INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS

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  • O IAM é resultante da ruptura ou erosao de uma placa aterosclerotica, desencadeando um processo em cascasta, o qual reduz de forma critica o fluxo sanguineo na arteria coronaria por espasmo coronario ou formacao de trombo. Desencadeando isquemia cardiaca e por fim necorse e fibrose do tecido.
  • SINTOMAS
  • Oxigenoterapia: melhora a oxigenacao para o musculo cardiaco isquemico.
    Controle da dor:
    Terapia analgesica por opiáceo;
    Terapia vasodilatadora;
    Terapia ansiolitica
    Terapia Farmacológica – trobolíticos
    - anti- trombínicos
    - antiplaquetários
    - Anti-isquemicos
    Angioplastia Coronariana
  • COMO PREVINIR O IAM
  • OBRIGADA!!
  • INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS

    1. 1. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)
    2. 2. RENARA KRAN TÉCNICO DE ENFERAGEM 2014 SENAC – MS PROFESSOR: PAULO EDUARDO 05/07/2016
    3. 3. DEFINIÇÃO IAM é a necrose das células miocárdicas devido a oferta inadequada de oxigênio ao músculo cardíaco. E causado pela redução do fluxo sanguíneo coronariano de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas, levando a isquemia e por consequências a necrose. Isquemia cardíaca é caracterizada pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias. Geralmente, é causada pela presença de placas de gordura em seu interior, que quando não são devidamente tratadas, podem romper e entupir o vaso, causando angina e infarto.
    4. 4. A isquemia cardíaca pode ser classificada como sendo: • Isquemia cardíaca crônica: caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, cujo principal sintoma é a dor no peito que surge inicialmente, durante esforços e, com o tempo, passa a surgir até mesmo em repouso; • Isquemia cardíaca transitória: caracterizada pela dor no peito que surge quando o indivíduo encontra-se sob estresse emocional ou estresse físico, e diminui em repouso; Comum em mulheres jovens. • Isquemia silenciosa: pode não gerar sintomas e afetar o indivíduo descansando, sentado, deitado ou dormindo. Geralmente é diagnosticado durante exames de rotina.
    5. 5. FISIOPATOLOGIA • O IAM é resultante da ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica, desencadeando um processo em cascata, o qual reduz de forma critica o fluxo sanguíneo na artéria coronária por espasmo coronário ou formação de trombo. Desencadeando isquemia cardíaca e por fim necrose e fibrose do tecido.
    6. 6. IDADES AFETADAS • 0-2 Muito raro • 3-5 Muito raro • 6-13 Muito raro • 14-18 Muito raro • 19-40 Raro • 41-60 Comum • 60+ Comum
    7. 7. CAUSAS A presença de placas de gordura no sangue é chamada de Aterosclerose (placa de colesterol). O paciente que possui placas de aterosclerose com algum grau de obstrução na luz de uma artéria tem a chamada DAC – doença arterial coronariana. Conforme a placa de gordura (ateroma) cresce, ela leva à obstrução cada vez maior da coronária e pode levar ao sintoma de dor no peito aos esforços (angina). Em geral, uma pessoa tem sintoma de dor no peito aos esforços quando a obstrução é maior que 70%. Antigamente acreditava-se que o infarto agudo do miocárdio ocorria quando estas placas cresciam progressivamente até fechar completamente o vaso. Hoje sabemos que não é isso que ocorre. O fechamento do vaso ocorre devido a uma ruptura na parede da placa de gordura, levando à formação de um coágulo que obstrui a artéria e ocasiona o IAM.
    8. 8. FATORES DE RISCO Fatores de risco de infarto incluem: Idade: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais tem maior propensão ao infarto • Tabagismo; • Idade; • Hipertensão; • Colesterol elevado; • Diabetes; • Histórico familiar de infarto; • Sedentarismo; • Obesidade; • Estresse; • Alcoolismo; • Uso de drogas ilegais estimulantes, como cocaína.
    9. 9. CLASSIFICAÇÃO A dor do infarto pode ser atípica ou atípica. Dor atípica podem ser mais difíceis de caracterizar. Em geral se diz que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical. Dor típica tem como características ser no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de sudorese, náusea e palidez cutânea. As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou ainda falta de ar sem dor.
    10. 10. CONSEQUÊNCIAS DO INFARTO As consequências do infarto vão depender da gravidade do quadro. Quando o infarto afeta somente uma pequena área do coração, a possibilidade de não haver nenhuma consequência é maior, contudo, na maior parte dos casos, a principal consequência do infarto é a alteração na contração do músculo cardíaco. Pode ser classificada como: • Disfunção sistólica normal; • Disfunção sistólica leve; • Disfunção sistólica moderada • Disfunção sistólica importante/grave. Outras possíveis consequências do infarto são: • Arritmias cardíacas ; • Distúrbio no funcionamento da valva mitral, provocando insuficiência mitral.
    11. 11. Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos deve ser investigada e considerada doença grave, especialmente se associada aos seguintes sintomas: • Vômitos; • Suor frio; • Fraqueza Intensa; • Palpitações; • Falta de ar; • Sensação de ansiedade; • Fadiga; • Sonolência; • Tontura ou vertigem. SINTOMAS
    12. 12. DIAGNÓSTICO E EXAMES Exame Clínico: • Alterações eletrocardiográficas; • Elevação Enzimática: - Creatinoquinase ( CK ) - Isoenzimas – CK - Mioglobina cardíaca - Troponinas Cardioespecíficas
    13. 13. Estes exames incluem: • Eletrocardiograma (ECG); • Exames de sangue. Você também pode passar por esses exames adicionais: • Radiografia do tórax; • Ecocardiograma; • Cateterização coronariana (angiografia); • Teste ergométrico, após o quadro estar estabilizado; • Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética.
    14. 14. TRATAMENTO • Oxigenoterapia: melhora a oxigenação para o músculo cardíaco isquêmico. • Controle da dor: Terapia analgésica por opiáceo; Terapia vasodilatadora; Terapia ansiolítica Terapia Farmacológica – trombolíticos - anti- trombínicos - antiplaquetários - Anti-isquemicos • Angioplastia Coronariana
    15. 15. PROCEDIMENTOS Além de medicamentos, você pode passar por um dos seguintes procedimentos para o tratamento de seu ataque cardíaco: Angioplastia coronária com implante de stent .
    16. 16. CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA • Nos casos mais graves, pode ser necessária a realização da cirurgia de ponte de safena, que normalmente é feita cerca de 3 a 7 dias após o ataque cardíaco. • Essa cirurgia consiste na retirada de um pedaço da veia safena, localizada na perna, para substituir a parte obstruída da artéria do coração, reativando o fluxo sanguíneo normal para o órgão.
    17. 17. FISIOTERAPIA APÓS INFARTO O tratamento fisioterapêutico pós infarto deve ser iniciado ainda no hospital, após a liberação do médico cardiologista, e costuma ser composto por: • Exercícios respiratórios para fortalecer os pulmões; • Alongamentos musculares; • Subir e descer escadas; • Exercícios para melhorar o condicionamento do corpo. A intensidade dos exercícios varia de acordo com a fase da reabilitação que o paciente se encontra. Inicialmente sugere-se de 5 a 10 minutos de exercícios 2 vezes por dia, que evolui até que o indivíduo consiga realizar 1 hora de exercícios por dia, o que costuma acontecer 6 meses após o infarto.
    18. 18. Dieta Equilibrada Exercícios Físicos Manter o Peso Ideal Níveis de Colesterol e Triglicérides Acompanhar a Glicemia Aferir Pressão Arterial Abandonar o Cigarro Reduzir o Estresse COMO PREVINIR O IAM
    19. 19. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A assistência de enfermagem no IAM é de grande importância, devendo o enfermeiro estar atento: • As alterações eletrocardiográficas; • Pressão arterial; • Frequência cardíaca e queixas de dor precordial; • Deve-se manter no paciente a oxigênioterapia e um acesso venoso calibroso.
    20. 20. Assistência de enfermagem após angioplastia: •Orientar o paciente quanto ao repouso, cuidados com o curativo e dieta; • Quando o procedimento for realizado pela via radial deve-se retirar o introdutor assim que finalizado o procedimento e realizar curativo compressivo mantendo-o por duas horas. Em seguida desapertá-lo e verificar perfusão e pulso; • Quando o procedimento for realizado por via femoral, o introdutor será retirado após cinco horas, o paciente deve ser orientado quanto ao repouso e manter restrição do membro durante esse período; • Após cinco horas, retirar o introdutor e manter compressão manual por aproximadamente vinte minutos para hemostasia, logo após, realizar curativo compressivo em região inguinal, orientando o paciente à retirá-lo no dia seguinte.
    21. 21. ANGINA PECTÓRIS
    22. 22. A angina, angina de peito, angina pectoris ou angor pectoris não é uma doença, mas um conjunto de sintomas (uma síndrome) que ocorre devido ao baixo suprimento de oxigênio ao músculo cardíaco em razão de obstruções ou espasmos das artérias coronarianas. Essa insuficiência quase sempre é transitória e se verifica naquelas condições em que o coração exige um desgaste maior de oxigênio como esforços físicos ou excitações emocionais intensas e geralmente cede em poucos minutos, sem deixar sequelas. Quase sempre é indicativa de uma doença coronariana. Um de seus principais componentes é uma dor no peito e o termo “angor pectoris” significa algo como "estrangulamento do peito", que é a forma característica como essa dor é sentida.
    23. 23. CAUSAS • A angina ocorre quando as artérias coronárias ficam demasiado estreitas para fornecerem sangue suficiente ao coração. A sua principal causa é a aterosclerose das artérias cardíacas. Outras causas menos comuns são, por exemplo, a compressão das artérias por algo próximo às mesmas, inflamações ou infecções das artérias e doenças nas válvulas cardíacas. • Os fumantes, os obesos, os sedentários e as pessoas com colesterol ou pressão arterial alta têm mais probabilidade de ter angina que as demais pessoas.
    24. 24. CLASSIFICAÇÃO DA DOR A dor torácica pode ser classificada em 4 categorias a partir das suas características clínicas, independente dos exames complementares.
    25. 25. Dor anginosa típica (tipo A): Há características de angina do peito típica e evidente, levando ao diagnóstico de doença arterial coronariana (angina do peito ou infarto do miocárdio), mesmo sem o resultado de qualquer exame complementar. Dor provavelmente anginosa (tipo B): Esse tipo de dor não possui todas as características de uma angina do peito típica, mas a doença coronariana é a principal suspeita diagnóstica. Dor provavelmente não-anginosa (tipo C): É uma dor atípica, mas não é possível excluir totalmente o diagnóstico de doença arterial coronariana sem a realização de exames complementares. Dor não-anginosa (tipo D): É um tipo de dor com características de origem não- coronariana, onde outro diagnóstico se sobrepõe claramente à hipótese de doença arterial coronariana.
    26. 26. SINTOMAS • O sintoma principal da angina é a dor no peito. Na maioria das pessoas ela é referida como um desconforto no peito, habitualmente descrito como pressão, peso, aperto, ardor ou sensação de choque, localizado principalmente no centro do peito, nas costas ou no pescoço, no queixo ou nos ombros, com frequentes irradiações para os braços (esquerdo principalmente). • Em geral, é exacerbada pelo excesso de estresse emocional, pelo esforço físico, pela digestão depois de uma refeição farta e por temperaturas frias. • Essa dor dura de um a cinco minutos e pode ser acompanhada por suor e náuseas em alguns casos e é aliviada pelo repouso ou por medicação específica.
    27. 27. DIAGNÓTICO Nas anginas em que não haja dores no peito e em que não tenham ocorrido problemas cardíacos anteriores, o eletrocardiograma é tipicamente normal, mas modificações dele podem ser observadas durante os episódios de dor. Para se detectar eventuais deficiências circulatórias, usa-se fazer um teste ergométrico tomando-se o eletrocardiograma enquanto o paciente corre em uma esteira. Em casos específicos, é necessária a realização de uma angiografia coronariana a qual sugerirá o tratamento a ser seguido, inclusive em casos cirúrgicos.
    28. 28. TRATAMENTO O tratamento principal da angina deve visar três fatores: • Aliviar os sintomas. • Diminuir o ritmo de progressão da doença. • Reduzir a ocorrência de complicações cardíacas futuras. A nitroglicerina (potente vasodilatador) é usada comumente para tratar as dores agudas da angina. Doses baixas diárias de aspirina usadas por pacientes que não tenham problemas com o seu uso são bastante úteis em pacientes com angina estável.
    29. 29. Algumas medicações com diferentes mecanismos de ação, à base de nitrato, betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio e antiagregantes plaquetários são usados para aliviar os sintomas da angina. Torna-se ainda mais importante manter controle sobre os fatores de risco para doenças cardíacas, como parar de fumar, perder peso, fazer exames para o colesterol alto, controlar o diabetes e a pressão alta, etc. Diversas técnicas cirúrgicas, como a angioplastia, com ou sem a colocação de stent ou uma revascularização cardíaca, podem estar indicadas.
    30. 30. CUIDADOS DE ENFERMAGEM • avaliar as características da dor no peito e sintomas associados. • avaliar a respiração, a pressão sangüínea e freqüência cardíaca em cada episódio de dor torácica. • fazer um ECG, cada vez que a dor torácica surgir, para evidenciar infarto posterior. • monitorizar a resposta ao tratamento medicamentoso. • avisar o médico se a dor não diminuir. • identificar junto ao cliente as atividades que provoquem dor. • prover um ambiente confortável e silencioso para o cliente/família. • ajudar o paciente a identificar seus próprios fatores de risco. • providenciar orientação nutricional ao cliente/família. • esclarecer o cliente/família acerca dos medicamentos que deverão ser tomados após a alta hospitalar. • explicar a relação entre a dieta, atividades físicas e a doença.
    31. 31. OBRIGADA!!

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