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Nas últimas décadas a questão ambiental 
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1994, p. 59-60). 
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  1. 1. 39 REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 14 - Número 2 - 2º Semestre 2014 BREVE HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL INTERNACIONAL ATÉ NOSSAS ESCOLAS BRASILEIRAS DE HOJE Vitor Nascimento1; Adriano Faria2 RESUMO Pretende se com este trabalho responder questões que giram em torno da atividade proposta pelo tema Educação Ambiental sendo o tema central. Foi feito um levantamento sobre a sua origem e algumas das principais conferencia e acontecimento, desde o debate no clube de Roma, conferencia de Estocolmo, rio-92 entre outras, sobre o tema. Chegou se a conclusão que Desde a década de 1960 muitas questões foram levantadas perante as problemáticas ambientais, Em meio a essa metamorfose mundial surgiria a atualmente tão requisitada Educação Ambiental. Este artigo tem o objetivo de proporcionar aos leitores um melhor entendimento sobre a criação e trajetória da educação ambiental por meio de argumentos e teorias de especialistas do campo ambiental. Foram analisadas e interpretadas as ideias dos autores com objetivo de correlacionar suas ideias a respeito do tema Educação Ambiental por meio de um levantamento teórico bibliográfico. Cuja intenção é de incentivar construção do conhecimento e a discursão sobre as questões ambientais. Palavras-chave: Educação ambiental, principais acontecimentos, teorias. BRIEF HISTORY OF THE PATH OF INTERNATIONAL ENVIRONMENTAL EDUCATION TO OUR SCHOOLS BRAZILIAN TODAY ABSTRACT It is intended with this work to answer questions concerning the activity proposed by the theme Environmental Education being the central theme. A survey about its origin was carried out and some of the main lecture and event, from the debate at Rome Club, Stockholm Conference, rio-92 among others, about the theme. It is concluded that since the 1960s many questions have been raised before the environmental issues. Within that world’s metamorphosis the currently so-requested Environmental Education would emerge. This articles aims to provide the readers with a better understanding about the creation and trajectory of environmental education through arguments and theories by experts in environmental field. The authors’ ideas were analyzed and interpreted aiming to correlate their ideas about the theme Environmental Education through a bibliographical theoretical survey whose intention is to incentivize knowledge building and the speech about the environmental issues. Keywords: Environmental education, main events, theories.
  2. 2. 40 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas a questão ambiental veio à tona por conta da constante preocupação com o meio ambiente. Isso porque a exploração do meio ambiente tomou grandes proporções e os desastres estavam se tornando cada vez mais constantes. De modo geral o homem estava percebendo que não era mais viável explorar os recursos naturais do planeta sem se preocupar com o meio em que vivemos. Com isso fez se necessário o levantamento dessa pesquisa de forma teórica bibliográfica para se ter, um melhor conhecimento sobre a trajetória e desenvolvimento da educação ambiental mundial e brasileira. Fábio Cascino (2000) argumenta que a preocupação com meio ambiente também ocasionou diversas mobilizações populares como os movimentos ativistas e os movimentos ambientalistas não governamentais no início na década de 60, (pós-segunda guerra mundial) por conta do mundo está vivenciando o período da “guerra fria”, ou seja, na percepção das pessoas da época a “crise ambiental” deveria ser mais preocupante do que as diferenças políticas internacionais como a disputa armamentista entre as duas potências da época, Estados Unidos e União Soviética. Para Reigota (2009) a educação ambiental tem uma história quase oficial isso por que com crise ambiental estabelecida houve a necessidade de se discutir os problemas ambientais do mundo em debates internacionais. É importante citar pelo menos dois deles, que foram o de 1972 em Estocolmo na Suécia, onde foi realizado a primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente Humano e em 1992 no Brasil onde foi à vez da conferência para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92 (eco-92), promovidos pela UNESCO. Dias (1994) argumenta que os aspectos ambientais relacionam se, isto é, o “ambiente total” é formado pelos diversos aspectos demonstrados, sendo eles: os científicos, políticos, éticos, sociais, tecnológicos, ecológicos, culturais e econômicos que se comportam de certa forma dependendo do caso, um aspecto pode ter preponderância sobre os outros [...] uma vez que cada parcela estaria pulsando, contorcendo-se, sofrendo dilatações e contrações contínuas, como células vivas em um tecido. (DIAS, 1994, p.26). Dessa maneira fica visível a interpretação que o autor faz para esclarecer que a questão ambiental é como um “tecido celular” não é direcionado apenas para o campo ecológico, mas é relacionada diretamente com todos os aspectos, que dependendo da necessidade interferem no “ambiente total”. O trabalho trata se de uma breve analise sobre a prática de EA e sua e trajetória ate os dias de hoje no Brasil. O objetivo é relacionar bibliograficamente as ideias de autores para que se possa compreender os problemas ambientais que já foram resolvidos e os que precisam avançar para uma solução. Faz se necessário conhecer melhor à história da educação ambiental desde sua criação até nossas escolas de hoje, para que possamos com recomendações, documentos e exemplos solucionar problemas pertinentes à educação ambiental. Espera se obter um ganho ao intelecto dos leitores principalmente aqueles interessados em Educação Ambiental e sua trajetória. Os mesmos poderão de forma mais critica analisar, discutir e ate mesmo propor soluções para alguns problemas referentes ao tema, podendo levar tais conhecimentos às pessoas de seu meio, o que seria um incentivo a mais para melhorar o desenvolvimento de uma Educação Ambiental. ORIGENS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL O desfecho da Segunda guerra mundial em 1945 pronunciava o início do período da chamada “guerra fria” entre os Estados Unidos e a URSS, as corridas armamentista e espacial renderam em muitas inovações tecnológicas. Daí então se iniciava a década de 60 e as ações do homem no ambiente e de uma nova geração que crescia vivenciando o mundo em constante transformação começava a emergir. O autor Dias (1994) argumenta que nas décadas de 50 para 60 surgiriam os primeiros relatos sobre essas transformações.
  3. 3. 41 [...] impulsionado por avanços tecnológicos, o homem ampliou a sua capacidade de produzir alterações no ambiente natural, notadamente nos países mais desenvolvidos, e na década seguinte os efeitos negativos sobre a qualidade de vida já eram evidentes. Em 1962 a jornalista Rachel Carson Lançava seu livro Primavera Silenciosa, que se tornaria um clássico na história do movimento ambientalista mundial, com grande repercussão. (DIAS, 1994, p. 20-21). Antes mesmo de se ouvir falar em movimento ambientalista houve muitas personalidades como o de Thoreau e Gandhi citados por Cascino (2000) e também pessoas comuns como a jornalista Rachel Carson que lançou sua obra intitulada, “Primavera silenciosa”, ao demonstrarem suas opiniões em suas obras os mesmos adquiriam os postos de ícones do movimento ambientalista por inspirarem lideres ambientalistas do ano de 1968, isso rendeu em diversos tipos de mobilizações nos quais algumas não tinham muito a haver com o ambientalismo. Os movimentos foram provocados principalmente por conta dos vários tipos de violência e as guerras declaradas e pronunciadas como o caso da “guerra fria” que impuseram o temor da humanidade e assim criou-se a ideia de que “o fim da terra” perpassaria primeiramente na falta de recursos naturais disponíveis e isso era a principal característica de uma crescente crise ambiental que vinha crescendo pelo mundo. Dentre os vários movimentos que ocorreram é importante destacar o evento de Paris em 1968 que anunciava exatamente o sentimento da população quanto aos acontecimentos catastróficos naturais e sociais que as potências mundiais como os Estados Unidos proporcionavam nesse período. Pour une planète plus bleu era o slogan, a palavra de ordem, a frase-chave do movimento. Os estudantes de Paris clamavam pelo novo: “Queremos um planeta mais azul”. Paris 68, o maio revolucionário, indicava para o mundo que existia algo novo no ar, que alguma coisa diferente estava nascendo no pensamento humano. (CASCINO, 2000, p. 31). O evento de 1968 em Paris começava a dar sinais da insatisfação da população mundial perante as ações dos chefes de Estado com relação às guerras e ao modo como à natureza estava sendo destruída para favorecer os modos de produção capitalista, isso agravou os constantes movimentos ambientais. A preocupação em ter “um planeta mais azul” como mencionado era a demonstração clara de uma mudança de percepção das pessoas da época. Os autores Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) argumentam sobre as conclusões que o Clube de Roma em 1968 teve sobre as atividades que o ser humano desenvolvia na época, essa reunião deu origem em 1972 ao livro “Limites do crescimento” e gerou muitas controvérsias entre os estudiosos da América latina, já que no referido relatório era citado bastante o aumento da população de baixa renda. O Clube de Roma em 1972 publicava seu relatório The Limits of Growth. Denunciava que o crescente consumo mundial levaria a humanidade a um limite de crescimento e possivelmente a um colapso. (DIAS, 1994, p. 21). O clube de Roma para Reigota (2009) alavancou o interesse de um órgão internacional, no caso a ONU. Um dos méritos dos debates das conclusões do Clube de Roma foi colocar o problema ambiental em nível planetário, e como consequência disso, a organização das Nações Unidas realizou em 1972, em Estocolmo, Suécia, a Primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente Humano. (REIGOTA, 2009, p. 23). Apesar de haverem tido algumas discordâncias entre os estudiosos da época, as discursões do relatório do clube de Roma renderam em uma preocupação por parte da ONU em discutir as problemáticas ambientais em nível mundial e não mais apenas entre os próprios países, já que um ambiente local poderia afetar todo o meio global a ONU a partir de 1972 iniciaria definitivamente uma discussão
  4. 4. 42 internacional sobre meio ambiente e educação ambiental por meio de suas conferências. Confêrencias e Acontecimentos Sobre Educação Ambiental Internacionais e Nacional Conferência de Estocolmo (1972). As conferências internacionais realizadas pela ONU através da UNESCO iniciariam no ano de 1972 em Estocolmo na Suécia como já mencionado. Impulsionada principalmente pelo documento publicado pelo clube de Roma em 1972 a ONU concentrava suas ações para a realização da Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente Humano. Segundo Dias (1994, p. 21) a Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano e estabeleceu o Plano de Ação Mundial com o objetivo de inspirar e orientar a humanidade para a preservação e melhoria do ambiente humano. Isso anunciava que no encontro da Suécia já se tinham as primeiras metas a serem atingidas após o término de sua realização. [...] mediante a Declaração de Estocolmo, um conjunto de princípios para o manejo ecologicamente racional do meio ambiente. Além de incorporar as questões ambientais da agenda internacional, esta declaração representou o início de um diálogo entre países industrializados e países em desenvolvimento, a respeito da vinculação que existe entre o crescimento econômico, a poluição dos bens globais (ar, água e oceanos) e o bem-estar dos povos de todo o mundo. Para alguns, esta ainda é uma questão aberta e muito utilizada em favor dos capitais transnacionais e seus interesses econômicos. (CASCINO, 2000, p. 37). O autor Cascino (2000) argumenta que a primeira conferência levantou questões a respeito do meio ambiente por meio do que ficou conhecido como declaração de Estocolmo. Essa declaração apresentou um dos primeiros diálogos entre os países ditos “ricos” e “pobres” e proporcionou discussões sobre as formas como o desenvolvimento econômico vinha interferindo no ambiente natural, o que ficou claro é que o assunto em questão ainda estava longe de ser resolvido e que as ideias tiradas de lá ainda serviriam apenas para ser noção de todo o ocorrido e que para o autor ainda seria possível encontrar pessoas se beneficiando disso para adquirirem mais recursos econômicos. Conferência de Belgrado (1975). A princípio foram debatidas as questões que ficaram em “aberto” no primeiro debate sobre meio ambiente, mas o que realmente emergia naquele encontro seria para Dias (1994) e Reigota (2009) a formulação dos princípios e orientações para um programa de educação ambiental em proporção global. O tema principal em questão nessa conferência foi segundo Dias (1994) e Reigota (2009) a necessidade de haver uma nova ética global que promovesse a erradicação de vários problemas ambientais e sociais. Após o término da conferência foi elaborada aquilo que se denominou de a Carta de Belgrado. Na carta de Belgrado segundo Dias (1994) é destacado em seu texto as seguintes questões: O que se busca é a erradicação das causas básicas da pobreza, da fome, do analfabetismo, da poluição, da exploração e dominação. Não é mais aceitável lidar com esses problemas cruciais de uma forma fragmentária. [...] Nós necessitamos de uma nova ética global – uma ética que promova atitudes e comportamentos para os indivíduos e sociedades, que sejam consonantes com o lugar da humanidade dentro da biosfera; que reconheça e responda com sensibilidade às complexas e dinâmicas relações entre a humanidade e a natureza, entre os povos. [...] Antes que essas mudanças de prioridades sejam atingidas, milhões de indivíduos deverão ajustar as suas próprias prioridades e assumir uma ética global individualizada, refletindo no seu comportamento para
  5. 5. 43 melhoria da qualidade do meio ambiente e da vida de todas as pessoas. (DIAS, 1994, p. 59-60). O autor Dias (1994) afirma que as conclusões tiradas desse encontro e explicitadas no documento a Carta de Belgrado, ainda são consideradas um importante fundamento conceitual mesmo que tenham sido completadas várias décadas desde sua formulação. Outra afirmação que Dias (1994) faz é que a carta de Belgrado é uma ampliação da obra intitulada a “Ética da Terra” e recomendado por Leopoldo desde o final da década de 40. Segundo Reigota (2009, p. 53) na Carta de Belgrado foram definidos seis objetivos indicativos da educação ambiental, no qual se buscava promover o desenvolvimento dos seguintes objetivos: conscientização, conhecimento, comportamento, competência, capacidade de avaliação e participação. O autor Reigota (2009) cita e comenta sobre cada uma delas, no entanto aqui serão destacados apenas três desses objetivos. Segundo Reigota (2009) o objetivo conscientização constava na Carta de Belgrado de 1975 como uma necessidade de levar os indivíduos a desenvolverem uma consciência ambiental por meio da demonstração dos problemas ambientais que o planeta sofria. Na visão o autor: “Conscientizar” significa que a educação ambiental deve procurar chamar a atenção para os problemas planetários que afetam a todos, pois a camada de ozônio, o desmatamento da Amazônia, as armas nucleares, o desaparecimento de culturas milenares etc. são questões só aparentemente distantes da realidade dos alunos e das alunas. Um dos problemas desse objetivo é o próprio termo “conscientização” que é muito utilizado entre nós e que geralmente é remetido ao pensamento pedagógico de Paulo Freire. O problema é que uma pessoa não passa automaticamente a sua consciência sobre qualquer tema a outra pessoa, apenas pela transmissão de conhecimentos. (REIGOTA, 2009, p. 53-54). A conscientização é algo que não pode ser alcançado apenas por meio do conhecimento, não se pode impor o ato de se conscientizar por meio da educação, a mesma depende da própria forma como pessoa vai agir se vai fazer algo ou não isso depende muito da conscientização pessoal que cada um desenvolve no decorrer da vida. Outro objetivo citado na Carta de Belgrado é o conhecimento que segundo Reigota (2009) apresenta a ideia de levar os indivíduos a obterem uma compreensão essencial do ambiente global, dos problemas que estão interligados ao ambiente e do papel crítico que o ser humano tem em meio a tudo isso. Na visão do autor: O conhecimento proporcionado pela ciência e pelas culturas não necessariamente escolarizadas sobre o meio ambiente precisa ser democratizado. As pessoas devem ter acesso a eles. Assim, a educação ambiental não transmite só o conhecimento científico, mas enfatiza e provoca a necessidade de diálogo entre todo tipo de conhecimento [...]. (REIGOTA, 2009, p. 54). O conhecimento em termos gerais pode ser adquirido tanto fora da escola quanto dentro, no entanto ainda é notória que a democratização do conhecimento ainda dar “passos” bem curtos, principalmente em países subdesenvolvidos nos quais a educação formal e informal encontra-se precárias. O objetivo comportamento da Carta de Belgrado segundo Reigota (2009) baseia-se em levar os indivíduos a um sentimento profundo de interesse pelo meio ambiente através da demonstração da vontade de contribuir com a proteção e qualidade do meio. Na visão do autor: Não adianta só falar do meio ambiente, mas também mudar os comportamentos individuais e sociais. Os exemplos aqui podem ser vários, dos mais simples aos mais complexos, tais como não fumar nos lugares coletivos, não destruir árvores, economizar energia e
  6. 6. 44 água, além de outros recursos básicos [...]. Porém, mudar comportamentos, objetivo muito recorrente e dos mais buscados na educação ambiental, não é simples. O que leva uma pessoa ou grupo a mudar um comportamento considerado de alto impacto ambiental? A educação ambiental precisa ficar atenta para não cair nem fomentar um discurso moralista de “bom comportamento”, mas discutir e aprofundar a complexidade psicológica, social, econômica, cultural e ecológica de cada comportamento, individual e/ou coletivo, que se quer mudar, sugerir e buscar alternativas. (REIGOTA, 2009, p.55-56). A mudança de comportamento vem sendo ao longo dos tempos um dos objetivos mais requisitados da educação ambiental, não se pode entender este objetivo apenas como uma maneira de ensinar e praticar o “bom comportamento” com relação ao meio, até porque se estaria criando como o próprio autor citou um “discurso moralista” que não contribui quase que em nada nas discussões no qual são necessárias para se entender o porquê de determinadas pessoas estarem agindo de tal forma quanto ao meio ambiente em que se encontram? E isso se revela como uma questão que deve ser compreendida por todos que almejarem seguir este objetivo proposto. Conferência de Tbilisi (1977). No ano de 1977 em Tbilisi na Geórgia (ex-URSS) Segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009 realizou-se através da UNESCO a Primeira Conferência Internacional sobre Educação Ambiental). Neste importante encontro sobre EA foram revelados os primeiros trabalhos associados ao tema realizados em vários países, o evento também corroborou os objetivos da EA elaborados em Belgrado e contribui para a criação dos princípios da educação ambiental, após anos de discussões sobre o tema este evento ainda é considerado o mais significativo na história da EA. A Declaração da Conferência Intergovernamental de Tbilisi sobre Educação Ambiental destaca a seguinte questão segundo Dias (1994): Mediante a utilização dos avanços da ciência e da tecnologia, a educação deve desempenhar uma função capital com vistas a criar a consciência e a melhorar compreensão dos problemas que afetam o meio ambiente. Essa educação há de fomentar a elaboração de comportamentos positivos de conduta com respeito ao meio ambiente e à utilização dos seus recursos pelas nações. (DIAS, 1994, p. 62). A declaração aponta uma questão considerada crucial desde a formulação dos objetivos da Carta de Belgrado de 1975, percebemos que a lógica desse trecho da declaração de Tbilisi cita questões que devem ser seguidas conforme o que foi estabelecido nos objetivos conscientização e comportamento de Belgrado. Em Tbilisi houve debates para se analisar as atividades propostas por Belgrado, sendo assim, foram apresentados por diversos países considerados para Dias (1994) Países Membros aos quais receberam algumas recomendações ao término dessa conferência. É imprescindível deixar de comentar sobre as Recomendações da Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental aos Países Membros de 1977, sendo assim será destacada uma das questões da recomendação nº 1 de Tbilisi. Segundo Cunha (2010): Um objetivo fundamental da educação ambiental é lograr que os indivíduos e a coletividade compreendam a natureza complexa do meio ambiente natural e do meio ambiente criado pelo homem, resultante a integração de seus aspectos biológicos, físico, sociais, econômicos e culturais, e adquiram os conhecimentos, os valores, os comportamentos e as habilidades práticas para participar responsável e eficazmente da prevenção e solução dos problemas ambientais, e da gestão da questão da qualidade do meio
  7. 7. 45 ambiente. (CUNHA, 2010, p. 27 apud UNESCO, 1997). A Educação Ambiental tem como objetivo fundamental proporcionar atividades e ações coletivas entre os indivíduos participantes, para que assim seja viável a criação de propostas críticas visando não somente o entendimento dos problemas ambientais mais também a fim de concretizar futuramente algumas mudanças de percepções que serão importantes para a sustentabilidade do meio ambiente não só natural como também do ambiente social do qual o ser humano está inserido. Conferência de Moscou (1987). Em 1987 cerca de dez anos haviam se passado desde o último grande encontro internacional, pois seria exatamente nesse mesmo ano que ocorreria em Moscou (ainda como URSS) segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) o Segundo Congresso internacional de Educação Ambiental da UNESCO. Para Dias (1994) este evento teve como finalidade discutir as conquistas e dificuldades da educação ambiental desde o congresso de Tbilisi bem como também o desenvolvimento de ações internacionais para as áreas da EA e formação ambiental, visando projeções para a década de 90. Quanto ao que deveria ser feito na formação de pessoal a conferência de Moscou segundo Dias (1994) diz que: Com o objetivo de promover treinamento aos docentes em serviço e aos docentes em processo de formação, encarregados da EA formal (escolar) e não formal (extra-escolar), foram recomendadas as ações: a) promoção de treinamento para docentes em formação. b) promoção de treinamento para docentes em serviço. (DIAS, 1994, p. 88 apud MOSCOU 1987). Essa é umas das prioridades estabelecidas em Moscou (1987) o que revela que a EA a partir dessa conferência começa a emergir em diversos campos de ensino, sejam esses escolares ou não escolares, a conferência de Moscou é marcada pela preocupação não apenas de promover a EA, mas também na formação dos que iram trabalha-la no campo educacional. Ainda em 1987 foi elaborado o relatório intitulado “Nosso futuro comum”, segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009), esse relatório foi formulado por um grupo de especialistas e pela primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, no qual haviam analisado a situação do meio ambiente e no modo como o desenvolvimento econômico agia no ambiente global, para isso foram realizadas várias reuniões em diferentes cidades do mundo, o relato dessas reuniões ficaria conhecido como o Relatório de Brundtland e serviria de referência para os demais debates realizados nos anos seguintes. Conferência do Rio de Janeiro (1992). Em 1992 foi realizado um dos debates sobre o meio ambiente mais comentado nos últimos anos, ou seja, 1992 foi a vez segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) da Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento que ficou conhecida como Rio-92 (ou Eco-92). Cascino (2000) afirma que este evento teve uma repercussão internacional imediata na maneira como as sociedades de vários países se organizavam, o número de ONGs cresceu bastante em relação há anos anteriores o que demonstrava o quanto a realização da Rio 92 foi impactante no mundo. Dias (1994) argumenta que a Rio 92 por meio do Cap. 4, Seção IX da agenda 21 praticamente confirmou as recomendações de Tbilisi para a EA. Dias (1994) afirma ainda que ficou evidente a necessidade de um enfoque interdisciplinar para a EA, também são citadas as prioridades que teriam que ser tomadas conforme a conferência: a) reorientar a educação para o desenvolvimento sustentável; b) aumentar os esforços para proporcionar informações sobre o meio ambiente, que possam promover a conscientização popular; c) promover treinamento. (DIAS, 1994, p. 110). Com isso fica claro qual foi à principal finalidade para realização da Rio 92, sendo assim não é errado dizer que a promoção do conceito de sustentabilidade foi a principal meta a ser conquistada com essa conferência e a criação da agenda 21 é o exemplo mais expressivo em meio a tudo isso.
  8. 8. 46 Sobre a Conferência do Rio em 1992 Reigota (2009) afirma que: Nos vinte anos que se passaram, entre as conferências mundiais de Estocolmo e do Rio de Janeiro houve uma considerável mudança na noção de meio ambiente. Na primeira se pensava basicamente na relação do ser humano com a natureza; na segunda, o enfoque é pautado pela ideia de desenvolvimento econômico, dito sustentável, ideia que se consolida na conferência de Johannesburgo. (REIGOTA, 2009, p. 29). A Rio92 seguiu uma tendência de conceituação sobre desenvolvimento sustentável emergida ainda no Relatório de Brundtland ou “Nosso futuro comum”, no qual foram formulados os primeiros conceitos sobre desenvolvimento sustentável. A ideia que o autor Reigota (2009) afirma é clara e ao mesmo tempo preocupante, já que o órgão internacional ONU por meio da UNESCO organizou esses eventos internacionais sobre meio ambiente e EA e aparentemente demonstra que aos poucos a supremacia econômica das grandes potências começa demonstrar sinais de intervenção, o que dá a impressão através disso é a possibilidade de talvez isso se tornar viável aos interesses econômicos de alguns países. Conferência de Johannesburgo (2002). Em 2002 não correspondendo à mesma expectativa de 1992, foi realizado em Johannesburgo na África do Sul, segundo Reigota (2009) a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que ficou mais conhecida como Rio+10. Reigota (2009) afirma ainda que essa conferência teve como mérito dá a chance aos cidadãos do continente africano de participarem do evento demonstrando as dificuldades que o continente enfrentava como as doenças sexualmente transmissíveis, a falta de saneamento básico, o analfabetismo e a pobreza em geral. A conferência é marcada por ter sido realizada em um período conturbado por conta justamente de um ano antes de ocorrido o ataque aéreo aos Estados Unidos e isso era a principal causa da Rio+10 ter sido tão esquecida, ou seja, “ofuscada” nesse período de tempo, ou seja não apresentou muitos avanços Porém Reigota (2009) tem uma visão um pouco diferente e muito mais crítica sobre esse período que marcou a realização desta conferência. Essa Conferência que ficou conhecida como Rio+10, tinha como objetivo avaliar as aplicações e progressos das diretrizes estipuladas no Rio de Janeiro. Realizada num momento de grande tensão internacional, logo após o atentado de 11 de setembro e, poucos meses antes da invasão americana no Iraque [...]. Para muitos analistas, a Rio+10 foi um fracasso por não ter possibilitado o avanço efetivo das diretrizes e promessas apresentadas no Rio de Janeiro. Para outros, o fracasso da Rio+10 está relacionada com o próprio fracasso das Nações Unidas, “prisioneira” dos interesses das grandes potências, principalmente dos Estados Unidos. (REIGOTA, 2009, p. 26-27). O grande problema da segurança que o mundo perpassava nos primeiros anos do século XXI demonstrou que a ONU não possuía tanta autonomia como se achava que tinha para tais eventualidades que envolvesse as grandes potências e isso explicitou uma determinada limitação desse órgão internacional. Mas apesar de tudo Reigota (2009) argumenta que em todas as conferências e documentos elaborados foi citada a educação ambiental e mais ainda, as ações perante a prática da temática ao longo dos anos só veio crescendo, mostrando que a EA ao longo dos anos veio se estabelecendo em meio a inúmeros fatos históricos da humanidade. Princípios da Educação Ambiental no Brasil. A crise ambiental dos anos 60, os primeiros documentos elaborados sobre o meio ambiente e os grandes encontros proporcionados
  9. 9. 47 pelas conferências internacionais refletiram direto ou indiretamente para os brasileiros, sendo assim é conveniente destacar através de uma breve descrição alguns pontos cruciais da educação ambiental no Brasil. Para Reigota (2009) O Brasil desde o período do encontro de Estocolmo em 1972 adotou uma posição de “abrir as portas” para a instalação de indústrias de origem estrangeira, pois o país oferecia uma facilidade maior para o funcionamento poluidor dessas empresas, a forma como o Brasil conduzia sua política ambiental era significativamente direcionado para o desenvolvimento econômico do país. Simultaneamente a isso o país vivenciava o regime militar. No início da década de 70 foi criado à secretaria especial do meio ambiente (SEMA) subordinada ao ministério dos transportes, no qual o secretário responsável era o ecólogo Paulo Nogueira que exerceu um papel extremamente importante a favor do meio ambiente no Brasil na época da ditadura militar. Segundo Reigota (2009) sobre a maciça presença da mídia no campo da educação ambiental antes e após a realização da Rio 92 notou-se que principalmente no período de tempo pós-constituição de 1988 houve uma grande sequência de “primeiros” encontros nacionais de EA espalhados pelo Brasil. Sobre os encontros nacionais de EA no país, destaca-se segundo Dias (1994) o Encontro Nacional de Politicas e Metodologias para EA realizado no ano de 1991 em Brasília/DF. A educação ambiental brasileira após a Rio 92 emergiu como uma nova tendência da educação brasileira, no meio de vários encontros que ocorreram pós-constituição de 1988, notou se também que além da política nacional está em constante readaptação a recente democracia estabelecida no país à educação brasileira começa a dar passos largos referentes à EA no Brasil. PCN’s parâmetros curriculares nacionais e o tema transversal meio ambiente. A constituição e a educação brasileira no final da década de 80 perpassavam por modificações em sua configuração o que de certa forma contribui com a realização da Rio 92 o que rendeu mais adeptos da EA no Brasil facilitando a sua instauração definitiva no país, isso gerou um maior comprometimento por parte do poder público brasileiro em proporcionar a EA através da educação brasileira. Um importante passo foi dado com a constituição de 1988, quando a Educação Ambiental se tornou exigência a ser garantida pelos governos federal, estaduais e municipais (PCN, 1998, p. 181 apud § 1º, VI artigo 255). Os PCN’s Segundo Cordiolli (2006) não foram criados para ser uma nova norma para a educação brasileira como era o caso dos DCN’s, no entanto a partir do governo de FHC as políticas implementadas fizeram com que a proposta curricular se tornasse um efetivo plano educacional, ou seja, os PCN’s que a princípio era apenas uma proposta passou a ser um efetivo orientador do processo educacional. A educação ambiental no Brasil seria então desenvolvida nas escolas por meio do que os PCN’s recomendavam através do tema transversal meio ambiente A prática do tema meio ambiente é tratada pelos PCN’s da seguinte maneira: Nos Parâmetros Curriculares Nacionais os conteúdos de Meio Ambiente foram integrados às áreas, numa relação de transversalidade, de modo que impregne toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, crie uma visão global e abrangente da questão ambiental, visualizando os aspectos físicos e histórico-sociais, assim como as articulações entre a escala local e planetária desses problemas. (PCN, 1998, p. 193). A característica que se adquiri ao trabalhar o tema meio ambiente de forma transversal ressalta a ideia de a educação ambiental deva ser vista de forma abrangente tanto do ponto de vista local quanto do global visando uma participação direta ou indireta de diversos ramos do conhecimento que almejam um conhecimento explicito sobre a temática de maneira integradora (que, aliás, lembra muito a proposta pedagógica do método da interdisciplinaridade) e que ao fim poderá proporcionar uma resposta positiva perante o tema explorado.
  10. 10. 48 A educação ambiental na escola. A escola é o local mais requerido para o desenvolvimento das práticas da educação ambiental sempre lembrando que nesse meio de ensino formal a EA é considerada apenas mais uma das inúmeras variedades de atividades que uma escola deve proporcionar. O meio escolar é onde se encontra vários profissionais da área de educação, aonde cabe principalmente aos professores encontrar maneiras que possibilitem a realização da educação ambiental na escola. O ambiente escolar deve ser um local que ofereça condições tanto humanas quanto estruturais para a viabilização da educação ambiental em seu espaço, pensando nisso, no decorrer de décadas após a crise de 68 ainda nos encontramos em pleno aprendizado sobre a questão ambiental no planeta, diversos são os exemplos de assuntos que foram sendo levantados e elaborados sobre o meio ambiente, educação ambiental, e sustentabilidade através das várias conferências internacionais realizadas pela UNESCO, houve também mobilização no Brasil por meio de congressos nacionais de EA, elaborações de legislações ambientais e criação de PCN’s com os temas transversais. METODOLOGIA O trabalho foi feito no primeiro semestre de 2013 no município de Santana no estado do Amapá, onde foi feito uma pesquisa teórica qualitativa e bibliográfica a respeito do tema educação ambiental. Através de leituras foram analisadas as ideias, artigos, livros e alguns arquivos da internet de autores voltados para o campo Ambiental, proporcionando uma espécie de dialogo entre eles em torno do tema para que se possa ter uma ideia conjunta e critica sobre a trajetória e avanços da educação ambiental até os dias de hoje, foram pesquisadas também algumas Legislações Ambientais brasileiras, elaborando assim um breve histórico sobre o tema. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o decorrer desta pesquisa constatamos que a educação ambiental surgiu em meio a vários acontecimentos caraterizados por representarem uma crise no mundo e que consequentemente devido o fato de as pessoas da época terem presenciado a degradação do “ambiente global” essa crise ocorrida na década de 1960 se expressaria como crise ambiental, que após alguns anos revelaria o surgimento e princípios da educação ambiental através de conferências internacionais promovidas pela UNESCO. Com o levantamento bibliográfico percebemos que as questões ambientais surgem em um momento conturbado da humanidade, diante a, radicais transformações da sociedade que começavam a se preocupar com o futuro e com os rumos que o desenvolvimento econômico impusera. No estudo sobre educação ambiental muito já se avançou porem esses avanços são pouco divulgados. As maiores conferencias sobre meio ambiente foram promovidas pela UNESCO, órgão da ONU. Vimos que a mesma possui pontos fracos principalmente quando se trata dos países mais ricos, nesse caso pesa muito o fator econômico, que na maioria das vezes vai contra todos os princípios ambientais acarretando grandes problemas. Destacou se bastante sobre a primeira conferencia mundial sobre meio ambiente humano em Estocolmo no ano de 1972, era onde surgia com maior ênfase as diretrizes sobre questões ambientais, porem pode se ver que nessa época ainda não havia a preocupação com o desenvolvimento sustentável, tema este que seria destacado na rio-92 em 1992. Esta conferencia é considerada como o maior encontro sobre educação ambiental até hoje. Nela surgia o termo sustentabilidade que segundo nossos autores relacionava o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento ambiental. Nessa conferencia foi criado à famosa agenda 21 que até hoje é um importante documento no campo ambiental. Nas ultimas décadas o Brasil também voltava se apenas ao desenvolvimento econômico pouco se preocupando com questões ambientais, porem foram criados alguns órgãos voltados para esta érea. Houveram conferencias para se discutir questões ambientais e foram criados os PCN´s que proporão o tema meio ambiente de forma transversal, o que segundo o mesmo é o mais ideal.
  11. 11. 49 As escolas são muito importantes nesse processo onde deve se trabalhar a educação ambiental tambem de forma interdisciplinar. Conferencia sobre meio ambiente, criação de órgãos, estudos, projetos sustentáveis, amadurecimento das ideias, todos estes foram e são muito importantes para elaboração e desenvolvimento da educação ambiental. Precisamos esta ciente da importância desses acontecimentos cujo proporcionaram um maior interesse, conhecimento e dialogo sobre questões e problemas ambientais. Com o passar de décadas as formulações sobre educação ambiental começariam a surgir no Brasil, fato esse, é percebido após a constituição de 1988 quando se iniciaram no país os primeiros debates sobre o tema. Ainda no Brasil observamos por meio de nossos autores que os PCN’s com o tema transversal meio ambiente visa à realização da educação ambiental na escola através do método da transversalidade. Portanto nossas escolas devem estar preparadas para proporcionar a educação ambiental, precisa que os professores estejam cientes da importância de se trabalhar esse tema, cada disciplina contribuindo de alguma forma, para que nossos alunos possam aprender e desenvolver uma consciência ambiental saudável. É evidente que o aprofundamento de processos educativos ambientais apresenta se como uma condição sine qua non para construir uma nova racionalidade ambiental que possibilite modalidades de relações entre a sociedade e a natureza entre o conhecimento cientifico e as intervenções técnicas do mundo, nas relações entre os grupos sociais diversos e entre os diferentes países em um novo modelo ético, centrado no respeito e no direito a vida em todos os aspectos. (MEDINA, 2008, p.05). Precisamos nos sensibilizar da importância dessas mudanças, tanto ambientais sociais e tecnológicas das ultimas décadas para que possamos seguir para um futuro mediante atitudes conscientes e chegarmos a um dos maiores dos objetivos da educação ambiental. O art. 225 expresso na carta magna brasileira. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Legislação Ambiental Básica. Consultoria Jurídica. Brasília, UNESCO, 2008. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001611 /161188por.pdf>. Acesso em: 10 de jan. de 2012. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília (DF): MEC/SEF, 1998. CASCINO, Fabio. Educação Ambiental: princípios história formação de professores. 2ª ed – São Paulo (SP) Editora: SENAC São Paulo, 2000. CORDIOLLI, Marcos. A Formação de valores e padrões de conduta na sala de aula: notas para um debate conceitual sobre transversalidade. A Casa de Astérion. Curitiba, 2006. Disponível em: <http://cordiolli.files.wordpress.com/2009/06/co rdiolli_e002_formacao_de_valores_ed01_print1 .pdf> Acesso em: 03 de dez. de 2011. DIAS, Genebaldo Freire, Educação Ambiental: princípios e práticas. 3ª ed. Editora: Gaia, São Paulo, 1994. LEFF, Henrique. Epistemologia Ambiental. 4ª edição, São Paulo: Cortez, 2007. Medina, Naná Mininni. Artigo: Breve histórico da Educação Ambiental Redação do Portal do Meio Ambiente 2008. Disponível em: http://www.abides.org.br/Artigos/View.aspx?art igoID=126&area=, 27/06/08 REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental? 2ª ed. Revista e ampliada – São Paulo, Coleção primeiros passos, Editora: Brasiliense, 2009.
  12. 12. 50 ______________________________________ 1-Vitor Nascimento, aluno de pós-graduação IBPEX Educação Ambiental e Sustentabilidade, graduado em Geografia, Universidade Federal do Amapá. 2- Prof. Adriano A Faria: Mestre em Educação e Doutorando em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná. Possui formação em Filosofia, Marketing e Pedagogia; Pós-graduação em Metodologia do Ensino na Educação Superior, Especialização em EAD, Formação de Docentes e de Orientadores Acadêmicos em EAD e também, MBA em Planejamento e Gestão Estratégica, pela Faculdade FACINTER-Curitiba- PR.

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