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Assistência de Enfermagem ao
Paciente com Febre Reumática
Glayce Renata
Enfermeira Residente
Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº Luiz Tavares
Programa de Especialização em Cardiologia Modalidade
Residência
Recife
2015
Objetivos
• Compreender a fisiopatologia, manifestações
clínicas e tratamento da febre reumática;
• Relatar o caso de um paciente com febre
reumática.
• Correlacionar a evolução clínica do caso
apresentado com os achados da literatura;
• Elaborar um plano de cuidados de enfermagem.
Introdução
• A DR é uma doença inflamatória aguda, que aparece
como consequência tardia, de uma infecção de vias
aéreas superiores pelo Streptococcus B-hemolítico do
grupo A.
• Decorre da resposta imune tardia a esta infecção em
populações geneticamente predispostas.
• A DR constitui um sério problema de saúde pública,
principalmente nos países pobres e em
desenvolvimento.
BONOW; MANN; ZIPES; LIBBY.,2013.
Epidemiologia
• A DR pode ocorrer em qualquer faixa etária,
mas, seu pico de incidência é entre 5 – 15 anos.
• É responsável por 400.000 mortes/ano.
• É a principal causa de cardiopatias adquiridas
até a 3ª década de vida, e responsável por 40%
das cirurgias cardíacas no Brasil.
Patogênese
Infecção de
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Período de
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Doença
Propriamente
Dita
Aproximadamente de 3 semanas
Várias reações de hipersensibilidade,
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cruzada contra vários componentes
da fibra cardíacas.
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celular.
Quadro Clínico
• Febre
• Cardite
• Artrite
• Pericardite
• Coreia
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Diagnóstico
• O diagnóstico deverá ser feito com base na
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• O tratamento da DR tem como objetivos:
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Relato de Caso
D.S.A., sexo feminino, 64 anos, procedente de Recife, com
diagnóstico de febre reumática aos 26 anos, durante o parto, quando
foi internada no HBL e depois foi encaminhada para o HUOC.
Tem história de troca valvar mitral em 1991, com retroca em 2001 +
troca valvar Ao. Biológica. Em 2002 fez re-re-troca mitral por prótese
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• Abd. escavado, indolor a palpação, fígado palpável +- 4
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VE: Paredes com espessura aumentada / hipocinesia septal.
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em AVM, aguardando possível cirurgia para troca
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Referências Bibliográficas
• BONOW, MANN, ZIPES, LIBBY. Braunwald Tratado de Doenças
Cardiovasculares. São Paulo. Elsevier, 2013.
• CARPENITO, L.J. Diagnóstico de enfermagem: Aplicação a
prática clínica; trad. Ana Thorell. Ged. Porto Alegre, Artes
Médicas, 2012.
• North American Nursing Diagnosis Association (NANDA).
Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e
classificação 2009-2011. Tradução de Cristina Correa. Porto
Alegre: Artmed, 2009.
• PEDROSA, C.L.; OLIVEIRA, W. Doenças do Coração. Recife.
Revinter, 2010.
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Assistência de Enfermagem ao Paciente com Febre Reumática

  • 1. Assistência de Enfermagem ao Paciente com Febre Reumática Glayce Renata Enfermeira Residente Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº Luiz Tavares Programa de Especialização em Cardiologia Modalidade Residência Recife 2015
  • 2. Objetivos • Compreender a fisiopatologia, manifestações clínicas e tratamento da febre reumática; • Relatar o caso de um paciente com febre reumática. • Correlacionar a evolução clínica do caso apresentado com os achados da literatura; • Elaborar um plano de cuidados de enfermagem.
  • 3. Introdução • A DR é uma doença inflamatória aguda, que aparece como consequência tardia, de uma infecção de vias aéreas superiores pelo Streptococcus B-hemolítico do grupo A. • Decorre da resposta imune tardia a esta infecção em populações geneticamente predispostas. • A DR constitui um sério problema de saúde pública, principalmente nos países pobres e em desenvolvimento. BONOW; MANN; ZIPES; LIBBY.,2013.
  • 4. Epidemiologia • A DR pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas, seu pico de incidência é entre 5 – 15 anos. • É responsável por 400.000 mortes/ano. • É a principal causa de cardiopatias adquiridas até a 3ª década de vida, e responsável por 40% das cirurgias cardíacas no Brasil.
  • 5. Patogênese Infecção de Orofaringe Período de Latência Doença Propriamente Dita Aproximadamente de 3 semanas Várias reações de hipersensibilidade, ocorrência de anticorpos de reação cruzada contra vários componentes da fibra cardíacas. Resposta imunológica humoral e celular.
  • 6. Quadro Clínico • Febre • Cardite • Artrite • Pericardite • Coreia • Nódulos subcutâneos • Eritema marginatum
  • 7. Diagnóstico • O diagnóstico deverá ser feito com base na combinação entre as manifestações clínicas, exames laboratoriais e ecocardiograma.
  • 8. Tratamento • O tratamento da DR tem como objetivos: 1. Suprimir o processo inflamatório tecidual: complicações cardíacas; 2. Erradicar o estreptococo beta-hemolítico: prevenção primária; 3. Prevenir novas infecções estreptpcócicas: prevenção secundária.
  • 9. Tratamento  Tratamento do Processo Inflamatório • O corticoide está indicado em todos os casos de comprometimento cardíaco. Prednisona é a droga de escolha. Tratamento Cirúrgico • Deve ser considerado nos casos graves com resposta insatisfatória ao tratamento clínico. Objetiva corrigir os distúrbios hemodinâmicos causados pelas sequelas da agressão valvar da fase aguda da DR.
  • 10. Relato de Caso D.S.A., sexo feminino, 64 anos, procedente de Recife, com diagnóstico de febre reumática aos 26 anos, durante o parto, quando foi internada no HBL e depois foi encaminhada para o HUOC. Tem história de troca valvar mitral em 1991, com retroca em 2001 + troca valvar Ao. Biológica. Em 2002 fez re-re-troca mitral por prótese mecânica e correções da bioprótese Ao. Vem desde 2014 com disfunção da prótese Ao. Estava em tratamento clínico, pelo alto risco de nova cirurgia. Em 19/10/15 deu entrada na E.C. do PROCAPE encaminhada do ambulatório, com queixas de dispneia piorada nos últimos dias + DPN e ortopneia.
  • 11. Exame Físico • EGR, em AVM, caquética, hipocorada (+2/+4), acianótica, anictérica, afebril. • ACV: RCI, bulhas hiperfonéticas SS em FM (+3/+6), SD em FAo (+2/+6) e SS em FT (+3/+6), FC: 80 bpm e PA: 110 x 70 mmHg, impulsão de meso e ictus propulsivo. • AR: MV + em AHT com creptos em bases e roncos. FR: 18 e SaO2: 99%. • Abd. escavado, indolor a palpação, fígado palpável +- 4 cm RCD.
  • 12. Medicações Em Uso • Furosemida • Enalapril • Marevan • Digoxina
  • 15. Ecocardiograma TT VE: Paredes com espessura aumentada / hipocinesia septal. AE: Cavidade aumentada de grau importante. AD e VDs: Átrio D. com aumento de grau importante e VD com aumento de grau moderado. Valva Ao: Prótese biológica com refluxo periprotéticode grau importante. Valva Mitral, artéria e Valva pulmonar normais. Valva Tricúspide: Refluxo de grau importante. Conclusão: Disfunção de bioprótese Ao/ Aumento biatrial importante/ VD com aumento importante / Falha dos folhetos da tricúspide e IT importante.
  • 17. Sistematização da Assistência de Enfermagem - SAE NANDA, 2011
  • 18. Sistematização da Assistência de Enfermagem - SAE NANDA, 2011
  • 19. Conclusão Paciente encontra-se internada na UCO-I, grave, em AVM, aguardando possível cirurgia para troca de valva Ao e plastia de valva tricúspide.
  • 20. Referências Bibliográficas • BONOW, MANN, ZIPES, LIBBY. Braunwald Tratado de Doenças Cardiovasculares. São Paulo. Elsevier, 2013. • CARPENITO, L.J. Diagnóstico de enfermagem: Aplicação a prática clínica; trad. Ana Thorell. Ged. Porto Alegre, Artes Médicas, 2012. • North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e classificação 2009-2011. Tradução de Cristina Correa. Porto Alegre: Artmed, 2009. • PEDROSA, C.L.; OLIVEIRA, W. Doenças do Coração. Recife. Revinter, 2010.