Sedação e Analgesia

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Aula da Dra. Helen Bruno de Barros Falco no I Curso de Formação em Terapia Intensiva Pediátrica.

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  • Muito legal!!!
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  • PREZADA DRA. HELEN

    Excelente apresentação sobre a DOR/SEDAÇÃO, e gostaria de convidá-la a acessar uma de minhas pesquisas na área de saúde complementar que tem ajudado muitas pessoas ao redor do mundo, inclusive crianças, a melhorar sua qualidade de vida e saúde com relação a dor através da TERAPIA DE REFLEXO,
    caso deseje poderá ver um de meus artigos nos endereços abaixo:

    http://www.scribd.com/doc/20527296/TERAPIA-DE-REFLEXO

    http://www.scribd.com/doc/20762450/PESQUISAS-CIENTIFICAS-DA-TERAPIA-DE-REFLEXO-PARA-PACIENTES-COM-CANCER

    Atenciosamente,

    SANDRO PEDROL
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Sedação e Analgesia

  1. 1. SEDAÇÃO E ANALGESIA Dra. Helen Barros Falco Hospital da Criança UTI pediátrica
  2. 2. <ul><li>DOR - considerações </li></ul><ul><li>A dor é um dos piores estímulos experimentados por crianças e adultos. </li></ul><ul><li>Revisões da década de 70 e 80 relatam que crianças recebiam menos analgésicos, no pós operatório, do que os adultos; e somente durante a década de 1980 é que surgiram estudos de dor em bebês. </li></ul><ul><li>Por muito tempo se subestimou a dor do RN. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>DOR - considerações </li></ul><ul><li>Sensação desagradável SENSORIAL e EMOCIONAL. </li></ul><ul><li>Considerado o 5º sinal vital a ser mensurado. </li></ul><ul><li>O alívio da dor e o conforto do paciente são missões médicas primordiais , envolvendo questões éticas e humanitárias. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>DOR - considerações </li></ul><ul><li>DOR </li></ul><ul><li>DOENÇA DE BASE TRATAMENTO </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Função da equipe na UTI : </li></ul><ul><li>Garantir alívio rápido e completo da dor , do estresse e da ansiedade exagerada. </li></ul><ul><li>Agir como “advogados” da criança, alertando os profissionais que não estiverem respeitando este direito. SERÁ QUE NÃO PRECISA SEDAR? FAZER MEDICAÇÃO PARA DOR? </li></ul><ul><li>DOR - considerações </li></ul>
  6. 7. <ul><li>O QUE QUEREMOS EVITAR... </li></ul>
  7. 8. <ul><li>DOR - considerações </li></ul><ul><li>Consequências fisiológicas da dor : </li></ul><ul><li>Hipermetabolismo; </li></ul><ul><li>Hiperglicemia; </li></ul><ul><li>Retenção de água e sódio; </li></ul><ul><li>Sobrecarga cardiovascular e respiratória; </li></ul><ul><li>Elevação da pressão arterial e FC; </li></ul><ul><li>Íleo; </li></ul><ul><li>distúrbio de coagulação; </li></ul><ul><li>Atraso na cicatrização de feridas. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>DEFINIÇÕES (SAA-1999) </li></ul><ul><li>Sedação mínima: responde ao comando verbal, função respiratória e CV não são afetadas, pode ter certa depressão cognitiva e da coordenação. </li></ul><ul><li>Sedação/analgesia moderada (sedação consciente): depressão da consciência, mas responde aos comandos verbais, via aérea pérvia e função CV preservada. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>DEFINIÇÕES (SAA-1999)‏ </li></ul><ul><li>Sedação/analgesia profunda: depressão da consciência, não pode ser facilmente acordado, responde após repetido estímulo doloroso. Pode haver necessidade de assistência ventilatória. A função CV está preservada. </li></ul><ul><li>Anestesia geral: a abolição da sensibilidade à dor é profunda, com abolição da consciência, dos reflexos protetores, da respiração espontânea e da resposta aos estímulos externos. A função CV esta deprimida. </li></ul><ul><li>Analgesia: redução ou abolição da sensibilidade à dor, sem perda da consciência. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>CONSIDERAÇÕES </li></ul><ul><li>A indicação de analgesia deve ser individualizada e sempre considerada. </li></ul><ul><li>Para assegurar o tratamento adequado da dor em lactentes e evitar a subjetividade, a avaliação da dor por algum método deve ser usada regular e sistematicamente e não conforme necessário. </li></ul><ul><li>Existem diversas escalas e escores para avaliação da dor. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>AVALIAÇÃO DO PACIENTE Escalas de dor </li></ul><ul><li>O mais importante que encontrar uma escala ideal é encontrar uma escala: </li></ul><ul><li>simples, </li></ul><ul><li>fácil de realizar na prática diária, </li></ul><ul><li>com o menor número possível de parâmetros a serem analisados. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>AVALIAÇÃO DO PACIENTE Escalas de dor </li></ul><ul><li>Padrão ouro para > 3 anos: auto-relato. </li></ul><ul><li>Para crianças > 4 anos: </li></ul><ul><li>escala analógica – avalia intensidade da dor por uma linha reta com zero para nenhuma dor e 10 para dor máxima. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>AVALIAÇÃO DO PACIENTE Escalas de dor </li></ul><ul><li>Escala de expressões faciais : na qual a criança escolhe a que mais se aproxima de sua experiência dolorosa. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>AVALIAÇÃO DO PACIENTE Escalas de dor </li></ul>
  15. 16. <ul><li>AVALIAÇÃO DO PACIENTE Escalas de dor </li></ul><ul><li>Escalas: dados comportamentais e fisiológicos </li></ul><ul><li>PIPP (premature infant pain profile): dor secundária a procedimentos em RN e PMT </li></ul><ul><li>(score <6 = sem dor/ >12 = dor moderada e severa)‏ </li></ul><ul><li>COMFORT : avaliar dor em PO e em cças extremamente doentes </li></ul><ul><li>(analgesia se score > 17)‏ </li></ul><ul><li>FLACC : cças mais velhas, avaliar dor em PO </li></ul><ul><li>(0=sem dor/ 1-3= desconforto moderado/ 7-10= dor intensa)‏ </li></ul>
  16. 17. <ul><li>ESCALAS DE DOR E SEDAÇÃO Importância do uso na UTI </li></ul><ul><li>Sedação e/ou analgesia insuficiente : dor e estresse com repercussões neuroendocrinológicas (HA, taquicardia, taquipnéia e hiperglicemia). </li></ul><ul><li>Sedação e/ou analgesia profunda : risco de apnéia, aspiração, úlceras de pressão, pneumonia aspirativa, prolongamento da ventilação </li></ul>
  17. 18. <ul><li>MONITORIZAÇÃO DA DOR E DA SEDAÇÃO </li></ul><ul><li>Dificuldades : </li></ul><ul><li>Quantificar objetivamente a intensidade da dor; </li></ul><ul><li>Supor que crianças não sentem dor (Rn) e que a memória para dor é curta; </li></ul><ul><li>Temor de mascarar sintomas de progressão da doença base; </li></ul><ul><li>Falta experiência médicos com as medicações e técnicas. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>SEDAÇÃO E ANALGESIA Indicações </li></ul><ul><li>Procedimentos não invasivos : TC, ECO, USG, EEG, RNM. </li></ul><ul><li>Procedimentos associados com muita ansiedade e dor leve a moderada : acesso venoso, suturas, flebotomia, punção lombar. </li></ul><ul><li>Procedimentos associados com muita dor e ansiedade : punção e drenagem abscesso, curativo queimado, redução fratura. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>SEDAÇÃO E ANALGESIA Indicações </li></ul><ul><li>Em UTI: </li></ul><ul><li>Cateterismo vesical; </li></ul><ul><li>Venopunção; </li></ul><ul><li>Intubação orotraqueal; </li></ul><ul><li>Aspiração de tubo traqueal; </li></ul><ul><li>Inserção de drenos e cateteres; </li></ul><ul><li>Ventilação mecânica; </li></ul>PARA QUE NÃO NOS VEJAM ASSIM...
  20. 21. <ul><li>SEDAÇÃO E ANALGESIA Indicações </li></ul><ul><li>Em UTI: </li></ul><ul><li>Procedimentos cirúrgicos, inclusive curativos extensos; </li></ul><ul><li>Uso de bloqueadores neuromusculares; </li></ul><ul><li>Realização de exames de imagem; </li></ul><ul><li>Agitação, ansiedade, delírio; </li></ul><ul><li>Alteração do perfil do sono, etc. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>BUSCAMOS TRANSMITIR TRANQUILIDADE... </li></ul>PELO TOQUE, CARINHO, PALAVRA...
  22. 23. <ul><li>SEDAÇÃO E ANALGESIA Objetivos </li></ul><ul><li>Analgésicos : tratar a dor secundária a intervenções cirúrgicas e/ou técnicas invasivas, e as da doença. </li></ul><ul><li>Sedativos : diminuir a ansiedade e agitação (ambiente hostil; procedimentos), facilitar o sono, produzir amnésia temporária. </li></ul><ul><li>Analgésicos + sedativos : efeito hipnótico, depressores da respiração e do reflexo de tosse (melhor adaptação à VM). </li></ul><ul><li>A analgesia deve preceder à sedação (dor = alterações fisiológicas). </li></ul>
  23. 24. <ul><li>AVALIAÇÃO DO PACIENTE </li></ul><ul><li>Criança farmacologicamente paralisadas, a dor pode manifestar-se: </li></ul><ul><li>Aumento frequência cardíaca; </li></ul><ul><li>Aumento da pressão arterial; </li></ul><ul><li>Lacrimejamento; </li></ul><ul><li>Variação no diâmetro pupilar; </li></ul><ul><li>Alteração fácies (dor e sofrimento); </li></ul><ul><li>Sudorese; </li></ul><ul><li>Agitação psicomotora. </li></ul>PAPAI DO CÉU NÃO DEIXE QUE EU SINTA DOR...
  24. 25. <ul><li>ESTRATÉGIAS ANALGESIA “5 degraus” </li></ul><ul><li>Comportamentais : consolo, bico, glicose, mãe, segurar a mão, massagem, conversa, distração, música. DOR LEVE </li></ul><ul><li>Analgésicos comuns : dipirona, paracetamol, aspirina. DOR LEVE </li></ul><ul><li>Antiinflamatórios não-hormonais : ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno. DOR MODERADA </li></ul><ul><li>Potência intermediária : codeína, tramal. DOR FORTE </li></ul><ul><li>Dor intensa : morfina, meperidina, fentanil, quetamina. DOR INTENSA </li></ul>
  25. 26. <ul><li>CONTROLE DA DOR NA UTIP </li></ul><ul><li>Métodos não medicamentosos : </li></ul><ul><li>Presença dos pais durante o procedimento; </li></ul><ul><li>Sucção não nutritiva; </li></ul><ul><li>Estímulos visuais com figuras conhecidas; </li></ul><ul><li>Estímulos auditivos com músicas e histórias infantis conhecidas; </li></ul><ul><li>Explicar a criança previamente o procedimento, reduzindo o medo do desconhecido. </li></ul><ul><li>Todos estes métodos são importantes para o bem estar psicológico da criança, mas são insuficientes para o alívio da dor. </li></ul>J Pediatr (Rio J). 2007;83(2 Supl):S71-82 HA = hipertensão arterial; HIC = hipertensão intracraniana; IM = intramuscular; IN = intranasal; INF = infusão contínua; IR = intra-retal; IV = intravenoso; SL = sublingual; VM = ventilação mecânica; VO = via oral. J Pediatr (Rio J). 2007;83(2 Supl):S71-82 HA = hipertensão arterial; HIC = hipertensão intracraniana; IM = intramuscular; IN = intranasal; INF = infusão contínua; IR = intra-retal; IV = intravenoso; SL = sublingual; VM = ventilação mecânica; VO = via oral.
  26. 27. <ul><li>CONTROLE DA DOR NA UTIP AINES </li></ul><ul><li>Dor leve a moderada (AINES): </li></ul><ul><li>Ibuprofeno – 5 a 10 mg/kg, VO, 6/6h </li></ul><ul><li>Diclofenaco – 1 a 3 mg/kg, IM, 8/8h </li></ul><ul><li>Dipirona – 10 a 20mg/kg, IV, 6/6h </li></ul><ul><li>Acetominofen – 10 a 15 mg/kg, VO, 4/4 ou 6/6h </li></ul><ul><li>Dor severa : AINES + opióides. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>CONTROLE DA DOR NA UTIP – ANALGÉSICOS OPIÓIDES </li></ul><ul><li>Morfina : </li></ul><ul><li>mais usado em pediatria; não atravessa BHE (-RN); </li></ul><ul><li>aumentar a dose quando converter IV VO; </li></ul><ul><li>evitar na asma e na instabilidade hemodinâmica (histamina – broncoespasmo, vasoD, hipotensão); </li></ul><ul><li>efeito: inicio em 10-15min, IV, 0,1-0,2 mg/kg + ou – infusão contínua 10-40 mcg/kg/min </li></ul><ul><li>boa analgesia com manutenção de adequada ventilação espontânea </li></ul><ul><li>1/2vida 9h PMT; 6,5h a termo e 2h cças >. </li></ul>
  28. 29. <ul><li>Meperidina :não está indicado na UTI </li></ul><ul><li>Dose: 1-2 mg/kg, IV, início de ação 15-30 min e 1/2h vida de 3-6h; </li></ul><ul><li>pode liberar histamina: >Fc, depressão débito cardíaco  uso restrito na UTIP; </li></ul><ul><li>Indicado para tremores intensos decorrentes do uso anfoterecina B ou em pós-operatório; </li></ul><ul><li>Controle cólica biliar cças e em crises de cianose da estenose pulmonar. </li></ul>
  29. 30. <ul><li>Fentanil : </li></ul><ul><li>100x + potente que a morfina; </li></ul><ul><li>rápido início de ação (<30 seg IV); ½ vida curta 0,5 a 0,75h ( procedimento curta duração ); em infusão contínua ½ v até 21h; </li></ul><ul><li>pouca liberação histamina; </li></ul><ul><li>menos constipação, não sofre acúmulo (alt fç renal); rápida tolerância ( > dose= efeito); </li></ul><ul><li>Dose: 1-5mcg/kg -> 1-10 mcg/kg/h; </li></ul><ul><li>Dose > 1,5mcg/kg e/ou + de 5 dias de uso -> síndrome de abstinência (50%); </li></ul><ul><li>Rigidez torácica e laringo espasmo (rápido)/ naloxona. </li></ul>
  30. 31. <ul><li>Metadona : </li></ul><ul><li>Usada no manuseio e prevenção de abstinência e dependência; </li></ul><ul><li>Dose: 0,1-0,2 mg/kg a cada 4 a 6h. </li></ul><ul><li>Tramadol : </li></ul><ul><li>Dor leve a moderada </li></ul><ul><li>Inicio e duração de ação semelhante a morfina, não libera histamina; </li></ul><ul><li>Dose: IV 1-2mg/kg 4-6h / 0,2-0,4mg/kg/h </li></ul>
  31. 32. <ul><li>AS CRIANÇAS PODEM SE SENTIR ASSIM NA UTI... </li></ul>CRIANÇA MÉDICOS ENFERMEIROS TÉCNICOS FISIOTERAPEU-TAS PSICÓLOGO EQUIPE UTI
  32. 33. <ul><li>CONTROLE DA ANSIEDADE E AGITAÇÃO EM UTIP </li></ul><ul><li>Causas de ansiedade : </li></ul><ul><li>inabilidade de comunicação e entendimento; </li></ul><ul><li>ambiente desconhecido, iluminado constantemente e com muitos ruídos; </li></ul><ul><li>excessiva estimulação (sinais vitais); </li></ul><ul><li>inadequada analgesia. </li></ul>
  33. 34. <ul><li>CONTROLE DA ANSIEDADE E AGITAÇÃO EM UTIP </li></ul><ul><li>Escalas de sedação : </li></ul><ul><li>N- Passe (em teste) - para RN; </li></ul><ul><li>Ramsay e Comfort – para cças >; </li></ul><ul><li>MMAAS (em teste) – para cças. </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Escala Ramsay : paciente acordado do nível 1 a 3, dormindo de 4 a 6. </li></ul><ul><li>Nível 1: ansioso e agitado, insônia ou ambos </li></ul><ul><li>Nível 2: cooperativo, orientado e tranquilo </li></ul><ul><li>Nível 3: acordado, responde aos comandos </li></ul><ul><li>Nível 4: dormindo, responde vivamente ao leve toque ou estímulo auditivo alto </li></ul><ul><li>Nivel 5: dormindo, responde lentamente </li></ul><ul><li>Nível 6: dormindo, não responde. </li></ul>
  35. 36. <ul><li>CONTROLE DA ANSIEDADE E AGITAÇÃO EM UTIP - BENZODIAZEPÍNICOS </li></ul><ul><li>Diazepan : </li></ul><ul><li>Rápida distribuição SNC; </li></ul><ul><li>Pode provocar depressão respiratória (-freq); </li></ul><ul><li>Dose: 0,3 a 0,5 mg/kg IV a cada 4h; </li></ul><ul><li>Início ação 2 min; ½ vida longa; </li></ul><ul><li>Mantida temperatura ambiente, protegida da luz. </li></ul>
  36. 37. <ul><li>CONTROLE DA ANSIEDADE E AGITAÇÃO EM UTP – outras drogas </li></ul><ul><li>Hidrato de cloral : </li></ul><ul><li>Sedativo hipnótico, sem analgesia; para exames de imagem, sedação paciente com coqueluche (sono noturno). </li></ul><ul><li>Início de ação 20min, VO/VR, efeito dura 8-12h; </li></ul><ul><li>Não tem antídoto; </li></ul><ul><li>Pode causar depressão miocárdio, respiratória, arreflexia, icterícia, HGI; </li></ul><ul><li>Não usar em < 3meses; dç hepática; </li></ul><ul><li>Dose: 30-100 mg/kg, máximo 2g/dose na UTIP </li></ul>
  37. 38. <ul><li>Midazolan : </li></ul><ul><li>início ação 1-2 min, IV, ½ vida +- 2h; </li></ul><ul><li>depressão respiratória, hipotensão (altas doses, paciente hipovolêmico); </li></ul><ul><li>associado com opióide ou quetamina -> sedação e analgesia – VM; </li></ul><ul><li>leve a moderada : 0,1-0,3 mg/kg IV; profunda : 0,4-0,5 mg/kg -> 0,5-1 mcg/kg/min </li></ul><ul><li>Uso prolongado -> tolerância, retarda desmame, abstinência; </li></ul><ul><li>pode ser administrado: VO/SL/Intranasal/retal/IM/IV </li></ul><ul><li>temperatura ambiente, protegida da luz; </li></ul><ul><li>Flumazenil – 0,01 a 0,02 mg/kg IV (antagonista). </li></ul>
  38. 39. <ul><li>ALGORITMO PARA INICIAR SEDAÇÃO/ ANALGESIA EM UTIP </li></ul><ul><li>O paciente está confortável ? </li></ul><ul><li>sim não – pesquisar causas </li></ul><ul><li>reavaliar com frequência otimizar o ambiente </li></ul><ul><li>tratamento não-farmacológico </li></ul><ul><li>usar escala de dor </li></ul><ul><li>DOR </li></ul><ul><li>sim não </li></ul><ul><li>estabilidade hemoD= morfina agitação= midazolan </li></ul><ul><li>instabilidade HD = fentanil </li></ul>
  39. 40. <ul><li>ASSIM QUE QUEREMOS NOSSAS CRIANÇAS... </li></ul>SONHO DE TODO PLANTONISTA...
  40. 41. <ul><li>BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES EM UTIP </li></ul><ul><li>Deve ser usado apenas quando essenciais para a segurança do paciente, dose baixa, menor tempo possível. </li></ul><ul><li>Indispensável o uso de analgesia e sedação concomitante. </li></ul><ul><li>Monitorização rigorosa (risco de extubação acidental). </li></ul>
  41. 42. <ul><li>BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES EM UTIP </li></ul><ul><li>Indicações : </li></ul><ul><li>< 6 horas : facilitar laringoscopia para intubação e procedimentos invasivos; </li></ul><ul><li>> 6 horas : assincronia paciente-respirador; hiper ou hipoventilação programadas; </li></ul><ul><li>ventilação não-convencional; ICC grave (redução consumo O 2 ); proteção de reparos cirúrgicos; tratamento tétano(?). </li></ul>
  42. 43. <ul><li>BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES EM UTIP - DROGAS </li></ul><ul><li>Pancurônio : 0,1-0,15 mg/kg, início 2-5min, dura 60-90min; aumenta FC,PA,DC; paralisia prolongada. </li></ul><ul><li>Atracúrio : 0,3-0,5 mg/kg, 1-3min/ 30-60 min; baixa liberação histamina. </li></ul><ul><li>Vecurônio : 0,1-0,15mg/kg, 1-3min/ 22 min. </li></ul><ul><li>Rocurônio : 0,5-0,8mg/kg, <1min/ 27 min; primeira opção para intubação. </li></ul><ul><li>Antagonista : Neostigmina- 0,05-0,07 mg/kg/dose diluido 0,5ml + 0,5ml atropina+ 0,5ml SF -> 0,1ml/kg IV. </li></ul>
  43. 44. <ul><li>SEDOANALGESIA EM SITUAÇÕES CLÍNICAS COMUNS </li></ul><ul><li>Hipertensão intracraniana : conforto e diminuição da demanda de O2 -> fentanil+ midazolan. </li></ul><ul><li>Instabilidade hemodinâmica : conforto e diminuição da demanda de O2 -> fentanil + midazolan , não usar morfina, AINE,propofol </li></ul><ul><li>Síndrome da angústia respiratória (SARA) : conforto e diminuição da demanda de O2 -> morfina (estavel hemod) ou fentanil + midazolan ou propofol </li></ul>
  44. 45. <ul><li>SEDOANALGESIA EM SITUAÇÕES CLÍNICAS COMUNS </li></ul><ul><li>Broncoespasmo grave : conforto e diminuição demanda de O2 -> fentanil ou quetamina + propofol ou midazolan . Não usar morfina. </li></ul><ul><li>VM pulmão normal, sem instabilidade hemodinâmica : conforto -> morfina ou fentanil + midazolan . </li></ul>
  45. 46. SEDOANALGESIA EM SITUAÇÕES CLÍNICAS COMUNS <ul><ul><li>PO em VM, sem instabilidade HD : conforto -> morfina ou fentanil / intermitente – morfina ou tramadol ou associação com AINE. </li></ul></ul><ul><ul><li>Em desmame de VM : conforto e diminuir demanda de O2 -> morfina ou fentanil pode usar midazolan. </li></ul></ul><ul><ul><li>Procedimentos invasivos : conforto -> anestésicos locais, fentanil, quetamina + propofol </li></ul></ul>
  46. 47. SEDOANALGESIA EM SITUAÇÕES CLÍNICAS COMUNS <ul><li>Pacientes em ventilação espontânea : conforto -> dor leve : dipirona ou paracetamol + ansiolítico / dor moderada : morfina ou tramadol + ansiolítico / dor intensa : morfina ou fentanil + ansiolítico </li></ul>
  47. 48. SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO - passos <ul><li>1) Atropina (evita bradicardia, < secreção oral) – 0,1ml/kg (0,01-0,02mg/kg)‏ </li></ul><ul><li>1) Lidocaína (bloqueador de HIC)- 0,1 a 0,2 ml/kg (1-2mg/kg)‏ </li></ul><ul><li>2) Fentanil (analgesia) – 0,04 a 0,08 ml/kg lento (2-4mcg/kg) ou Ketamina – 2mg/kg </li></ul>
  48. 49. SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO - passos <ul><li>3) Midazolan (sedativo hipnótico) – 0,02 a 0,04 ml/kg (1-2 mg/kg)‏ </li></ul><ul><li>4) BNM (curarizante) – Rocurônio – 0,6 a 1,2 mg/kg 0,06 a 0,12 ml/kg ou Vecurônio – 0,1mg/kg – 0,025 a 0,05ml/kg </li></ul>
  49. 50. <ul><li>TOLERÂNCIA, SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA, MANUSEIO DE RETIRADA </li></ul><ul><li>Definições : </li></ul><ul><li>Tolerância : redução efeito = >dose; </li></ul><ul><li>Síndrome de abstinência : sinais e sintomas de hiperatividade do SNC, disfunção GI e autonômica que ocorre quando a droga é descontinuada rapidamente ou antagonizada. </li></ul><ul><li>O risco de abstinência e dependência está associado à dose total acumulada usada e não tempo de uso. </li></ul>
  50. 51. <ul><li>SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA - SINTOMAS </li></ul><ul><li>SNC : </li></ul><ul><li>irritabilidade </li></ul><ul><li>agitação </li></ul><ul><li>hiperalerta </li></ul><ul><li>insônia </li></ul><ul><li>hiperreflexia </li></ul><ul><li>delírios </li></ul><ul><li>tremores </li></ul><ul><li>abalos </li></ul><ul><li>bocejos </li></ul><ul><li>convulsão </li></ul><ul><li>choro agudo </li></ul><ul><li>ataxia </li></ul><ul><li>postura distônica </li></ul><ul><li>contato pobre </li></ul><ul><li>dificuldade de ganho de peso e de alimentação. </li></ul>
  51. 52. <ul><li>SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA - SINTOMAS </li></ul><ul><li>Hiperatividade simpática : </li></ul><ul><li>Sudorese </li></ul><ul><li>Taquicardia </li></ul><ul><li>Hipertensão </li></ul><ul><li>Taquipnéia </li></ul><ul><li>Moteamento </li></ul><ul><li>Congestão nasal </li></ul><ul><li>febre </li></ul><ul><li>Distúrbio GI : </li></ul><ul><li>Aerofagia </li></ul><ul><li>Vômitos </li></ul><ul><li>Intolerância a dieta </li></ul><ul><li>Estase </li></ul><ul><li>Incoordenação de deglutição </li></ul><ul><li>Diarréia </li></ul><ul><li>Desidratação. </li></ul>
  52. 53. <ul><li>SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA/DEPENDÊNCIA - TRATAMENTO </li></ul><ul><li>Profilaxia de dependência : OPIÓIDE </li></ul><ul><li>Até 7 dias uso opióide : retirada 50% e o resto após 24h; </li></ul><ul><li>7 ou mais dias : reduzir dose 10% a cada 12h (5 dias de desmame progressivo). Pode ser feito com a própria droga ou com metadona. </li></ul><ul><li>Sintomas de abstinência : 24-48h após controle, retirada progressiva, 1º aumentando o intervalo 6-8-12-24h e depois reduzindo a dose em 0,05mg/kg a cada dia até o final da retirada. </li></ul>
  53. 54. <ul><li>SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA/DEPENDÊNCIA - TRATAMENTO </li></ul><ul><li>Por benzodiazepínico: </li></ul><ul><li>Mais rara e menos grave; </li></ul><ul><li>Casos mais leves: retirada lenta, 2-3 dias. </li></ul><ul><li>Mais graves: alternativa é o lorazepan (dose=dose diária midazolan em mg dividida por 12), esta dose é dividida por 4 (6/6h) e o midazolan é reduzido em 25% na dose inicial após cada dose (suspensão completa na 4º dose)‏ </li></ul>
  54. 55. <ul><li>SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA/DEPENDÊNCIA - TRATAMENTO </li></ul><ul><li>Abstinência fentanil: </li></ul><ul><li>Metadona dose= fentanil em mg/dia 12/12h. Reduz o fentanil 50% após cada dose da metadona e retirado em 24h. </li></ul><ul><li>A metadona é então retirada em 20% da dose inicial por semana. Se tiver crise forte abstinência – dose resgate morfina 0,05mg/kg SC. </li></ul>
  55. 56. <ul><li>Mencia S, Lopes-Herce J, Freddi N. Analgesia and sedation in children: pratical approach for the most frequent situations. J Pediatr (RioJ), 2007:83:S71-82. </li></ul><ul><li>Rong CC, Caprotta G, Castro MF, Germ RS. Analgesia y sedación em procedimientos pediátricos. Arch Argent Pediatr 2008; 106(5):429-434. </li></ul><ul><li>Rong CC, Caprotta G, Castro MF, Germ RS. Analgesia y sedación em procedimientos pediátricos. Arch Argent Pediatr 2008; 106(5):524-532. </li></ul><ul><li>Silva YP, Gomez RS, Maximo TA, Simoes e silva AC. Sedation and anlgesia in neonatology. Ver Bras anestesiol 2007; 57(5):575-587. </li></ul><ul><li>Reynaldo Gomes Oliveira, blackbook, 2005 </li></ul><ul><li>Terapia intensiva pediátrica –IMIP, 2008 </li></ul><ul><li>Medicina intensiva pediátrica- Piva e Celine, 2005 </li></ul>
  56. 57. <ul><li>OBRIGADA! </li></ul>CUIDEM BEM DE MIM...

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