATENDIDAS NO LABORATÓRIO DA FACULDADE ESTÁCIO-SEAMA EM MACAPÁ-AP NO ANO DE 2013 Joaquim Amoras Amanajás Neto¹; Claude Porcy2; Rubens Alex de Oliveira Menezes3; Luiz Carlos Nascimento da Silva4; Flávio Henrique Ferreira Barbosa5 RESUMO As gestantes em todo Brasil, constituem um dos grupos mais vulneráveis a adquirir anemias carências. Segundo a OMS uma gestante com dosagem de hemoglobina abaixo de 11 g/dL é considerada anêmica. Esta anemia pode apresentar graus variados de intensidade, de leve, moderada a grave. Estima-se que, de cada dez gestantes que fazem o pré-natal, três são anêmicas. A deficiência de ferro, na sua forma mais grave, resulta no que se denomina anemia ferropênica. As condições socioeconômicas têm intermediado frequentemente, a concomitância entre a anemia e a deficiência de nutrientes, principalmente de ferro. Fatores como: baixa renda, baixa escolaridade dos pais, biodisponibilidade de ferro na dieta, assistência à saúde, saneamento e nutrição influenciam na prevalência da anemia na população, principalmente, infantil. É então de interesse, visualizar a frequência de gestantes com anemia atendidas no Centro Clinica da Faculdade, tal como colocar em evidência seus percentuais. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e analítico. Observou-se que nos meses de Agosto a Dezembro de 2013, no total de 18 pacientes analisadas, (50%) destas encontravam-se com a concentração de hemoglobina abaixo do valor de referência preconizado pela OMS e (60%), encontram-se na faixa de 10,1 à 11,4 mg/dL, ou seja, com a dosagem de hemoglobina inferior. Cerca de 7 pacientes, (40%) apresentavam valores inferiores a 34% de Hematócrito, considerado relativamente baixo, a média das pacientes por idade é de 27,3 anos. Sendo assim, estima-se que mais de 60% do total das pacientes estudadas sofreram de anemia na gravidez devido aos fatores percentuais a baixo do normal. Palavras-chave: Anemia carências, gravidez, hemoglobina. PREVALENCE OF ANEMIA IN PREGNANT WOMEN FROM THE LABORATORY ESTACIO SEAMA COLLEGE IN-MACAPA-AP IN 2013 ABSTRACT The women throughout Brazil are among the most vulnerable groups to acquire anemia. According to WHO dosage of a pregnant woman with hemoglobin below 11 g / dL is considered anemic. This anemic can present varying degrees of intensity, from mild, moderate to severe. It is estimated that out of every ten women who are prenatal, three are anemic. Iron deficiency, in its most severe form, results in what is called iron deficiency anemic. Socioeconomic conditions have often brokered the concomitant anemia and deficiency of nutrients, especially iron. Factors such as low income, low parental education, and bioavailability of iron in the diet, health care, sanitation and nutrition influence the prevalence of anemia in the population, especially childrens. Anemic deficiencies, pregnancy, hemoglobin. It is then of interest, view the frequency of pregnant women with anemia treated at Clinical Center of the College as to highlight their percentages. It is a descriptive and analytical study. It was observed that in the months of August to December 2013, a total of 18 patients analyzed (50%) of these were with hemoglobin concentration below the reference value recommended by WHO and (60%), are in the range of 10.1 to 11.4 mg / dL, ie, with a hemoglobin concentration below. About 7 patients (40%) had values less than 34% hematocrit, considered relatively low, the average age of patients is 27.3 years. Therefore, it is estimated that over 60% of patients studied suffered from anemia in pregnancy due to the low percentage of normal factors. Keywords: Anemic deficiencies, pregnancy, hemoglobin.
  2. 2. 60 INTRODUÇÃO Sabe-se que a maternidade na segunda década da vida é especialmente penosa, pois além de criar problemas de ordem social e psicológica para a maioria das gestantes, frequentemente está associada com maior incidência de intercorrências obstétricas e maior risco de morbidade e mortalidade materna e fetal. (BRASIL, 2003). Visto esse problema como casuística é importante ressaltar a investigação continua entre a correlação entre a mãe e seus períodos gestacionais tal como seu perfil hematológico, em estudos que contextualizem e exemplifiquem melhor esse contraste. No contexto dos países subdesenvolvidos ou emergentes, a anemia ferropriva representa uma grave e importante carência nutricional, porém ela não acomete somente a população desses países, estando presente, também, em países desenvolvidos. A deficiência de ferro constitui um problema de saúde pública de ordem mundial e que, ainda hoje, possui uma alta prevalência (FUJIMORI et al., 2000). A deficiência de ferro é o agravo nutricional mais prevalente no mundo, afetando principalmente lactentes, pré-escolares, adolescentes e grávidas. A principal consequência dessa deficiência é a anemia, que pode ser definida como uma redução anormal da concentração de hemoglobina no sangue em níveis menores que 11 g/dL. A anemia também é uma das principais complicações da gravidez. Dependendo da gravidade, pode levar à morte não somente por problema cardiovascular como também através de hemorragia e sepse (FUJIMORI et al., 2000). Estima-se que, de cada dez gestantes que fazem o pré-natal, três são anêmicas. A deficiência de ferro, na sua forma mais grave, resulta no que se denomina anemia ferropênica. Uma vez que a concentração de hemoglobina é um parâmetro fácil de determinar, a prevalência de anemia vem sendo usada como um substituto da anemia ferropênica. Apesar de essa abordagem ser útil em lugares onde o principal tipo de anemia é o por deficiência de ferro, o mesmo não é válido em lugares onde a etiologia da anemia é mais complexa e também para detectar casos mais precoces da deficiência (GLOVER-AMENGOR; OWUSU; AKANMORI, 2005). As condições socioeconômicas têm intermediado frequentemente, a concomitância entre a anemia e a deficiência de nutrientes, principalmente de ferro. Fatores como: baixa renda, baixa escolaridade dos pais, biodisponibilidade de ferro na dieta, assistência à saúde, saneamento e nutrição influenciam na prevalência da anemia na população, principalmente, infantil (GLOVER-AMENGOR; OWUSU; AKANMORI, 2005). O amento do volume circulatório materno é uma das mudanças fisiológicas mais marcantes durante a gravidez, o qual pode alcançar até 50% do volume pré-gestacional na trigésima semana de gestação. Tal condição dificulta o diagnóstico correto da anemia, uma vez que a concentração da hemoglobina é alterada pela hemodiluição em diversos graus. Sendo assim, seria ideal conhecer o status de ferro da mulher no período pré-concepcional, a fim de se verificar se a mesma iniciou ou não a gravidez com estoque suficiente desse mineral. (GUERRA et al., 1992). Em regiões onde existem recursos adequados de diagnóstico, a hemoglobina deveria ser interpretada sempre que possível em conjunto com outros critérios para se fornecer um diagnóstico mais seguro, uma vez que a utilização de mais de um marcador aumenta consideravelmente a especificidade do diagnóstico. Entretanto, em regiões que apresentam recursos de saúde precários e onde a anemia é muito prevalente, a hemoglobina e o hematócrito podem ser utilizados como testes de triagem ou até mesmo como diagnóstico final, visto que a concentração de hemoglobina reflete uma situação de deficiência nutricional já estabelecida. (SZARFARC et al., 1982). Os parâmetros mais específicos para a determinação do status do ferro são: ferro sérico, ferritina sérica, capacidade de ligação total do ferro, índice de saturação da transferrina, protoporfirina eritrocitária e, mais recentemente, o receptor de transferrina. Nos casos em que o paciente já está sob terapêutica de ingestão de ferro, deve-se fazer a análise do ferro de depósito (ferritina), que poderá dar informação mais exata sobre a falta de ferro (SZARFARC et al., 1982). Atualmente, a dosagem da ferritina sérica, na ausência de
  3. 3. 61 infecção ou inflamação, é o parâmetro mais precoce para a identificação da depleção dos estoques de ferro (SZARFARC et al., 1982). É uma medida útil, pois utiliza sangue periférico e apresenta forte correlação com o ferro em depósito nos tecidos. (SOUZA; BATISTA-FILHO; FERREIRA, 2002). O estudo objetiva-se em visualizar parâmetros correlativos a anemia carêncial em mulheres gestantes, colocando em casuística valores de Faixa etária, hematócrito e Hemoglobina. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo e analítico que será realizado entre os meses de Agosto á Dezembro de 2013, onde serão obtidos os valores da série eritrocitária das pacientes gestantes atendidas no laboratório, processadas no equipamento de hemograma usado no setor de hematologia do laboratório de Análises Clínicas da Faculdade Estácio-Seama; Os parâmetros hematológicos avaliados serão: dosagem de hemoglobina e percentual do hematócrito. A análise estatística será realizada usando-se o programa Excel 2013. Inicialmente será feita uma análise exploratória dos dados por meio de tabela de frequência simples. RESULTADOS Segundo as informações coletadas nesta pesquisa a partir do banco de dados do laboratório do Centro Clinico da Faculdade Estácio Seama, durante o período de Agosto à Dezembro de 2013, 18 (dezoito) gestantes realizaram coleta para exames da série vermelha. Desse total, (50%) das pacientes encontravam-se com a concentração de hemoglobina abaixo do valor de referência preconizado pela OMS, ou seja, com a dosagem de hemoglobina inferior a 11g/dL (Figura 1), caracterizando um quadro laboratorial de anemia. Figura 1 - Níveis de Hemoglobina Hemoglobina (g/100mL) 3 6 9 10 8 6 4 2 0 10,1-10,5 10,6-11,4 Acima de 11,5 Fonte: Instrumento de Coleta de dados Analisando a distribuição mensal, observamos uma frequência maior no mês de Outubro, cerca de (38%), (Figura 2). Figura 2 - Distribuição Mensal Fonte: Instrumento de Coleta de dados A Figura 1 demonstra que a concentração de hemoglobina na maioria das gestantes (60%), encontram-se na faixa de 10,1 à 11,4 mg/dL. Quanto ao percentual do hematócrito, nota-se que 7 (sete) das gestantes (40%) apresentavam valores inferiores a 34%, com uma variação de 34% à 45% (Figura 3). Figura 3 - Níveis de Hematócrito 8 6 4 2 Hematócrito (%) Fonte: Instrumento de Coleta de dados Série 1 AGOSTO 22% SETEMBRO 5% OUTUBRO 39% NOVEMBRO 28% DEZEMBRO 6% Frequência AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO 0 Abaixo de 34 34-37 38-47 Acima de 47 Série 1
  4. 4. 62 Analisando a faixa etária das gestantes anêmicas estudadas, calculada em anos, foi de 27, 3 anos com faixa etária distribuída de 20 aos 35 anos (Figura 4). Figura 4. Faixa Etária Faixa Etária 11% Fonte: Instrumento de Coleta de dados Neste estudo foi obtida uma prevalência de 60% de gestantes diagnosticadas com anemia, atendidas no laboratório do Centro Clinico da Faculdade Estácio Seama. Este percentual é similar com outros estudos como o de Fujimore et al., (2000) que retrata de mesma relevância o percentual elevado de pacientes gestantes com anemia. Em relação a faixa etária, foi observado uma maior prevalência em gestantes entre 20 aos 27 anos, condizendo similarmente com o mesmo estudo por Fujimore et al., (2000) que analisa nos mesmos padrões e a faixa etária juvenil das pacientes que apresentam quadro de anemia. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo verificou por meio de análise estatística que a prevalência de anemia em mulheres gestantes atendidas no centro clinico da Faculdade Estácio Seama é presente, sendo que cerca de mais de 50% das mulheres apresentaram níveis discrepantes e abaixo dos valores de referência de Hemoglina (Hb) e Hematócrito (Ht), estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Das 18 pacientes atendidas, cerca de 3 apresentaram níveis de hemoglobina risco e 15 em zonas limítrofes alarmante, ou seja, todas. Cerca de 14 pacientes apresentaram níveis de hematócrito baixo, configurando assim um nível de anemia carencial considerável. Das gestantes, cerca de 11, são de idade entre 20-27 anos, definindo assim, que 61% ou a sua maioria, são de uma faixa etária jovem que também é a mais acometida. Sendo assim, esforços para o campo de tratamento das anemias entre gestantes deve ser tomado, em foco de sua casuística apresentar grande transtornos de saúde para esta população, já que é ratificado que está é um risco a saúde mãe e filho. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. 2003. Política nacional de alimentação e nutrição. 2. ed. rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 346pp. FUJIMORI, E. et al. 2000. Anemia e deficiência de ferro em gestantes adolescentes. Revista de Nutrição, 13(3):177- 184. GLOVER-AMENGOR, M.; OWUSU, W.B.; AKANMORI, B.D. 2005. Determinants of anaemia in pregnancy in Sekyere west district, Ghana. Ghana Medical Journal, 39(3):102-107. GUERRA, E.M.; et al , K.G. 1992. Prevalência de deficiência de ferro em gestantes de primeira consulta em centros de saúde de área metropolitana, Brasil. Etiologia da anemia. Revista de Saúde Pública, 26(2):88-95. SZARFARC, S.C.; SIQUEIRA, A.A.F.; MARTINS, I.S.; TANAKA, A.C.D. 1982. Estudo comparativo de indicadores bioquímicos de concentração de ferro, em duas populações de gestantes, com e sem atendimento pré-natal. Revista de Saúde Pública, 6:1-6. SOUZA, A.I.; BATISTA-FILHO, M.; FERREIRA, L.O.C. 2002. Alterações hematológicas da gravidez. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, 24 (1):29-36. ______________________________________ 61% 22% 6% 20-27 anos 28-33 anos 34-35 anos Acima de 36
  5. 5. 63 1-Discente da Faculdade Estácio-Seama em Macapá (AP), Brasil 2-Graduação em Biomedicina pela Faculdade SEAMA-AP. Mestrado em Biologia Parasitária pelo Centro Universitário do Maranhão. Docente de Microbiologia; Biologia Celular; Hematologia e Bacteriologia da Faculdade Estácio-Seama em Macapá-AP, Brasil. 3-Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Amapá e Mestrado pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Amapá, UNIFAP. Funcionário do Governo do Estado do Amapá lotado no Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá - LACEN-AP, Macapá, Amapá, Brasil. 4-Tecnologia em Radiologia pela Faculdade Santa Emilia de Rodat. Especialista em Proteção Radiologica pela Faculdade Santa Emília de Rodat, tecnólogo em Radioloiga - secretaria de estado da Saúde-AP e coordenador do curso de tecnologia em radiologia da Faculdade de Tecnologia do Amapá - Meta. 5-Professor Adjunto A - Nível 1 (Dedicação Exclusiva) da Universidade Federal de Sergipe - UFS, vinculado ao Departamento de Morfologia na Área de Conhecimento: Microbiologia e Imunologia. Correspondência: Claude Porcy - Laboratório de Microbiologia da Faculdade Estácio-SEAMA, Avenida Jose Tupinambá, n.1223, bairro Jesus de Nazaré, CEP: 68908126, E-mail: claudeporcy@hotmail.com

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