Técnicas de edição jornalística

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Técnica de edição jornalística

Técnicas de edição jornalística

  1. 1. A EDIÇÃO JORNALÍSTICA TÉCNICAS DE EDIÇÃO EM JORNALISMO/OFICINA DE JORNALISMO IMPRESSO TUTORIA
  2. 2. O QUE É EDITAR? Definir um espaço (se a informação merecerá página inteira, meia ou uma nota) Determinar seu lugar (se alto da página, rodapé, lateral em uma coluna) Considerar se há foto (e de que tamanho) e qual o número de retrancas secundárias Privilegiar, e até premiar, o trabalho feito no tempo e no espaço estipulado EDITAR É, ENFIM, ESCOLHER.
  3. 3. O VALOR DO FATOPesquisa do IBGE manchetada em 5 de Abril sobre a economia nacional. Estadão: IBGE mostra que o país melhorou em 7 anos Folha: País termina anos 90 tão desigual como começou JB: IBGE: década do Real não mudou a desigualdade econômica do país O Globo: Indicadores sociais melhoram. Concentração de renda cai
  4. 4. MALÍCIAS EDITORIAISEDITORIALIZAR A PAUTAA mídia não precisa expor suas preferências de forma ostensiva. Pode dar prós e contras e, mesmo assim, omitir fontes que seriam de fato esclarecedoras.Ex: Pode não dar apoio explícito a um candidato, basta enfatizar o noticiário negativo sobre seu oponente.
  5. 5. REPORTAGEM DA REVISTAVEJA NAS VÉSPERAS DAELEIÇÃO PARA PRESIDENTEEM 1990.EXEMPLO DE COMO A EDIÇÃOMUDA COMPLETAMENTE AMATÉRIA.
  6. 6. MALÍCIAS EDITORIAISEDITORIALIZAR A PÁGINANão há fechamento isento. Posso direcionar o modo como o leitor vai entender a informação já ao dar um título ou ao escrever o lead. Afinal, são o título e o primeiro parágrafo que, juntamente com a fotografia, determinam o principal a ser destacado.
  7. 7. MALÍCIAS EDITORIAISPERPETUAR O CONSERVADORISMOAo destacar a anomalia, a quebra da rotina, o desvio, os jornalistas tomam partido, pois se colocam na posição de quem é favorável à norma e a valores dominantes.
  8. 8. MALÍCIAS EDITORIAISLUTAR CONTRA O RELÓGIOA pressa é o álibi do trabalho malfeito, da apuração frágil só porque a história parece sensacional e da edição irresponsável só para não alterar o deadline, imposto pelo fluxo de produção noticiosa e pelo medo da concorrência
  9. 9. MALÍCIAS EDITORIAISJULGAR AS FONTESArrogância é ver o mundo de cima para baixo. O editor não deve fazer pré-julgamento, com suas condenações e absolvições sumárias, sem provas conclusivas.
  10. 10. MALÍCIAS EDITORIAISFAZER O JOGO DAS FONTESO Editor deve apregoar independência e não ser manipulado à distância pelo poder político ou por quem detém informação, com as assessorias de imprensa.
  11. 11. ATIVIDADE 1Leitura do texto:http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream /1904/18678/1/2002_NP2BERNARDES.pdfResponda aos questionamentos:
  12. 12. AULA 2Dilemas editoriais
  13. 13. O CONFORMISMO EDITORIALSeis fatores estimulam o conformismo à política editorial:  O temor da autoridade e das punições  Os sentimentos de obrigação e estima para com seus chefes  As aspirações de mobilidade  A ausência de grupo de lealdade em conflito  O prazer da atividade  As notícias como valor máximo (o jornalista investe toda a sua energia na obtenção de mais notícias e não em contestar a política empresarial)
  14. 14. SABERES TRANVERSAIS Saber de reconhecimento – sobre como identificar fatos com valor noticioso Saber de procedimento – sobre o que fazer para realizar uma investigação Saber narrativo – sobre formatar informações num texto atraente e funcional, atendendo ao repertório de histórias que soam coerentes para o público.
  15. 15. O PODER DA EDIÇÃO - ExemplosJornal Diário do PovoTeresina-PI – 25/04/2007HOMEM MATA ESPOSA POR CAUSA DO AMANTEJosé Maria Vale, 35, matou sua esposa, Elizeth da Silva Vale, 34, ontem, ao encontrá-la na cama com um amante. O crime ocorreu por volta das 17h no bairro do Satélite, na capital. O Delegado Adalberto Vidinha, titular do 13º Distrito Policial, afirmou que o elemento apunhalou as vítimas com um faca de churrasco. Elizeth deixa duas crianças, com 4 e 6 anos.
  16. 16. O PODER DA EDIÇÃO - ExemplosJornal Meio NorteTeresina-PI – 25/04/2007PAI DE FAMÍLIA, TRAÍDO, MATA A ESPOSAUm crime passional chocou o bairro Satélite na tarde de ontem. José Vale, 35, voltava do trabalho, quando encontrou a esposa com um amante. Elizabeth Vale, 33, se encontrava há muito tempo com o amante, conhecido com “Gaudin”. O Esposo não sabia da traição. Ao ver os dois juntos, decidiu lavar sua honra. O marido usou uma faca que encontrou na mesa da cozinha e desferiu 4 facadas na esposa e 3 no amante.
  17. 17. O PODER DA EDIÇÃO – Escola Base Jornal “Notícias Populares”
  18. 18. EXERCÍCIO – REPORTAGEM DA VEJATemos um texto publicado pela Revista Veja em setembro de 2004, falando sobre as escolas existentes nos assentamentos do MST. O texto é crítico e parcial, deixando claro a linha editorial com relação ao Movimento dos Sem Terra.Você deve pegar um dos trechos e editá-lo. Nessa simulação, fazemos parte de uma revista que busca a imparcialidade. Você vai modificar o título e o texto.
  19. 19. EXERCÍCIO – REPORTAGEM DA VEJAO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criou sua própria versão das madraçais - os internatos religiosos muçulmanos em que crianças aprendem a recitar o Corão e dar a vida em nome do Islã. Nas 1.800 escolas instaladas em acampamentos e assentamentos do MST, crianças entre 7 e 14 anos de idade aprendem a defender o socialismo e a "desenvolver a consciência revolucionária“ Pelo menos 1.000 dessas escolas são reconhecidas pelos conselhos estaduais de educação - o que significa que têm status idêntico a qualquer outro estabelecimento de ensino da rede pública e que seus professores são pagos com dinheiro do contribuinte.Na escola Chico Mendes, professores exibem vídeos que atacam as grandes propriedades e enaltecem as virtudes da agricultura familiar, modelo que o MST gostaria de ver esparramado no território nacional: "A pequena propriedade é oprimida pelos grandes latifúndios, que só fazem roubar emprego do povo", diz um dos filmes. A mesma fita é usada para ensinar aos alunos que os produtos transgênicos "contêm veneno". A reportagem de VEJA assistiu a uma dessas aulas. No fim da exibição do filme, o professor pergunta quem da classe come margarina. A maioria das crianças levanta o braço. Tem início o sermão: "Margarina é à base de soja, que pode ser transgênica e, por isso, ter ve-ne-no!" A atividade seguinte foi uma encenação teatral. No pátio, carregando bandeiras do MST, crianças entoaram uma música que dizia: "Traga a bandeira de luta / Deixe a bandeira passar / Essa é a nossa conduta / Deixe fluir para mudar". Para encerrar, deram o grito de guerra conclamando para a revolução.
  20. 20. AULA 3Dilemas editoriais
  21. 21. O RESPEITO AO OUTROOs cuidados mútuos, entre jornalista e fonte, podem ocorrer em quatro momentos: Antes de a entrevista ocorrer Durante a sua realização Antes de ser divulgada Após a divulgação
  22. 22. A LEI DO MAIS FRACOO interesse informativo não pode ser pretexto para a aproximação à base do engano e da má-fé. Por isso, antes de uma entrevista ocorrer, é sensato esperar que: A fonte se recuse falar ou, se aceitar, escolha hora e local, sem ser molestada na rua; A fonte expulse de casa ou de estabelecimento comercial quem force a entrada; A fonte recuse um repórter se considerar que pode ser por ele prejudicada, e comunique ao veículo que aceitará outro profissional; O jornalista forneça a pauta previamente e limite-se a ela – que outra entrevista seja marcada para os assuntos não solicitados; A entrevista não seja alvo de acordo. Interesse público não é moeda de troca.
  23. 23. LER ANTES DE PUBLICARReivindicação antiga das fontes é ler a reportagem antes da veiculação. É questão polêmica. Jornalista não é dono das palavras do entrevistado. Mas não deixa para outro a decisão sobre o produto editorial.A negociação ética, sempre, é o caminho para a relação equilibrada entre o repórter e a fonte.
  24. 24. O OFF-THE-RECORDHá casos em que seria impossível a cooperação de um entrevistado, não fosse o sigilo. Situações delicadas aquelas em que a identificação da fonte a coloca em risco. Só assim para justificar um veículo usar recurso que atinge a sua credibilidade.
  25. 25. O OFF-THE-RECORDCuidados prévios à garantia do off: Se a situação permite, revele a identidade de suas fontes. A notícia tem maior credibilidade e futuras fontes reconhecerão suas regras básicas; Confidencialidade, só para proteger alguém relativamente indefeso, cuja vida ou trabalho pode ser ameaçado, ou pode perder a capacidade de continuar fonte; Não abuse de fontes ingênuas. Não se deixe abusar por fontes sofisticadas; Não admita confidencialidade posterior, não acordada nos encontros com a fonte; Não deixe fonte anônima amparar-se na confidencialidade para atacar ninguém; Lembre-se do poder da imprensa: você está em posição de causar dano ou benefício. Uma vez que prometa confidencialidade, mantenha sua palavra.
  26. 26. O OFF DA ILEGALIDADELeitura do texto página 60 do livro de Edição
  27. 27. CRIMES QUE DENUNCIAM CRIMESDois jornalistas foram presos em maio de 2002 quando montavam uma bomba num banheiro do parlamento alemão. A reportagem, para a Revista Max, tentava checar a prevenção local contra terroristas. A dupla não se contentou em relatar crimes ou antecipar sua possibilidade. Arriscou uma explosão acidental que poderia atingir inocentes.
  28. 28. A GRAVAÇÃO CLANDESTINAComo imprensa não é polícia, não é responsável nem tem amparo legal para substituir o papel da polícia de investigar crimes – ao agir diferente estará explorando as situações que denuncia.
  29. 29. COBERTURA DE TRAGÉDIASAs tragédias e os incidentes violentos impõem a prática jornalística a uma série de problemas relacionados à ética da cobertura. O tema obrigatoriamente divide a discussão no impacto que uma reportagem terá sobre o público e sobre a fonte.
  30. 30. Respeito às vítimasO modo como se entrevista vítimas de trauma, familiares e profissionais, em emergências, emite um sinal de nossos princípios éticos, dos limites que se impõe para diferenciar-se do sensacionalismo, da exploração da miséria, da rapina emocional.Perguntas úteis na cobertura de tragédias É necessário entrevistar imediatamente aqueles que sofreram o trauma; Que valor, perene e confiável, terá uma informação arrancada de pessoas aflitas, desorientadas ou em estado de choque; Como abordar a pessoa para que aceite dar entrevista sem se sentir invadida?
  31. 31. Respeito às vítimasO contexto na ponderação da cobertura de eventos trágicos. Avaliando a importância social do acontecimento Questionando se a cena dará margem a outros significados sobre o fato ou interpretações que não as efetivamente amparadas no que foi registrado Intuindo o impacto provável junto ao público, o choque que terá ao ver as cenas.
  32. 32. AVALIAÇÃO CONTINUADA IVamos refletir sobre a cobertura de tragédias, fazendo um planejamento prévio.FatoCriança de 4 anos morre ao derrubar panela de água quente em cima de si mesma. A mãe (Maria de Fátima) estava no comércio na esquina de casa e deixou o filho sozinho. Os vizinhos, João e Severina Cardoso, viram Pedrinho sozinho, mas preferiram não fazer nada, só correram depois de ouvir a criança chorando. O pai (Manuel Evangelista) chegou em casa e soube que o filho tinha morrido. A irmã mais velha, Eleonora, de 11 anos, chorava desesperadamente. A mãe ficou em estado de choque. Um policial militar, Marcos Adriano, foi quem socorreu a criança, levando para o Hospital Geral de Elesbão Veloso. Pedrinho foi atendido pelo Médico Márcio Guedes. Segundo relato de vizinhos, era comum a mãe deixar o filho sozinho em casa. Pedro Evangelista teve queimaduras de 1º grau pelo corpo inteiro, inclusive no rosto.
  33. 33. AVALIAÇÃO CONTINUADA IVocê deve:1- Escolher o foco da matéria2- Quais fontes serão consultadas3- Qual a ordem de relato das fontes que deve estar no seu texto4- Como será a nossa abordagem às fontes que estão emocionalmente abaladas com o ocorrido? Vamos simular esse contato em sala de aula.5- Relacione as perguntas que serão feitasVale 1 ponto para a Av1Data da entrega: hoje, até 12h.
  34. 34. O PLANEJAMENTO DA NOTÍCIA AULA 4 DE TÉCNICAS DE EDIÇÃO EM JORNALISMO
  35. 35. O PLANEJAMENTO IMPRESSOEm grandes reportagens, os meios televisivos deixam passar muitas informações. Já no impresso, há a possibilidade de criar vários desdobramentos.Podemos dividir as informações em: fato principal, ponto de vista das pessoas afetadas, cronologia, erros que causaram o fato, repercussão com fontes oficiais e repercussão com a população e sociedade civil organizada.
  36. 36. PLANEJAMENTO IMPRESSOEx: Assalto ao ônibus 174Página 15: capa para o assuntoPágina 16: o ponto de vista dos reféns (durante o assalto)Página 17: o ponto de vista dos reféns (antes do assalto + cronologia visual)Página 18: os erros policiaisPágina 19: a repercussão (com fontes oficiais e governamentais)Página 20: a repercussão (com a população e a sociedade civil organizada).
  37. 37. PLANEJAMENTO NO CASO DO ÔNIBUS 174Na página 15> a notícia foi dividida em retrancas, imagens e quadros:Na página 16> depoimentos de passageiros; quadro com três frases dos reféns; três rodapés, sem foto: casos similares, escolas afetadas e como agir.Na página 17>um texto sobre a ação policial, quadro- resumo dos principais erros, repercussão no país e na imprensa mundial; casos bem sucedidos fora do país e perfil do bandidoNa página 19> opinião de FHC, Garotinho e infográfico mostrando trajeto e o número de escolas na rota, dando dimensão do perigo, flagrantes fotográficos da população e um box com falas das pessoas.
  38. 38. Ordem no espaçoAs empresas jornalísticas tentam controlar a imprevisibilidade da notícia no espaço espalhando uma estrutura para pescar acontecimentos. As três principais estratégias:a) Territorialidade geográfica (regiões, alguns países)b) Especialização temática (editoriais)c) Especialização organizacional (sucursais, correspondentes)
  39. 39. Cobertura no tempoPara lutar contra o tempo nas redações, as coberturas serão divididas da seguinte forma:a) Cobertura de rotina (delegacias, diário oficial, preparação dos times ou equipes, programação cultural, assessorias, sites, agência de notícias)b) Cobertura de fatos inesperados
  40. 40. COBERTURA DE ROTINA Profissionalização das fontesHá demandas críticas para o editor dar conta na cobertura de rotina:a) Edição do dia – das notícias de hoje, quantas já sabia? Para quantas me preparei, andas de ser dadas pelo rival? Minha equipe teve de correr atrás do prejuízo.b) Edição em preparação – tive acesso a todo material necessário para decidir sobre a edição? Aonde queremos chegar com a reportagem? Que obstáculos existem para realizá-la? É possível antecipar tais obstáculos e deixar o material em compasso de espera, só para a posterior confirmação da equipe? Qual a repercussão da matéria?As manchetes, chamadas, fotos, vídeo simplificam u salientam incidentes fora do contexto? Enfim, qual a importância real do que está sendo privilegiado na edição?
  41. 41. COBERTURA DE ROTINAc) O que se tem pautado para amanhã e depois? Qual a infra-estrutura necessária? O que posso exigir da equipe para não ser pego de surpresa?d) O editor conta com dois momentos para se reunir: no periodo da manhã, com pauteiro para decidir as matérias do dia; e no final do dia, com o levantamento do material apurado.
  42. 42. Cobertura do inesperadoPreparação:a) Resposta imediata – partir para o local do fato assim que souber dele;b) Agenda interna – com contatos telefônicos dos setores da empresa jornalística;c) Caminho das pedras – saber a quem recorrer para fazer a coberturad) Disponibilidade de meios – transporte e comunicaçãoe) Agenda externa – contatos telefônicos de fontes (especialistas, autoridades)f) Respaldo operacional – apoio interno para a cobertura.
  43. 43. AVALIAÇÃO CONTINUADA IIVamos fazer um planejamento jornalístico para a queda do avião da TAM (3054). É uma cobertura do inesperado. Divisões de matérias, sugestão de pautas, infográficos, box e outros elementos para tornar o jornal mais atraente e contemplando todas as informações possíveis.Vale: 1 ponto para a av1Entrega: HOJE!Trabalho: individual
  44. 44. DISTRIBUIÇÃO DAS FUNÇÕESVÁRIOS REPÓRTERES PARA 1 TEXTO:É quando dois ou mais jornalistas da equipe são destacados para a realização de uma mesma pauta, em geral considerada pelo editor trabalhosa para ser feita por um só repórter. A equipe é dividida de moda a cada um cobrir um dado aspecto da notícia ou um determinado número de fontes específicas. Cada repórter responde por seu relatório de apuração a um membro da equipe, eventualmente o próprio editor, fica responsável por amarrar as diversas apurações num texto final.
  45. 45. DISTRIBUIÇÃO DAS FUNÇÕES1 REPÓRTER PARA VÁRIOS TEXTOS. Envolve basicamente dois casos:a) quando uma pessoa dá conta de muitas pautas diferentes, cada uma envolvendo um determinado ângulo ou desdobramento do mesmo fato.b) quando um só texto ocupa páginas sucessivas, sem corte, é na verdade subdividido por títulos, que simulam a existência de distintas matérias em torno do objeto ou fato retratado.
  46. 46. PROJETO EDITORIAL1. Sumário do produto (formato, periodicidade, cobertura geográfica, distribuição ou circulação)2. Importância estratégica (pesquisa de mercado sobre índice de leitura/ audiência)3. Público: perfil (por faixa etária, poder aquisitivo, sexo e grau de instrução) e instrumentos de aferição (pesquisas com amostra por filtros de interesses)4. Armas contra a concorrência: pontos fortes e pontos fracos5. Orçamento mensal e anual.
  47. 47. AVALIAÇÃO CONTINUADA IIPara reforçarmos o planejamento jornalístico visto na aula passada, faremos mais um exercício. Vale: 1 ponto para AV1. Entrega: hoje, é claro!“Temos duas páginas do caderno de esporte sem notícias para o jornal de amanhã. O fato mais importante do dia foi o jogo do Remo com o Santos”. Vamos planejar as pautas, enfoques e outros elementos gráficos para tornar nossa caderno bem atrativo para a sexta-feira!”.Good luck, isto é, boa sorte.
  48. 48. AULA 5: INFOGRÁFICOS
  49. 49. CONCEITO DE INFOGRÁFICOO infográfico é a informação jornalística em linguagem gráfica. Não é ilustração. É arte estatística, imagem informativa, notícia, visual, a expressão iconográfica de fatos, a explicação do funcionamento de algo ou a conceituação de um objeto.
  50. 50. IMPORTÂNCIA PARA O TEXTO JORNALÍSTICO O texto tem informação numérica que faria o leitor perder-se em cifras; Apresenta informação que tem apelo visual; Algo não pode ser descrito com palavras e fotos; Se perderia tempo em descrever com palavras a localização de um fato, a evolução de um processo ou a descrição de um objeto; Faltam fotos ou as cenas fotografadas revelam-se insatisfatórias ou insuficientes.
  51. 51. Investigação infográficaA cultura infovisual mudou a apresentação da notícia impressa. Um infográfico enxuga o volume dos textos, torna a comunicação mais funcional, complementa a notícia.
  52. 52. Quando usar o texto e quando usar o infográfico? Qual o objetivo a ser alcançado pela reportagem? Que lacuna de informação se pretende completar que o leitor não entenderá de outro maneira? O texto ocupa espaço que um infográfico poderia economizar? Que é preciso oferecer para o leitor devorar o texto? Uma série de números? Detalhes de cenário?Datas? Definições? Comparações? A informação pode ser polida? Pode ser divertida? Que dados esclarecem a informação? Estatísticas? Detalhes geográficos? Retrospectiva histórica? Um infográfico subestimaria a inteligência do leitor? Que ponto central o infográfico quer demonstrar? Temos um conceito claro do que enfatizamos ou só estamos compilando estatísticas de forma estanque?
  53. 53. Questões éticas: o que fazer? Durante a apuração, pensar em fatos adicionais, históricos, só para infográficos. É preciso um olho para a informação necessária ao texto e outro para a do diagrama, fazendo esforço de investigação só para o diagrama/figura; Evitar atitude de superioridade, de quem faz o trabalho mais importante, como se foto e gráfico fossem elementos secundários ao texto. A arrogância se pronuncia quando o repórter ou editor só solicita um infográfico depois de escrito o texto, não quando o está preparando. Inconscientemente, deixa claro que o trabalho do desenhista é “mais rápido e fácil” de ser feito do que o seu.
  54. 54. Questões éticas: o que fazer?O infografista, por sua vez, não pode: Trabalhar sem mentalidade jornalística; Contentar-se com o relato do repórter. Para desenhar o lugar e efeitos de um evento é aconselhável visitar o lugar; visualizar coisas de natureza material, sem entendê- las. Apenas decorar um quadro. Se por um lado é útil fazer um quadro divertido e menos solene, qualquer decoração acessória só confunde a informação.
  55. 55. CUIDADOS NA EDIÇÃO Confirmação: todos os números (totais, percentuais e anos devem ser confirmados). Comparação: é preciso verificar a ortografia e a correção gramatical, ver se cada detalhe do infográfico não contradiz informações do texto; Destaques: dados não confirmados ou duvidosos, estimativas e projeções, devem ser destacados como tais; Conversão: não se pode descuidar a conversão de milhas em quilômetros, de temperatura em celsius, de moedas estrangeiras em real; Simplicidade: a compreensão deve ser imediata e cristalina. Clareza: linhas, números ou barras devem ser instantaneamente compreendidos; Forma e conteúdo: as imagem devem priorizar o conteúdo, não a estética.
  56. 56. AULA 6: INFOGRÁFICOS
  57. 57. FUNÇÃO NA PÁGINA: Tabelas Listas: mera lista de dados colocados lado a lado; Só de texto ou só de números: organiza fatos em colunas e fileiras; Misto (texto + números): palavras à esquerda e números alinhados à coluna; Tabela ilustrada: em que a ilustração é autônoma em relação à tabela, e nela não interfere, embora estejam diagramadas no mesmo quadro.
  58. 58. EXEMPLOSExemplo de tabela“só texto”
  59. 59. FUNÇÃO NA PÁGINA: Gráficos De febre: revela as mudanças, em números, através do tempo. Faz cruzamento de pontos (quantidade x tempo); De barras: compara dois ou mais itens pela representação de colunas colocadas lado a lado. Funciona com unidades: estabelece comparação entre elas; Pizza: compara partes de um todo e suas proporções. É ideal para expressar percentagens. É representado por um círculo que supõe o todo, dividido em fatias;
  60. 60. EXEMPLOSGráfico pizza
  61. 61. FUNÇÃO NA PÁGINA: diagrama de notícias Descritivos: explica objetos, mecanismos, estruturas, é o “quê” e o “como” da reportagem. Congela imagem para que possa ser examinada em detalhe, usando vistas de corte, análise passo a passo ou descrição tópica do componentes e detalhes; De processos: representa uma série de etapas de um procedimento ou idéia; Arquitetônico: esclarece uma relação espacial (vista anterior e vista em corte)
  62. 62. EXEMPLO: diagrama de processo
  63. 63. EXEMPLO: diagrama arquitetônico
  64. 64. FUNÇÃO NA PÁGINA: mapas De orientação: encontrar o caminho que buscamos; Estatísticos/pictóricos: dados estruturados sobre base geográfica (mapas + gráfico)
  65. 65. EXEMPLO: mapa pictórico
  66. 66. AVALIAÇÃO CONTINUADA IVVocê é editor do caderno Amazônia, voltado para o público C, D e E. Por isso, com uma linguagem mais simples e informações mais resumidas. Temos uma página de jornal para ser dedicada à disputa presidencial. Nossos repórteres colheram informações sobre o desempenho dos dois maiores candidatos, Dilma Roussef (PT) e José Serra (PMDB) na corrida eleitoral, de acordo com informações do IBOPE. Para facilitar a leitura do nosso público, vamos pensar em 3 infográficos, já que temos poucas informações novas.O que fazer: pensar em 3 infográficos (com base na classificação discutida em sala de aula)Como fazer: por meio de um desenho ou com auxílio de um programa gráfico, em grupo de, no máximo, 3 PESSOAS.Vale quanto: 1 ponto para a AV1Pra quando: pode entregar próxima semana... TÔ BRINCANDO, É CLARO!!! A entrega deve ser feita hoje.O grupo vencedor dividirá o prêmio A.C. de hoje.
  67. 67. Pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias(CNI), divulgada na última quarta-feira, 17, revelou que o governador de SãoPaulo, José Serra (PSDB), continua à frente da ministra Dilma Rousseff (PT) naspesquisas, mas a candidata apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu13 pontos percentuais desde a última pesquisa, em dezembro de 2009, reduzindo adiferença entre os dois para 5 pontos.No cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), a pesquisa mostra Serra emvantagem com 35% e Dilma com 30%. O deputado tem 11% e a senadora Marina Silva(PV), 6%. Sem a participação de Ciro na pesquisa estimulada, Serra tem 38% eDilma, 33%. Marina aparece com 8%.Com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no lugar de Serra, Dilmalidera com 34%, seguida por Ciro (21%). O mineiro aparece com 13%, enquantoMarina continua com 8%.
  68. 68.  A pesquisa Ibope revela Serra continua à frente, mas diferença para Dilma caiu de 21 para 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa. Por outro lado, o tucano manteve a vantagem em todas as simulações do segundo turno. Em uma possível disputa com a ministra Dilma, Serra vence por 44% a 39%. Segundo a pesquisa Ibope, mais da metade dos brasileiros (53%) prefere votar no candidato apoiado pelo presidente Lula. No entanto, neste momento 42% dos entrevistados desconhecem quem é o candidato do presidente Lula. Na pesquisa espontânea, em que não são indicados os candidatos que de fato irão concorrer, o presidente lidera com 20% e Dilma fica à frente de Serra (14% a 10).

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