Palestra Oboré Junho 2009

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Palestra feita pelo professor Manuel Carlos Chaparro no dia 6 de junho 2009, na sede da Oboré, em São Paulo, aos estudantes do Projeto Repórter do Futuro.

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Palestra Oboré Junho 2009

  1. 1. Oborá - Capa PROJETO “REPÓRTER DO FUTURO” São Paulo, 06 de Junho de 2009 “ A Revolução das Fontes, no entendimento crítico do Jornalismo” Apresentador: MANUEL CARLOS CHAPARRO TEMA
  2. 2. Peucer Tobias PEUCER: “ Cabe ao intelecto o conhecimento das coisas que serão registradas nos relatos públicos. Estas são obtidas por inspeção própria, quando o sujeito é espectador dos acontecimentos, ou por transmissão, quando uns explicam aos outros os fatos que presenciaram”.
  3. 3. Samuel Buckley
  4. 4. Buckey II “ Se a Fonte é boa, a notícia será inevitavelmente boa.” Samuel Buckley:
  5. 5. Ivy Lee “ Este não é um serviço de imprensa secreto. Todo nosso trabalho é feito às claras. Nós pretendemos fazer a divulgação de notícias. Isto não é um agenciamento de anúncios. Se acharem que o nosso assunto ficaria melhor na seção comercial, não o usem. Nosso assunto é exato. Maiores detalhes sobre qualquer questão serão dados prontamente e qualquer diretor de jornal interessado será auxiliado, com o maior prazer, na verificação direta de qualquer declaração de fato. Em resumo, nosso plano é divulgar, prontamente, para o bem das empresas e das instituições públicas, com absoluta franqueza, à imprensa e ao público dos Estados Unidos, informações relativas a assuntos de valor e de interesse para o público.” Ivy Lee
  6. 6. McLuhan I Em 1967, McLuhan disse uma frase histórica em reduzido grupo de palavras: The Medium is the Mensage . E nos propôs a idéia de que a malha dos meios eletrônicos, com seus efeitos de simultaneidade planetária, e a glorificação da oralidade, reordenou as relações humanas, devolvendo-nos à vivência tribal que o reinado da imprensa havia destruído. McLuhan (I)
  7. 7. McLuhan II Nesse mundo novo enxergado por McLuhan, pessoas de qualquer pedaço do planeta podiam comunicar-se entre si, em relações motivadas e dinamizadas pela sinergia atratora do meio, mais do que pela individualidade de conteúdos e interesses. E assim McLuhan recriou, no infinito espaço da abstração, um conceito antropológico de aldeia. A Aldeia Global. McLuhan (II)
  8. 8. Manuel Castells “ Batalhas culturais são as lutas pelo poder na Era da Informação. São travadas basicamente dentro da mídia e por ela, mas os meios de comunicação não são os detentores do poder. O poder, como capacidade de impor comportamentos, reside nas redes de troca de informações e de manipulação de símbolos que estabelecem relações entre atores sociais, instituições e movimentos culturais por intermédio de ícones, porta-vozes e amplificadores intelectuais.” Manuel Castells
  9. 9. Novo conceito Novo conceito de FONTE <ul><li>* Sujeitos sociais organizados, produtores de acontecimentos e/ detentores de conhecimentos com irrecusáveis atributos de noticiabilidade. </li></ul><ul><li>Sujeitos sociais dotados de saber estratégico para o agir e interagir nos espaços da atualidade. E com lugar próprio nos cenários dos conflitos discursivos onde continuamente se reelaboram as relações sociais. </li></ul><ul><li>* Sujeitos sociais competentes no uso pragmático da linguagem, que sabem agir, dizendo, e que sabem dizer ao agir. </li></ul>
  10. 10. Processo JORNALISMO COMO PROCESSO Sociedade Princípios/Valores Atualidade Acontecimentos/ Fatos / Falas Discurso Asseverativo Relatos/Comentários=Confrontos discursivos Razões Éticas Intenções para a Ação Discursos Particulares Ação Jornalística Difusão Transformadora Novos Comportamentos Novos Acontecimentos
  11. 11. Fonte Plural - Fontes Informais (humanizadoras) - Fontes de Referência (sábias) - Fontes de Aferição (independentes) - Fontes Aliadas (cúmplices) - Fontes Documentais (inéditas) - Fontes bibliográficas (reconhecidas) Com a articulação de boas fontes se produz CONHECIMENTO - Fontes Organizadas (interessadas) TIPOLOGIA FONTES
  12. 12. Atualidade I ATUALIDADE, em dois planos Nas cidades, o recorte expressivo dos ordenamentos da vida, das relações e das expectativas sociais. 1) O plano das SUPERFÍCIES ORGANIZADAS
  13. 13. Atualidade II 2) O plano das alterações produzidas pelos Acontecimentos
  14. 14. Conflito I CONFLITO, alma da Vida e da Notícia A narração jornalística relata os confrontos da vida real que organizam as ações humanas O conflito decide as maneiras de dizer, fazer e escolher
  15. 15. Conflito II Conflitos I CENÁRIO DOS CONFLITOS Políticos Ideológicos Econômicos Financeiros Sociais Filosóficos Éticos Morais Religiosos Culturais Militares Esportivos Explícitos Ocultos Simulados Simples Complexos Mentais Físicos Estratégicos Táticos NATUREZA CONFLITOS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO CONFLITOS
  16. 16. Relevâncias IDEOLÓGICA OUTRAS CULTURAL SOCIAL ECONÔMICA POLÍTICA SIGNIFICAÇÃO DISCURSIVA SIGNIFICAÇÕES DISCURSIVAS PREDOMINANTES
  17. 17. Noticiabilidade Proximidade Consequências Notoriedades Utilidade Conhecimento Surpresa Dramaticidade S uspense Curiosidade ATRIBUTOS DE NOTICIABILIDADE Atributos de Definição Atualidade Conflito Atributos de Definição
  18. 18. Sociedade I Sociedade (I) * A Sociedade é um ente abstrato situado no espaço da Vida Social. E por Vida Social se podem entender os arranjos, sempre provisórios e dinâmicos, resultantes das relações, organizadas em conflitos e acordos, entre os sujeitos que compõem o TODO social. * O que dá sentido e energia a esses movimentos é uma lógica produzida por expectativas, em torno de algo a que na Sociologia se chama de “relações esperadas”. Ou “relações ideais”.
  19. 19. Sociedade II Sociedade (II) * No substrato da Sociedade existe, portanto, um fenômeno de idealização do que deve ser feito. E a isso alguns pensadores da Sociologia e da Antropologia chamam “ Padrões de Expectativas ”, em torno dos quais se estruturam e se movimentam as sociedades organizadas. 
  20. 20. Constituição I A Constituição do Brasil estabelece: Artigo 1 o : (...) O Estado Democrático de Direito tem como fundamentos: I) A Soberania II) A Cidadania III) A dignidade da Pessoa Humana IV) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa V) O pluralismo político Fundamentos Éticos da Sociedade Brasileira
  21. 21. Constituição II A Constituição do Brasil estabelece: Artigo 3 o : (...) Objetivos fundamentais da República: I) Construir uma sociedade livre, justa e solidária; II) Garantir o desenvolvimento nacional; III) Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais Fundamentos Éticos da Sociedade Brasileira
  22. 22. Constituição III A Constituição do Brasil estabelece: Artigo 5 o : Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...) Fundamentos Éticos da Sociedade Brasileira
  23. 23. Artigo 19 Artigo 19 “ Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.” Declaração Universal dos Direitos Humanos
  24. 24. Castells II “ (...) Se as pessoas forem esclarecidas, atuantes e se comunicarem em todo mundo; se as empresas assumirem sua responsabilidade social; se os meios de comunicação se tornarem mensageiros, e não mensagem; se os atores políticos reagirem contra a descrença e restaurarem a fé na democracia; se a cultura for reconstruída a partir da experiência; se a humanidade sentir a solidariedade da espécie em todo o globo; se consolidarmos a solidariedade intergeracional, vivendo em harmonia com a natureza; se partirmos para a exploração do nosso ser interior, tendo feito as pazes com nós mesmos... Se tudo isso for possibilitado por nossa decisão bem informada, consciente e compartilhada enquanto ainda há tempo, então, talvez, finalmente possamos ser capazes de viver, amar e ser amados.” Manuel Castells

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