Anuário farmacêutico 2015 - Roberto Nascimento

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Anuário farmacêutico 2015 - Roberto Nascimento

  1. 1. ANUÁRIO Farmacêutico 2015
  2. 2. EÚNJUNIURA patria em Ed Erescimentd dd PIB devera Fechar em 11,11%, d mais daixd resuitadd desde ? W119 and da crise internacional. Para EU15, ecdndmistas acreditam due dae iiave : e j' ÍEE saitd, cdm expectativa de crescimento ria casa de e, em 2013, com a taxa de expansão do Produto Inter- no Bruto (PIB) de 2,3%, o Brasil subiu 20 posições no ranking de crescimento eco- nômico do Fundo Monetá- rio Internacional (FMI), li- cando à frente de países, como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha e México, em 2014, a balança se inverteu. iiii idaiiizii, de Víililliliii Com uma das menores taxas de crescimento da economia entre os países do G20, estimada entre 0,2% e 0,3% pelo mercado e 0,5% pelo governo (o pior resultado des- de 2009, quando o PIB teve retra- ção de 0,33%), o País despencou 12 posições no ranking de elevação do PIB de outra instituição, a Austin Rating. De acordo com a agência, o Brasil ficou em 36° lugar - pe- núltima posição - entre m 37 paí- ses que apresentaram o~ resultados do PIB no 2° trimestre d: : 2014. Se as previsões se connrmarem, o PIB deve fechar 2014 cm RS 4,9 tri- lhões (aproximadamente CSS 2 tri- lhões), mantendo a sétima posição entre as maiores economias globais. Em 2011, o Brasil chegou ao sexto posto ao ultrapassar o Reino Unido. Já a entrada de Investimentos Es- FOTDS: SHUTTERSTOCK
  3. 3. trangeiros Diretos (IED) somou USS 66 bilhões em 2014 (12 meses até outubro), mesmo patamar pre- visto para 2015. O resultado parcial fez com que o Brasil caísse da quarta para a quinta posição no ranking de IED, segundo relatório da Unctad, a agência da Organização das Na- ções Unidas (ONU) para o Comér- cio e Desenvolvimento. Em que pese o Brasil ter sobre- vivido, de forma razoável, a duas grandes crises financeiras no ce- nário internacional - a de 2008 e 2009, que teve como ator principal os Estados Unidos e, entre 2011 e 2013, tendo a Europa como prota- gonista, no último ano, o País se viu envolvido em uma tempestade de dados negativos. E se as notícias não são boas para o PIB, a expecta- tiva do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 avançou de 6,4% para 6,43%, colocando a inflação muito próxima do teto da meta, de 6,5%. Mesmo o governo, sempre mais otimista, reviu suas previsões de crescimento do PIB de 0,9% para 0,5% e de inflação para 6,45%, patamar acima do registrado em 2013, que ficou em 5,91%. Vale lembrar que, em abril de 2013, quando divulgou a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014, o governo previa cresci- mento de 4,5% para o PIB de 2014. Já o Banco Central acredita que a economia deva crescer perto de 0,7°/ o em 2014, mas este valor não considera o relatório de inflação do quarto bimestre. Em relação às suas contas, o governo prevê superávit primário (a economia para pagar juros da divida pública) de R$ 10,1 bilhões para 2014. Originalmente, a meta era de R$ 116,07 bilhões e o abatimento máximo previsto em gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e em deso- nerações atingia R$ 67 bilhões. Para se atingir o novo valor, foi necessário enviar projeto ao Con- gresso que autoriza abater R$ 106 bilhões do PAC e das desonerações tributárias implementadas ao longo do ano. As despesas do PAC soma- ram, até setembro de 2014, R$ 47,2 bilhões e o impacto das desonera- ções feitas no mesmo período to- talizaram R$ 75,7 bilhões. De boa notícia mesmo no último ano, ape- nas a taxa de desemprego, de 4,9%, uma das mais baixas desde que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a sé- rie histórica. : H1 llÍzÍím 'H *Iii* Para 2015, o governo baixou de 3% para 2% a estimativa de cresci- mento do PIB e considera uma in- flação de 6,1%, ante uma análise _anterior que previa alta de 5%. já o mercado acredita em crescimen- to do PIB entre 0,8% e 1%. Segun- do o relatório de receitas e despe- sas do orçamento do governo en- viado ao Congresso Nacional, as projeções de crescimento do PIB de 2014 e 2015 foram revistas de- vido “à deterioração do cenário in- ternacional nos últimos meses, com menor perspectiva de crescimen- to das principais economias, à ele- vada volatilidade nos mercados fi- nanceiros mundiais, com projeção de elevação da taxa de juros e ain- da pela possibilidade de deflação na Área do Euro". No relatório, o governo ressalta “o compromisso com o controle da inflação, que tem orientado as de- cisões de politica monetária, com aumento da taxa básica de juros do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) que conduzirá o IPCA a um menor patamar de in- flação em 2015”. No fim de outubro de 2014, o Comitê de Politica Mo- netária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a Selic para 11,25% ao ano, com o mercado apostando que feche o ano em 11,5%. Para 2015, a previsão é de que a taxa anual atinja 12%. Segun- do o professor do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), Evdidcad dd PIB drasiieird IEBBB - BBB1 PIB (TRILHÕES) R$ 4.860* POSIÇÃO NA ECONOMIA GLOBAL VARIAÇÃO *Estimativa Ministério do Planejamento Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE)
  4. 4. Produto Interno Bruto (lllll) cresce 5,7% L' : I geração de entpregos lute tetortlt' no :11H), L'I1l]li. l1l1(i; l inllngnn tumegd (l (lL'S:1(('lC1'álf K' f) real _tgzinlm Íortn frente ; Io dólar. Segundo . Inalisins. o Pais entra em um período de “ciclo virtuoso» de cresci Inento. r fa. ..” , ._. ç 7%. ... , r. Iurox ttIIneeaIII lenIuInt-Int' . I mir. lll li t resee ÂÀUWI e o País ; nInlIn tres posicótw no lLIlI/ f-HI( etoitôtttieo IIIIIIIdiJl, lit; IIItlt› nn i0" posicao. "IÉ um» . WIKI. ¡nuultmuurtrulc new. rxouúuuullne ¡Iu-Iunrflnnnl nun nnnnnnutííhnnr: a cultu- . v-, It-oçi» nn u- Mp0 &garantam; ato »nã-hu 'lunnnkfionutc o . I-uu' lnufunêfhflo. àÍIfadll 'Cl' IIÍVICK ¡l-: n-*i-III-Jlnek u. nauíitv-u . o aumentou knew: - "IUUAMIIIM uh. ànzj-II-Inevfcn uu um: : “hu-nun â'“? _. . “In ¡nurcnlc u. cia-mw. cult-m'. n utcíln : :hm-In u, duran tl- W-[IÍÍMI IP. iúmniiír. . r állrollliiliiu "instaurar-Ita alergia" ntn-atuimuumt ¡IílefhIcko-doiuwe ajIt-Iiinmciowinutdo dia ¡uttt-«ñflcstavltnx a hn illiliñ o ¡Iíitíioi nim : nen-I amu : afinar a «remota 'WHA (mais m q-Iunnro-cko-IÊIIMI-éio-oi: Inicio». um» Illlnwdílsià untolhñihm Iiilll» pnatct-Ioir-Ialr-te. Rataum* “hnqniunnlunmo, o : Ir-ami atenuar-lc): ¡lllilllkltflllltelhltnltr e: .munuts-enúvzos . Icgotanuutcineuñvlidku "illliliüâw v II*- 'tuwanítuntünttm . em 1mm ¡sua! sutil* IiIIIInWOAVQJ1IHIU|3ÍÍKIL ÍIÍÍCWHHIO nn. _llíoiditsío~cis 'teliufwlfl : Miau u IEILHL-¡tetnlm «mami iii-mta ow 3' I dimmpxoxügrítw ou guilda; unlmtuhxll
  5. 5. any-menu n: Ruan-inu- '› lcúiiuc Iammw : :matter ev atctoluouníks a 3112014 elaine: oumhchk ; mw *than-ih* o «nummu 1mm ÊIuUIúiÍÍ-Ílon* ñumíh 'nm o- «uam-hormona Pau: : _onliulaüm meu : t: u: amar lion: : Io numa-c: IR¡ ' u: &Ignlgc MIL* ÕIIIIHI5HIIÍÕINX : Iüuân-lux da ? num anima» cinta» Ind# 90m¡ “insana mmünlho ; num : um cume »mam ommchali ' l: him: humana. ai¡ Simtvííl (draw. Ímhe¡ Ímn Âliú 'h 5d. ?num 'u o gnugxc i'm: 2' _nnlÍuüc : nun: alí-u» e uüuavuak dio mam-iu 2.51' na ¡teumfonuunv em» kWh hnul ¡q-: íkiue a uniu¡ next: u. «H-«úvflnnarlns an "lã -m “All : num “W”. . gcudir: um# nun'. ouxíizíut nu «rafting ; Atom-J . l o "' : Àuogmuuuo o nlnnulo 'Am . u nte gnu-ut mnmbím. , -. um: :ahh: n_ hum. ch : human kun-mw¡ el¡ . fI-¡Iúcmáic . . ola. ?unuónhz ãh-¡Ílcç unir: ; . mm no HMHÍ¡ : me rxonnuonà-. r e luníkurgàc. nlñkl' ¡l-Rtnallv. . o guuauu nl-lnw. 't u ¡mui! naun. mnmnçg-íhox mu: 'uniu' e gp »uk ai: nom-uk cuuaíunnn. 'f-antuiu-. w ; nu-much ÃWÍ "Í ¡)Í| ¡I¡H: . w. númhtãrgz4o a nlníln w! vlkuôníe ou nun-gnu ÊNxIaxv-«ílco ulllluhel. LMÍMIEÇIIÍI QI; uniu/ d'un - Hdzàtwfllllvvlollo u: :Mun: eu elite. um e ¡ut-axftu um: - : kun-m . .num JI= ."HI n. lnuu . ›. o . ¡áchu "cú. qvuuin n n n: lu-. ll-'âll no : :rnfvluz I u" . 14| IÍ| II4I_I)›. N$'? « c haha lnmo. _y “ ; x ff a 'às Km# PIB (FUSÇC . xpuaus | “í›. TVk-smu ; Lssinh n clcsclxx¡›rcgo ; Iplwxvllld FULUIIÍL' ÍC baixa c os snhírinx, do nha. 'linux Selic kI). '_L'_()ll Í¡ sua mínima históric: l r 7.. Z3“l'í›.1›:11's uni unm pnxígñn nn ranking lnundiul: Hmcn17", A infhçao Hum . nin¡: u1;11¡1cl; uÍL 4,3“wu. fbch;1¡nl<v n . mo com ÉfJNÉh, (Íum .1 mclhum da U("()I)()II1Í: l . nnc| '¡c;1n;1, o dóhr w mÍuri/ ,unl I-"¡. (›'l"i› Hcnlc . no rcnl, ¡wzlxsundn da' R3 Í. .U= ”Í (dc/ J l Z) para R5 . ÍÀ-/ I (JUL/ LH. _Li ; l luhuux¡ (OHYÇIIÍHÍ registra u pior cíusunupcnlxo um | Ín1no. s:ns; ¡klo ¡vnsilivn caiu da' [JSÍE 19,4 Inilhócs um 2012 ¡wam M555 2.6 billxücs un 2015. País nunlún¡ a 7” hnsigx1o no : :In/ cmg gíolml.
  6. 6. EBNJBNIBHA Leonardo Doro Pires, o País preci- sa reforçar o controle da inflação, não apenas por meio dos juros, mas também com um controle de gas- tos. Esse fato não ocorreu em 2014, um ano eleitoral, em que os gover- nos costumam abrir os cofres. "Os dados sobre a inflação são preocupantes, com o índice muito próximo ao teto da meta (6,5°/ o), que pode ser creditado ao aumen- to dos gastos públicos no Brasil. Mesmo diante desse fato, existe a esperança de que os preços sejam controlados pela queda da ativida- de econômica e pela manutenção de uma taxa Selic elevada”, reve- la Pires, ressalvando, contudo, que se prevê, para 2015, uma inflação mais alta que a de 2014. "Impactos mais fortes do aumento dos preços administrados e a taxa de câmbio são os dois principais fatores que levam a crer em um cenário infla- cionário elevado. " Para o presidente do Conselho do Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Insti- tuto de Administração (FIA) e do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), professor Cláudio Felisoni de Angelo, as condições para cresci- mento da economia brasileira dos úl- timos anos foram dadas pela estabi- lização do Plano Real, passando pela redistribuição de renda e chegando ao estímulo ao consumo durante a crise de 2008/2009, Porém, a con- tinuidade dos incentivos ao consu- mo não tem mais apresentado o re- sultado esperado, ao passo que au- mentam os gastos governamentais, comprometendo o equilibrio fiscal e causando consequentemente a fuga de investidores. “A diferença entre o medicamen- to e o veneno e' a dose. No caso dos estímulos ao consumo, se ajudaram o Pais a enfrentar o ápice da crise global, hoje se tornaram um far- do para o Estado brasileiro", afir- ma o professor. "Investimento e' o que cria capacidade de crescimen- to sustentável. Incentivo ao consu- mo, desoneração fiscal pontual, re- dução forçada de juros patrocina- da pelos bancos públicos são palia- tivos", completa Felisoni, lembran- do que as inconstâncias da políti- ca econômica, que ora acelera ora pisa no freio, geram instabilidade. “Essa situação cria insegurança no empresário, travando os orçamen- tos das empresas”, afirma. Aliiiiiiríiáítlt? [iiiíjiiíiiiíitii Desarranjo das contas públicas, inflação elevada, persistência dos efeitos das crises internacionais, so- mados à seca sem precedentes no maior centro produtor e consumi- dor do País e um ambiente político efervescente por conta das eleições, sem contar os tradicionais gargalos brasileiros - problemas na infraes- trutura e logística, exportações em baixa - além de reduzir as expec- tativas de crescimento para o País, atingiram o humor dos empresários. O Índice de Confiança do Empre- sário Industrial (ICEI) é o mais bai- xo desde 1999: caiu para 44,8 pon- tos em novembro último. O valor é um ponto menor que o registrado em outubro de 2014 e 12,3 pontos infe- rior à média histórica, de 57,1 pon- tos. Nas médias empresas, o indica- dor ficou em 43,7 pontos; nas gran- des, em 45,4 pontos; e nas pequenas, caiu para 44,6 pontos. A falta de con- fiança é maior na indústria, segmen- to em que o ICEI ficou em 44,3 pon- tos em novembro de 2014, valor 9,1 pontos menor do que o registrado no mesmo mês de 2013. Uma nova equipe econômica mais alinhada com o mercado pode ser uma injeção de ânimo para o empresariado, sobretudo às gran- des companhias, avaliam os analis- tas. A nomeação de Joaquim Levy, ex-secretário do Tesouro Nacional, para o Ministério da Fazenda, com Nelson Barbosa no Planejamen- to e a manutenção de Alexandre Tombiní no Banco Central, cria a expectativa de que o novo governo da presidente Dilma será menos he- terodoxo na economia e está preo- cupado com o ambiente de negó- cios no País. Contudo, muitos do partido, in- clusive o ex-presidente Lula, veem essa guinada ao mercado como uma questão de sobrevivência, uma vez que sem crescimento não há recur- iaxa de desemprega no Brasil [EBBB-EBB] ANO (%) 2000 1 2.0 2001 1 2 ,1 2002 1 2,6 2003 1 2,4 2004 1 1 ,5 2005 9.9 2006 1 0,0 2007 9,3 2005 7.9 _V 2009 8,1 2010 6,7 201 1 6.0 201 2 5,5 2013 5,4 2014 4,9* *Estimativa Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
  7. 7. ttnntnt I1HH onn na F 1 nn3onnnnn“nne no 5%, iotttncrcooo tnnnttnn croccnnento 11Btnnrn11H%, c 1% ilí 1 sos para expansão dos programas sociais e investimentos necessários em infraestrutura. “Será um desafio ter políticas que simultaneamente agradem a dife- rentes plateias, como a classe mé- dia e os mais pobres, os bancos e os mercados. O novo ministro terá de ter uma agenda importante de relações públicas” afirmou em en- trevista recente o especialista britâ- nico em economia brasileira e di- retor da London School of Econo- mics, Craig Calhoun. "Para ter re- cursos para o Bolsa Família e ou- tros programas de redistribuição de renda, é preciso dinheiro. Para pa- gar essas politicas, o crescimento econômico é importante. ” “Governo sério reduziria gastos nos primeiros anos e um alto pa- tamar de taxa de juros é o que se espera”, crava o consultor do Ins- tituto MVC e professor do De- partamento de Contabilidade e Atuaria da Faculdade de Econo- mia, Administração e Contabili- dade da Universidade de São Paulo (USP), Fábio Frezatti, que mesmo assim prevê dificuldades para a nova equipe da presidente Dilma. itnttPB15,o oovorno nonoo oe L"% nero B%, ttnstnnoBvo oe tteccnnenntoo11Bt3consmero ocon no B1“_, onte nrev Ei "O governo terá dificuldades com o Congresso, principalmente se o tom do diálogo continuar da for- ma como a oposição acena. ” Sendo assim, segundo o consul- tor, espera-se um primeiro semes- tre com acomodações em termos de empresas despreparadas para cres- cer e impacto das variáveis ma- crointernacionais. ã o professor_ da ESPMWe dirgtor da FogLÇgn- ãoria, Roberto_ N_ Oliveira, acredita que, apesar do ce- nário negativo, o empresario é por excelência um otimista. “Em que pese a inércia de 2014, a falta de foco do governo e as incertezas pro- vocadas ao longo do ano, a previ- são é de que 2015 seja melhor. Ha- verá dificuldades ainda, mas se pre- vê um ensaio de retomada, princi- palmente para as pequenas e me'- dia empresas, que ganharam espa- ço mesmo com a crise. Talvez para as grandes corporações, o ano seja mais difícil. " O professor da Faculdade de En- genharia de São Paulo (Fesp-SP) e da Faculdade de Engenharia Indus- trial (FEI), Paulo Niccoli Ramirez, faz coro em relação ao desempenho 7'. . É tr xài, f- . t' j. . das pequenas e médias empresas. "Esse grupo de firmas, principal- mente as que atuam no setor de ser- viços, não sofreu tanto com a osci- lação da economia. E um segmen- to mais dinâmico, que consegue se adaptar melhor às circunstâncias”, diz, destacando ainda que ha' cer- to alarmismo quanto à economia. "A inflação pode estar um pouco mais alta, mas não está descontro- lada, enquanto as taxas de juros, apesar de elevadas, são as mais bai- xas em 15 anos. Pode-se dizer que o País vive o pleno emprego e a ren- da não caiu. Temos de estar aten- tos aos dados macroeconômicos, mas é preciso relativizar as coisas. O País não está um caos como al- guns apregoam. Temos um merca- do consumidor robusto que interes- sa às empresas”, adiciona Ramirez. "Seguir a receita ortodoxa liberal não significa necessariamente cres- cimento ou segurança econômica. É só ver o caso atual da Europa. Os Estados Unidos durante 50 anos não tiveram nenhuma crise, até a Era Reagan, de abertura extrema da economia, culminando na forte crise de 2008”, completa. II

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