Branding e novas mídias - 7/5/2015

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Aula da disciplina Branding e novas mídias, do curso de Design – Branding: estratégia de marcas, do Senac Lapa Scipião, em 7 de maio de 2015.

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Branding e novas mídias - 7/5/2015

  1. 1. Branding e novas mídias 7 de maio de 2015
  2. 2. James Clerk Maxwell (1831-1879) Renato Cruz – Senac2  Físico escocês  Publicou em 1873 seu Tratado sobre Eletricidade e Magnetismo  Demonstrou que a luz era uma onda eletromagnética e que as ondas eletromagnéticas eram passíveis de reflexão, refração e outros fenômenos observados nas ondas de luz  Desenvolveu um conjunto de equações que demonstram que o magnetismo, a eletricidade e a luz são manifestações do mesmo fenômeno
  3. 3. Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894) Renato Cruz – Senac3  Físico alemão  Provou a existência das ondas de rádio, que já haviam sido previstas teoricamente por Maxwell  Criou o primeiro transmissor e o primeiro receptor de ondas de rádio  Demonstrou que as ondas de rádio viajam na velocidade da luz, como Maxwell havia previsto  Não vislumbrou a aplicação prática de sua descoberta
  4. 4. Guglielmo Marconi (1874-1937) Renato Cruz – Senac4  Em 1894, lê um artigo sobre os experimentos de Hertz, e percebe que as descobertas poderiam ser usadas para transmitir sinais  No ano seguinte, faz um transmissão via rádio a uma distância de 2,5 km  Consegue na Inglaterra a primeira patente de telegrafia sem fio  Em 1901, realiza a primeira transmissão transatlântica de rádio, entre Poldhu (Inglaterra) e Saint John (Canadá)  Ganha o Nobel de Física em 1909
  5. 5. Padre Roberto Landell de Moura (1861-1928) Renato Cruz – Senac5  Estudou por alguns anos na Escola Politécnica do Rio de Janeiro  Em 1893, transmitiu sinais e sons musicais entre a Avenida Paulista e o alto de Santana, com um sistema de telegrafia sem fio  Foi chamado de louco, bruxo e diabólico  Em 1901, viajou para os EUA, onde depositou três patentes de um “transmissor de ondas”, tipo especial de telégrafo sem fio
  6. 6. John Logie Baird (1888-1946) Renato Cruz – Senac6  O engenheiro escocês foi o primeiro a transmitir imagens em movimento pela TV, em 1926  A imagem era formada por 30 linhas verticais, a 12,5 quadros por segundo  Dois anos depois, fez a primeira transmissão em cores  Em 1929, a BBC permite que Baird inicie transmissões públicas de TV
  7. 7. Philo Taylor Farnsworth (1906-1971) Renato Cruz – Senac7  Criou o primeiro sistema totalmente eletrônico de televisão  Começou a trabalhar nele antes de completar 15 anos, e fez a primeira demonstração aos 21 anos  Frequentou a Universidade Brigham Young, como aluno especial, quando ainda estava no colégio
  8. 8. O início da radiodifusão Renato Cruz – Senac8  A primeira emissora comercial de rádio foi a KDKA, de Pittsburgh, nos Estados Unidos, criada em 1920  A BBC começa a transmitir regularmente sinais de TV em 1934, mas o serviço é interrompido entre 1939 e 1946, durante a 2ª Guerra  Em 1941, a RCA torna-se a primeira emissora comercial de TV nos EUA  No Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira emissora do País, é criada pelo médico Edgard Roquette-Pinto (1884-1954), em abril de 1923
  9. 9. A trajetória da TV no Brasil Renato Cruz – Senac9  Fase da instalação (1950-1964) – compreende o período de chegada da televisão no Brasil, dominado por empresas vindas do rádio, como a Tupi e a Record, onde as emissoras eram regionais e não havia redes.  Fase da expansão (1965-1984) – tem como marco a criação de TV Globo e da Embratel. As emissoras começam a ser organizadas em rede, aproveitando a infra- estrutura nacional de televisão instalada pelo governo militar. A televisão passa a se tornar uma ferramenta importante de poder e de integração nacional.  Fase da consolidação (1985-2002) – com o fim da ditadura, a televisão se consolida como um poder em si, nacionalmente, e passa a ocupar um espaço central para o poder político regional. O período marca o auge da hegemonia criada durante a fase anterior e também o início de seu declínio.  Fase da convergência (2003- ) – pela primeira vez, o poder da televisão encontra- se em xeque, pelo poder econômico das empresas de telecomunicações e pelos efeitos da convergência de meios.
  10. 10. Fase da instalação (1950-1964) Renato Cruz – Senac10  Em 18 de setembro de 1950, chega ao Brasil “o mais subversivo de todos os veículos de comunicação do século”  Assis Chateaubriand importa 30 toneladas de equipamentos da americana RCA Victor, por US$ 5 milhões  A um mês do lançamento, são trazidos de avião, como contrabando, de 200 televisores  No dia da inauguração, uma das três câmeras pifa, mas ninguém percebe  Os Diários Associados chegaram a ter mais de 100 empresas, incluindo 33 jornais, 28 revistas, 25 emissoras de rádio, 22 emissoras de televisão, três gráficas, duas agências de notícias, duas gravadoras de disco e uma agência de publicidade
  11. 11. Fase da expansão (1965-1984) Renato Cruz – Senac11  A TV Globo entra no ar em 26 de abril de 1965, no Rio de Janeiro.  Em 16 de setembro, nasce a Embratel, como detentora das concessões de comunicação de longa distância nacional e internacional.  José Bonifácio chega à Globo em março de 1967, com o objetivo de transformá-la numa rede nacional.  Em 1969, começa a contratar os serviços da Embratel, para conectar suas emissoras.  No mesmo ano, a Embratel inaugura a sua Estação Terrena de Comunicação Via Satélite, em Itaborá (RJ), e o Tronco Sul da sua rede terrestre de microondas.  Em setembro de 1969, a Globo lança o Jornal Nacional.  A TV em cores chega ao Brasil em 10 de fevereiro de 1972, com a transmissão da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS).
  12. 12. Fase da consolidação (1985-2002) Renato Cruz – Senac12  Tancredo Neves submeteu o nome de cada um de seus ministros a Roberto Marinho: “Eu brigo com o Papa, eu brigo com a Igreja Católica, eu brigo com o PMDB, com todo mundo, eu só não brigo com o doutor Roberto”.  O nome de Maílson da Nóbrega para o Ministério da Fazenda, segundo alguns relatos, foi escolhido por Roberto Marinho.  Durante a Constituinte, foram distribuídas 82 concessões de TV, sendo 43 no ano da votação da emenda dos cinco anos para Sarney, 30 delas para parlamentares de partidos aliados do governo.  O ministro Antônio Carlos Magalhães recebeu sete concessões de TV e o presidente José Sarney (1985-1990) três.  Em 1989, a Globo exibe um resumo favorável a Fernando Collor de Mello do debate com Luiz Inácio Lula da Silva, no Jornal Nacional. O ex- presidente é dono da retransmissora da Globo em Alagoas.
  13. 13. Nas residências (em %) Renato Cruz – Senac13 Fonte: IBGE 36.5 40.2 42.9 83.4 89.9 96.9 Internet Telefone fixo PC Rádio Celular TV
  14. 14. Um pouco de história da TV digital Renato Cruz – Senac14  1994 – As emissoras brasileiras começam a estudar a tecnologia  1998 – AAnatel, recém-criada, passa a conduzir o processo  2000 – O Mackenzie compara os três padrões internacionais  2001 – AAnatel faz uma consulta pública sobre os testes  2003 – O governo propõe a criação de um sistema local  2005 – Os consórcios brasileiros terminam seus relatórios  2006 – O governo assina um acordo com os japoneses  2007 – A TV digital estreia em São Paulo
  15. 15. ISDB no mundo Renato Cruz – Senac15  Na América Latina: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela  Na Ásia: Japão, Filipinas e Ilhas Maldivas  Na África: Botsuana
  16. 16. A TV digital Renato Cruz – Senac16  Alta definição – A qualidade da imagem é superior à do DVD  Multiprogramação – Vários programas podem ser transmitidos ao mesmo tempo, num só canal  Interatividade – A TV passa a oferecer serviços parecidos com os da internet  Mobilidade – Os aparelhos celulares podem receber o sinal da TV aberta
  17. 17. Alta definição Renato Cruz – Senac17
  18. 18. Ultra-alta definição Renato Cruz – Senac18  TV – 3.840 × 2.160 pixels  Cinema – 4.096 x 2.160 pixels
  19. 19. Meios quentes e frios Renato Cruz – Senac19 “Um meio quente é aquele que prolonga um único de nossos sentidos e em alta definição. Alta definição se refere a um estado de alta saturação de dados. (...) Um meio quente envolve menos participação do que um frio: uma conferência envolve menos do que um seminário, e um livro menos que um diálogo.” - Marshall McLuhan (1964)
  20. 20. O aquecimento da televisão Renato Cruz – Senac20 “Tecnicamente, a TV tende a ser um meio de primeiros-planos. No cinema, o close-up dá ênfase; na TV, é coisa normal. Uma foto brilhante do tamanho do vídeo pode mostrar uma dúzia de caras com muitos pormenores, mas uma dúzia de caras no vídeo forma apenas uma mancha ” - Marshall McLuhan (1964)
  21. 21. Multiprogramação e mobilidade Renato Cruz – Senac21
  22. 22. O problema da interatividade Renato Cruz – Senac22 “Não existe outro lado. Isto é televisão, e não telefone. A diferença é grande” - Willy Wonka
  23. 23. Teles vs. TVs Renato Cruz – Senac23 Fonte: Accenture/Guerreiro Teleconsult
  24. 24. Os níveis de interatividade Renato Cruz – Senac24 • Nível 1 – O espectador navega nos dados armazenados no terminal, sem canal de retorno • Nível 2 – O espectador usa um canal de retorno, mas não necessariamente em tempo real • Nível 3 – O espectador envia e recebe mensagens em tempo real, pelo canal de retorno
  25. 25. Carrossel de dados Renato Cruz – Senac25 Fonte: UFPB
  26. 26. Os desafios da radiodifusão Renato Cruz – Senac26  TV conectada  Gravador digital de vídeo  Vídeo via internet (YouTube/BitTorrent/ Netflix)  IPTV (TV via banda larga)  TV paga móvel
  27. 27. O mercado da TV paga (em milhões de assinantes) Renato Cruz – Senac27 Fonte: Telebrasil e Teleco 0.3 0.4 1.0 1.8 2.5 2.6 2.8 3.4 3.6 3.6 3.6 3.9 4.2 4.6 5.3 6.3 7.5 9.8 12.7 16.2 18.0 19.5
  28. 28. Participação de mercado (em %) Renato Cruz – Senac28 52.0 28.8 6.7 4.5 3.9 4.1 Embratel/Net Sky Oi GVT Vivo Outros Fonte: Teleco
  29. 29. Divisão por tecnologia (em %) Renato Cruz – Senac29 61.0 38.4 0.5 0.1 Satélite Cabo Fibra MMDS Fonte: Teleco
  30. 30. Zero-TV Renato Cruz – Senac30 Fonte: Nielsen 2.010.000 de residências em 2007 5.010.000 de residências em 2013  Menos de 5% das residências americanas  75% dessas casas têm pelo menos um televisor
  31. 31. Onde eles consomem vídeo? Renato Cruz – Senac31  67% usam outros equipamentos • 37% via computador • 8% via smartphones • 6% via tablets  48% assinam serviços pagos de vídeo  44% têm menos de 35 anos  Somente 18% pensam em assinar TV paga
  32. 32. TV conectada no mundo Renato Cruz – Senac32 Ano Vendas Participação 2011 52 milhões 21% 2012 66 milhões 25% 2015 141 milhões 55% 2016 173 milhões 66% Fonte: IHS Screen Digest, Feb. 2013
  33. 33. OTT nos EUA Renato Cruz – Senac33  19% dos aparelhos de HDTV estão conectados diretamente à internet.  29% estão conectados por meio de outros dispositivos.  58% dos espectadores consomem vídeo OTT regularmente.
  34. 34. A era do rádio Renato Cruz – Senac34  Radio Days é uma comédia dirigida por Woody Allen, lançada em 1987.  Mostra como o rádio ocupava uma posição central na vida das pessoas, mais tarde ocupada pela televisão.
  35. 35. Os marcianos de Orson Welles Renato Cruz – Senac35  O futuro cineasta Orson Welles aterrorizou os ouvintes do programa Mercury Theatre on the Air, na CBS, em 30/10/1938, com uma adaptação de A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells.  Os primeiros dois terços do programa de 60 minutos foram estruturados como um noticiário. Muitos acreditaram que a invasão de marcianos era real.
  36. 36. A evolução do rádio Renato Cruz – Senac36  No Brasil, o rádio é o único meio de comunicação que continua analógico.  As vantanges do rádio digital são: • a qualidade do áudio (AM com qualidade de FM e FM com qualidade de CD); • a multiprogramação (até três programas digitais e um analógico simultâneos num só canal); • a possibilidade de se transmitir texto e até imagens, como pequenas animações.
  37. 37. As opções do rádio digital Renato Cruz – Senac37  Os testes com os sistemas de rádio digital começaram em 2005 no Brasil.  As tecnologias analisadas foram o HD Radio, da americana Ibiquity, e o europeu Digital Radio Mondiale (DRM).  O HD Radio é uma tecnologia Iboc (In-Band On- Channel), em que o sinal analógico e o digital são transmitidos no mesmo canal.  Várias emissoras compraram transmissores em 2007.
  38. 38. Os obstáculos ao rádio digital Renato Cruz – Senac38  Os resultados foram insatisfatórios, com problemas como o atraso na transmissão do sinal. www.youtube.com/watch?v=HZkGAOoQ3G8  Em testes feitos pelo Mackenzie com o HD Radio, o atraso chegou a 14 segundos.  A Ibiquity diz que o atraso é de “somente 8 segundos”, recomendando que o sinal analógico também seja atrasado. http://www.youtube.com/watch?v=iuPR6Rc4TeY  O DRM foi criado para transmissões em AM.
  39. 39. Disponibilidade de aparelhos Renato Cruz – Senac39 Insignia Portable HD Radio NS-HD01A Preço: US$ 59
  40. 40. O rádio via satélite Renato Cruz – Senac40  A tecnologia vencedora de rádio digital, nos EUA, é o serviço pago via satélite SiriusXM.  São mais de 175 canais, com mais de 27,7 milhões de assinantes.  Mensalidades a partir de US$ 9,99.  Segredo do sucesso: acordos com montadoras de automóveis.  Os rádios vêm instalados nos carros e a mensalidade é cobrada com o leasing do veículo.
  41. 41. Investimento publicitário Renato Cruz – Senac41 R$ 121 bilhões (2014) Fonte: Ibope 56% 15% 9% 5% 5% 4% 4% 2% Televisão Jornal TV Paga Merchandising Revista Internet Rádio Outros
  42. 42. Mídia digital Renato Cruz – Senac42 Em R$ bilhões / * Previsão Fonte: IAB Brasil 1.905 2.745 3.743 4.679 1.554 1.827 2.014 2.518 0 1 2 3 4 5 6 7 8 2011 2012 2013 2014* Busca+classificados Display+mídia social

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