comercio eletronico-cresce_mas_esbarra_na-3.pdf

867 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
867
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
25
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

comercio eletronico-cresce_mas_esbarra_na-3.pdf

  1. 1. 4 Brasil Econômico Terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, 2011 DESTAQUE VAREJO ON-LINE Editor Executivo: Gabriel de Sales gsales@brasileconomico.com.brComércio eletrônicocresce, mas esbarrana lentidão da logísticaNo semestre, vendas on-line aumentaram 15,7%, enquanto nas lojas físicas houve recuo de0,7%. Supermercados investem em centros de distribuição para dar apoio a negócios virtuaisCintia Esteves dia o varejo virtual confirmacesteves@brasileconomico.com.br sua importância e mostra que RECEITA 60%As vendas no comércio eletrô-nico crescem a cada ano, e o va-rejo, de uma maneira geral,tem divulgado investimentospara suas operações, os quais “ O gargalo da logística não é um problema só das transportadoras. O varejista precisa não deve ser deixado de lado. Dados da Federação do Comér- cio de Bens, Serviços e Turis- mo do Estado de São Paulo (Fe- comercio) mostram que de ja- neiro a junho deste ano, as ven- foi quanto cresceram as vendas no segundo trimestre deste ano da Nova Pontocom, empresa de comércio eletrônicopassam pela diversificação do realizar uma previsão das do comércio eletrônico do grupo Pão de Açúcarsortimento, construção de de- correta de entregas cresceram 15,7% em relação formada pelas marcas Ponto Frio,pósitos para armazenamento ao mesmo período de 2010. En- Casas Bahia e Extra.dos produtos, além da implan- e fechar com quanto isso, nas lojas físicas as As empresas são especializadastação de novas tecnologias. No antecedência um vendas caíram 0,7%. em eletroeletrônicos.entanto, a poucos meses do Na- contrato com as VENDAS VIRTUAIStal, a data mais importante do Problemas empresas responsáveiscomércio, essas companhiastêm um desafio pela frente: pelo transporte As dificuldades enfrentadas pe- lo comércio eletrônico brasilei- 15,7%acertar o passo com as trans- ro ficaram evidentes a partir do foi o crescimento do comércioportadoras. Para os varejistas, Maria Fernanda Hijjar final do ano passado, quando al- eletrônico, na regiãoas empresas de entrega não Diretora do Ilos gumas companhias tiveram pro- metropolitana de São Paulo,têm conseguido acompanhar o blemas relacionados a entrega. de janeiro a junho deste ano.crescimento do e-commerce. A B2W, formada por America- Os dados são da Fercomercio. Este ano o Walmart espera Carlo Wrede/O Dia nas.com e Submarino, chegou a O varejo tradicional, ou seja,aumento de 60% nas vendas ser proibida de vender seus pro- formado pelas lojas físicas,realizadas pela web e para evi- dutos no Rio de Janeiro. “O prin- teve queda de 0,7% no período.tar problemas de entrega pre- Carlos cipal problema alegado pelostende ampliar o número de Andrezano clientes é que a B2W vende e TRABALHO RECUSADO Promotortransportadoras com as quais acompanhia trabalha. O grupo de justiça do Ministério não entrega ou vende e não tro- ca o produto”, diz Carlos Andre- 82%Pão de Açúcar, por sua vez, Público do zano, promotor de justiça do Mi- de 61 transportadorastenta encontrar maneiras para Rio de Janeiro nistério Público do Rio de Janei- ouvidas pelo Instituto deque as empresas de entrega se ro. A companhia assinou um ter- Logística e Supply Chain (Ilos)tornem mais eficientes. Para a “O principal problema alegado mo de ajustamento de conduta. afirmam ter recusadovarejista, uma das soluções se- pelos clientes em suas Caso ele seja descumprido, a propostas de serviços em 2010.ria o Banco Nacional do Desen- reclamações é que a B2W B2W terá de pagar multa diária Entre os principais motivosvolvimento (BNDES) criar li- vende e não entrega ou vende de R$ 1 mil. está a remuneraçãonhas de crédito para que as e não troca o produto” oferecida pelos clientes,transportadoras possam apli- Varejo tradicional considerada baixa.car em expansão. Enquanto is- Quem também enfrentou pro-so, as duas redes de supermer- blemas no Rio de Janeiro, mascados investem em novos cen- nas lojas físicas, foi o Ponto Frio,tros de distribuição para sus- bandeira do grupo Pão de Açú- NAVEGANDO EM CASA OU NA EMPRESAtentar suas operações virtuais. car. Na semana passada, o Minis-Recentemente, o Walmart inau- tério Público executou uma limi- Evolução do número de usuários ativos, em milhõesgurou mais um depósito em Mi- nar contra a empresa por contanas Gerais e o Pão de Açúcar de problemas na entrega de pro- 50 domicílios trabalho e domicíliosabriu uma unidade no Rio de Ja- dutos. “Uma reclamação co-neiro e outra em São Paulo. mum tem sido a entrega de par- 45,7 No entanto, para a diretora te do produto. Por exemplo: o 40 NÚMERO TOTAL DE USUÁRIOSde inteligência de mercado do móveis chegam com gavetas, 37,3 37,2Instituto de Logística e Supply mas sem portas e vice-versa”, 34,5 30Chain (Ilos), Maria Fernanda diz Andrezano. INCLUI DOMICÍLIOS, TRABALHO, ESCOLAS, LAN HOUSES OUHijjar, os varejistas também Caso a justiça considere a 28,5 OUTROS LOCAIS 25,6têm sua parcela de culpa. “O companhia culpada, a multa a 20gargalo da logística não é umproblema só das transportado-ras. O varejista precisa realizar ser paga pode chegar a R$ 50 mi- lhões, segundo o promotor. Ele afirma que desde dezembro do 10 73,9uma previsão correta de entre-gas e fechar com antecedência ano passado, 58 reclamações re- lativas ao Ponto Frio chegaram milhões 0um contrato com as empresas ao Ministério Público. De acor-responsáveis pelo transporte, do com Andrezano, para todas MAI/2009 MAI/2010 MAI/2011o que nem sempre acontece”, elas, o Ponto Frio alegou proble-diz (leia mais ao lado). A cada mas com logística. I Fonte: Ibope Nielsen Online
  2. 2. Terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, 2011 Brasil Econômico 5 LEIA MAIS G ® Tecnologia que garanta agilidade é a principal preocupação do comércio G Competição entre as ® empresas de comércio eletrônico chega ao pregão da G Grifes do vestuário de luxo ® investem em lojas virtuais e, em alguns casos, a receita on-line. Demora de um segundo bolsa, mas o desempenho já supera o das lojas físicas. no carregamento de uma página das ações não reflete a explosão Desfiles de moda também significa perda de 7% de vendas. das vendas virtuais. atraem compradores de sites. Divulgação A poucos meses do Natal, varejistas virtuais ainda tentam acertar o passo com transportadorasTransportadoras recusam clientesRemuneração pouco te desinteressante. Correios, uma das ta de todas as entregas. “O Natal ram restrições de horário para aatrativa e falta de Por outro lado, as companhias é uma época onde as empresas en- circulação de caminhões. Segun-capacidade de atendimento de transporte reconhecem que alternativas dos frentam picos de venda. Devido do as transportadoras, entre asestão entre os motivos precisam buscar o aperfeiçoa- comerciantes, ao aumento da demanda, muitas principais exigências feitas pelos mento. Do total de entrevistados, também dão sinais de tiveram problemas para fazer as contratantes estão o rastreamen-Pesquisa do Instituto de Logísti- 67% responderam que melhorar entregas e, sem alternativas, tive- to dos veículos, o não envolvi-ca e Supply Chain (Ilos), com 61 a eficiência é o caminho para con- que não conseguem ram que apelar para empresas mento das companhias de entre-transportadoras, mostra que em quistar margens de lucro mais atender a demanda que não estão acostumadas a pres- ga em acidentes ou roubos e cole-2010, 82% das empresas recusa- atrativas. Outros 21% acreditam da clientela on-line tar este tipo de serviço”, diz Ma- ta com hora marcada.ram serviços. Remuneração não que o aumento do preço é a solu- ria Fernanda Hijjar, diretora de in- Além das transportadoras,atrativa foi o principal motivo ção e 12% responderam que os teligência de mercado do Ilos. grande parte das varejistas tam-alegado, seguido pela falta de ca- dois caminhos devem ser usados bém conta com os Correios parapacidade de atendimento. As para incrementar os ganhos. Agravantes entregar os produtos vendidos.empresas também recusaram No final de 2010, os problemas Mas não são apenas a falta de efi- “Pela primeira vez os Correiospropostas por não desempenha- de logística ficaram ainda mais ciência das transportadoras e a começam a dar sinais de querem as atividades solicitadas pe- evidentes quando algumas vare- desorganização das varejistas os não estão conseguindo dar con-los clientes e por considerarem jistas que operam no comércio ele- responsáveis pelo gargalo na lo- ta da demanda”, alerta Mariao setor de atuação do contratan- trônico não conseguiram dar con- gística. “Muitas cidades impuse- Fernanda. I
  3. 3. 6 Brasil Econômico Terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, 2011 DESTAQUE VAREJO ON-LINETecnologia Alexandre Kazuki, da HP: na internet, o concorrente está a um clique de distânciaé o coração devarejistas virtuaisEstudo mostra que atraso de um segundo no carregamentode uma página web resulta em 7% de vendas perdidasFabiana Monte da, vice-presidente da Com- cos, atrás apenas de America-fmonte@brasileconomico.com.br puware para a América Latina. nas.com, com 5,2 milhões. “Também é importante testar a Hildebrandi enumera três sis-Em 2006, quem comprava pela sequência de passos para o temas vitais para a operação dainternet aceitava esperar, em usuário realizar determinada varejista de artigos esportivosmédia, quatro segundos pelo ação”, acrescenta Walter Hilde- que atua exclusivamente na in-carregamento do site. Hoje, a brandi, diretor de tecnologia ternet desde 2007. O primeiropaciência do internauta chega da Netshoes, segunda maior va- é o site, único sistema visívelao fim em dois segundos, se- rejista virtual do país, segundo para o cliente e por meio dogundo dados da consultoria dados da comScore de julho. Na- qual ele realiza a transação. OForrester Research indicados quele mês, a empresa registrou segundo é o software de gestãoem levantamento da Com- 5,1 milhões de visitantes úni- empresarial (ERP), classificadopuware, que fornece soluções pelo diretor como o “coraçãode monitoramento de aplica- da Netshoes”. “A empresa intei-ções. A ansiedade do internau- ra trabalha em cima desse siste-ta mostra a relevância da tec- ma”, justifica. Por último, estánologia para negócios na rede.Isso sem falar nos aspectos liga-dos à segurança de transaçõesem sites de comércio eletrôni-co. “No caso do comércio ele-trônico, a tecnologia é ainda “ Uma coisa importante, mais do que o software, é a fixação que a solução de gerenciamento de depósito, que indica onde está armazenado o produto compra- do pelo internauta. “Não vale o site estar no ar se a operação de backoffice está fora. Não adian-mais estratégica, porque em temos pelo ta ter um monte de gente com-uma loja on-line o concorren- monitoramento da prando se a empresa não entre-te está a um clique de distân- ga”, pondera o executivo.cia”, diz Alexandre Kazuki, di- cadeia de processosretor de marketing da área de Walter Hildebrandi Logísticaservidores, armazenamento e Diretor de tecnologia da Netshoes A logística é o calcanhar de Aqui-redes da HP. les do comércio virtual (leia nas O estudo da Compuware páginas 4 e 5), muitas vezes nãomostra também que um atraso por carência de tecnologia, masde um segundo no carregamen- por falta de integração entre pla-to de uma página web resulta taformas ou por ausência de pro-em uma queda de 16% na satis- cessos. “Com certeza, o principalfação do cliente e em 7% de problema do e-commerce estávendas perdidas. Para garantir no pós-venda, na entrega. Vocêum tempo de resposta que dê pode usar a tecnologia mais sofis-ao consumidor a percepção de ticada em cada etapa da cadeia,imediatismo é preciso azeitar mas se ela não estiver muito beminúmeros elementos tecnológi- conectada, a informação não fluicos, entre eles a infraestrutura entre elas”, observa Kazuki.e as aplicações usadas pela lo- A promessa da Netshoes é en-ja. “O mais trivial é ter uma in- tregar itens pequenos, como bo-fraestrutura flexível, porque, la, tênis e chuteira, em todo o paísse houver uma promoção mui- em até 48 horas. A entrega é feitato bem-sucedida, ocorre uma por meio de transportadoras, co-explosão de demanda e essa mo os Correios, que instalou umpromoção pode ser um sucesso posto de coleta no centro de distri-ou jogar contra a imagem da buição da Netshoes, em Barueriempresa”, ressalta Kazuki. Nes- (SP). “Ganhamos um dia de eco-se contexto, uma alternativa é nomia, o que se reflete em melho-a adoção do modelo de compu- ria do serviço”, diz Hildebrandi.tação na nuvem, no qual a de- No centro de 18 mil m² qua-manda é elástica e o pagamen- drados trabalham 465 funcio-to se dá conforme o uso. nários, ou 35% dos emprega- dos da empresa, que tem 20Monitoramento mil itens em seu portfólio. AÉ necessário também garantir partir do momento em que oa qualidade das aplicações. Pa- cliente finaliza a compra, nora isso, é preciso testá-las e mo- máximo duas horas depois o APÓS UMA EXPERIÊNCIA RUIMnitorar seu desempenho, iden- produto está separado, embala-tificando pontos de gargalo en-tre o navegador do cliente e os do e pronto para ser entregue à transportadora. “Mais do 88% 78%servidores da loja virtual. “É que o software, uma coisa im- dos internautas têm dos consumidores on-linepreciso realizar testes de estres- portante é a fixação que temos menos chances de voltar procuram sites de concorrentes,se para garantir o atendimento pelo monitoramento dessa ca- ao website, segundo de acordo com levantamentode determinado volume de deia de processos”, finaliza o pesquisa da Compuware. da Compuware.usuários”, diz Takahiko Yoshi- diretor de Netshoes. I
  4. 4. Terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, 2011 Brasil Econômico 7 Competição no comércio Murillo Constantino on-line chega à bolsa Ações da B2W, única empresa pertencente genuinamente ao segmento de varejo eletrônico na BM&FBovespa, caem por conta do impacto da entrada de novos concorrentes no setor Flávia Furlan cio on-line, viu as ações caírem 1996 e que, em junho de 2009, ffurlan@brasileconomico.com.br VALOR DE MERCADO... 11,25% no período. foi adquirida pelo Grupo Pão de O Grupo Pão de Açúcar, por Açúcar. Hoje, a Globex é forma- O aumento da competitividade G A B2W passou de R$ 3,47 sua vez, teve queda de 7,19% no da por Ponto Frio e Casas Bahia no varejo on-line no Brasil che- bilhões em dezembro para valor das ações até ontem. A e suas ações não têm liquidez. gou à bolsa de valores, onde a R$ 2,51 bilhões ontem (-27,6%). companhia teve 6% das vendas Pinheiro acredita que essa veterana do setor sofre perdas originadas do comércio on-line abertura de capital deve ocor- pela entrada de novos concor- G A Globex passou para no segundo trimestre. De acor- rer em 2012 ou 2013, dependen- rentes. A B2W, que nasceu em R$ 6,94 bilhões (-10,15%) e o do com Pinheiro, da SLW o Gru- , do da situação do mercado ex- 2007 pela fusão de Submarino Grupo Pão de Açúcar para po pretende abrir capital da uni- terno. A ideia é fazer uma oferta e Americanas.com e ainda hoje R$ 16,54 bilhões (-7,33%). dade de negócios PontoCom, primária, em que os recursos é a única empresa genuinamen- que inclui as operações de ven- são direcionados para a Ponto- te do comércio eletrônico lista- G A Saraiva teve queda de da on-line da Globex, compa- Com, ou secundária, em que o da na BM&FBovespa, viu suas 28,6% no valor de mercado, nhia que tinha ações negocia- dinheiro entraria no caixa da ações caírem 48,4% desde o co- para R$ 800 milhões ontem. das na bolsa desde janeiro de Globex ou do Pão de Açúcar.I meço do ano até ontem. “A ação vem refletindo este Henrique Manreza cenário mais competitivo em que grandes redes varejistas que têm operação física entra- ram no mercado on-line, como Carrefour, Casas Bahia e Ponto Frio”, diz o analista da SLW, Cauê Pinheiro. Para se ter uma ideia, os resultados do 2º trimes- tre da B2W vieram aquém das expectativas, com perda líquida de R$ 21 milhões, ante a queda de R$ 5 milhões que era espera- da pelas analistas Irma Sgarz e Rachel Rodrigues, do Goldman Sachs. “Esperamos uma reação negativa das ações por conta dessas perdas”, afirmam as ana- listas, que mantêm a recomen- dação de venda para os papéis da companhia. Erick Rodrigues, analista do BB Investimentos, explica que por muito tempo a B2W moveu esforços para a integração de plataformas, enquanto os con- correntes avançavam em parti- cipação de mercado. No entan- to, ele vislumbra um futuro mais promissor para os papéis, uma vez que os investidores já ajustaram suas expectativas em relação à empresa. Na bolsa, ações de empresas “A partir de agora, a probabi- do comércio eletrônico lidade de o papel ficar mais ‘le- têm comportamento distinto ve’ é maior. Isso significa que, se a empresa mostrar que está acertando mais em seu negócio e se a perda de participação no DESEMPENHO DAS EMPRESAS DO VAREJO ON-LINE NA BOLSA DE VALORES mercado for estabilizada, ela te- rá tendência positiva”. A B2W B2W tem sido penalizada pelo aumento de concorrência no setor contava com mais da metade da participação de mercado em RENTABILIDADE 2007 e passou a 30,6% atuais. 1º sem/2011 No ano* 48,4% Representantes 0 23,0% foi a queda das Entre as representantes do co- 0 ações da B2W desde mércio on-line na bolsa, o de- 10,2% 7,5% 7,5% o início do ano 0 5,0% sempenho das ações tem sido di- 1,6% até ontem vergente. A Saraiva, empresa 0 que teve 36% de suas vendas ad- 0 -11,3% -7,2% vindas do comércio eletrônico 047% no primeiro trimestre, apresen- tou queda de 36,26% em suas 0 0 -30,7% -36,3%das pessoas que compram ações preferenciais (as mais lí- -38,8%pela internet ficam com uma quidas) desde o começo do ano 0 -48,4%má impressão da empresa, até ontem. Já o Magazine Luiza, B2W VAREJO GLOBEX MAGAZINE LUIZA PÃO DE AÇUCAR LIVRARIA SARAIVA LIVRARIA SARAIVAsegundo o mesmo relatório. com 11% de suas vendas do 2º ON ON ON PN ON PN trimestre decorrentes do comér- Fontes: Economatica e Brasil Econômico *De 3 de janeiro a 5 de setembro de 2011
  5. 5. 8 Brasil Econômico Terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, 2011 DESTAQUE VAREJO ON-LINEGrifes de luxo rompem a barreiraMarcas passaram a investir em lojas virtuais com grande sucesso, algumas delas vendem desde o início mais que asAlexandra Farahafarah@brasileconomico.com.brDemorou mas aconteceu. Como aumento espetacular das ven-das on-line de vestuário, o queseria complicado até poucosanos atrás, se transformou emuma fonte certa de receita. Asgrifes passaram a investir em lo-jas virtuais com grande suces-so, algumas delas vendem des-de o início mais que as lojas derua (ver matéria ao lado) e osportais que unem variadas mar-cas se proliferam. Apesar de mo-vimentar vinte vezes menosque os Estados Unidos, o Brasildeve faturar quase US$ 10 bi-lhões em 2011 em compras na re-de e não é um mercado para sedesprezar. Além do Net-a-por-ter, site pioneiro, que há dezanos é líder de vendas no seg-mento roupa de luxo, e que en-trega pedidos com frequênciano pais, este ano outro inglês, oFarfetch.com montou escritó-rio em São Paulo, e espera queaté o próximo ano o Brasil sejasua terceira maior receita. Hoje, no hotel Fasano, a ven-da on-line de roupas exclusi-vas ganha concorrente de pe-so. Com investimento inicialde R$ 10 milhões e expectativade faturamento no primeiroano de R$ 30 milhões será lança-do o Theboutique.com, iniciati-va de Li Camargo e a MarianaPenteado, dois experts em mo-da de alto padrão, com mais dedez anos de trabalho na Daslu— loja que abriu seu serviço dee-commerce em agosto. Além de Mariana e Camargo,o The Boutique tem como só-cios Zhu Xiao Yang, empresá-rio com experiência no merca-do de importação e exporta-ção, e José Ricardo Rezek Fi-lho, sócio dos sites XPG, de hos-pedagem de blogs e sites e umdos 30 mais acessados do Bra-sil, e o 123i, de busca de imó-veis para compra e locação.Com coleções masculinas e fe- ções de moda, dicas de looks e Do Brasil para o mundo mundo inteiro, pois os EUA sãomininas, os clientes encontra- como usar as peças. Uma revis- A internacionalização dos estilis- muito exigentes em termos derão peças de 60 marcas, entreelas M Missoni, McQ, MartinMargiela, Ballantyne, Band ofOutsiders, Pedro Lourenço,NK Store, Alix Shop, Thelure,Reinaldo Lourenço. “A inter- “ Investimos R$ 10 milhões e nossa expectativa é faturar R$ 30 milhões ta on-line vai ser lançada com o site e em poucos meses ela deve sair apenas do virtual para se transformar uma publicação im- pressa em gráfica. “Para o primeiro mês nosso tas brasileiros é foco da Abest (Associação Brasileira de Estilis- tas), presidida por Valdemar Ió- dice. “Sempre trouxemos com- pradores internacionais para acompanhar os desfiles aqui, prazo de entrega e padronização na confecção”. Na última tempo- rada nacional de desfiles a Abest trouxe representantes de sites americanos como o Shopbob, Fashionista e Moda Operandi, es-net deixou de ser o futuro, ela no primeiro ano estoque é de 3.500 peças e a par- mas desde a penúltima edição te especialista em vender rou-agora é realidade na vida da tir do final de setembro vamos do Fashion Rio e São Paulo pas direto da passarela. “Comomaioria das pessoas que fazem Mariana Penteado receber as coleções importa- Fashion Week começamos a tra- o Moda Operanti fez uma sema-compras em qualquer lugar do Diretora de estilo feminino das. Até o final do ano pretende- zer compradores de sites”, lem- na Brasil foi o site que nos deumundo, sem sair da frente do do The Boutique mos chegar a 12 mil peças”, diz bra Evilasio Miranda, diretor mais repercussão”, conta Miran-computador”, diz Mariana Pen- Mariana. Saindo do virtual para executivo da Abest. “Desta ma- da. “Hoje, os estilistas dizemteado, diretora de estilo femini- o real, o grupo aproveita o con- neira a distribuição é muito am- que não querem exportar, pois ono do The Boutique. tato com as grifes internacio- pliada. Saímos de uma butique mercado interno está aquecido. Para alavancar as vendas, nais e também vai atuar como em uma rua de Nova York para Está agora, mas daqui algunsalém de fotos de altíssima quali- distribuidor destas marcas no os Estados Unidos inteiro”, ava- anos todas as marcas internacio-dade que permitem visualizar Brasil. “Se uma multimarca de lia. Os EUA é mercado alvo da nais estarão aqui e os brasileirosdetalhes, a navegabilidade e tec- qualquer parte do país quiser Abest. “Além de ser nosso precisam estar preparados paranologia são usadas para simplifi- comprar algumas destas grifes, maior comprador é também edu- competir globalmente. A vendacar a compra. Mais importante eles devem falar com a gente”, cativo. O estilista que tem bom através de sites internacionais éainda é que o The Boutique se diz a empresária, que saiu da relacionamento comercial com o princípio para que dê tudo cer-apoia no conteúdo de informa- Daslu em 2008. os EUA sabe negociar com o to no futuro”. I
  6. 6. Terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, 2011 Brasil Econômico 9final Henrique Manreza SUCESSOSDA MODANA REDE Fotos: Reproduçãolojas de rua Marcela Beltrão Triya.com.br A loja foi aberta em janeiro com expectativa de faturar R$ 600 mil no primeiro ano. “Batemos a meta em seis meses”, diz Phelipe Hamoui. O maior sucesso é uma calça de couro, por R$ 1 mil. “Vendemos 30 só na pré-venda. E agora é chegar e esgotar. E olha que a Triya é uma grife de praia!” Reed Hastings fundou a Netflix em 1997 como um serviço de aluguel de DVDs pelo correio Americana Netflix FarmRio.com.br chega ao país atraída pelo potencial da web No início do ano, na fase de testes, que durou 45 dias, a marca bateu R$ 1 milhão em vendas. Assim, a loja virtual atingiu o posto de unidade mais lucrativa dentre as 35 lojas da marca. A meta agora é chegar, Conteúdo pode ser acessado por computador, videogame e TVs conectadas em dois anos, a R$ 3 milhões em da Samsung. Principal desafio para tornar o serviço popular é a pirataria vendas por mês, além de expandir o negócio e incluir a venda de eletroeletrônicos e móveis. Carolina Pereira que o serviço tenha no Brasil o cpereira@brasileconomico.com.br PREÇO mesmo êxito que nos Estados Unidos e Canadá. A pirataria é O mais popular serviço de assi- natura on-line de filmes e sé- R$ 14,99 um deles, mas Hastings toma o mercado canadense como exem- ries dos Estados Unidos come- é o valor da assinatura mensal plo bem-sucedido de luta con- çou a atuar ontem no Brasil. A da Netflix no Brasil. Na tra o mercado ilegal. americana Netflix anunciou o Netmovies, o preço é R$ 9,99. De acordo com o executivo, serviço de aluguel de vídeos on- no Canadá o site da Netflix ultra- line no país ao preço mensal de CLIENTES passou, no mês passado, a au- R$ 14,99. O conteúdo pode ser diência do site Bit Torrent, o Mariana Penteado Sergiok.com.br acessado pelo computador e consoles de videogame como 25 milhões mais popular para compartilha- mento on-line de arquivos e do- e Li Camargo, Aberta há três meses com a Wii e PS2 e PS3, além de TVs co- é o total de assinantes wnload de conteúdo pirata. Has- do The Boutique expectativa de receita de R$ 50 nectadas da Samsung. do serviço nos Estados tings afirma que a estratégia pa- mil ao mês a loja virtual está A Netflix é um exemplo da Unidos e Canadá. ra driblar a pirataria é baseada no patamar de R$ 300 mil. Com evolução do comércio eletrôni- no preço e no oferecimento de 11 lojas, Sergio Kamalian diz co. O fundador da companhia, PARCERIA conteúdo ilimitado, com um que a virtual já supera três lojas Reed Hastings, começou a em- mês gratuito para que os brasilei- Samsung Divulgação físicas em faturamento. Camisetas presa em 1997 como um serviço ros conheçam o serviço. representam 30% das vendas. de aluguel de DVDs pelo cor- A nacional Netmovies, po- reio e expandiu o serviço para a é a primeira fabricante de TV a rém, já pratica um preço infe- internet, com a locação de fil- oferecer o aplicativo da Netflix rior ao da Netflix, que é R$ 9,99 Evilasio mes e séries em formato digi- em seus aparelhos no país. para o conteúdo digital (a em- Miranda tal, atingindo 25 milhões ds assi- presa também oferece aluguel Diretor executivo nantes nos Estados Unidos e Ca- de DVDs e blu rays). Hastings da Abest nadá. A empresa chega ao Bra- pretende usar o relacionamento sil de olho na expansão das com- global da empresa com estúdios “O estilista com bom pras on-line por aqui. e fabricantes de produtos conec- relacionamento comercial Hastings, que esteve ontem tados para driblar a concorrên- com os EUA sabe negociar no país, chama o Brasil de sua cia local. “Em cinco anos todas com o mundo inteiro. “primeira grande empreitada in- as TVs disponíveis terão cone- Os EUA são muito exigentes ternacional”, e conta com par- xão à internet, e o aplicativo da em termos de prazo de Richards cerias locais de fornecimento Netflix estará lá”, projeta. entrega e padronização” Veterana da internet, a Richards de conteúdo para impulsionar o A primeira fabricante a anun- abriu o e-commerce em 2004 e serviço. A primeira delas foi fe- ciar a parceria com a Netflix no desde então o faturamento dobra chada com a Band, e já há nego- Brasil foi a Samsung. Até novem- a cada ano. “A loja on-line é uma ciações com a Globo para o ofe- bro, estará disponível também das cinco que mais vendem entre recimento de telenovelas, de em tablets e smartphones com as 80 lojas”, diz Fabio Nijs, diretor acordo com o fundador. o sistema operacional Android de novas mídias, que assim como A empresa, no entanto, en- e “em alguns meses”, para os a Triya anuncia no Facebook. frentará alguns desafios para dispositivos da Apple. I Fonte: Brasil Econômico, São Paulo, 6, 7 set. 2011, Primeiro Caderno, p. 4-9.

×