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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 
Volume 14 - Número 2 - 2º Semestre 2014 
BREVE HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
INTERNACIONAL ATÉ NOSSAS ESCOLAS BRASILEIRAS DE HOJE 
Vitor Nascimento1; Adriano Faria2 
RESUMO 
Pretende se com este trabalho responder questões que giram em torno da atividade proposta pelo tema 
Educação Ambiental sendo o tema central. Foi feito um levantamento sobre a sua origem e algumas 
das principais conferencia e acontecimento, desde o debate no clube de Roma, conferencia de 
Estocolmo, rio-92 entre outras, sobre o tema. Chegou se a conclusão que Desde a década de 1960 
muitas questões foram levantadas perante as problemáticas ambientais, Em meio a essa metamorfose 
mundial surgiria a atualmente tão requisitada Educação Ambiental. Este artigo tem o objetivo de 
proporcionar aos leitores um melhor entendimento sobre a criação e trajetória da educação ambiental 
por meio de argumentos e teorias de especialistas do campo ambiental. Foram analisadas e 
interpretadas as ideias dos autores com objetivo de correlacionar suas ideias a respeito do tema 
Educação Ambiental por meio de um levantamento teórico bibliográfico. Cuja intenção é de 
incentivar construção do conhecimento e a discursão sobre as questões ambientais. 
Palavras-chave: Educação ambiental, principais acontecimentos, teorias. 
BRIEF HISTORY OF THE PATH OF INTERNATIONAL ENVIRONMENTAL 
EDUCATION TO OUR SCHOOLS BRAZILIAN TODAY 
ABSTRACT 
It is intended with this work to answer questions concerning the activity proposed by the theme 
Environmental Education being the central theme. A survey about its origin was carried out and some 
of the main lecture and event, from the debate at Rome Club, Stockholm Conference, rio-92 among 
others, about the theme. It is concluded that since the 1960s many questions have been raised before 
the environmental issues. Within that world’s metamorphosis the currently so-requested 
Environmental Education would emerge. This articles aims to provide the readers with a better 
understanding about the creation and trajectory of environmental education through arguments and 
theories by experts in environmental field. The authors’ ideas were analyzed and interpreted aiming 
to correlate their ideas about the theme Environmental Education through a bibliographical theoretical 
survey whose intention is to incentivize knowledge building and the speech about the environmental 
issues. 
Keywords: Environmental education, main events, theories.
40 
INTRODUÇÃO 
Nas últimas décadas a questão ambiental 
veio à tona por conta da constante preocupação 
com o meio ambiente. Isso porque a exploração 
do meio ambiente tomou grandes proporções e os 
desastres estavam se tornando cada vez mais 
constantes. De modo geral o homem estava 
percebendo que não era mais viável explorar os 
recursos naturais do planeta sem se preocupar 
com o meio em que vivemos. 
Com isso fez se necessário o 
levantamento dessa pesquisa de forma teórica 
bibliográfica para se ter, um melhor 
conhecimento sobre a trajetória e 
desenvolvimento da educação ambiental mundial 
e brasileira. 
Fábio Cascino (2000) argumenta que a 
preocupação com meio ambiente também 
ocasionou diversas mobilizações populares como 
os movimentos ativistas e os movimentos 
ambientalistas não governamentais no início na 
década de 60, (pós-segunda guerra mundial) por 
conta do mundo está vivenciando o período da 
“guerra fria”, ou seja, na percepção das pessoas 
da época a “crise ambiental” deveria ser mais 
preocupante do que as diferenças políticas 
internacionais como a disputa armamentista entre 
as duas potências da época, Estados Unidos e 
União Soviética. 
Para Reigota (2009) a educação 
ambiental tem uma história quase oficial isso por 
que com crise ambiental estabelecida houve a 
necessidade de se discutir os problemas 
ambientais do mundo em debates internacionais. 
É importante citar pelo menos dois deles, que 
foram o de 1972 em Estocolmo na Suécia, onde 
foi realizado a primeira Conferência Mundial de 
Meio Ambiente Humano e em 1992 no Brasil 
onde foi à vez da conferência para o Meio 
Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92 (eco-92), 
promovidos pela UNESCO. 
Dias (1994) argumenta que os aspectos 
ambientais relacionam se, isto é, o “ambiente 
total” é formado pelos diversos aspectos 
demonstrados, sendo eles: os científicos, 
políticos, éticos, sociais, tecnológicos, 
ecológicos, culturais e econômicos que se 
comportam de certa forma dependendo do caso, 
um aspecto pode ter preponderância sobre os 
outros [...] uma vez que cada parcela estaria 
pulsando, contorcendo-se, sofrendo dilatações e 
contrações contínuas, como células vivas em um 
tecido. (DIAS, 1994, p.26). Dessa maneira fica 
visível a interpretação que o autor faz para 
esclarecer que a questão ambiental é como um 
“tecido celular” não é direcionado apenas para o 
campo ecológico, mas é relacionada diretamente 
com todos os aspectos, que dependendo da 
necessidade interferem no “ambiente total”. 
O trabalho trata se de uma breve analise 
sobre a prática de EA e sua e trajetória ate os dias 
de hoje no Brasil. O objetivo é relacionar 
bibliograficamente as ideias de autores para que 
se possa compreender os problemas ambientais 
que já foram resolvidos e os que precisam 
avançar para uma solução. 
Faz se necessário conhecer melhor à 
história da educação ambiental desde sua criação 
até nossas escolas de hoje, para que possamos 
com recomendações, documentos e exemplos 
solucionar problemas pertinentes à educação 
ambiental. 
Espera se obter um ganho ao intelecto 
dos leitores principalmente aqueles interessados 
em Educação Ambiental e sua trajetória. Os 
mesmos poderão de forma mais critica analisar, 
discutir e ate mesmo propor soluções para alguns 
problemas referentes ao tema, podendo levar tais 
conhecimentos às pessoas de seu meio, o que 
seria um incentivo a mais para melhorar o 
desenvolvimento de uma Educação Ambiental. 
ORIGENS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
O desfecho da Segunda guerra mundial 
em 1945 pronunciava o início do período da 
chamada “guerra fria” entre os Estados Unidos e 
a URSS, as corridas armamentista e espacial 
renderam em muitas inovações tecnológicas. Daí 
então se iniciava a década de 60 e as ações do 
homem no ambiente e de uma nova geração que 
crescia vivenciando o mundo em constante 
transformação começava a emergir. O autor Dias 
(1994) argumenta que nas décadas de 50 para 60 
surgiriam os primeiros relatos sobre essas 
transformações.
41 
[...] impulsionado por avanços 
tecnológicos, o homem 
ampliou a sua capacidade de 
produzir alterações no 
ambiente natural, 
notadamente nos países mais 
desenvolvidos, e na década 
seguinte os efeitos negativos 
sobre a qualidade de vida já 
eram evidentes. Em 1962 a 
jornalista Rachel Carson 
Lançava seu livro Primavera 
Silenciosa, que se tornaria um 
clássico na história do 
movimento ambientalista 
mundial, com grande 
repercussão. (DIAS, 1994, p. 
20-21). 
Antes mesmo de se ouvir falar em 
movimento ambientalista houve muitas 
personalidades como o de Thoreau e Gandhi 
citados por Cascino (2000) e também pessoas 
comuns como a jornalista Rachel Carson que 
lançou sua obra intitulada, “Primavera 
silenciosa”, ao demonstrarem suas opiniões em 
suas obras os mesmos adquiriam os postos de 
ícones do movimento ambientalista por 
inspirarem lideres ambientalistas do ano de 1968, 
isso rendeu em diversos tipos de mobilizações 
nos quais algumas não tinham muito a haver com 
o ambientalismo. 
Os movimentos foram provocados 
principalmente por conta dos vários tipos de 
violência e as guerras declaradas e pronunciadas 
como o caso da “guerra fria” que impuseram o 
temor da humanidade e assim criou-se a ideia de 
que “o fim da terra” perpassaria primeiramente 
na falta de recursos naturais disponíveis e isso era 
a principal característica de uma crescente crise 
ambiental que vinha crescendo pelo mundo. 
Dentre os vários movimentos que 
ocorreram é importante destacar o evento de 
Paris em 1968 que anunciava exatamente o 
sentimento da população quanto aos 
acontecimentos catastróficos naturais e sociais 
que as potências mundiais como os Estados 
Unidos proporcionavam nesse período. 
Pour une planète plus bleu era 
o slogan, a palavra de ordem, 
a frase-chave do movimento. 
Os estudantes de Paris 
clamavam pelo novo: 
“Queremos um planeta mais 
azul”. Paris 68, o maio 
revolucionário, indicava para 
o mundo que existia algo novo 
no ar, que alguma coisa 
diferente estava nascendo no 
pensamento humano. 
(CASCINO, 2000, p. 31). 
O evento de 1968 em Paris começava a 
dar sinais da insatisfação da população mundial 
perante as ações dos chefes de Estado com 
relação às guerras e ao modo como à natureza 
estava sendo destruída para favorecer os modos 
de produção capitalista, isso agravou os 
constantes movimentos ambientais. A 
preocupação em ter “um planeta mais azul” como 
mencionado era a demonstração clara de uma 
mudança de percepção das pessoas da época. 
Os autores Cascino (2000), Dias (1994) e 
Reigota (2009) argumentam sobre as conclusões 
que o Clube de Roma em 1968 teve sobre as 
atividades que o ser humano desenvolvia na 
época, essa reunião deu origem em 1972 ao livro 
“Limites do crescimento” e gerou muitas 
controvérsias entre os estudiosos da América 
latina, já que no referido relatório era citado 
bastante o aumento da população de baixa renda. 
O Clube de Roma em 1972 publicava seu 
relatório The Limits of Growth. Denunciava que 
o crescente consumo mundial levaria a 
humanidade a um limite de crescimento e 
possivelmente a um colapso. (DIAS, 1994, p. 
21). O clube de Roma para Reigota (2009) 
alavancou o interesse de um órgão internacional, 
no caso a ONU. 
Um dos méritos dos debates 
das conclusões do Clube de 
Roma foi colocar o problema 
ambiental em nível planetário, 
e como consequência disso, a 
organização das Nações 
Unidas realizou em 1972, em 
Estocolmo, Suécia, a Primeira 
Conferência Mundial de Meio 
Ambiente Humano. 
(REIGOTA, 2009, p. 23). 
Apesar de haverem tido algumas 
discordâncias entre os estudiosos da época, as 
discursões do relatório do clube de Roma 
renderam em uma preocupação por parte da 
ONU em discutir as problemáticas ambientais 
em nível mundial e não mais apenas entre os 
próprios países, já que um ambiente local poderia 
afetar todo o meio global a ONU a partir de 1972 
iniciaria definitivamente uma discussão
42 
internacional sobre meio ambiente e educação 
ambiental por meio de suas conferências. 
Confêrencias e Acontecimentos Sobre 
Educação Ambiental Internacionais e 
Nacional 
Conferência de Estocolmo (1972). 
As conferências internacionais realizadas 
pela ONU através da UNESCO iniciariam no ano 
de 1972 em Estocolmo na Suécia como já 
mencionado. Impulsionada principalmente pelo 
documento publicado pelo clube de Roma em 
1972 a ONU concentrava suas ações para a 
realização da Primeira Conferência Mundial 
sobre Meio Ambiente Humano. Segundo Dias 
(1994, p. 21) a Conferência de Estocolmo, como 
ficou conhecida, gerou a Declaração sobre o 
Ambiente Humano e estabeleceu o Plano de 
Ação Mundial com o objetivo de inspirar e 
orientar a humanidade para a preservação e 
melhoria do ambiente humano. Isso anunciava 
que no encontro da Suécia já se tinham as 
primeiras metas a serem atingidas após o término 
de sua realização. 
[...] mediante a Declaração de 
Estocolmo, um conjunto de 
princípios para o manejo 
ecologicamente racional do 
meio ambiente. Além de 
incorporar as questões 
ambientais da agenda 
internacional, esta declaração 
representou o início de um 
diálogo entre países 
industrializados e países em 
desenvolvimento, a respeito 
da vinculação que existe entre 
o crescimento econômico, a 
poluição dos bens globais (ar, 
água e oceanos) e o bem-estar 
dos povos de todo o mundo. 
Para alguns, esta ainda é uma 
questão aberta e muito 
utilizada em favor dos capitais 
transnacionais e seus 
interesses econômicos. 
(CASCINO, 2000, p. 37). 
O autor Cascino (2000) argumenta que a 
primeira conferência levantou questões a respeito 
do meio ambiente por meio do que ficou 
conhecido como declaração de Estocolmo. Essa 
declaração apresentou um dos primeiros diálogos 
entre os países ditos “ricos” e “pobres” e 
proporcionou discussões sobre as formas como o 
desenvolvimento econômico vinha interferindo 
no ambiente natural, o que ficou claro é que o 
assunto em questão ainda estava longe de ser 
resolvido e que as ideias tiradas de lá ainda 
serviriam apenas para ser noção de todo o 
ocorrido e que para o autor ainda seria possível 
encontrar pessoas se beneficiando disso para 
adquirirem mais recursos econômicos. 
Conferência de Belgrado (1975). 
A princípio foram debatidas as questões 
que ficaram em “aberto” no primeiro debate 
sobre meio ambiente, mas o que realmente 
emergia naquele encontro seria para Dias (1994) 
e Reigota (2009) a formulação dos princípios e 
orientações para um programa de educação 
ambiental em proporção global. O tema principal 
em questão nessa conferência foi segundo Dias 
(1994) e Reigota (2009) a necessidade de haver 
uma nova ética global que promovesse a 
erradicação de vários problemas ambientais e 
sociais. Após o término da conferência foi 
elaborada aquilo que se denominou de a Carta de 
Belgrado. 
Na carta de Belgrado segundo Dias 
(1994) é destacado em seu texto as seguintes 
questões: 
O que se busca é a erradicação 
das causas básicas da pobreza, 
da fome, do analfabetismo, da 
poluição, da exploração e 
dominação. Não é mais 
aceitável lidar com esses 
problemas cruciais de uma 
forma fragmentária. [...] Nós 
necessitamos de uma nova 
ética global – uma ética que 
promova atitudes e 
comportamentos para os 
indivíduos e sociedades, que 
sejam consonantes com o 
lugar da humanidade dentro 
da biosfera; que reconheça e 
responda com sensibilidade às 
complexas e dinâmicas 
relações entre a humanidade e 
a natureza, entre os povos. [...] 
Antes que essas mudanças de 
prioridades sejam atingidas, 
milhões de indivíduos 
deverão ajustar as suas 
próprias prioridades e assumir 
uma ética global 
individualizada, refletindo no 
seu comportamento para
43 
melhoria da qualidade do 
meio ambiente e da vida de 
todas as pessoas. (DIAS, 
1994, p. 59-60). 
O autor Dias (1994) afirma que as 
conclusões tiradas desse encontro e explicitadas 
no documento a Carta de Belgrado, ainda são 
consideradas um importante fundamento 
conceitual mesmo que tenham sido completadas 
várias décadas desde sua formulação. Outra 
afirmação que Dias (1994) faz é que a carta de 
Belgrado é uma ampliação da obra intitulada a 
“Ética da Terra” e recomendado por Leopoldo 
desde o final da década de 40. 
Segundo Reigota (2009, p. 53) na Carta 
de Belgrado foram definidos seis objetivos 
indicativos da educação ambiental, no qual se 
buscava promover o desenvolvimento dos 
seguintes objetivos: conscientização, 
conhecimento, comportamento, competência, 
capacidade de avaliação e participação. O autor 
Reigota (2009) cita e comenta sobre cada uma 
delas, no entanto aqui serão destacados apenas 
três desses objetivos. 
Segundo Reigota (2009) o objetivo 
conscientização constava na Carta de Belgrado 
de 1975 como uma necessidade de levar os 
indivíduos a desenvolverem uma consciência 
ambiental por meio da demonstração dos 
problemas ambientais que o planeta sofria. Na 
visão o autor: 
“Conscientizar” significa que 
a educação ambiental deve 
procurar chamar a atenção 
para os problemas planetários 
que afetam a todos, pois a 
camada de ozônio, o 
desmatamento da Amazônia, 
as armas nucleares, o 
desaparecimento de culturas 
milenares etc. são questões só 
aparentemente distantes da 
realidade dos alunos e das 
alunas. Um dos problemas 
desse objetivo é o próprio 
termo “conscientização” que é 
muito utilizado entre nós e que 
geralmente é remetido ao 
pensamento pedagógico de 
Paulo Freire. O problema é 
que uma pessoa não passa 
automaticamente a sua 
consciência sobre qualquer 
tema a outra pessoa, apenas 
pela transmissão de 
conhecimentos. (REIGOTA, 
2009, p. 53-54). 
A conscientização é algo que não pode ser 
alcançado apenas por meio do conhecimento, não 
se pode impor o ato de se conscientizar por meio 
da educação, a mesma depende da própria forma 
como pessoa vai agir se vai fazer algo ou não isso 
depende muito da conscientização pessoal que 
cada um desenvolve no decorrer da vida. 
Outro objetivo citado na Carta de 
Belgrado é o conhecimento que segundo Reigota 
(2009) apresenta a ideia de levar os indivíduos a 
obterem uma compreensão essencial do ambiente 
global, dos problemas que estão interligados ao 
ambiente e do papel crítico que o ser humano tem 
em meio a tudo isso. Na visão do autor: 
O conhecimento 
proporcionado pela ciência e 
pelas culturas não 
necessariamente 
escolarizadas sobre o meio 
ambiente precisa ser 
democratizado. As pessoas 
devem ter acesso a eles. 
Assim, a educação ambiental 
não transmite só o 
conhecimento científico, mas 
enfatiza e provoca a 
necessidade de diálogo entre 
todo tipo de conhecimento 
[...]. (REIGOTA, 2009, p. 54). 
O conhecimento em termos gerais pode 
ser adquirido tanto fora da escola quanto dentro, 
no entanto ainda é notória que a democratização 
do conhecimento ainda dar “passos” bem curtos, 
principalmente em países subdesenvolvidos nos 
quais a educação formal e informal encontra-se 
precárias. O objetivo comportamento da Carta de 
Belgrado segundo Reigota (2009) baseia-se em 
levar os indivíduos a um sentimento profundo de 
interesse pelo meio ambiente através da 
demonstração da vontade de contribuir com a 
proteção e qualidade do meio. Na visão do autor: 
Não adianta só falar do meio 
ambiente, mas também mudar 
os comportamentos 
individuais e sociais. Os 
exemplos aqui podem ser 
vários, dos mais simples aos 
mais complexos, tais como 
não fumar nos lugares 
coletivos, não destruir 
árvores, economizar energia e
44 
água, além de outros recursos 
básicos [...]. Porém, mudar 
comportamentos, objetivo 
muito recorrente e dos mais 
buscados na educação 
ambiental, não é simples. O 
que leva uma pessoa ou grupo 
a mudar um comportamento 
considerado de alto impacto 
ambiental? A educação 
ambiental precisa ficar atenta 
para não cair nem fomentar 
um discurso moralista de 
“bom comportamento”, mas 
discutir e aprofundar a 
complexidade psicológica, 
social, econômica, cultural e 
ecológica de cada 
comportamento, individual 
e/ou coletivo, que se quer 
mudar, sugerir e buscar 
alternativas. (REIGOTA, 
2009, p.55-56). 
A mudança de comportamento vem 
sendo ao longo dos tempos um dos objetivos 
mais requisitados da educação ambiental, não se 
pode entender este objetivo apenas como uma 
maneira de ensinar e praticar o “bom 
comportamento” com relação ao meio, até 
porque se estaria criando como o próprio autor 
citou um “discurso moralista” que não contribui 
quase que em nada nas discussões no qual são 
necessárias para se entender o porquê de 
determinadas pessoas estarem agindo de tal 
forma quanto ao meio ambiente em que se 
encontram? E isso se revela como uma questão 
que deve ser compreendida por todos que 
almejarem seguir este objetivo proposto. 
Conferência de Tbilisi (1977). 
No ano de 1977 em Tbilisi na Geórgia 
(ex-URSS) Segundo Cascino (2000), Dias 
(1994) e Reigota (2009 realizou-se através da 
UNESCO a Primeira Conferência Internacional 
sobre Educação Ambiental). Neste importante 
encontro sobre EA foram revelados os primeiros 
trabalhos associados ao tema realizados em 
vários países, o evento também corroborou os 
objetivos da EA elaborados em Belgrado e 
contribui para a criação dos princípios da 
educação ambiental, após anos de discussões 
sobre o tema este evento ainda é considerado o 
mais significativo na história da EA. 
A Declaração da Conferência 
Intergovernamental de Tbilisi sobre Educação 
Ambiental destaca a seguinte questão segundo 
Dias (1994): 
Mediante a utilização dos 
avanços da ciência e da 
tecnologia, a educação deve 
desempenhar uma função 
capital com vistas a criar a 
consciência e a melhorar 
compreensão dos problemas 
que afetam o meio ambiente. 
Essa educação há de fomentar 
a elaboração de 
comportamentos positivos de 
conduta com respeito ao meio 
ambiente e à utilização dos 
seus recursos pelas nações. 
(DIAS, 1994, p. 62). 
A declaração aponta uma questão 
considerada crucial desde a formulação dos 
objetivos da Carta de Belgrado de 1975, 
percebemos que a lógica desse trecho da 
declaração de Tbilisi cita questões que devem ser 
seguidas conforme o que foi estabelecido nos 
objetivos conscientização e comportamento de 
Belgrado. Em Tbilisi houve debates para se 
analisar as atividades propostas por Belgrado, 
sendo assim, foram apresentados por diversos 
países considerados para Dias (1994) Países 
Membros aos quais receberam algumas 
recomendações ao término dessa conferência. 
É imprescindível deixar de comentar 
sobre as Recomendações da Conferência 
Intergovernamental sobre Educação Ambiental 
aos Países Membros de 1977, sendo assim será 
destacada uma das questões da recomendação nº 
1 de Tbilisi. Segundo Cunha (2010): 
Um objetivo fundamental da 
educação ambiental é lograr 
que os indivíduos e a 
coletividade compreendam a 
natureza complexa do meio 
ambiente natural e do meio 
ambiente criado pelo homem, 
resultante a integração de seus 
aspectos biológicos, físico, 
sociais, econômicos e 
culturais, e adquiram os 
conhecimentos, os valores, os 
comportamentos e as 
habilidades práticas para 
participar responsável e 
eficazmente da prevenção e 
solução dos problemas 
ambientais, e da gestão da 
questão da qualidade do meio
45 
ambiente. (CUNHA, 2010, p. 
27 apud UNESCO, 1997). 
A Educação Ambiental tem como 
objetivo fundamental proporcionar atividades e 
ações coletivas entre os indivíduos participantes, 
para que assim seja viável a criação de propostas 
críticas visando não somente o entendimento dos 
problemas ambientais mais também a fim de 
concretizar futuramente algumas mudanças de 
percepções que serão importantes para a 
sustentabilidade do meio ambiente não só natural 
como também do ambiente social do qual o ser 
humano está inserido. 
Conferência de Moscou (1987). 
Em 1987 cerca de dez anos haviam se 
passado desde o último grande encontro 
internacional, pois seria exatamente nesse 
mesmo ano que ocorreria em Moscou (ainda 
como URSS) segundo Cascino (2000), Dias 
(1994) e Reigota (2009) o Segundo Congresso 
internacional de Educação Ambiental da 
UNESCO. Para Dias (1994) este evento teve 
como finalidade discutir as conquistas e 
dificuldades da educação ambiental desde o 
congresso de Tbilisi bem como também o 
desenvolvimento de ações internacionais para as 
áreas da EA e formação ambiental, visando 
projeções para a década de 90. 
Quanto ao que deveria ser feito na 
formação de pessoal a conferência de Moscou 
segundo Dias (1994) diz que: 
Com o objetivo de promover 
treinamento aos docentes em 
serviço e aos docentes em 
processo de formação, 
encarregados da EA formal 
(escolar) e não formal (extra-escolar), 
foram recomendadas 
as ações: a) promoção de 
treinamento para docentes em 
formação. b) promoção de 
treinamento para docentes em 
serviço. (DIAS, 1994, p. 88 
apud MOSCOU 1987). 
Essa é umas das prioridades estabelecidas 
em Moscou (1987) o que revela que a EA a partir 
dessa conferência começa a emergir em diversos 
campos de ensino, sejam esses escolares ou não 
escolares, a conferência de Moscou é marcada 
pela preocupação não apenas de promover a EA, 
mas também na formação dos que iram trabalha-la 
no campo educacional. 
Ainda em 1987 foi elaborado o relatório 
intitulado “Nosso futuro comum”, segundo 
Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009), 
esse relatório foi formulado por um grupo de 
especialistas e pela primeira-ministra da Noruega 
Gro Harlem Brundtland, no qual haviam 
analisado a situação do meio ambiente e no modo 
como o desenvolvimento econômico agia no 
ambiente global, para isso foram realizadas 
várias reuniões em diferentes cidades do mundo, 
o relato dessas reuniões ficaria conhecido como 
o Relatório de Brundtland e serviria de referência 
para os demais debates realizados nos anos 
seguintes. 
Conferência do Rio de Janeiro (1992). 
Em 1992 foi realizado um dos debates 
sobre o meio ambiente mais comentado nos 
últimos anos, ou seja, 1992 foi a vez segundo 
Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) da 
Conferência sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento que ficou conhecida como 
Rio-92 (ou Eco-92). 
Cascino (2000) afirma que este evento 
teve uma repercussão internacional imediata na 
maneira como as sociedades de vários países se 
organizavam, o número de ONGs cresceu 
bastante em relação há anos anteriores o que 
demonstrava o quanto a realização da Rio 92 foi 
impactante no mundo. 
Dias (1994) argumenta que a Rio 92 por 
meio do Cap. 4, Seção IX da agenda 21 
praticamente confirmou as recomendações de 
Tbilisi para a EA. Dias (1994) afirma ainda que 
ficou evidente a necessidade de um enfoque 
interdisciplinar para a EA, também são citadas as 
prioridades que teriam que ser tomadas conforme 
a conferência: a) reorientar a educação para o 
desenvolvimento sustentável; b) aumentar os 
esforços para proporcionar informações sobre o 
meio ambiente, que possam promover a 
conscientização popular; c) promover 
treinamento. (DIAS, 1994, p. 110). Com isso fica 
claro qual foi à principal finalidade para 
realização da Rio 92, sendo assim não é errado 
dizer que a promoção do conceito de 
sustentabilidade foi a principal meta a ser 
conquistada com essa conferência e a criação da 
agenda 21 é o exemplo mais expressivo em meio 
a tudo isso.
46 
Sobre a Conferência do Rio em 1992 
Reigota (2009) afirma que: 
Nos vinte anos que se 
passaram, entre as 
conferências mundiais de 
Estocolmo e do Rio de Janeiro 
houve uma considerável 
mudança na noção de meio 
ambiente. Na primeira se 
pensava basicamente na 
relação do ser humano com a 
natureza; na segunda, o 
enfoque é pautado pela ideia 
de desenvolvimento 
econômico, dito sustentável, 
ideia que se consolida na 
conferência de 
Johannesburgo. (REIGOTA, 
2009, p. 29). 
A Rio92 seguiu uma tendência de 
conceituação sobre desenvolvimento sustentável 
emergida ainda no Relatório de Brundtland ou 
“Nosso futuro comum”, no qual foram 
formulados os primeiros conceitos sobre 
desenvolvimento sustentável. A ideia que o autor 
Reigota (2009) afirma é clara e ao mesmo tempo 
preocupante, já que o órgão internacional ONU 
por meio da UNESCO organizou esses eventos 
internacionais sobre meio ambiente e EA e 
aparentemente demonstra que aos poucos a 
supremacia econômica das grandes potências 
começa demonstrar sinais de intervenção, o que 
dá a impressão através disso é a possibilidade de 
talvez isso se tornar viável aos interesses 
econômicos de alguns países. 
Conferência de Johannesburgo (2002). 
Em 2002 não correspondendo à mesma 
expectativa de 1992, foi realizado em 
Johannesburgo na África do Sul, segundo 
Reigota (2009) a Conferência das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento Sustentável que ficou 
mais conhecida como Rio+10. Reigota (2009) 
afirma ainda que essa conferência teve como 
mérito dá a chance aos cidadãos do continente 
africano de participarem do evento 
demonstrando as dificuldades que o continente 
enfrentava como as doenças sexualmente 
transmissíveis, a falta de saneamento básico, o 
analfabetismo e a pobreza em geral. 
A conferência é marcada por ter sido 
realizada em um período conturbado por conta 
justamente de um ano antes de ocorrido o ataque 
aéreo aos Estados Unidos e isso era a principal 
causa da Rio+10 ter sido tão esquecida, ou seja, 
“ofuscada” nesse período de tempo, ou seja não 
apresentou muitos avanços 
Porém Reigota (2009) tem uma visão um 
pouco diferente e muito mais crítica sobre esse 
período que marcou a realização desta 
conferência. 
Essa Conferência que ficou 
conhecida como Rio+10, 
tinha como objetivo avaliar as 
aplicações e progressos das 
diretrizes estipuladas no Rio 
de Janeiro. Realizada num 
momento de grande tensão 
internacional, logo após o 
atentado de 11 de setembro e, 
poucos meses antes da 
invasão americana no Iraque 
[...]. Para muitos analistas, a 
Rio+10 foi um fracasso por 
não ter possibilitado o avanço 
efetivo das diretrizes e 
promessas apresentadas no 
Rio de Janeiro. Para outros, o 
fracasso da Rio+10 está 
relacionada com o próprio 
fracasso das Nações Unidas, 
“prisioneira” dos interesses 
das grandes potências, 
principalmente dos Estados 
Unidos. (REIGOTA, 2009, p. 
26-27). 
O grande problema da segurança que o 
mundo perpassava nos primeiros anos do século 
XXI demonstrou que a ONU não possuía tanta 
autonomia como se achava que tinha para tais 
eventualidades que envolvesse as grandes 
potências e isso explicitou uma determinada 
limitação desse órgão internacional. Mas apesar 
de tudo Reigota (2009) argumenta que em todas 
as conferências e documentos elaborados foi 
citada a educação ambiental e mais ainda, as 
ações perante a prática da temática ao longo dos 
anos só veio crescendo, mostrando que a EA ao 
longo dos anos veio se estabelecendo em meio a 
inúmeros fatos históricos da humanidade. 
Princípios da Educação Ambiental no Brasil. 
A crise ambiental dos anos 60, os 
primeiros documentos elaborados sobre o meio 
ambiente e os grandes encontros proporcionados
47 
pelas conferências internacionais refletiram 
direto ou indiretamente para os brasileiros, sendo 
assim é conveniente destacar através de uma 
breve descrição alguns pontos cruciais da 
educação ambiental no Brasil. 
Para Reigota (2009) O Brasil desde o 
período do encontro de Estocolmo em 1972 
adotou uma posição de “abrir as portas” para a 
instalação de indústrias de origem estrangeira, 
pois o país oferecia uma facilidade maior para o 
funcionamento poluidor dessas empresas, a 
forma como o Brasil conduzia sua política 
ambiental era significativamente direcionado 
para o desenvolvimento econômico do país. 
Simultaneamente a isso o país vivenciava o 
regime militar. No início da década de 70 foi 
criado à secretaria especial do meio ambiente 
(SEMA) subordinada ao ministério dos 
transportes, no qual o secretário responsável era 
o ecólogo Paulo Nogueira que exerceu um papel 
extremamente importante a favor do meio 
ambiente no Brasil na época da ditadura militar. 
Segundo Reigota (2009) sobre a maciça 
presença da mídia no campo da educação 
ambiental antes e após a realização da Rio 92 
notou-se que principalmente no período de 
tempo pós-constituição de 1988 houve uma 
grande sequência de “primeiros” encontros 
nacionais de EA espalhados pelo Brasil. Sobre os 
encontros nacionais de EA no país, destaca-se 
segundo Dias (1994) o Encontro Nacional de 
Politicas e Metodologias para EA realizado no 
ano de 1991 em Brasília/DF. 
A educação ambiental brasileira após a 
Rio 92 emergiu como uma nova tendência da 
educação brasileira, no meio de vários encontros 
que ocorreram pós-constituição de 1988, notou 
se também que além da política nacional está em 
constante readaptação a recente democracia 
estabelecida no país à educação brasileira 
começa a dar passos largos referentes à EA no 
Brasil. 
PCN’s parâmetros curriculares nacionais e o 
tema transversal meio ambiente. 
A constituição e a educação brasileira no 
final da década de 80 perpassavam por 
modificações em sua configuração o que de certa 
forma contribui com a realização da Rio 92 o que 
rendeu mais adeptos da EA no Brasil facilitando 
a sua instauração definitiva no país, isso gerou 
um maior comprometimento por parte do poder 
público brasileiro em proporcionar a EA através 
da educação brasileira. Um importante passo foi 
dado com a constituição de 1988, quando a 
Educação Ambiental se tornou exigência a ser 
garantida pelos governos federal, estaduais e 
municipais (PCN, 1998, p. 181 apud § 1º, VI 
artigo 255). 
Os PCN’s Segundo Cordiolli (2006) não 
foram criados para ser uma nova norma para a 
educação brasileira como era o caso dos DCN’s, 
no entanto a partir do governo de FHC as 
políticas implementadas fizeram com que a 
proposta curricular se tornasse um efetivo plano 
educacional, ou seja, os PCN’s que a princípio 
era apenas uma proposta passou a ser um efetivo 
orientador do processo educacional. A educação 
ambiental no Brasil seria então desenvolvida nas 
escolas por meio do que os PCN’s 
recomendavam através do tema transversal meio 
ambiente 
A prática do tema meio ambiente é tratada 
pelos PCN’s da seguinte maneira: 
Nos Parâmetros Curriculares 
Nacionais os conteúdos de 
Meio Ambiente foram 
integrados às áreas, numa 
relação de transversalidade, 
de modo que impregne toda a 
prática educativa e, ao mesmo 
tempo, crie uma visão global e 
abrangente da questão 
ambiental, visualizando os 
aspectos físicos e histórico-sociais, 
assim como as 
articulações entre a escala 
local e planetária desses 
problemas. (PCN, 1998, p. 
193). 
A característica que se adquiri ao 
trabalhar o tema meio ambiente de forma 
transversal ressalta a ideia de a educação 
ambiental deva ser vista de forma abrangente 
tanto do ponto de vista local quanto do global 
visando uma participação direta ou indireta de 
diversos ramos do conhecimento que almejam 
um conhecimento explicito sobre a temática de 
maneira integradora (que, aliás, lembra muito a 
proposta pedagógica do método da 
interdisciplinaridade) e que ao fim poderá 
proporcionar uma resposta positiva perante o 
tema explorado.
48 
A educação ambiental na escola. 
A escola é o local mais requerido para o 
desenvolvimento das práticas da educação 
ambiental sempre lembrando que nesse meio de 
ensino formal a EA é considerada apenas mais 
uma das inúmeras variedades de atividades que 
uma escola deve proporcionar. O meio escolar é 
onde se encontra vários profissionais da área de 
educação, aonde cabe principalmente aos 
professores encontrar maneiras que possibilitem 
a realização da educação ambiental na escola. 
O ambiente escolar deve ser um local que 
ofereça condições tanto humanas quanto 
estruturais para a viabilização da educação 
ambiental em seu espaço, pensando nisso, no 
decorrer de décadas após a crise de 68 ainda nos 
encontramos em pleno aprendizado sobre a 
questão ambiental no planeta, diversos são os 
exemplos de assuntos que foram sendo 
levantados e elaborados sobre o meio ambiente, 
educação ambiental, e sustentabilidade através 
das várias conferências internacionais realizadas 
pela UNESCO, houve também mobilização no 
Brasil por meio de congressos nacionais de EA, 
elaborações de legislações ambientais e criação 
de PCN’s com os temas transversais. 
METODOLOGIA 
O trabalho foi feito no primeiro semestre 
de 2013 no município de Santana no estado do 
Amapá, onde foi feito uma pesquisa teórica 
qualitativa e bibliográfica a respeito do tema 
educação ambiental. Através de leituras foram 
analisadas as ideias, artigos, livros e alguns 
arquivos da internet de autores voltados para o 
campo Ambiental, proporcionando uma espécie 
de dialogo entre eles em torno do tema para que 
se possa ter uma ideia conjunta e critica sobre a 
trajetória e avanços da educação ambiental até os 
dias de hoje, foram pesquisadas também algumas 
Legislações Ambientais brasileiras, elaborando 
assim um breve histórico sobre o tema. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Com o decorrer desta pesquisa 
constatamos que a educação ambiental surgiu em 
meio a vários acontecimentos caraterizados por 
representarem uma crise no mundo e que 
consequentemente devido o fato de as pessoas da 
época terem presenciado a degradação do 
“ambiente global” essa crise ocorrida na década 
de 1960 se expressaria como crise ambiental, que 
após alguns anos revelaria o surgimento e 
princípios da educação ambiental através de 
conferências internacionais promovidas pela 
UNESCO. 
Com o levantamento bibliográfico 
percebemos que as questões ambientais surgem 
em um momento conturbado da humanidade, 
diante a, radicais transformações da sociedade 
que começavam a se preocupar com o futuro e 
com os rumos que o desenvolvimento econômico 
impusera. 
No estudo sobre educação ambiental 
muito já se avançou porem esses avanços são 
pouco divulgados. 
As maiores conferencias sobre meio 
ambiente foram promovidas pela UNESCO, 
órgão da ONU. Vimos que a mesma possui 
pontos fracos principalmente quando se trata dos 
países mais ricos, nesse caso pesa muito o fator 
econômico, que na maioria das vezes vai contra 
todos os princípios ambientais acarretando 
grandes problemas. 
Destacou se bastante sobre a primeira 
conferencia mundial sobre meio ambiente 
humano em Estocolmo no ano de 1972, era onde 
surgia com maior ênfase as diretrizes sobre 
questões ambientais, porem pode se ver que 
nessa época ainda não havia a preocupação com 
o desenvolvimento sustentável, tema este que 
seria destacado na rio-92 em 1992. Esta 
conferencia é considerada como o maior 
encontro sobre educação ambiental até hoje. Nela 
surgia o termo sustentabilidade que segundo 
nossos autores relacionava o desenvolvimento 
econômico com o desenvolvimento ambiental. 
Nessa conferencia foi criado à famosa agenda 21 
que até hoje é um importante documento no 
campo ambiental. 
Nas ultimas décadas o Brasil também 
voltava se apenas ao desenvolvimento 
econômico pouco se preocupando com questões 
ambientais, porem foram criados alguns órgãos 
voltados para esta érea. Houveram conferencias 
para se discutir questões ambientais e foram 
criados os PCN´s que proporão o tema meio 
ambiente de forma transversal, o que segundo o 
mesmo é o mais ideal.
49 
As escolas são muito importantes nesse 
processo onde deve se trabalhar a educação 
ambiental tambem de forma interdisciplinar. 
Conferencia sobre meio ambiente, 
criação de órgãos, estudos, projetos sustentáveis, 
amadurecimento das ideias, todos estes foram e 
são muito importantes para elaboração e 
desenvolvimento da educação ambiental. 
Precisamos esta ciente da importância 
desses acontecimentos cujo proporcionaram um 
maior interesse, conhecimento e dialogo sobre 
questões e problemas ambientais. 
Com o passar de décadas as formulações 
sobre educação ambiental começariam a surgir 
no Brasil, fato esse, é percebido após a 
constituição de 1988 quando se iniciaram no país 
os primeiros debates sobre o tema. Ainda no 
Brasil observamos por meio de nossos autores 
que os PCN’s com o tema transversal meio 
ambiente visa à realização da educação 
ambiental na escola através do método da 
transversalidade. 
Portanto nossas escolas devem estar 
preparadas para proporcionar a educação 
ambiental, precisa que os professores estejam 
cientes da importância de se trabalhar esse tema, 
cada disciplina contribuindo de alguma forma, 
para que nossos alunos possam aprender e 
desenvolver uma consciência ambiental 
saudável. 
É evidente que o 
aprofundamento de processos 
educativos ambientais 
apresenta se como uma 
condição sine qua non para 
construir uma nova 
racionalidade ambiental que 
possibilite modalidades de 
relações entre a sociedade e a 
natureza entre o 
conhecimento cientifico e as 
intervenções técnicas do 
mundo, nas relações entre os 
grupos sociais diversos e entre 
os diferentes países em um 
novo modelo ético, centrado 
no respeito e no direito a vida 
em todos os aspectos. 
(MEDINA, 2008, p.05). 
Precisamos nos sensibilizar da 
importância dessas mudanças, tanto ambientais 
sociais e tecnológicas das ultimas décadas para 
que possamos seguir para um futuro mediante 
atitudes conscientes e chegarmos a um dos 
maiores dos objetivos da educação ambiental. O 
art. 225 expresso na carta magna brasileira. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. 
Legislação Ambiental Básica. Consultoria 
Jurídica. Brasília, UNESCO, 2008. Disponível 
em: 
<http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001611 
/161188por.pdf>. Acesso em: 10 de jan. de 
2012. 
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. 
Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e 
quarto ciclos: apresentação dos temas 
transversais. Brasília (DF): MEC/SEF, 1998. 
CASCINO, Fabio. Educação Ambiental: 
princípios história formação de professores. 
2ª ed – São Paulo (SP) Editora: SENAC São 
Paulo, 2000. 
CORDIOLLI, Marcos. A Formação de valores 
e padrões de conduta na sala de aula: notas 
para um debate conceitual sobre 
transversalidade. A Casa de Astérion. Curitiba, 
2006. Disponível em: 
<http://cordiolli.files.wordpress.com/2009/06/co 
rdiolli_e002_formacao_de_valores_ed01_print1 
.pdf> Acesso em: 03 de dez. de 2011. 
DIAS, Genebaldo Freire, Educação 
Ambiental: princípios e práticas. 3ª ed. 
Editora: Gaia, São Paulo, 1994. 
LEFF, Henrique. Epistemologia Ambiental. 4ª 
edição, São Paulo: Cortez, 2007. 
Medina, Naná Mininni. Artigo: Breve 
histórico da Educação Ambiental 
Redação do Portal do Meio Ambiente 2008. 
Disponível em: 
http://www.abides.org.br/Artigos/View.aspx?art 
igoID=126&area=, 27/06/08 
REIGOTA, Marcos. O que é educação 
ambiental? 2ª ed. Revista e ampliada – São 
Paulo, Coleção primeiros passos, Editora: 
Brasiliense, 2009.
50 
______________________________________ 
1-Vitor Nascimento, aluno de pós-graduação 
IBPEX Educação Ambiental e Sustentabilidade, 
graduado em Geografia, Universidade Federal do 
Amapá. 
2- Prof. Adriano A Faria: Mestre em Educação e 
Doutorando em Educação pela Universidade 
Tuiuti do Paraná. Possui formação em Filosofia, 
Marketing e Pedagogia; Pós-graduação em 
Metodologia do Ensino na Educação Superior, 
Especialização em EAD, Formação de Docentes 
e de Orientadores Acadêmicos em EAD e 
também, MBA em Planejamento e Gestão 
Estratégica, pela Faculdade FACINTER-Curitiba- 
PR.

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  • 1. 39 REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 14 - Número 2 - 2º Semestre 2014 BREVE HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL INTERNACIONAL ATÉ NOSSAS ESCOLAS BRASILEIRAS DE HOJE Vitor Nascimento1; Adriano Faria2 RESUMO Pretende se com este trabalho responder questões que giram em torno da atividade proposta pelo tema Educação Ambiental sendo o tema central. Foi feito um levantamento sobre a sua origem e algumas das principais conferencia e acontecimento, desde o debate no clube de Roma, conferencia de Estocolmo, rio-92 entre outras, sobre o tema. Chegou se a conclusão que Desde a década de 1960 muitas questões foram levantadas perante as problemáticas ambientais, Em meio a essa metamorfose mundial surgiria a atualmente tão requisitada Educação Ambiental. Este artigo tem o objetivo de proporcionar aos leitores um melhor entendimento sobre a criação e trajetória da educação ambiental por meio de argumentos e teorias de especialistas do campo ambiental. Foram analisadas e interpretadas as ideias dos autores com objetivo de correlacionar suas ideias a respeito do tema Educação Ambiental por meio de um levantamento teórico bibliográfico. Cuja intenção é de incentivar construção do conhecimento e a discursão sobre as questões ambientais. Palavras-chave: Educação ambiental, principais acontecimentos, teorias. BRIEF HISTORY OF THE PATH OF INTERNATIONAL ENVIRONMENTAL EDUCATION TO OUR SCHOOLS BRAZILIAN TODAY ABSTRACT It is intended with this work to answer questions concerning the activity proposed by the theme Environmental Education being the central theme. A survey about its origin was carried out and some of the main lecture and event, from the debate at Rome Club, Stockholm Conference, rio-92 among others, about the theme. It is concluded that since the 1960s many questions have been raised before the environmental issues. Within that world’s metamorphosis the currently so-requested Environmental Education would emerge. This articles aims to provide the readers with a better understanding about the creation and trajectory of environmental education through arguments and theories by experts in environmental field. The authors’ ideas were analyzed and interpreted aiming to correlate their ideas about the theme Environmental Education through a bibliographical theoretical survey whose intention is to incentivize knowledge building and the speech about the environmental issues. Keywords: Environmental education, main events, theories.
  • 2. 40 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas a questão ambiental veio à tona por conta da constante preocupação com o meio ambiente. Isso porque a exploração do meio ambiente tomou grandes proporções e os desastres estavam se tornando cada vez mais constantes. De modo geral o homem estava percebendo que não era mais viável explorar os recursos naturais do planeta sem se preocupar com o meio em que vivemos. Com isso fez se necessário o levantamento dessa pesquisa de forma teórica bibliográfica para se ter, um melhor conhecimento sobre a trajetória e desenvolvimento da educação ambiental mundial e brasileira. Fábio Cascino (2000) argumenta que a preocupação com meio ambiente também ocasionou diversas mobilizações populares como os movimentos ativistas e os movimentos ambientalistas não governamentais no início na década de 60, (pós-segunda guerra mundial) por conta do mundo está vivenciando o período da “guerra fria”, ou seja, na percepção das pessoas da época a “crise ambiental” deveria ser mais preocupante do que as diferenças políticas internacionais como a disputa armamentista entre as duas potências da época, Estados Unidos e União Soviética. Para Reigota (2009) a educação ambiental tem uma história quase oficial isso por que com crise ambiental estabelecida houve a necessidade de se discutir os problemas ambientais do mundo em debates internacionais. É importante citar pelo menos dois deles, que foram o de 1972 em Estocolmo na Suécia, onde foi realizado a primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente Humano e em 1992 no Brasil onde foi à vez da conferência para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92 (eco-92), promovidos pela UNESCO. Dias (1994) argumenta que os aspectos ambientais relacionam se, isto é, o “ambiente total” é formado pelos diversos aspectos demonstrados, sendo eles: os científicos, políticos, éticos, sociais, tecnológicos, ecológicos, culturais e econômicos que se comportam de certa forma dependendo do caso, um aspecto pode ter preponderância sobre os outros [...] uma vez que cada parcela estaria pulsando, contorcendo-se, sofrendo dilatações e contrações contínuas, como células vivas em um tecido. (DIAS, 1994, p.26). Dessa maneira fica visível a interpretação que o autor faz para esclarecer que a questão ambiental é como um “tecido celular” não é direcionado apenas para o campo ecológico, mas é relacionada diretamente com todos os aspectos, que dependendo da necessidade interferem no “ambiente total”. O trabalho trata se de uma breve analise sobre a prática de EA e sua e trajetória ate os dias de hoje no Brasil. O objetivo é relacionar bibliograficamente as ideias de autores para que se possa compreender os problemas ambientais que já foram resolvidos e os que precisam avançar para uma solução. Faz se necessário conhecer melhor à história da educação ambiental desde sua criação até nossas escolas de hoje, para que possamos com recomendações, documentos e exemplos solucionar problemas pertinentes à educação ambiental. Espera se obter um ganho ao intelecto dos leitores principalmente aqueles interessados em Educação Ambiental e sua trajetória. Os mesmos poderão de forma mais critica analisar, discutir e ate mesmo propor soluções para alguns problemas referentes ao tema, podendo levar tais conhecimentos às pessoas de seu meio, o que seria um incentivo a mais para melhorar o desenvolvimento de uma Educação Ambiental. ORIGENS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL O desfecho da Segunda guerra mundial em 1945 pronunciava o início do período da chamada “guerra fria” entre os Estados Unidos e a URSS, as corridas armamentista e espacial renderam em muitas inovações tecnológicas. Daí então se iniciava a década de 60 e as ações do homem no ambiente e de uma nova geração que crescia vivenciando o mundo em constante transformação começava a emergir. O autor Dias (1994) argumenta que nas décadas de 50 para 60 surgiriam os primeiros relatos sobre essas transformações.
  • 3. 41 [...] impulsionado por avanços tecnológicos, o homem ampliou a sua capacidade de produzir alterações no ambiente natural, notadamente nos países mais desenvolvidos, e na década seguinte os efeitos negativos sobre a qualidade de vida já eram evidentes. Em 1962 a jornalista Rachel Carson Lançava seu livro Primavera Silenciosa, que se tornaria um clássico na história do movimento ambientalista mundial, com grande repercussão. (DIAS, 1994, p. 20-21). Antes mesmo de se ouvir falar em movimento ambientalista houve muitas personalidades como o de Thoreau e Gandhi citados por Cascino (2000) e também pessoas comuns como a jornalista Rachel Carson que lançou sua obra intitulada, “Primavera silenciosa”, ao demonstrarem suas opiniões em suas obras os mesmos adquiriam os postos de ícones do movimento ambientalista por inspirarem lideres ambientalistas do ano de 1968, isso rendeu em diversos tipos de mobilizações nos quais algumas não tinham muito a haver com o ambientalismo. Os movimentos foram provocados principalmente por conta dos vários tipos de violência e as guerras declaradas e pronunciadas como o caso da “guerra fria” que impuseram o temor da humanidade e assim criou-se a ideia de que “o fim da terra” perpassaria primeiramente na falta de recursos naturais disponíveis e isso era a principal característica de uma crescente crise ambiental que vinha crescendo pelo mundo. Dentre os vários movimentos que ocorreram é importante destacar o evento de Paris em 1968 que anunciava exatamente o sentimento da população quanto aos acontecimentos catastróficos naturais e sociais que as potências mundiais como os Estados Unidos proporcionavam nesse período. Pour une planète plus bleu era o slogan, a palavra de ordem, a frase-chave do movimento. Os estudantes de Paris clamavam pelo novo: “Queremos um planeta mais azul”. Paris 68, o maio revolucionário, indicava para o mundo que existia algo novo no ar, que alguma coisa diferente estava nascendo no pensamento humano. (CASCINO, 2000, p. 31). O evento de 1968 em Paris começava a dar sinais da insatisfação da população mundial perante as ações dos chefes de Estado com relação às guerras e ao modo como à natureza estava sendo destruída para favorecer os modos de produção capitalista, isso agravou os constantes movimentos ambientais. A preocupação em ter “um planeta mais azul” como mencionado era a demonstração clara de uma mudança de percepção das pessoas da época. Os autores Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) argumentam sobre as conclusões que o Clube de Roma em 1968 teve sobre as atividades que o ser humano desenvolvia na época, essa reunião deu origem em 1972 ao livro “Limites do crescimento” e gerou muitas controvérsias entre os estudiosos da América latina, já que no referido relatório era citado bastante o aumento da população de baixa renda. O Clube de Roma em 1972 publicava seu relatório The Limits of Growth. Denunciava que o crescente consumo mundial levaria a humanidade a um limite de crescimento e possivelmente a um colapso. (DIAS, 1994, p. 21). O clube de Roma para Reigota (2009) alavancou o interesse de um órgão internacional, no caso a ONU. Um dos méritos dos debates das conclusões do Clube de Roma foi colocar o problema ambiental em nível planetário, e como consequência disso, a organização das Nações Unidas realizou em 1972, em Estocolmo, Suécia, a Primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente Humano. (REIGOTA, 2009, p. 23). Apesar de haverem tido algumas discordâncias entre os estudiosos da época, as discursões do relatório do clube de Roma renderam em uma preocupação por parte da ONU em discutir as problemáticas ambientais em nível mundial e não mais apenas entre os próprios países, já que um ambiente local poderia afetar todo o meio global a ONU a partir de 1972 iniciaria definitivamente uma discussão
  • 4. 42 internacional sobre meio ambiente e educação ambiental por meio de suas conferências. Confêrencias e Acontecimentos Sobre Educação Ambiental Internacionais e Nacional Conferência de Estocolmo (1972). As conferências internacionais realizadas pela ONU através da UNESCO iniciariam no ano de 1972 em Estocolmo na Suécia como já mencionado. Impulsionada principalmente pelo documento publicado pelo clube de Roma em 1972 a ONU concentrava suas ações para a realização da Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente Humano. Segundo Dias (1994, p. 21) a Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano e estabeleceu o Plano de Ação Mundial com o objetivo de inspirar e orientar a humanidade para a preservação e melhoria do ambiente humano. Isso anunciava que no encontro da Suécia já se tinham as primeiras metas a serem atingidas após o término de sua realização. [...] mediante a Declaração de Estocolmo, um conjunto de princípios para o manejo ecologicamente racional do meio ambiente. Além de incorporar as questões ambientais da agenda internacional, esta declaração representou o início de um diálogo entre países industrializados e países em desenvolvimento, a respeito da vinculação que existe entre o crescimento econômico, a poluição dos bens globais (ar, água e oceanos) e o bem-estar dos povos de todo o mundo. Para alguns, esta ainda é uma questão aberta e muito utilizada em favor dos capitais transnacionais e seus interesses econômicos. (CASCINO, 2000, p. 37). O autor Cascino (2000) argumenta que a primeira conferência levantou questões a respeito do meio ambiente por meio do que ficou conhecido como declaração de Estocolmo. Essa declaração apresentou um dos primeiros diálogos entre os países ditos “ricos” e “pobres” e proporcionou discussões sobre as formas como o desenvolvimento econômico vinha interferindo no ambiente natural, o que ficou claro é que o assunto em questão ainda estava longe de ser resolvido e que as ideias tiradas de lá ainda serviriam apenas para ser noção de todo o ocorrido e que para o autor ainda seria possível encontrar pessoas se beneficiando disso para adquirirem mais recursos econômicos. Conferência de Belgrado (1975). A princípio foram debatidas as questões que ficaram em “aberto” no primeiro debate sobre meio ambiente, mas o que realmente emergia naquele encontro seria para Dias (1994) e Reigota (2009) a formulação dos princípios e orientações para um programa de educação ambiental em proporção global. O tema principal em questão nessa conferência foi segundo Dias (1994) e Reigota (2009) a necessidade de haver uma nova ética global que promovesse a erradicação de vários problemas ambientais e sociais. Após o término da conferência foi elaborada aquilo que se denominou de a Carta de Belgrado. Na carta de Belgrado segundo Dias (1994) é destacado em seu texto as seguintes questões: O que se busca é a erradicação das causas básicas da pobreza, da fome, do analfabetismo, da poluição, da exploração e dominação. Não é mais aceitável lidar com esses problemas cruciais de uma forma fragmentária. [...] Nós necessitamos de uma nova ética global – uma ética que promova atitudes e comportamentos para os indivíduos e sociedades, que sejam consonantes com o lugar da humanidade dentro da biosfera; que reconheça e responda com sensibilidade às complexas e dinâmicas relações entre a humanidade e a natureza, entre os povos. [...] Antes que essas mudanças de prioridades sejam atingidas, milhões de indivíduos deverão ajustar as suas próprias prioridades e assumir uma ética global individualizada, refletindo no seu comportamento para
  • 5. 43 melhoria da qualidade do meio ambiente e da vida de todas as pessoas. (DIAS, 1994, p. 59-60). O autor Dias (1994) afirma que as conclusões tiradas desse encontro e explicitadas no documento a Carta de Belgrado, ainda são consideradas um importante fundamento conceitual mesmo que tenham sido completadas várias décadas desde sua formulação. Outra afirmação que Dias (1994) faz é que a carta de Belgrado é uma ampliação da obra intitulada a “Ética da Terra” e recomendado por Leopoldo desde o final da década de 40. Segundo Reigota (2009, p. 53) na Carta de Belgrado foram definidos seis objetivos indicativos da educação ambiental, no qual se buscava promover o desenvolvimento dos seguintes objetivos: conscientização, conhecimento, comportamento, competência, capacidade de avaliação e participação. O autor Reigota (2009) cita e comenta sobre cada uma delas, no entanto aqui serão destacados apenas três desses objetivos. Segundo Reigota (2009) o objetivo conscientização constava na Carta de Belgrado de 1975 como uma necessidade de levar os indivíduos a desenvolverem uma consciência ambiental por meio da demonstração dos problemas ambientais que o planeta sofria. Na visão o autor: “Conscientizar” significa que a educação ambiental deve procurar chamar a atenção para os problemas planetários que afetam a todos, pois a camada de ozônio, o desmatamento da Amazônia, as armas nucleares, o desaparecimento de culturas milenares etc. são questões só aparentemente distantes da realidade dos alunos e das alunas. Um dos problemas desse objetivo é o próprio termo “conscientização” que é muito utilizado entre nós e que geralmente é remetido ao pensamento pedagógico de Paulo Freire. O problema é que uma pessoa não passa automaticamente a sua consciência sobre qualquer tema a outra pessoa, apenas pela transmissão de conhecimentos. (REIGOTA, 2009, p. 53-54). A conscientização é algo que não pode ser alcançado apenas por meio do conhecimento, não se pode impor o ato de se conscientizar por meio da educação, a mesma depende da própria forma como pessoa vai agir se vai fazer algo ou não isso depende muito da conscientização pessoal que cada um desenvolve no decorrer da vida. Outro objetivo citado na Carta de Belgrado é o conhecimento que segundo Reigota (2009) apresenta a ideia de levar os indivíduos a obterem uma compreensão essencial do ambiente global, dos problemas que estão interligados ao ambiente e do papel crítico que o ser humano tem em meio a tudo isso. Na visão do autor: O conhecimento proporcionado pela ciência e pelas culturas não necessariamente escolarizadas sobre o meio ambiente precisa ser democratizado. As pessoas devem ter acesso a eles. Assim, a educação ambiental não transmite só o conhecimento científico, mas enfatiza e provoca a necessidade de diálogo entre todo tipo de conhecimento [...]. (REIGOTA, 2009, p. 54). O conhecimento em termos gerais pode ser adquirido tanto fora da escola quanto dentro, no entanto ainda é notória que a democratização do conhecimento ainda dar “passos” bem curtos, principalmente em países subdesenvolvidos nos quais a educação formal e informal encontra-se precárias. O objetivo comportamento da Carta de Belgrado segundo Reigota (2009) baseia-se em levar os indivíduos a um sentimento profundo de interesse pelo meio ambiente através da demonstração da vontade de contribuir com a proteção e qualidade do meio. Na visão do autor: Não adianta só falar do meio ambiente, mas também mudar os comportamentos individuais e sociais. Os exemplos aqui podem ser vários, dos mais simples aos mais complexos, tais como não fumar nos lugares coletivos, não destruir árvores, economizar energia e
  • 6. 44 água, além de outros recursos básicos [...]. Porém, mudar comportamentos, objetivo muito recorrente e dos mais buscados na educação ambiental, não é simples. O que leva uma pessoa ou grupo a mudar um comportamento considerado de alto impacto ambiental? A educação ambiental precisa ficar atenta para não cair nem fomentar um discurso moralista de “bom comportamento”, mas discutir e aprofundar a complexidade psicológica, social, econômica, cultural e ecológica de cada comportamento, individual e/ou coletivo, que se quer mudar, sugerir e buscar alternativas. (REIGOTA, 2009, p.55-56). A mudança de comportamento vem sendo ao longo dos tempos um dos objetivos mais requisitados da educação ambiental, não se pode entender este objetivo apenas como uma maneira de ensinar e praticar o “bom comportamento” com relação ao meio, até porque se estaria criando como o próprio autor citou um “discurso moralista” que não contribui quase que em nada nas discussões no qual são necessárias para se entender o porquê de determinadas pessoas estarem agindo de tal forma quanto ao meio ambiente em que se encontram? E isso se revela como uma questão que deve ser compreendida por todos que almejarem seguir este objetivo proposto. Conferência de Tbilisi (1977). No ano de 1977 em Tbilisi na Geórgia (ex-URSS) Segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009 realizou-se através da UNESCO a Primeira Conferência Internacional sobre Educação Ambiental). Neste importante encontro sobre EA foram revelados os primeiros trabalhos associados ao tema realizados em vários países, o evento também corroborou os objetivos da EA elaborados em Belgrado e contribui para a criação dos princípios da educação ambiental, após anos de discussões sobre o tema este evento ainda é considerado o mais significativo na história da EA. A Declaração da Conferência Intergovernamental de Tbilisi sobre Educação Ambiental destaca a seguinte questão segundo Dias (1994): Mediante a utilização dos avanços da ciência e da tecnologia, a educação deve desempenhar uma função capital com vistas a criar a consciência e a melhorar compreensão dos problemas que afetam o meio ambiente. Essa educação há de fomentar a elaboração de comportamentos positivos de conduta com respeito ao meio ambiente e à utilização dos seus recursos pelas nações. (DIAS, 1994, p. 62). A declaração aponta uma questão considerada crucial desde a formulação dos objetivos da Carta de Belgrado de 1975, percebemos que a lógica desse trecho da declaração de Tbilisi cita questões que devem ser seguidas conforme o que foi estabelecido nos objetivos conscientização e comportamento de Belgrado. Em Tbilisi houve debates para se analisar as atividades propostas por Belgrado, sendo assim, foram apresentados por diversos países considerados para Dias (1994) Países Membros aos quais receberam algumas recomendações ao término dessa conferência. É imprescindível deixar de comentar sobre as Recomendações da Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental aos Países Membros de 1977, sendo assim será destacada uma das questões da recomendação nº 1 de Tbilisi. Segundo Cunha (2010): Um objetivo fundamental da educação ambiental é lograr que os indivíduos e a coletividade compreendam a natureza complexa do meio ambiente natural e do meio ambiente criado pelo homem, resultante a integração de seus aspectos biológicos, físico, sociais, econômicos e culturais, e adquiram os conhecimentos, os valores, os comportamentos e as habilidades práticas para participar responsável e eficazmente da prevenção e solução dos problemas ambientais, e da gestão da questão da qualidade do meio
  • 7. 45 ambiente. (CUNHA, 2010, p. 27 apud UNESCO, 1997). A Educação Ambiental tem como objetivo fundamental proporcionar atividades e ações coletivas entre os indivíduos participantes, para que assim seja viável a criação de propostas críticas visando não somente o entendimento dos problemas ambientais mais também a fim de concretizar futuramente algumas mudanças de percepções que serão importantes para a sustentabilidade do meio ambiente não só natural como também do ambiente social do qual o ser humano está inserido. Conferência de Moscou (1987). Em 1987 cerca de dez anos haviam se passado desde o último grande encontro internacional, pois seria exatamente nesse mesmo ano que ocorreria em Moscou (ainda como URSS) segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) o Segundo Congresso internacional de Educação Ambiental da UNESCO. Para Dias (1994) este evento teve como finalidade discutir as conquistas e dificuldades da educação ambiental desde o congresso de Tbilisi bem como também o desenvolvimento de ações internacionais para as áreas da EA e formação ambiental, visando projeções para a década de 90. Quanto ao que deveria ser feito na formação de pessoal a conferência de Moscou segundo Dias (1994) diz que: Com o objetivo de promover treinamento aos docentes em serviço e aos docentes em processo de formação, encarregados da EA formal (escolar) e não formal (extra-escolar), foram recomendadas as ações: a) promoção de treinamento para docentes em formação. b) promoção de treinamento para docentes em serviço. (DIAS, 1994, p. 88 apud MOSCOU 1987). Essa é umas das prioridades estabelecidas em Moscou (1987) o que revela que a EA a partir dessa conferência começa a emergir em diversos campos de ensino, sejam esses escolares ou não escolares, a conferência de Moscou é marcada pela preocupação não apenas de promover a EA, mas também na formação dos que iram trabalha-la no campo educacional. Ainda em 1987 foi elaborado o relatório intitulado “Nosso futuro comum”, segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009), esse relatório foi formulado por um grupo de especialistas e pela primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, no qual haviam analisado a situação do meio ambiente e no modo como o desenvolvimento econômico agia no ambiente global, para isso foram realizadas várias reuniões em diferentes cidades do mundo, o relato dessas reuniões ficaria conhecido como o Relatório de Brundtland e serviria de referência para os demais debates realizados nos anos seguintes. Conferência do Rio de Janeiro (1992). Em 1992 foi realizado um dos debates sobre o meio ambiente mais comentado nos últimos anos, ou seja, 1992 foi a vez segundo Cascino (2000), Dias (1994) e Reigota (2009) da Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento que ficou conhecida como Rio-92 (ou Eco-92). Cascino (2000) afirma que este evento teve uma repercussão internacional imediata na maneira como as sociedades de vários países se organizavam, o número de ONGs cresceu bastante em relação há anos anteriores o que demonstrava o quanto a realização da Rio 92 foi impactante no mundo. Dias (1994) argumenta que a Rio 92 por meio do Cap. 4, Seção IX da agenda 21 praticamente confirmou as recomendações de Tbilisi para a EA. Dias (1994) afirma ainda que ficou evidente a necessidade de um enfoque interdisciplinar para a EA, também são citadas as prioridades que teriam que ser tomadas conforme a conferência: a) reorientar a educação para o desenvolvimento sustentável; b) aumentar os esforços para proporcionar informações sobre o meio ambiente, que possam promover a conscientização popular; c) promover treinamento. (DIAS, 1994, p. 110). Com isso fica claro qual foi à principal finalidade para realização da Rio 92, sendo assim não é errado dizer que a promoção do conceito de sustentabilidade foi a principal meta a ser conquistada com essa conferência e a criação da agenda 21 é o exemplo mais expressivo em meio a tudo isso.
  • 8. 46 Sobre a Conferência do Rio em 1992 Reigota (2009) afirma que: Nos vinte anos que se passaram, entre as conferências mundiais de Estocolmo e do Rio de Janeiro houve uma considerável mudança na noção de meio ambiente. Na primeira se pensava basicamente na relação do ser humano com a natureza; na segunda, o enfoque é pautado pela ideia de desenvolvimento econômico, dito sustentável, ideia que se consolida na conferência de Johannesburgo. (REIGOTA, 2009, p. 29). A Rio92 seguiu uma tendência de conceituação sobre desenvolvimento sustentável emergida ainda no Relatório de Brundtland ou “Nosso futuro comum”, no qual foram formulados os primeiros conceitos sobre desenvolvimento sustentável. A ideia que o autor Reigota (2009) afirma é clara e ao mesmo tempo preocupante, já que o órgão internacional ONU por meio da UNESCO organizou esses eventos internacionais sobre meio ambiente e EA e aparentemente demonstra que aos poucos a supremacia econômica das grandes potências começa demonstrar sinais de intervenção, o que dá a impressão através disso é a possibilidade de talvez isso se tornar viável aos interesses econômicos de alguns países. Conferência de Johannesburgo (2002). Em 2002 não correspondendo à mesma expectativa de 1992, foi realizado em Johannesburgo na África do Sul, segundo Reigota (2009) a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que ficou mais conhecida como Rio+10. Reigota (2009) afirma ainda que essa conferência teve como mérito dá a chance aos cidadãos do continente africano de participarem do evento demonstrando as dificuldades que o continente enfrentava como as doenças sexualmente transmissíveis, a falta de saneamento básico, o analfabetismo e a pobreza em geral. A conferência é marcada por ter sido realizada em um período conturbado por conta justamente de um ano antes de ocorrido o ataque aéreo aos Estados Unidos e isso era a principal causa da Rio+10 ter sido tão esquecida, ou seja, “ofuscada” nesse período de tempo, ou seja não apresentou muitos avanços Porém Reigota (2009) tem uma visão um pouco diferente e muito mais crítica sobre esse período que marcou a realização desta conferência. Essa Conferência que ficou conhecida como Rio+10, tinha como objetivo avaliar as aplicações e progressos das diretrizes estipuladas no Rio de Janeiro. Realizada num momento de grande tensão internacional, logo após o atentado de 11 de setembro e, poucos meses antes da invasão americana no Iraque [...]. Para muitos analistas, a Rio+10 foi um fracasso por não ter possibilitado o avanço efetivo das diretrizes e promessas apresentadas no Rio de Janeiro. Para outros, o fracasso da Rio+10 está relacionada com o próprio fracasso das Nações Unidas, “prisioneira” dos interesses das grandes potências, principalmente dos Estados Unidos. (REIGOTA, 2009, p. 26-27). O grande problema da segurança que o mundo perpassava nos primeiros anos do século XXI demonstrou que a ONU não possuía tanta autonomia como se achava que tinha para tais eventualidades que envolvesse as grandes potências e isso explicitou uma determinada limitação desse órgão internacional. Mas apesar de tudo Reigota (2009) argumenta que em todas as conferências e documentos elaborados foi citada a educação ambiental e mais ainda, as ações perante a prática da temática ao longo dos anos só veio crescendo, mostrando que a EA ao longo dos anos veio se estabelecendo em meio a inúmeros fatos históricos da humanidade. Princípios da Educação Ambiental no Brasil. A crise ambiental dos anos 60, os primeiros documentos elaborados sobre o meio ambiente e os grandes encontros proporcionados
  • 9. 47 pelas conferências internacionais refletiram direto ou indiretamente para os brasileiros, sendo assim é conveniente destacar através de uma breve descrição alguns pontos cruciais da educação ambiental no Brasil. Para Reigota (2009) O Brasil desde o período do encontro de Estocolmo em 1972 adotou uma posição de “abrir as portas” para a instalação de indústrias de origem estrangeira, pois o país oferecia uma facilidade maior para o funcionamento poluidor dessas empresas, a forma como o Brasil conduzia sua política ambiental era significativamente direcionado para o desenvolvimento econômico do país. Simultaneamente a isso o país vivenciava o regime militar. No início da década de 70 foi criado à secretaria especial do meio ambiente (SEMA) subordinada ao ministério dos transportes, no qual o secretário responsável era o ecólogo Paulo Nogueira que exerceu um papel extremamente importante a favor do meio ambiente no Brasil na época da ditadura militar. Segundo Reigota (2009) sobre a maciça presença da mídia no campo da educação ambiental antes e após a realização da Rio 92 notou-se que principalmente no período de tempo pós-constituição de 1988 houve uma grande sequência de “primeiros” encontros nacionais de EA espalhados pelo Brasil. Sobre os encontros nacionais de EA no país, destaca-se segundo Dias (1994) o Encontro Nacional de Politicas e Metodologias para EA realizado no ano de 1991 em Brasília/DF. A educação ambiental brasileira após a Rio 92 emergiu como uma nova tendência da educação brasileira, no meio de vários encontros que ocorreram pós-constituição de 1988, notou se também que além da política nacional está em constante readaptação a recente democracia estabelecida no país à educação brasileira começa a dar passos largos referentes à EA no Brasil. PCN’s parâmetros curriculares nacionais e o tema transversal meio ambiente. A constituição e a educação brasileira no final da década de 80 perpassavam por modificações em sua configuração o que de certa forma contribui com a realização da Rio 92 o que rendeu mais adeptos da EA no Brasil facilitando a sua instauração definitiva no país, isso gerou um maior comprometimento por parte do poder público brasileiro em proporcionar a EA através da educação brasileira. Um importante passo foi dado com a constituição de 1988, quando a Educação Ambiental se tornou exigência a ser garantida pelos governos federal, estaduais e municipais (PCN, 1998, p. 181 apud § 1º, VI artigo 255). Os PCN’s Segundo Cordiolli (2006) não foram criados para ser uma nova norma para a educação brasileira como era o caso dos DCN’s, no entanto a partir do governo de FHC as políticas implementadas fizeram com que a proposta curricular se tornasse um efetivo plano educacional, ou seja, os PCN’s que a princípio era apenas uma proposta passou a ser um efetivo orientador do processo educacional. A educação ambiental no Brasil seria então desenvolvida nas escolas por meio do que os PCN’s recomendavam através do tema transversal meio ambiente A prática do tema meio ambiente é tratada pelos PCN’s da seguinte maneira: Nos Parâmetros Curriculares Nacionais os conteúdos de Meio Ambiente foram integrados às áreas, numa relação de transversalidade, de modo que impregne toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, crie uma visão global e abrangente da questão ambiental, visualizando os aspectos físicos e histórico-sociais, assim como as articulações entre a escala local e planetária desses problemas. (PCN, 1998, p. 193). A característica que se adquiri ao trabalhar o tema meio ambiente de forma transversal ressalta a ideia de a educação ambiental deva ser vista de forma abrangente tanto do ponto de vista local quanto do global visando uma participação direta ou indireta de diversos ramos do conhecimento que almejam um conhecimento explicito sobre a temática de maneira integradora (que, aliás, lembra muito a proposta pedagógica do método da interdisciplinaridade) e que ao fim poderá proporcionar uma resposta positiva perante o tema explorado.
  • 10. 48 A educação ambiental na escola. A escola é o local mais requerido para o desenvolvimento das práticas da educação ambiental sempre lembrando que nesse meio de ensino formal a EA é considerada apenas mais uma das inúmeras variedades de atividades que uma escola deve proporcionar. O meio escolar é onde se encontra vários profissionais da área de educação, aonde cabe principalmente aos professores encontrar maneiras que possibilitem a realização da educação ambiental na escola. O ambiente escolar deve ser um local que ofereça condições tanto humanas quanto estruturais para a viabilização da educação ambiental em seu espaço, pensando nisso, no decorrer de décadas após a crise de 68 ainda nos encontramos em pleno aprendizado sobre a questão ambiental no planeta, diversos são os exemplos de assuntos que foram sendo levantados e elaborados sobre o meio ambiente, educação ambiental, e sustentabilidade através das várias conferências internacionais realizadas pela UNESCO, houve também mobilização no Brasil por meio de congressos nacionais de EA, elaborações de legislações ambientais e criação de PCN’s com os temas transversais. METODOLOGIA O trabalho foi feito no primeiro semestre de 2013 no município de Santana no estado do Amapá, onde foi feito uma pesquisa teórica qualitativa e bibliográfica a respeito do tema educação ambiental. Através de leituras foram analisadas as ideias, artigos, livros e alguns arquivos da internet de autores voltados para o campo Ambiental, proporcionando uma espécie de dialogo entre eles em torno do tema para que se possa ter uma ideia conjunta e critica sobre a trajetória e avanços da educação ambiental até os dias de hoje, foram pesquisadas também algumas Legislações Ambientais brasileiras, elaborando assim um breve histórico sobre o tema. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o decorrer desta pesquisa constatamos que a educação ambiental surgiu em meio a vários acontecimentos caraterizados por representarem uma crise no mundo e que consequentemente devido o fato de as pessoas da época terem presenciado a degradação do “ambiente global” essa crise ocorrida na década de 1960 se expressaria como crise ambiental, que após alguns anos revelaria o surgimento e princípios da educação ambiental através de conferências internacionais promovidas pela UNESCO. Com o levantamento bibliográfico percebemos que as questões ambientais surgem em um momento conturbado da humanidade, diante a, radicais transformações da sociedade que começavam a se preocupar com o futuro e com os rumos que o desenvolvimento econômico impusera. No estudo sobre educação ambiental muito já se avançou porem esses avanços são pouco divulgados. As maiores conferencias sobre meio ambiente foram promovidas pela UNESCO, órgão da ONU. Vimos que a mesma possui pontos fracos principalmente quando se trata dos países mais ricos, nesse caso pesa muito o fator econômico, que na maioria das vezes vai contra todos os princípios ambientais acarretando grandes problemas. Destacou se bastante sobre a primeira conferencia mundial sobre meio ambiente humano em Estocolmo no ano de 1972, era onde surgia com maior ênfase as diretrizes sobre questões ambientais, porem pode se ver que nessa época ainda não havia a preocupação com o desenvolvimento sustentável, tema este que seria destacado na rio-92 em 1992. Esta conferencia é considerada como o maior encontro sobre educação ambiental até hoje. Nela surgia o termo sustentabilidade que segundo nossos autores relacionava o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento ambiental. Nessa conferencia foi criado à famosa agenda 21 que até hoje é um importante documento no campo ambiental. Nas ultimas décadas o Brasil também voltava se apenas ao desenvolvimento econômico pouco se preocupando com questões ambientais, porem foram criados alguns órgãos voltados para esta érea. Houveram conferencias para se discutir questões ambientais e foram criados os PCN´s que proporão o tema meio ambiente de forma transversal, o que segundo o mesmo é o mais ideal.
  • 11. 49 As escolas são muito importantes nesse processo onde deve se trabalhar a educação ambiental tambem de forma interdisciplinar. Conferencia sobre meio ambiente, criação de órgãos, estudos, projetos sustentáveis, amadurecimento das ideias, todos estes foram e são muito importantes para elaboração e desenvolvimento da educação ambiental. Precisamos esta ciente da importância desses acontecimentos cujo proporcionaram um maior interesse, conhecimento e dialogo sobre questões e problemas ambientais. Com o passar de décadas as formulações sobre educação ambiental começariam a surgir no Brasil, fato esse, é percebido após a constituição de 1988 quando se iniciaram no país os primeiros debates sobre o tema. Ainda no Brasil observamos por meio de nossos autores que os PCN’s com o tema transversal meio ambiente visa à realização da educação ambiental na escola através do método da transversalidade. Portanto nossas escolas devem estar preparadas para proporcionar a educação ambiental, precisa que os professores estejam cientes da importância de se trabalhar esse tema, cada disciplina contribuindo de alguma forma, para que nossos alunos possam aprender e desenvolver uma consciência ambiental saudável. É evidente que o aprofundamento de processos educativos ambientais apresenta se como uma condição sine qua non para construir uma nova racionalidade ambiental que possibilite modalidades de relações entre a sociedade e a natureza entre o conhecimento cientifico e as intervenções técnicas do mundo, nas relações entre os grupos sociais diversos e entre os diferentes países em um novo modelo ético, centrado no respeito e no direito a vida em todos os aspectos. (MEDINA, 2008, p.05). Precisamos nos sensibilizar da importância dessas mudanças, tanto ambientais sociais e tecnológicas das ultimas décadas para que possamos seguir para um futuro mediante atitudes conscientes e chegarmos a um dos maiores dos objetivos da educação ambiental. O art. 225 expresso na carta magna brasileira. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Legislação Ambiental Básica. Consultoria Jurídica. Brasília, UNESCO, 2008. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001611 /161188por.pdf>. Acesso em: 10 de jan. de 2012. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília (DF): MEC/SEF, 1998. CASCINO, Fabio. Educação Ambiental: princípios história formação de professores. 2ª ed – São Paulo (SP) Editora: SENAC São Paulo, 2000. CORDIOLLI, Marcos. A Formação de valores e padrões de conduta na sala de aula: notas para um debate conceitual sobre transversalidade. A Casa de Astérion. Curitiba, 2006. Disponível em: <http://cordiolli.files.wordpress.com/2009/06/co rdiolli_e002_formacao_de_valores_ed01_print1 .pdf> Acesso em: 03 de dez. de 2011. DIAS, Genebaldo Freire, Educação Ambiental: princípios e práticas. 3ª ed. Editora: Gaia, São Paulo, 1994. LEFF, Henrique. Epistemologia Ambiental. 4ª edição, São Paulo: Cortez, 2007. Medina, Naná Mininni. Artigo: Breve histórico da Educação Ambiental Redação do Portal do Meio Ambiente 2008. Disponível em: http://www.abides.org.br/Artigos/View.aspx?art igoID=126&area=, 27/06/08 REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental? 2ª ed. Revista e ampliada – São Paulo, Coleção primeiros passos, Editora: Brasiliense, 2009.
  • 12. 50 ______________________________________ 1-Vitor Nascimento, aluno de pós-graduação IBPEX Educação Ambiental e Sustentabilidade, graduado em Geografia, Universidade Federal do Amapá. 2- Prof. Adriano A Faria: Mestre em Educação e Doutorando em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná. Possui formação em Filosofia, Marketing e Pedagogia; Pós-graduação em Metodologia do Ensino na Educação Superior, Especialização em EAD, Formação de Docentes e de Orientadores Acadêmicos em EAD e também, MBA em Planejamento e Gestão Estratégica, pela Faculdade FACINTER-Curitiba- PR.