Reinventando a liderança, por uma ética de valores

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A ética na aplicação dos valores é um assunto espinhoso no mundo corporativo. Hoje, a maioria das empresas está preocupada com a retenção de pessoas talentosas. Quando se trata da gestão bem-sucedida em longo prazo, porém, os belos discursos na tentativa de valorizar os colaboradores são no mínimo ineficazes.

Como transformar o discurso em prática?
Partindo do resgate de valores como diálogo e escuta sincera, Renata Di Nizo traça diretrizes que podem alavancar a edificação de uma cultura desejada, baseada no exemplo de liderar de forma transparente e produtiva. Respaldada por relatos de participantes de seus treinamentos, ela nos faz refletir sobre o maior ativo de uma empresa: funcionários motivados e dedicados à tarefa de crescer com uma vantagem competitiva sustentável.

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Reinventando a liderança, por uma ética de valores

  1. 1. Renata Di NizoReinventando a liderança Por uma ética de valores
  2. 2. REINVENTANDO A LIDERANÇA Por uma ética de valores Copyright © 2013 by Renata Di NizoDireitos desta edição reservados por Summus Editorial Editora executiva: Soraia Bini Cury Editora assistente: Salete Del Guerra Capa: Buono Disegno Imagem de capa: © Pro777 | Dreamstime.com Projeto gráfico e diagramação: Crayon Editorial Impressão: Sumago Gráfica Editorial Summus Editorial Departamento editorial Rua Itapicuru, 613 – 7o andar 05006-000 – São Paulo – SP Fone: (11) 3872-3322 Fax: (11) 3872-7476 http://www.summus.com.br e-mail: summus@summus.com.br Atendimento ao consumidor Summus Editorial Fone: (11) 3865-9890 Vendas por atacado Fone: (11) 3873-8638 Fax: (11) 3873-7085 e-mail: vendas@summus.com.br Impresso no Brasil
  3. 3. SumárioPrefácio • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 13Introdução • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 15 Mitos e verdades • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 16 O xis da questão • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 18 Dobradinha • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 20 Dos valores da infância • • • • • • • • • • • • • • • • 24 Quando o status é um valor • • • • • • • • • • • • • • 25 Modismos e ética • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 25 O tesouro da infância • • • • • • • • • • • • • • • • • 26 O pódio na ascensão da carreira • • • • • • • • • • • • 26 Uma vida boa • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 27 A amarração dos valores • • • • • • • • • • • • • • • • 28 Filosofia integrada • • • • • • • • • • • • • • • • • • 30 Comprometimento voluntário • • • • • • • • • • • • • 31 Em vez de ser herói, aprender com os erros • • • • • • • 32 A proposta • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 33 O jumento chinês • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 35 CAPÍTULO I A CULTURA E OS VALORESUm case baseado em valores • • • • • • • • • • • • • • • 38O embate pessoal • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 41O termômetro organizacional • • • • • • • • • • • • • • • 46A saia justa • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 47A apologia da normatização • • • • • • • • • • • • • • • 48A negligência dos valores • • • • • • • • • • • • • • • • 50
  4. 4. Comportamentos nocivos • • • • • • • • • • • • • • • • 52RHs e consultorias à mesa • • • • • • • • • • • • • • • • 58De volta para casa • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 78A cereja do meu bolo • • • • • • • • • • • • • • • • • • 82 CAPÍTULO II UMA PAUSA PARA FALAR DE PRINCÍPIOS E VALORES ÉTICOSHonra: o fio do bigode • • • • • • • • • • • • • • • • • • 88O pão nosso de cada dia • • • • • • • • • • • • • • • • • 89Retidão • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 90Integridade • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 91Transparência • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 92Um exemplo memorável • • • • • • • • • • • • • • • • • 93Confiança atrai confiança • • • • • • • • • • • • • • • • 94Respeito: a menina dos olhos • • • • • • • • • • • • • • • 96Justiça • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 99Igualdade e equidade • • • • • • • • • • • • • • • • • • 103Generosidade • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 104Solidariedade • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 107Inteligência social • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 108Empatia e sintonia • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 108Espírito de equipe • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 111Coragem • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 114Perseverança • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 115Diligência • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 116Proatividade • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 117Criatividade • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 118Diálogo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 121O poder das palavras • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 121A parábola dos pregos • • • • • • • • • • • • • • • • • • 122
  5. 5. Clareza de propósitos • • • • • • • • • • • • • • • • • • 123O poder de espalhar emoções • • • • • • • • • • • • • • • 124O bom humor • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 125O peculiar e o diverso • • • • • • • • • • • • • • • • • • 127Escassez de informação e de diálogo • • • • • • • • • • • • 128A escuta dialogadora • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 132A comunicação é a chave de ouro • • • • • • • • • • • • • 132Atitude ética por e-mail • • • • • • • • • • • • • • • • • 134 CAPÍTULO III POR UMA CULTURA DE VALORESProseando sobre valores • • • • • • • • • • • • • • • • • 140O termômetro dos valores • • • • • • • • • • • • • • • • 141As expectativas no quesito valores • • • • • • • • • • • • 142A visão da cultura organizacional • • • • • • • • • • • • • 144As promessas em sala de treinamento • • • • • • • • • • • 145O tema dos valores na vida organizacional • • • • • • • • • 149Você em destaque • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 153Valores de equipe • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 155Missão renovada • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 156As histórias • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 157Avivar os valores e praticar, praticar, praticar... • • • • • • • 159A gestão dos valores • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 160Referências bibliográficas • • • • • • • • • • • • • • • • • 163
  6. 6. PrefácioFOI NO ANO DE 2006 que tive o privilégio de conhecer RenataDi Nizo. Naquela época, eu ocupava o cargo de consultor deRecursos Humanos em uma empresa multinacional ameri-cana, atendendo à área comercial de peças de reposição,tecnologia da informação e serviços. Precisava iniciar umtrabalho com a equipe de TI a fim de quebrar as mazelas queforam se instaurando ao longo dos anos pela falta de rela-cionamentos verdadeiros, maduros e saudáveis. A equipe se mantinha endurecida e o diálogo já nãofazia parte do cotidiano. Renata me apresentou à possibili-dade de avivar os valores do grupo para que as relações in-terpessoais fossem humanizadas. Achei uma tarefa quaseimpossível em tão curto tempo, ainda mais com um timeque priorizava a tecnologia em vez das relações humanas.Eu não tinha muito tempo para questionar o trabalho e pre-cisava confiar no que Renata me propunha. Decidi então fazê-lo. Renata honrou com o compromis-so da excelência e do avivamento dos valores sendo fiel co-migo e consigo mesma. Ela proporcionou a revisão das histó-rias de vida, gerando em consequência o reconhecimento dolado humano de cada profissional. Recebi inúmeros feedbackspositivos dos meus clientes internos e sabia que o trabalhoestava apenas começando. Ao longo dos anos, convidei Renata para outros proje-tos com grandes equipes e o resultado se repetiu. As pessoasvoltavam mais inspiradas e constantemente traziam refle-xões sobre o sentido de fazer parte de algo maior. Sinto-me privilegiado por participar ativamente destaobra de arte sobre valores porque me identifico com essa
  7. 7. Prefácioproposta e reconheço Renata como única nesse trabalho. Olivro apresenta uma excelente reflexão sobre valores quepermeiam a realidade de grande parte das empresas brasi-leiras e traz um panorama do líder contemporâneo quemuito precisa se desenvolver. Renata se preocupa em trazer os discursos dos diversosprofissionais que ela vem acompanhando, atendo-se aocrescimento coletivo, além de utilizar a simplicidade como in-grediente fundamental para o estabelecimento de relações sus-tentáveis e garantir a construção do seu grande legado. CARLOS TEMPERINI Gerente de Recursos Humanos do Grupo Abril14 Renata Di Nizo
  8. 8. IntroduçãoHÁ NO MERCADO uma quantidade razoável de bibliografia sobreliderança. Minha esperança é que você esteja tão preocupadoquanto eu com o tipo de liderança que queremos exercer,sabendo que a todo tempo influenciamos o entorno e a for-mação da futura geração de líderes. A pergunta essencial des-te livro é: que legado deixaremos como exemplo? As competências comportamentais estão na ordem dodia. De um lado, porque os discursos vazios vêm soandomal aos ouvidos do consumidor; de outro, porque a pressãoacirrada por resultados cada vez mais desafiadores demandaum desempenho extraordinário que beira a “síndrome doherói”. Trata-se da supervalorização das horas extras e dapressão constante para que as pessoas alcancem metas qua-se inatingíveis. Para isso é preciso um verdadeiro esforçocotidiano hercúleo, que leva ao desgaste – mas, aos olhos dealguns, é sinal de comprometimento e de esforço pessoalpelo bem da empresa. É uma doença contagiosa que faz osexecutivos espremerem a própria vida e repetirem à exaus-tão o mantra do comprometimento. A bem da verdade, a insatisfação nas pesquisas de climaorganizacionais evidencia, quase sempre, um gap no desem-penho desejável dos líderes, sobretudo no quesito gestão depessoas e comunicação. Infelizmente, aumentam as patolo-gias relacionais, o show de vaidades e a corrida desenfreadapela ascensão na carreira ou por atingir metas a qualquerpreço – o famoso vale-tudo. Acredito que o foco em resultados mascara uma ques-tão anterior: a confusão de valores. Status, dinheiro e podersão as meninas dos olhos que cegam os desavisados, sedu-
  9. 9. Introduçãozem facilmente quando as pessoas se afastam dos própriosvalores e, dessa forma, corrompem o sentido mais humani-zado da existência. Pior: inexistem uma postura de diálogoe uma preocupação ética verdadeira com o bem-estar den-tro das organizações. Faltam ainda aspectos como humildade para crescer nadiferença, tolerância para respeitar o diverso e simplicidadepara regar um ingrediente mágico e essencial: a honra quedeveria nortear todos os relacionamentos humanos. O mer-cado carece de um líder inspirador do tipo que alcançou umgrau de maturidade e maestria semelhante ao do jardineiroque cuida com carinho de seu jardim. Traduzindo em miú-dos, trata-se de pessoas que dedicam o tempo que for preci-so para que haja qualidade na convivência diária, assim co-mo nos processos de comunicação e no desenvolvimentodas pessoas, pois sabem que assim conquistam a garantia derelacionamentos sustentáveis.Mitos e verdadesAO LONGO DA EXISTÊNCIA da Casa da Comunicação tive aoportunidade de conhecer líderes exemplares. Homens que,sem nenhum alarde, souberam, imbuídos apenas de cora-gem, arregimentar batalhões. Alguns deles eram bem tími-dos e qualquer pessoa duvidaria de sua capacidade de co-mando porque, retraídos, retrocediam diante das multidõesou de opiniões contrárias. Resistiam a participar de treina-mentos ou protestavam no meio do grupo enquanto as pes-quisas de clima organizacionais – vá entender – apontavamo grau de satisfação existente entre aqueles que trabalha-vam com eles. Também havia homens que consideravam16 Renata Di Nizo
  10. 10. Introduçãonão ter mais nada a aprender, conduzindo equipes commãos fortes e apresentando resultados aquém do esperado.Mulheres brilhantes que atingiam as metas, mas a um preçoque suas equipes não estavam dispostas a pagar. Mulheresfirmes no comando, prontas para reaprender consigo mes-mas, com seus pares e liderados, mas esquecidas de que,além da seriedade nos negócios, era imprescindível mantera leveza nas relações. Homens e mulheres exaustos, senta-dos em círculo, com o coração apertado, dispostos a cuidardas cicatrizes e a ressignificar a própria vida. Houve também aqueles que passaram por nossos trei-namentos feito sonâmbulos. E os líderes que pararam notempo, bons técnicos que desenvolveram a habilidade deatender às demandas usando o jeito antigo de comandarsem olhar a quem. Estes estabelecem relações de cumplici-dade com alguns elegidos e os demais são do tipo “pau man-dado”. E, claro, vão continuar assim, porque ninguém in-veste neles. Esbanjam, no mínimo, arrogância. Embora senutram da benevolência de muitas empresas, ainda focadasem resultados custe o que custar, não se pode negar queesse tipo de líder está com os dias contados. Por outro lado, foi justamente o contato com esse mes-mo perfil de líder – mais embrutecido – que me ensinou aconfiar no ser humano. Com públicos diversos, sobretudoem chão de fábrica, pude acompanhar mudanças significa-tivas, às vezes apenas propondo um novo olhar sobre suastrajetórias, olhar esse que lhes permitia se reinventar co-mo líderes. Aprendi com esses homens a ser tanto exem-plo de firmeza quanto de coração escancarado, daqueleque é capaz de abraçar o mundo e suas tantas diferenças.Foi com eles que descobri a força do discernimento e doamor. Sim, porque é preciso muita generosidade para lidar Reinventando a liderança 17

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