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Epidemiologia
CONCEITOS
A epidemiologia e o ACS
O que é a Epidemiologia
É o estudo da distribuição, da frequência e dos determinantes dos
problemas de saúde e das doenças na populações humanas
(VAUGHAN; MORROW, 2002) .
Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença no indivíduo,
analisando caso a caso, a epidemiologia debruça-se sobre os
problemas de saúde em grupos de pessoas, às vezes grupos
pequenos, na maioria das vezes envolvendo populações numerosas
(Associação Internacional de Epidemiologia).
A epidemiologia trata de qualquer evento relacionado à saúde ou doença da população, e
não apenas a epidemias.
Analisa a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e
eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle, ou
erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento,
administração e avaliação das ações de saúde.
Importância da Epidemiologia
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
Causa
Situação Doença (onde, quando, como)
Impacto Econômico
INTERVENÇÕES
Controle e Prevenção
Avaliação
I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das populações humanas.
• Onde ocorreram os problemas?
• Que pessoas são atingidas?
• Quando ocorrem os problemas?
II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das
doenças, bem como para estabelecer prioridades.
• O que causa esse problema?
• Existe medida de controle ou prevenção?
III. Identificar fatores etiológicos (causais) das doenças.
• Quais características existem nesse local que favorecem o aparecimento desse problema?
• Essas características são passíveis de intervenção?
• Que tipo de intervenção?
Objetivos
I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das populações humanas.
• Onde ocorreram os problemas?
• Que pessoas são atingidas?
• Quando ocorrem os problemas?
II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das
doenças, bem como para estabelecer prioridades.
• O que causa esse problema?
• Existe medida de controle ou prevenção?
III. Identificar fatores etiológicos (causais) das doenças.
• Quais características existem nesse local que favorecem o aparecimento desse problema?
• Essas características são passíveis de intervenção?
• Que tipo de intervenção?
Objetivos
O objetivo da epidemiologia é obter, interpretar e utilizar as informações de saúde coma finalidade de promover
a saúde e reduzir as doenças.
 Qual é o problema?
 Qual sua frequência?
 Quem está envolvido?
 Onde?
 Quando?
 É a parte da definição acima que corresponde à distribuição e à frequência de
problemas de saúde.
Questionamentos de um Estudo Epidemiológico
Epidemiologia descritiva
Tenta analisar as causas ou determinantes das doenças a fim de
responder as perguntas.
Como a doença é causada?
Porque continua ocorrendo?
Questionamentos de um Estudo Epidemiológico
Epidemiologia analítica
Para que a saúde seja quantificada e para permitir comparações
na população, utilizam-se os indicadores de saúde, que devem refletir,
com fidedignidade, o panorama da saúde populacional.
Eles devem apresentar validade, confiabilidade, clareza,
simplicidade e objetividade. Além disso, para comparar a frequência de
uma doença entre diferentes grupos, deve-se ter em conta o tamanho
das populações a serem comparadas com sua estrutura de idade e
sexo.
Variáveis Epidemiológicas
Indicadores Demográficos Indicadores Sociais Indicadores Ambientais
Esperança de vida Renda per capita
Abastecimento de água e
esgoto
Níveis de fecundidade Distribuição de renda Coleta de lixo
Níveis de natalidade Taxa de analfabetismo Condições de moradia
Sexo
Crianças em idade escolar fora
da escola
Idade IDH
População em risco (denominador populacional): total
de pessoas em risco de desenvolver uma doença.
Cobertura: comparação entre os que realmente
receberam o serviço e os que deveriam tê-lo recebido:
Ex:
A equipe de saúde precisa saber não apenas quantas
crianças são vacinadas a cada mês, mas o também o
número total de crianças que deveriam ter recebido a
vacina.
Conceitos básicos
Morbidade
É um termo genérico usado para designar o conjunto
de casos de uma dada afecção ou a soma de agravos à saúde
que atingem um grupo de indivíduos. Muitas doenças
causam importante morbidade, mas baixa mortalidade,
como a asma.
Para que se possa acompanhar a morbidade na
população e traçar paralelos entre a morbidade de um local
em relação a outros, é preciso que se tenha medidas-padrão
de morbidade. As medidas de morbidade mais utilizadas são:
medida da prevalência
medida da incidência.
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Incidência:
Mede o número de casos novos de uma doença, episódios ou eventos na
população dentro de um período definido de tempo em geral um ano (mas
pode ser dia, semana, mês);
É um dos melhores indicadores para avaliar se uma condição está diminuindo,
aumentando ou se permanece estática, pois indica o número de pessoas da
população que passou de um estado de não-doente para doente.
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Incidência:
O coeficiente de incidência é a razão entre o número de casos novos de uma doença
que ocorre em uma comunidade, em um intervalo de tempo determinado, e a
população exposta ao risco de adquirir essa doença no mesmo período.
Coeficiente de = nº de casos NOVOS em dado local e período x k *
Incidência população total em risco**
*k = constante qualquer (pode ser 100, 1000, 10000 etc)
**Ou população do mesmo local e período
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Incidência:
EX:
Nascimentos e mortes ocorridos no distrito durante um ano;
Casos de tétano neonatal diagnosticado por ano;
Número de primeiras consultas de pré-natal por mês;
Número de casos de doenças de Chagas diagnosticados por ano.
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Incidência:
“ O COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA REPRESENTA A PROBABILIDADE DO INDIVÍDUO SE
TORNAR UM CASO”
“ A TAXA DE INCIDÊNCIA REPRESENTA A RAPIDEZ COM A QUAL NOVOS CASOS SE
DESENVOLVEM NO TEMPO
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Prevalência:
Mede o número total de casos, episódios ou eventos existentes em um
determinado ponto no tempo, comumente em um determinado dia.
Depende do número de pessoas que desenvolveram a doença no passado e
que continuam doentes no presente.
A prevalência de uma condição é resultado de sua incidência no passado e de
sua duração.
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Prevalência:
EX:
Número total de pacientes com hanseníase incluídos em um registro no início
de cada mês;
Número total de leitos hospitalares ocupados em um dia.
Enquanto a prevalência é muito útil para medir a frequência de problemas
crônicos, a incidência é mais útil para aquelas doenças com uma duração média
como sarampo, diarreia e pneumonia.
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Prevalência:
É a relação entre o número de casos existentes de uma determinada doença e o
número de pessoas na população, em um determinado período.
Coeficiente de
Prevalência
= nº de casos EXISTENTES em um dado local e período x k
população total em risco
k = constante qualquer (pode ser 100, 1000, 10000 etc) - Fator escolhido de forma que a
taxa seja expressa por um número inteiro.
Casos existentes = novos + antigos
Conceitos básicos
Morbidade
Medida de Prevalência:
ESTÁTICO!!! Idéia do momento em que feita a pesquisa
O COEFICIENTE DE PREVALÊNCIA REPRESENTA A PROBABILIDADE DO INDIVÍDUO
“SER UM CASO”
Conceitos básicos
Morbidade
Exemplo:
O município de Santa Maria (que tem 270.000 habitantes) possui atualmente 1500 portadores do vírus HIV.
No ano de 2012, 96 novos casos foram registrados na cidade (dados hipotéticos).
1) Calcule o coeficiente de prevalência.
2) Calcule o coeficiente de incidência em 2012.
Conceitos básicos
Mais exemplos no livro, pag 13.
Conceitos básicos
Morbidade
Relação entre incidência e prevalência:
A prevalência de uma doença depende da incidência da mesma (quanto maior for a
ocorrência de casos novos, maior será o número de casos existentes), como também da
duração da doença. Então, a mudança da prevalência pode ser afetada tanto pela velocidade
da incidência como pela modificação da duração da doença. Esta, por sua vez, depende do
tempo de cura da doença ou da sobrevivência.
PREVALÊNCIA = INCIDÊNCIA X DURAÇÃO MÉDIA DA DOENÇA
Conceitos básicos
Mortalidade
 O número de óbitos (assim como o número de nascimentos) é uma importante fonte para
avaliar as condições de saúde da população.
É um caso particular do conceito de incidência, porém o evento de interesse é a morte.
Os coeficientes de mortalidade são os mais tradicionais indicadores de saúde, sendo os
principais:


 Coeficiente de mortalidade geral;
 Coeficiente de mortalidade infantil;
 Coeficiente de mortalidade neonatal precoce;
 Coeficiente de mortalidade neonatal tardia;
 Coeficiente de mortalidade perinatal;
 Coeficiente de mortalidade materna;
 Coeficiente de mortalidade específico por doença.
Conceitos básicos
Mortalidade
de morrer, em
Probabilidade de qualquer pessoa da população
determinado local e tempo.
% animas que vai a óbito em um tempo X e local Y
Mortalidade = Nº de óbitos
X 10n
População de risco
Conceitos básicos
Conceitos básicos
Conceitos básicos
Conceitos básicos
Ex:
CMI (Coeficiente de Mortalidade Infantil) = total de mortes em menores de 1 ano durante um ano
X 1000
total de nascimentos no mesmo ano
Letalidade
Ela é a medida do risco de óbito entre os doentes.
A letalidade expressa a gravidade de uma doença: quanto maior o
número de indivíduos, acometidos por uma doença, que vão a
óbito, mais grave ela é considerada.
Ex: dengue hemorrágica x resfriado comum.
Conceitos básicos
Letalidade
Coeficiente de = mortes devido à doença “X” em determinada comunidade e tempo x
k
Letalidade casos da doença “X” na mesma área e tempo
* k = constante qualquer (pode ser 100, 1000, 10000 etc)
Há uma relação entre letalidade, mortalidade e incidência que se expressa da
seguinte forma:
MORTALIDADE = INCIDÊNCIA x LETALIDADE
Conceitos básicos
Epidemia
É definida como a ocorrência obviamente excessiva de casos de uma doença em uma
comunidade ou área.
Se caracteriza pela incidência, em curto período de tempo, de grande número de casos de
uma doença, ou seja, o elevado número de casos novos e rápida difusão.
Com o tempo e um ambiente estável a ocorrência de doença passa de epidêmica para
endêmica.
OBS: Surto é uma ocorrência epidêmica restrita a um espaço extremamente delimitado. Ex:
colégio, prédio.
Exemplo de doença que se iniciou com um surto epidêmico: gripe aviária, H1N1
Conceitos básicos
Endemia
É uma doença localizada em um espaço limitado denominado faixa
endêmica.
Se traduz pelo aparecimento de menor número de casos ao longo do tempo,
porém com uma duração continua. Logo, o que define o caráter endémico de
uma doença é o fato de ser a mesma peculiar a um povo, país ou região, isto
é, ocorre apenas em um determinado local, não atingindo nem se
espalhando para outros.
Exemplo de áreas endêmicas no Brasil: febre amarela comum Amazônia.
Conceitos básicos
Pandemia
É uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais
continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e
regiões inteiras.
Os critérios de definição de uma pandemia são que a doença ou condição além de se
espalhar ou matar um grande número de pessoas, deve ser infecciosa.
Câncer?
O câncer (responsável por inúmeras mortes) não é considerado uma pandemia porque
não uma é doença infecciosa, ou seja, não é transmissível.
Exemplo de pandemias: AIDS, tuberculose, gripe espanhola, peste, H1N1
Conceitos básicos
Pandemia
O objetivo final da Epidemiologia é produzir conhecimento e tecnologia capazes de promover a
saúde individual através de medidas de alcance coletivo.
Link Boletins Epidemiológicos:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-
secretaria-svs/11955-boletins-epidemiologicos-arquivos
Objetivo Final da Epidemiologia
Referências
AGUIAR, Zenaide Neto. SUS: Sistema Único de Saúde: antecedentes, percurso,
perspectivas e desafios. São Paulo: Martinari, 2011.
MENEZES, A. M. B. Noções básicas de epidemiologia. Silva LCC, Menezes AMB,
organizadores. Epidemiologia das doenças respiratórias. Rio de Janeiro:
Revinter, p. 1-25, 2001.
SOARES, D. A.; ANDRADE, S. M.; CAMPOS, J. J. B. Epidemiologia e indicadores de
saúde. Bases da saúde coletiva. Londrina: Ed. UEL, p. 183-210, 2001.
Vaughan JP,Morrow R. Epidemiologia para municípios: manual para
gerenciamento dos distritos sanitários. São Paulo: Hucitec; 1992.

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  • 4. O que é a Epidemiologia É o estudo da distribuição, da frequência e dos determinantes dos problemas de saúde e das doenças na populações humanas (VAUGHAN; MORROW, 2002) . Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença no indivíduo, analisando caso a caso, a epidemiologia debruça-se sobre os problemas de saúde em grupos de pessoas, às vezes grupos pequenos, na maioria das vezes envolvendo populações numerosas (Associação Internacional de Epidemiologia).
  • 5. A epidemiologia trata de qualquer evento relacionado à saúde ou doença da população, e não apenas a epidemias. Analisa a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle, ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde.
  • 6.
  • 7. Importância da Epidemiologia PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO Causa Situação Doença (onde, quando, como) Impacto Econômico INTERVENÇÕES Controle e Prevenção Avaliação
  • 8. I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das populações humanas. • Onde ocorreram os problemas? • Que pessoas são atingidas? • Quando ocorrem os problemas? II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades. • O que causa esse problema? • Existe medida de controle ou prevenção? III. Identificar fatores etiológicos (causais) das doenças. • Quais características existem nesse local que favorecem o aparecimento desse problema? • Essas características são passíveis de intervenção? • Que tipo de intervenção? Objetivos
  • 9. I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das populações humanas. • Onde ocorreram os problemas? • Que pessoas são atingidas? • Quando ocorrem os problemas? II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades. • O que causa esse problema? • Existe medida de controle ou prevenção? III. Identificar fatores etiológicos (causais) das doenças. • Quais características existem nesse local que favorecem o aparecimento desse problema? • Essas características são passíveis de intervenção? • Que tipo de intervenção? Objetivos O objetivo da epidemiologia é obter, interpretar e utilizar as informações de saúde coma finalidade de promover a saúde e reduzir as doenças.
  • 10.  Qual é o problema?  Qual sua frequência?  Quem está envolvido?  Onde?  Quando?  É a parte da definição acima que corresponde à distribuição e à frequência de problemas de saúde. Questionamentos de um Estudo Epidemiológico Epidemiologia descritiva
  • 11. Tenta analisar as causas ou determinantes das doenças a fim de responder as perguntas. Como a doença é causada? Porque continua ocorrendo? Questionamentos de um Estudo Epidemiológico Epidemiologia analítica
  • 12. Para que a saúde seja quantificada e para permitir comparações na população, utilizam-se os indicadores de saúde, que devem refletir, com fidedignidade, o panorama da saúde populacional. Eles devem apresentar validade, confiabilidade, clareza, simplicidade e objetividade. Além disso, para comparar a frequência de uma doença entre diferentes grupos, deve-se ter em conta o tamanho das populações a serem comparadas com sua estrutura de idade e sexo. Variáveis Epidemiológicas
  • 13. Indicadores Demográficos Indicadores Sociais Indicadores Ambientais Esperança de vida Renda per capita Abastecimento de água e esgoto Níveis de fecundidade Distribuição de renda Coleta de lixo Níveis de natalidade Taxa de analfabetismo Condições de moradia Sexo Crianças em idade escolar fora da escola Idade IDH
  • 14. População em risco (denominador populacional): total de pessoas em risco de desenvolver uma doença. Cobertura: comparação entre os que realmente receberam o serviço e os que deveriam tê-lo recebido: Ex: A equipe de saúde precisa saber não apenas quantas crianças são vacinadas a cada mês, mas o também o número total de crianças que deveriam ter recebido a vacina. Conceitos básicos
  • 15. Morbidade É um termo genérico usado para designar o conjunto de casos de uma dada afecção ou a soma de agravos à saúde que atingem um grupo de indivíduos. Muitas doenças causam importante morbidade, mas baixa mortalidade, como a asma. Para que se possa acompanhar a morbidade na população e traçar paralelos entre a morbidade de um local em relação a outros, é preciso que se tenha medidas-padrão de morbidade. As medidas de morbidade mais utilizadas são: medida da prevalência medida da incidência. Conceitos básicos
  • 16. Morbidade Medida de Incidência: Mede o número de casos novos de uma doença, episódios ou eventos na população dentro de um período definido de tempo em geral um ano (mas pode ser dia, semana, mês); É um dos melhores indicadores para avaliar se uma condição está diminuindo, aumentando ou se permanece estática, pois indica o número de pessoas da população que passou de um estado de não-doente para doente. Conceitos básicos
  • 17. Morbidade Medida de Incidência: O coeficiente de incidência é a razão entre o número de casos novos de uma doença que ocorre em uma comunidade, em um intervalo de tempo determinado, e a população exposta ao risco de adquirir essa doença no mesmo período. Coeficiente de = nº de casos NOVOS em dado local e período x k * Incidência população total em risco** *k = constante qualquer (pode ser 100, 1000, 10000 etc) **Ou população do mesmo local e período Conceitos básicos
  • 18. Morbidade Medida de Incidência: EX: Nascimentos e mortes ocorridos no distrito durante um ano; Casos de tétano neonatal diagnosticado por ano; Número de primeiras consultas de pré-natal por mês; Número de casos de doenças de Chagas diagnosticados por ano. Conceitos básicos
  • 19. Morbidade Medida de Incidência: “ O COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA REPRESENTA A PROBABILIDADE DO INDIVÍDUO SE TORNAR UM CASO” “ A TAXA DE INCIDÊNCIA REPRESENTA A RAPIDEZ COM A QUAL NOVOS CASOS SE DESENVOLVEM NO TEMPO Conceitos básicos
  • 20. Morbidade Medida de Prevalência: Mede o número total de casos, episódios ou eventos existentes em um determinado ponto no tempo, comumente em um determinado dia. Depende do número de pessoas que desenvolveram a doença no passado e que continuam doentes no presente. A prevalência de uma condição é resultado de sua incidência no passado e de sua duração. Conceitos básicos
  • 21. Morbidade Medida de Prevalência: EX: Número total de pacientes com hanseníase incluídos em um registro no início de cada mês; Número total de leitos hospitalares ocupados em um dia. Enquanto a prevalência é muito útil para medir a frequência de problemas crônicos, a incidência é mais útil para aquelas doenças com uma duração média como sarampo, diarreia e pneumonia. Conceitos básicos
  • 22. Morbidade Medida de Prevalência: É a relação entre o número de casos existentes de uma determinada doença e o número de pessoas na população, em um determinado período. Coeficiente de Prevalência = nº de casos EXISTENTES em um dado local e período x k população total em risco k = constante qualquer (pode ser 100, 1000, 10000 etc) - Fator escolhido de forma que a taxa seja expressa por um número inteiro. Casos existentes = novos + antigos Conceitos básicos
  • 23. Morbidade Medida de Prevalência: ESTÁTICO!!! Idéia do momento em que feita a pesquisa O COEFICIENTE DE PREVALÊNCIA REPRESENTA A PROBABILIDADE DO INDIVÍDUO “SER UM CASO” Conceitos básicos
  • 24. Morbidade Exemplo: O município de Santa Maria (que tem 270.000 habitantes) possui atualmente 1500 portadores do vírus HIV. No ano de 2012, 96 novos casos foram registrados na cidade (dados hipotéticos). 1) Calcule o coeficiente de prevalência. 2) Calcule o coeficiente de incidência em 2012. Conceitos básicos
  • 25. Mais exemplos no livro, pag 13. Conceitos básicos
  • 26. Morbidade Relação entre incidência e prevalência: A prevalência de uma doença depende da incidência da mesma (quanto maior for a ocorrência de casos novos, maior será o número de casos existentes), como também da duração da doença. Então, a mudança da prevalência pode ser afetada tanto pela velocidade da incidência como pela modificação da duração da doença. Esta, por sua vez, depende do tempo de cura da doença ou da sobrevivência. PREVALÊNCIA = INCIDÊNCIA X DURAÇÃO MÉDIA DA DOENÇA Conceitos básicos
  • 27. Mortalidade  O número de óbitos (assim como o número de nascimentos) é uma importante fonte para avaliar as condições de saúde da população. É um caso particular do conceito de incidência, porém o evento de interesse é a morte. Os coeficientes de mortalidade são os mais tradicionais indicadores de saúde, sendo os principais:    Coeficiente de mortalidade geral;  Coeficiente de mortalidade infantil;  Coeficiente de mortalidade neonatal precoce;  Coeficiente de mortalidade neonatal tardia;  Coeficiente de mortalidade perinatal;  Coeficiente de mortalidade materna;  Coeficiente de mortalidade específico por doença. Conceitos básicos
  • 28. Mortalidade de morrer, em Probabilidade de qualquer pessoa da população determinado local e tempo. % animas que vai a óbito em um tempo X e local Y Mortalidade = Nº de óbitos X 10n População de risco Conceitos básicos
  • 31. Conceitos básicos Ex: CMI (Coeficiente de Mortalidade Infantil) = total de mortes em menores de 1 ano durante um ano X 1000 total de nascimentos no mesmo ano
  • 32. Letalidade Ela é a medida do risco de óbito entre os doentes. A letalidade expressa a gravidade de uma doença: quanto maior o número de indivíduos, acometidos por uma doença, que vão a óbito, mais grave ela é considerada. Ex: dengue hemorrágica x resfriado comum. Conceitos básicos
  • 33. Letalidade Coeficiente de = mortes devido à doença “X” em determinada comunidade e tempo x k Letalidade casos da doença “X” na mesma área e tempo * k = constante qualquer (pode ser 100, 1000, 10000 etc) Há uma relação entre letalidade, mortalidade e incidência que se expressa da seguinte forma: MORTALIDADE = INCIDÊNCIA x LETALIDADE Conceitos básicos
  • 34. Epidemia É definida como a ocorrência obviamente excessiva de casos de uma doença em uma comunidade ou área. Se caracteriza pela incidência, em curto período de tempo, de grande número de casos de uma doença, ou seja, o elevado número de casos novos e rápida difusão. Com o tempo e um ambiente estável a ocorrência de doença passa de epidêmica para endêmica. OBS: Surto é uma ocorrência epidêmica restrita a um espaço extremamente delimitado. Ex: colégio, prédio. Exemplo de doença que se iniciou com um surto epidêmico: gripe aviária, H1N1 Conceitos básicos
  • 35. Endemia É uma doença localizada em um espaço limitado denominado faixa endêmica. Se traduz pelo aparecimento de menor número de casos ao longo do tempo, porém com uma duração continua. Logo, o que define o caráter endémico de uma doença é o fato de ser a mesma peculiar a um povo, país ou região, isto é, ocorre apenas em um determinado local, não atingindo nem se espalhando para outros. Exemplo de áreas endêmicas no Brasil: febre amarela comum Amazônia. Conceitos básicos
  • 36. Pandemia É uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras. Os critérios de definição de uma pandemia são que a doença ou condição além de se espalhar ou matar um grande número de pessoas, deve ser infecciosa. Câncer? O câncer (responsável por inúmeras mortes) não é considerado uma pandemia porque não uma é doença infecciosa, ou seja, não é transmissível. Exemplo de pandemias: AIDS, tuberculose, gripe espanhola, peste, H1N1 Conceitos básicos
  • 38. O objetivo final da Epidemiologia é produzir conhecimento e tecnologia capazes de promover a saúde individual através de medidas de alcance coletivo. Link Boletins Epidemiológicos: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197- secretaria-svs/11955-boletins-epidemiologicos-arquivos Objetivo Final da Epidemiologia
  • 39. Referências AGUIAR, Zenaide Neto. SUS: Sistema Único de Saúde: antecedentes, percurso, perspectivas e desafios. São Paulo: Martinari, 2011. MENEZES, A. M. B. Noções básicas de epidemiologia. Silva LCC, Menezes AMB, organizadores. Epidemiologia das doenças respiratórias. Rio de Janeiro: Revinter, p. 1-25, 2001. SOARES, D. A.; ANDRADE, S. M.; CAMPOS, J. J. B. Epidemiologia e indicadores de saúde. Bases da saúde coletiva. Londrina: Ed. UEL, p. 183-210, 2001. Vaughan JP,Morrow R. Epidemiologia para municípios: manual para gerenciamento dos distritos sanitários. São Paulo: Hucitec; 1992.