Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia
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  1. 1. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARANHA DE ÁGUA DISCIPLINA: LITERATURA PROFESSORA: MONIQUE DA SILVA Prendeu o corpo ao silêncio. Saltou. GÊNEROS LITERÁRIOS A aranha erra, às vezes, A literatura é arte que se manifesta pela palavra, o alvo que sonhou. seja ela falada ou escrita. Quanto à forma, o texto pode Todo se desfia. apresentar-se em prosa ou verso. Quanto ao conteúdo, Mais que planta de prédio, era fria. estrutura e, segundo os clássicos, conforme a “maneira de Com mais patas que alma. imitação”, podemos enquadrar as obras literárias em três s E dedos de vento, seus fios. gêneros: Com calma se arma de morte. • Lírico – é certo tipo de texto no qual o eu Aranha escapa de si lírico (a voz que fala no poema, que nem sempre é Por um fio. a do autor) exprime suas emoções, idéias e De cada desafio alimenta-se. se. impressões em face do mundo exterior. Mas sua alma calculada Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª É toda aérea. pessoa e há o predomínio da função emotiva da ssoa Ela, chuva no vidro linguagem. E líquidas suas ligas. Águas lhe dão garras à vida. Nada ficou no lugar Eu quero quebrar essas chícaras GUIMARAES, Edmar. Caderno. Poesia. Goiânia: Kelps, Eu vou enganar o diabo 2005. p. 37. Eu quero acordar sua família Eu vou escrever no seu muro Pode-se verificar no poema a interferência da forma se E violentar o seu gosto narrativa no gênero lírico. Dos efeitos poéticos construídos (Adriana Calcanhoto) no texto, o que indica mais efi eficazmente essa interferência é • Dramático – trata-se do texto escrito para se a) a mudança de tempo e ação na 1ª estrofe. ser encenado no teatro. b) o verso livre e a pontuação regular. Corregedor – Ó arrais dos gloriosos, c) a visão das coisas sob um ponto de vista afastado. passai-nos neste batel! d) a unidade de espaço fragmentado na visão do poeta. Anjo – Oh, pragas pera papel pera as almas odiosos! (UERJ) Com base no texto aba ) abaixo, responda às questões de Como vindes preciosos, números 1 e 2. sendo filhos da ciência! Corregedor – Oh, habetatis, clemência I e passai-nos como vossos! Parvo – Hou, homem dos breviários, "O GERENTE — Este hotel está na berra! rapinastis coelhorum Jamais houve nesta terra et pernis perdigotorum Um hotel assim mais tal! e mijais nos campanários! Toda a gente, meus senhores, (“Auto da barca do inferno” - Gil Vicente) Toda a gente ao vê-lo diz: Que os não há superiores • É pico – nesse gênero há a presença de um Na cidade de Paris! narrador que fundamentalmente conta a história ador Que belo hotel excepcional passada de terceiros. Isso implica certo O Grande Hotel da Capital distanciamento entre o narrador e o assunto tratado. Federal! São geralmente losngos e narram histórias de um CORO — Que belo hotel excepcional, etc...." povo ou uma nação, envolvendo aventuras, guerras, viagens, gestos históricos, etc. Exemplos: ricos, II Ilíada, de Homero; Os Lusíadas, de Luís de , Camões. "O GERENTE — Nesta casa não é raro Protestar algum freguês: EXERCÍCIOS Coisa é muito natural! Acha bom, mas acha caro 1. (UEG-2006) Quando chega o fim do mês. Por ser bom precisamente, Literatura 1
  2. 2. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular Se o freguês é do bom-tom 4. (PRISE/UEPA-2006) Assinale a alternativa que indica 2006) Vai dizendo a toda a gente corretamente os gêneros literários dos textos abaixo Que isto é caro mas é bom. relacionados, na seqüência em que estão dispostos: Que belo hotel excepcional! O Grande Hotel da Capital I- “O Dr. Mamede, o mais ilustre e o mais eminente dos Federal! alienistas, havia pedido a três de seus colegas e a quatro CORO — Que belo hotel excepcional, etc...." sábios que se ocupavam de ciências naturais, que viessem passar uma hora na casa de saúde por ele “O GERENTE (Aos criados) — Vamos! Vamos! Aviem Aviem- dirigida para que lhes pudesse mostrar um de seus se! Tomem as malas e encaminhem estes senhores! pacientes.” Mexam-se! Mexam-se!... (Vozerio. Os hóspedes pedem (Guy de Maupassant) quarto, banhos, etc.... Os criados respondem. Tomam as malas, saem todos, uns pela escadaria, outros pela direita direita.) II- Todas as noites o sono nos atira da beira de um cais E ficamos repousando no fundo do mar. Cena II O mar onde tudo recomeça... "O GERENTE, depois, FIGUEIREDO Onde tudo se refaz... Até que, um dia, nós criaremos asas. O GERENTE (Só.) — Não há mãos a medir! Pudera! Se E andaremos no ar como se anda na terra. nunca houve no Rio de Janeiro um Hotel assim! Serviço (Mário Quintana) elétrico de primeira ordem! Cozinha esplêndida, música de câmara durante as refeições da mesa redonda! Um relórelógio III- Oh! Que famintos beijos na floresta! pneumático em cada aposento! Banhos frios e quentes, E que mimoso choro que soava! duchas, sala de natação, ginástica e massagem! Grande Que afagos tão suaves, que ira honesta, salão com um plafond pintado pelos nossos primeiros Que em risinhos alegres se tornava! artistas! Enfim, uma verdadeira novidade! — Antes de nos O que mais passam na manhã e na sesta, estabelecermos aqui, era uma vergonha! Havia hotéis em tabelecermos Que Vênus com prazeres inflamava, São Paulo superiores aos melhores do Rio de Janeiro! Mas Melhor é experimentá-lo que julgá lo julgá-lo; em boa hora foi organizada a Companhia do Grande Hotel Mas julgue-o quem não pode experimentá o experimentá-lo. da Capital Federal, que dotou esta cidade com um (Luiz de Camões) melhoramento tão reclamado! E o caso é que a empresa está dando ótimos dividendos e as ações andam por IV- Velha: E o lavrar, Isabel? , empenhos! (Figueiredo aparece no topo da escada e Isabel: Faz a moça mui mal feita, começa a descer.) Ali vem o Figueiredo. Aquele é o corcovada, contrafeita, verdadeiro tipo do carioca: nunca está satisfeito. Aposto de feição de meio anel anel; que vem fazer alguma reclamação." e faz muito mau carão, e mau costume d’olhar. AZEVEDO, Arthur. A Capital Federal . Rio de Janeiro: Velha: Hui! Pois jeita-te ao fiar te Serviço Nacional de Teatro, 1972. Estopa ou linho ou algodão; Ou tecer, se vem à mão. 2. (Uerj) A Capital Federal, peça escrita por Arthur , Isabel: Isso é pior que lavrar. Azevedo e encenada com sucesso até hoje, retrata o Rio de (Mário Quintana) Janeiro no fim do século XIX. a) Narrativo – Épico – Lírico – Dramático. a) O texto demonstra como já circulavam amplamente no o b) Dramático – Lírico – Épico – Narrativo Rio de Janeiro comparações com modelos estrangeiros de c) Narrativo – Lírico – Épico – Dramático modernidade. Transcreva dois versos que confirmem esta d) Dramático – Épico – Narrativo – Lírico afirmativa. e) Épico – Dramático – Narrativo – Lírico b) Transcreva do texto duas frases completas em que o progresso técnico e o conforto são apresentados c como FIGURAS DE LINGUAGEM qualidades simultâneas do Grande Hotel. As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para 3. (Uerj) O texto I faz parte de uma peça de teatro, forma valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É de expressão que se destacou na captação das imagens de um recurso lingüístico para expressar experiências comuns um Rio de Janeiro que se modernizava no início do século de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade XX. ou poeticidade ao discurso. Aponte o gênero de composição em que se enquadra esse texto e um aspecto característico desse gênero. As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A Literatura 2
  3. 3. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular palavra empregada em sentido figurado, não denotativo, não- presidem às relações de dependência ou interdependência e passa a pertencer a outro campo de significação, mais de ordem das palavras na frase. Ensina Ensina-nos, entretanto, que amplo e criativo. aqueles aspectos lógicos e gerais não são exclusivos; ocasionalmente, outros fatores podem influir e, em função Diz respeito às formas conotativas das palavras. Recria, deles, a concordância, a regência ou a colocação (planos egência altera e enfatiza o significado institucionalizado delas. em que se faz o estudo da estrutura da frase) apresentam apresentam-se, às vezes, alteradas. Tais alterações denominam figuras denominam-se A divisão das figuras de linguagem (em figuras de de construção também chamadas de figuras sintáticas palavras, figuras de pensamentos, figuras de construção e ras, figuras sonoras) segue um critério didático e por isso pode Elipse haver classificações diferentes se procurado em vários autores. A expressão Figuras de Estilo foi criada para uni uni- Omissão de um termo ou expressão facilmente las num todo, sem divisão alguma. subentendida. Casos mais comuns: I. Figuras sonoras Ex: "No mar, tanta tormenta e tanto dano." Aliteração Zeugma Repetição de sons consonantais (consoantes). Omissão de um termo que já apareceu antes. Utilizada, sobretudo, nas orações comparativas. Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características marcantes do Simbolismo, assim como a Ex: "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O sinestesia. meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes Hipérbato / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza) Alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das orações no período. São determinadas por Assonância ênfase e podem até gerar anacolutos. rar Repetição dos mesmos sons vocálicos. Ex: Morreu o presidente. Ex: - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato Pleonasmo democrático do litoral." (Caetano Veloso) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de Repetição de um termo já expresso, com objetivo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa) enfatizar a idéia. Paranomásia Ex: Vi com meus próprios olhos. Ao pobre não lhe devo. É o emprego de palavras parônimas (sons parecidos). Assíndeto Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva leva-nos às primícias" (Padre Antonio Vieira) Ausência de conectivos de ligação, assim atribu maior atribui rapidez ao texto. Ocorre muito nas orações coordenadas. Onomatopéia Ex: "Não sopra o vento; não gemem as vagas; não Criação de uma palavra para imitar um som murmuram os rios." Ex: "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois Polissíndeto dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem- m Repetição de conectivos na ligação entre elementos da nhem-nhem-nhem-nhem..." (Cecília Meireles) ..." frase ou do período. II. Figuras de sintaxe Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. A gramática normativa, partindo de aspectos lógicos e "E sob as ondas ritmadas / e sob as nuvens e os gerais observados na língua culta, aponta princípios que ventos / e sob as pontes e sob o sarcasmo / e sob a Literatura 3
  4. 4. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de Catacrese Andrade) Uso impróprio de uma palavra ou expressão, por Anacoluto esquecimento ou na ausência de termo específico. Termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Ex.: "Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozelo se Normalmente, inicia-se uma determinada construção se inchado." sintática e depois se opta por outra. Metonímia Ex: Minha vida, tudo não passa de alguns anos sem importância. Substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles associação de significado. Anáfora Ex: Ler Jorge Amado (autor pela obra - livro) Repetição de uma mesma palavra no início de versos ou io Ir ao barbeiro (o possuidor pelo possuído, ou vice vice- frases. versa - barbearia) Bebi dois copos de leite (continente pelo conteúdo - e Ex: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha leite) a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por favor." Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) (Chico Buarque) Antonomásia, perífrase Silepse Substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro ou É a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita. por uma expressão que facilmente o identifique. Fusão Existem três tipos: entre nome e seu aposto. a) de gênero: São Paulo continua poluída (= a cidade ro: Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei de São Paulo). das selvas = o leão b) de número: O casal não veio, estavam ocupados. c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas. Sinestesia Antecipação Interpenetração sensorial, fundindo dois sentidos ou fundindo-se mais (olfato, visão, audição, gustação e tato). Antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar anacoluto. Ex.: "Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava ... / Na dolência velada das sonatas / Ex.: Joana creio que veio aqui hoje. Como um perfume a tudo perfumava. / Era um som feito O tempo parece que vai piorar. luz, eram volatas / Em lânguida espiral que iluminava / Brancas sonoridades de cascatas ... / Tanta harmonia III. Figuras de palavras melancolizava." (Cruz e Souza) Comparação Anadiplose Consiste em aproximar dois seres pela sua semelhança, de É a repetição de palavra ou expressão de fim de um modo que as características de uma sejam atribuídas a membro de frase no começo de outro membro de frase. outro; usando conectivos. Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que Ex.: Lívia é linda como sua mãe. amargamente condena os motivos dados." "Pede-se aos senhores a aplicação da justiça. Justiça se Metáfora que outra coisa não é senão a razão do Direito." Emprego de palavras fora do seu sentido normal, por IV. Figuras de pensamento analogia. É um tipo de comparação implícita, sem termo comparativo. Antítese Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo. Aproximação de termos ou frases que se opõem pelo u "Veja bem, nosso caso / É uma porta entreaberta." sentido. (Luís Gonzaga Junior) Literatura 4
  5. 5. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular Ex: "Onde queres prazer sou o que dói, Nos exercícios de número 1 a 21, faça a associação de E onde queres tortura, mansidão acordo com o seguinte código: Onde queres um lar, revolução E onde queres bandido sou herói.” (Caetano Veloso) a) elipse g) anacoluto Eu sou velho, você é moço. b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número Paradoxo d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora Ocorre na exposição contraditória de idéias É uma verdade f) hipérbato enunciada com aparência de mentira. 1. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco Ex: “O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa) dados aos jardins públicos.”(Machado de "Eu sou um velho moço." Assis) “Amor é fogo que arde sem se ver; 2. ( ) “Aquela mina de ouro, ele não ia É ferida que dói e não se sente; deixar que outras espertas botassem as mãos.” É um contentamento descontente; (José Lins do Rego) É dor que desatina sem doer” (Camões) 3. ( ) “Este prefácio apesar de interessante, prefácio, inútil.” (Mário Andrade) Eufemismo 4. ( ) “Era véspera de Natal, as horas passavam, ele devia de querer estar ao lado de Consiste em "suavizar" alguma idéia desagradável. izar" lá-Dijina, em sua casa deles dois, da outra Dijina, banda, na Lapa-Laje.” (Guimarães Rosa) Laje.” Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), 5. ( ) “Em volta: leões deitados, pombas Você não foi feliz nos exames. (foi reprovado) voando, ramalhetes de flores com laços de fitas, o Zé-Povinho de chapéu erguido.” Povinho Hipérbole (Aníbal Machado) 6. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os Exagero de uma idéia com finalidade expressiva expressiva. esteios fumegantes, deslizavam melhor, a salvo, ou tinham mais invioláveis esconderijos, Ex: Estou morrendo de sede. os sertanejos emboscados. “ (Euclides da Ela é louca pelos filhos. Cunha) 7. ( ) V. Exa. está cansado? Ironia 8. ( ) “Caça, ninguém não pegava... (Mário Utilização de termo com sentido oposto ao original, de Andrade) obtendo-se, assim, valor irônico. 9. ( ) “Mas, me escute, a gente vamos chegar lá.”(Guimarães Rosa) Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta. 10. ( ) “Grande parte, porém, dos membros daquela assembléia estavam longe destas quela Gradação idéias.”(Alexandre Herculano) 11. ( ) “E brinquei, e dancei e fui Vestido de rei....”(Chico Buarque) Apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) 12. ( ) “Wilfredo foge. O horror vai com ele, ou descendente (anticlímax). inclemente. Foge, corre, e vacila, e tropeça e resvala, E levanta levanta-se, e foge Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não alucinadamente....”(Olavo Bilac) saiba, que eu não veja, que eu não conheça perfeitamente." 13. ( ) “Agachou “Agachou-se, atiçou o fogo, apanhou uma brasa com a colher, acendeu o cachimbo, Prosopopéia, personificação, animismo pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de se sarro.” (Graciliano Ramos) É a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres 14. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver irracionais e inanimados. assim.” (Antônio Olavo Pereira) o 15. ( ) “Coisa curiosa é gente velha. Como Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de comem!” (Aníbal Machado) aluguel ..." (Jõao Bosco / Aldir Blanc) 16. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.”(Martinho da Vila) Exercícios 17. ( ) “Rubião fez um gesto. Palha outro; mas quão diferentes.”( Machado de Assis) Literatura 5
  6. 6. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular 18. ( ) “Estava certo de que nunca jamais rto 30. ( ) “Por uma única janela envidraçada, ninguém saberia do meu crime.” (Aurélio entravam claridades cinzentas e surdas, sem Buarque de Holanda) sombras.” (Clarice Lispector) 19. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas.... / - Almas tristes, severas, resignadas, / De Relacione as figuras de som: guerreiros, de santos, de poetas. “ (Camilo Pessanha) a) aliteração 20. ( ) “Muita gente anda no mundo sem b) assonância saber pra quê: vivem porque vêem os outros c) paranomásia viverem.” (J. Simões Lopes Neto) d) onomatopéia 21. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. / Onde ela é como a água explodindo 31. ( ) “Leis perfeitos seus peitos direitos / me em convulsão/ Onde ela é como a terra olham assim / vomitando cólera / Onde ela é como a lua fino menino me inclino / parindo desilusão.” pro lado do sim / rapte-me adapte-me (Vinícius de Morais) capte-me coração.” me (Caetano Veloso) Nos exercícios de números 22 a 27, faça a 32. ( ) “Plunct, plact, zum, você não vai a associação de acordo com o seguinte código: lugar nenhum.” (Raul Seixas) 33. ( ) “Toda gente homenageia Januária na a) paradoxo b)eufemismo janela.” (Chico Buarque) c) hipérbole d) antítese 34. ( ) “Há um pinheiro estático e extático.” e) gradação (Rubem Braga) você é duro, José!” (Drummond) 22. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um 35. ( ) Rua dia. / Depois de luz, se segue a noite escura, / torta, Em tristes sombras morre a formosura/ Em Lua contínuas tristezas, a alegria.” morta. (Gregório de Matos) Tua 23. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que porta.” chorei na véspera e na manhã, somaria mais era (Cassiano Ricardo) que todas as vertidas desde Adão e Eva” (Machado de Assis) 36. ( ) “Do amor morto motor da saudade 24. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, (...) /toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Divindade do duro totem futuro total” Laet) (Caetano Veloso) 25. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) BARROCO 26. ( ) “Residem juntamente no teu peito / Um demônio que ruge e um deus que chora.” Contexto histórico: (Olavo Bilac) 27. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos • Reformas protestantes; de família, burra como uma porta: um amor.” • Contra-Reforma; Reforma; (Mário de Andrade) • Inquisição; • Ação jesuítica. Relacione as figuras de palavras: Principais características: a) sinestesia • Vocabulário selecionado; b) metáfora • gosto pelas inversões sintáticas; c) comparação • figuração excessiva, com ênfase em certas figuras de linguagem, como a metáfora, a antítese, 28. ( ) “Deixe em paz meu coração a hipérbole; Que ele é um pote até aqui de mágoa.” • gosto por construções complexas e raras; (Chico Buarque) • conflito espiritual; 29. ( ) “... como um lustro de seda dentro de um confuso montão de trapos de chita.” • consciência da efemeridade do tempo; (Raquel de Queirós) • carpe diem; • morbidez; Literatura 6
  7. 7. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular • gosto por raciocínios complexos. b) O soneto de Gregório de Matos emprega níveis de contrastantes. Transcreva uma expreessão da segunda Principais autores: estrofe e outra da primeira que comprevem essa afirmativa. 2. No mundo barroco predominam os contrastes. • Gregório de Matos; Partindo das ideias no 1º e nos dois últimos versos do • Padre Antônio Vieira. soneto de Gregório de Matos, explique a oposição básica que confere ao texto a feição satírica. Exercícios 3. a) Os textos anteriores são representantes de qual gênero literário? Justifique sua resposta com um fragmento Texto I do texto I e um do texto II. b) Metalinguagem é a linguagem que fala da própria Enquanto quis Fortuna que tivesse linguagem. Ela está presente também em textos que tratam Luis Vaz de Camões de outros textos, como é o caso de análises literárias, interpretações e críticas divers Pode-se afirmar que o diversas. Enquanto quis Fortuna que tivesse texto IV, "A certa personagem desvanecida de Gregório A desvanecida", esperança de algum contentamento, de Matos, é um texto em que predomina a metalinguagem? o gosto de um suave pensamento Por quê? me fez que seus efeitos escrevesse. 4. (FATEC) “...milhões de palavras ditas com esforço Porém, temendo Amor que aviso desse de pensamento.” minha escritura a algum juízo isento, Essa passagem do texto faz referência a um traço da escureceu-me o engenho co tormento, linguagem barroca presente na obra de Vieira; trata do trata-se pera que seus enganos não dissesse. a) gongorismo, caracterizado pelo jogo das idéias. Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos b) cultismo, caracterizado pela exploração da a diversas vontades! Quando lerdes sonoridade das palavras. num breve livro casos tão diversos, c) cultismo, caracterizado pelo conflito entre fé e razão. Verdade puras são e não defeitos; d) conceptismo, caracterizado pelo e sabei que, segundo o amor tiverdes, vocabulário preciosista e pela exploração de tereis o entendimento de meus versos. aliterações. e) conceptismo, caracterizado pela exploração Texto II das relações lógicas, da argumentação. A certa personagem desvanecida Gregório de Matos Guerra ARCADISMO Um soneto começo em vosso gabo: No século XVIII, as formas artísticas do barroco já se Cantemos esta regra por primeira, encontram desgastadas e decadentes. O fortalecimento Já lá vão duas, e esta é a terceira, político da burguesia e o aparecimento dos filósofos Já este quartetinho está no cabo. iluministas formam um novo quadro sociopolítico sociopolítico-cultural, que necessita de outras fórmulas de expressão. Combate Combate-se Na quinta torce agora a porca o rabo; a mentalidade relig iosa criada pela Contra Contra-Reforma, nega- A sexta vá também desta maneira: se a educação jesuítica praticada nas escolas, valoriza o valoriza-se Na sétima entro já com grã canseira, estudo científico e as atividades humanas, num verdadeiro E saio dos quartetos muito brabo. retorno à cultura renascentista. É a literatura que surge para combater a arte barroca e sua mentalidade religiosa e Agora nos tercetos que direi? contraditória; a que objeta restaurar o equilíbrio por meio Direi que vós, Senhor, a mim me honrais da razão. Gabando-vos a vós, e eu fico um rei. Os italianos criam a Arcádia em 1690, procurando imitar a Nesta vida um soneto já ditei; Arcádia, lendária região da Grécia antiga, habitada por Se desta agora escapo, nunca mais pastores que, vivendo de modo simples e espontâneo, se Louvado seja Deus, que o acabei. divertiam cantando, fazendo disputas poéticas e celebrando o amor e o prazer. 1. (UFRJ) a) Qual a função da linguagem que, ao lado da função Características da linguagem árcade: poética, sobressai no texto II? Literatura 7
  8. 8. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular 1. Quanto ao conteúdo: Que chega a ter mais preço, e mais valia, Que da cidade o lisonjeiro encanto; e • Fugere urbem (fuga da cidade) • Aurea mediocritas ( vida medíocre Aqui descanse a louca fantasia; materialmente mas rica em realizações espirituais) Eo que até agora se tornava em pranto, • Idéias iluministas Se converta em afetos de alegria. • Convencionalismo amoroso • Carpe diem 1. Faça uma oposição entre os dois espaços • Pastora lismo presentes no poema, apontando em que diferem: • Bucolismo a) Quanto ao aspecto material; b) Quanto ao aspecto espiritual, na visão do • Idealização amorosa eu lírico. • Elementos da cultura greco greco-latina 2. Com base no poema, compare a linguagem árcade à linguagem barroca e aponte as difer diferenças 2. Quanto à forma: quanto: • Vocabulário simples; a) Ao vocabulário, às estruturas sintáticas, às • Frases na ordem direta; figuras de linguagem, etc; • Ausência quase total de figuras de b) À exposição de sentimentos; linguagem; c) Ao tema; • Manutenção do verso decassílabo, do d) À visão de mundo. soneto e de outras formas clássicas. ras 3. (UFRRJ) O Arcadismo no Brasil Lira XI O Arcadismo no Brasil tem seu surgimento "Não toques, minha musa, não, não toques marcado por dois aspectos centrais. De um lado, o Na sonorosa lira, dualismo dos escritores brasileiros do século XVIII, que, ao Que às almas, como a minha, namorada namoradas mesmo tempo, seguiam os modelos culturais europeus e se Doces canções inspira: interessavam pela natureza e pelos problemas específicos nteressavam Assopra no clarim que apenas soa, da colônia brasileira; de outro a influência das idéias Enche de assombro a terra! iluministas sobre nossos escritores e intelectuais, que Naquele, a cujo som cantou Homero, acarretou o movimento da Inconfidência Mineira e sua Cantou Virgílio a guerra." trágicas implicações: prisão, exílio, enforcamento, morte. io, Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu Dirceu. O Arcadismo no Brasil iniciou-se oficialmente com se Rio de Janeiro: Anuário do Brasil, s/d. p. 30. a publicação das Obras poéticas, de Cláudio Manuel da Costa. Marília de Dirceu apresenta um dos principais traços do Dentre os autores árcades destacam-se: Arcadismo.A opção que aponta essa característica temática, • Na lírica: Cláudio Manuel da Costa, Tomás presente no texto, é Antônio Gonzaga e Silva Alvarenga; a) O bucolismo. • Na épica: Basílio da Gama, Santa Rita b) A presença de valores ou elementos clássicos. Durão e Cláudio Manuel da Costa; c) O pessimismo e negatividade. • Na sátira: Tomás Antônio Gonzaga. d) A fixação do momento presente. ento e) A descrição sensual da mulher amada. Exercícios 4. (Ufscar-SP) LXII "Onde estou? Este sítio desconheço: Torno a ver-vos, ó montes; ó destino Quem fez diferente aquele prado? Aqui me torna a pôr nestes oiteiros; Tudo outra natureza tem tomado; Onde um tempo os gabões deixei grosseiros E em contemplá-lo tímido esmoreço. lo Pelo traje da Corte rico, e fino. Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço Aqui estou entre Almendro, entre Corino, De estar a ela um dia reclinado. Os meus fiéis, os meus doces companheiros, Ali em vale um monte está mudado: Vendo correr os míseros vaqueiros Quanto pode dos anos o progresso! Atrás de seu cansado desatino. Árvores aqui vi tão florescentes, Que faziam perpétua a primavera: Se o bem desta choupana pode tanto, Nem troncos vejo agora decadentes. Literatura 8
  9. 9. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular necessidade de uma arte sintonizada com aquele contexto Eu me engano: a região esta não era social e com a sensibilidade do novo público que se Mas que venho a estranhar, se estão presentes formava. Essa arte é o Romantismo e caberia ao mesmo a Meus males, com que tudo degenera!" tarefa de criar uma linguagem nova, identificada com os Cláudio Manuel da Costa. Sonetos (VlI). padrões mais simples de vida da classe média e da s In: Péricles Eugênio da Silva Ramos (Intr., sel. e notas). burguesia. Poesia do outro - Antologia. São Paulo: Melhoramentos, Assim, a arte romântica põe fim à uma tradição clássica de 1964, p. 47. três séculos e dá início a uma nova etapa na literatura, voltada aos assuntos contemporâneos – efervescência O estilo neoclássico, fundamento do Arcadismo co, social e política, esperança e paixão, luta e revolução – e ao brasileiro, de que fez parte Cláudio Manuel da cotidiano do homem burguês do século XIX. Costa, caracteriza-se pela utilização das formas se clássicas convencionais, pelo enquadramento Características da linguagem romântica temático em paisagem bucólica pintada como lugar aprazível, pela delegação da fala poéti a um poética 1) Quanto ao conteúdo pastor culto e artista, pelo gosto das circunstâncias • Subjetivismo: trata de assuntos de uma comuns, pelo vocabulário de fácil entendimento e forma pessoal (de acordo com o modo como se vê por vários outros elementos que buscam adequar a o mundo; faz um recorte subjetivo porque retrata a sensibilidade, a razão, a natureza e a beleza. realidade de forma idealizada e parcial. • Idealização: essa extrema valorização da Dadas estas informações: subjetividade leva muitas vezes à deformação. • Sentimentalismo: relação entre o artista e o a) Indique qual a forma convencional clássica mundo é sempre mediada pela emoção. em que se enquadra o poema. • Egocentrismo: maior parte dos românticos b) Transcreva a estrofe do poema em que a volta-se predominantemente para o próprio eu, se expressão da natureza aprazível, situada no numa postura tipicamente narcisista. passado, domina sobre a expressão do • Medievalismo: na Europa, busca do mundo sentimento da personagem poemática. medieval e de seus valores; no Brasil, o índio cumpre esse papel. 5. (UFV-MG) Todos os fragment abaixo MG) fragmentos • Indianismo: o interesse pelo índio e sua representam, pela linguagem ou pela temática, o idealização estão relacionado com o projeto relacionados movimento árcade brasileiro, EXCETO: nacionalista do Romantismo. • Religiosidade: mais comum entre os a) “A mesma formosura/é dote que só goza a primeiros românticos, a vida espiritual é enfocada mocidade:/rugam-se as faces, o cabelo alveja/mal se como ponto de apoio ou válvula de escape diante chega a longa idade.” das frustrações do mundo real. b) “Pastores que levais ao monte o gado,/Ved lá gado,/Vede • Byronismo: foi amplamente cultivado entre como andais por essa serra,/Que para dar contágio os românticos brasileiros da segunda geração (entre mânticos a toda a terra,/Basta ver-se o meu rosto magoado.” se os anos 50 e 60 do século XIX). Traduz num Traduz-se c) “Passam, prezado amigo, de quinhentos/Os estilo de vida boêmio, voltado para o vício e de presos que se ajuntam na cadeia./Uns dormem uma forma particular de ver o mundo. encolhidos sobre a terra,/Mal cobertos dos trapos, • Condoreirismo: ganhou repercussão entre que molharam/de dia, no trabalho.” am/de d) “Que havemos de esperar, Marília bela?/que vão os poetas da terceira geração (anos 7 do século 70 XIX). Defende a justiça social e a liberdade. passando os florescentes dias?/as glórias que vêm tarde, já vêm frias,/e pode enfim mudar a nossa mudar-se • Fusão do grotesco e do sublime: apesar de estrela.” sua tendência idealizante, o Romantismo procura e) “Oh! Que saudades que eu tenho/Da aurora da captar o homem em sua plenitude, enfocando minha vida,/Da minha infância querida/Que os também o lado feio e obscuro de cada ser humano. anos não trazem mais!” 2) Quanto à forma ROMANTISMO • Maior liberdade formal • Comparações, metáforas e adjetivações O gosto pela cultura clássica que se inicia no século XVI, constantes com o Renascimento, perdura até o século XVIII. Com o • Gosto por métricas populares tempo ele foi se restringindo ao público aristocrático, • Irregularidades estróficas formado pela nobreza e pelo alto clero. Com a ascensão da • Vocabulário e sintaxe mais simples burguesia ao poder na França, em 1789, surge a Literatura 9
  10. 10. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular Tanto na Europa quanto no Brasil, o romance surgiu sob a O Romantismo no Brasil forma de folhetim, publicação diária, em jornais, de capítulos de determinada obra literária. O Romantismo, além de seu significado primeiro – o de ser uma reação à tradição clássica –, assumiu em nossa , O romance, muito mais do que a poesia, assumiu o papel literatura a conotação de movimento anticolonialista e de principal instrumento de construção da cultur cultura antilusitano. Teve ampla aceitação entre os leitores de brasileira. Assim, procurando “re “re-descobrir” o país, o literatura no Brasil. Isso se deve principalmente a dois romance brasileiro está radicalmente ligado ao fatores: a identificação imediata do público com a poesia ico reconhecimento dos espaços nacionais, identificados como romântica e o aparecimento de um gênero literário novo em a selva, o campo e a cidade, que deram origem, nosso país: o romance. respectivamente, ao romance indianista e históri (a histórico vida primitiva), o romance regional (a vida rural) e o Tradicionalmente são apontadas três gerações de escritores romance urbano (a vida citadina). românticos. Essa divisão, contudo, engloba principalmente os autores de poesia. Os romancistas não se enquadram Características da prosa romântica muito bem nessa divisão, uma vez que suas obras podem apresentar traços característicos de mais de uma geração. • Flash-back narrativo: • O amor como redenção Poesia • Idealização do herói • Idealização da mulher 1) Primeira geração: nacionalista, regionalista • Personagens planas e religiosa. Principais poetas: Gonçalves Dias e • Linguagem metafóric metafórica Gonçalves de Magalhães. • Impasse amoroso, com final feliz ou trágico 2) Segunda geração: arcada pelo mal gunda mal-do- • Oposição aos valores sociais século, apresenta egocentrismo exacerbado, pessimismo, satanismo e atração pela morte. 1) Romance indianista: celebra tanto o estado Principais poetas: Álvares de Azevedo, Casimiro de pureza e inocência do índio quanta a formação de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire. mestiça da raça brasileira. Principal autor: José de Alencar. 3) Terceira geração: desenvolve uma poesia de cunho político e social. A maior expressão desse 2) Romance regional: proporciona ao país grupo é Castro Alves. uma visão de si mesmo (dos quatro cantos do Brasil); buscou compreender e valorizar as Prosa diferenças étnicas, lingüísticas, sociais e culturais que anda hoje marcam essas regiões do país. As origens do romance Principais autores: José de Alencar (região Sul), Franklin da Távora (Nordeste), Visconde de ranklin Taunay (Centro-oeste). oeste). Em meados do século XVIII, o romance tomou o sentido que tem hoje: o de texto em prosa, em meados do século 3) Romance urbano: trata as particularidades XVIII, normalmente longo, que desenvolve vávários núcleos da vida cotidiana da burguesia e, por isso, narrativos, organizados em torno de um núcleo central; que conquistou um enorme prestígio entre o público narra fatos relacionados a personagens, numa seqüência de dessa classe. Principais autores: Manuel Antônio tempo relativamente ampla em determinado lugar ou de Almeida, José de Alencar e Joaquim Manuel de da, lugares. Macedo. Esse tipo de romance está diretamente vinculado à 4) Prosa gótica: contrapondo aos valores contrapondo-se formação de um novo público consumidor, a burguesia. racionalistas e materialistas da burguesia, certos Apesar de ter marcado ideologicamente o Arcadismo, essa escritores do Romantismo Cram uma literatura nova classe social ainda carecia de uma arte capaz de fantasiosa, identificada com o universo de exprimir seu universo, tanto na forma quant no conteúdo. quanto satanismo. Principal autor Álvares de Azevedo. autor: O romance, por relatar acontecimentos da vida comum e Exercícios cotidiana, e por dar vazão ao gosto burguês pela fantasia e pela aventura, veio a ser o mais legítimo veículo de 1. (Cesgranrio-RJ) expressão artística dessa classe. I. "Dei o nome de PRIMEIROS CANTOS às poesias que agora publico, porque espero que não serão as últimas." Literatura 10
  11. 11. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular Responde anojado, 'mas és Marabá: II. "Muitas delas não têm uniformidade nas estrofes, porque 'Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes, menosprezo regras de mera convenção; adotei todos os 'Uns olhos fulgentes, ritmos da metrificação portuguesa, e usei deles como me 'Bem pretos, retintos, não cor d' anajá!' pareceram quadrar melhor com o que eu pretendia É alvo meu rosto da alvura dos lílírios, exprimir." Da cor das areias batidas do mar; As aves mais brancas, as conchas mais puras III. "Não têm unidade de pensamento entre si, porque Não têm mais alvura, não têm mais brilhar. foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu Se ainda me escuta meus agros delírios: diverso – e sob a influência de impressões momentâneas." — ' És alva de lírios', (...) Sorrindo responde, 'mas és Marabá: 'Quero antes um rosto de jambo corado, e IV. "Com a vida isolada que vivo, gosto de afastar os olhos 'Um rosto crestado de sobre a nossa arena política para ler em minha alma, 'Do sol do deserto, não flor de cajá.' reduzindo à linguagem harmoniosa e cadente o pensamento Meu colo de leve se encurva engraçado, que me vem de improviso, e as idéias que em mim desperta Como hástea pendente do cáctus em flor; a vista de uma paisagem ou do oceano – o aspecto enfim da Mimosa, indolente, resvalo no prado, natureza. Casar assim o pensamento com o sentimento – o Como um soluçado suspiro d amor! de coração com o entendimento – a idéia com a paixão – — 'Eu amo a estatura flexível, ligeira, colorir tudo isto com a imaginação, fundir tudo isto com a Qual duma palmeira', vida e com a natureza, purificar tudo com o sentimento da ida Então me respondem; 'tu és Marabá: religião e da divindade, eis a Poesia – a Poesia grande e Quero antes o colo da ema orgulhosa, santa – a Poesia como eu a compreendo sem a poder Que pisa vaidosa, definir, como eu a sinto sem a poder traduzir." Que as flóreas campinas governa, onde está.' Gonçalves Dias. Prólogo aos primeiros cantcantos Meus loiros cabelos em ondas se anelam, . O oiro mais puro não tem seu fulgor; o Gonçalves Dias, em seu Prólogo aos primeiros cantos cantos, As brisas nos bosques de os ver se enamoram, expõe sua concepção de Poesia, que reflete as De os ver tão formosos como um beijabeija-flor! características da estética romântica. Assinale o que Mas eles respondem : — Teus longos cabelos, contraria as idéias contidas nos três primeiros parágrafos, 'São loiros, são belos, em relação a Gonçalves Dias. Mas são anelados; tu és Marabá; Quero antes cabelos bem lisos, corridos, a) A poesia reflete os mais variados estados de espírito do oesia Cabelos compridos, poeta, sendo fruto da emoção momentânea. Não cor d'oiro fino, nem cor d'anajá.' b) As suas poesias não apresentam apego à rigidez métrica, E as doces palavras que eu tinha cá dentro apresentando ritmos variados. A quem nas direi? c) Apesar de terem sido escritas em épocas diversas, O ramo d'acácia na fronte de um homem constata-se a unidade de pensamento em suas poesias. se Jamais cingirei: d) Por serem fruto de criações sob influências locais Jamais um guerreiro da minha arazóia distintas, suas poesias apresentam-se diferenciadas. se Me desprenderá: e) A força poética de seus versos realiza-se na perfeita se Eu vivo sozinha, chorando mesquinha, zinha, harmonia entre forma e conteúdo. Que sou Marabá!" 2. (UNIRIO/RJ) Após leitura, análise e interpretação do Marabá (Gonçalves Dias) poema Marabá, algumas afirmações como as seguintes podem ser feitas, com exceção de uma Indique-a. uma. "Eu vivo sozinha; ninguém me procura! Acaso feitura a) O poema se inicia com uma pergunta de ordem reli religiosa Não sou de Tupá? e termina com uma consideração de aspecto sensual. Se algum dentre os homens de mim não se esconde b) O poema é um profundo lamento construído com base — “Tu és”, me responde, na estrutura dialética, apresentando argumentação e apresentando-se “Tu és Marabá!” contra argumentação. Meus olhos são garços, são cor das safiras, c) Ocorre interlocução registrada em discurso direto, Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar; estrutura que enfatiza assim o desprezo preconceituoso Imitam as nuvens de um céu anilado, dado à Marabá. As cores imitam das vagas do mar! d) A ocorrência de figuras de linguagem e o emprego da Se algum dos guerreiros não foge a meus passos: primeira pessoa marcam, respectivamente, as funções da — 'Teus olhos são garços', linguagem poética e emotiva. Literatura 11
  12. 12. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular e) Marabá é poema representante da primeira fase que Debaixo dos laranjais! cultua o aspecto físico da mulher. [...]” In CANDIDO, A.; CASTELLO, J.A. Presença da 3. (UNIRIO/RJ) A unidade dramática vivenciada pelo eu eu- literatura brasileira, lírico no poema Marabá concentra-se em v. 2. São Paulo: Difel, 1979. a) Tristeza e compreensão. Sobre o poema, não se pode afirmar que b) Aflição e frustração. c) Amargura e comedimento. a) Se trata de um dos poemas mais populares da Literatura d) Indignação e passividade. Brasileira. e) Decepção e aceitação. b) O poeta se vale do texto para manifestar a sua saudade da infância. 4. (UFRN) O romance Inocência (1872), de Visconde de c) A linguagem não é erudita, pois se aproxima da Taunay, é reconhecido pela crítica como uma das mais simplicidade da fala popular, o que é uma marca da poesia populares narrativas da Literatura Brasileira. Nessa obra, o romântica. leitor pode identificar valores do Romantismo regionalista d) A memória da infância do poeta está intimamente ligada por meio da : à natureza brasileira. e) O poeta é racional e contido ao mostrar a sua emoção no a) Caracterização do modo de vida urbano como sendo poema. perverso. b) Assimilação dos costumes do homem branco pelo 7. (Fuvest-SP) caboclo. c) Reprodução do linguajar típico do interior brasileiro. "Teu romantismo bebo, ó minha lua, d) Intervenção reflexiva do narrador protagonista. A teus raios divinos me abandono, Torno-me vaporoso... e só de ver me ver-te 5. (PUC-Campinas-SP) Eu sinto os lábios meus se abrir de sono." Álvares de Azevedo, "Luar de verão", Lira dos vinte anos. "E fui... e fui... ergui-me no infinito, Nesse excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade lírico Lá onde o vôo d'águia não se eleva... aos temas de que fala, mas revela, de imediato, desinteresse Abaixo – via a terra – abismo em treva! e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a: lírico Acima – o firmamento – abismo em luz!" Os versos anteriores pertencem aos poemas "O vôo do a) ironia romântica. gênio", do livro Espumas flutuantes. Esses versos ilustram . b) tendência romântica ao misticismo. a seguinte característica da poética de Castro Alves: c) melancolia romântica. a) Ênfase emocional, apoiada nos recursos retóricos das d) aversão dos românticos à natureza. ) antíteses, das hipérboles e do paralelismo rítmico rítmico-sintático. e) fuga romântica para o sonho. b) Intimismo lírico, marcado pela hesitação das reticênc reticências e pelo temor do enfrentamento das adversidades. REALISMO c) Sacrifício do tom pessoal em nome de ideais históricos, representados por símbolos épicos herdados do Realismo é a denominação genérica da reação aos ideais Classicismo. românticos que caracterizou a segunda metada do século d) Emprego de paradoxos, com a intenção de satirizar a XIX. De fato, as profundas transformações vividas pela ambição de genialidade cultivada pelos ultra ada ultra-românticos. sociedade européia exigiam uma nova postura diante da e) Contraste entre as fortes marcas retóricas do discurso e o realidade; não havia mais espaço para as exageradas sentimento da melancolia, que atenua o tom declamatório idealizações românticas. 6. (ITA/SP) O texto a seguir é a estrofe inicial do poema Contexto histórico: Meus oito anos, de Casimiro de Abreu: • Mecanismo social; • Industrialização; “[...] • Revolução científica; Oh! que saudades que tenho • Positivismo (Augusto Comte); Da aurora da minha vida, • Evolucionismo (darwin); Da minha infância querida • Determinismo (Taine). terminismo Que os anos não trazem mais! • No Brasil: as bases da vida rural vão aos poucos, Que amor, que sonhos, que flores, cedendo lugar à atividade urbana com o aparecimento da Naquelas tardes fagueiras classe operária assalariada. A imigração também é um fato À sombra das bananeiras, relevante. Literatura 12
  13. 13. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular Principais características: e) As três informações são incorretas. • Objetivismo; 3. Podemos verificar que o Realismo revela: • Narrativa lenta; • Descrição objetiva, precisa; I – senso do contemporâneo. Encara o presente do • Casamento como arranjo conveniente; mesmo modo que romantismo se volta para o • Mulher não idealizada, mostrada com passado ou para o futuro. defeitos e qualidades; II – o retrato da vida pelo método da documentação, • Amor e outros sentimentos subordinados em que a seleção e a síntese operam buscando aos interesses sociais; um sentido para o encadeamento dos fatos. • Crítica aos valores e às instituições III – técnica minuciosa, dando a impimpressão de lentidão, decadentes da sociedade burguesa; de marcha quieta e gradativa pelos meandros dos conflitos, dos êxitos e dos fracassos. • Introspecção psicológica. Assinale: a) se as afirmativas II e III forem corretas; O primeiro romance realista da literatura universal é b) se as três afirmativas forem corretas; Madame Bovary, de Gustave Flaubert, publicado em 1857. c) se apenas a afirmativa III for correta; Já no Brasil, considera-se 1881 como o ano inaugural do se d) se as afirmativas I e II forem corretas; Realismo, com a publicação de Memórias Póstumas de e) se as três afirmativas forem incorretas. Brás Cubas, de Machado de Assis (1839-1908). 1908). 4. Das características abaixo, assinale a que não pertence Principais romances: ao Realismo: • Memórias Póstumas de Brás Cubas; a) Preocupação critica. • Quincas Borba (1891); b) Visão materialista da realidade. • Dom Casmurro (1899); c) Ênfase nos problemas morais e sociais. • Esaú e Jacó (1904); d) Valorização da Igreja. • Memorial de Aires (1908). e) Determinismo na atuação das personagens. Principais contos: 5. Assinale a única alternativa incorreta: • O alienista; a) O Realismo não tem nenhuma ligação com o • A Carteira; Romantismo. • A Cartomante; b) A atenção ao detalhe é característica do Realismo. • O espelho; c) Pode-se dizer que alguns autores românticos já se • Missa do galo. possuem certas características realistas. d) O cientificismo do século XIX forneceu a base da Exercícios visão do mundo adotada, de um modo geral, pelo Naturalismo. 1. O realismo foi um movimento de: e) O Realismo apresenta análise social. a) volta ao passado; 6. No texto a seguir, Machado de Assis faz uma crítica ao b) exacerbação ultra-romântica; Romantismo: Certo não lhe falta imaginação; mas esta c) maior preocupação com a objetividade; tem suas regras, o astro, leis, e se há casos em que eles d) irracionalismo; rompem as leis e as regras é porque as fazem novas, é e) moralismo. porque se chama Shakespeare, Dante, Goethe, Camões. 2. A respeito de Realismo, pode-se afirmar: se Com base nesse texto, notamos que o autor: I – Busca o perene humano no drama da existência . a) Preocupa-se com princípios estéticos e acredita se II – Defende a documentação de fatos e a que a criação literária deve decorrer de uma impessoalidade do autor perante a obra. elaborada produção dos autores. III – Estética literária restritamente brasileira; seu b) Refuga o Romantismo, na medida em que os criador é Machado de Assis. autores desse período reivindicaram uma estética a) São corretas apenas II e III. oposta à clássica. b) Apenas III é correta. c) Entende a arte como um conjunto de princípios c) As três afirmações são corretas. estéticos consagrados, que não pode ser manipulado d) São corretas I e III. por movimentos literários específicos. Literatura 13
  14. 14. Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia ibular d) Defende a idéia de que cada movimento literário pelo autor de “artísticos”). Ao primeiro grupo pertencem os deve ter um programa estético rígido e inviolável. romances: “Uma Lágrima de Mulher”; “Memórias de Um e) Entende que Naturalismo e o Parnasianismo Condenado”; “Mistérios da Tijuca”; “Filomena Borges”; constituem soluções ideal para pôr termo à falta de “O Esqueleto”; e “A Mortalha de Alzira”. Ao segundo, invenção dos românticos. pertencem os três maiores romanc de Aluísio: “Casa de romances Pensão”, “O Mulato” e “O Cortiço” (já citados). É NATURALISMO importante citar que essa divisão não constitui fases, como no caso de Machado de Assis, os romances românticos O Realismo e o Naturalismo apresentam semelhanças eram alternados com os naturalistas. (ambos voltados para a realidade) e diferenças entre si. O Realismo retrata o homem interagindo com seu meio O cortiço representa uma conquis definitiva do nosso conquista social, enquanto o Naturalismo mostra o homem como romance, pois, pela primeira vez na literatura brasileira, um produto de forças “naturais”; desenvolve temas vvoltados escritor dá vida e corpo a um agrupamento humano, uma para a análise do comportamento patológico do homem, de habitação coletiva. suas taras sexuais, de seu lado animalesco. Os naturalistas acreditavam que o indivíduo é mero produto 1895) 2) Raul Pompéia (1863-1895) da hereditariedade e seu comportamento é fruto do meio em que vive e sobre o qual age. Estreou muito cedo na literatura, em 1860, com uma novela romanesca, Uma tragédia no Amazonas. Dedicou-se ao A perspectiva evolucionista de Charles Darwin inspirava os jornalismo, foi colaborador da Gazeta de Notícias, naturalistas, esses acreditavam ser a seleção natural que publicando aí e em outros periódicos, a partir de 1881, impulsionava a transformação das espécies. Assim, crônicas e contos, além da novela As jóias da coroa, uma predomina nesse tipo de romance o instinto, o fisiológico e sátira agressiva feita à família imperial, sem valos literário. o natural, retratando a agressividade, a violência, o sividade, erotismo como elementos que compõe a personalidade Entretanto, notabilizou-se na literatura brasileira por causa se humana. de um único livro, O ateneu, publicado em 1888, no qual , assimilou e integrou todas as tendências literárias de seu Os escritores naturalistas brasileiros, com raras exceções, tempo. em vez de se dedicarem ao estudo de grupos humanos, que refletiam melhor a problemática social do Brasil de ent então, Exercícios detiveram-se mais em casos individuais de temperamento se patológico. No Brasil, a prosa naturalista foi influenciada 1. Leia atentamente: por Eça de Queirós com as obras O crime do padre Amaro e O primo Basílio, publicadas na década de 1870. Aluísio , I. "A segunda Revolução Industrial, o cientificismo, o de Azevedo com a obra O mulato, publicada em 1881, , progresso tecnológico, o socialismo utópico, a filosofia marcou o início do Naturalismo brasileiro, a obra O positivista de Augusto Comte, o evolucionismo formam o cortiço, de 1890, também de sua autoria, marcou essa , contexto sócio-político-econômico econômico-filosófico-científico em tendência. Nesse mesmo ano, embora despercebido, que se desenvolveu a estética realista". aparece também o livro de Rodolfo Teófilo, A fome. No ano seguinte surge O missionário, de Inglês de Souza; , II. "O escritor realista acerca- dos objetos e das pessoas -se seguido de A normalista (1892) e O bom crioulo (1895), de de um modo pessoal, apoiando na intuição e nos apoiando-se Adolfo de Caminha. sentimentos". Principais autores brasileiros: III. "Os maiores representantes da estética realista realista- naturalista no Brasil foram: Machado de Assis, Aluísio de il 1) Aluísio de Azevedo (1857-1913) Azevedo e Raul Pompéia". Com a publicação de O mulato, o autor consagrou como , consagrou-se IV. "Podemos citar como características da estética realista: escritor naturalista. A partir daí tentou viver o individualismo, a linguagem erudita e a visão fantasiosa exclusivamente como escritor. Para isso, recorreu, como da sociedade". outros, ao jornalismo, escreveu romances para publicação em folhetins, sujeitou-se muitas vezes às exigências de um se Verificamos que em relação ao Realismo Realismo-Naturalismo público heterogêneo, da pressa e da improvisação, está(estão) correta(s): produzindo uma obra diversificada e de qualidade desigual. a) Apenas a I e II. De um lado, romances românticos (que o autor chamava de b) Apenas a I e III. “comerciais”) seguindo perfeitamente a receita c) Apenas a II e IV. folhetinesca; de outro, romances naturalistas (cha (chamados Literatura 14

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