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PÁGINA   18                 LORENA GOMES CUMIN - 16 ANOS                 1. Exame Nacional do Ensino Médio.               ...
EXEMPLAR         1,   EDIÇÃO       1               PÁGINA   19POEMA DA SAUDADEDilma era uma profissional dedicada.Objetiva...
LINGUAGENS      Este trabalho foi organizado e desenvolvido pelo grupode Linguagens, formado pelos alunos: Adriana, Gabrie...
3º V01    “DYLIO PENEDO”                       CIÊNCIAS DA NATUREZA                       E X E M P L A R   1 ,   E D I Ç ...
PÁGINA      22                      O PLANETA PEDE SOCORRO!                        D      e alguns anos para              ...
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PÁGINA     24                   NOSSO CORPO E O CICLO DO CARBONO                    O       s átomos de car-              ...
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PÁGINA    26                   e pequenas empresas da        tante conceituada e apre-       A metodologia elabora-       ...
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PÁGINA      28                     CHARGE“Meio ambiente é   onde se vive, epreservá-lo é uma    obrigação de          todo...
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  1. 1. Patrocinadores...
  2. 2. Editorial... Quando falamos em “início”, nos vem à cabeça a ideia de ino-vação, que é de certa forma um desafio e por ser algo novo e des-conhecido, requer muitos esforços para se alcançar o objetivo es-perado. O projeto “Revista Acadêmica”, um trabalho inédito na esco-la, proposto inicialmente pelo professor de Língua Portuguesa,chamou a atenção de todos, tanto é que professores de outrasdisciplinas também se interessaram em participar, para assimformar uma revista interdisciplinar. Assim decidido, os alunos da 3ª série do ensino médio daEEEFM “Dylio Penedo” foram organizados em três grupos,sendo cada grupo responsável por uma área e cada área por re-tratar temáticas referentes às respectivas disciplinas. Como nos-sa revista é aberta a opiniões, decidimos nomeá-la como OPI-NATIVA, a sua revista de opinião sempre ativa. Foram muitos os dias de pesquisa e criação; cada detalhe foielaborado com muito carinho e clareza, para que você, leitor,possa usufruir da qualidade do material e de tanta dedicação. E para que fique informado, um dos vários assuntos que se-rão abordados são os impactos ambientais, sérios problemas en-contrados em nosso planeta. Você irá adquirir maior conheci-mento sobre algumas das suas causas e possíveis alternativas pa-ra diminuição do problema. Não deixe de conferir esse e outros assuntos e temas, pois sóassim terá a certeza de que tudo foi feito com dedicação total,especialmente para você. Boa Leitura!
  3. 3. Índice...  A Escola e a Prática da Leitura ... 06  Literatura Capixaba ... 07  Dicas de Leitura ... 08  A influência da Imigração no ES ... 09  A influência do Inglês no Brasil ... 11  O Bilinguismo Emergente ... 11  Onde estão as aulas de Espanhol? ... 13  Mudanças Ortográficas ... 13  ENEM e Dicas ... 16  Poema da Saudade ... 19 O planeta pede Socorro ... 22 Combustíveis Fósseis ... 23 Nosso Corpo e o Ciclo do Carbono ... 24 Saiba Mais ... 25 Uma descoberta Fantástica ... 27 Pense Bem ... 28 Calculadora: Benefício ou Malefício? ... 30 Desafios ... 31  Como você Ama ... 34  Recursos Naturais ... 35  Participação Feminina no Brasil ... 36  Do outro lado do mundo ... 37  Barbárie sem fim ... 37  Lei é Lei ... 37  A influência da Mídia e a Era Dilma ... 38
  4. 4. 3º V01 “DYLIO PENEDO”NESTA LINGUAGENSÁREA: E X E M P L A R 1 , E D I Ç Ã O 1 2 0 1 1 A ESCOLA E A PRÁTICA DA 6 LEITURA FIQUE ATENTO! LITERATURA CAPIXABA 7 EXISTE? DICAS DE 8 LEITURAA INFLUÊNCIADA IMIGRAÇÃO 9 NO ESFIQUE LIGADO! 11A INFLUÊNCIADO INGLÊS NO 11 BRASILO BILINGUISMO 11 EMERGENTEONDE ESTÃO AS AULAS DE 13 ESPANHOL? MUDANÇAS 13ORTOGRÁFICAS ENTREVISTA 15ENEM E DICAS 16 ENQUETE 17 POEMA DA SAUDADE 19 MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS...
  5. 5. PÁGINA 6 A ESCOLA E A PRÁTICA DA LEITURA A intensificação das avaliações educaci- onais externas em larga lhos. Para muitos, a escola erra por tratar a leitura gica inovadora no campo da leitura e, consequente- mente, o baixo desempe- escala no Brasil e no Esta- como algo secundário ou nho verificado nas avalia- do tem revelado, em al- como pretexto para a ções sistêmicas. guns casos, resultados abordagem de aspectos Neste sentido, enquanto muito aquém do esperado meramente gramaticais, não conseguirmos fazer para as séries avaliadas. em vez de criar momentos com que nossos alunos No tocante ao baixo de- e situações prazerosas de leiam por prazer, acho sempenho de muitas esco- leitura. Outra prática co- válido que eles sejam sub- las nos testes de leitura, mumente citada por espe- metidos a leituras obriga- cabe um questionamento: cialistas no sentido de tórias, atividade que pode por que muitos alunos, no mostrar a ineficiência da se mostrar bastante positi- último ano do ensino fun- escola quanto ao incentivo va se consideradas as inú- damental ou já no ensino da leitura é que na educa- meras possibilidades de médio apresentam dificul- ção básica, especialmente exploração do texto literá- dades que incluem até a nas séries finais do ensino rio, dada a diversidade de identificação de informa- fundamental e no ensino textos e o estabelecimen- ções explícitas num texto? médio, a leitura geralmen- to de relações intertextu- As respostas a tal questi- te se limita à disciplina de ais com outras linguagens onamento certamente Língua Portuguesa, que como a música, o cinema, devem levar em conta o por sua vez, prioriza mo- a dança e o teatro, por papel da escola na forma- mentos estanques por exemplo. Em entrevista"A leitura, como ção do leitor. Estudos indi- meio da leitura obrigatória concedida à última publica- cam que o hábito de ler é de determinadas obras da ção de Na Ponta do Lápis a comida, não algo que se estabelece até tradição literária. – Olimpíada de Língua os 16 anos de idade. Embora reconheçamos Portuguesa - Escrevendo o alimenta senão Considerando o ingresso que o hábito de ler deva Futuro, o professor Antô- digerida." da criança no ensino fun- ser estimulado o mais ce- nio Augusto Gomes Batis- damental por volta dos 6 do possível e de forma ta afirma que “uma pesqui- anos, o que a escola (não) prazerosa, buscando a sa recente, em regiões (Marquês de tem feito para desenvolver formação de um leitor metropolitanas, mostrou Maricá) no aluno o gosto pela lei- autônomo, também não que para boa parte dos tura? podemos descartar a im- jovens entrevistados, que Antes de responder a tal portância da atividade de estavam na escola, o pro- indagação, é preciso desta- leitura, ainda que em cará- fessor não havia indicado a car que não se deveria ter obrigatório, sob o ris- leitura literária. Isso é um imputar unicamente à es- co de os alunos não lerem, fenômeno recorrente, que cola a responsabilidade ou já que não tendo o hábito diminui a chance de apro- a culpa pela formação ou de ler, dificilmente se ximar os alunos da litera- não do hábito de ler. Por constituirão leitores. tura”. Batista afirma ainda outro lado, por uma série Há de se considerar ain- que esse fenômeno tende de fatores, não se pode da que, apesar de tantas a crescer com a substitui- esperar muito das famílias discussões quanto ao cur- ção dos vestibulares pelo quanto ao desenvolvimen- rículo escolar, ainda impe- ENEM, por muitas univer- to do gosto pela leitura, ra uma visão tradicional de sidades brasileiras, uma uma vez que, tradicional- currículo, marcada pela vez que a leitura de deter- mente, o incentivo à leitu- valorização de longas listas minadas obras literárias ra não é uma prática co- de conteúdos, além de deixa de ser explicitamen- mum na maioria das famí- uma formação deficiente te cobrada. lias brasileiras, que geral- dos professores em sua Exemplos de exploração mente delegam à escola a formação inicial, nos cur- significativa do texto literá- tarefa de educação e sos de licenciatura, o que rio a partir do contato “leiturização” de seus fi- dificulta uma ação pedagó- com outras linguagens OPINATIVA
  6. 6. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 7podem ser observados na prá- Educação, envolve todos os médio desta escola, possibili-tica de muitas instituições de alunos do ensino fundamental tando-lhes melhores condiçõesensino. Na EEEFM Dylio Pene- e médio regular da escola, de estabelecer as primeirasdo, por exemplo, há anos os envolvendo ainda a comunida- ligações entre o período pré-professores de Língua Portu- de extra escolar. modernista e modernista daguesa, inicialmente, promove- Por falar em obrigatoriedade literatura brasileira, além de osram um maior contato do alu- de leitura, os livros Karina auxiliarem na produção dano com a literatura por meio (Virgínia Tamanini), Canaã primeira edição desta revista,da realização de saraus literá- (Graça Aranha), Perto do co- e, o mais importante, semrios. A partir de sua receptivi- ração selvagem (Clarice Lis- traumas.dade positiva junto aos alunos, pector), Cap ão pecadojá foram realizadas 7 edições (Ferréz) e Cidade de Deusda Semana Literária, um even- (Paulo Lins) foram lidos e Por Jocimar Robertoto que, indo além do Festival apresentados durante o segun- Rosade Leitura, atualmente previsto do trimestre letivo pelos alu-pela Secretaria de Estado da nos da terceira série do ensino “É melhorLITERATURA CAPIXABA EXISTE? ser poça no deserto do L iteratura Capixaba exis- me tomavam a atenção. assunto mais descobri obras e que lago no te? Durante muito tem- Mas aí apareceu Elisa Lucinda autores interessantes.po da minha vida escolar acre- no cenário nacional, com seus Como professora, acredito Rio”ditei que não. Que o capixaba poemas; também com aquele ser possível e necessário quesó lia os clássicos da Literatura jeito dócil e singelo de escre- se invista mais neste tipo deBrasileira e os admirava, assim ver. Então Literatura Capixaba obra em nossas escolas, princi-como fazem com os times de existe! Era pouco. Mas eis que palmente para que nós, dafutebol do Rio de Janeiro. Mas, surge Viviane Mosé, que me terrinha, possamos acreditarserá que eu estava certa? Será encantou, pois transforma na nossa criatividade e inventi-que nós somos realmente um Filosofia em poesia – achei vidade.povo sem literatura? Vivemos lindo – adoro poesia e amoà sombra dos outros “cultos”? Filosofia. E aí constatei, Litera- Mas uma obra literária apa- tura Capixaba existe; pelo me- Por Marilene Maireceu em meu mundo escolar, nos para mim. E ajá como professora, apresenta- meu ver está bem vivada por um colega, professor e tem um jeito de ser,de Língua Portuguesa – Karina simples, dócil e cotidi-de Virgínia Tamanini. Encantei- ano.me com a forma leve como E resolvi buscarera retratada a saga do imi- informações na rede –grante italiano em terras capi- pescar meu peixexabas. Aí, pensei! Literatura literário – e me depa-Capixaba existe? Ou é apenas rei com o grupo Le-um ponto perdido no emara- tra, criado em 1987, enhado mundo das letras brasi- que afirmava que eraleiras? Mas acabei parando possível ter Literaturanesta indagação, pois nada de Capixaba, pois: “Énovo apareceu no meu cenário melhor ser poça noliterário e também não me deserto do que lagointeressei mais pelo assunto; no Rio”. E quantotinha outros interesses, que mais eu lia sobre o
  7. 7. PÁGINA 8 DICAS DE LEITURA: CANAÃ A obra Canaã, escri- ta por Graça Ara- nha, é considerada o mar- futuro do Brasil e na força regeneradora do amor universal. Por outro lado retrata a influência da imi- gração alemã no Estado, tendo como característica co inicial do pré - Lentz é um adepto das marcante a descrição de modernismo no Brasil, teorias racistas; para ele, como os imigrantes ale- tendo como tema central os brasileiros, por serem mães se estabeleceram e os debates entre dois co- mestiços, estão condena- criaram colônias. Canaã é lonos alemães que se esta- dos á dominação por parte uma das mais importantes beleceram no Espírito San- de raças “superiores”. obras da literatura capixa- to: Milkau e Lentz. O romance se passa em ba. Milkau representa o oti- Porto do Cachoeiro, atual- mismo, a confiança no mente Santa Leopoldina, "A leitura não PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM Odeve ser mais do romance Perto do dela uma pessoa fria e ego- renciava do que era co- Coração Selvagem, ísta. mum na época, sendo con- que um de Clarice Lispector, tem Ao escrever esta obra siderado único e pessoal, como personagem princi- modernista Clarice Lispec- pois dispensava influências exercício para pal Joana, uma jovem que tor valoriza a introspecção de outros estilos literários sofreu as consequências de psicológica, dando ênfase á atuando no momento em nos obrigar a um passado turbulento. A consciência e aos senti- que o livro foi escrito, morte de sua mãe quando mentos da personagem fugindo das técnicas tradi- criança e o desprezo de principal, realizando uma cionais e criando um mo- pensar." seus tios, que a deixaram analise introspectiva. O delo de escri- em um internato, fizeram estilo da escritora se dife- ta próprio. (Edward Gibbon) CAPÃO PECADO C apão Pecado é uma obra da literatura margi- literatura é expor o que fica à margem da socieda- de. A obra possui inúmeros aspectos que a tornam similar a obras naturalistas, nal, de autoria de O livro conta a história pois tem como forte ca- Reginaldo Ferreira de Rael, um menino que racterística a crítica social da Silva ou sim- sonhava em ser escritor, e e a exposição de ideias plesmente Ferréz, sintetiza uma escrita crua com muita verdade, e tam- que estreou como que caracteriza, através de bém atinge públicos que escritor retratan- personagens com histórias vão da classe média alta à do a realidade na bem cotidianas, a morte, a moradores que vivem na periferia, pois o violência e o consumo de periferia. papel deste tipo de drogas. OPINATIVA
  8. 8. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 9KARINA obra modernista, de Virginia com seus amigos em busca de G. Tamanini, uma legítima des- ouro, que outrora fora prome- cendente de italiano, na qual tido por Pietro Tabachi. Po- ao descrever a obra retrata a rém ao chegarem ao ES depa- saga dos imigrantes italianos. ram com outra realidade, ten- A história é narrada por do que trabalhar muito para Karina, que apesar do medo e garantir a sobrevivência, e lu- o sofrimento desde sua saída tando para superar perdas da Itália até a sua estabilidade dolorosas de entes queridos. no ES, faz de tudo para ultra- Mas, tudo isso não foi em passar os obstáculos e intem- vão, pois, todos, tanto os imi- péries, guardando seus sofri- grantes, quanto os seus filhos, mentos, escondendo suas lá- tornaram-se cidadãos brasilei- grimas e rindo de si mesma. ros. O livro Karina é uma obra da Literatura ca-pixaba; é considerada uma Karina é casada com seu primo Arthuro, e decidem vir junto “A leitura Vista atual da casa onde viveu Virgí- engrandece nia Tamanini, Serra do Canaã (julho a alma.” de 2006) Voltaire Fonte: www.davincivix.com.brA INFLUÊNCIA DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ E ITALIANA NO ES O Espírito Santo sempre foi uma das mais po-bres províncias do Império, e Intendente esta colônia foi denominada colônia Viana, resultando então em um muni- capixaba. Em 1847 fundaram a colônia de Santa Isabel, às margens doapesar de algumas iniciativas cípio, que até os dias de hoje Rio Jucu, com 163 colonosvisando seu desenvolvimento, compõe a grande Vitória. Ape- originários da Prússia. Em 1856tais como a navegação do Rio sar destas iniciativas, nossa fundaram a colônia de SantaDoce, construção de estradas Província, com poucos habi- Leopoldina, às margens do Rioligando o norte da Província a tantes e pequena produção Santa Maria da Vitória, comMinas Gerais e outras, ainda agrícola, não perdia a tal con- 140 colonos suíços. No anocontinuava na pobreza. dição. Mas alguns políticos e seguinte ali chegaram mais 222 Aproveitando da experiência autoridades já vinham defen- colonos alemães e luxembur-satisfatória de outros governa- dendo que o progresso viria guenses. No ano de 1860, es-dores, o Governador Francis- com a introdução de imigran- sas colônias foram visitadasco Rubin solicitou ao Inten- tes para colonizar a imensa pelo Imperador D. Pedro II,dente Geral de Polícia, Sr. Pau- área de seu território, ainda de quando de passagem pelo Espí-lo Viana, a criação de uma co- propriedade do Império. rito Santo.lônia de Imigrante, que em Durante o Governo Imperial No ano de 1870 a colônia de1813, foi instalada às margens e por alguns anos após a Pro- Santa Leopoldina foi subdividi-do Rio Santo Agostinho com clamação da República, uma da nos núcleos de Porto devárias famílias de açorianos. série de colônias e núcleos Cachoeiro, Timbuí e SantaEm homenagem ao referido foram criados no território Cruz. Timbuí deu origem a
  9. 9. PÁGINA 10 começaram a chegar a Vitória e então rumavam partir do ano de 1875, para a colônia de Santa constituídos de campone- Leopoldina e com a baga- ses pobres originários de gem às costas e crianças várias províncias da Lom- no colo- muitas delas bardia e do Veneto, regi- “borradas”- procuravam ões densamente povoadas um córrego ou rio para e pobres do norte da Itá- lavá-las. Sem ter o que lia. comer e como alimentar Essas “criaturas” imi- as crianças, seguiam seus grantes iniciavam suas sa- destinos até chegarem às gas deixando suas comuni- novas e sonhadas terras. dades a pé ou em carroças Em 1906, a empresa até a estação de trem mais Estrada de Ferro Vitória a próxima carregando suas Minas já havia construído a bagagens e tão somente o ferrovia de Vitória a Cola- que podia ser transporta- tina, com as várias esta- Santa Teresa e Santa Cruz do por eles próprios, pois ções de parada, entre elasImigrantes Italianos a Pau Gigante, hoje Ibiraçu não tinham ajuda para este Ibiraçu, Cavalinhos, Acioli,no ES. e João Neiva. A colônia objetivo e daí com destino Baunilha, Barbados (região de Santa Leopoldina tinha ao Porto de Gênova, em- insalubre, onde muitos um comércio maior do barcando no navio para italianos perderam a vida que a da Capital, Vitória, e, nunca mais voltar às suas na construção desta ferro- o grande responsável por origens. Viajavam de ter- via) e Colatina. Desde en- este sucesso foi o Rio San- ceira classe, em navios tão, a “italianada” deixou ta Maria da Vitória, que super lotados, mal cheiro- de fazer esses percursos a permitia a navegação. sos e pouquíssima higiene, pé ou a cavalo, para fazê- Com o objetivo de am- ocorrendo partos e mor- los de trem. Porém, outras pliar a colonização da regi- tes. Os mortos, para de- dificuldades seguiam, ou ão do Rio Doce, nos anos sespero de seus familiares, seja, a distância entre o de 1887, 1888, 1889 e eram jogados ao mar, além assentamento e o comér- 1891, foram criados vários de ser comum a escassez cio, o transporte, pois este núcleos e sub-núcleos tais da alimentação e da água. era feito nas costas ou em como: Acioli de Vasconce- Estas viagens duravam, muares (burros), a quase los e sub-núcleo de Rio conforme a capacidade dos inexistência de assistência Ubás com sede às margens navios, de trinta a sessenta médica, levando-os ao uso do Rio Pau Gigante, Antô- dias. medicinal de chás; a ali- nio Prado, com sede na Estes passageiros faziam mentação estava restrita às confluência do Rio Mutum escala no porto de Santos, suas colheitas. Enfim, as com Santa Maria do Rio em São Paulo, Rio de Ja- duas ou três décadas após Doce, atual município de neiro, Benevente o assentamento foram Colatina, e Demétrio Ri- (Anchieta) onde desem- repletas de sacrifícios, difi- beiro, nas divisas do Rio barcavam os imigrantes culdades, privações de Doce com Pira- com destino à Colônia todo os tipos, porém, os queaçu. Foram Castelo e navegando pelo imigrantes tiveram impor- criadas ainda as Rio Benevente chegavam tante papel no desenvolvi- colôn ias de ao seu destino em Pirati- mento de nossa Província, Afonso Pena, ninga, e Vitória, onde fica- especialmente na região Afonso Cláudio, va o restante dos passagei- Norte e Centro Norte do Alfredo Chaves, ros; acomodavam-se no Estado. Castelo, Nova alojamento dos imigrantes, Venécia e Águia na ilha da pedra d´água, ali POR Branca. permanecendo até recebe- A influência da imigração Os imigrantes rem o destino final. Uns alemã e italiana no Espíri- italianos, que embarcavam em vapores para cá vieram menores para o porto de to Santo. subsidiados pele Santa Cruz, outros de ca- José Oswaldo Zuccolotto, política de bran- noas pela baía de Vitória 74 anos, Metalúrgico apo- Imigrantes Alemães no queamento daquele país, até o Rio Santa Maria da sentado. ES. OPINATIVA
  10. 10. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 11FIQUE LIGADO! A Escola EEEFM Dylio Penedo, estará reali-zando no mês de Outubro o alunos estarão desenvolvendo atividades referentes à Litera- tura. danças, musicais, poemas, en- tre outros. Não Perca!Festival de Leitura, o qual os Serão apresentados teatros,A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA INGLESA NA CULTURA BRASILEIRA A Língua Inglesa é de extrema importâncianos dias de hoje, pois ela é o do-se através do Rock and rool, blues, country, jazz, pop, hip hop. Estes são alguns dos Star e Element para vender seus produtos, que de forma direta interferem na moda “A palavra éprincipal idioma do mundo. O famosos estilos musicais inter- brasileira.inglês exerce uma grande influ- nacionais, que muitas das vezes Assim, entendemos que o o meuencia na cultura de muitos substituem a boa música brasi- grande responsável pelo pres- domíniopaíses, entre eles, o Brasil. leira. tígio da Língua inglesa no BrasilDiariamente convivemos com Além disso, não podemos é a globalização, que movimen- sobre oinúmeras palavras em inglês, esquecer o famoso “Fast Fo- ta o mundo dos negócios.como: Jeans, lan house, pendri- od”, que é a comida rápida dos Todavia, vale ressaltar que a mundo.”ve, notebook, web site, Win- americanos, que por falta de influencia da língua Inglesa Claricedows, Word, download, fast tempo é adotada por muitos sempre esteve presente emfood, e-mail, Messenger, hot brasileiros que vivem nas gran- nossa cultura, um exemplo Lispectordog, milkshake, light, show, des cidades. claro disto é o texto: O Bilin-design, entre outros. A influência americana é tão guismo de Rachel de Queiroz.. No Brasil a influência da cul- grande, que as grandes empre-tura americana está presente sas brasileiras utilizam as mar-até mesmo na música, revelan- cas como: Nike, Adidas, AllO BILINGUISMO EMERGENTE A gente já prevê que o nosso próximo passoserá oficializar o inglês como (perdoem o neologismo) não nos tenha chegado, já não digo por meio erudito, mas pelo lojas, de restaurantes, qualquer boteco de praia; até barraca de coco verde, arranjam nomelíngua do Brasil, com estatuto menos por oralidade conse- com gosto ou cheiro de inglês.paralelo ao do Português. E quente; o que recebemos é a Engraçado que essa voganão é rabugice de velha escri- gíria do show business. (é proi- frenética da língua dos ameri-ba, é constatação fria e basea- bido falar “espetáculo”) da canos (porque o inglês, propri-da nos fatos. publicidade desenfreada. E, amente dito, não terá nada a Pena é que essa bilinguidade pior que tudo, os nomes de ver com isso) não nos veio
  11. 11. PÁGINA 12 diretamente quando os para o vestibular das uni- de brasileiros. (A expres- americanos ganha- versidades. Havia, nesse são não é minha, li essa ram as guerras- a tempo, aliás, muito poucas queixa no colunista de um quente e a fria-, se universidades no país. No jornaleco de lá.) E pode fizeram donos do Ceará, me lembro só tí- ser ofensivo, mas é verda- mundo. Não, a inva- nhamos Faculdades de de a corrida nacional para são tomou vulto Direito, Farmácia, Agrono- Miami não dá para nos posteriormente, de mia. Medicina se ia estudar envaidecer. Basta lembrar alguns anos para cá. na Bahia; Engenharia, no que uma das figuras proe- Parece até uma epi- Rio. minentes dessa emigração demia: Você abre A difusão popular do é o ex-presidente Collor, um jornal, na pagina inglês começou realmente após o impeachment (viu, que outrora se cha- entre nós no tempo da até eu também já estouRaquel de Queiroz mava “diversões” ou guerra, com os soldados dizendo impedimento em “espetáculos”, hoje tudo é americanos estacionados inglês!), e a sua turma mais incluído na expressão na suas bases em territó- chegada, que lá foram se “show”. Trate-se de espe- rio brasileiro; e as princi- consolar, lamber as feridas. táculo de música popular, pais difusoras da língua E se o fenômeno não de cantor lírico, de dança- estrangeira eram as namo- tem volta, se é irremediá- rinos, até mesmo de tea- radas dos pracinhas ian- vel, agente poderia ao me- tro a sério- tudo é ques, as chamadas “coca- nos pedir ao céu que ele “show”. Os cantores po- colas”. mudasse um pouco de pulares, até os caipiras, Mas, claro, o maior difu- direção. Em vez de termos arranjam um jeitinho de se sor não é soldado nem a nossa capital cultural do "Quem não lê não batizarem no que supõe namorada- é, acima de exterior localizada em que é o inglês. Não cito tudo, a publicidade. O pior Miami e arredores por que pensa, e quem nomes porque não quero é que a publicidade brasi- não em Nova York? Mas não pensa será ofender ninguém, só quero leira assumiu indiscrimina- os nossos socialites (mais mesmo reclamar. damente a moda, e você inglês) e os emergentes para sempre um Quando eu era menina- pode estar vendendo um em geral detestam Nova servo." e já faz tempo- a língua brim tecido em São Paulo York (ou Novaiorque, francesa ainda tinha muito e ele será chamado como eles dizem). Lá, a ( Paulo Francis ) prestigio social; não havia “jeans”, um sorvete é “ice vida é mais cara a cidade é moça educada, cavalheiro - qualquer coisa”.Quase imensa, as pessoas se per- de fino de trato, que não todos os produtores do dem na anominidade, não falasse o seu pouquinho ou mercado, as loterias, os saem em noticiário dos o seu muito de Francês. projetos imobiliários, tudo jornais brasileiros, e tam- Inglês era luxo raro, só tem nome em suposto bém lá não tem quem fale para eruditos. Com o fim inglês. No menu dos res- português, nem ao menos da primeira grande guerra, taurantes (aliás, ninguém quem entenda o nosso que os americanos ajuda- diz mais menu) os pratos tipo de “inglês”. ram a ganhar, o inglês foi são quase todos americani- O mal é sem remédio, ai aparecendo timidamente. zados, do hot dog ao de nós. Ou “hélas”, como Mas, não estava no currí- steak. Até os pratos de se dizia no tempo em que culo obrigatório das nor- massas italianas são servi- o francês era chique. Em malistas, e não sei se, na dos na versão anglicizada. miamês não sei como é. época em que os rapazes E a coisa piorou muito faziam os “preparatórios”, depois que passamos a ser Raquel de o inglês era obrigatoria- colonizados por Miami; e mente exigido ou se era ou, antes, depois que Mia- Queiroz alternativo ao Francês, mi desandou a se infestar OPINATIVA
  12. 12. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 13ONDE ESTÃO AS AULAS DE ESPANHOL? Sendo assim, as escolas têm onde a carga horária é menor, conseguido cumprir a lei? oferecendo aos profissionais Em muitos casos não! Na graduados em Letras Cursos rede publica estadual do Espí- complementares em convênio rito Santo, por exemplo, algu- com as universidades no senti- mas escolas têm substituído as do de habilitar tais profissio- aulas de Espanhol por algum nais para ministrarem a língua tipo de projeto. Todavia a car- espanhola. D e acordo com a lei n° 11.161, sancionadaem 2005, pelo presidente Luís ga horária, que é destinado às aulas de Espanhol, está sendo cumprida, mas a lei não. Outra sugestão seria a inclu- são do espanhol desde as seri- es finais do ensino fundamen-Inácio Lula da Silva, o ensino Além disso, o aluno acaba tal, o que atrairia os professo-da língua espanhola é obrigató- sendo prejudicado no Exame res, em função de uma maiorrio e deve ser implementada Nacional do Ensino Médio carga horária.na matriz curricular de cada (ENEM), já que na hora de Desta maneira, os alunos “O ensino dacolégio- público ou particular, escolher o idioma a maioria teriam um bom resultado eno ensino médio. opta pelo Espanhol, devido à aprenderiam este idioma, o língua Mas, infelizmente essa não é facilidade de compreensão, se qual ajudaria na hora doa realidade de muitas escolas, comparado ao Inglês, que por ENEM, além de proporcionar a espanhola édevido á falta de professores sua vez oferece apenas um oportunidade de comunicação obrigatório”de espanhol. O ministério da conhecimento básico. com mais de 450 milhões deeducação alega que o déficit de A secretaria de Estado da pessoas no mundo que falamprofissionais nesta área é mui- Educação deveria auxiliar as Espanhol, podendo assim co-to grande. escolas de pequeno porte, nhecer outras culturas.MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS 1. Quais as diferenças plo, a palavra econômico guês auxiliará a in-básicas da ortografia usada (escrita brasileira) é escrita e serção dos paísesno Brasil e em Portugal? lida económico em Portugal. que falam a língua Existem duas ortografias na comunidade dasoficiais da língua portuguesa: a 2. Quantos e quais países nações desenvolvi-do Brasil e de Portugal. A nor- falam português? das, pois algumasma portuguesa é a que serve A Comunidade dos Países de publicações deixamde referência para o ensino de Língua Portuguesa (CPLP) é de circular interna- composta por oito países: Bra-português em outros países. O cionalmente porque sil, Portugal, Angola, Moçambi-vocabulário português contém que, Cabo Verde, Guiné- dependem depalavras escritas com consoan- Bissau, São Tomé e Príncipe e "versão". Um dost es mu das, c o- Timor Leste. principais problemas que asmo Egipto e objecto. Em outras, novas regras vão acarretar, nocomo indemnizar e facto, as 3. A unificação pode tra- entanto, será o custo da reim-consoantes "a mais" são pro- zer benefícios para a eco- pressão de livros.nunciadas. Além disso, nas nomia dos países que fa-sílabas tônicas seguidas de m e lam português? 4. Por que é preciso pa-n, o som é aberto. Por exem- Uma vez unificado, o portu- dronizar o português?
  13. 13. PÁGINA 14 O português, segundo 6. Quais foram as alguns países, como Portu- estudos, é a quinta língua reformas na língua por- gal, em ratificar o acordo. mais falada no mundo – tuguesa anteriormen- Até julho de 2004, era cerca de 210 milhões de te? preciso que todos os paí- pessoas – e tem duas grafi- Já foram feitos três acor- ses membros da CPLP as oficiais, o que dificulta o dos oficiais, aprovados ratificassem as novas nor- estabelecimento da língua pelos países falantes: o de mas. Um acordo feito nes- como um dos idiomas ofi- 1943, o de 1971 e o que sa data estabeleceu que ciais da Organização das vai vigorar a partir de bastaria a ratificação por Nações Unidas (ONU). A 2009. parte de três países. Em ortografia-padrão facilitará 1995, o Brasil efetivou sua o intercâmbio cultural 7. O que elas muda- ratificação, seguido de entre os países que falam ram de essencial na Cabo Verde, em fevereiro português. Livros, inclusive ortografia? de 2006, e São Tomé e os científicos, e materiais A mudança mais impor- Príncipe, em dezembro. didáticos poderão circular tante antes da aprovada Portugal ainda precisa livremente entre os países, em 1990 (e que vai vigorar adaptar sua legislação às sem necessidade de revi- a partir de 2009) foi a de novas regras. Enquanto as são, como já acontece em 1971. Nesse acordo foi mudanças afetarão 0,45% países que falam estipulada a eliminação do das palavras brasileiras, Espanhol. Além disso, trema nos hiatos átonos, Portugal sofrerá alterações haverá padronização do bem como a do acento em 1,6% de seu vocabulá- ensino de português ao circunflexo diferencial nas rio. Os portugueses deixa- redor do mundo. letras "e" e "o" da sílaba rão, por exemplo, de es- “As palavras em tônica das palavras homó- crever húmido e escreve- 5. O que é necessárioLíngua Portuguesa para que ocorram mu- grafas, de significados dife- rão úmido, como os brasi- danças na língua portu- rentes, mas com a mesma leiros.são acentuadas de grafia, além da extinção do guesa? acordo com É preciso que o projeto acento circunflexo e do 9. As mudanças serão com as novas regras seja grave em palavras termina- apenas gráficas ou vão regras” das com "mente" e "z". alterar a pronúncia? aprovado pelos oitos paí- ses da CPLP e que pelo Com a reforma, ele passou As mudanças serão ape- menos três deles ratifi- a ser escrito ele, sómente, nas na ortografia, perma- quem as mudanças em seu somente e bebêzinho, bebe- necem as pronúncias típi- território. Assim que as zinho. cas de cada país. novas regras forem incor- poradas ao idioma, inicia- 8. O acordo para uni- FONTE: http:// se o período de transição, ficação foi proposto em veja.abril.com.br/idade/ no qual os materiais didáti- 1990. Por que só foi exclusivo/ cos serão adequados às aprovado agora? perguntas_respostas/ mudanças. A principal causa da de- reforma_ortografica/ mora é a relutância de index.shtml OPINATIVA
  14. 14. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 15ENTREVISTA E ntrevista feita ao professor de LínguaPortuguesa Jocimar Ro- vados deles, o fim do acento circunflexo nos hiatos ee e oo das paroxítonas, etc. mento de tal mudança. Outras, como alunos, professores e profissionais que usem diaria-berto Rosa mente a língua, sobretudo na Que mudanças ela trou- modalidade escrita, como ins- Você acha que foi mes- xe para o seu cotidiano? trumento de estudo e traba-mo importante a mudança Além de ser usuário da lín- lho, apresentam maior preocu-ortográfica ? gua, sou professor de Língua pação com as mudanças, espe- A mudança ortográfica teve Portuguesa, o que significa que cialmente no que diz respeitopouca repercussão no cotidia- preciso conhecer as mudanças à acentuação gráfica.no da maioria das pessoas que ocorridas, pois, num primeiroutilizam a língua portuguesa, momento, cabe a nós profes- As mudanças são apenasespecialmente no Brasil, onde sores, ajudar alunos e outras ortográficas ou vão alterar "A leitura deapenas 0,5% das palavras sofre- pessoas a entenderem as prin- a pronúncia?ram alteração. Por outro lado, cipais mudanças. Na prática, A reforma não tem a inten- um bom livroa unificação da língua facilita a tais mudanças são mais perce- ção de mudar a pronúncia deelaboração de documentos bidas na questão da acentua- milhões de falantes da língua é um diálogooficiais de circulação internaci- ção gráfica e na grafia de algu- em nenhum dos países em queonal, evitando, por exemplo, mas palavras em função da se fala o português. Isso expli- incessante: oque um mesmo texto precise ocorrência ou não do hífen. ca, por exemplo, a possibilida-ser redigido de diferentes ma- de de se grafar fenômeno/ livro fala e aneiras para se adequar ao por- Você acha que muitas fenômeno, conforme seja atuguês do Brasil e ao de Portu- pessoas já se adaptaram às pronúncia fechada ou aberta. almagal, como ocorria antes. Em novas regras? Assim, fica evidente que a re-algumas situações, a mudança Apesar da divulgação da forma respeita as pronúncias responde."só normatizou o que vinha reforma ortográfica em dife- diferentes, resultado de varia- (Andréocorrendo, como a extinção rentes meios de comunicação, ções linguísticas regionais.do trema em palavras que não é certo que muitos usuários da Maurois)sejam nomes próprios ou deri- língua não tenham conheci-CHARGE CONTINUA...
  15. 15. PÁGINA 16 “O Enem é utilizado como ENEMcritério de seleção para os O Que é? Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino O bjetivos ENEM do O principal objetivo do Além disso, o Enem tem como meta possibilitar a participação em programas Médio (Enem) tem o obje- Enem é avaliar o desempe- governamentais de acesso estudantes que tivo de avaliar o desempe- nho do aluno ao término ao ensino superior, como nho do estudante ao fim da escolaridade básica, o PROUNI, por exemplo, pretendem da escolaridade básica. para aferir desenvolvimen- que utiliza os resultados concorrer a uma Podem participar do exa- to de competências funda- do Exame como pré- me alunos que estão con- mentais ao exercício pleno requisito para a distribui- bolsa no cluindo ou que já concluí- da cidadania. Desde a sua ção de bolsas de ensino ram o ensino médio em concepção, porém, o Exa- em instituições privadas de PROUNI.” anos anteriores. O Enem é me foi pensado também ensino superior. utilizado como critério de como modalidade alterna- O Enem busca, ainda, seleção para os estudantes tiva ou complementar aos oferecer uma referência que pretendem concorrer exames de acesso aos cur- para auto-avaliação com a uma bolsa no Programa sos profissionalizantes pós- vistas a auxiliar nas esco- Universidade para Todos médio e ao ensino superi- lhas futuras dos cidadãos, (PROUNI). Além or. tanto com relação à conti- disso, cerca de Este objetivo vem sendo nuidade dos estudos quan- 500 universida- atingido um pouco mais a to à sua inclusão no mun- des já usam o cada ano, graças ao esfor- do do trabalho. A avalia- resultado do ço do Ministério da Educa- ção pode servir como exame como ção na sensibilização e complemento do currículo critério de sele- convencimento das insti- para a seleção de empre- ção para o in- tuições de ensino superior go. gresso no ensino (IES) para o uso dos resul- superior, seja tados do Enem como com- Fonte: http:// complementando ponente dos seus proces- www.educa.org.br ou substituindo o sos seletivos. Muitas IES já Fonte: http:// vestibular. aderiram. portal.mec.gov.br OPINATIVA
  16. 16. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 17DICAS PARA SE FAZER UMA BOA REDAÇÃO NO ENEM 1. Leia com Atenção opinião mais tarde. modo progressivo, ou seja, Na prova de redação, vo- dos argumentos mais sim-cê vai deparar com exposi- 3. Questione ples para os mais comple-ção de uma coletânea que Antes de procurar respos- xos.pode incluir textos verbais e tas, é preciso fazer pergun-textos não verbais tas. Indagar é a melhor ma- 5. Escolha seu caminho(ilustrações, fotos e gráfi- neira de começar a abordar Decida qual ponto de vistacos). Tal coletânea se esta- um assunto, pois isso vai você pretende defender.belece em torno do tema e expor com clareza os pro- Será uma possível soluçãomuitas vezes conduz, entre blemas que estão ligados a para o problema apresenta-seus textos, abordagens ele. Afinal, sua dissertação do? Ou uma crítica ao mododivergentes e até mesmo precisará propor questões como as pessoas encaramcontraditórias. O primeiro para depois poder apresen- a situação descrita? Identifi-desafio é fazer uma leitura tar respostas. Assim, elabo- que nos textos da coletânea “Atenção acuidadosa e dar atenção a re um breve questionamen- e em seu repertório os argu-todas as informações antes to com base nos próprios mentos favoráveis e contrá- todas asde tomar qualquer decisão dados apresentados na pro- rios. Então faça um esque-sobre sua redação. va. Isso vai ajudá-lo, depois, ma do caminho analítico informações a apresentar seus argumen- que planeja percorrer: 2. Analise tos de forma ordenada.  Como introduzir a ques- antes de Determine quais são os tão? tomarprincipais elementos, ou 4. Use seu Conhecimen-  Quais aspectos abordarsubdivisões, que compõem to para tornar a questão qualquero tema apresentado. Para Anote as ideias que lhe bem clara para o leitor?não se perder as ideias, vem à cabeça sobre o tema. Em que ordem? decisão”você pode sublinhar trechos Filmes que você viu, livros,  Quais argumentos serãoou anotar no rascunho. Por conceitos, fatos que apren- necessários para condu-exemplo, se a proposta tra- deu em aula de geografia, zir o leitor até a conclu-tar da relação dos adoles- história, filosofia. Relacione são pretendida?centes com as dogras anote pensamentos, autores e  Procure criar um títuloem poucas palavras os pon- obras artísticas reconheci- claro, abordando o tematos principais expostos, que das.Deixar esse repertório e seu ponto de vistapodem ser: o crescimento pronto será útil quando você sobre ele.do consumo de drogas nas precisar de exemplos paraescolas; as campanhas de ilustrar a opinião que defen- Fonte: Guia do Estudante,conscientização; o papel derá na redação. Para uma Curso preparatório dodos pais e etc. Esse materi- preparação ainda melhor, ENEM 2011.al o ajudará a sustentar sua organize essas ideias deENQUETE E nquete realizada com alunos da 1ª serie doEnsino Médio, da Escola E. E. de conhecimento que os mes- mos possuem em relação ao Exame Nacional do Ensino 1. Qual o significado do ter- mo ENEM? 2. Qual a importância doE. F. M. “Dylio Penedo”, com Médio (ENEM). ENEM para você?o objetivo de verificar o nível
  17. 17. PÁGINA 18 LORENA GOMES CUMIN - 16 ANOS 1. Exame Nacional do Ensino Médio. 2. Ele garante uma bolsa de estudos para cursar uma boa faculdade. KÉSIA DOS SANTOS E SANTOS - 15 ANOS 1. Exame Nacional do Ensino Médio 2. A importância do ENEM, para mim, é valorizada, pois me dará a oportunidade de cursar uma faculdade, num custo que não poderia pagar, se eu for aprovada. WINGRID CUNHA PEREIRA - 16 ANOS 1. Exame Nacional do Ensino Médio 2. É a oportunidade de construir um bom futuro, mostrando o que você é, não o que você tem ! RAMILA NASCIMENTO DOS SANTOS - 15 ANOS 1. Exame Nacional do Ensino Médio 2. É de extrema importância, pois através deste são dadas oportunidades, garantia de um futuro profissional brilhan- te, desde que se tenha comprometimento com o estudo. OPINATIVA
  18. 18. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 19POEMA DA SAUDADEDilma era uma profissional dedicada.Objetiva, ao cumprir sua obrigação.Preocupava-se em dar sempre o seu melhorEm tantos anos de trabalho e dedicação.Em suas relações pessoais no trabalhoBuscava, constantemente, a melhoria.Melhorar o ser humano e sua produtividadeEra o que pautava seu dia-a-dia.Seu jeito austero, às vezes, mal compreendidoTornava-se motivo de reclamação.Porém, sabemos que, acima de tudo,Cultivava o amor em seu coração.Via a escola Dylio Penedo como famíliaE dela sentia orgulho em fazer parte.Frisava o seu contentamento em trabalhar,Pois, considerava a educação uma arte.Dilma via a escola como uma instituiçãoDe extrema importância para a sociedade.Pois, difundir valores e princípiosEm sua vida, tornou-se uma prioridade.Acreditava no diálogo e na franqueza.Às vezes, sua positividade era mal compreendida.Mas, dedicação em melhorar o ser humanoEra tarefa constante em sua vida.Dilma partiu cedo demais,Mas, deixou marcas em nosso coraçãoCom seu jeito simples e sincero,De se doar para nossa educação.Sua ausência deixou saudadesDe um tempo que não volta mais,E mesmo não estando conosco,De Dilma, não esqueceremos jamais.Esta singela homenagem que fazemos,Revela um pouco de nossa emoção,Pois, mesmo não estando mais conosco,Dilma viverá sempre em nossos corações.
  19. 19. LINGUAGENS Este trabalho foi organizado e desenvolvido pelo grupode Linguagens, formado pelos alunos: Adriana, Gabriela, Mai-con, Maíra, Naara, Rodrigo,Thaís. O trabalho foi baseado em pesquisas, entrevistas e arti-gos, retratando temas referentes à Literatura, às mudançasortográficas, à influência da Língua Inglesa na cultura brasilei-ra, entre outros. ALGUMAS DAS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS // Alfabeto da língua portu- Exemplo: Rorâima e/ou Rorái- xos terminados em “r” onde a guesa ma. outra palavra também começa A língua portuguesa passa a com “r“. reconhecer o “K“, “W” e o “Y” // Regra das Consoantes Mu- Exemplo: super-racional. como letras do nosso alfabeto, das aumentando o número para 26 Todas consoantes que não são - Utiliza-se hífen quando a letras. Esta regra servirá para pronunciadas, tais como exacto e palavra começa com a mesma regularizar o uso dessas letras no óptimo, não serão mais usadas. vogal que o prefixo termina, com nosso idioma. O Brasil já adora esta regra há exceção do prefixo “co“. Exemplo: km e watt. várias décadas. Exemplo: anti-inflamatório. Exemplo: óptimo e objectivo. // Regra das Tremas - O hífen mantem-se em pala- As saudosas tremas foram abo- // Regra do Hífen vras que não possuem ligação lidas da língua portuguesa. Você - Não utiliza-se mais hífens em em comum. A mesma regra apli- nunca mais precisará usá-las, a palavras compostas cujos prefi- ca-se para prefixos “vice“, “ex“, não ser para casos específicos, xos terminam em vogal seguida “pré“, “pró” e “pós“. como o uso em nomes próprios. de palavras iniciadas com “r” ou Exemplo: beija-flor. Exemplo: tranquilo e cinquen- “s“. A mesma regra serve para ta. prefixos que terminam em vogal - Não utiliza-se mais hífens em e palavras que começam com palavras compostas por substan- // Regra das Grafias Duplas vogal. tivos, adjetivos, verbais, prono- Para palavras onde a fonética é Exemplo: contrassenha e au- mes, etc. ambígua, como é o caso de Ro- torretrato. Exemplo: sala de jantar. raima, pode-se usar acentos da melhor forma que lhe convém. - Mantem-se o hífen para prefi-
  20. 20. 3º V01 “DYLIO PENEDO” CIÊNCIAS DA NATUREZA E X E M P L A R 1 , E D I Ç Ã O 1 2 0 1 1 Seja a mudança queNESTAÁREA: você quer ver!O PLANETA PE- 22 http://1.bp.blogspot.com/_txL1r5sIECA/Se0IFPO1O-I/AAAAAAAAAUs/DE SOCORRO!COMBUSTÍVEIS 23 FÓSSEIS dlvmElCUx_8/s1600-h/planeta.jpgNOSSO CORPO E O CICLO DO 24 CARBONO SAIBA MAIS... 25 ENTREVISTA 25UMA DESCOBER- 27TA FANTÁSTICA PENSE BEM... 28CALCULADORA: BENEFÍCIO OU 30 MALEFÍCIO? O Planeta Terra está em suas mãos! DESAFIOS 31
  21. 21. PÁGINA 22 O PLANETA PEDE SOCORRO! D e alguns anos para cá vários assuntos se tornaram polêmicos em primavera, a formação de um grande buraco na ca- mada de ozônio, logo aci- diminuiriam suas emissões em 8% em relação à con- centração em 1990. todo o mundo, um deles é ma do pólo sul, do tama- Os Estados Unidos não a questão climática que nho dos Estados Unidos. participa desse tratado, inclui o aquecimento glo- Nesta região, havia menos pois traria danos à sua bal, efeito estufa e polui- de 50% da quantidade nor- economia, sabendo-se que ção. Há a criação de vários mal de O2. No caso citado é um dos países que mais órgãos e projetos para acima (liberação de CO2), liberam gás carbônico na amenizar esses tipos de o gás escapa para a atmos- atmosfera, e com o derre- problema. Para se ter uma fera e debaixo da ação dos timento das geleiras seriam ideia, tudo pode ser feito, raios ultravioleta se de- liberados territórios para mas nada seria válido, ge- compõe e libera átomos investimentos financeiros. neralizando, para reverter de carbono. Portanto, cada cidadão o quadro em que o planeta Estes reagem com as contribui na produção de se encontra, é possível moléculas de ozônio, des- gases poluentes quando equilibrar e controlar, mas truindo-as e transforman- queimam combustíveis não reverter. do-as em oxigênio molecu- fósseis: ao usar seu veículo Um dos principais moti- lar, deteriorando a barreira particular, acionar o aque- vos causadores desse caos entre o Sol e a Terra. Daí cimento doméstico, cozi- ambiental é a liberação de o motivo de o sol, geral- nhar, aquecer a água para“Por que toda essa CO2 na atmosfera, princi- mente no verão, parecer seu uso pessoal, etc. Po- palmente através da quei- mais quente e causar da- rém, resta saber se cada supervalorização ma de combustíveis fósseis nos à pele, e, além disso, cidadão contribuirá agorado amor? Gostaria (petróleo, gás e carvão), facilitar o derretimento das na redução desses gases: que é um recurso não re- geleiras. diminuindo o consumo de que tivessem essa novável, ou seja, há esgota- Na tentativa de achar energia; se locomover mento e não pode ser re- soluções para estes assun- quando possível a pé ou devalorização com o ciclado. Esses gases que tos, em 1997 foi elaborado bicicleta, se em locais dis- são liberados no ar estão na cidade de Kyoto (Japão) tantes usar transporte co-ar que respiramos, resultando numa elevação um acordo por meio do letivo... E principalmente, assim quem sabe das temperaturas médias qual os países participantes conscientizar-se de que o do globo, o chamado Efei- se comprometeriam a re- próprio homem está cau- viveríamos mais.” to Estufa. duzir (tratando-se de paí- sando a destruição do pla- Além disso, temos a ca- ses desenvolvidos ou em neta em que vive e conse- João Eduardo mada de ozônio, que é a desenvolvimento) ou a não quentemente destruindo a Ferraz região alta da atmosfera aumentar (tratando-se de si mesmo. Afinal, quando onde grande parte dos países subdesenvolvidos) você muda tudo muda. raios ultravioleta é filtrada suas emissões de gases e quebra as moléculas de estufa em proteínas e determinada ácidos nucléi- porcenta- cos que causam gem. Esse queimaduras e tratado foi câncer de pele. denominado O ozônio quan- de Protoco- do está nestes lo de Kyoto. lugares protege Posterior- a vida, no en- mente, em tanto, é consi- 2002, a Uni- derado poluen- ão Europeia te ao nível do firmou com- chão. promisso de Em 1984 come- que, até çou-se a obser- 2012, seus var, durante o Estados- inverno e na membros OPINATIVA
  22. 22. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 23COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS O ser humano se tor- nou, a partir séculopassado, extremamente de- mais a busca por novas fontes energéticas. Um bom exemplo que deve ser seguido é o caso economizar em seu consumo de eletricidade. Acredito que com um maior incentivo àpendente da utilização de com- da Alemanha, país que é consi- busca por inovações tecnológi-bustíveis fósseis. A maior parte derado o mais focado na busca cas para esta tecnologia, ada energia consumida pela na geração de eletricidade com energia eólica pode se tornarhumanidade hoje vem desse fontes renováveis, principal- uma excelente forma de setipo de combustível, e apesar mente com utilizando a ener- produzir eletricidade sem ne-de todos saberem os danos gia solar. O governo alemão nhum impacto ambiental, prin-que sua utilização causa princi- vem fazendo uma grande cam- cipalmente no nordeste dopalmente aos poluentes gera- panha para que os moradores país, onde em períodos dedos e o excesso de gás carbô- instalem placas fotovoltaicas seca, a principal fonte de ele-nico emitido em sua queima, para a geração por energia tricidade nacional, que vem desua utilização tende a aumen- solar, compensando o consu- hidrelétricas, podem ser preju-tar nos próximos anos, princi- midor com bônus na conta de dicadas.palmente em países em acele- luz para cada kWh injetado narado crescimento, como a casa através dessas placas.China e a Índia, onde é espera- Diversos outros países vêm Por Alex Pedronido que em 2030 sejam respon- estudando como seguir osáveis por 30% da emissão de exemplo da Alemanha, inclusi-CO2 gerado no planeta, so- ve o Brasil. Um levantamentomente com a utilização de feito por uma universidade decarvão mineral. Santa Catarina, mostra que o Esse consumo exagerado Brasil tem um grande potencialdificilmente será combatido para a utilização da energiaaté lá, principalmente nesses solar, e que, seguindo os mol-países, que evitam investir em des do projeto alemão, se umnovas alternativas de geração programa de incentivo a utili-de energia, preferindo utilizar zação das placas fotovoltaicasseus recursos no aumento de iniciasse esse ano em nossosua produtividade. Outra difi- país, poderíamos ter, já emculdade está no fato de esses 2014, um custo do kWh vindopaíses temerem o risco que energia solar igual ao custo doteriam em trocar suas fontes kWh das fontes que possuí-usadas atualmente, com tecno- mos hoje.logias tão bem desenvolvidas e Com relação à substituiçãocompreendidas para sua utili- da utilização de combustíveiszação, por alguma outra fonte fósseis por energias renová-que ainda não foi totalmente veis, o Brasil pode se orgulhar Carvão Mineralformulada, e que praticamente muito, Hoje, em nosso país, http://gestaosustentaveldaenergia.blogspot.com/todas estão em fase de estu- 50% da energia utilizada vem p/combustiveis-fosseis.htmldos sobre a sua viabilidade e de energia renovável, como oconfiabilidade para sua utiliza- álcool combustível, que poluição. muito menos que a gasolina. A mudança desse panorama Outra fonte que começa a serpode acontecer (e já vem explorada no Brasil, principal-acontecendo) em países de- mente no nordeste, é a ener-senvolvidos, onde sua econo- gia eólica. Essa alternativa estámia se encontra bem estrutu- sendo utilizada principalmenterada, podendo assim incentivar por empresas, como forma de “Hoje, em nosso país, 50% da energia utilizada vem de energia renovável”
  23. 23. PÁGINA 24 NOSSO CORPO E O CICLO DO CARBONO O s átomos de car- bono estão pre- sentes em tudo em que de acordo com a estrutura de nosso organismo, calcu- la-se que, em média, a cada até de uma bactéria de- compositora. Se lembrarmos que a existe; como por exemplo, quatro anos haja uma reci- queima de combustíveis no corpo humano, nas clagem total da matéria fosseis devolve à atmosfe- rochas, no ar, etc. Estes que compõe o nosso cor- ra átomos que ficaram passam por um ciclo que po. distantes dos ciclos duran- parte desde a sua incorpo- Então, participamos de te milhões de anos, é pos- ração pelos vegetais até forma absolutamente in- sível que os dinossauros já sua passagem pelos vários tensa dos ciclos da maté- possuíram os mesmos níveis nutritivos. ria, sabendo que certos átomos que hoje estão em Considerando que nossa átomos de carbonos pre- nosso interior. Assim, matéria viva está sendo sentes em nosso corpo, constata-se que gerações degradada e substituída o podem ter pertencido se sucedem e átomos con- tempo todo, molécula por anteriormente a pedaços tinuam os mesmos. molécula e substância por de madeira, a uma rosa, ao substância, moldando-se corpo de uma baleia, ou http://www.coladaweb.com/biologia/bioquimica/ciclo-do-carbono “Certos átomos de carbono presentes em nosso corpo, podem ter pertencidoanteriormente a pedaços de madeira, a umarosa ou ao corpo de uma baleia” Fonte: Enciclopédia do estudante: Ecolo- gia- 1 ed – São Paulo – Moderna 2008. OPINATIVA
  24. 24. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 25SAIBA MAIS... O s poluentes em geral causam danos à saúde,os quais podem ser reconheci- diminui a capacidade de pro- duzir anticorpos.  Poluentes de Efeito agudo_ que se forma tecido fibroso no pulmão. Portanto, tome as iniciativasdos em três categorias: pode levar a morte se o indi- necessárias para cuidar do ar Poluentes de Efeito crônico_ viduo já apresentar um qua- que você respira, para que degradam lentamente as dro de enfermidade respira- daqui a alguns anos não ter funções de alguns órgãos do tória ou cardíaca e se expor que deparar com situações corpo. Uma prolongada ex- à poluição. irreversíveis na saúde. Se você posição ao dióxido de enxo-  Poluentes de Efeito cancerí- possuir uma “boa saúde”, refli- fre causa bronquite; a inala- geno_ são aqueles que pro- ta e comece a fazer sua parte, ção de ozônio leva a uma vocam câncer. Exemplo: pois a cada dia a poluição al- fibrose nos pulmões que cada vez que um carro é cança um patamar diferente e as chances de diminuir esse “Estamos altera de modo irreversível a freado, soltam-se fibras de função respiratória; a exposi- amento, que quando inala- processo se tornam cada vez esquecendo ção aos óxidos de nitrogênio das, causam a asbestose, em menores. e de enxofre que fazemos fique_por_dentro/artigo/3570/poluicao-do- parte da http://www.wallstreetfitness.com.br/ ar-causa-mais-infarto-que-cocaina/ natureza.” Poluição do arENTREVISTA O estudante da FAACZ (Faculdade de Aracruz) Ro-niérik Pioli Vieira que irá se formar do em prática visando reduzir os resíduos e não prejudicar o meio ambiente. põe de um programa de bolsas de iniciação científica e tecnológica, que é financiada pela Fundação deem Engenharia Química, realizou o Leia a seguir a entrevista realizada Amparo à pesquisa do Espírito San-projeto “Fabricação de painéis a com o professor Roniérik. to – FAPES. Para participar, é ne-partir de madeira particulada” o cessário ser estudante de graduaçãoqual foi apresentado no congresso CN – Ciências da Natureza em qualquer área e ser aprovado nobrasileiro de Engenharia química na RP – Roniérik Pioli Vieira processo seletivo.Universidade Estadual De Maringá O objetivo do programa é aplicar(PR), com a proposta de gerenciar CN - O que o levou a desen- o conhecimento adquirido duranteos resíduos da madeira. volver este trabalho? a graduação no desenvolvimento de Esse projeto já está sendo coloca- RP - A faculdade de Aracruz dis- soluções para problemas em micro
  25. 25. PÁGINA 26 e pequenas empresas da tante conceituada e apre- A metodologia elabora- região. Sendo assim, a par- sentado no Congresso da já está sendo posta em ticipação foi uma grande Brasileiro de Engenharia prática pela empresa na oportunidade para expor Química (COBEQ-IC), que qual foi prestada a consul- meu trabalho como Enge- este ano foi sediado na toria. Sendo assim, o volu- nheiro Químico, uma vez Universidade Estadual de me de resíduos foi reduzi- que foi feita uma pesquisa Maringá (PR). do de forma a não prejudi- científica no período de car o meio ambiente. Além um ano buscando soluções CN - Se a tese for disso, o produto obtido para gerenciar o resíduo colocada em prática com os resíduos gera um de uma empresa movelei- quais as vantagens que lucro extra para a empresa ra. traria a sociedade? E ao produtora. meio ambiente? CN - Quais foram as RP - O trabalho realiza- CN - Qual a reação maiores dificuldades do apresenta relação dire- de seus ouvintes após o “Estudante da encontradas? ta com a área ambiental, término da apresenta- RP - Uma das maiores pois trata-se da elaboração ção de seu trabalho? FAACZ realiza dificuldades encontradas de uma proposta de ge- RP - Muitos estudantes foi o desenvolvimento de renciamento de resíduos e professores de universi- projeto e testes físico-químicos nos particulados de madeira. dades de outros estados produtos obtidos durante Esses resíduos normal- se interessaram pela pes- apresenta no a pesquisa. Além disso, é mente são descartados no quisa. Pois ela é bem congresso difícil para um estudante lixo comum de empresas abrangente e a partir do de graduação conseguir madeireiras. A proposta princípio utilizado, podem- brasileiro de expor trabalhos como consiste em reaproveitar se enfatizar outras áreas esses por meio de publica- esse resíduo sólido para a como a de geração de Engenharia ções em periódicos cientí- confecção de placas de energia, por exemplo, ficos. Porém, com esforço isolamento térmico utili- através da combustão dos química na e colaboração de profes- zando polímeros orgânicos painéis produzidos. Universidade sores o trabalho foi aceito como fenol-formol e ureia em uma enciclopédia bas- -formol. Estadual De Maringá (PR).” Fonte: Enciclopédia do estudante: Ecologia- 1 ed – São Paulo – Moderna 2008. OPINATIVA
  26. 26. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 27 Fonte: Enciclopédia do estudante: Ecologia- 1 ed – São Paulo – Moderna 2008.UMA DESCOBERTA FANTÁSTICA D escoberto em 2004, o viduais de gases tóxicos. nasa-acha-indicio-de-grafeno-no-espaco http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/ Grafeno é uma folha Mesmo sendo poucode carbono com apenas seis divulgado e estudado, oátomos em sua espessura. É o Grafeno levou os investiga-material mais forte que o ho- dores Andre Geim e Kons- -16082011-9.shlmem conseguiu medir, cerca tantin Novoselov, da Uni-de 200 vezes mais forte que o versidade de Manchester,aço estrutural. Esse composto no Reino Unido, à conquis-não apresenta volume, apenas ta do Prêmio Nobel desuperfície e em caso de defeito Física, em 2010.em sua estrutura molecular, o Será que estamos dianteGrafeno funciona como con- de uma descoberta capazdutor de corrente elétrica, e de mudar o rumo da tec-pode ser utilizado para a cria- nologia?ção de super-sensores, capa-zes de detectar moléculas indi- Grafeno
  27. 27. PÁGINA 28 CHARGE“Meio ambiente é onde se vive, epreservá-lo é uma obrigação de todos.” PENSE BEM...  Uma dieta equilibrada sensação de saciedade, duras ruins estão pre- deve conter uma quan- então se come menos e sentes em alimentos tidade ideal de vitami- sente-se menos fome; industrializados e de nas e minerais, necessá-  As gorduras insatura- origem animal, auxiliam rios para manter o das estão presentes no aumento dos níveis bom funcionamento do nos alimentos de ori- de colesterol ruim corpo; gem vegetal e contribu- (LDL) contribuindo  Todos os nutrientes em na manutenção do para o aparecimento de são importantes para bom funcionamento do diversas doenças, den- uma vida saudável; corpo, essas gorduras tre as quais: obesidade,  Os alimentos de ori- (boas) são conhecidas diabete, hipertensão, gem vegetal nos dão como HDL. Já as gor- etc. OPINATIVA
  28. 28. EXEMPLAR 1, EDIÇÃO 1 PÁGINA 29 Fonte: Enciclopédia do estudante: Ecologia- 1 ed – São Paulo – Moderna 2008. http://www.jorgebastosgarcia.com.br/nutricao.htm

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