Traininre

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material do treinamento de enfermagem em home care

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  1. 1. Atualização e Treinamento em Home Care Drª Renata Oliveira de Souza
  2. 2. Home Care – O que é <ul><li>Home Care é uma modalidade “sui-generis” de oferta de serviços de saúde. A empresa provê cuidados, tratamentos, produtos, equipamentos, serviços especializados e específicos para cada paciente, num ambiente extra-institucional de saúde mais especificamente, porém não tão somente, nas suas residências. Em Home Care a condição clínica ou enfermidade do paciente torna-se parte de um plano de tratamento global integrado, cuja finalidade é a ação preventiva, curativa, reabilitadora e/ou paliativa especializada. </li></ul>Slide Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  3. 3. Antecedentes Históricos <ul><li>Os cuidado de saúde domiciliário teve seu início nos EUA, em um momento da história em que o enfermo tinha como seu ambiente de tratamento, o lar. Era onde os profissionais de enfermagem procuravam prestar os cuidados necessários, muitas vezes, sob condições precárias de trabalho, devido ao nível de pobreza da época. Foi um momento dominado por doenças infecto-contagiosas e por altas taxas de mortalidade, mas em uma época de grandes avanços na área da ciência, da medicina e da saúde pública. </li></ul><ul><li>Por mais de um século, o Home Care tem sido considerado uma prática muito natural nos EUA, sinônimo de família e associado à noção de conforto, compaixão e segurança. Muitas famílias têm aceitado a grande responsabilidade de cuidar dos entes queridos que se encontram enfermos, nos ambientes de suas residências. Com isto, os familiares e amigos procuraram cada vez mais os serviços de Home Care, para obterem o apoio necessário. </li></ul>Slide Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  4. 4. Fatores que justificam o atendimento em Home Care <ul><li>O aumento da Necessidade de Cuidados Médicos em Doenças Crônicas. </li></ul><ul><li>O Aumento do Custo de Tecnologias Diagnósticas e de Tratamento. </li></ul><ul><li>O Aumento do Interesse por Cuidados Próprios. </li></ul><ul><li>Os Recursos Financeiros Insuficientes Destinados à Saúde Pelo Governo. </li></ul><ul><li>Necessidade de Gerenciamento de Custo e Risco Pelos Planos de Saúde. </li></ul><ul><li>Dificuldades das instituições hospitalares. Para o Hospital que encontra dificuldades em relação aos pacientes de permanência prolongada e de alto custo, o Home Care oferece uma alternativa de tratamento que mantém ou melhora os padrões de atendimento, reduzindo significativamente o seu custo de internação, bem como, possibilita maior rotatividade de leitos, dando chance a pacientes mais necessitados de hospitalização. </li></ul>Slide Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  5. 5. O paciente de Home Care <ul><li>As enfermidades mais freqüentes em home care são aquelas advindas do progressivo envelhecimento da população, as ditas crônicas, tais como: hipertensão arterial sistêmica, câncer, seqüelas de AVC, doença de Alzenheimer e escleroses. </li></ul><ul><li>O home care beneficia uma gama enorme de pacientes crônicos com diversas patologias. Além das mencionadas acima, estão aqueles pacientes que requerem nutrição enteral ou parenteral prolongada, diabéticos debilitados, pacientes com escaras de decúbitos, queimados em recuperação, pacientes pediátricos prematuros, traqueostomizados ou em tratamentos que exigem antibióticoterapia endovenosa, casos de tumores malignos em tratamento ou fora de possibilidade terapêutica curativa, entre outras. </li></ul>Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  6. 6. Como o paciente chega ao Home Care É realizada a avaliação do paciente pelo médico assistente, que encaminhará esta avaliação para o Convênio; O Convênio pedirá a avaliação do paciente por uma empresa de Home Care; A empresa de Home Care encaminhará um relatório para o Convênio dando seu parecer positivo; O Convênio então, autoriza o Home Care, com visitas da equipe multidisciplinar (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista),bem como os materiais e medicamentos a serem enviados para a residência O serviço de Home Care entra em contato com a Cooperativa, para solicitar profissionais (técnicos de enfermagem) para o atendimento na residência (escala). Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  7. 7. O profissional de Home Care <ul><li>No Home Care a equipe é multidisciplinar, ou seja, todos os profissionais estão envolvidos num só objetivo:o cuidado ao cliente. Cada profissional faz a sua parte, colaborando desta forma para que o atendimento ao cliente ganhe em qualidade. </li></ul><ul><li>Mesmo sabendo que alguns procedimentos são comuns tanto ao meio hospitalar quanto ao meio domiciliar, o profissional de home care deve ter algumas características essenciais para atuar em uma residência, tais como: </li></ul><ul><li>Comportamento e posturas diferenciados (educado, cortês, tranqüilo e extremamente profissional), trajes limpos, decentes e confortáveis, bem como boa apresentação pessoal. </li></ul>Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  8. 8. O que se deve fazer SEMPRE <ul><li>Apresentar-se à família ao chegar; </li></ul><ul><li>Receber o plantão de seu colega </li></ul><ul><li>Conferir os materiais, medicamentos e equipamentos na residência ao assumir o plantão; </li></ul><ul><li>Manter o ambiente de trabalho sempre limpo e organizado; </li></ul><ul><li>Manter o prontuário do paciente sempre atualizado e arrumado; </li></ul><ul><li>Comunicar com antecedência mínima de 48 horas quando precisar de substituto / coringa </li></ul><ul><li>Pautar as ações de Enfermagem baseando-se no Código de Ética de Enfermagem (disponível no COREN e online) </li></ul>Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  9. 9. O que não se deve fazer NUNCA <ul><li>Brigar com a família por qualquer motivo </li></ul><ul><li>Falar mal do colega de plantão na residência </li></ul><ul><li>Não deixar recadinhos, desenhos, rabiscos e coisas do gênero no prontuário do paciente, muito menos na evolução de enfermagem (lembre-se sempre de que o prontuário do paciente e tudo que está contido nele são documentos, e devem ser tratados como tal) </li></ul><ul><li>Não usar outra cor de caneta que não seja a indicada para o plantão </li></ul><ul><li>Discutir assuntos relacionados à pagamento na residência </li></ul><ul><li>Usar o telefone da residência em demasia </li></ul><ul><li>Usar o telefone celular em demasia quando na residência </li></ul><ul><li>Deixar o paciente sem assistência de enfermagem por qualquer motivo </li></ul><ul><li>Deixar a residência sem comunicar ao enfermeiro supervisor do home care </li></ul><ul><li>Não abusar da cordialidade da família ( o fato da família deixar não significa que você DEVA fazer) </li></ul><ul><li>Deixar de fazer a evolução de enfermagem </li></ul>Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  10. 10. Impressos do Home Care <ul><li>De acordo com a empresa, haverá uma enorme gama de impressos, mas os impressos que nos interessam aqui são: </li></ul><ul><li>a prescrição médica e prescrição de enfermagem (que devem ser checadas SEMPRE), e a evolução de enfermagem, que deve ser sempre preenchida de acordo e conter a evolução corrida dos fatos e intercorrências relacionadas ao paciente. </li></ul><ul><li>Os impressos devem ser preenchidos evitando-se rasuras ou erros, com a caneta adequada ao horário de seu preenchimento (azul ou preta para o dia, e vermelha para a noite) e conter todos os detalhes de cada procedimento, o que foi feito, quanto foi utilizado, como foi utilizado, porque a evolução de enfermagem é um instrumento importantíssimo para o faturamento do convênio e o pagamento de todos os materiais utilizados. </li></ul>Drª Renata Oliveira de Souza Atualização e Treinamento em Home Care
  11. 11. O que deve constar na evolução de enfermagem <ul><li>Nível de consciência </li></ul><ul><li>Posição no leito ou nível de locomoção (acamado, restrito ao leito, deambula com auxílio, deambula) </li></ul><ul><li>Aspecto da pele (coloração e hidratação) </li></ul><ul><li>Terminologia dos sinais vitais (parâmetros) – hipo, hiper e normo </li></ul><ul><li>Relacionar catéteres e materiais utilizados pelo paciente (sonda vesical, sonda nasogástrica, sonda naso-enteral, cateter de oxigênio, scalps, gelcos, oxímetro, Oxigênio, macronebulização, respirador) </li></ul><ul><li>Relacionar cuidados de enfermagem (aceitação da medicação – descrever o medicamento administrado no horário prescrito, bem como a via de administração e a quantidade; troca de curativos – o que utilizou para fazer o procedimento, bem como as secreções – coloração, odor, aspecto, quantidade; ) </li></ul><ul><li>A aceitação ou não da dieta; </li></ul><ul><li>Eliminações vesicais e intestinais – aspecto, quantidade, coloração, odor; </li></ul><ul><li>balanço hídrico (se houver); </li></ul><ul><li>Sinais vitais (Temperatura, Pulso, Respiração e Pressão Arterial); </li></ul>
  12. 12. O ambiente do Home Care na residência <ul><li>Todo o ambiente para receber o paciente na residência é montado pela empresa de Home Care. </li></ul><ul><li>Este ambiente é composto de : </li></ul><ul><li>cama hospitalar </li></ul><ul><li>colchão pneumático/caixa de ovo </li></ul><ul><li>bomba infusora </li></ul><ul><li>suporte de soro </li></ul><ul><li>Oxímetro </li></ul><ul><li>aspirador portátil </li></ul><ul><li>Bala de Oxigênio </li></ul><ul><li>macro/micronebulização </li></ul><ul><li>concentrador de oxigênio </li></ul><ul><li>materiais e/ou medicamentos de uso do paciente </li></ul><ul><li>caixa de perfuro cortante, entre outros. </li></ul>
  13. 13. A Família e o Home Care <ul><li>Apesar de estar se tornando um modo cada vez mais utilizado de assistência ao paciente, o Home Care é sempre estressante de certa forma para a família, pelos motivos a seguir: </li></ul><ul><li>Tem sempre alguém estranho na residência ( no caso, o técnico de enfermagem); </li></ul><ul><li>A obrigatoriedade de ter vários profissionais entrando na residência em diferentes horários (téc de enfermagem, fisioterapeuta, médico, enfermeiro, entrega de oxigênio, materiais). </li></ul><ul><li>O custo de ter o cliente internado em residência (relativo à luz, água e alimentação). </li></ul><ul><li>Os riscos naturais de ter o paciente em casa (em casos de emergência) </li></ul><ul><li>A insegurança da família, tanto em relação a um técnico novo quanto aos cuidados prestados (se ele será tão bem cuidado quanto no hospital) </li></ul><ul><li>È fundamental que o técnico de enfermagem entenda as circunstâncias nas quais ele irá prestar o cuidado, bem como a fragilidade emocional da família neste momento. </li></ul>
  14. 14. Controle dos Equipamentos no Home Care <ul><li>Na residência há vários equipamentos locados pela empresa de Home Care que serão utilizados pelo cliente. É de responsabilidade do técnico de enfermagem, ao assumir o plantão, checar se todo material de uso está adequado e funcionante. </li></ul><ul><li>Equipamentos que deverão ser checados: </li></ul><ul><li>aparelho de macro/micronebulização, </li></ul><ul><li>aspirador portátil, </li></ul><ul><li>bomba infusora, </li></ul><ul><li>traquéia corrugada, </li></ul><ul><li>fluxômetro do oxigênio, </li></ul><ul><li>quantidade de O2 na bala, </li></ul><ul><li>materiais e medicamentos de uso diário (termômetro, esteto) </li></ul><ul><li>aparelho de PA </li></ul><ul><li>aparelho de glicemia (HGT). </li></ul><ul><li>OBS: O oxigênio usado pelo paciente deverá ser SEMPRE observado, (principalmente na troca de plantão) para evitar a falta deste para o paciente. Quando o regulador de pressão da bala de O2 estiver marcando 50l, deverá ser solicitada a troca. </li></ul>
  15. 15. Materiais usados no paciente de Home Care <ul><li>A empresa de home care, devidamente autorizada pelo convênio de saúde, libera uma quantidade específica de medicamentos e/ou materiais para que seja feito o uso pelo profissional de saúde no cuidado ao cliente, objetivando um atendimento adequado. Desta forma, caberá ao técnico de enfermagem – profissional que diretamente cuida do cliente – estar atendo aos gastos excessivos de materiais, o que acarretará em falta para o próximo plantão/colega e não haverá como a empresa de Home Care enviar mais, caso não haja nova autorização pelo convênio. </li></ul><ul><li>A cada visita médica podem ocorrer mudanças na prescrição do cliente, que devem ser informadas ao enfermeiro(a) supervisor(a) da residência, a fim de que possa ser providenciada a chegada do novo medicamento solicitado, bem como para torná-lo(a) ciente dos acontecimentos na residência em relação ao paciente. </li></ul>
  16. 16. Administração de Medicamentos no Home Care <ul><li>Como já foi abordado anteriormente, tudo deve ser registrado na evolução de enfermagem, inclusive a medicação (horário, dosagem e via de administração). </li></ul><ul><li>É importante lembrar sempre: </li></ul><ul><li>De checar a validade das medicações na residência; </li></ul><ul><li>De manter os medicamentos em suas embalagens originais; </li></ul><ul><li>Observar o local de armazenamento dos mesmo, evitando locais úmidos e quentes, pois podem alterar as propriedades da medicação, bem como a coloração; </li></ul><ul><li>Evitar o desperdício de medicamento, observando com antecedência como e por qual via ele deve ser administrado; </li></ul><ul><li>Independente da fonte, o profissional de saúde deverá seguir exatamente a prescrição médica que se encontra no prontuário, tendo o cuidado de não administrar nada diferente daquilo estabelecido pelo médico, ainda que a família insista (a não ser nos casos de emergência, onde o médico é comunicado e orienta a realização de alguma medicação ou procedimento). </li></ul>
  17. 17. Emergências em Home Care – Procedimentos Básicos <ul><li>Quando o paciente apresentar alterações significativas no seu estado de saúde, o protocolo é: sempre avisar a equipe médica(o médico assistente e a enfermeira supervisora) do Home Care da residência, e aguardar as instruções a serem seguidas. </li></ul><ul><li>O que deve ser observado: </li></ul><ul><li>SatO2; </li></ul><ul><li>cabeceira elevada; </li></ul><ul><li>TQT/VAS (se estão pérveas); </li></ul><ul><li>Pressão Arterial; </li></ul><ul><li>Respiração; </li></ul><ul><li>Glicemia; </li></ul><ul><li>Pulso; </li></ul><ul><li>Temperatura; </li></ul><ul><li>Nível de consciência; </li></ul><ul><li>Cianose de extremidades; </li></ul><ul><li>Palidez, pele fria, sudorese; </li></ul>
  18. 18. Procedimentos em Home Care <ul><li>Calçando as luvas </li></ul><ul><li>De procedimento – não há uma ordem para vestí-las </li></ul><ul><li>Estéreis – o pacote deve estar de frente para você, que deverá ser aberto, para que seja desdobrado e você possa puxar as abas de papel para expor as luvas. </li></ul><ul><li>Após esse procedimento, pegue a luva a ser calçada com a mão contrária pela parte de DENTRO, e enfie a mão que será calçada dentro. Deixe para fazer os ajustes por fora quando estiver com as duas mãos enluvadas. </li></ul><ul><li>Depois da primeira mão, você pegará a outra luva a ser calçada pela bainha do lado de FORA, e colocará a mão restante. Agora, com as duas mãos enluvadas, pode-se fazer os ajustes necessários (se algum dedo ficou faltando, ou se a luva ficou torta). Cuidado para não puxar demais e rasgar a luva! </li></ul><ul><li>Para descartar os dois tipos de luva, o procedimento é o mesmo </li></ul><ul><li>Pega-se a primeira luva a ser descartada por FORA e puxa-se até o final delicadamente, de modo que ela saia toda do avesso. </li></ul><ul><li>Faz-se então um bolinho com essa luva na mão que será descalçada, puxando a borda da luva desta vez por DENTRO da mão, para ao final enrolar tudo num montinho. </li></ul><ul><li>Daí pode-se descartar com segurança. </li></ul>
  19. 19. Traqueostomia (TQT) <ul><li>O que é – abertura externa feita na traquéia, indicada nos problemas respiratórios, com a finalidade de: </li></ul><ul><li>-obter e manter uma via aérea pérvea; </li></ul><ul><li>-substituir a sonda endotraqueal em paciente que necessita de ventilação assistida por tempo prolongado; </li></ul><ul><li>- Permitir a aspiração de secreções traqueobrônquicas; </li></ul><ul><li>As cânulas podem ser de material plástico ou metálicas, com o sem cuff, com ou sem cânula interna e de tamanho variável ( as de plástico descartável de 9 a 14 mm e as metálicas de numeração 0 a 8) </li></ul>
  20. 20. <ul><li>- Cuidados de Enfermagem - </li></ul><ul><li>Manter posicionamento correto da cânula para evitar lesão à traquéia; </li></ul><ul><li>Trocar o curativo diariamente e sempre que necssário: limpeza e antissepsia da borda da incisão (ósteo), troca das gazes e do cadarço / fixador de TQT; </li></ul><ul><li>Manter a cânula interna limpa e permeável: enluvar as mãos, desconectar a cânula interna da externa, lavá-la em toda sua extensão, secá-la e reintroduzi-la na cânula externa </li></ul>
  21. 21. Aspiração de VAS (Vias Aéreas Superiores) <ul><li>O que é - consiste na introdução de uma sonda nas vias respiratórias do paciente, para a extração de secreção. Para que a secreção seja removida, a sonda de aspiração deve ser conectada a um aspirador com pressão de sucção ou pressão negativa. </li></ul><ul><li>- cuidados de enfermagem – </li></ul><ul><li>- Aspirar vias aéreas, de acordo com a situação clínica: aspiração endotraqueal, aspiração de traqueostomia ou aspiração nasotraqueal. </li></ul><ul><li>- Aspirar com material estéril (luva, água, sonda). A seqüência de aspiração é primeiro: TQT, nariz e por último boca, não retornando a estes pontos após passar por eles! </li></ul><ul><li>- Ministrar oxigenioterapia se necessário. </li></ul><ul><li>- Para lavar o circuito, APÓS a aspiração, a água poderá não ser estéril, lembrando sempre de descartar todo o material (luva, água, sonda) após o procedimento. </li></ul><ul><li>- Realizar higiene oral freqüente. </li></ul>
  22. 22. Aspiração - procedimento <ul><li>Material Utilizado </li></ul><ul><li>Luva estéril </li></ul><ul><li>Sonda de aspiração </li></ul><ul><li>Água destilada estéril </li></ul><ul><li>Gaze </li></ul><ul><li>Seringa de 10 ml </li></ul><ul><li>Aspirador </li></ul><ul><li>Máscara </li></ul>
  23. 23. Como proceder <ul><li>Lavar as mãos </li></ul><ul><li>Orientar o cliente para o procedimento </li></ul><ul><li>Reunir todo o material necessário </li></ul><ul><li>Abrir apenas a parte de cima do invólucro da sonda de aspiração, expondo a ponta da sonda que será adaptada ao aspirador; </li></ul><ul><li>Conectar a sonda de aspiração ao aspirador de modo que a outra extremidade se mantenha estéril </li></ul><ul><li>Calçar luva estéril na mão dominante </li></ul><ul><li>Retirar a sonda do invólucro e pegá-la com a mão enluvada; </li></ul><ul><li>Abrir o vácuo do aspirador; </li></ul><ul><li>Pinçar a sonda com a mão não enluvada; </li></ul><ul><li>Introduzir a sonda na TQT; </li></ul><ul><li>Desfazer a pinça da sonda de aspiração; </li></ul><ul><li>Aspirar a secreção fazendo movimentos rotatórios com a sonda; </li></ul><ul><li>Lavar a sonda em água destilada estéril ou soro fisiológico; </li></ul><ul><li>Repetir os passos nas narinas se necessário; </li></ul><ul><li>Aspirar a boca, se necessário; </li></ul><ul><li>Lavar a sonda sempre que for necessário; </li></ul><ul><li>Fechar o vácuo do aspirador; </li></ul><ul><li>Desprezar o material contaminado </li></ul><ul><li>Deixar o cliente confrtável </li></ul><ul><li>Lavar as mãos </li></ul><ul><li>Realizar as anotações de enfermagem </li></ul>
  24. 24. Oxigenoterapia, Macronebulização e Nebulização <ul><li>O que é - Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar a hipóxia tecidual O oxigênio é um gás inodoro, incolor, altamente combustível e indispensável à vida humana. É considerado um medicamento e deve ser utilizado com cautela e sob prescrição médica. Todo cliente com desconforto respiratório, na iminência de diminuir o conteúdo de oxigênio sanguíneo ou de comprometer seu transporte deve receber oxigênio suplementar. O objetivo da oxigenoterapia é manter uma concentração do gás oxigênio, no ar inspirado, capaz de oxigenar adequadamente o sangue que sai dos pulmões.O oxigênio tem efeito irritante sobre a membrana mucosa do trato respiratório, tornando-a seca se não umidificado. A utilização arbritária de oxigênio suplementar pode causar reações adversas. A administração de oxigênio em concentração superior a 50% por mais de 48 horas pode causar toxicidade. </li></ul><ul><li>Avaliação Clínica do Paciente: Sinais de hipóxia são: - Sinais respiratórios: Taquipnéia, respiração laboriosa (retração intercostal, batimento de asa do nariz), cianose progressiva;  - Sinais cardíacos: Taquicardia (precoce), bradicardia, hipotensão e parada cardíaca (subseqüentes ao 1°); - Sinais neurológicos: Inquietação, confusão, prostração, convulsão e coma; - Outros: Palidez. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Métodos de Administração de Oxigênio </li></ul><ul><li>a) cânula nasal - é empregado quando o paciente requer uma concentração média ou baixa de O2. É relativamente simples e permite que o paciente converse, alimente, sem interrupção de O2. b) Cateter Nasal - Visa administrar concentrações baixas a moderadas de O2. É de fácil aplicação, mas nem sempre é bem tolerada principalmente por crianças. c) Máscara de Venturi (micro)- Constitui o método mais seguro e exato para liberar a concentração necessária de oxigênio, sem considerar a profundidade ou freqüência da respiração. </li></ul><ul><li>d) Máscara de Aerosol, Tendas Faciais (macro) - São utilizadas com dispositivo de aerosol, que podem ser ajustadas para concentrações que variam de 27% a 100%. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Efeitos Tóxicos e Colaterais na Administração de O2 </li></ul><ul><li>- Em pacientes portadores de DPOC, a administração de altas concentrações de O2 eliminará o estímulo respiratório - apnéia; - Resseca a mucosa do sistema respiratório; - Altas concentrações de O2 (acima de 50%) por tempo prolongado ocasionam alterações pulmonares (atelectasias, hemorragia e outros); - Altas concentrações de O2 (acima de 100%) há ação tóxica sobre os vasos da retina, determinando a fibroplasia retrolenticular. </li></ul>
  27. 27. Cuidados com o O2 e com sua Administração <ul><li>- Não administra-lo sem o redutor de pressão e o fluxômetro; - Colocar umidificador com água destilada ou esterilizada até o nível indicado; - Colocar aviso de &quot;Não Fumar&quot; na porta do quarto do paciente; - Controlar a quantidade de litros por minutos; - Observar se a máscara ou cateter estão bem adaptados e em bom funcionamento; - Dar apoio psicológico ao paciente; - Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos à umidade; - Avaliar o funcionamento do aparelho constantemente observando o volume de água do umidificador e a quantidade de litros por minuto; - Explicar as condutas e as necessidades da oxigenoterapia ao paciente e acompanhantes e pedir para não fumar; - Observar e palpar o epigástrio para constatar o aparecimento de distensão; - Fazer revezamento das narinas a cada 8 horas (cateter); - Avaliar com freqüência as condições do paciente, sinais de hipóxia, anotar e dar assistência adequada; - Manter vias aéreas desobstruídas; - Manter os cilindros de O2 na vertical, longe de aparelhos elétricos e de fontes de calor; - Controlar sinais vitais. </li></ul>
  28. 28. Gastrostomia (GTT) <ul><li>O que é – sonda introduzida no estômago através de um orifício na parede abdominal, para administrar líquidos e dieta líquida em pacientes impossibilitados de deglutir. Ela pode ser definitiva ou temporária. </li></ul><ul><li>-cuidados de enfermagem- </li></ul><ul><li>colocar o paciente na posição Fowler no momento de administração da dieta; </li></ul><ul><li>Retirar a tampa do orifício da sonda, proteger a extremidade com gaze e adaptar um funil ou introduzir a dieta através de uma seringa; </li></ul><ul><li>Injetar lentamente a dieta, evitando a entrada de ar; </li></ul><ul><li>Introduzir água após a dieta para evitar obstrução e manter a sonda limpa; </li></ul><ul><li>Lavar diariamente a região com água e sabão e fazer curativo ao redor do orifício de gastrostomia; proteger com gaze e fixar a sonda com esparadrapo; </li></ul><ul><li>Observar lesões ao redor do orifício da gastrostomia devido à ação corrosiva do suco gástrico. Recomenda-se, em pele íntegra, passar no local pasta de alumínio ou tintura de benjoim par prevenir as irritações cutâneas; </li></ul><ul><li>Anotar quantidade, aceitação do paciente e intercorrências. </li></ul>
  29. 29. SNE (Sonda Naso-Enteral) <ul><li>O que é – sonda de silicone que promove a introdução da dieta diretamente para o duodeno ou região alta do jejuno. É de boa aceitação para uso prolongado, não existe alteração no processo digestivo,e conseqüentemente, há melhor absorção da dieta. </li></ul><ul><li>- cuidados de enfermagem na administração da dieta por SNE- </li></ul><ul><li>Retirar a dieta 1 hora antes da geladeira, para administrá-la em temperatura ambiente; </li></ul><ul><li>Conectar o frasco ao equipo de soro e retirar o ar da extensão; </li></ul><ul><li>Observar técnica asséptica, pois no duodeno e jejuno existem condições favoráveis ao crescimento bacteriano: número de bactérias reduzido e ph alcalino; </li></ul><ul><li>Colocar o frasco a uma altura de mais ou menos 50 cm e conectá-lo à sonda; </li></ul><ul><li>Colocar paciente na posição Fowler ou Semi-Fowler; </li></ul><ul><li>Administrar a dieta, com o nº de gotas de acordo com a prescrição; </li></ul><ul><li>Injetar 20 ml de água na sonda após a administração da dieta, para mantê-la limpa e evitar obstruções; </li></ul><ul><li>Anotar aceitação do paciente, quantidade administrada e intercorrências. </li></ul><ul><li>Controlar peso e correlacionar com a aceitação da dietae presença de diarréia, edema e outras intercorrências. </li></ul>
  30. 30. Dieta e Bomba Infusora <ul><li>A alimentação é parte fundamental na recuperação da saúde do paciente, portanto ela é sempre indicada pelo médico em conjunto com a nutricionista. </li></ul><ul><li>Existem basicamente 2 tipos de dieta: a artesanal e a industrializada. A artesanal geralmente é infundida em bolus ou por gavagem; a industrializada geralmente é infundida em BI (Bomba Infusora), na qual geralmente são inseridos dados como volume total, nº de horas nas quais será infundido, ou ainda o ml/h (volume em ml a ser administrado por hora). È importante lembrar que existem vários tipos de bomba infusora, bem como vários tipos de equipos compatíveis com cada uma delas. A bomba infusora também serve para administração de medicamentos de infusão lenta (como Dobutamina, Dopamina, entre outros), ou medicações que exijam um gotejamento preciso (Dripping de Insulina e Heparina) </li></ul>
  31. 31. Colostomia <ul><li>O que é – exteriorização de um porção do cólon na parede abdominal, criando uma abertura, temporária ou permanente, para a saída das fezes pastosas. A colostomia pode ser simples, quando possui uma abertura, ou dupla, quando há uma abertura proximal (para saída de fezes) e a distal (que é irrigada periodicamente para a manutenção da limpeza e retirada do muco). </li></ul>
  32. 32. <ul><li>Cuidados de Enfermagem </li></ul><ul><li>Trocar a bolsa de colostomia sempre que necessário, ou seja, ao se encher de fezes ou ao se descolar; </li></ul><ul><li>Esvaziar a bolsa de colostomia drenável do tipo “Karaya”, retirando o clamp, limpar a bolsa e recolocar o clamp; </li></ul><ul><li>Limpar o local com antisséptico ao trocar a bolsa e após a higiene local. A partir do 7 PO lavar apenas com água e sabão sem esfregar; </li></ul><ul><li>Passar tintura de benjoim na área em que será aderida a parte gomada da bolsa (se a pele não estiver irritada) </li></ul><ul><li>Orientar para evitar alimentos que aumentam o odor e a formação de gases, tais como cebola, repolho, couve-flor, nabo, peixe, ovo, feijão, cerveja; </li></ul><ul><li>Estimular ingestão de alimentos que reduzem o odor: espinafre, salsa, iogurte; </li></ul><ul><li>Estimular hidratação, pois há maior quantidade de água nas fezes; </li></ul><ul><li>Controlar e anotar freqüência e características da evacuação; </li></ul>
  33. 33. Outros Procedimentos <ul><li>Sinais vitais </li></ul><ul><li>Pa – usa-se o estetoscópio + esfignomanômetro no braço do cliente e insuflar o manguito até uma pressão de 200 mmHg. O diafragma do esteto deve ser colocado sobre o pulso braquial; </li></ul><ul><li>Desinsuflar lentamente até ouvir o primeiro batimento (Pa Máxima), e continuar ouvindo até o último batimento (PA minima) </li></ul><ul><li>Temperatura – termômetro por 3 minutos </li></ul><ul><li>Pulso – posicionar os dedos indicador e médio em cima da artéria radial e sentir os batimentos, contando-os por 1 minuto; </li></ul><ul><li>Respiração – observar os movimentos respiratórios, a freqüência, o ritmo e a amplitude </li></ul><ul><li>Uso da nomeclatura adequada para designar os parâmetros (hipo, hiper, normo) </li></ul>
  34. 34. Sonda vesical de alívio e de demora <ul><li>O que é – procedimento utilizado quando o cliente está impossibilitado de urinar espontâneamente, sendo necessária a drenagem artificial através de cateteres ou sondas. Por serem invasivos e com grande risco de infecções, esses procedimentos são prescritos pelo médico quando absolutamente necessários. </li></ul><ul><li>A sondagem vesical é um procedimento asséptico complexo </li></ul><ul><li>Objetivos – </li></ul><ul><li>Drenar o coteúdo da bexiga </li></ul><ul><li>Monitorizar e computar o débito urinário </li></ul><ul><li>Lavar e irrigar a bexiga </li></ul><ul><li>Coletar material estéril para pesquisa. </li></ul>
  35. 35. Procedimento – Sondagem Vesical <ul><li>Consiste basicamente de 2 partes </li></ul><ul><li>A lavagem externa – na mulher: em posição ginecológica, limpa-se os grandes lábios, pega-se outra gaze e limpa-se os pequenos lábios e com outra gaze o meato uretral, sempre de cima para baixo, sem retornar;no homem corpo do pênis, de cima pra baixo,uma única vez sem retornar, depois a glande em movimentos circulares, da borda da cabeça em direção ao meto uretral. Proteger após o procedimento com uma gaze estéril. </li></ul><ul><li>A sondagem propriamente dita – separar todo o material a ser utilizado dentro do campo da luva estéril (gaze com xilocaína, seringa de 20 ml, agulha 40x12, sonda vesical) deixar o frasco de água destilada fora para ser aspirado depois. </li></ul><ul><li>Na mulher – tracionam-se os grandes lábios para cima e para fora, para expor a uretra; </li></ul><ul><li>No homem – arregaçar a pele do corpo do pênis para expor a cabeça da glande, visualizando assim a uretra </li></ul><ul><li>Lubrifica-se a ponta da sonda na xilocaína, e introduz-se na uretra até a saída da urina. </li></ul>
  36. 36. Punção venosa <ul><li>Deve ser realizada no sentido paralelo ao vaso a ser puncionado, com o uso de EPI (luvas de procedimento), e com antissepsia do local a ser puncionado com álcool a 70. </li></ul><ul><li>O garrote deve aperta o suficiente para se conseguir visualizar a veia. </li></ul><ul><li>Não se deve bater no local para fazer a veia “saltar”, pois o sangramento será muito maior ao puncionar, bem como a possibilidade de extravazar o acesso. </li></ul><ul><li>Punções emergenciais devem utilizar dispositivos de calibre maior. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Obrigado </li></ul>

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