Revista Mais edição 20: O Perigo das Dietas Radicais

2.230 visualizações

Publicada em

Descubra porque as dietas radicais podem fazer mal à sua saúde e metabolismo.

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.230
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.064
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
19
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Revista Mais edição 20: O Perigo das Dietas Radicais

  1. 1. Vendasomenteparaassinantes ANO II - Nº 20 - Abril de 2014 www.revistamais.com Os perigos das dietas restritivas e malucas feitas por quem deseja perder peso em curto prazo Turismo Viajar sozinho tem se tornado um prazer para quem busca aventura, autoconhecimento e liberdade Religião Espetáculo ‘A Paixão de Cristo’ promete emocionar milhares de fiéis no parque de exposições de Betim Emagrecer com limite
  2. 2. 4 Mais Carta do Editor www.revistamais.com Uma publicação da Autogestão, Publicidade e Consultoria Ltda. CNPJ: 02.841.570/0001-30 Rua Santo Onofre 35, Brasileia - Betim/MG CEP: 32600-282 Tel.: (31) 3052-0103 Todos os direitos reservados A reprodução total ou parcial de textos, fotos e artes é proibida sem autorização prévia. A MAIS não se responsabiliza por textos opinativos assinados. "As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. Informes publicitários são de responsabilidade das empresas que os veiculam, assim como os anúncios são de responsabilidade das empresas anunciantes." facebook.com/revistamaisbetim Geraldo Eugênio de Assis Quem não se lembra da música: “Comer, comer é o melhor para poder crescer?”. Cantada por toda uma geração, ela encheu de alegria a criançada. Mas o que era um coro dessa garotada se tornou um pesadelo na vida de alguns adultos. Os quilinhos a mais incomodam e podem comprometer a saúde e o bem-estar. Para se livrar deles, muitos mitos e dietas são espalhados. Alguns engraçados e ou- tros perigosos. Se depender da indústria do emagrecimento, as gorduras a mais se perdem a qualquer custo, não se levando em conta as consequências psicológicas e físicas. É nesse momento que che- ga a hora de dar um basta. Não podemos perder o que temos de mais precioso para uma vida em harmonia: nossa saúde. Com histórias em comum, nossos entrevistados da matéria de capa deram um show de conhecimento. Tiveram disposição e coragem em abrir o verbo. Romperam a barreira do silêncio e demonstraram o que fizeram de certo ou errado na busca pelo corpo perfeito. Trata-se de um alerta para todos. E para uma edição que aborda comportamentos, nada me- lhor que saber da história de vida da bela Lidiane Pacheco. Tive oportunidade de conhecê-la em seus tempos de adolescente. Anos depois, com uma conduta e filosofia de vida bem dife- rentes, conquista as pessoas pelos trabalhos sociais que vem fazendo. Ela é nossa primeira entrevistada na editoria Gente, inaugurada nesta edição. Destaque para a galera jovem que produz conteúdo inteligente e está em plena interatividade com o mundo. Buscamos nos aproximar do leitor, levando assuntos que des- pertem uma leitura prazerosa. Aprendemos muito com isso e agradecemos a todos que interagem conosco, enviam sugestões e críticas positivas. Afinal, você, leitor, é nossa principal fonte e referência. Diretor-geral/editor | Geraldo Eugênio de Assis geraldoassis@assispublicacoes.com.br Diretora-executiva | Tayla Assis taylaassis@assispublicacoes.com.br Editora-chefe | Lisley Alvarenga lisleyalvarenga@assispublicacoes.com.br Redação | Lisley Alvarenga, Pollyanna Lima, Renata Nunes e Viviane Rocha redacao@assispublicacoes.com.br Diagramação | Roger Simões rogersimoes@assispublicacoes.com.br Equipe de fotografia | Hilário José, Müller Miranda e Osmar Pauli Gerente Comercial | Poliana Silva polianasilva@assispublicacoes.com.br Departamento Comercial | Rodrigo do Espírito Santo Gerente Administrativa | Laís Morais laismorais@assispublicacoes.com.br Financeiro | Mayra Assis e Felipe de Sá Eventos e Mídias Sociais | Amanda Rodrigues Revisão | Lílian de Oliveira Distribuição | Antônio Carlos dos Reis e Margeri Mansor Impressão | Gráfica Del Rey Tiragem | 10 mil exemplares Os valores citados nesta edição estão sujeitos a alteração sem aviso prévio. Quando o limite é necessário
  3. 3. Cartas Se você quer enviar alguma dúvida, sugestão de matéria ou opinião a respeito de algum assunto para esta seção, entre em contato pelo endereço contato@revistamais.com Sobre a coluna “Deus, Mulher!”, de Domingos de Souza Esse artigo está “supimpa”. De esmerada estética. O título insinuante: aposto, vocativo, evocatório... provocativo! Em sintonia com o texto, as imagens: uma em chamas, suplício e clamor; a outra provocante excita, evoca e grita o inefável em nós! Uma tessitura atenta à cosmogonia, à história e à história da mulher.Atenta à política de sujeição a que a sociedade aqui passou a submeter à mulher. Por que Deus? Por que “Mulher? Deus, Mulher!” É tecido por entrelaces da cosmogonia e fundamentos da história, para tornar-se um tecido filosófico, poético e engajado, ou não? Faz de forma sútil e, ao mesmo tempo, declaratória, e com arte, a defesa do estatuto social da igualdade (a sagrada igualdade) que a mulher reivindica desde sempre. Mesmo em sua contradição de Eva e Lilith. Lendo e relendo sentimos essa defesa. Lendo e relendo sentimos a aprovação e o elogio à luta da mulher. Sagrada a luta também. Com certeza, lemos e gostamos e aguardamos a próxima publicação de Domingos de Souza Nogueira Neto. Valdiva Araújo
  4. 4. 6 Mais Sumário 40 44 8 Conversa Refinada Um dos fundadores da Unimed Betim, o médico Expedito Martins Chumbinho fala sobre família, trabalho e religião 12 Destaque Empresarial Ferragens Bandeirantes inova seus serviços para conquistar os clientes 20 Antiguidades O violeiro Cláudio Alexandrino mostra seu acervo com mais de 150 exemplares de violas 22 Cultura A arte e o Isso 24 Capa Na busca pelo emagrecimento rápido e fácil, muitas pessoas colocam a saúde em risco Capa: Müller Miranda 32 Gente Insatisfeita com a vida que levava, Lidiane Pacheco buscou uma mudança radical 38 Saúde e Vida Técnica milenar ajuda a melhorar a vida sexual do casal 42 Cuidar Os benefícios do tratamento com melasma 43 Coluna de Esportes Confira o que de melhor aconteceu em Betim 46 Aconteceu Veja você na Mais 50 Comportamento Semana Santa, tradição e fé 3414 Creusa Reis/Divulgação Arquivo pessoal Diogo Fotógrafo/DivulgaçãoMüller Miranda
  5. 5. Com profissionais qualificados e equipamentos modernos, a Portal monitora sua residência, comércio e indústria 24 horas para você viver sem medo. www.portals.com.br • 3544-0044 MONITORAMENTO 24H • ALARMES • CÂMERAS DE SEGURANÇA Proteja o que é importante pra você A vida merece tranquilidade. e O seu patrimônio, segurança.
  6. 6. 8 Mais Entrevista - Expedito Martins Chumbinho Ele é ‘chumbo grosso’ Fotos: Müller Miranda
  7. 7. Mais 9 REVISTA MAIS – O senhor tem um sobre- nome forte e, ao mesmo tempo, inco- mum. Qual a origem? Expedito Chumbinho - Sou descenden- te de portugueses e meu avô tinha o ape- lido de Chumbo. Os filhos dele eram cha- mados de Chumbinho. Então, eles foram registrados com o sobrenome Chumbi- nho, uma prática comum naquela época. A partir daí, a família não parou de crescer e todos foram batizados com o sobreno- me Chumbinho, desde então. Tem filhos? Sim, três: Silvia, Letícia e Sérgio. E netos? Tenho seis, com idades entre 2 e 13 anos. Cada um dos meus filhos tem duas crianças. Considera-se um avô amoroso e coruja? Ser avô é bem diferente de ser pai. Quando temos nossos filhos, a obrigação maior é educá-los bem, prepará-los para a vida. É uma responsabilidade muito gran- de. Com os netos é diferente, você deixa as crianças mais à vontade e, de certa for- ma, aproveita mais. Acho que é mais gos- toso ser avô, que, como muita gente diz por aí, é um “pai com açúcar”. O senhor é casado há 50 anos. Qual o segredo de uma relação tão duradoura? Honestamente, não sei lhe dizer. Mi- nha esposa e eu temos uma relação muito boa. Claro que, ao longo desse tempo, tivemos nossos desentendimentos, mas que não duravam nem uma hora. Coisa normal em qualquer casamento. Graças a Deus, eu e ela temos uma história muito sólida e somos muito unidos. Acho que não tem segredo, o importante é ter amor e respeito. Isso é primordial no nosso ca- samento. Ela foi a sua primeira namorada? Sim. Ela também é da mesma cidade em que nasci, em Coimbra, perto de Vi- çosa, na Zona da Mata mineira. Nós nos casamos lá e viemos morar em Betim. A medicina é uma tradição em sua fa- mília? Não. Meu pai era tabelião e desejava que eu tivesse feito o curso de direito para abraçar esse legado. Queria que eu prosseguisse trabalhando como tabelião em Coimbra, assim como ele. Mas eu não quis seguir esse caminho. Infelizmente, no início, ele ficou bastante contrariado com a minha escolha, mas, depois, acei- tou. Percebeu que fiz bem em estudar medicina. Graças a Deus, a visão dele Viviane Rocha Perfil Expedito Martins Chumbinho Idade 73 anos Naturalidade Coimbra, Minas Gerais Currículo médico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1966, com especialização em angiologia. Já foi vereador e secretário municipal de Saúde em Betim e há dois anos é presidente da ONG Missão Ramacrisna Formação Médico Sou espírita e acho que um grande erro que os médicos passaram a cometer com a evolução da ciência, foi se esquecer da espiritualidade. O ser humano precisa dela para viver bem e para exercer todas as suas facetas. Isso não é diferente com a ciência. A fé é importante em todos os momentos da vida. Acredito que a medicina é uma grande missão, afinal de contas, nós lidamos com seres humanos.” Médico angiologista, Expedito Martins Chumbinho, 73, o doutor Chumbinho, como é conhecido na cidade, participou da fundação da Unimed Betim, já foi vereador, secretário municipal e adjunto da Saúde e, atualmente, assumiu também a presidência da ONG Missão Ramacrisna. Membro da Maçonaria, ele possui o título de Grande Inspetor Geral, grau máximo da filosofia atingido pela instituição. Religioso, doutor Chumbinho é um homem que acredita no caráter missionário da sua profissão e na espiritualidade como combustível do ser humano
  8. 8. mudou. Estudei na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e me formei na turma de 1966. Então, como o surgiu seu interesse pela medicina? Naquela época, os cursos mais tra- dicionais eram o direito e a engenharia, além de medicina. Não sei explicar, por- que nunca tive o sonho de estudar me- dicina. Simplesmente, um dia achei que deveria escolher ser médico e assim o fiz. Algum dos seus filhos trilhou a carreira de médico? A Letícia, minha filha do meio, cur- sou medicina e hoje trabalha na Unimed Betim. Silvia, minha filha mais velha, é veterinária e dona de uma pet shop no centro da cidade. Já o Sérgio, meu caçula, trabalha no Centro de Zoonoses de Betim e também é professor universitário. Paralelamente à vida de médico, o se- nhor também teve grande atuação polí- tica em Betim, não é? É verdade. Quando cheguei a Betim, a cidade era muito simples, pouco desen- volvida. Atuei como médico no bairro Angola e em outras regiões do município. Via de perto as carências e as necessida- des dos moradores, principalmente, os mais simples. Era difícil uma noite em que eu não era chamado para atender um paciente em casa, de madrugada. Entendi que seria importante atuar nos movimen- tos políticos para trazer melhorias para a cidade. Na década de 1980, fui secretário municipal de Saúde na gestão do prefeito Tarcísio Eustáquio Braga (de 1985 a 1988). Também fui candidato a vereador, na dé- cada de 1980 e, na primeira vez, não me elegi. Anos depois, na primeira gestão da ex-prefeita Maria do Carmo Lara (de 1993 a 1996), fui eleito vereador e, depois, não me reelegi. Decidi então não me candida- tar mais. Por quê? Decepcionou-se? Não, eu tinha de fazer uma escolha: seguir a carreira pública e abandonar a medicina ou continuar a minha carreira médica. Decidi continuar sendo médico. Mas não larguei a política. Só decidi não me candidatar mais e ter um cargo públi- co. Exercer um cargo assim exige muito tempo e dedicação e eu não queria largar a minha profissão. Mas sempre participei da política da cidade. O senhor mora há muitos anos em Be- tim. O que mais o impressionou no de- senvolvimento da cidade até hoje? Betim cresceu muito rápido, princi- palmente, após a chegada da Fiat Auto- móveis, que foi uma coisa boa, porque movimentou a economia do município e gerou empregos. Escolhi morar aqui por ser uma cidade próxima a Belo Horizon- te e ainda em desenvolvimento. Mas com o boom econômico, as diferenças sociais foram se acentuando e, hoje, a cidade tem um índice de criminalidade muito alto. E isso é uma coisa que me deixa muito cha- teado. Somos muito importantes econo- micamente para o Estado e sofremos com esses problemas. Claro que essa é uma realidade que atinge todo o Brasil, mas a violência aqui me incomoda muito. Gosto muito da cidade, tenho vários amigos e, todos os dias, conheço mais pessoas. Em Betim, existe essa proximidade de conhe- cer um ao outro, ter boas relações, uma coisa que me agrada muito. O senhor fez parte do grupo de profis- sionais que fundou a Unimed Betim, na época, chamado Hospital Nossa Senho- ra do Carmo? Sim, isso foi na década de 1980. Fomos começando aos poucos, dando um pas- so de cada vez. Era uma época de muito trabalho. Foi um momento muito impor- tante para os médicos que atuavam aqui e para a população. Além de médico, o senhor também é pre- sidente da Missão Ramacrisna, não é? Sim. Há muitos anos eu atuo na Mis- são Ramacrisna e, há dois anos, surgiu a necessidade de assumir a presidência da ONG. Tem sido uma experiência muito enriquecedora, já que tenho muito con- tato com os meninos que são atendidos lá e também com a comunidade. Acho que é muito importante trabalhar para mudar 10 Mais Entrevista - Expedito Martins Chumbinho
  9. 9. a realidade de outras pessoas. O trabalho voluntário sempre fez parte da minha vida, até porque sou membro da Maço- naria, que exerce atividades de caridade. Trata-se de uma corrente filosófica. Faço parte dela há muitos anos e, hoje, tenho o grau máximo dessa filosofia. São 33 graus ao todo e, para se elevar de grau, é pre- ciso estudar os fundamentos maçônicos profundamente. Em 2008, atingi o grau máximo e, hoje, tenho o título de Grande Inspetor Geral da Maçonaria. Mas continua clinicando? Sim. Apenas diminuí o ritmo do traba- lho. Aliás, isso é uma coisa que pretendo fazer cada vez mais para aproveitar a mi- nha família e ter mais momentos de lazer. O que costuma fazer nas horas vagas? Gosto muito de música clássica. Sem- pre que posso, assisto aos espetáculos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, no Palácio das Artes, em Belo Horizon- te. Também gosto muito de viajar com a minha esposa pelo Brasil e para outros lugares do mundo. No ano passado, por exemplo, fui a Cuba para participar de um congresso e estiquei a viagem para co- nhecer um pouco mais do país. Também já fui à Espanha. Aliás, sempre participo de congressos e, com isso, uno o útil ao agradável. Também sempre temos nos- sos encontros familiares em datas como o Dia das Mães, dos Pais, as festividades de fim de ano. Acho que é muito impor- tante aproveitar o tempo para ficar com a família reunida, conversar, brincar com os netos. Também gosto muito de ler. Sou bastante eclético, tenho muitos livros de medicina e de vários outros estilos. Antes de você chegar para me entrevistar, por exemplo, eu estava lendo. Gosta de algum esporte? Gosto de acompanhar pela televisão, mas não sou de praticar. Quando mais novo, cheguei a jogar tênis, mas não pros- segui. O senhor é médico e demonstra ser uma pessoa muito religiosa e de fé. Isso é co- mum entre os médicos? Sou espírita e acho que um grande erro que os médicos passaram a cometer com a evolução da ciência foi se esquecer da espiritualidade. O ser humano precisa dela para viver bem e para exercer todas as suas facetas. Isso não é diferente com a ciência. A fé é importante em todos os momentos da vida. Acredito que a medici- na é uma grande missão, afinal de contas, nós lidamos com seres humanos. E para cumpri-la, não posso me esquecer de Deus, que é o criador de tudo. Falando em missão, acredita que a sua já foi cumprida? Não gosto dessa ideia de missão cum- prida. Quando se fala assim, dá a enten- der que a pessoa está no fim da vida. Já realizei muitas coisas, trabalhei bastante e trabalho muito ainda. Mas não estou no fim da minha vida. Tenho muitas coisas para viver ainda. Não sou um homem que se acomoda diante das situações. Procuro sempre estar em atividade e, enquanto ti- ver força e saúde, vou continuar assim. A vida é dinâmica e quero aproveitar todas as oportunidades que tiver. Meu pai era tabelião e desejava que eu tivesse feito o curso de direito para abraçar esse legado. Queria que eu prosseguisse trabalhando como tabelião em Coimbra, assim como ele. Mas eu não quis seguir esse caminho. Infelizmente, no início, ele ficou bastante contrariado com a minha escolha, mas, depois, aceitou. Mais! 11
  10. 10. 12 Mais Ferragens Bandeirantes Destaque Empresarial Inovar para crescer Desejo de empreender. É com essa inten- ção que foram erguidas, pela primeira vez, no dia 16 de outubro de 1999, por Sineas Rodrigues Lial, 56, as portas da Ferragens Bandeirantes. Inicialmente atuando ape- nas no segmento de parafusos e ferragens, a empresa, localizada na época na avenida Bandeirantes, expandiu-se ao longo dos anos e diversificou esse nicho do merca- do em Betim. O objetivo era atender às necessidades dos clientes, cada vez mais exigentes. Em poucos anos, a Ferragens Bandei- rantes já oferecia produtos também em outros segmentos, como serralheria, itens para fixação (correntes, parafusos, chum- badores) e fechaduras. Ainda era pouco para os empreendedores da empresa, que passou a se chamar Bandeirantes Bri- colagens, Parafusos e Fechaduras e, hoje, está instalada na avenida das Américas, no centro da cidade. A ideia de repaginar a empresa acon- teceu depois que o filho de Sineas Rodri- gues, Davi Souza Rodrigues, 28, assumiu a direção da loja. Formado em direito e cursando administração de empresas, ele transformou o conceito do empreendi- mento, que passou a oferecer uma gama de produtos que não se limitava apenas a parafusos e ferragens. E não para por aí. Hoje, o herdeiro quer transformar a em- presa em referência na região de Betim nesse segmento. “Nossa intenção sempre Há 15 anos no mercado, a Bandeirantes Bricolagens, Parafusos e Fechaduras aposta na inovação dos serviços para fidelizar os clientes, sem abrir mão, é claro, da tradição e qualidade Patrícia Aguiar Fotos: Müller Miranda
  11. 11. Mais 13 Alguns produtos oferecidos Bandeirantes Bricolagens, Parafusos e Fechaduras Endereço: avenida das Américas, 510, centro (próximo ao Detran), Betim Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; e, aos sábados, das 8h às 13h Telefone: (31) 3596.3888 Kit churrasco e banho Linha de fixação em geral (parafusos, cabo de aço e chumbadores) Acessórios para jardinagem em geral Utensílios domésticos (como máquina de lavar de alta pressão e aspiradores de pó) Porteiros eletrônicos Ventiladores Máquinas de solda Compressores de ar Fechaduras elétricas e biométricas Equipamentos de proteção individual – EPI (botas, capacetes, luvas) Linha de aramados para marcenaria Ferramentas elétricas (residencial e profissional) foi oferecer aos clientes qualidade no atendimento e conforto, além de merca- dorias de ponta. Atualmente, somos re- vendedores autorizados das marcas 3M, Boche, Eletro Lux e Ferramentas Ford, entre outras”, explica. Hoje, os proprietários querem imple- mentar também o serviço de bricolagem, que, segundo Davi Rodrigues, é a palavra de ordem no mercado. “Cada vez mais, as pessoas estão buscando um hobby nos fins de semana, e não têm medo de aprender e se tornar mais minuciosas na execução dos trabalhos manuais. Portan- to, os pequenos serviços realizados em casa sem a ajuda de um profissional sig- nificam avanços em um mundo cada vez mais globalizado, onde a informação é significativamente mais acessível. E não há custos com a mão de obra. Para isso, o mercado precisa estar aquecido com produtos de fácil manuseio, sofisticados, atrativos e úteis para atender a demanda em ascensão”, explica. Na lista do segmento de bricolagem, podem ser encontrados itens de jardi- nagem, iluminação, hidráulica e elétrica, para pequenos reparos, e pintura de inte- riores, em geral. Público feminino Para Rodrigues, essa diversidade de produtos pode ser a grande responsável pelo fato de a empresa também atrair o público feminino. “Antes, as mulheres fi- cavam constrangidas ao chegar aqui. Con- seguimos reverter essa situação. Hoje, elas se sentem confortáveis nas nossas dependências. São respeitadas e auxilia- das por vendedores capacitados, que as auxiliam nas dúvidas e curiosidades sobre os produtos. Aos sábados, recebemos fa- mílias inteiras”, revela. Bons de negócio Além do atendimento de qualidade e do mix de produtos, outro diferencial da Bandeirantes Bricolagens, Parafusos e Fe- chaduras é oferecer ótimos descontos aos clientes. “Nunca vi ninguém comprar aqui sem algum abatimento”, conta o vendedor Bruno dos Santos, um dos 13 funcionários da empresa. A afirmação é endossada por Davi Rodrigues. “Praticamos o preço de mercado, mas o nosso diferencial é que o cliente sempre saia da loja com um descon- to. Nossa proposta é cativar os fregueses. Nossa loja não é engessada com relação ao pagamento e à redução nos preços finais das mercadorias”, conclui. E a Bandeirantes não para de inovar. Até o fim do ano, a ideia é oferecer produtos codificados com preço. “O próprio consu- midor vai pegar a mercadoria nas pratelei- ras e pagá-la no caixa. Mas o desconto con- tinua. Esse vai constar na própria etiqueta, dependendo da forma de pagamento. De todo modo, nossos vendedores vão estar sempre à disposição do cliente, caso haja dúvidas”, reitera Rodrigues.
  12. 12. 14 Mais Viajantes solitários Turismo Fotos:Arquivo pessoal A administradora Adriana Rinaldi, 24, fez um tour de mais de 30 dias pela Europa em setembro do ano passado, sozinha; na foto, ela estava em Paris
  13. 13. Luna Normand Viajar sozinho pode ser, para muitos, um pesadelo, porém, cada vez mais essa tem se tornado uma prática que, além de proporcionar prazer, é uma boa oportunidade de autoconhecimento Colocar o pé na estrada para conhecer no- vos lugares e culturas, para muitas pessoas, é um dos maiores prazeres da vida. No entanto, quando aquelas férias tão sonhadas não coinci- dem com a de algum amigo ou familiar, lá se vai uma oportunidade de ir a um lugar bacana e voltar cheio de histórias, certo? Nem sempre. Viajar sozinho tem se tornado cada vez mais um prazer para quem busca aventura, autoconheci- mento e liberdade. Certa de que se divertiria com a própria com- panhia, a administradora Adriana Rinaldi, 24, fez um tour de 35 dias pela Europa em setembro do ano passado, sozinha. A decisão, segundo ela, foi proposital. “Sempre me falaram que todos deveriam viajar pelo menos uma vez sozinhos, para se conhecerem e conhecerem mais so- bre as outras pessoas e culturas. Nem cheguei a chamar algum amigo porque queria tudo do meu jeito”, revela. Comuns para europeus e norte-americanos, viagens assim ainda são cheias de mitos para os brasileiros. Um deles é a solidão, mas quem já experimentou garante que só fica sozinho quem quer. Estar sempre aberto para conhecer pessoas e culturas locais, por exemplo, é um dos segredos. “Não devemos ter medo de nós mesmos. Ainda que com um pé atrás quanto à segurança, viaje aberto ao novo. Eu conheci muitas pessoas, algumas até considero amigas. Vivenciei muitas culturas e me apaixonei por elas. Quem viajar fechado ou receoso demais Muito bem acompanhado
  14. 14. 16 Mais Viajantes solitários Turismo vai sofrer. Imagine um mês sem conver- sar?”, brinca Adriana. Optar por acomodações compartilha- das e passeios em grupo é uma das for- mas de socializar-se. A administradora hospedou-se em hostel, também conhe- cido como albergue, em todas as cidades que visitou. “Esse tipo de hospedagem re- úne muitos jovens que não têm o descan- so como prioridade. Todos têm um local para festas, onde os hóspedes interagem e, quem sabe, passam a andar juntos para visitar os pontos turísticos. Para quem está sozinho, é a melhor forma de não continuar sozinho”, aconselha. Aprendizado Apaixonada por idiomas e culturas di- ferentes, a advogada Tenille Faria, 32, já tinha no currículo uma série de viagens pelo mundo quando decidiu partir, sozi- nha, para uma estada de dois meses na Bélgica, em 2011. “Esta não foi a minha primeira experiência sozinha. Já havia vivido no Canadá por dois meses como intercambista, em 2001. E tive algumas experiências na Rússia, país onde vivi por quatro meses”, conta. Troque informações com quem já foi, com moradores locais ou pessoas que estarão no mesmo destino. Procure fóruns e redes sociais direcionados a esse tipo de viajante, como www.couchSurfing.com.br e www.touristlink.com.br Antes de encarar uma viagem do tipo, treine.Vá ao cinema sozinho, por exemplo, para ver como se sentiria somente com a própria companhia. Dicas aos viajantes solo Experiente em viagens solo, a blogueira e jornalista Mari Campos dá dicas pontuais para quem deseja se aventurar dessa maneira no livro “Sozinha Mundo Afora - Dicas Para Sair Pelo Mundo Em Sua Própria Companhia”. Confira algumas dicas: Já no destino, buscar por passeios guiados também é uma forma de socialização e interação que pode resultar em companhias para o resto da viagem. Evite lugares muito “deprês”. Grandes cidades não têm contraindicação, pois o que não falta é opção de atividade para preencher o roteiro. Para a advogada Tenille Faria, 32, viajar sozinho é uma oportunidade de aprender idiomas e de conhecer culturas diferentes Tenille não planejou roteiro. A única certeza que tinha era a vontade de apri- morar o idioma com que sempre sonhou: o francês. “Dessa forma, poderia cumprir meu objetivo em qualquer lugar: na aca- demia, em casa, na padaria, indo fazer fei- ra”, diz. Esse descompromisso com gru- pos ou programações e a possibilidade de poder fazer o que quiser, inclusive, é uma das caraterísticas da viagem solo. A advo- gada diz que, sozinha, teve mais liberdade para viver as experiências que surgiam a cada dia, como seguir da Bélgica rumo à Suíça, Inglaterra e França. “Estar diante do desconhecido, com pessoas desconhe- cidas que não falam o seu idioma, é uma experiência enriquecedora. O medo ini- cial acaba se transformando em grandes
  15. 15. 18 Mais Viajantes solitários Turismo surpresas, boas e ruins, mas todas muito válidas”, garante. Para ela, viagens acompanhadas são mais confortáveis, mas tendem a ser menos surpreendentes. “Sozinho você é obrigado a abrir-se para o mundo. Apren- di que gosto muito da minha própria companhia e que consigo me virar onde estiver. O mundo ficou pequeno para mim depois de tantas experiências enriquece- doras”, afirma Tenille, que aconselha aos futuros viajantes solo buscar informações básicas sobre o lugar que pretende visitar para não ter surpresas negativas. “Acho prudente estudar pelo menos um pou- quinho do idioma antes de partir, no caso de viagens internacionais, para facilitar a comunicação inicial”, indica. Viagem interior Além de aprender sobre outras cultu- ras de maneira mais intensa e de se abrir para conhecer muito mais pessoas, viagens desacompanhadas podem ser uma ótima forma de autoconhecimento. O fim do na- moro do advogado Sérgio Araújo, 30, em 2012, impulsionou-o a fazer as malas e par- tir rumo ao Rio de Janeiro. Diferentemente das viagens de casal às quais estava acostu- mado, ele seguiu para o litoral fluminense sem ninguém. “Fui sem saber como iria chegar e em qual lugar iria ficar. Tendo em vista que foi uma das melhores experiên- cias da minha vida, decidi começar a viajar só com a minha companhia”, afirma. Sérgio garante que nos períodos em que se está sozinho em um lugar desconhecido as pessoas acabam por refletir sobre planos pessoais, metas e desafios profissionais e/ ou pessoais. “Tudo isso permite que você volte com energia e pensamento renova- dos para retomar o cotidiano”, diz. Ele já soma cerca de dez destinos no currículo, o último deles, Las Vegas, há cerca de um mês. “O balanço que faço é extremamente positivo pelo aprendizado, conhecimento e diversão que esse tipo de viagem propor- ciona”, garante. A psicóloga e professora da PUC Be- tim Maristela Fernandes revela que pes- soas que encaram esse tipo de viagem podem ser consideradas autônomas. “São aquelas que adquiriram, na sua his- tória de desenvolvimento, autoconfiança e autoestima para ousarem, irem além da sua suposta zona de conforto e seguran- ça”, explica. Questionada se há tempo ou idade para encarar uma viagem solo, Maristela diz que não. “Tudo está ligado ao desen- volvimento pessoal e à liberdade interna que leva alguém a sair do território co- nhecido para ir a outra direção, que mui- tas vezes pode chocar o viajante. Serão a maturidade e a segurança acerca de seus valores e princípios que o protegerão”, diz a psicóloga, acrescentando que viajar sozinho pode ser uma ótima forma de se descobrir. “Além disso, é uma forma de se encontrar e se reencontrar todas as vezes que se sentir surpreendido, encantado, desafiado e perdido”, finaliza. O advogado Sérgio Araújo, 30, garante que quando se viaja sozinho, a pessoa tem mais oportunidade de refletir sobre planos pessoais, metas e desafios
  16. 16. 20 Mais Antiguidades Caçador de violasA paixão pelo instrumento, considerado o símbolo da música popular brasileira, fez com que o violeiro Cláudio Alexandrino construísse um acervo com mais de 150 exemplares dessa peça Cantor, pesquisador e compositor mineiro, Cláudio Ale- xandrino, 40, é violeiro e colecionador de violas caipiras artesanais. A paixão pelo instrumento levou-o a montar um acervo com 151 dessas peças, entre as quais se incluem as violas de Queluz, a mais famosa das marcas artesanais brasileiras. O colecionador, na adolescência, já lia e ouvia muito coisa sobre a viola caipira, quando, então, resolveu aprender a tocá-la. Aos 27 anos, comprou a primeira viola e, desde então, tornou-se um violeiro virtuoso, fazendo do instrumento um objeto de lazer e de trabalho. Nascido e criado em Betim, Cláudio Alexandrino diz que hoje seu projeto é lutar pela captação de recursos para a abertura de um museu onde possa disponibilizar suas vio- las, além de outros instrumentos antigos e novos que fazem parte de sua coleção. “Espero, em breve, conseguir um local para instalar um memorial definitivo para a exposição de minhas violas, um local que se tornará ponto de referência para os violeiros mineiros e de outras regiões do país. No museu, pretendo contar a história da viola por meio dos ins- trumentos, entre os quais estão bandolins, violões, rabecas, cavaquinho e machetes”, explica o músico. Pollyanna Lima Fotos: Divulgação Viola
  17. 17. Mais 21 A viola caipira é um instrumento mu- sical de cordas muito popular, princi- palmente, no interior do Brasil, sendo reconhecida como um dos símbolos da música popular brasileira. Ela chegou ao país no início da colonização, trazida por colonos e jesuítas portugueses. No século XV e, sobretudo, no século XVI, ela já era largamente utilizada em Portugal. No Brasil, a viola praticamente mante- ve a estrutura básica do instrumento por- tuguês, seguindo o mesmo padrão, com cravelhas de madeira, cavalete trabalhado e a trasteira ou regra (madeira onde se fi- xam os trastos) no mesmo nível do tampo ou texto sonoro do instrumento. Essas eram as violas brasileiras mais difundidas, fabricadas artesanalmente e encontradas entre os violeiros mais tradicionais. A viola artesanal que alcançou maior fama foi de Queluz – produzida na anti- ga Queluz de Minas, cidade que, a partir de 1934, passou a se chamar Conselheiro Lafaiete. Ela seguia o modelo da antiga viola toeira, de Portugal. Duas famílias de artesãos da cidade se sobressaíram na confecção delas: os Meireles e os Salga- dos. Seus instrumentos eram vendidos, principalmente, por ocasião do jubileu, que se realizava no município de Con- gonhas, e para o qual convergia gente de diversos estados, atraídas pelos milagres do Senhor de Bom Jesus de Congonhas. Com o início da industrialização, a confecção das violas artesanais entrou em declínio, já que, por causa da produção em série, o mercado passou a disponibi- lizar peças a preços mais acessíveis. Ainda hoje, a viola brasileira mantém inalteradas as principais características do instrumen- to português, preservando seu forte cará- ter popular. Ela é um instrumento muito difundido, encontrada em todas as regi- ões brasileiras e presente em várias mani- festações tradicionais. Enquanto esse projeto não se concretiza, Alexandrino realiza exposições em várias cidades mineiras. A primeira aconteceu em 2004, em Brasília, e, após essa data, iniciou-se uma série de exposições em municípios do Estado de Minas Gerais. “Ouro Preto, no Museu da Casa dos Contos; Conselheiro Lafaiete, na Casa dos Artesões; Timóteo, na Fundação e Fábrica Acesita, e espaços em Belo Horizonte e em Betim, como no Parque de Exposições David Gonçalves Lara, durante o Betim Rural, foram alguns dos locais por onde passei. Geralmente, sempre na abertura ou no encerramento dessas exposições, faço uma apresentação musical”, conta. A paixão pela viola nasceu da admiração pelo cantor Almir Sater e por influência de outros artistas renomados, como Elomar Figueira Melo e Tom Jobim. No mesmo ano em que comprou sua primeira viola, ele deu início às viagens que se tornaram conhecidas, principalmente, como a ‘Caçada de Vio- las’. “Fiquei conhecido como ‘o caçador de violas’, quando eu e minha espo- sa, Elisana de Assis, começamos a escrever para uma revista especializada de Belo Horizonte contando sobre as nossas aventuras desbravando os rincões de Minas à procura da ‘viola perdida’. Hoje não viajamos mais sozinhos, já que nossa filha, Alice, 3, tornou-se a nova integrante da equipe”, brinca o músico. Em suas viagens, Cláudio Alexandrino também realiza pesquisas, reco- lhendo e resgatando músicas de domínio público, contos e tradições dos antigos violeiros. Com tantas informações, o músico cria repertórios bem característicos, que carregam um pouquinho da história de cada lugar por onde passa. A viola mais antiga foi construída, aproximadamente, em 1900, no período do Império. Nessa época, as violas eram confeccionadas em madeira bordada e fabricadas em Conselheiro Lafaiete, quando a cidade ainda era conhecida pelo nome de Queluz de Minas. Todas as violas recebem um nome em homenagem ao seu antigo dono, sua esposa, ou sua história, porém, elas sempre são batizadas com nomes femininos. Por exemplo, se o violeiro se chamava Rafael, a viola recebe o nome de Rafaela. O acervo é constituído de 151 violas de várias regiões do Brasil. Esses instrumentos foram fabricados em diferentes Estados do país: as violas fandangueiras vieram do Paraná; as de cocho são do Mato Grosso e as Giannini, que são modelos industrializados, vieram de São Paulo. O acervo conta ainda com as mamoeiras, oriundas da Bahia, e violas atuais fabricadas por luthiers consagrados. Porém, o foco principal da coleção são as violas mineiras, em especial as de Queluz. Curiosidades sobre o acervo do músico A história da viola caipira
  18. 18. “Digamo-lo claramente de uma vez por todas: o maravi- lhoso é sempre belo; qualquer tipo de maravilhoso é belo, só o maravilhoso é belo. [...] Desde cedo as crianças são apar- tadas do maravilhoso, de modo que, quando crescem, já não possuem uma virgindade de espírito que lhes permita sentir extremo prazer na leitura de um conto infantil.” Manifesto Sur- realista, André Breton, 1924. Dizemos sempre: “não sei por que fiz isso”, “não sei por que disse isso”, “não sei por que sinto isso”; e, ao fazê-lo, deixamos claro que nem tudo em nossa existência é lógico ou racional. Outro exemplo, bem simples, são aqueles nossos vícios, que sabemos que não fazem bem, mas que não conseguimos aban- donar, desejos irracionais, literalmente. Tudo isso foi analisado pelo médico neurologista austríaco e fundador da psicanálise no mundo, Sigmund Freud, que di- vidiu o aparelho psíquico humano em “id” (ou Isso), “ego” e “superego”. O “id” significa a parte desorganizada e inexplicada da nossa personalidade. O “ego” é aquele espaço dentro de nós que age de acordo com a realidade e segundo a razão. E o “superego” reflete a interiorização das normas culturais de comportamento, aprendidas por toda a vida, a partir da relação inicial com os pais. O ser humano – como mostramos – não funciona apenas de acordo com a própria racionalidade e, muito menos, se- gundo normas de comportamento aprendidas em seu convívio cultural. A todo momento vemos isso, seja na leitura de um conto de fadas, seja ao fazer uma prece, seja ao cometer um crime. O “Isso” está sempre presente para indagar: “Vocês sa- bem por que me fizeram isso?”. Foi assim que, em 1924, para organizar ideias e conceitos que já surgiam em 1917, através do poeta Guillaume Apollinai- re (1886-1918), jovem artista ligado ao cubismo e autor da peça teatral “As Mamas de Tirésias” (1917), considerada precursora do movimento, que o Manifesto Surrealista foi publicado pelo escritor francês André Breton e trouxe para o mundo um novo modo de encarar a arte. O surrealismo, a partir dos conceitos da psicanálise de Sigmund Freud, defendeu o primado das forças subterrâneas e vulcânicas do “Isso”, sobre o que considerariam a banali- dade e obviedade da arte realista. Nos termos do manifesto: “A atitude realista é fruto da mediocridade, do ódio e da pre- sunção rasteira. É dela que nascem os livros que insultam a inteligência. [...] a mania incurável de reduzir o desconheci- do ao conhecido, ao classificável, só serve para entorpecer cérebros”. Entre os artistas ligados ao grupo, em épocas variadas, es- tão os escritores franceses Antonin Artaud (1896-1948), também dramaturgo, Paul Éluard (1895-1952), Louis Aragon (1897-1982), Jacques Prévert (1900-1977) e Benjamin Péret (1899-1959), que viveu no Brasil. Entre os escultores, encontra-se o italiano Al- POR Domingos de Souza Nogueira Neto* Cultura 22 Mais A ARTE E O ISSO “A Tentação de Santo Antônio”, 1946, Salvador Dalí Menina comendo pássaro (O Prazer), 1927, René Magritte Fotos: reprodução internet
  19. 19. berto Giacometti (1901-1960); bem como o pintor italiano Vito Campanella (1932), os pintores espanhóis Salvador Dalí (1904- 1989), Juan Miró (1893-1983) e Pablo Picasso, o pintor belga René Magritte (1898-1967), o pintor alemão Max Ernst (1891- 1976), além do cineasta espanhol Luis Buñuel (1900-1983). A psicanálise e o surrealismo apontavam, então, para a fragi- lidade do conceito formulado pelo filósofo René Descartes, em “Discurso do Método”, que dizia: “Finalmente, considerando que os pensamentos que temos quando acordados nos podem ocorrer também quando dormimos, sem que neste caso ne- nhum seja verdadeiro, resolvi supor que tudo o que até então encontrara acolhimento no meu espírito não era mais verda- deiro que as ilusões dos meus sonhos. Mas, logo em seguida, notei que, enquanto assim queria pensar que tudo era falso, eu, que assim o pensava, necessariamente era alguma coisa. E notando esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos céticos se- riam impotentes para a abalar, julguei que a podia aceitar, sem escrúpulo, para primeiro princípio da filosofia que procurava.” A grande sacada é que em todo homem existe algo des- conhecido dele mesmo, algo que não pode ser racionalizado sem um procedimento que Freud chamou de psicanálise; e que nada obstante a inspiração artística tenha sempre certa referencia na realidade, ela é sempre atravessada pelo fluxo do nosso inconsciente. Assim, artistas talentosos podem criar obras realistas, com virtuosismo e precisão técnica. Mas outros mestres, com talen- to igual, podem criar e reformular universos de fantasia, na li- teratura, poesia, pintura, música, dança, teatro e cinema. A arte encontra, então, no “isso”, a criação a partir do inconsciente, e vê na surrealidade o mais próximo que o homem fazer humano pode chegar de Deus. * Crítico de arte, estudioso de direito e de psicanálise e professor de judô – domingos_nogueira_consultoria@yahoo.com.br.
  20. 20. Dietas Mirabolantes Capa 24 Mais Quando emagrecer se torna perigoso Ter um corpo em forma é, sem dúvida, o sonho da maioria das pessoas. Contudo, para alcançar esse desejo, é preciso muita persis- tência, disciplina e perseverança. Em busca do emagrecimento fácil e rápido, grande par- te da população se esquece do primordial: cuidar da saúde. Utilizar inibidores de apetite, fazer dietas radicais e até mirabolantes são alguns dos artifícios usados para quem quer alcançar um corpo perfeito, mas sem muitos sacrifícios. Nos depoimentos a seguir, você vai conhecer histórias de pessoas que, antes de encontrarem o caminho certo, se arriscaram em fazer algumas dietas que podem causar danos à saúde. Calcular periodicamente o índice de massa corpórea e o percentual de gordura corporal, além de ingerir alimentos integrais, como se- mente de chia, quinoa em flocos e outros pro- dutos saudáveis, hoje são hábitos que fazem parte do cotidiano da estudante de nutrição Camila Malta, 24. Mas nem sempre foi assim. Quando criança, sua alimentação era rica em carboidratos, gorduras e doces. Aos 13 anos, destacava-se entre as amigas: tinha 20 quilos a mais do que seu peso ideal. “Elas (amigas) eram magras e eu estava com 87 quilos. Fi- cava desestimulada para sair, pois sabia que as roupas não ficariam legais no meu corpo. Também pensava que sofreria certo tipo de preconceito, que nenhum garoto se interessa- ria por mim. Foi quando decidi que iria perder peso, e de forma rápida”, lembra. Na época, Camila procurou dietas que a fizessem emagrecer em pouco tempo. Expe- rimentou várias. “Fiz umas malucas, sem ne- nhum acompanhamento nutricional. Todas as refeições eram apenas líquidas. Só tomava Renata Nunes Perder peso sem acompanhamento médico pode trazer sérios riscos à saúde; conheça histórias de pessoas que, antes de encontrar o caminho certo, se arriscaram em fazer as dietas 'mágicas'
  21. 21. Mais 25 Fotos: Müller Miranda Camila Malta, 24 anos Quando tinha 13 anos, a estudante de nutrição chegou a pesar 87 quilos. Insatisfeita com seu corpo, ela, para emagrecer, aderiu às dietas mirabolantes e até utilizou inibidores de apetite. A perda de peso só veio depois que ela começou a seguir um plano alimentar com a orientação de especialistas sopa e suco. Também ficava muito tempo em jejum, acreditan- do que, se não comesse, iria emagrecer. Realmente, eu perdia de três a cinco quilos em pouquíssimos dias, mas logo engorda- va tudo de novo. Também mudava muito de dieta, porque não conseguia ficar mais de três dias fazendo uma. Sentia-me fraca, meu corpo precisava se alimentar. Isso me causava estresse, nervosismo e tonteiras”, revela. Segundo o endocrinologista do Instituto Mineiro de En- docrinologia (IME), Geraldo Santana, arriscar-se em fazer dietas drásticas e radicais pode causar sérios problemas à saú- de, como desnutrição, pressão baixa, queda de cabelo e de resistência imunológica e perda de massa muscular. “Outro problema dessas dietas é a queda da taxa de metabolismo, que dificulta a manutenção do peso perdido, ocasionando o efeito sanfona”. Antes Arquivo Pessoal
  22. 22. Dietas Mirabolantes Capa 26 Mais Hoje ela avalia que, na verdade, não estava perdendo gordura, mas, sim, líquido e massa magra. “Depois de fazer dietas, comia muito, porque tudo o que meu organismo não recebeu em três dias ele pedia depois em triplo.” Esse efeito colateral é explicado pela nutricionista Renata Rodrigues. “O organismo fica sem con- sumir nutrientes durante dias e, quando a alimentação normal é reintroduzida, ele pede mais e quer absorver tudo. O corpo entra em colapso e o metabolismo fica lento”, pondera. Camila percebeu que todo o esforço em fazer dietas radicais era em vão. “Foi então que fiz a maior loucura da minha vida: usei inibidores de apetites. Com eles, não sentia fome, mas, em contrapartida, ficava estressada, nervosa e impaciente. Meus ca- belos caíam muito, minha unha ficou extremamente fraca, não tinha disposição para executar as atividades diárias. Cheguei a perder oito quilos em 30 dias, mas, assim que parei de tomar o medicamento, o peso que eu havia perdido voltou duas vezes mais e em uma velocidade impressionante.” Em 2010, sua vida mudou. Camila se conscientizou de que nada do que fazia era certo e que suas atitudes prejudicavam sua saúde. Com o auxílio de professores da faculdade de nutrição, elaborou um plano alimentar, em que substituiu vários alimen- tos e excluiu alguns, como açúcar, gordura e carne vermelha em excesso. “Minha alimentação passou a ser fracionada. Comia seis vezes ao dia, em pequenas porções, de três em três horas. In- cluí alimentos integrais na dieta, além de frutas, verduras, carne magra e muita fibra. O chá branco e a semente de chia também foram determinantes na minha perda de peso”, revela. E o re- sultado veio: Camila emagreceu 19 quilos em oito meses. “De obesidade grau um, consegui chegar ao meu peso adequado, com saúde e muita força de vontade. Sinto-me realizada por esta conquista. A perda de peso saudável exige tempo, disciplina e paciência. Pular do manequim 48 para o 40 foi uma prova de que todo esforço valeu a pena”, comemora. Saúde em risco Quem vê hoje o prato saudável da assessora e cerimonialista Fernanda Albergaria, 25, não imagina a sua luta para se conscien- tizar de que não precisava deixar de comer para perder peso. Fernanda Albergaria, 25 anos Depois de se frustrar inúmeras vezes com a ineficácia das dietas mágicas, a assessora e cerimonialista que, com 21 anos, chegou a pesar 98 quilos, aprendeu que mudar o estilo de vida e optar por alimentos corretos é fundamental no processo de emagrecimento Antes Arquivo Pessoal
  23. 23. Mais 27 Ela lembra que, aos 15 anos, começou a explorar o mundo das dietas. Uma delas foi a da maçã. “A única refeição do dia eram sete maçãs e água”, explica. Mas ela também se aventurou em outras dietas mais difíceis e desafiadoras, como a do suco de limão. “Tomava suco de limão em jejum, durante dez dias, e tinha de seguir uma ordem. No primeiro dia, um limão, no segundo, dois, e assim por diante. Mas eu comia normalmente. No déci- mo dia, veio a consequência: passei mal e senti dores fortes no Letícia Tona, 21 anos Para emagrecer de forma rápida e sem muito esforço, a estudante de nutrição arriscou-se fazendo dietas radicais. Os malefícios físicos tornaram-se visíveis e ela chegou a pesar 40 quilos, desencadeando um distúrbio alimentar Antes estômago.” Ela conta que, na época, procurou um nutricionista. “Mas era mais fácil arrumar desculpas para escapar e não fazer as dietas do que seguir as orientações do especialista”, afirma. No antigo trabalho de Fernanda, havia outras pessoas com o mesmo intuito de perder peso em poucos dias. “Fizemos até um bolão. Quem perdesse mais levava um prêmio em dinheiro. O objetivo era simplesmente conseguir perder peso em um curto período com um incentivo financeiro. Para ganhar, eu passava horas sem comer e tomava muita água para enganar a fome. Mas não consegui acompanhar uma colega de trabalho que venceu a disputa por dois meses consecutivos”, diverte-se. O que hoje é levado na brincadeira, no entanto, já foi motivo de tormento na vida dela. Aos 16 anos, Fernanda procurou um clínico geral na esperança de uma solução ágil. “Pedi a ele um remédio para emagrecer, argumentando que minha vida era uma correria. De imediato e sem nenhum exame clínico, consegui uma receita de Sibutramina”, revela. O resultado veio rápido: em dois meses ela emagreceu 19 quilos. Mas os efeitos colaterais também chegaram. Fernanda ficava com a boca seca, tinha enxa- Arquivo Pessoal
  24. 24. Dietas Mirabolantes Capa 28 Mais queca, o coração acelerava, além das inú- meras tonteiras. “Depois de alguns anos, recuperei todos esses quilos perdidos e mais um pouco. Não procurei o médico novamente e decidi tomar remédios por conta própria”, revela. Até que um dia Fernanda percebeu que o medicamento causava mais proble- mas do que soluções. “Parei de tomar os remédios, mudei minha alimentação por conta própria, mas não perdia peso”, lem- bra. Com a dificuldade para se ver livre dos quilos indesejados, ela parou de bus- car métodos para emagrecer. “Renunciei a tudo, abri mão dos remédios e das dietas. Comia por ansiedade, principalmente, doces. Fui engordando até chegar aos 98 quilos com 21 anos de idade”, confessa. Logo o seu corpo anunciou que algo não estava bem. “Além da sede, sentia desânimo e cansaço excessivo.” Fernanda decidiu buscar ajuda médica e levou um susto: sua taxa de glicemia estava muito acima que a tolerada. Ela também foi diag- nosticada com diabetes tipo 2. “Tenho ca- sos de diabetes na família e não foi dife- rente comigo. Um problema que poderia ter sido evitado se eu tivesse tomado os cuidados devidos e adotado uma alimen- tação equilibrada”, lamenta. O endocrinologista Geraldo Santana explica que emagrecimentos bruscos não causam diabetes. “Mas a recuperação rápi- da de peso pode ser o gatilho que faltava para quem já tem uma predisposição fa- miliar à doença. Foi o caso de Fernanda. Como ela não fez exames antes de tomar a medicação, talvez a glicemia já estivesse um pouco alterada e ela nem soubesse. A Antes Thiago Lisboa, 21 anos Determinado e persistente, o estudante, que chegou a pesar 150 quilos, decidiu se livrar da obesidade e já perdeu, sem nenhuma cirurgia, 55 quilos em apenas sete meses Arquivo Pessoal
  25. 25. obesidade é um forte fator de risco para o desenvolvimento de diabetes, sobretudo quando associada ao estresse e ao seden- tarismo”, afirma. Diante do problema, Fernanda não tinha saída, teve de dedicar-se a buscar uma vida saudável. Ela mudou os hábitos alimentares e passou a fazer atividades físicas com acompanhamento profissio- nal. Taisa Teixeira, personal trainer que a acompanha, lembra quando Fernanda chegou à academia. “Ela pesava 91 quilos e tinha um alto nível de diabetes. Hoje, está com 84 quilos e seu nível de glicose baixou. A atividade física tem um papel fundamental no processo de emagreci- mento, pois aumenta o gasto energéti- co, promove o equilíbrio entre o que se gasta com o que se ingere. Quando nos exercitamos mais, o balanço calórico fica negativo, o que facilita a perda de gordu- ra estocada ‘desnecessariamente’ e auxilia no emagrecimento”, afirma. “Aprendi que não existe dieta milagro- sa, nem remédios, nem chás ou qualquer outra ‘mágica’ para emagrecer de forma Mais 29 Além de terem adotado um estilo saudável como filosofia de vida, Camila e Thiago possuem outro ponto em comum: divulgam, por meio do Instagram, dicas da alimentação saudável que procuram ter. Brasileiras como Gabriela Pugliesi e Carol Buffara ficaram famosas por mostrarem, nessa rede social, o que comem para manter o peso com uma dieta superequilibrada.Thiago se livrou de 55 quilos, por conta própria, com muita determinação e com uma forçinha e inspiração no Instagram de uma pessoa menos famosa do que as blogueiras citadas. “Quem me inspirou foi a Adriana Thyssen (@blogdadrika)”, afirma. Já Camila compartilha, em fotos, a história dos 19 quilos eliminados. “No Instagram, compartilho minha trajetória de emagrecimento, além de dicas de alimentação, saúde e bem-estar”, diz. Saúde no Instagram Instagram Camila: @araujomaltacamila Instagram Thiago: @thiago_lisboa_ saudável. Tenho consciência de que mu- dar o estilo de vida e optar por alimentos certos é fundamental. No início foi difícil, uma mudança radical e, acima de tudo, psicológica. Mas hoje tenho certeza de que há limites para a vaidade. A saúde vem em primeiro lugar”, conclui Fernanda. Distúrbio alimentar Aos 14 anos, com apenas alguns qui- linhos a mais, a estudante Letícia Tona, hoje com 21, sentia-se gorda. “Não gos- tava do meu corpo e queria emagrecer da noite para o dia.” Foi com esse senti- mento que ela aderiu às dietas mirabolan- tes. “Inicialmente, fiz a da sopa. Depois, comecei a cortar tudo que achava errado e desnecessário da minha alimentação, principalmente, o que era calórico, como pães, arroz e doces. Quando percebi, só estava comendo frutas.” Letícia conta que, durante um período, fazia apenas uma re- feição por dia e não sentia apetite. “A cada quilo perdido, a vontade de emagrecer aumentava. Permanecia sem comer nada por horas e, quando me alimentava, era muito pouco. Nunca cheguei a desmaiar de fome, mas minha pressão arterial fi- cava muito baixa, sentia tonteiras, muito fraqueza e desânimo”, lembra. Mesmo fraca, a estudante continuava em busca do corpo perfeito e se arriscava em fazer musculação. “Gastava a energia que nem tinha.” Os efeitos negativos fo- ram surgindo: primeiro, veio a queda dos cabelos. “Também tive distúrbios hormo- nais e meu ciclo menstrual ficou um ano em atraso. Meu intestino e sistema diges- tivo foram alterados”, lembra. Os male- fícios físicos tornaram-se visíveis e ela chegou a pesar apenas 40 quilos. “Mesmo nessa situação, eu não aceitava que me le- vassem ao médico. Quando passava mal, tentava disfarçar para ninguém perceber.” Com muita insistência de amigos e familiares, ela parou de fazer atividades físicas e voltou a comer. “Passei de 40 qui- los para os 61. Fiquei assustada quando engordei tudo isso”, lembra. Foi então que ela percebeu que precisava fazer o correto para perder peso: procurar ajuda profissional. Aos 19 anos, iniciou o pro- cesso de emagrecimento saudável com um nutricionista. “Antes, eu tinha culpa
  26. 26. 30 Mais Dietas Mirabolantes Capa de comer, hoje não tenho mais. Peso 53 quilos e estou feliz assim. Malho e tenho uma alimentação saudável.” Determinação Sofrer preconceito, ser alvo de piadas e não achar roupas que lhe caibam. Assim era a vida do estudante Thiago Lisboa, 21, há sete meses, quando pesava 150 quilos. Durante a infância e a adolescência, ele também não escapava de brincadeiras de mau gosto devido ao peso em excesso. Além de sofrer esse tipo de constrangi- mento, a obesidade, já classificada como mórbida, trouxe a hipertensão, o diabetes e o colesterol acima do normal. Hoje, po- rém, com 55 quilos a menos, ele vive outra realidade. Em setembro do ano passado, decidiu ter foco para emagrecer de forma saudável, aliás, livrar-se dos problemas de saúde, com a reeducação alimentar e os exercícios físicos. “Quando me olhava no espelho, ficava extremamente deprimido. Nem queria sair de casa mais”, revela. Mas, antes de tomar a decisão que con- sidera a mais acertada de sua vida, Thia- go se aventurou para tentar achar uma “fórmula mágica” que emagrecesse quase instantaneamente. Aos 18 anos, recorreu às dietas que prometem redução de peso em pouco tempo, sem nenhuma orien- tação médica. “Tentei fazer várias, como aquelas em que se come só um tipo de ali- mento durante o dia inteiro e a de tomar sopa por vários dias. Só que nunca conse- guia levá-las adiante, porque passava mal, sentia dores de cabeça e tonteiras”, conta. De acordo com a psicóloga Halina Resende, a maioria das pessoas que têm problemas com excesso de peso ou bus- cam um corpo “perfeito” não quer ema- grecer com o próprio controle e esfor- ço. “Essas pessoas têm um pensamento ‘mágico’ de que, com pouco esforço, vão se tornar magras e saudáveis. Muitas não têm noção real do que acontece com seu próprio corpo e possuem também uma imagem corporal muitas vezes distorci- da”, ressalta. Um ano depois, já com 19 anos, ele foi a um especialista em Belo Horizonte, famoso por receitar remédios para ema- grecer. “Ninguém aceita ser gordo, por isso, procurei um médico indicado por Sara Marques, 21 anos Aos 15 anos, a agente de comunicação pesava 87 quilos. Para tentar emagrecer, fez inúmeras dietas, como a da proteína, da detox e a do suco de limão. Essa última fez com que ela desenvolvesse gastrite. Hoje, pesando 74 quilos, ela tem uma alimentação balanceada e toma medicamento fitoterápicos Antes Arquivo Pessoal
  27. 27. uma amiga da minha mãe. Ele me pres- creveu um inibidor de apetite e outro medicamento que promove o aumento da saciedade, ambos proibidos hoje pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sa- nitária)”, afirma. E a fórmula mágica foi perigosa. Como ele não se alimentava bem e to- mava medicamento para inibir o apetite, sua imunidade baixou. “Tive uma infec- ção de pele que acometeu em furúncu- lo. O caso se agravou e transformou-se em uma inflamação nas células da coxa, conhecida como quadro de erisipela (infecção cutânea causada, geralmente, por bactéria). Fiquei mais de 25 dias in- ternado. Na época, o médico disse que era devido ao uso de medicamentos para emagrecer”, revela. O endocrinologista Geraldo Santana afirma que a combinação de Fempropo- rex (medicamento consumido por Thia- go nessa época) e Sibutramina sempre foi formalmente contraindicada. “Porém, é importante ficar claro que furúnculo e erisipela não são efeitos colaterais espe- rados dessa combinação de medicamen- tos, nem mesmo a queda de resistência imunológica. Evidentemente, uma dieta radical poderia afetar as defesas do orga- nismo, mas não os medicamentos”, expli- ca o especialista. Foi então que o estudante decidiu, para emagrecer, fazer uma dieta balance- ada e praticar atividades físicas. “Mudei radicalmente meu estilo de vida, e para melhor. Hoje, consumo alimentos total- mente saudáveis e me alimento de três em três horas. Mas, primeiro, tive que mudar minha mente para que meu cor- po mudasse”, afirma. Ele ressalta que, ao contrário do que muitos brasileiros fazem, ele optou por não se arriscar em fazer uma cirurgia de redução do estôma- go. “Sei de casos de pessoas que fizeram o procedimento e engordaram de novo. Se o obeso não mudar a forma de lidar com a comida, nunca vai aprender a se contro- lar. Eu mudei meu jeito de pensar, meus hábitos de vida. Hoje, sou outra pessoa.” A nutricionista Renata Rodrigues re- comenda escolhas saudáveis para quem deseja se livrar do excesso de peso. “Ex- cluir açúcar e frituras, dar preferência para alimentos integrais, frutas, verduras e legumes, além de comer de três em três horas e praticar atividade física são algu- mas dicas. Dieta é estilo de vida, e cada um tem um objetivo, por isso é importan- te sempre consultar um especialista antes de começar”, finaliza. Fórmulas mágicas Um momento inesquecível: a festa de 15 anos. O que para a maioria das meni- nas pode ser um sonho, para a agente de comunicação Sara Marques, 21, quase virou um pesadelo. Na época, pesando 87 quilos, ela não encontrava um traje de gala que lhe coubesse. E, para perder os quilos indesejados, optou pelo universo das dietas com efeitos rápidos. “Fiz inú- meras, como a da proteína, da detox e a do suco de limão. Essa última me provo- cou gastrite. Lembro que passei a sentir muitas dores no estômago e meu pai me levou ao médico. No momento de cole- tar sangue para um exame, desmaiei. Foi detectado que eu estava com glóbulos brancos (células que participam do pro- cesso de defesa do organismo) em pe- quena quantidade.” Ficar sem comer por cerca de seis ho- ras seguidas e batalhar para emagrecer com métodos falhos trouxeram conse- quências que Sara sente até hoje. “Minha unha não cresce e não se fortalece porque faltam vitaminas no meu organismo. Além disso, meus sistemas digestivo e intesti- nal não são mais os mesmos, desregulam com muita facilidade.” No ano passado, percebendo que as dietas sem orientação médica não esta- vam surtindo o efeito desejado, ela pro- curou auxílio de um profissional. “Hoje, como de tudo um pouco, com modera- ção. Sigo uma dieta recomendada pelo nutricionista e atingi a marca dos 74 qui- los. Mas estou me controlando para per- der mais”, acrescenta. Além de alimentação balanceada, Sara toma um medicamento fitoterápico. O nu- tricionista Bruno Gonçalves, que a acompa- nha, afirma que o uso do remédio faz parte de todo um processo. “A obesidade e o so- brepeso são patologias complexas porque envolvem vários fatores, como genético e psicológico. Sendo assim, é necessário indi- vidualizar os tratamentos, levando em consi- deração os motivos que fizeram o paciente engordar. Sempre recomendo a reeducação alimentar, atividades físicas e, se possível, em alguns casos, a medicação. O tratamen- to com remédios fitoterápicos entra como um suplemento às mudanças de estilo de vida, eles auxiliam a diminuir a compulsão alimentar”, explica o especialista. Hoje, Sara afirma que está bem com o próprio corpo e tem consciência de que não vale a pena fazer dietas perigosas. “Agora, quando olho para o espelho, gos- to do que vejo. Estou com a autoestima elevada”, orgulha-se.
  28. 28. 32 Mais Gente Lidiane Pacheco Jovem, bonita e cheia de outros atributos, a estudante de relações públicas Lidiane Pacheco, 26, abandonou uma vida regada a diversão para seguir um novo caminho: o da religião. É ela quem comanda o recém- -criado Ladies in Mission, projeto da Igreja Batista da Lagoinha que ajuda mulheres ca- rentes de Betim e região. “O Ladies in Mission é um ministério feminino que eu lidero atualmente. Fize- mos a nossa primeira ação em dezembro de 2013, na comunidade Alto Cruzeiro, em Betim. Distribuímos 180 kits de pro- dutos de higiene básica. Nossa segunda ação foi no presídio de Bicas II. Em mui- tas prisões, tudo o que o Estado oferece é uma barra de sabão. Nada de absorventes ou pasta dental. É muito triste. Se o pre- sídio não conseguir doações e as famílias não trouxerem esse material, elas ficam sem nada”, revela. A vida que Lidiane leva atualmente, em prol dos outros e de Deus, é muito dife- rente do que há quatro anos, regada a ba- dalação. “Sentia-me uma pessoa alienada. Luna Normand Müller Miranda Uma transformação radical Insatisfeita com a vida sem sentido que levava, a estudante Lidiane Pacheco resolveu mudar de direção e passou a trilhar um novo caminho, de temor a Deus. Hoje, ela comanda um projeto que ajuda mulheres carentes de Betim
  29. 29. Bíblia: “Carrego uma bíblia sempre comigo e, geralmente, gosto de customizá-las com capas bonitas. A palavra de Deus rege a minha vida.” Camisa do Ladies in Mission: “É a camisa do projeto, que tem um grande significado para mim.Vendemos para arrecadar verba e cobrir os gastos do ministério.” Passaporte: “Por meio dele meus sonhos serão realizados. Quero viajar o mundo inteiro.” Celular: “Sou viciada em tecnologia digital e por ser comunicóloga acho incrível a junção de tantas funções em um único dispositivo. O uso excessivo tem seu lado ruim, como tudo na vida, mas eu vejo como um facilitador.” Anel: “Comprei-o para, quando eu tiver uma filha, dar para ela.Tenho certeza de que será uma menina. Enquanto isso, costumo usá-lo, mas sempre com muito cuidado.” Achava que tudo se resumia a diversão, como a maioria dos jovens acredita. Vivia na balada com as minhas amigas, muitas vezes, ia até escondida dos meus pais e voltava sempre tarde. Gastava todo o meu dinheiro com festas e roupas, não me pre- ocupava com o próximo, nem me dedicava aos estudos. Fiquei cinco anos assim, des- viada dos caminhos de Deus”, conta. A decisão de deixar de lado a rotina co- mum aos jovens da idade dela, porém, acon- teceu de maneira muito natural. “À medida que o tempo foi passando, fui me sentindo vazia. Fui me fazendo perguntas sem res- postas, comecei a desconfiar das pessoas, de tanta coisa errada que vi e passei”, diz. Hoje, ela se arrepende da maioria das coisas que fez. “Enxergo o meu corpo de maneira diferente, por exemplo. Tenho algumas tatu- agens e a maioria não tem o menor sentido. Os piercings, eu tirei”, revela. Preconceito Na época em que frequentava bares e boates em busca de diversão, Lidiane Pa- checo diz que chamava muito a atenção dos homens. “Eles, no entanto, só queriam ficar comigo e me exibir como troféu. O amor não está nisso”, afirma a estudante, que namorou duas vezes nos últimos qua- tro anos, mas hoje está solteira. “Para me relacionar, agora, os critérios que busco são outros”, confessa. Ela diz ainda que sofreu preconceito no início da nova jornada. “Perdi 90% dos meus amigos, mas permaneci firme no meu novo ideal. Muita coisa em mim mudou, inclusive, acredito que me tornei muito mais humilde”, garante. Prestes a concluir o curso de relações públicas pela PUC Minas, Liliane Pacheco quer se especializar na comunicação cristã para poder fazer o que mais gosta: escrever. “Pretendo entender o público protestante e a comunicação interna das igrejas. Eu me expresso bem e gosto de escrever. Consigo sentir e entender o que está acontecendo e externar isso em palavras”, confessa. Dos velhos hábitos, ela mantém os en- contros com os amigos e as viagens. “Amo viajar. Quero rodar o mundo, sei que é cli- chê, mas sonho com isso. Morar fora por um tempo ou talvez permanentemente”, diz ela, que já faz planos. “Nos próximos 12 meses, pretendo visitar Manaus, Estados Unidos e Salvador.” Favoritos Nos últimos três anos, a Assembleia criou novas medidas de austeridade e transparência,reduziu custos e melhorou a qualidade de vida dos cidadãos de todas as idades.Também investiu em mecanismos de aproximação com a população, para maior participação de todos, e trabalhou para diminuir asdiferençassociaisnoEstado.IssoporqueaAssembleiade Minas é sua.É o poder e a voz do cidadão. SAIBA MAIS EM ALMG.GOV.BR E NA TV ASSEMBLEIA. PARTICIPE. ACOMPANHE. DÊ SUA SUGESTÃO. A ASSEMBLEIA DE MINAS TRABALHA PARA MELHORAR A VIDA DOS MINEIROS. BOLSA RECICLAGEM COMBATE À POBREZA ASSINE + SAÚDE MARCHA CONTRA O CRACK FUNDO DE ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA ESTATUTO MINEIRO DA MICRO E PEQUENA EMPRESA LEI DO QUEIJO ARTESANAL MOVIMENTO IDADE COM QUALIDADE PASSE LIVRE INTERMUNICIPAL PARA PESSOAS ACIMA DE 65 ANOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA REDES SOCIAIS CRIOU O DÊ SUA OPINIÃO RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA DE MINAS GERAIS FIM DO VOTO SECRETO FIM DO AUXÍLIO-MORADIA* FIM DO14ºE15ºSALÁRIOS DOS DEPUTADOS FIM DA HORA EXTRA *Deputados com imóvel na RMBH. Assista à TV Assembleia www.almg.gov.br Rua Rodrigues Caldas, 30 Belo Horizonte – (31) 2108 7800 @assembleiamg assembleiademinas ALMG
  30. 30. Religião Semana Santa 34 Mais Fotos: Creusa Reis/Divulgação
  31. 31. Espetáculo “A Paixão de Cristo” promete emocionar milhares de fiéis no parque de exposições de Betim São mais de 100 atores e 80 pessoas envolvidas na montagem e na desmontagem de palco, produção e organização de ato- res e figurinos, entre outras centenas de tarefas de bastidores. Todo esse empenho para retratar cenas épicas da história da crucificação e da ressurreição de Jesus Cristo. É assim “A Paixão de Cristo”, espetáculo que deve reunir, neste ano, cerca de 5 mil pessoas no Parque de Exposições David Gonçalves Lara. A encenação, realizada de uma forma especial, através do olhar sensível da atriz Ana Del Gaudio, 60, e do estudante de psicolo- gia Jefferson Pinheiro, 31, acontecerá no dia 18 de abril. Idealizador da peça, o ex-seminarista aplicou no enre- do do espetáculo o profundo significado da Semana Santa, principalmente, no que se refere à Sexta-feira da Paixão. Para isso, reuniu voluntários com o mesmo desejo de retra- tar a fé por meio da arte. Tudo começou em 2011, quando Pinheiro decidiu mostrar o sofrimento de Jesus Cristo por meio de um espetáculo na paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Novo Horizonte, em Betim. A convite dele, Ana Del Gaudio, que, além de interpretar Maria, mãe de Jesus, na peça, é produtora e diretora de cinema, resolveu abraçar a causa, participando da produção, das cenas e da direção, junto com Pinheiro. Nos três primeiros anos, a en- cenação era apresentada em frente à paróquia, porém, a iniciativa deu tão certo que o espaço ficou pequeno para abrigar o público de mais de 2 mil pessoas que iam presti- giar o evento. Foi então que ele foi transferido para o par- que de exposições. Durante duas horas, a história contada na Bíblia é tradu- zida em cenas com música, cores e expressões, que fazem o público conhecer mais a vivência de Jesus, através do lúdico. Cenas como a multiplicação dos pães, a dança de Salomé para Herodes, as Bodas de Canaã, a ressurreição de Lázaro, Maria limpando o sangue de Jesus e a ressurreição têm um ritmo extraordinário e uma trilha sonora feita especialmente para a peça. “A Paixão de Cristo” mostra desde a anuncia- ção do anjo à Maria, passando pela história de Jesus quando criança e adolescente até a crucificação e a ressurreição. Segundo o padre Dinamar Gomes, administrador paro- quial da Sagrado Coração de Jesus, a encenação da Paixão de Cristo tem vários significados e possibilita um momento de reflexão. “Além de valorizar a arte, o lazer e a cultura, o teatro envolve pessoas de diversas idades e crenças, aumentando os laços fraternos e de amizades. Possibilita ainda desenvol- ver relações humanas como a disciplina, o afeto, a alegria Renata Nunes de conviver com o outro, e despertar a importância da fé na vida das pessoas. Para os cristãos, é uma possibilidade de contemplar os Mistérios da Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e, a partir daí, mergulhar no mais profundo de nossa existência humana e reconhecer as nossas limitações, angústias, tristezas, bem como conquistas e alegrias”, explica. Comoção Todos os voluntários ficam tocados pelo fato de poder re- produzir um fato milenar que mudou a história da humanida- de. É o caso do ator profissional Wilson Lisboa, 37, que, pela terceira vez, participa da peça. Ele conta que a cada apresenta- ção sente uma emoção diferente. Em 2012, interpretou Judas, e, no ano passado, foi o sacerdote Caifás, manipulador, astuto Mais 35
  32. 32. e provocador, que lutou para condenar Jesus no supremo tri- bunal dos judeus, após a sua prisão. “Todo ator tem vontade de participar de uma produção como essa, com a grandio- sidade e a importância da Paixão de Cristo. Fazer essa peça é especial. Envolvi-me tanto que deixei a barba grande para ficar mais perto da realidade”, conta Lisboa, que, neste ano, vai interpretar Caifás novamente. E não são somente os atores que ficam comovidos. Se- gundo os diretores, muitos espectadores choram e não conseguem assistir ao espetáculo até o fim. A auxiliar ad- ministrativa, Cristiana da Silva, 36, além de prestigiar a peça, desde a primeira vez que ela entrou em cartaz, agora, participa também como coordenadora de equipes. “Fiquei emocionada quando vi o espetáculo pela primeira vez. É maravilhoso. Os atores realmente conseguem mostrar, com veracidade, o sofrimento de Jesus por nós. A maldade do Caifás e dos soldados é transmitida de uma forma muito real. Uma vez, vi uma criança chorando e pedindo para os guardas pararem de bater em Jesus”, recorda. Outra espectadora que se encanta é a fotógrafa Creusa Reis, 40. “Emociono-me a cada momento. Ver a fé e o amor de Jesus retratados dessa forma é um momento de refle- xão”, revela. Dedicação Esse sentimento do público se deve à seriedade dos atores, que, apesar de, em sua maioria, não serem profis- sionais, se dedicam com entusiasmo e afinco. São três me- ses de ensaios, com cerca de 12 horas por semana, que se intensificam em abril. “Mas vale a pena. Poder vivenciar a história do evangelho de Jesus é muito tocante. Os olhos ficam cheios de lágrimas e vemos o público se emocionar conosco”, afirma o comerciante Felipe Marrêta, 27, que in- terpretará um dos soldados, pela segunda vez. Quem vai representar Jesus na peça é o operador indus- trial Diego Henrique, 22. Ele revela que nas cenas em que o personagem apanha teve de se encolher para não sentir as dores das chicotadas dadas pelos atores que interpretam os soldados. “Claro que eles não tiveram a intenção de me machucar, mas estavam entregues às cenas”, justifica. Ele ressalta que interpretar Jesus exige uma entrega maior. Para isso, mesmo com uma rotina diária puxada, ele se dedica ao máximo ao personagem: decora os textos com apoio de fa- miliares, além de deixar os cabelos e a barba crescerem para transmitir a mensagem de Jesus com mais realidade. “Não faço o teatro por mim e, sim, pelas pessoas que o assistem. É uma forma de evangelizar, levar a mensagem de Cristo para as pessoas, independentemente de religião”, reforça. Barreiras E quem assiste ao espetáculo não imagina o quanto a peça é promovida com dificuldade. Segundo Ana e Pinhei- ro, faltam patrocinadores para ajudar com as despesas, que são muitas. Mesmo assim, eles nunca pensaram em desistir e ainda sobra criatividade para inovar. Neste ano, a peça vai contar com uma montagem maior. O palco do parque, com 23 metros de comprimento, ganhará uma estrutura de mais 20 metros. A entrada do governador romano, Pôncio Pilatos, será grandiosa e feita por uma carruagem puxada por seis cavalos. Já a cena da ressurreição de Cristo, que, nos anos anteriores, era apresentada no dia posterior, acon- tecerá logo após a encenação da crucificação. “Graças à garra e dedicação dos envolvidos, o espetáculo está cada vez mais bonito e encantador. Porém, precisamos de recursos financeiros para realizar essa peça que, além de retratar um momento importante da história, é uma forma de entretenimento. Por isso, nossa meta é incluí-la no ca- lendário de eventos do município”, ressalta Jefferson. Atu- almente, existe um projeto de lei, de autoria do vereador Edson Leornardo Monteiro, o Léo Contador, tramitando na Câmara Municipal com esse objetivo. Religião Semana Santa 36 Mais
  33. 33. 38 Mais Pompoarismo Saúde e Vida Pollyanna Lima Além de melhor a vida sexual do casal, o pompoarismo, uma ténica milenar realizada por mulheres, previne doenças como a incontinência urinária e a cólica Você sabia que é possível melhorar seu desempenho sexual com alguns exercí- cios caseiros? Essa ginástica íntima se dá por meio do pompoarismo, uma antiga técnica oriental que consiste na contra- ção e no relaxamento dos músculos cir- cunvaginais. Ela surgiu na Índia, foi aper- feiçoada na Tailândia e no Japão e, hoje, é conhecida e utilizada por mulheres de todos os continentes. Além dos benefí- cios sexuais, essa técnica previne a flaci- dez vaginal causada pelo envelhecimento e decorrentes de partos normais, além de prevenir doenças como incontinência uri- nária e cólica. A educadora física Renata de Carvalho Dietze, 38, pratica o pompoarismo há 18 anos e, hoje, dá aulas sobre a técnica. “O meu primeiro contato com a técnica foi passado de mãe para filha. Ela fazia as contrações sem muita técnica e me dizia que era bom para os músculos vaginais. Depois, comecei a estudar danças orien- tais e alguns exercícios de pompoarismo eram ensinados pela minha professora, associados com os movimentos da dança para potencializar os benefícios propor- cionados aos órgãos genitais e reproduto- res”, conta. “O que me motivou a praticar foi justamente a dança do ventre, pois o exercício de pompoar potencializa os be- nefícios que a própria dança proporciona em termos de saúde íntima e de prazer sexual”, complementa Renata, que se aperfeiçoou na prática e, inclusive, já mi- nistrou aulas em oficinas da Prefeitura de Belo Horizonte. Outra adepta da técnica, a instruto- ra de pole dance Andrezza Oliveira, 28, conheceu a pompoarte há mais ou me- nos um ano e meio e, desde então, tem praticado, no mínimo, três vezes ao dia. “Depois de ter um parto normal, achei que a minha musculatura vaginal já não era mais a mesma e, em conversa com uma amiga, ela me indicou o pompoaris- mo. Fiz um curso para aprender e estou muito satisfeita com o resultado, pois os benefícios foram muito maiores do que o esperado, além de ter aumentado minha autoestima consideravelmente”, confidencia. Outra praticante da arte indiana é a pro- fessora de dança Rônia de Souza, 47. Ela conheceu o pompoarismo ainda na ado- lescência. “Não recebi instruções sobre a técnica quando era mais nova, fazia apenas por brincadeira, e, como também não ha- via cursos naquela época, busquei informa- ções científicas para entender mais sobre o assunto. A partir daí, fiz dos exercícios uma rotina. Pratico há mais de 30 anos”, reforça. Já Rônia, que também dá aulas de pom- poarismo na academia, recomenda a técni- ca a todas as mulheres. “Qualquer mulher Fotos: reprodução internet O exercício do prazer
  34. 34. Aumenta o conhecimento do próprio corpo Melhora a capacidade orgástica Aumenta a interação com o parceiro Estimula a glândula de Bartolin, que proporciona maior lubrificação vaginal Melhora o tônus muscular vaginal, fazendo com que as mulheres sintam mais prazer durante o sexo Fortalece o assoalho pélvico, contribuindo para que a mulher tenha mais força vaginal para expulsar o bebê quando vierem as contrações, durante o parto normal Previne e cura problemas como incontinência urinária, provocados pela queda da bexiga Estimula a produção de alguns hormônios, suavizando determinados sintomas da menopausa é capaz de pompoar, basta ter vontade, conhecer o próprio corpo e começar aos poucos. Não adianta fazer muito em uma única vez e parar por dias, pois é necessá- rio ter disciplina para que se consiga alcan- çar os resultados”, explica a professora. A especialista revela que em países como a Tailândia e o Japão e até em algu- mas regiões da África as crianças aprendem a pompoar para não serem violentadas, já que a técnica fortalece a região genital a ponto de fazer com que a mulher con- siga impedir a penetração vaginal. “Infeliz- mente, em nossa cultura, essa técnica não é passada e são poucas as pessoas que a conhecem antes da fase adulta, mas tenho percebido que, nos últimos anos, isso está mudando e que mais mulheres têm desco- berto e aprendido sobre essa arte. Cuidar da saúde e ainda ter uma vida sexual mais prazerosa apenas praticando exercícios em casa enquanto faz suas atividades rotinei- ras é bem gratificante, por isso, recomendo a todas”, finaliza Rônia. curso Benefícios da pompoarte Onde fazer Utensílios utilizados Bolas Ben-Wa: consiste em duas bolas, pouco menores que ovos de galinha, ligadas por um cordão. Elas contêm pesos e mecanismos internos, que melhoram os resultados do pompoarismo, funcionando como se fosse um altere vaginal. São indicadas para sucção, expulsão e fortalecimento dos músculos circunvaginais. As bolinhas têm peso e distância correta entre elas e são autovibratórias. Bolas tailandesas ou colar tailandês: conjunto de cinco bolas menores que o Ben- Wa.Ambos podem ser de plástico, acrílico, metal e até de madeira, com acabamento perfeito para evitar acidentes indesejados. Eles se parecem muito, mas têm utilidades que se diferenciam de exercício para exercício. O colar tailandês aumenta a consciência vaginal e possibilita um tempo maior de concentração. É preciso que a mulher sugue, com a vagina, as cinco bolinhas, uma a uma. Ao introduzi-lo, o canal vaginal se contrai espontaneamente. Use-o dez minutos por dia. As bolas tailandesas devem ser usadas para mulheres que já praticam o pompoarismo há mais tempo. Com elas é possível treinar o movimento de sugar e expulsar o pênis, pois são esses os movimentos realizados com as bolinhas: sugá-las e expulsá-las com a vagina. Vibrador: servem para aprender os movimentos de sugar e expelir. São leves e indicadas para as novatas, fortalecem rapidamente a região vaginal.A força utilizada no exercício deve respeitar a sua capacidade de contração. Renata Dietze Contato: (31) 8759.4842 / (31) 3464.7770 Atendimento em domicílio ou no Salão Socila – unidade Padre Eustáquio. Academia de Danças Spaço Femininaz - Rônia Rua Timbiras, 2.764/106, Barro Preto/BH Contatos: (31) 3072.8062 | www.spacofemininaz.com.br Contração vaginal: sentada em uma cadeira, contraia os músculos da vagina como se apertasse algo dentro dela. Conte até três e relaxe. Repita dez vezes. Depois, contraia e relaxe rapidamente, como se quisesse imitar o ritmo de uma respiração ofegante. Conte até dez novamente. Repita o exercício 20 vezes. Contração anal: deitada, flexione as pernas e eleve o quadril. Fique apoiada apenas sobre os ombros e os pés. Contraia o bumbum, conte até três e solte. Faça dez vezes. Deite na cama e relaxe o corpo por alguns instantes. Depois, volte à posição anterior e contraia o ânus em três tempos, sem relaxar entre um e outro: de leve, mais forte e com toda a intensidade. Faça dez vezes. Relaxe e repita o exercício, só que, dessa vez, você irá contrair não só o ânus, mas também a vagina como se quisesse sugar alguma coisa com ela. Repeita mais dez vezes em um total de 30 repetições. Sucção vaginal: recostada na cama, separe as pernas e deixe-as semiflexionadas. Insira um dos dedos na vagina e aperte-o o máximo que puder. Caso não consiga apertar o dedo, insira dois. Faça dez vezes. Depois, tente sugar o dedo com a vagina. Ajude com a respiração: na hora do movimento de sucção do dedo, inspire e prenda o ar. Conte até três. Faça 20 repetições. Contração do glúteo: de pé, com os pés paralelos e distantes 20 centímetros um do outro, contraia o bumbum.Tente unir as nádegas o máximo que puder. Conte até três e relaxe. Faça dez vezes. Repita o exercício contraindo e soltando rapidamente, como se acompanhasse uma respiração ofegante. Conte dez vezes. Faça 20 repetições. Movimentação do períneo: de pé, com as pernas semiflexionadas e as mãos na cintura, mova a pélvis para cima e para frente, contraindo o canal da vagina. Conte até três e solte. Faça dez vezes. Depois, faça um movimento circular, como se usasse um bambolê. São quatro movimentos: primeiro, a pélvis vai para cima e para frente; depois o quadril vai para a esquerda; em seguida o bumbum deve ser impinado para trás; por último, o quadril vai para a esquerda. Fala dez giros completos. Faça 20 repetições. Pompoarismo para iniciantes:* *Fonte: www.terra.com.br/mulher
  35. 35. Paladar Páscoa É tempo Proprietária da Xocoalt, ateliê de chocolates artesanais de Betim, a chocolatier Moema Lott Cabral Leite ensina a preparar uma saborosa receita de ovo estampado 40 Mais
  36. 36. Ingredientes 400 g de chocolate puro ao leite 200 g de chocolate puro meio amargo 2 fôrmas ovos 500 g blister com estampa de Páscoa 2 folhas de papel celofane 90 cm x 90 cm 1 suporte para ovo transparente Fôrmas de ovinhos e cenourinhas Papel chumbo estampado para embrulhar os ovinhos e as cenourinhas Modo de preparo Derreta o chocolate puro ao leite e o meio amargo (de boa qualidade) em um pirex no micro-ondas, em potência média, por 5 minutos. Misture até ficar homogêneo (se precisar, deixe por mais tempo). Derrame-o sobre a mesa de granito limpa e sem umidade e misture com uma espátula. Mexa e revire-o para dar o choque térmico que, assim, manterá as características do chocolate puro, que tem brilho, estabilidade e consistência. Quando estiver resfriado (mas não endurecido), coloque nas formas próprias e, no caso do ovo estampado, em um blister com transfer (estampado) com motivos de Páscoa. Ele é encontrado em lojas especializadas para confeitaria. Banhe toda a forma de ovo de Páscoa e escorra o excesso. Repita a operação. Leve à geladeira apoiado na grade para formar uma boa borda, por 15 minutos ou até que a forma fique esbranquiçada. Desenforme. Com o restante do chocolate, repita a operação e faça ovinhos e cenourinhas em uma forma específica para rechear o ovo maior. Desenforme quando descolar da fôrma e embrulhe-os. Coloque esses ovinhos na cavidade do ovo estampado, una as partes e apoie no suporte centralizado no papel celofane. Junte as quatro pontas do papel e feche com um laço bem bonito. Está pronto o presente! de Páscoa Xocoalt Endereço: rua Espanha, 757,Angola Telefone: (31) 3594.2308 Fotos: Müller Miranda Mais 41
  37. 37. POR Dra. Adriana Lemos (CRM–32011)* Spectra Laser Toning™ é um laser ND YAG 1064 nm projetado para atacar as células causadoras do melasma, aquelas manchas acastanhadas da face, de difícil tratamento até o momento, e que surgem, usualmente, durante a gravidez ou em outras fases da vida de homens e mulheres. Essa nova tecnologia ataca dire- tamente os dendritos dos melanócitos, que produzem melanina em exagero no melasma e reduzem o tamanho das células do pigmento. Ao contrário do que se pode pensar sobre um aparelho de laser, o Spectra não causa dor, pois os seus pulsos são curtos e rápidos e produzem menos efeitos térmicos, minimizando, assim, o processo inflamatório. Porém, ele proporciona maior fragmentação da melanina, o que evita a recorrência do melas- ma depois do tratamento, como ocorre nas demais tecnologias a laser e, até mesmo, nos peelings seriados. Essa é uma particularidade que faz toda diferença em relação aos outros tratamentos utilizados, até o momento, pela derma- tologia para o melasma. Isso porque ele torna praticamente desnecessário o uso domiciliar de ácidos e clareadores diaria- mente, uma vez que a chance de um “rebote” ou um retorno da mancha é infinitamente menor quando há nova exposição solar. Essa última é considerada o “gatilho” para que essas manchas voltem nos pacientes que já têm predisposição genética ou al- terações hormonais (causadas durante a gravidez ou pelo uso de anticoncepcionais) para o desenvolvimento do melasma. O laser é também indicado para remoção de tatuagens, poros di- latados, micoses de unha (onicomicoses), olheiras e acne ativa. O depoimento dos pacientes portadores do melasma que já se submeteram a vários outros tratamentos clareadores e, ago- ra, ao do Spectra, é muito animador. Eles afirmam ter adquirido mais liberdade no dia a dia, já que não precisam usar continu- amente ácidos e clareadores em casa e não têm mais aquele receio de ver retornar as suas manchas após uma viagem de férias para a praia, por exemplo. O tratamento consiste em dez sessões semanais, que duram cerca de 20 minutos cada uma. Porém sessões esporádicas de manutenção podem ser necessárias. Durante esse período, o paciente sente apenas um leve formigamento na região onde o laser está sendo aplicado e nota-se uma pequena vermelhidão logo depois, o que desaparece em poucas horas, podendo o paciente retornar imediatamente a suas atividades diárias. O tratamento dispensa o uso de anestésicos tópicos. O Spectra Laser Toning™ é fabricado pela empresa america- na Lutronic, sendo importado e comercializado no Brasil pela Skintecmedical. Ele é o único laser com aprovação nos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA) para o trata- mento do melasma, já registrado também no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em Betim, a nova tecnologia estará disponível aos pacientes a partir de maio deste ano. Sua chegada ao município é um marco para o segmento e faz com que a cidade se posicione definitivamente entre as que possuem as melhores tecnologias de ponta do país, abrangendo, a partir de agora, todos os trata- mentos na área da dermatologia estética (cosmiatria). *Membro da Academia Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e diretora administrativa da Clínica Yaga Laser Cosmiatria – adriana@yaga.com.br. Tratamento para melasma chega a Betim O depoimento dos pacientes portadores do melasma que já se submeteram a vários outros tratamentos clareadores e, agora, ao do Spectra, é muito animador. Eles afirmam ter adquirido mais liberdade no dia a dia, já que não precisam usar continuamente ácidos e clareadores em casa e não têm mais aquele receio de ver retornar as suas manchas após uma viagem de férias para a praia, por exemplo. 42 Mais
  38. 38. POR Vitor Nogueira* Esporte *Jornalista e apresentador do programa “Arena 53 - Esporte e Cultura”, da TV Betim – vitor@tvbetim.com.br Copa Capelinha Pela final da oitava edição da Copa Capelinha, o estreante CRB, da regional PTB, enfrentou o Internacional, do bairro Laranjeiras, no campo do bairro Universal, em partida dispu- tada no dia 30 de março. Com o campo lotado, quem ganhou os suspiros da torcida foi o goleiro Ivan, do CRB, que, além de defender dois pênaltis no tempo normal, conseguiu evitar ainda duas penalidades após o empate em um a um no tempo normal. Parabéns CRB! Mais 43 Resenha Esportiva O site Resenha Esportiva tem se mostrado fundamental na captação de informações esportivas. O jornalista Henrique Carva- lho, idealizador do endereço e membro da liga de Betim, mostra todo seu conhecimento e contato para revolucionar a parte co- municacional da Liga de Esportes em Betim, atingindo jogadores, dirigentes e o próprio público, que ganhou mais esse canal de interatividade, também presente no Facebook. Classista Foram definidos, no dia 30 de março, os 16 times classifica- dos para as oitavas de final. Dos 32 que iniciaram a competição, sendo nove betinenses, apenas quatro permaneceram na fase subsequente. São eles: A.E. Roma, Vera Cruz, Roma F.C e Novo Cristina. Equipes tradicionais do futebol mineiro amador também figuram entre eles, sendo: Ideal de Sete Lagoas, São Francisco de Pará de Minas, CAP de Pompéu. As partidas das oitavas de final estão marcadas para os dias 5, 6, 12 e 13 de abril. Confira no site www.resenhaesportiva.com.br os resultados atualizados e outras informações. Saúde é Mato No quadro “Saudade é Mato”, do Arena 53 – Esporte e Cultura, da TV Betim, perso- nalidades betinenses resgataram algumas fotos e reviveram os bons tempos dos cam- pos de futebol lotados. A fotografia abaixo ilustra um selecionado betinense do ano de 1963. Para conferir o quadro e ver quem já participou com suas históricas fotos, entre no Facebook do Arena 53, curta nosso perfil e fique atualizado das notícias esportivas e culturais de Betim e região. Divulgação Resenha Esportiva/Divulgação Resenha Esportiva/Divulgação
  39. 39. 44 Mais Giro por Betim e região Música Cristiano Araújo Novidade saindo do forno Para quem curte um rock de primeira, vai gostar de saber que a banda Jennifer Crazy iniciou, desde maio, a gravação do seu primeiro CD. Serão oito músicas autorais, que os músicos costumam tocar nos shows, e que recebem influência de bandas de grunge dos anos 90 e de heavy metal inglês. “A previsão de lançamento é para o final do ano ou início de 2015”, explica o vocalista Reiner Farley. E, apesar do intenso período de ensaios para aperfeiçoamento das músicas, a Jennifer Crazy não pretende ficar to- talmente longe dos palcos. “Por isso, passamos por cidades vizinhas, com destaque para show do Grito Rock, em Ribeirão das Neves”, acrescenta. Juntamente com o lançamento do disco, será produzido ainda um video- clipe, com participação dos fãs. Agora, é só aguardar o resultado. Dez perguntas para o cantor... 1 l Já sofreu preconceito por ser um cantor sertanejo? Nunca, sempre fui muito respeitado. 2 l Quais seus ídolos e influências musicais? Jorge e Matheus e a extinta dupla Leandro e Leonardo, que é referência até hoje para mim. Mas fora esses, tenhos vários, rs! 3 l Como é a parceria com o grupo Talismã, do cantor Leonardo? Tenho meu escritório, a Efeitos, em Goiânia. O Leonardo é e sempre será meu ídolo, amigo, irmão mesmo. 4 l Novidades para a carreira? Na verdade, um novo DVD. Estou totalmente focado nisso. Em breve, vem novidade por aí galera. 5 l Quais os planos para a carreira? Muito trabalho. Minha equipe e eu estamos preparando coisas novas e boas. Como disse, vem novidade boa por aí. 6 l Em algum momento largaria a carreira por amor? Não, porque meu amor também é minha carreira. 7 l Está namorando? Não, tô largado no mundo (risos)! 8 l Namoraria uma fã? Sim, claro. Amor é amor! 9 l O que significa “Bará Berê”, um dos seus mais famosos hits? Tudo que for bom demais. 10 l Qual o melhor show que você já fez? Muitos me emocionaram, mas, o show da Pecuária de Goiânia, minha primeira apresentação, foi emocionante demais. Diogo Fotógrafo/Divulgação Cristiano Araújo/Divulgação Stephano Marcus (guittara), Reiner Farley (vocal), Reanes Gomes (bateria) e Rodrigo Portoga (baixo)
  40. 40. www.bitfestas.com.br Informe Publicitário magine uma festa com equipamentos para esportes ra- dicais? Agora imagine crianças e adultos neste mesmo espaço desfrutando de todo conforto e comodidade? Este local é o Bit Festas, localizado em uma das princi- pais avenidas da cidade, em um ponto estratégico e de fácil acesso em Betim, o espaço proporciona segurança e exclusi- vidade aos clientes com um ambiente agradável e amplo que se ajusta ao tipo de evento realizado. O Bit Festas surgiu em junho de 2010 com o objetivo de oferecer um local para todas as idades. “Inauguramos com o objetivo de ver crianças,jovens e adultos em um só local,desfru- tando do que há de melhor na vida: brincar. Quando ia a outros espaços de festas me sentia incomodada com o fato do local oferecer só uma piscina de bolinhas e uma cama elástica,queria oferecer algo mais”, ressalta a proprietária, Meire Rezende. E esse algo a mais é o diferencial do Bit Festas. O local oferece equipamentos para a prática de esportes radicais: tirolesa, rapel e parede de escalada com toda segurança para a criançada. “Temos uma equipe de monitores espe- cializada e treinada para oferecer bem-estar nas brincadei- ras e total garantia e tranquilidade para os pais”, ressalta a proprietária do espaço. No Bit Festas não são somente as crianças que se diver- tem, adultos também aproveitam a festa no espaço. “Por- que não usufruir um dia festivo para voltar a ser criança? Os adultos que participam das festas se divertem juntos com as crianças.” O local também é flexível para receber todos os tipos de decoração e ambientação, de festas infantis até adolescentes e adultos. O Bit Festas comporta cerca de 120 pessoas com toda a comodidade para anfitriões e convidados. O espaço possui mobiliário próprio, projetor multimídia, estrutura de som, co- zinha, banheiros feminino, masculino, infantil e para pessoas com deficiência, além de Kid Play com obstáculos para adultos e crianças, e área de games com videogames como Xbox e Playstation, camarim e chuva de bolhas de sabão. Clientes como Banco do Brasil, Caixa Econômica, escritó- rios de contabilidade e advocacia, empresas, universidades e clínicas de estética já realizaram confraternizações no Bit Fes- tas. “Em três anos de existência o Bit Festas já realizou mais de quatrocentos eventos para empresas e pessoas físicas que ficaram satisfeitas com a qualidade de nosso serviço”, orgulha-se Meire Rezende. Diversão é na Bit Festas I Av. Edméia Matos Lazaroti, 3.743, Ingá – Betim - Próximo ao Hospital Regional Telefone: (31) 3032-5504 / (31) 9968-6074 Divulgação
  41. 41. Aconteceu Lucas Lucco no Caipirão O galã sertanejo Lucas Lucco este- ve presente, mais uma vez, na casa de shows Caipirão do Lapinha, em Betim. A apresentação musical foi um sucesso e animou o público que foi conferir o talentodessemineiroquevemconquis- tando o Brasil. O evento ocorreu no dia 12 de março. Pedro Augusto, Luís Flávio e Lucas Lessa Iccaro Torres e Nayara Batemarque Gustavo Garcia, Rubens Viganó, Fabrício Rodrigues e Fabiano Lelis Renan Lapinha e Nathália Nogueira Werther Rezende e Carlos Lapinha Bianca Marques, Felipe Marrêta e Rodolfo PinheiroNaldo Souza, Carlos Lapinha e Edilany BarbosaLeonardo Pena e Rafaela Pena Fotos: Osmar Pauli
  42. 42. Quem é de casa pensa na sua saúde todos os dias. Conte com a gente, sempre que precisar, nas clínicas, no Hospital Clinicare, na sua empresa e até na sua casa. www.laborclinicalaboratorio.com.br 3532-2100 . /laborclinica Consultesempreseumédico. Encontro Empresarial Cerca de 100 empresários de Betim e região foram prestigiar, no dia 20 de março, no auditório da Câma- ra dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Betim, o Encontro Empresarial, promovido pelas empresas Play Led Co- municação Visual e Portal O Melhor de Betim. A rodada de negócios foi um sucesso e contou com a presença do palestrante Ricardo Moreira, professor e mestre em administração da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na ocasião, cinco empresários tiveram a oportunidade de apresentarsuasempresasaosdemaisempreendedores, que participaram ainda de um coffee break especial, momento em que puderam interagir, aumentar sua rede de relacionamento e fazer negócios entre si. Maria de Fátima e Samira Almeida Maria de Fátima, Verônica Torres e Thiago Torres Vera Fernandes e Dani dos Santos Amanda Carolina Priscila Ávila e Felipe MartinsJonathan Rafael, Estela Gomes e Tiago Lins Diego Reis, Luciana Santos e Gabriel Torga Rafael Marcos e Atilio Pereira Ricardo Moreira Fotos: Hilário José
  43. 43. Aconteceu Fabiana Ximenes, Isabel Senna, Tatiana Ximenes, Paula Bernad e Marina Maresguia Fernanda Oliveira e Jordana Rocha Lívia Vasconcelos, Artemia Vasconcelos e Amanda Mitre Guilherme Santos, Luana Dutra e Fábio Pilo Leandro Alvim, Thiago Rosto e Rogério Cambraia Nathália David, Mariana Marent, Luíza Pereira e Raphaela Sarti Gabriela Salemi e Filipe Viotti Matheus Prado e Carol Dias Sarah Robotam e Michelle Pires Planeta Brasil 2014 Mais de 20 mil pessoas foram prestigiar, no dia 22 de março, no palco do Mineirão, em Belo Horizonte, a edição 2014 do Planeta Rock. No evento, que teve o apoio da Mais, os amantes do rock e do pop rock puderam se esbaldar cantando os clássicos do Guns n’ Roses, além de curtir os shows do Criolo, B-Real of Cypress Hill, Natiruts, Frejat, Slightly Stoopid, Rai- mundos e de 12 DJs, no Palco Deputamadre 11 Anos. O evento foi um marco para a capital, ao mesclar mú- sica, arte e sustentabilidade em um mesmo espaço. A estrutura grandiosa contou com quatro palcos, 23 atrações, uma festa subterrânea e uma galeria com exposição de trabalhos de artistas locais. Agora é só esperar as novidades da festa para o ano que vem! 48 Mais Fotos: Muller Miranda Sabrina Bittencourt, Priscila Mendes, Leonardo Grossi, Thaís Giancot e Waguinho Salerno

×