A    ut       iliza             ção                   de                      ste                            ar           ...
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  1. 1. A ut iliza ção de ste ar tig o é ex clu siv a pa ra fin s ed uc ac io n ai s.
  2. 2. s. n ai io ac bém conhecidos como atacarejos. "Essas lojas tem força competitiva e uma missão uc bem clara, que é a de abastecimento. Além disso, o formato também tem uma função ligada aos pequenos negócios, como escri- ed tórios e donos de comércios e serviços, que buscam esses locais", afirma Ragasol. A melhora econômica na América Lati- s na, que proporciona maior capacidade de fin compra para o shopper, também favorece o desenvolvimento do canal Cash&Carry, já que ele exige um desembolso maior, em função do volume de produtos, mas é eco- ra nômico para o abastecimento. pa De acordo com a Nielsen, o número de lojas de Cash&Carry no Brasil passou de 164, em 2006, para 291, em 2009. Em pa- ralelo, a penetração desse canal nos lares a saiu de 19%, em 2008, para 27%, em 2010. No Chile, o formato também cresce e a pe- siv netração passou de 36%, em 2009, para 38%, em 2010 - o avanço maior se deu nas Adaptando-se às novas três modalidades, ou seja, o abastecimento, classes com menor poder aquisitivo. En- clu demandas a reposição e a conveniência", diz. quanto nos consumidores de nível socio- Com a economia estável e as moedas Os supermercados ascendem como o econômico alto a penetração caiu de 28%, nacionais mais valorizadas, os hipermer- local que permite realizar as compras de em 2009, para 26%, em 2010, entre os chi- ex cados perdem seu grande apelo, o de com- abastecimento e de reposição, e novos ca- lenos das classes mais baixas ela cresceu portar consumidores ávidos por repor as nais se proliferam, buscando responder às de 40% para 42%, no mesmo período. prateleiras da casa com uma única compra demandas de uma realidade diferenciada. O modelo de varejo também não fica é em um só lugar. A compra do mês, com A busca por comodidade, resultado de alheio ao avanço tecnológico e as lojas tíquete alto, dá lugar às pequenas compras questões demográficas, também impulsio- online despontam como mais um canal o de reposição, com tíquete médio menor. na a mudança. Isso fica evidente no estudo De acordo com dados da Nielsen, no da Nielsen, o qual revela que a proximidade tig Brasil apesar de 31% dos consumidores da casa ou do trabalho é uma das principais ainda adquirirem produtos de consumo razões da escolha da loja, apontada por 72% dos consumidores mexicanos e por 50% dos ar habitual uma vez por mês, quase 50% vão aos supermercados uma vez por semana brasileiros. O preço aparece em segundo ou mais. A situação se repete nos demais lugar, citado por 57% dos entrevistados no e países da região. No México, enquanto México e por 45% no Brasil. Na sexta posi- 35% dos consumidores compram seus ção no ranking de critérios de escolha está a st produtos de consumo rotineiro uma vez possibilidade de comprar tudo de uma vez, ao mês, 42% o fazem ao menos uma vez destacada por 23% dos mexicanos e 17% de por semana. Já no Chile o número é 30% dos brasileiros. "O autosserviço de médio contra 49% que vão ao mercado mais de porte se tornou mais conveniente e com- uma vez na semana. "O formato das lojas petitivo", aponta Ragasol. ão responde a dois aspectos: a freqüência de Para se adaptar a essa nova realidade, os compra e a missão - se é abastecimen- supermercadistas promovem mudanças to, reposição ou conveniência/impulso", nos hipermercados, segmentando-os de for- aç afirma o presidente da Nielsen Brasil, ma a criar espécies de pequenas lojas. "Hoje Eduardo Ragasol. esses locais reúnem um espaço destinado O executivo destaca que nos tempos da a eletroeletrônicos, outro a produtos para iliz hiperinflação brasileira a compra por con- carros etc.", afirma o presidente da Nielsen. veniência, ou seja, fora do que estava pro- Na visão dele, a tendência é que aos gramado, era considerada um luxo. "Agora poucos os hipermercados cedam lugar aosut que o dinheiro não se desvaloriza rapida- mercados médios e os de vizinhança, assim mente, chegamos a um equilíbrio entre as como aos chamados Cash & Carry, tam-A
  3. 3. s. n ai io ac uc ed s fin ra pa a siv clu ex é embro do bloco dos países Brasil. Os países, por sua força na região emergentes, os Bric (Brasil, e características, encabeçam dois grupos o Rússia, índia e China), não é distintos: um formado pelas nações indus- tig a toa que o Brasil ocupa posi- trializadas, liderado pelo México, e outro, ção de liderança na América pelos países emergentes, que tem com Latina. Os números de crescimento do principal representante o Brasil. O pri- as nações emergentes. Enquanto o México ar país são animadores: além da população meiro bloco, além do México, estão Pana- observou crescimento de 2,4% no varejo, formada por quase 200 milhões de pesso- má, Costa Rica, Guatemala e Nicarágua, o Brasil contabilizou avanço de 10,9%, fi- as, o que seria suficiente para fazer saltar entre outros. O segundo é formado por cando um pouco à frente do varejo chileno, e os olhos de qualquer varejista, o país tem países como Brasil, Argentina, Chile, Pe- que cresceu 8,3%, e atrás da Colômbia, com st uma economia em expansão. ru, Paraguai e Uruguai. "Por serem mais 12,8% e da Argentina, com 16,4%. Quan- Em 2010, o PIB brasileiro avançou 7,5% focados na exportação de commodities, do considerados os bens de consumo de de em comparação aos 5,5% do México, 8,8% eles vivem um momento positivo e podem massa, mais especificamente os 139 itens da Argentina e 5,2% do Chile, de acordo aproveitar o ciclo econômico exportando que compõe a cesta Nielsen, os números com o levantamento da Nielsen apresen- para a China", destaca o presidente da de crescimento em volume ficam em 6,2% tado com exclusividade para a SuperVare- Nielsen Brasil, Eduardo Ragasol. no Chile, 5,7% no Brasil, 5,3% na Colôm- ão jo. Para este ano, o FMI prevê avanço de Com o bom momento, a expectativa bia, 4,3% no México e 4,2% na Argentina. 4,1% no indicador. "Apesar da redução no é que o bloco cresça 4,4% entre 2010 e No Brasil, o destaque ficou por conta das aç ritmo, o Brasil deve continuar crescendo, 2011. Já o grupo dos países industrializa- bebidas não alcoólicas, que saltou de um em média, 4% ao ano, nos próximos cinco dos deve crescer, em média, 2,7%. "Esses crescimento de 2% de 2008 para 2009, pa- anos", afirma o economista da Associação países já tiveram um momento de maior ra um avanço de 9,6% de 2009 para 2010. iliz Comercial de São Paulo, Marcelo Solimeo. desenvolvimento e agora o cenário é de Esse cenário tende a acirrar a compe- México e Brasil respondem por quase estabilidade", analisa Ragasol. tição e nesse quesito o Brasil se diferen- 60% do Produto Interno Bruto (PIB) da Para o setor varejista, os dados da Niel- cia dos demais países da América Latinaut América Latina, sendo 37% referentes ao sen também revelam oportunidades para pelo nível de concentração das grandesA
  4. 4. s. n ai io ac uc redes. Considerando as lojas alimenta- consumidor da classe D hoje compra boa ed res (pequeno varejo e grande varejo), os parte do que antes só a classe C consu- cinco principais varejistas no México mia e assim sucessivamente. A tendência representam 43% do faturamento do é que o consumidor sempre tente imitar as setor, enquanto no Brasil esse número é classes mais abastadas", afirma Solimeo. s 23%. "O Brasil é um dos mercados mais A pesquisa da Nielsen indica o aumen- fin pulverizados, por questões históricas e to da freqüência de compra e dos gastos geográficas, que impuseram dificuldades nas diversas camadas. Segundo o levan- logísticas e favoreceram o fortalecimento tamento, no nível socioeconômico mais ra de redes regionais", diz Ragasol. "Apesar alto (que engloba as classes A e B) a fre- da pulverização, o fato de termos redes qüência avançou 11% de 2009 para 2010 locais fortes faz com que a competição não seja tão acirrada", afirma. pa e os gastos, 10%. No nível socioeconômico mais baixo (que inclui as classes D e E), o De acordo com Solimeo, graças ao crescimento foi de 12% na freqüência de aquecimento do mercado, mesmo com compras e 14% nos gastos. a a competição há espaço para que todos Com o crédito fácil, é necessário ficar siv cresçam. O economista também aponta atento ao nível de endividamento da popu- como diferencial do mercado brasileiro a lação, que ao se elevar, pode afetar o ritmo população de quase 200 milhões de habi- positivo do varejo. "Um dos sintomas da clu tantes e com renda crescente. "Isso traz oferta exagerada de crédito é o parcela- Mesmo com esse cenário, Ragasol vantagens, principalmente, para as redes, mento de pequenos valores e o varejista acredita que o varejo brasileiro continu- que conseguem uma grande escala na ope- deve olhar para isso com atenção e tentar, ará a desfrutar de um ambiente favorável. junto com os bancos, manter essa questão ex ração e, portanto, custo melhor", explica. "O ritmo de crescimento pode diminuir sob controle", diz Ragasol. em 2012, mas vamos continuar avançan- Mudanças no sortimento Ele explica que esse comportamento do", acredita. (R.F.) A facilidade de crédito e a moeda forte acaba elevando o valor dos produtos, que é também aumentam a capacidade de com- passam a integrar os juros para viabilizar pra de produtos de maior valor agregado, o parcelamento, resultando no aumento o como os importados, influenciando sig- da inflação. "Esses fatores podem impac- tig nificativamente o mix de produtos. "O tar as vendas futuras", comenta. ar e st de ão aç ilizutA
  5. 5. s. n ai io ac uc ed s fin ra pa a siv clu ex é o tig cara da América Latina está e os com mais de 65 anos, 12,2%. No Bra- sentes em 30% dos lares da América La- ar mudando, conseqüência do en- sil, os dados são semelhantes. Em 1980, tina. No Brasil esse número é de 29%, no velhecimento da população e do os cidadãos com idade entre 50 e 64 anos México, 28% e no Chile, 40%. Esses domi- aumento dos índices de urba- respondiam por 8,2% da população e os cílios, no México e no Chile, apresentam e nização, além da conquista de com mais de 65 anos eram 4,1%. Em 2010, gastos 1% superior ao dos domicílios em st novos espaços pela mulher. A população os números passaram para 12,8% e 6,9%, geral. Já no Brasil, os lares com pessoas latino-americana, antes predominante- e em 2030 devem chegar a 18% e 13,7% com mais de 50 anos gastam 3% menos. de mente jovem, hoje divide espaço com os respectivamente. Outra característica desses lares maduros mais velhos, e a expectativa é que esse O varejo precisa, portanto, olhar com é a família reduzida, já que na América fenômeno se acentue nos próximos anos mais cuidado para esse segmento, identi- Latina eles são 13% menores do que os do- graças, principalmente, ao aumento da ficando hábitos e preferências. "Observa- micílios em geral. No Brasil eles são 16% ão expectativa de vida. mos o avanço da população mais velha e menores e no México, 12%. De acordo com dados da Comissão Eco- com poder aquisitivo, que tende a recorrer A cesta de compras dos lares maduros nômica para América Latina (Cepal), em mais às lojas de vizinhança", afirma o pro- também apresenta diferenciais, com ca- aç 1980 os cidadãos com idade entre 50 e 64 fessor do Programa de Administração de fé, água, sopas e tinturas como itens de anos representavam 8,3% da população e Varejo da FIA (Provar) e vice-presidente alta demanda. Já produtos do segmento iliz os com mais de 65 anos, 4,4%. Em 2010, o do Instituto dos Executivos do Varejo de higiene e beleza, como xampu, condi- índice era de 12% e 6,9% respectivamente, (Ibevar), Eduardo Terra. cionador e desodorantes estão menos pre- e, em 2030, acredita-se que os cidadãos de De acordo com estudo da Nielsen, os sentes nesses domicílios, o que, segundout 50 a 64 anos representarão 16,5% do total cidadãos com mais de 50 anos estão pre- a Nielsen, representa uma oportunidadeA
  6. 6. s. n ai io ac uc de desenvolvimento de novos produtos focados nesses consumidores. ed Crescimento dos centros urbanos Outra mudança que influencia o varejo s é processo de crescimento dos centros ur- banos. De acordo com o Cepal, em 1980, fin 65% da população da América Latina era urbana; em 2010 era 79,5%, e em 2030 o número deve chegar a 83,6%. No Brasil o ra avanço foi ainda maior: em 1980,67,1% da população vivia nas cidades; em 2010,85% e em 2030 a expectativa é atingir 88,1%. O índice de urbanização aumenta a demanda pa por produtos mais práticos e impulsiona a conveniência, pois a falta de tempo faz com a que o cidadão evite ter de enfrentar o trân- siv sito das grandes cidades em deslocamentos extensos e passe a priorizar a proximidade. A busca por praticidade também é for- clu temente influenciada pelo novo posicio- namento da mulher na sociedade latino- ex -americana. A população feminina está estresse que as mulheres aderem cada cada vez mais atuante no mercado de vez mais a soluções rápidas e simples", trabalho. Levantamento do Cepal indica afirma o presidente da Nielsen Brasil, é que as mulheres representavam 31,2% da Eduardo Ragasol. população economicamente ativa na Amé- Isso fica claro no mix de produtos, com o rica Latina, em 1980, número que passou o aumento da procura por pratos semi- tig para 4 0 , 5 % em 2 0 0 9 . No Brasil, 3 1 , 3 % das prontos e congelados e por produtos de mulheres estavam inseridas no mercado limpeza com melhor desempenho. Além de trabalho em 1 9 8 0 e, em 2 0 0 9 , 4 3 , 7 % . disso, segundo a pesquisa da Nielsen, a ar O estudo ainda revela que as latino-ame- população feminina dos mercados emer- ricanas assumem cada vez mais o papel de gentes tende a gastar o dinheiro extra em chefe de família. No Brasil, em 2 0 0 2 , 2 8 % bens essenciais, como roupas ( 7 0 % ) , ali- e das mulheres eram chefes de família; já mentos (68%) e itens de saúde e beleza st em 2 0 0 9 , o número subiu para 3 6 % (53%)- "O Brasil se destaca na categoria O movimento de ganho de espaço é geral. de higiene e beleza, especialmente em de Uma pesquisa realizada recentemente pela itens voltados ao tratamento de cabelo e Nielsen com mulheres de 21 países da Ásia- esmaltes", diz Ragasol. -Pacífico, Europa, América Latina, África Reconhecer essas transformações é e América do Norte mostra que o poder mais um passo para que o varejista se ão aquisitivo das mulheres está aumentando aproxime do consumidor e seja capaz de e com isso elas ganham mais controle e dimensionar melhor os itens e as caracte- aç influência sobre as decisões domésticas. rísticas que a loja deve ter. (R.F.) O estudo revela que a necessidade de assumir diversos papéis e o pouco dinhei- iliz ro que sobra para gastar com si mesma ou tirar férias são apontados pelas mulheres dos países emergentes como fatores deut mais estresse. "É para se liberar desseA
  7. 7. s. nai io ac uc ed s fin ra pa a siv clu ex é onhecer melhor o consumidor o para garantir sua fidelização e aproveitar as oportunidades re- tig lacionadas a cada perfil de clien- te é uma ânsia das empresas dos ar mais diversos setores e com o varejo não é diferente. Em um cenário de cresci- mento econômico, expansão da renda e e aumento do grau de exigência do cliente, o consumidor passa a buscar mais do que st os itens básicos. Ele quer experimentar novos produtos, investir em pequenos lu- de xos, escolher onde comprar determinadas categorias, ou seja, passa a ter um perfil de compra mais complexo. ão "Há 15 anos, a oferta de bens de consu- mo era menor que a demanda. Com isso, aparentemente, havia maior fidelidade do aç consumidor, que na realidade era o reflexo da falta de alternativa", afirma o diretor iliz da Mixxer, Eugênio Foganholo, consul- toria especializada em varejo e bens de consumo. "As empresas, em particular osut fornecedores, ditavam o que, a que preço e em que condições os consumidores de- veriam comprar", completa.A
  8. 8. s. n ai io ac uc ed s fin ra pa a siv clu ex é o tig O panorama mudou. "Hoje, a cadeia de chorro de estimação da família podem praticidade ao comprar alimentos prontos ar abastecimento passa a ser acionada pela ser comprados no pet shop, pois esse ca- ou semielaborados e estão mais preocupa- ponta da demanda (consumidor) e não nal tende a oferecer itens diferenciados", dos com a saúde", afirma. mais pela da oferta (empresas)", destaca o exemplifica o presidente da Nielsen Brasil, O estudo da Nielsen confirma a ten- e professor do Programa de Administração Eduardo Ragasol. Assim, as definições de dência. Quando questionados sobre co- de Varejo da FIA (Provar) e vice-presiden- sortimento, preço, promoção, exibição e mo gostariam que fossem os alimentos st te do Instituto dos Executivos do Varejo layout devem ser feitas considerando es- no futuro, 90% dos brasileiros citaram (Ibevar), Eduardo Terra. ses fatores (quadroi).ua produtos que fazem bem à saúde, 61%, de Entender o cliente torna-se essencial "O shopper recorre cada vez mais a di- mercadorias com ingredientes naturais e e para isso deve-se ir além dos dados ferentes formatos de lojas, identificando sem gordura ou conservante, 49% desta- econômicos e demográficos; é preciso suas opções de acordo com seu momento caram os produtos ecológicos e 15% itens ão compreender seus hábitos de consumo e de consumo. Por exemplo: quando quer se prontos para o consumo. as influências que sofrem. Além de o que abastecer em algumas categorias, como No Chile a situação é similar, com 90% comprar, os consumidores também olham bebidas ou limpeza doméstica, vai ao ata- dos entrevistados de olho nos alimentos aç para quem comprar. Nessa hora, o grau de carejo; para compra do pão, vai a uma loja saudáveis, 72% demandando produtos afetividade é um dos fatores que ajudam de vizinhança", destaca Foganholo. "Além mais naturais, 34% citando produtos eco- lógicos e 14%, alimentos prontos. Já no iliz a definir a loja a ser escolhida. desses aspectos, os shoppers querem evi- "Para os itens voltados ao cão de guar- tar desperdício comprando porções me- México, os produtos prontos foram citados da, por exemplo, o consumidor vai a um nores (até como reflexo da redução do por apenas 10%, os que fazem bem à saúde,ut Cash&Carry. Já os produtos para o ca- tamanho das famílias no Brasil), querem por 91%, os naturais, por 50% e os que nãoA
  9. 9. s. n ai io ac O executivo destaca que quando anali- buscam são os produtos em promoção e uc sadas as marcas que mais impulsionaram 51% disseram que só compram as promo- o crescimento do mercado brasileiro, é ções quando as mercadorias são da marca possível observar alguns vetores de cres- que costumam usar. ed cimento. Entre eles estão os produtos que O comportamento é observado em ou- garantem praticidade; os que fazem bem; tros países da América Latina. No Mé- e os itens classificados como de sofistica- xico, 46% procuram primeiro as promo- s ção, que inclui produtos inovadores e que ções quando vão às lojas que costumam fin atendem a necessidades mais específicas. freqüentar e 56% só adquirem produtos Outra linha que ganha espaço é chamada em oferta se forem da marca que utili- de produtos de indulgência, aqueles que zam. No Chile, 64% buscam primeiro a servem como uma espécie de compensa- promoção e 48% só compram produtos ra ção para o consumidor, um capricho, que em promoção que são de sua marca usu- visa satisfazer os desejos de consumo. pa al. "As marcas são muito fortes na Améri- "Com o crescimento econômico a indul- ca Latina em geral", diz Ragasol. Segundo gência é um dos grandes impulsionadores ele, as genéricas devem ganhar espaço do mercado", diz Ragasol. em algumas categorias, como alimenta- a O estudo da Nielsen também aponta ção básica e limpeza. oportunidades envolvendo os itens de Observar todos essas nuances que envol- siv consumo habitual. Segundo a pesquisa, vem o comportamento do shopper e olhar 32% dos brasileiros costumam comprar com mais atenção para os freqüentadores mais do que o previsto quando vão à loja da loja, realizando pesquisas e investindo clu adquirir itens de consumo habitual. No em segmentação, são estratégias impor- México, a taxa é de 24% e no Chile, 36%. tantes para se destacar em um segmento A pesquisa ainda revela a relação com cada vez mais complexo. (R.V.) ex as marcas. No levantamento, que permitia a escolha de diversas alternativas, quando contaminam o meio ambiente, por 46%. questionados sobre o que normalmente é "Ao mesmo tempo em que buscam a pra- fazem em relação às promoções, 58% dos ticidade, os consumidores também estão consumidores brasileiros responderam o atentos à saúde", afirma Ragasol. que quando vão à loja a primeira coisa que tig ar e st de ão aç ilizutA
  10. 10. A ut iliz aç ão de st e ar tig o é ex clu siv a pa ra fin s ed uc ac io n ai s.
  11. 11. s. n ai io ac Chegará um momento em que tabilidade. "O Brasil tem liderança natural 1) P r o m o t o r do consumo susten- tável uc ninguém falará tanto de susten- nesse assunto quando comparado a outros tabilidade." A afirmação do pro- países da América Latina e já há muito O supermercadista pode auxiliar na fessor de Responsabilidade Social investimento nessa área", destaca. Prova sensibilização dos consumidores, incen- ed e Sustentabilidade no Varejo da disso é que o Brasil é referência interna- tivando o consumo de produtos e a adoção FGV Management São Paulo, Luiz Ma- cional quando se fala em energia e alguns de práticas sustentáveis no dia a dia. A cedo, expressa, ao contrário do que po- dos projetos de grandes redes de varejo restrição ao uso de sacolas plásticas, que de parecer em um primeiro momento, são replicados em outros países. entra em vigor a partir do próximo ano em s a crença do especialista de que o tema Essa posição é primordial, especial- São Paulo, e as campanhas de incentivo fin avançará de tal forma que passará a ser mente, para o varejo. Por representar o elo ao uso de sacolas retornáveis são algumas um pré-requisito a médio prazo. O pro- entre o consumidor e os fornecedores, o das ações nesse sentido. cesso, acredita ele, será similar ao que supermercadista ocupa papel de destaque A criação de pontos de coletas de re- ra aconteceu com as certificações de qua- na cadeia e suas ações podem, e algumas síduos, que vão desde materiais reciclá- lidade, tão comentadas anteriormente e vezes já são acompanhadas de perto pelos veis a pilhas e componentes eletrônicos, hoje já consideradas padrão, ou seja, o pa clientes. "O consumidor consciente passa representa outra frente importante. "A consumidor entende que qualquer pro- a administrar melhor água, energia e des- política de resíduos sólidos tem sido duto ou serviço deve ter a certificação. carte. A próxima etapa é começar a cobrar muito discutida e um dos desafios é criar Apesar da expectativa positiva, até dos fornecedores uma postura similar", uma estrutura de logística reversa para a que as questões relacionadas à susten- afirma o coordenador de Imprensa e Re- garantir a destinação correta dos resídu- siv tabilidade cheguem a esse ponto ainda des Sociais do Instituto Akatu, Estanislau os", afirma Macedo. "O varejo ainda faz há um longo caminho a percorrer, mas, Maria de Freitas Júnior. pouco nesse sentido, mas vai ser impul- para Macedo, o varejo brasileiro tem se Cientes de sua função os varejistas sionado a fazer mais. A lei de resíduos clu dedicado com afinco ao tema e integra o buscam atuar em três principais frentes, está sendo elaborada e ela prevê que os rol dos mais avançados quanto à susten- analisadas a seguir. setores se reúnam e discutam estratégias ex é o tig ar e st de ão aç ilizutA
  12. 12. s. n ai io ac uc para viabilizar a logística reversa", diz considerados verdes, 48% pagariam até 3) Gerenciamento da cadeia p r o- ed Freitas Júnior. 10% a mais, 15% desembolsariam um va- dutiva Outro desafio para o varejo é associar- lor entre 11% e 20% superior, para 8% o Olhar com mais cuidado para a cadeia -se a fornecedores para oferecer produ- preço poderia ser de 21% a 30% maior e produtiva é algo que, aos poucos, passa a tos sustentáveis de forma mais acessível. 6% pagariam mais de 30% a mais por um fazer parte da rotina do varejo e é uma fun- s "Hoje, os produtos sustentáveis ainda produto ou serviço verde. ção pela qual ele é cada vez mais cobrado. fin representam um nicho e, como não têm O estudo ainda revela que entre os Observar a origem daquilo que coloca em escala, o valor é mais elevado", diz o es- desafios para a compra de produtos ver- sua loja se torna ainda mais importantes na pecialista da FGV. des está a oferta limitada de produtos medida em que o supermercadista é visto ra A pesquisa Green Brands 2011, con- e serviços, seguida pela dificuldade em como corresponsável. O fornecimento de duzida pela Penn, Schoen & Berland encontrar esses produtos. informações, no ponto de venda, sobre a Associates (PSB), com participação das Para promover a oferta mais ampla pa origem dos produtos também tende a se agências da WPP, Landor Associates e desses itens, a questão sustentabilidade tornar mais comum. "O gerenciamento da Cohn & Wolfe - que ouviu 9 mil consu- precisa estar alinhada a estratégia do va- cadeia é fundamental e alicerça os outros midores da Alemanha, Austrália, Brasil, rejista. Alguns exemplos, como o dos pro- dois aspectos da sustentabilidade, que é o a China, Estados Unidos, França, índia e dutos orgânicos, mostram que é possível incentivo à adoção de práticas sustentáveis e as operações mais sustentáveis", acredita siv Reino Unido - mostra que 74% dos 1,1 melhorar o panorama. "Esses itens eram mil entrevistados brasileiros acreditam muito caros, mas a partir do momento que o especialista da FGV. que produtos verdes custam mais. as redes negociaram como novos fornece- dores e buscaram parceiros locais a oferta Benefícios clu De acordo com o levantamento, 18% dos consumidores não estão dispostos cresceu e hoje o preço dos orgânicos é bem Se por um lado a sustentabilidade de- a pagar mais por produtos e serviços similar", comenta Macedo. manda do supermercadista um esforço de 2) Operação e lojas sustentáveis mudanças nas relações com o meio am- ex Ainda que de forma limitada, os va- biente, os consumidores, fornecedores e rejistas já começam a investir em lojas colaboradores, por outros ela também traz com características sustentáveis e o mo- para os negócios. é vimento é mais visível entre as grandes Um dos ganhos diz respeito à imagem da redes. Entre os ganhos dessas lojas está empresa. De acordo com o estudo do Insti- o a redução de custos, alcançada, especial- tuto Ethos e Akatu, a maior parte dos con- mente, pelo melhor uso de energia e água. sumidores (60%) acredita que as empresas tig "Em um supermercado a economia com devem ir além do que está estabelecido pela energia pode chegar a 40%", diz Macedo. legislação e trazer para a sociedade mais ar Isso é possível pelo uso mais intenso de benefícios por meio de suas ações e não iluminação natural, de sensores de pre- apenas focar nos benefícios que tais ações sença que permitem reduzir o potencial podem trazer para a própria empresa. e dos equipamentos de ar-condicionado etc. Segundo a pesquisa Green Brands 2011, 74% dos entrevistados brasileiros disse- st Com o custo elevado para a montagem dessas lojas, o que os varejistas podem, e ram que ser ambientalmente consciente é de já têm feito, é replicar algumas das estra- um atributo importante da marca. Além tégias observadas nessas unidades para disso, 93% acreditam que é importante ou as demais. A destinação correta dos re- muito importante a empresa ser "amiga do síduos resultantes da própria operação é meio ambiente". ão um dos aspectos que pode ser mais bem "Além do meio ambiente, é preciso ser desenvolvido. Macedo conta que alguns socialmente justo, o que inclui respeitar os varejistas de médio porte já separam direitos trabalhistas, e ser economicamen- aç os resíduos e às vezes obtém ganhos ao te viável", destaca Freitas Júnior. "Susten- vender esses materiais. "Quem não tem tabilidade não é tendência, nem questão de iliz tanta estrutura para investir em susten- escolha, é sobrevivência." (R.F.) tabilidade pode apostar nessas ações di- ferenciadas, que têm potencial para gerarut capital para que seja investido em outras iniciativas", afirma.A
  13. 13. s. nai io ac uc TECNOLOGIA ed s DENTRO E FORA fin ra Ao mesmo tempo em que buscam se familiarizar pa com as novas formas de relacionamento virtual, a supermercadistas devem entender como os novos siv recursos podem melhorar as rotinas operacionais clu N a hora de fazer as compras o ca- minho do consumidor já não é mais o mesmo. Hoje, antes de ir ex à loja, alguns navegam na inter- net, pesquisam preços e leem a opinião de outros que compraram naquele é local. Esse comportamento, que tende a se tornar cada vez mais freqüente, ilustra o bem o impacto da tecnologia no relacio- tig namento entre cliente e varejo. Levantamento da Nielsen aponta que 49% dos latino-americanos consideram ar as opiniões expressas nas redes sociais para decidir suas compras. Os comentá- rios dos internautas são apontados como e a terceira maior fonte de consulta do con- st sumidor antes da realização de compras via web, sendo citados por 29% dos entre- de vistados na América Latina. Em primeiro lugar está a família, com 67%, em segui- da os amigos, com 60%. "A capacidade de resposta do consumidor nas redes ão sociais é muito grande e o brasileiro age de forma contundente quando não é bem atendido. Isso aumenta a responsabilida- aç de do consumidor e do supermercadista", acredita o professor do Núcleo de Varejo iliz da ESPM, Gilmar Marques. O interesse dos latino-americanos, em especial dos brasileiros, pelas novas tec-ut nologias ajudam a explicar porque essesA
  14. 14. s. n ai io ac uc A força das redes sociais de uma mercadoria com data de validade próxima, fazer uma promoção", afirma-, ed A mobilidade também pode ser usada como um dispositivo para o varejista falar com seus consumidores. "Eles poderão ser s usados para atrair os consumidores para a loja e como dispositivo de apoio à venda fin quando o cliente estiver na loja", diz Hajjar. Na América Latina, o potencial é grande visto, que a penetração dos celulares já ra atingiu 90%; só no Brasil já são mais de 197 milhões de linhas móveis ativas. Entre pa as aplicações que envolvem mobilidade, Hajjar cita a possibilidade de o cliente entrar no estabelecimento e, por meio de uma conexão bluetooth ou wi-fi, conectar- a -se ao sistema da loja. "O programa reco- siv nhece o cliente e acessa a montanha de dados acumulados e registrados no cartão de fidelidade. Com base no comportamen- clu to de compra do consumidor e no estoque da loja, é enviada para o celular uma pro- moção especial (e individual) com preço ex canais têm ganhado força. Pesquisas indi- ciais aos consumidores com os quais está diferenciado para determinado item", ex- cam que o número de usuários de internet conectada", destaca Marques. plica o especialista. "Também é possível no Brasil cresceu 79% entre 2007 e 2010, enviar cupons de desconto pelo celular", atingindo 75 milhões de internautas; no Integração de sistemas completa. é México o avanço foi de 76% no período, to- Em paralelo, o especialista acredita que A rede britânica Tesco mostra o que é talizando 30 milhões de usuários em 2010. o varejista precisa olhar com mais aten- possível fazer com tecnologia móvel. O va- o Na opinião de Marques, há certo encan- ção para a operação e ver quais melhorias rejista montou diversas telas com imagens tig tamento em relação às redes sociais, mas é poderiam ser feitas com o apoio da tecno- de produtos em uma estação de metrô na preciso pensar qual o benefício real desses logia. "Na América Latina há uma ênfase Coréia do Sul, onde atua com a marca canais para o consumidor. "Ainda é pre- maior na loja e às vezes o maior potencial Home Plus. Enquanto aguarda o trem, o ar ciso aprender mais sobre as redes sociais. de ganho está no backoffice. Isso implica consumidor pode realizar suas compras. Quando a internet surgiu, as empresas comprar bem, aprimorar a logística, a área Para isso, ele deve usar um smartphone colocavam os comerciais de 30 segundos financeira e utilizar melhor os recursos de para ler o código que aparece em cada e na web. Só depois de algum tempo todos tecnologia da informação", diz o professor imagem de produto. O sistema registra a st entenderam que o canal virtual exigia ou- do Programa de Administração de Varejo compra com base nos dados previamente tro formato", destaca. "Agora estamos re- da FIA (Provar) e vice-presidente do Ins- cadastrados pelo usuário e as mercado- de plicando os modelos nas redes sociais", diz. tituto dos Executivos do Varejo (Ibevar), rias são entregues diretamente na casa do O diretor-presidente da Advance Con- Eduardo Terra. cliente. Os resultados da ação inovadora sulting, Dagoberto Hajjar, acredita que as A integração dos sistemas e o uso de foram positivos: em três meses as vendas redes sociais terão papel mais importante mobilidade têm potencial para oferecer online cresceram 130% e o número de no- ão daqui a dois ou três anos. "Ainda é preciso oportunidades interessantes de melhorias vos usuários avançou 76%. (R.F.) entender melhor esses espaços para saber o operacionais. Hajjar comenta que nos Esta- aç que escrever e como. É importante lembrar dos Unidos os varejistas já utilizam compu- que nesses canais há um grande público e tadores de mão, como PDAs e iPads, para qualquer ação pode ter uma repercussão agilizar rotinas. "O gerente poderia usar iliz enorme", afirma. "Acredito que há possibi- esse equipamento e, ao circular pela loja, lidade de uma abordagem mais comercial, solicitar a reposição de um produto que fal- com as empresas oferecendo ofertas espe- ta na gôndola ou, ao receber informaçõesutA Fonte: Supervarejo: Especial América Latina, São Paulo, p. 4-18, ago. 2011.

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